Urariano Mota: Os perdoados da ditadura

Urariano Mota
Urariano Mota

A revista Época nº 706  traz uma boa reportagem sob o nome de “Os infiltrados da ditadura”. Antes de continuar, é bom esclarecer que a reportagem é boa pelo assunto e por alguma verdade que deixa escapar, apesar da pauta e direção da revista. O fato é que, num surto de bom tema,  a reportagem traz a público os perfis breves de cinco agentes do Centro de Informações da Marinha, que se infiltraram na resistência à ditadura.

Assim, ficamos sabendo dos infiltrados Manoel Antonio Rodrigues, Gilberto de Oliveira Melo, Álvaro Bandarra, este na cúpula do PCB, de Maria Thereza Ribeiro da Silva, no PCBR, e mais Vanderli Pinheiro dos Santos, executor da sua farsa de tal maneira, que recebeu da Comissão da Anistia 234 mil reais e pensão acima de 3 mil por mês. Mas claro, recebeu e recebe porque alegou haver sofrido perseguição e torturas, ao requerer o benefício a pessoas de boa-fé na Anistia. Se uma pesquisa rigorosa se fizer, deve haver outros em igual situação, pois a decência é terra estranha a bandidos e assemelhados.

No sentido acima, a reportagem marca um tento. Os agentes duplos, as infiltrações nos partidos e movimentos clandestinos,  cujo maior exemplo é o senhor cabo Anselmo,  começam a aparecer. Leia mais

En la editorial de la revista, son bien conocidas las manipulaciones mentales, las tácticas del discurso: se relativiza para nivelar a los ejecutores con los ejecutados, torturados y torturadores. Como paso siguiente se instaura el reino de los lobos que lamen cariñosos a las ovejas, de leones a los que las cebras tiran de los bigotes, porque todo lo sanguinario y feroz es pasado. Porque el pasado, como diría el Marqués de Maricá, el pasado pasó. Mientras que la realidad resiste a tan piadosos propósitos. Pregunten a todo el mundo civilizado sobre los crímenes de guerra nazis y diga a las “víctimas” vengativas que el pasado pasó. Y ni se precisa preguntar a los humillados y atropellados de oriente. Pregunten acá cerca en Argentina. Si la humanidad concordase en que el pasado pasó, podemos llamar a los compañeros de Fleury para una cena de confraternización, al son de “hoy es un nuevo día, un nuevo tiempo ha comenzado.”

Pero mientras ese futuro superficial no llegue, que venga y se profundice la acción de la Comisión de la Verdad. Urgente, ya.

Transcrevi trechos nas versões em português e espanhol. Importante ler o texto completo, principlamente quando começam a reaparecer os infiltrados nos movimentos estudantis (vide greves da USP e Chile) e nas marchas dos indignados (notadamente na Itália e Portugal).