A decadência do Ocidente

por Mario Vargas

Fernando Vicente
Fernando Vicente

O fato central dessa eleição é a irrupção torrencial em quase toda a Europa de partidos de ultradireita ou de ultraesquerda, inimigos do Euro e da União Europeia, que querem destruir para ressuscitar as velhas nações, fechar as fronteiras à imigração e proclamar sem rubor sua xenofobia, seu nacionalismo, sua filiação antidemocrática e seu racismo. Que haja matizes e diferenças entre eles não dissimula a tendência geral de uma corrente política que até agora parecia minoritária e marginal e que, nessa disputa eleitoral, demonstrou um crescimento espetacular.

Alguns comentaristas se consolam afirmando que esses resultados indicam um voto de raiva, um protesto momentâneo mais do que uma transformação ideológica do velho continente. Mas como está claro que a crise da qual resultaram os altos níveis de desemprego e a queda do nível de vida levará ainda alguns anos para ficar para trás, tudo indica que a virada política que essas eleições mostraram, ao invés de ser passageira, provavelmente durará e talvez se agrave. Com quais consequências? A mais óbvia é que a integração europeia, se não for completamente freada, será muito mais lenta do que o previsto, com quase certeza de que haverá debandada entre os países membros, começando pelo britânico, que já parece quase irreversível. E, acossada por movimentos antissistema cada vez mais robustos e operando em seu seio como uma quinta coluna, a União Europeia estará cada vez mais desunida e abalada por crises, políticas falidas e uma contestação permanente que, a curto ou longo prazo, poderiam enterrá-la.

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Enquanto me inteirava dos resultados das eleições europeias, lia, no último número de The American Interest, revista dirigida por Francis Fukuyama (Maio/Junho 2014), uma fascinante pesquisa intitulada America Self-Contained? (que poderia ser traduzida como “América ensimesmada?”), na qual uma quinzena de destacados analistas estadunidenses de distintas tendências examina a política externa do Governo do Presidente Obama.

O país que até agora havia assumido a liderança do Ocidente democrático e liberal ia se eximindo discretamente de semelhante responsabilidade para confinar-se, sem traumas nem nostalgia, em políticas internas cada vez mais desconectadas do mundo exterior e aceitando, neste globalizado planeta de nossos dias, sua condição de país destronado e menor.

Os críticos divergem sobre as razões dessa “decadência”, mas todos estão de acordo que ela se reflete em uma política externa na qual Obama, com o apoio inequívoco da maioria da opinião pública, se livra de maneira sistemática de assumir responsabilidades internacionais.
Segundo a pesquisa da The American Interest, nada disso é casual e nem pode ser atribuído exclusivamente ao governo de Obama. Trata-se, pelo contrário, de uma tendência muito mais antiga e que, mesmo tendo ficado soterrada e velada por um bom tempo, encontrou, como consequência da crise financeira que golpeou com tanta força o povo estadunidense, a oportunidade de crescer e se manifestar por meio de um governo que se atreveu a materializá-la. Ainda que a ideia de que os Estados Unidos se atrapalhem para solucionar seus próprios problemas e, para acelerar seu desenvolvimento econômico e devolver à sociedade os altos níveis de vida que alcançou no passado renuncie à liderança do Ocidente e a intervir em assuntos que não lhe digam respeito diretamente nem representem uma ameaça imediata a sua segurança seja objeto de críticas entre a elite e a oposição republicana, ela tem um apoio popular muito grande dos homens e mulheres comuns, convencidos de que os Estados Unidos devem deixar de se sacrificar pelos “outros”, entregando-se a guerras caríssimas em que dilapida seus recursos e sacrifica seus jovens, enquanto o trabalho escasseia e a vida se torna cada vez mais dura para o cidadão comum. Um dos ensaios da pesquisa mostra como cada um dos importantes cortes em gastos militares que Obama fez teve o respaldo esmagador da população.

Quais conclusões tiramos disso tudo? A primeira é que o mundo já mudou muito mais do que acreditávamos e que a decadência do Ocidente, tantas vezes prognosticada na história por intelectuais sibilinos e amantes das catástrofes, passou por fim a ser uma realidade de nossos dias. Decadência em que sentido? Antes de mais nada, do papel diretor, de liderança, que tiveram a Europa e os Estados Unidos no passado mediato e imediato, para muitas coisas boas e algumas más. A dinâmica da história já não nasce só ali, mas também em outras regiões e países que, pouco a pouco, vão impondo seus modelos, usos e métodos ao resto do mundo. (Transcrevi trechos)

 

 Malagón
Malagón

14N: hoy Europa toma las calles

Rebelión

Quieren que esta tragedia griega no tenga fin. Los ministros de Economía de la eurozona concedieron otros dos años a Grecia para que haga los recortes prometidos. El Parlamento griego acaba de aprobar recortes por 13.500 millones de euros pero nunca es suficiente. En un leak del Financial Times se lee que Atenas tendrá que recortar otros 4.000 millones en 2015-2016. No se pusieron de acuerdo en conceder los 31.000 millones de euros necesarios para que Grecia no se declare en bancarrota y pospusieron la decisión hasta el 20 de noviembre. Otra vez más el Ecofin ganó tiempo al tiempo. La estrategia perfecta para que la Troika, que posee ya el 70% de esa deuda griega que asciende a 340.000 millones de euros, siga comprándose el país.

Mientras el Ecofin volvía a reunirse, Merkel brindaba su segunda visita a un país rescatado. Voló a Portugal, donde fue recibida en una fortaleza inexpugnable, mientras en las calles brotaban carteles que la pintaban como Hitler y la invitaban a marcharse: Merkel, raus!

Y mientras el Ecofin se reunía y Merkel visitaba Portugal, en la portada del periódico Libération francés se veía a Merkel y se leía: Achtung! Berlín à París.

Atención a estas declaraciones de Lars Feld, uno de los cinco ‘sabios’ económicos que asesoran al gobierno alemán: “El problema más serio de la zona euro en este momento ya no es Grecia, España o Italia, sino Francia, puesto que no ha hecho nada para restituir realmente su competitividad y ella misma va encaminada en sentido contrario. Francia necesita realizar reformas en el mercado laboral, es el país que menos trabaja de la zona euro.” ¿Se abre un frente francés?

La guerra del euro, que asuela Grecia con salarios mínimos de 510 euros para los menores de 25 años, y asfixia a base de recortes a Chipre, Portugal o España, sigue su curso. Los señores del euro han sido dueños del Tiempo durante ya tres años, pero ya llega nuestra hora.

Hoy es un día importante en Europa.

Finalmente, es 14N, #14N #europeanstrike
Finalmente se celebra una huelga general simultánea en los países del sur de Europa. Será la primera. Habrá manifestaciones de solidaridad en muchos países del norte de Europa. Habrá protestas en Bruselas, delante del edificio de la Comisión Europea y Barroso deberá recibir a sindicalistas europeos. Finalmente unen fuerzas sindicatos mayoritarios y minoritarios, parados, trabajadores, precarios, estudiantes. Todos contra esta Unión Europea neoliberal. Que sea masiva. In Rebelión

 

14-N Eurohuelga

por Daniel Guerra
La CES convoca una huelga general europea el 14 de noviembre en protesta ´contra los recortes públicos. Apoyo sindical abierto de Portugal, España, Grecia y Chipre, según fuentes sindicales. Las centrales sindicales de Italia y Francia evalúan sumarse. Más vale tarde que nunca.
Las huelgas infunden siempre tanto espanto a los capitalistas precisamente porque comienzan a hacer vacilar su dominio (…) Todo este mecanismo lo mueve el obrero, que cultiva la tierra, extrae el mineral, elabora las mercancías (…) Cada huelga recuerda a los capitalistas que los verdaderos dueños no son ellos, sino los obreros, que proclaman con creciente fuerza sus derechos. Cada huelga recuerda a los obreros que su situación no es desesperada y que no están solos (…).” V.I. Lenin
La realidad es que durante estos dos años ha habido ocasiones aun más propicias para la convocatoria de una huelga general europea. Sin contar con los movimientos 15 M y Occupy, los cuales nunca entendieron de fronteras nacionales, hemos experimentado calendarios de luchas tan apretados que era difícil que no coincidieran en alguna ocasión más de un par de países europeos en huelga.  Hemos asistido a varias jornadas de luchas europeas con paros parciales que demostraron una vez más la viabilidad de la idea de la huelga europea, luchas que traspasaron los límites continentales como seguramente ocurrirá el próximo 14-N, siempre y cuando todo aquel que lo crea necesario, luche para que así sea.

El caso es que no existía aún en los sindicatos europeos y la propia CES la suficiente presión sobre las cúpulas para llevarla a cabo. Finalmente, se ha producido lo que se llevaba tiempo promoviendo desde este blog y a la vez vaticinando, pues era casi inevitable. El periódico de mañana lleva el siguiente titular: 14-N. Eurohuelga. Esta convocatoria, como de costumbre, a muchos les toma con el paso cambiado. En palabras de Arthur Shopenhauer: “Toda verdad pasa por tres etapas: primero es ridiculizada, luego violentamente rechazada, y finalmente aceptada como obvia”.

Ahora ya no hay más excusas. Cada uno en sus organizaciones, plataformas, partidos, corrientes, sindicatos, asambleas… ¡A trabajar por la huelga general internacional! ¡Por la internacionalización de las luchas! El capitalismo nos ataca a nivel internacional, y se le combate en unidad de clase a nivel mundial.