Estudantes de Pernambuco temem a polícia e inquéritos secretos

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“Dois policiais deixaram ontem uma intimação pra mim no DCE da UFRPE. Hoje, às 15h devo comparecer a Delegacia Civil de Santo Amaro para prestar depoimento. A Criminalização da luta da juventude e dos trabalhadores, marca do governo do ditador Eduardo Campos (PSB), é uma crescente nas jornadas de luta da juventude. Passa pela intimação que recebi, pelas demissões injustas dos rodoviários, sequestro e tortura de ativistas. A resposta a isso deve ser cada vez mais a luta e a ofensiva contra esses governos. Lutar não é crime!” Por Raíssa Bezerra

Informa a Folha de Pernambuco:A Polícia Civil começou a ouvir os membros da Frente de Luta Pelo Transporte Público, na delegacia de Santo Amaro, na área Central do Recife. Acompanhado dos advogados, o estudante Pedro Joseph, um dos líderes da Frente, prestou depoimento nesta quarta-feira (4) por cerca de uma hora e meia.Entre os assuntos da conversa estiveram a organização e lideranças do movimento, além da ligação com Black Bloc, grupo que assumiu a autoria dos atos de vandalismo cometidos no Recife, no dia 21 do mês passado. Segundo Pedro, foram mostradas fotos de pessoas que participaram da manifestação, mas ele garante não ter reconhecido ninguém.Já nesta quinta-feira (5), outra estudante será ouvida pela polícia. O depoimento da estudante de Serviços Sociais da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Raissa Bezerra está marcado para as 15h. Ela deverá prestar esclarecimentos sobre os últimos protestos realizados na Capital, sobretudo o que aconteceu há duas semanas, quando um ônibus foi incendiado e houve outras depredações na cidade.

De acordo com o delegado responsável pelo inquérito, Darlson Macedo, o caso corre em segredo de justiça, e por isso, ele não poderia dar detalhes sobre as investigações. O prazo para conclusão do inquérito é até o dia 23 deste mês, podendo ser prorrogado por mais trinta dias.

Nota do redator do blogue: Deve alardear, sim. Existem relatos de pessoas desaparecidas. E a polícia está sendo culpabilizada. Os estudantes estão com medo das intimações. De ser sequestradas. E o pior: de ser torturadas. O delegado Darlson Macedo pode perguntar para qualquer estudante se tem pavor da polícia. Vai ficar escandalizado com a resposta. A síndrome do medo nasce de um fato real ou de um boato. É diferente da síndrome de pânico, que é inexplicável.

Essas intimações a estudantes vêm criando uma legenda de medo, desde a prisão injustificada de Cris Patos, outra liderança universitária.
Diário de Pernambuco, “publicação: 23/08/2013 13:04. Atualização: 23/08/2013 13:20:
Policiais da Delegacia do Cordeiro prenderam um homem suspeito de roubar motos 50 cilindradas. A polícia chegou até o suspeito depois de receber vários registros de ocorrências relacionadas a esta prática criminosa.No depoimento, o preso confessou ser um dos responsáveis por incendiar o ônibus durante os protestos da quarta-feira passada, no Recife. Ele disse que recebeu R$ 150 para cometer o crime. O caso está sendo investigado pelo delegado João Gustavo Godoy. A Delegacia do Cordeiro está situada na Rua Antero Mota, bairro do Cordeiro, no Recife”.
Disse mais: que o financiador falava com sotaque. Esse bandido (ainda está preso?) tem comparsas: pelos menos, alguém compra as motos que rouba. O incêndio do ônibus foi patrocinado, obviamente, por quem tem dinheiro para comprar infiltrados, que são profissionais pagos pela polícia ou governos estrangeiros (espionagem internacional), multinacionais ou organizações golpistas da direita. Que, inclusive, prometem manifestações para o próximo dia 7 de Setembro, Dia da Independência.
Recentemente, a imprensa internacional denunciou que a presidente Dilma Rousseff foi espionada pela CIA, um serviço secreto que fez parte da organização da fuga, da Bolívia para o Brasil, do corrupto e assassino senador Roger Pinto.

“Contra esse sistema … que há tanto nos oprime e tão pouco nos dá”

por Rafael Alves/ Jornal da USP livre

"E a juventude brasileira começa a despertar!", por Carlos Latuff
“E a juventude brasileira começa a despertar!”, por Carlos Latuff

 

Trabalhadores, punks, maloqueiros, marginais, vândalos, torcedores, partidários, moleques, senhoras, desempregados, favelados – oprimidos em geral, a maioria absoluta – faz-se extremamente necessário uma organização maior deste movimento – que começou com uma manifestação contra o aumento da passagem, organizada por poucos, e não tão atraente às grandes massas; transformou-se em um movimento de todos nós, agrupados ou isoladamente, graças às conversas de bar, debates na rua, cliques na internet; e pode se tornar maior ainda no ato de segunda, possivelmente a primeira de uma série de manifestações de rua que superem as das últimas décadas – é fundamental que estejamos preparados para as futuras agressões policiais, para ataques da mídia, do governo e do judiciário, pois estes enxergam em nós muito mais do que nós mesmos, veem nosso potencial, um movimento verdadeiramente transformador de nossa sociedade. Por isso, lutar somente pela passagem já não nos contempla mais, queremos mais, queremos tudo o que sempre quisemos e nunca tivemos força para exigir, queremos o que atos menores que nos antecederam não conseguiram (como os dos professores, dos servidores públicos, do movimento negro, de mulheres, homossexuais, dos estudantes universitários, dos trabalhadores sem terra, sem teto, dos índios!). Este é o momento, o povo já esta nas ruas, não devemos desperdiçar essa oportunidade, este momento tão favorável. Para isso não podemos nos entregar por ninharias, sucumbir a direções que traiam suas bases, ou entrar em ideias distracionistas, devemos seguir firme na luta, ampliar cada vez mais nosso movimento, redigir nossas pautas, articulá-las com a sociedade e nos fortalecermos cada vez mais contra esse sistema de merda que há tanto nos oprime e tão pouco nos dá, a não ser em forma desta violência institucionalizada que matou na ditadura, mata negros e pobres nas periferias e quer nos calar ao doce som de bombas e ao sutil toque das borrachas!

Governador Jaques Wagner solta os cachorros

br_atarde. polícia contra estudantes

A revolta estudantil contra as altas mensalidades do ensino privado. E a polícia do governador não podia faltar. Teve estudante nas ruas, tem polícia com balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo
A revolta estudantil contra as altas mensalidades do ensino privado. E a polícia do governador petista não podia faltar. Teve estudante nas ruas, tem polícia com balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo

PMs do Batalhão de Choque reprimiram ontem, com gás de pimenta e balas de borracha, um protesto de estudantes de medicina da Faculdade de Tecnologia e Ciência (FTC). Um grupo de universitários com jalecos brancos promovia passeata na Paralela, sentido aeroporto.

O estudante Bruno Reis da Silva, do 6º semestre do curso de medicina, disse que a Choque “já chegou atirando as bombas e alguns alunos ficaram machucados”. Segundo ele, grávidas também participavam do protesto.

Uma estudante, que preferiu não se identificar, relatou: “Muitas pessoas desmaiaram, foram pisoteadas. Uma menina quebrou o braço e feriu a barriga com uma bala de borracha. Alguns estão em estado de choque, outros com falta de ar ou olhos ardendo”.

O supervisor comercial Fábio Rodrigues, que passava no local, presenciou a ação. “Cerca de 20 homens chegaram com cassetete na mão e jogaram três ou quatros bombas de pimenta em cima dos alunos. Os estudantes saíram correndo e liberaram o trânsito. Alguns motoristas foram atingidos”.

A FTC confirma o atraso no pagamento dos salários desde abril dos professores, e se comprometeu a quitar a dívida ainda ontem.

A faculdade, entretanto, não se pronunciou sobre a reclamação dos estudantes quanto à falta de convênios com hospitais.

Motivos do protesto

O estudante David Santos, 4º semestre de medicina, explicou que a manifestação foi por causa da falta de pagamento dos professores e de convênios com clínicas particulares.

Segundo ele, a FTC não paga aos hospitais para que os alunos possam estudar a parte prática há meses. “Os professores já não recebem há 2 meses. Que tipo de médico eles querem formar?”, questiona Bruno Reis da Silva, do 6º semestre, que paga mensalidade de R$ 4.125 pelo curso.

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Fonte:
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Pobre Brasil! Promotores de São Paulo criminalizam movimento estudantil

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Deu no Estadão, e transcrevo do Folha Corrida:

Ministério Público denuncia estudantes da USP por formação de quadrilha

72 pessoas, a maioria estudantes, foram denunciadas pelo Ministério Público por causa da ocupação do prédio da reitoria da universidade em novembro de 2011
Marcha de estudantes secundários no Chile
Marcha de estudantes secundários no Chile

 

Isadora Peron, Nataly Costa e Rodrigo Burgarelli – O Estado de S.Paulo

O Ministério Público Estadual denunciou 72 pessoas da Universidade de São Paulo (USP) – a maioria estudantes – que foram detidas após ocupar o prédio da reitoria em novembro de 2011. Eles foram denunciados por cinco crimes: formação de quadrilha, posse de explosivos, dano ao patrimônio público, desobediência e crime ambiental por pichação. Somados, os crimes podem render penas de até sete anos de prisão.

Veja também:
link RELEMBRE: Estudantes invadem Reitoria após assembleia votar fim de ocupação
link ‘TV ESTADÃO’: Veja como foi a reintegração de posse da reitoria da USP

A reportagem telefonou para todos os advogados de defesa dos estudantes registrados no Tribunal de Justiça, mas nenhum dos que atendeu ao telefone se dispôs a responder à acusação da Promotoria. Denunciados ouvidos pela reportagem afirmaram que a denúncia é um ataque histórico ao movimento estudantil e que não houve crimes durante a ocupação.

Em novembro de 2011, um grupo de estudantes, funcionários e outras pessoas ocupou a reitoria da USP após três alunos da Geografia serem detidos pela Polícia Militar em um estacionamento da universidade. A ocupação era um protesto contra a presença da PM dentro do campus. Depois de oito dias, o grupo se recusou a sair do prédio após ordem judicial e a Tropa de Choque da PM cumpriu a reintegração de posse. Laudos policiais afirmaram que móveis e partes do prédio foram danificados e que havia pichação, explosivos e líquidos inflamáveis no local.

A diretora do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) e uma das acusadas, Diana de Oliveira, afirmou que a denúncia é um ataque histórico ao movimento estudantil e dos trabalhadores. De acordo com ela, o resultado do processo interno da USP contra os manifestantes saiu na última semana e grande parte recebeu suspensão de 5 a 15 dias. “Essas penas leves mostram que o reitor estava arquitetando com o governo esse ataque para criminalizar estudantes e trabalhadores”, diz. A USP não comentou. / COLABORARAM WILLIAM CASTANHO, CARLOS LORDELO E JULIANA DEODORO

Ministério Público denuncia estudantes da USP por formação de quadrilha – saopaulo – saopaulo – Estadão

Passeata estudantil no Chile
Passeata estudantil no Chile

Colombia: Legalizan nuevas armas de represión y tortura

Agencia Prensa Rural
Por medio de la resolución 02686 del 31 de julio de 2012, firmada por el comandante máximo de la policía, se reglamenta el uso de armas denominadas de “letalidad reducida”.

La policía colombiana, desde julio, tiene autorización legal para torturar a la población civil con nuevas armas sumadas a las ya tradicionales que tienen como objetivo atentar contra los ciudadanos que se manifiestan o son contrarios a las políticas gubernamentales.

Por medio de la resolución 02686 del 31 de julio de 2012, firmada por el comandante máximo de la policía, se reglamenta el uso de armas denominadas de “letalidad reducida”, es decir que de todas formas pueden llegar a asesinar (y han asesinado) personas. La caracterización que hace dicho documento sobre esas armas es la siguiente:

Mecánicas cinéticas: fusiles lanza gases o perdigones de goma, lanzadores de redes o nylon, proyectiles de goma y lanzadores de tinta o agentes irritantes.

Químicas: disparador de spray pimienta, gas pimienta, gases irritantes, cartuchos de gas irritantes.

Acústicas: granadas de aturdimiento, granadas de luz y sonido, dispositivos acústicos para largas distancias.

Dispositivos de control eléctrico y auxiliares: tonfa, pistolas de disparo eléctrico o dispositivos de control eléctrico, dispositivos de shock eléctrico, lanzador flash, granadas de múltiple impacto CS/OC, granadas lumínicas y de sonido, animales entrenados.

Las armas de tortura eléctrica ya están siendo usadas por la policía de Santander en contra de ciudadanos indefensos con el argumento de “reducirlos”. Teniendo en cuenta que estos cuerpos policiales son formados bajo politicas de odio, preocupa que esos artefactos se activen de forma indiscriminada por ese tipo de sujetos.

Adicional a la dicha resolución, el ESMAD (escuadrón antidisturbios) ya está usando caballos acorazados en las manifestaciones los cuales, además de constituirse como maltrato animal, pueden llegar a causar una tragedia ya que se asustan con las explosiones de las mismas granadas aturdidoras por lo que pueden embestir a las personas que se encuentren cerca. El maltrato animal se manifiesta en el estrés que se puede generar en los animales y en las lesiones que se pueden presentar sobre todo en las extremidades de estos animales.

Es común en las manifestaciones que el ESMAD agreda a la población de manera indiscriminada en desalojos y movilizaciones contra manifestantes y transeúntes con gases lacrimógenos, golpes, balas de goma, aturdidoras, papas explosivas y cartuchos rellenos de pedazos de metal, entre otros métodos represivos dejando ya varios muertos, centenares de heridos, varias personas con pérdida de ojos e incluso abortos inducidos por el uso de gases, con todos los casos hasta el momento en la absoluta impunidad puesto que no hay herramientas efectivas que protejan a la población del uso desmedido de la fuerza pública que realmente sólo protegen al poder y al capital.

El Estado colombiano ha firmado varios tratados internacionales de derechos humanos que sólo quedan en el papel porque la brutalidad policial es pan de cada día, el derecho a la vida no se respeta ni siquiera desde el mismo gobierno nacional que ordena asesinar incluso en países vecinos, en contravía de la constitución nacional.

Con estas nuevas armas las violaciones de derechos humanos se incrementarán y sumado al fuero militar que está a punto de aprobarse en el Congreso la impunidad será mayor al 97% actual que hay sobre los delitos en Colombia y que es aun mayor en los crímenes de estado. Además hay que recordar que la Ley de Seguridad Ciudadana estipula como delitos de cárcel el hecho de bloquear una calle o protestar sin permiso con penas hasta de 8 años siendo que la mayoría de manifestaciones se dan de manera espontánea sin una programación previa.

Este tipo de medidas se dan cuando el nivel de ilegitimidad del gobierno es tal que ve al pueblo como el enemigo interno que hay que acallar sabiendo que las políticas gubernamentales son para una clase privilegiada en contra de la inmensa mayoría.

La Fundación Lazos de Dignidad emite denuncia pública contra el Estado colombiano y el Instituto Nacional Penitenciario y Carcelario de Colombia (Inpec) por condenar a pena de muerte al prisionero político y de guerra José Dinael Lamprea, de 35 años de edad, guerrillero de las FARC-EP, al omitir diagnóstico oportuno, negarle atención médica adecuada y restringir el derecho a la libertad por grave enfermedad. 

Peticiones

1. Exigimos al estado colombiano otorgar la libertad inmediata por grave enfermedad al prisionero político de guerra José Dinael Lamprea.

2. Que cesen las condenas a pena de muerte contra los prisioneros políticos mediante la omisión de diagnósticos y atención médica oportuna.

3. Solicitamos que la liberación de los prisioneros políticos enfermos sea incluida dentro de la agenda de diálogos entre el gobierno colombiano y las FARC-EP.

¡No mas abuso de poder por parte del Estado colombiano!

¡Si el Estado no puede proteger a los prisioneros, que los libere!

 

Colombia. Estudiantes en MARCHA por la Segunda y Definitiva Independencia

Este cinco  de septiembre miles de  docentes, estudiantes de bachillerato y universitarios recorrieron las principales capitales del país, atendiendo al llamado de la Mesa Amplia Nacional Estudiantil MANE y el sector educativo en general, con el objetivo de protestar  contra la crisis en la que se encuentra este sector, consecuencia de las políticas de privatización de la educación  pública colombiana.

Los   estudiantes universitarios en particular realizaron lo que se denomino el carnaval de comparsas, como un acto que busca dejar en pie el compromiso estudiantil con una educación más justa y equitativa.

DECLARACIÓN

Saludamos hoy el lanzamiento publico del Comité Patriótico Distrital, un paso necesario en el avance y consolidación de Marcha Patriótica en la ciudad, y nos sumamos a este en la perspectiva de la construcción de una política juvenil, para seguir cabalgando hacía la segunda y definitiva independencia. En el contexto colombiano las y los jóvenes pasamos por difíciles condiciones de vida; nos enfrentamos a una realidad de guerra, desempleo y falta de educación; particularmente en Bogotá se concentran las más diversas expresiones de la desigualdad económica y por tanto del conflicto social, político y armado que vive el país.

Vivimos en un ambiente de creciente militarización urbana caracterizada por un aumento de dispositivos de vigilancia y control, que pretenden invisibilizar las expresiones de resistencia social y política, producto de la agudización del modelo neoliberal en la ciudad. Modelo que unido a la propagación de una cultura de consumo y de miedo ha devenido en una fragmentación social y política dando lugar a dificultades que han imposibilitado la organización de la lucha política en la ciudad tendiendo un manto generalizado de inconformismo e indiferencia. A pesar de la situación actual por la que pasa la ciudad hemos asistido en los últimos tiempos al resurgimiento de luchas sociales de tipo urbano tales como: transportadores, servicios públicos, desplazados, víctimas de falsos positivos, mujeres víctimas de la violencia, entre otras. A las cuales las y los jóvenes reconocemos como un horizonte para construir una ciudad que responda a las necesidades de la clase trabajadora.

Perspectiva en la que Marcha Patriótica es sin duda una esperanza y un referente estratégico para materializar los sueños de una Bogotá acorde a la Patria nueva. El sector Juvenil Distrital hace un llamado a todas y todos los jóvenes patriotas a sumarse a la lucha urbana y rural asi como a la consolidación del sector juvenil para asumir la responsabilidad que tenemos con nuestra historia y su transformación. Lucha que demanda integrar las más diversas perspectivas sobre las problemáticas de la ciudad integrándolas en una propuesta organizativa que responda a la complejidad del momento actual y vaya desde lo cultural y ambiental hasta lo económico y lo político. Esto implica la necesidad de construir una organización de base con sentido territorial que nos lleve a la construcción de poder popular juvenil en cada una de las localidades. El Paro Nacional no solo es un punto de llegada de nuestros acumulados políticos a nivel nacional y distrital sino la oportunidad de probar las capacidades que en el proceso de fortalecimiento del sector hemos venido desarrollando en términos de organización y movilización política, asumiendo desde ya las más diversas tareas que nos garantizarán una acción acorde con lo que Marcha Patriótica representa hoy para el país.

Los comités barriales de paro, las jornadas de convocatoria y la proyección política de nuestros ejes programáticos son elementos que nos permitirán avanzar hacia la construcción y consolidación de los jóvenes del distrito como sujetos políticos y actores de cambio, hecho que nos llevará a que el sector juvenil se convierta en un actor de peso y parte integrante fundamental del frente de resistencia social y paz en Bogotá. Las discusiones y avances programáticos que hemos logrado con respecto a la solución política, deben irse materializando en un Mandato Juvenil por la Paz que trace el camino hacia la participación activa de los jóvenes patriotas en la construcción de la paz con justicia social. El Cabildo Distrital de Juventud Bogotá constituye un punto de partida para el Cabildo Nacional dotándonos de propuestas y posturas políticas cohesionadas entorno a las problemáticas juveniles pero más aún permitiéndonos arrebatarle al sistema nuestra naturaleza rebelde y creadora.

Los jóvenes patriotas orgullosamente hacemos parte de este esfuerzo en común, desde la escuela, el colegio, la Universidad, el campo, el barrio, el trabajo, los sindicatos, las organizaciones sociales y populares, el parche, el combo, la barra, el guetto y todas las múltiples formas de expresión organizativa en las que nos encontramos; trabajamos con alegría y abnegación para que nuestros sueños se hagan realidad, para seguir juntando los espíritus libres y las rebeldías; estamos comprometidos con esta tarea emancipadora, liberadora y transformadora de avanzar en la construcción de una juventud rebelde, que no descansará hasta la consecución de la segunda y definitiva independencia.