Campanha pela privatização do enterro de Margaret Thatcher

ladra do leite

É boa idéia colocar em prática a política do estado mínimo de Margaret Thatcher. Nada de gastar dinheiro público. Mas o governo do Reino Unido pretende um funeral idêntico ao de Lady Di. Nada de privatização.

O corpo da Dama de Ferro foi embalsamado para que o enterro aconteça no dia 17 próximo.

O evento será transmitido em direto pela televisão. Antes, o caixão percorrerá as ruas de Londres desde o Palácio de Westminster, para onde irá na véspera do funeral. Durante a noite, o caixão ficará na capela de St. Mary Undercroft, no Palácio de Westminster.

O palácio de Buckingham divulgou que a Rainha Isabel II e o duque de Edimburgo estarão presentes.

Após as cerimônias fúnebres, na catedral de São Paulo, será realizada uma “cremação em privado”.

Disunited in mourning: police fear Thatcher funeral may turn into security nightmare

Fears of civil disorder in capital as plans are revealed for partially state-funded ceremonial funeral, as MPs gather to pay tribute to Baroness Thatcher

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Police officers are monitoring social media, internet forums and BlackBerry messaging networks in the expectation that Margaret Thatcher’s funeral procession next Wednesday will be targeted by protesters.

The possibility of demonstrations during the funeral has raised concerns that police may adopt the controversial tactic of making pre-emptive arrests.

Plans appear to be under way for different groups to demonstrate during the funeral, and to hold celebrations around the country on the same day. In The Independent

Publica hoje Público es:

Las reacciones críticas sobre la figura de Margaret Thatcher tras su fallecimiento van desde la recogida de firmas para evitar su funeral de Estado hasta las congregaciones espontáneas para beber champán

La muerte de Margaret Thatcher, lejos de provocar un aluvión unánime de lamentos y condolencias, también ha generado manifestaciones sarcásticas e incluso de júbilo colectivo.

La ‘Dama de hierro’, quien ya en vida consiguió obstaculizar la carrera de Ken Loach, ha recibido por parte del director británico uno de los comentarios más irónicos que se han visto en internet: “¿Cómo deberíamos honrarla? Privaticemos su funeral. Saquémoslo a concurso público y aceptemos la oferta más barata. Es lo que ella habría querido.” Loach hace referencia a la política privatizadora que la primera ministra puso en marcha durante su mandato, una tendencia neoliberal que el cineasta ya reflejó con intención crítica en 2001 con su película ‘La cuadrilla’.

Precisamente en alusión al funeral de Thatcher, que tendrá lugar el 17 de abril en la Catedral de San Pablo, se ha puesto en marcha una recogida de firmas con la que sus detractores intentan llevar a la Cámara de los Comunes la negativa popular a que la exprimera ministra reciba honores de Estado. La propuesta, que necesita 100.000 firmas y que en pocas horas ya ha recibido el apoyo de miles de personas, se ha difundido en Twitter con el hashtag #NoStateFuneral.

Menos decorosas han sido las celebraciones que han tenido lugar en ciudades como Glasgow, Bristol, Belfast o Londreshoras después de conocerse la muerte de la mandataria británica. En la ciudad escocesa el ayuntamiento se vio obligado a pronunciarse para pedir a los ciudadanos que evitaran congregarse nuevamente en la concurrida plaza de San Jorge, donde la noche anterior un centenar de personasse había reunido para festejar el acontecimiento sin el permiso de la alcaldía. Sin embargo, ha sido en Bristol donde han tenido lugar los sucesos más graves después de que seis policías resultaran heridos tras los enfrentamientos entre las fuerzas de seguridad y doscientas personas reunidas en el barrio Easton de aquella ciudad. Mientras, en la capital británica se ha anunciado una concentración en Trafalgar Square el sábado por la tarde cuya convocatoria ya se está propagando por las redes sociales.

Finalmente, desde Belfast, el viceprimer ministro norirlandés Martin Guinness ha pedido respeto por la memoria de la ‘Dama de hierro’. El antiguo miembro del IRA ha declarado: “Thatcher no fue una artífice de la paz, pero la gente no debería festejar su muerte”.

Polícia Militar de São Paulo, a que mais mata no mundo

Renato Roseno, advogado que atua na área de direitos humanos, analisa a dinâmica política e social que põe em crise a segurança pública no país; para ele, quanto mais ordem punitiva e penal, mais violência 

paz repressão polícia indignados

Medo vira pretexto para

destituir a liberdade

e criminalizar pobres

por José Coutinho Júnior e José Francisco Neto

A onda de violência no estado de São Paulo põe em questão o papel e a função das forças de segurança pública existentes no país. Para o advogado que atua na área de direitos humanos Renato Roseno, é preciso indagar se houve mudança no papel do Estado e da Polícia Militar (a que mais mata no mundo) nos últimos anos, ou se esse é o caráter histórico dessas instituições. Os movimentos sociais responsabilizam as forças policiais pela violência contra a população, principalmente de baixa renda e negra

Brasil de Fato – Como a violência está relacionada com o projeto de estado brasileiro?

Renato Roseno – O projeto está assentado na produção de exploração da opressão. Ele gera contradições sociais, que devem ser administradas por coesão ou por coerção das classes pobres, consideradas “perigosas”. O conflito social é tratado como desvio, como perigo. Então, o perigoso tem que ser estigmatizado, disciplinado, corrigido e punido.

Não é à toa que o direito penal é da idade do capitalismo. O projeto de gestão do conflito social, por via do dispositivo penal, nasce quando o estado capitalista ganha racionalidade e solidez. O estado tem que ser o monopólio da força para dar ordem, portanto, o que está fora da ordem, por algum motivo, tem que ser administrado.

Primeiro você “retribui a sociedade, vingando a sociedade”. Segundo você dá o exemplo e, por último, você “ressocializa”. Mas na verdade você não ressocializa ninguém pelo dispositivo penal. Você apenas seleciona e estigmatiza.

Como a mídia influi nesse projeto?

Ela produz legitimidade sobre quem é o perigoso, quem é o suspeito e quais são os mecanismos que devem ser dirigidos a ele. Por outro lado, ela produz e reproduz medo. O medo é uma ideia política fundamental. Como a classe trabalhadora está com medo, não produz rupturas. O medo é o pretexto para destituir a liberdade.

Na lei geral da Copa, por exemplo, em nome do combate ao terror, se aprova o recrudescimento penal contra os pobres. A mídia, portanto, produz o estigma, legitima o dispositivo penal, e também produz pânico social.

E a seletividade do encarceramento também está incluída?

O encarceramento é o resultado do dispositivo penal. A criminalização sempre será seletiva. Os negros, jovens e pobres estão nas cadeias porque eles são os extermináveis de agora. Quem não é administrado pela fábrica, quem não é administrado pela política social, vai ser administrado pelo dispositivo penal.

Essa produção de criminalização não é um defeito do sistema penal. Não é só no Brasil que se prende pobre. Em outros países também se prende pobre, porque o mecanismo penal é feito para os pobres.

Como que se aplica, na prática, esse projeto de militarização na sociedade brasileira?

É um projeto de sociabilidade capitalista. O estado mínimo produz o estado máximo. Isso significa que o estado tem que montar um aparelho repressivo por causa de uma demanda por ordem e segurança criada no período neoliberal.

Analisando os orçamentos militares na América Latina, dá para ver que o Brasil está crescendo muito em seu gasto com as forças armadas. Eu não só chamaria de militarização da questão social, mas é a criminalização da questão social.

Transcrevi trechos.

Terror em São Paulo e Santa Catarina faz o povo preferir uma ditadura?

Lissandra Paraguassu escreve o seguinte lide (lead) numa notícia sobre uma pesquisa da Data Popular:

“Vinte e sete anos depois do fim da ditadura militar, parte da nova classe média brasileira parece preferir um governo que funcione às liberdades civis. Uma pesquisa feita pelo instituto Data Popular, que investiga o pensamento desse grupo social que aumentou significativamente nos últimos 10 anos, mostrou que 51% dos entrevistados concorda com a frase ‘Prefiro uma ditadura competente do que uma democracia incompetente”.

Por que  escreveu “parte” e “parece” na primeira frase?

“Esse cidadão da nova classe média não tem dúvidas de que o dever do Estado é oferecer educação e saúde de qualidade: mais de 70% dos entrevistados defendem isso”. No meu endender “isso” significa uma condenação às privatizações”.

Curioso é que a pesquisa não fala dos serviços de segurança pública. Quando a imprensa promove o maior estardalhaço com o terrorismo nos estados oposicionistas de Santa Catarina e São Paulo.

Não sei quem pagou a pesquisa, e nada da credibilidade do instituto Data Popular. Mas achei suspeita a adjetivação: O que diabo é uma “ditadura competente”?

Ricardo Noblat ressalta: As instituições nas quais a classe média mais confia são: família (83%), igreja (60%), presidente (51%), empresas (33%), Justiça (24%), deputados e senadores (11%).

Faltou acrescentar: a tradição, a família e a propriedade fazem parte dessa querença.

Tem mais: quem não acredita na justiça e nos políticos sonha com algum “amanhecer dourado”. Acontece na Grécia, berço da democracia.

Privatización de los activos del estado

 

Debtocracy, un documental visto por dos millones de personas y transmitido desde Japón hasta América Latina, analizan la privatización de los activos del estado.
Viajan por el mundo recogiendo información sobre la privatización en países desarrollados y buscando las claves al día siguiente después del programa de privatización masiva en Grecia.

Veja o vídeo. Você vai entender o que chamo de privatização unilateral, com as quermesses de Fernando Henrique, as rodadas de Lula e a grande feira anunciada por Dilma.

A Grécia depois das Olimpíadas é o Brasil amanhã depois da Copa do Mundo.

 

A rainha Christine vai nua

por FERREIRA FERNANDES

 

Gastava-se demais. O FMI deu a solução: gastar menos. E explicou-a: gastando menos, a economia caía (até eu percebi: menos investimento, logo menos obras, menos emprego…), mas era poupança que levava a o relançamento (também compreendi: se o Estado emagrece, então precisa de menos impostos, e a economia, como Fénix renascida, logo dançaria com ramos de margaridas). A explicação não foi tão poética, mas foi assim que a ouvimos. O problema é que a Christine Lagarde não é dada a rimas, ela é mais números. Tivesse ela aproveitado a nossa ânsia de música, ainda continuávamos alegremente iludidos. Mas a francesa de perfil seco sacou da calculadora: “Por cada euro de austeridade, a economia cairia 0,50 euros”, decretou. O resto da humanidade olhou para a fórmula como um boi para um palácio, fingiu que percebeu e sorriu porque a Lagarde também sorria quando enunciou a fórmula. Um euro de poupado e só meio euro de queda, parecia boa e prometedora aquela relação… Ora, agora, ficámos a saber que por cada euro de austeridade, afinal, a economia cai entre 0,9 e 1,7 euros. Mesmo tansos como nós sabem calcular o tamanho do engano: o FMI errou do dobro ao triplo! Mais uma vez ficou demonstrada a vantagem da poesia. Tivesse o FMI ido por ela, ainda hoje podia continuar a iludir-nos, dizendo que o engano era pouco, em vez de ramos de margaridas eram de crisântemos… Mas como insistiu nos números, tramou-se. São uns sábios da treta.

(Transcrito do Diário de Notícias, Portugal)

A cara do novo empresário brasileiro

Continuam vendendo o Brasil.

Privatizadas as estatais, desnacionalizadas as empresas, eis o novo empresário brasileiro.

Lucas Bahia tem o sonho de abrir uma bomboniere
Lucas Bahia tem o sonho de abrir uma bomboniere
Quais são as empresas com capital cem por cento nacional?
O BNDES investiu nas privatizações, no proer malandante  dos bancos com Fernando Henrique, e no plano mei reles de Lula da Silva de salvação da crise de montadoras e oficinas.
E vem Dilma com um dinheirinho mirrado para

Estão até falando do Brasil ajudar os países colonialistas, via BID. Dinheiro de um país de esfomeados para sustentar o luxo dos países G-20 que escravizam o trabalhador brasileiro.

Isso é troça. No Brasil do real, reportagem de Juliana Dias,

Aumenta número de adolescentes chefes de família

Lucas Bahia vende balas nos ônibus da capital; Robson Carlos concilia o trabalho de assistente administrativo e recepcionista; Renata da Cruz é babá de um recém-nascido, e Erasmo Batista exerce a função de ajudante de mecânico. Os trabalhos descritos acima condizem com a realidade de milhares de brasileiros, mas a condição social desses adolescentes os tornam, precocemente, as principais fontes de sustento da casa.
A troca de papéis, que transforma meninos e meninas entre 10 e 19 anos em chefes de família, é uma realidade em 793 mil domicílios, segundo dados preliminares do Censo 2010. A responsabilidade assumida, incompatível com as idades desses brasileiros em início de vida, é uma das quatro preocupações – e que devem ter atenção especial – listadas pelo relatório Situação da Adolescência Brasileira 2011 – O direito de ser adolescente: oportunidade para reduzir vulnerabilidades e superar desigualdades, lançado nesta quarta, 30, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
A partir da evolução de dez indicadores (2004 a 2009), a publicação apresenta nove vulnerabilidades (veja em texto abaixo e na página ao lado) às quais os 21 milhões de adolescentes entre 12 e 17 anos (11% da população) estão expostos, além das quatro desigualdades que aprofundam os fatores que afetam o desenvolvimento: cor da pele, gênero, deficiência e contexto da moradia.
Histórias de vida –  Dentre as vulnerabilidades trazidas pelo relatório que impactam na vida dos adolescentes, está a privação da convivência familiar e comunitária, abrangendo a condição de serem chefes de família. O baleiro Lucas Bahia, 17, há cinco meses não vive mais com os pais, e agora sustenta a casa em que mora com a namorada de 16 anos. A venda nos ônibus é a renda do casal, que daqui há três meses ganhará um filho. O rapaz vive na casa dada pela mãe e cursa o 1º ano do ensino médio. Lucas, que diz ter renda mensal “em torno de  R$ 900”, sonha em abrir o próprio negócio: “Uma bomboniere”.
Robson, 17, trabalha informalmente em dois estabelecimentos para manter a casa em que vive sozinho e ajudar nas despesas da mãe. “Dá para fazer de tudo um pouco, mas às vezes atrapalha, principalmente com as horas de lazer”, ele avalia.
Erasmo, 18, desde os 14 trabalha em uma oficina para ajudar em casa, e Renata, 16, teve que abandonar um curso profissionalizante para ser babá e pagar as contas.
“Essas funções vão fazer com que eles percam a fase da adolescência. Isso impacta, por exemplo, nos estudos”, preocupa-se a oficial de monitoramento e avaliação do Unicef, Cláudia Fernandes.
A legislação brasileira permite o trabalho antes dos 14 anos na modalidade de aprendizagem. Após os 14, além de aprendiz, o adolescente pode ser empregado, autônomo ou estagiário, mas só em atividades não degradantes e adequadas à faixa etária.

Deitado em berço esplêndido e de pernas abertas

Taí uma meia=verdade. O jornalão não tem coragem de citar os gastos dos cinco supremos tribunais de Brasília. Nem das forças armadas. Nem das agências reguladoras e dos fundos de pensões especiais dos marajás e Marias Candelária. Que o INSS dá lucro.

Não toca nos empréstimos do BNDES. Na auditoria da dívida.

Toda vez que o Brasil começa a temporada das quermesses – entrega das empresas estatais -, concessões de minas e outras doações, a imprensa passa a falar de inchaço. Pede o estado mínimo, o salário mínimo, e defende a globalização unilateral das nossas riquezas. A entrega máxima. A entrega total. Os cofres, portos, aeroportos e pernas abertas.