Carta aberta de funcionária da Petrobras e Campanha do Petróleo É Nosso

Michele Daher
Michele Daher

A carta aberta de uma funcionária da Petrobras continua com a crescente aprovação dos internautas, e transcrita por blogues e redes sociais, apesar da aparente indiferença dos irmãos Marinho, proprietários do monopólio midiático da Globo.

Michelle Daher Vieira escreveu a carta porque sua foto apareceu em uma reportagem publicada no jornal O Globo do dia 15 de fevereiro, intitulada “Nova Rotina de Medo e Tensão”.

A carta publicada na sua página do Facebook é dirigida ao jornal de propriedade dos irmãos Marinho e à jornalista Letícia Fernandes que assinou a reportagem embusteira e escandalosa.

Escreveu Michele: “Fico imaginando como a dita jornalista sabe tão detalhadamente a respeito do nosso cotidiano de trabalho para escrever com tanta propriedade, como se tudo fosse a mais pura verdade, e afirmar com tamanha certeza de que vivemos uma rotina de medo, assombrados por boatos de demissões, que passamos o dia em silêncio na ponta das cadeiras atualizando os e-mails apreensivos a cada clique, que trabalhamos tensos com medo de receber e-mails com represálias, assim criando uma idéia, para quem lê, a respeito de como é o clima no dia a dia de trabalho dentro da Petrobras como se a mesma o estivesse vivendo.

Acho que tanta criatividade só pode ser baseada na própria realidade de trabalho da Letícia, que em sua rotina passa por todas estas experiências de terror e a utiliza para descrever a nossa como se vivêssemos a mesma experiência”.

Michele tocou no calcanhar de Aquiles dos jornalistas da Globo, que recebem o salário do medo e da fome. E das redações onde imperam o assédio moral e o assédio sexual. Um trabalho servil. Um jornalismo marrom, faccioso e partidário, que tem como fontes desclassificados indivíduos como o bicheiro Carlinhos Cachoeira, delatores da Justiça e outros bandidos. A aberração do uso de fontes fictícias consideradas como não oficiais. Ou hipotéticas. Para dar uma aparência de verdade informam: trocamos os nomes para o informante não sofrer coação (mas não diz quem seria o perseguidor, apenas insinua, que é outra forma de caluniar, de criar um falso clima de terrorismo). Um jornalismo quinta-colua. Redações que espalham boatos, mentiras, rumores, balões de ensaio, meias-verdades, barrigas, e que deturpam entrevistas.

Michele consegue desnudar as Louras Platinadas da campanha que visa privatizar a Petrobras: “Minha intenção era mostrar que a Petrobras é um patrimônio brasileiro, maior que tudo isto que está acontecendo, que não pode ser destruída por bandidos confessos que posam neste jornal como heróis, por juízes que agem por vaidade e estrelismos apoiados pelo estardalhaço e holofotes que vocês dão a eles, pelo mercado que só quer lucrar com especulação e nunca constrói nada de concreto e por um jornal repulsivo como O Globo que não tem compromisso com a verdade nem com o Brasil“.

Lembra Michele: “Em abril próximo vou fazer 9 anos de Petrobras, no dia em que assinei o contrato, foi o meu primeiro dia como empregada da maior empresa do Brasil. Éramos muitos novos empregados sendo contratados naquele dia, estávamos todos num grande auditório e tocou o Hino Nacional. Isso dá um significado muito grande da importância do nosso trabalho: aquele contrato não é só a concretização de uma realização pessoal, é também um projeto de empresa e do país que queremos e trabalhamos para construir, se eu já sabia disso, naquele momento a dimensão desta minha certeza se ampliou. Nós não estamos aqui para trabalhar só para o mercado, estamos aqui para construir um Brasil melhor, maior e mais desenvolvido para todos”.

Os Marinho ordenaram que seus capatazes e escribas participem do chamado golpe “suave” ou golpe a jato.

Comenta o jornalista Paulo Nogueira: “Erick Bretas, que ocupou diversas posições de destaque no telejornalismo da Globo e hoje é seu diretor de Mídias Digitais, fez ontem uma coisa que desafia a capacidade de compreensão. Defendeu a cassação de 54 milhões de votos dados há menos de cinco meses para Dilma”.

No jornalismo on line, Bretas é quem ordena a publicação de matérias contra a Petrobras. Certamente faz tudo conforme mando, que ele não é doido para contrariar os patrões.

campanha-de-final-de-ano-da-tv-globo

Tal como fez com Michele , qualquer cidadão nacionalista, patriota pode fazer o mesmo: Funcionário da Globo defende estatização, a Petrobras para os brasileiros
O jornal O Globo, indevidamente, usou a imagem de Michele Daher Vieira. Qualquer cidadão nacionalista e patriota pode dar o troco: Funcionários da Globo realizam, sem medo e tensão, a Campanha do Petróleo É Nosso. Dos brasileiros. E defendem a estatização da Petrobras

Evo Morales reeleito presidente. Esmagadora vitória do nacionalismo

bo_nuevo_dia. Bolívia eleito evo

bo_prensa. evo eleito 2

O presidente Evo Morales conquistou, ontem, uma vitória eleitoral esmagadora para governar a Bolívia por um terceiro mandato consecutivo.

O importante aval conseguido por Morales nas urnas, com uma vitória acima de 60% dos votos, segundo os resultados provisórios, foi, em grande medida, uma reação à bonança econômica vivida pelo país, apontaram analistas à AFP.

Enquanto são aguardados os números oficiais, o governo espera alcançar a maioria absoluta no Congresso, o que permitiria avançar em reformas – como a da justiça – sem precisar da oposição.

“Garantir a continuidade do crescimento econômico é agora um dos maiores objetivos do governo, pois assim assegura-se a estabilidade social e política”, disse o analista Marcelo Silva, professor de ciência política da Universidad Mayor San Andrés.

A Bolívia, até pouco tempo referência em pobreza na América do Sul, tem um crescimento estimado para este ano que pode chegar a 6,5%, o maior na região, segundo o Ministério da Economia.

“O país precisa mudar sua base econômica para gerar um bem-estar sustentável”, considerou Gustavo Pedraza, consultor em política e economia.

“A Bolívia deve deixar de ser completamente dependente da extração de recursos naturais para buscar um sistema de produção com valor agregado que gere empregos de qualidade”, afirmou o analista.

Com 62% de sua população indígena e rural, na Bolívia 80% dos trabalhadores bolivianos são informais, comerciantes, agricultores e mineiros que não pagam impostos.

Há muitas demandas

“Há muitas demandas, e fazemos o possível para atendê-las… Nestes nove anos aprendemos que não pode faltar dinheiro, alimentos, água e energia para o povo”, disse Morales nesta segunda-feira em uma coletiva de imprensa.

_evo-morales

Morales, de 54 anos, conquistou uma ampla vantagem de quase 40 pontos sobre seu rival, o empresário Samuel Doria Medina, segundo pesquisas dos institutos Equipos Mori e Ipsos divulgadas pela tv local. Estima-se que Doria Medina teve pouco mais de 20% dos votos.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, foi um dos primeiros a felicitar o presidente boliviano, e disse que a reeleição de Morales foi uma “grande vitória para os povos da América do Sul”.

Os governos de Cuba, França, Argentina e El Salvador também saudaram o presidente boliviano pela vitória.

Vitória dedicada a Fidel e Chávez

O presidente, crítico incansável dos Estados Unidos, dedicou sua vitória “aos que lutam contra o imperialismo”. “É dedicada a Fidel Castro e a Hugo Chávez, que descanse em paz”, disse o governante.

No poder desde 2006, o primeiro presidente indígena da Bolívia conseguiu ampliar a base de apoio no país com uma vitória que se estendeu a oito dos nove departamentos, só perdendo em Beni.

O governo surpreendeu ao ganhar pela primeira vez em Santa Cruz (leste), motor econômico da Bolívia e onde inicialmente se concentrava a oposição mais dura a sua política indigenista, anti-americana e estatista.

Morales conseguiu um surpreendente apoio empresarial, setor favorecido pelo crescimento econômico e pelo bom desempenho dos negócios.

Com a vitória, Morales pode se transformar no presidente que ficou mais tempo no poder na Bolívia, país cujo povo sofria com o apartheid indígena e constantes golpes militares.