Alckmin, inimigo dos estudantes e do ensino gratuito, fecha mil escolas

Alckmin Foto do Cloaca News

escolas fechadas capital

escola alckmin sp haddad

governostucanos univerisade analfabeto preso cultura escola universidade

 

Anúncios

Após 20 meses de gestão, prefeito do Recife ainda não entregou uma nova escola sequer. Priscila Krause questiona atraso das obras

educação contra

De posse de cópias de contratos, ordens de serviços e termos aditivos, Priscila Krause questionou a gestão municipal a respeito do atraso de sete obras de construção de novas sedes de escolas municipais, um investimento na ordem de R$ 14 milhões. “Desde março do ano passado essas novas sedes são anunciadas, mas nenhuma foi inaugurada. Todas as datas prometidas pela Prefeitura já passaram. É preciso que a Secretaria de Educação se posicione, porque se trata de uma ação importante para as crianças e jovens recifenses”, afirmou.

O monitoramento da vereadora registrou que duas unidades (a Professor João Francisco de Souza, na Várzea e a Jardim Monte Verde, no Ibura), deveriam ter sido entregues ainda em novembro de 2013. As ações foram amplamente divulgadas pela imprensa oficial. Na época, a PCR prometeu que os novos equipamentos públicos já seriam utilizados pelos alunos no início do primeiro semestre letivo de 2014.

As outras cinco unidades estavam prometidas para julho deste ano, possibilitando que os estudantes as utilizassem desde agosto (Municipal de Santo Amaro, Manoel Torres, em Boa Viagem, Córrego do Euclides, José Lourenço de Lima, no Ibura e, por fim, Lutadores do Bem, em Santo Amaro), mas também ficaram na promessa. De acordo com informações registradas no Diário Oficial do Município, as datas de conclusão dessas obras foram postergadas para dezembro próximo.

Para Priscila, candidata a deputado estadual, a gestão precisa acelerar o ritmo das ações que efetivamente mudam a realidade da cidade. “Uma gestão que se aproxima de concluir sua primeira metade, sem entregar uma nova sede de escola sequer, precisa se justificar perante a sociedade. Um investimento desse porte não pode ser prejudicado por eventual má gestão ou falta de planejamento”, concluiu Priscila.

Priscila

Contato final com o eleitor pernambucano. "Amanhã o nosso encontro é na urna!", convida Priscila
Contato final com o eleitor pernambucano. “Amanhã o nosso encontro é na urna!”, convida Priscila

Pernambuco, Alagoas e Maranhão têm as piores escolas públicas do Brasil

escola municipal samba ensino

Escola com infraestrutura elementar tem que ter água, banheiro, esgoto, energia elétrica e cozinha

As escolas públicas devem ser melhores que as escolas particulares. Sobra dinheiro para aplicar o padrão Fifa.

Governadores e prefeitos ladrões nomeiam secretários de Educação corruptos.

Fui secretário de Educação em Jaboatão, e terminei demitido por ser honesto.   

Em seis meses, fiz mais do que todos os secretários nestes últimos 50 anos. Fica o desafio para prova em contrário

escola pensamento quadrado ensino

Transcrevo do jornal Luzitânia:

U

m retrato do abandono do ensino público no Brasil. São escolas sem água potável, sem banheiro e até sem sala de aula.

Durante dois meses, os repórteres Eduardo Faustini e Luiz Cláudio Azevedo percorreram escolas públicas dos estados que tiveram as médias mais baixas no Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (Pisa).

“O percurso deles é em torno de 20, 30 quilômetros. Muitos acordam duas, três horas da manhã, para pegar um caminhão, para que esse caminhão leve até a rodovia, para da rodovia vir de um transporte fornecido pela prefeitura do município: o ônibus escolar”, conta um morador de Joaquim Gomes, em Alagoas.

“A rua é assim desse jeito. Os meninos, a gente atravessa eles no braço, porque não quer ver eles molhado. Caderno, eles não dão”, conta uma moradora de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco.

“Essa água não é ideal para ser tomada e, principalmente dar ela para as crianças. Isso aí tem um germe total. Eu trabalho aqui, mas dela eu também não bebo”, revela um homem.

“Tem aluno que até cai da carteira, principalmente os menores, da educação infantil”, diz uma moradora de Codó, no Maranhão.

“Quando temos a necessidade de irmos para o banheiro, nós vamos para o mato. Os alunos e a professora”, afirma uma mulher.

O que a reportagem mostra são escolas em que falta tudo, escolas que nem de longe lembram uma escola. O que não falta é a força de vontade de alunos, professores e pais que sofrem com as péssimas condições de ensino. Sofrem e ficam indignados.

“Ei, quatro anos sem receber farda, aqui, ó”, conta uma mãe. “Sem receber farda, sem ninguém dar atenção para gente”, afirma uma outra mãe. “As crianças da gente são desprezada aqui dentro”, reclama.

O Fantástico mostra a situação da entrada de uma escola municipal, em Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco.

“Quando chove, a água invade, e chegam molhados, tudo sujo. Aí a situação. Aí não tem. Um bebedor bom não tem. Papel higiênico não tem”, afirma a mãe de aluno Maria Betânia dos Santos.

Revoltada, ela diz que as professoras pedem aos pais até material de limpeza: “Elas pedem à gente uma vassoura, pedem detergente. É o que for para botar aqui. Para ajudar aqui. E tem vez que as pobrezinhas passam quase um mês sem receber. Aí como é isso?”.

Isso é a realidade de escolas públicas em Alagoas, em Pernambuco e no Maranhão.

Na mais recente pesquisa brasileira do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), esses estados estão entre os que tiveram as notas médias mais baixas. Os repórteres do Fantástico passaram dois meses registrando as condições de escolas nesses estados.

Fantástico: Que horas você sai de casa?
Williana Soares (aluna): Quatro horas.
Everton Guedes Cavalcante (aluno): A hora que eu saio de casa, o máximo é 4h10, mas me acordo 3h50.

Só tem um jeito para o Everton e para a Williana irem à escola: de caminhão.

“Tem uma base de uns 55 alunos que nós vai (sic) nesse caminhão. Só que tem a dificuldade da estrada”, explica o motorista José Fernandes de Melo.

É uma estrada de terra. Depois dessa viagem, em Joaquim Gomes, em Alagoas, é que eles pegam o ônibus escolar da prefeitura. Mas e quando chove?

“Com dia de sol, nós consegue (sic). Quando choveu, não consegue chegar aqui”, conta o motorista.

O jeito então é ir… “Andando. Fora a ladeira que tem para subir”, conta Williana.

Ou então… “É ficar em casa mesmo, sem poder ir para a escola”, admite Everton.

Já em Lagoa Grande, em Pernambuco, quem não tem caminhão vai de charrete. Seu Francisco diz que a filha, a Rosileide, se queixa quando a escola não pode funcionar.

Em Codó, no Maranhão, o André e o primo dele, o Eduardo, são vaqueiros de manhã. De tarde, caminham 35 minutos até a escola.

Por lá, falta quase tudo. Não falta carinho. “Vocês são guardado no lado esquerdo do meu coração. Então, sejam bem-vindos mais este ano que nós temos aqui para trabalhar, para melhorar, para ver os nossos acertos”, anuncia a professora.

Em Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, se chegar a uma escola assim não é fácil, entrar também pode ser bem difícil, como foi visto no início da reportagem.

Na frente de outro colégio da mesma cidade, a situação é pior ainda: o esgoto está aberto. E ainda uma terceira escola enfrenta o mesmo problema, no mesmo município.

“Está há seis anos assim. Agora, é o que a gente diz para as mães: nós como funcionários vamos entrar. Nós somos funcionários, precisamos preservar a escola aberta para o aluno”, diz a secretária escolar Maria Vieira de Araújo.

Fantástico: Como que a senhora chegou hoje para dar aula? Qual foi a situação que a senhora encontrou na sala de aula?
Auriele Galvão (professora): A escola toda estava alagada. Não é goteira, é chuva mesmo. Eu afasto todas as cadeiras, boto todo mundo pro canto, e coloca baldes aqui. A água desce todinha pela parede. Inclusive eu já perdi trabalhos que a gente realiza trabalhos com os alunos, coloca nas paredes em exposição, mas aí desce tudo, molha tudo.

Você pode pensar que é uma cidade muito longe dos grandes centros, mas não é: Jaboatão dos Guararapes fica a cerca de seis quilômetros do metro quadrado mais caro de Recife, na praia de Boa Viagem.

Finalmente, a aula começa, inclusive na escola indígena Pajé Miguel Selestino da Silva, em Palmeira dos Índios, em Alagoas. O que falta é a própria sala de aula.

Fantástico: Há quantos anos o senhor dá aula nessa situação aqui?
Jecinaldo Xucuru Cariri (professor): Há mais de dois anos que eu venho ministrando aula debaixo da mangueira. É bastante complicado, até porque de repente vem uma chuva, então tem que todo mundo correr e abandonar a aula.

Em uma galpão, funciona outra sala. É uma situação de improviso, porque a sede original da escola não tem mais condições de uso e está interditada. No galpão, os alunos ficam espremidos. Além do desconforto, tem o perigo.

A escola municipal em Codó, no Maranhão, se chama Divina Providência e espera providências há muito tempo.

Fantástico: Há quanto tempo essa escola está assim? Do jeito que está assim hoje.
Deusdet Oliveira Matos (comerciante): Está com mais de 15 anos.

O Deusdet é um comerciante que construiu a escola há 50 anos e, do jeito que pode, continua tomando conta dela.

Deusdet Oliveira Matos: Quando está gotejando, eu vou, tiro a goteira. Agora, esse ano eu ia fazer essa parede de tijolo, mas ainda não fiz.
Fantástico: O que leva o senhor a cuidar dessa escola?
Deusdet Oliveira Matos: O espírito de humanidade, para poder auxiliar os filhos dos moradores a não se criarem analfabeto.

“A situação, como vocês estão vendo, desde o ano passado que a gente está desse jeito. A falta de cadeira, sentam e não tem o braço da cadeira. Eles estão com dificuldade para escrever. E eu estou utilizando a minha mesa, para que eles fiquem mais à vontade. O que eu posso fazer eu estou fazendo”, diz Juciara de Souza, professora em Petrolina, Pernambuco.

Em uma das cadeiras é possível ver parafuso para fora.

“Eu gostaria que tivesse cadeiras boas e que não fossem quebradas”, afirma uma aluna.

“Já teve caso de criança perder aula, porque não tinha cadeira”, conta a mãe de aluno Edineide Helena da Costa.

“O piso da escola não é adequado para o tipo de carteira, porque as carteiras, como é você pode ver, é um cano. Então, elas afundam no chão. E aí tem aluno que até cai. Aí chora, devido ao chão batido, que aqui não sabe se aqui é uma subida, ou ali é uma descida. É um desnível total. Porque aqui era uma casa de moradia. Era uma pessoa que morava aqui. Aí montou essa escola aqui para eles”, conta Rosa Maria Pereira Cunha, professora em Codó, no Maranhão.

As escolas visitadas pelo repórter Eduardo Faustini ficam em regiões bem quentes. Nas salas, todo mundo se queixa do calor. “É quente. No calor não tem quem suporte”, reclama a aluna Mayara Nunes de Alencar, em Petrolina, Pernambuco.

“Tem um ventilador, mas na outra sala. Um ventilador não é suficiente para os aluno. É muito aluno”, diz a zeladora Josiane Barbosa da Silva, de Lagoa Grande, Pernambuco.

Em outras escolas, um, dois ou um monte de ventiladores, nada resolveria, porque elas não têm energia elétrica.

Rosa Maria Pereira Cunha (professora em Codó, no Maranhão): Quando chove, fica escuro.
Fantástico: Não tem luz.
Rosa Maria Pereira Cunha: Tem não. Não tem luz.

Como beber água nessas condições? E como fazer a merenda?

“Para beber água, a gente pega água com a dona da terra. Pega uma garrafa de água e trago para cá, porque também está faltando filtro”, conta a professora Eliete de Araújo Lobes.

“Eu trabalho aqui, mas dela eu também não bebo, porque a gente vê a situação da água. Isso aí tem um germe total. Até lá em cima tem um pisador de cavalo e um pisador de boi. Tem uns bois que ficam aí atrás que bebem dessa água aí em cima da barragem”, José Dionísio Justino, professor em Joaquim Gomes, em Alagoas.

Celso Selestino (agente de saneamento em Palmeira dos Índios, em Alagoas): Não tem tratamento. Do jeito que ela passa aqui, ela abastece a cidade e não tem tratamento nenhum.
Fantástico: Agora tem algum sistema de filtro para proteger essa água?
Celso Selestino: Não. O filtro que tem aqui só isso aqui, não tem filtro nenhum. O pessoal é que coa a água ali e dá para as criança beber.

“A fossa é dentro da cozinha, e o suspiro é dentro da cozinha. Aonde a merenda já chega pronta e a gente tem que servir a merenda neste setor”, revela um funcionário de Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco.

“Geralmente a merenda só aparece de maio a junho. Geralmente é nesse período que a merenda aparece”, diz uma funcionária de uma escola na cidade de Codó, no Maranhão.

“Custa a chegar. E quando vem, a gente se junta lá com a vizinha aqui, que me ajuda demais, e aí a gente faz a merenda para essas criança. E, quando não, eles comem fruta da estação. Desse jeito”, conta a professora Maria do Amparo dos Anjos.

Professora de Lagoa Grande, em Pernambuco: Às vezes não tem aula porque não tem a merenda.
Fantástico: Difícil, né?
Professora: É complicado.
Fantástico: Como é que você se sente, assim, cuidando dessas crianças nessa situação?
Professora: Assim, eu me sinto… pequena, né? Que seus alunos não tá crescendo. Você sente como se tivesse diminuindo, não tá aumentando.

E aí, se o aluno tem o que comer e faz sua refeição, é hora de escovar os dentes. Mas em que banheiro?

“A água que a gente tem para botar nas descargas. Ontem, quem fez a limpeza fomos nós, os professores. Ó, aqui não tem a torneira”, denuncia a professora Marilucia Gomes de Sá, professora em Petrolina, Pernambuco.

“O ano passado eles estudaram sem banheiro, não tinha banheiro”, conta Francisco da Silva, pai de um aluno em Lagoa Grande, Pernambuco.

Josiane Barbosa (zeladora em Lagoa Grande, Pernambuco): Ó, tem esse banheiro aqui. Não tem luz, todo esculhambado. Tão fazendo um ali fora, mas começaram e não terminaram ainda.
Fantástico: A descarga funciona?
Josiane Barbosa: Não.

Fantástico: Como é que faz o aluno quando precisa ir ao banheiro?
Funcionária: Os meninos vão para detrás da escola, e as meninas, do outro lado, assim como a professora também. Que nós não temos banheiro.
Fantástico: A senhora usa o mato quando…
Funcionária: Também.

Fim das aulas, hora de voltar para casa. Lama, viagem longa e perigosa, em mais um dia do ano letivo.

Essas escolas passam por inúmeras dificuldades. Para muitos professores, a situação é mais difícil ainda, porque eles têm que dar aulas para várias turmas ao mesmo tempo. É o chamado ensino multisseriado, bastante comum no Brasil.

Fantástico: Enquanto a senhora está dando aula para uma turma, a outra aguarda, é assim que é feito?
Professora: É. Sempre eu começo pela educação infantil, já tá aprendendo a coordenação motora. Eu passo primeiro. Aí vou para o outro que já está lá no quarto, quinto ano.

Algumas das escolas mostradas na reportagem oferecem aos alunos menos do que o mínimo do mínimo. Uma escola com infraestrutura elementar tem que ter água, banheiro, esgoto, energia elétrica e cozinha. Quase metade das escolas brasileiras é assim.

São 87 mil ou 44,5% do total de escolas no país, segundo estudo feito por pesquisadores da Universidade de Brasília e da Federal de Santa Catarina.

“Escolas com estrutura precária em geral são escolas municipais e muitas dessas escolas são rurais. Se nós pegarmos escolas que atendem alunos com um nível socioeconômico equivalente, as que têm melhor estrutura tendem a oferecer melhor resultado”, diz José Joaquim Soares Neto, pesquisador da UnB.

A escola com a infraestrutura adequada tem sala dos professores, biblioteca, laboratório de informática, quadra esportiva e parque infantil. Conta também com acesso à internet e máquina de cópias.

E a escola com infraestrutura avançada tem tudo isso e ainda laboratório de ciências e instalações para estudantes com necessidades especiais.

Das 195 mil escolas brasileiras, pouco mais de mil são avançadas. Isso representa 0.6% do total. “Em geral, essas escolas estão em regiões como Sul e Sudeste”, completa o pesquisador.

Diante disso tudo, o que é que leva todos esses brasileiros, alunos, professores e também os pais, a seguir em frente?

O professor Elias Ferreira da Silva passou por algumas dessas situações que você acabou de ver, chegou à universidade e hoje dá aula na Escola São José, em Alagoas, aquela dos alunos que precisam do caminhão para ir à aula.

“É justamente essa vontade que eles têm de um futuro melhor que fazem ele ter essa força de sair 30 quilômetros, 20 quilômetros, 15 quilômetros, para chegar até a escola”, destaca Elias Ferreira da Silva.

“Ano passado, quando cheguei aqui, estava tudo caído, aí eu me sentei e, sinceramente, eu chorei”, revela uma professora.

“Eu queria que ela fosse grande, que tivesse vários professores, apesar que eu gosto de todos os meus professores, eles me ensinam muito bem”, comenta uma aluna.

“Eu sempre digo isso, que eu acho que a gente que trabalha na Zona Rural, nós somos realmente heroínas”, afirma uma mulher.

“Apesar desses lugares mais longínquos possível, vocês são o futuro dessa nação, construindo a sua própria história, ajudando a erguer mais esse país tão grande”, afirma uma professora. 

A Prefeitura de Codó, no Maranhão, diz em nota que vem melhorando a infraestrutura das escolas rurais. Afirma que, nos últimos cinco anos, foram construídas e equipadas 150 novas salas de aula. E que está prevista a construção de mais 28 escolas nos próximos 2 anos.

Veja o que os outros órgãos públicos têm a dizer:

A prefeitura de Jaboatão dos Guararapes informou na sexta-feira (7) que o trabalho de recuperação está em andamento.

“Já recuperamos 51 escolas e temos um cronograma de execução até o final do ano. As três escolas visitadas, desde a produção das imagens até o presente o momento, já resolvemos mais de 90% do que vocês filmaram”, afirma secretário de Educação de Guararapes, Francisco Amorim.

A Secretaria de Educação de Joaquim Gomes, em Alagoas, informa que tem projetos junto ao Ministério da Educação para obter recursos federais para recuperar escolas rurais e também urbanas. Novas cadeiras já estão sendo compradas e reparos estão sendo feitos nas escolas.

O secretário de Educação de Lagoa Grande, em Pernambuco, diz que o município está trabalhando na recuperação das escolas em regime de urgência.

“Encontramos o município totalmente sucateado. Fizemos um levantamento emergencial onde a gente poderia intervir de imediato”, afirma o secretário de Educação de Lagoa Grande, Daniel Torre.

A Secretaria de Educação de Alagoas afirma que a ordem de serviço para recuperação da Escola Estadual Pajé Miguel Selestino já foi assinada. Serão instalados um laboratório de informática e uma biblioteca.

As cadeiras da escola Joaquim Francisco da Costa, em Petrolina, Pernambuco, foram substituídas cinco dias depois de o Fantástico visitar a escola.

 

Polícia de Eduardo Campos enquadra manifestantes por formação de quadrilha e outros horrendos crimes

Cristiano Vasconcelos (Resistência Pernambucana), Igor e Diego, todos da Frente Independente Popular – PE, foram indiciados hoje por “Formação de Quadrilha”, “Corrupção de Menores” e “Crime de Incêndio” (caso do dia 21 de agosto) pela delegada Patrícia Domingues. “A repressão está grande em nosso estado, e pedimos que todos os companheiros, no Brasil, divulguem a forma com que Eduardo Campos, ditador de Pernambuco, reage diante dos movimentos sociais nesta terra de coronel. LUTAR NÃO É CRIME!”

lutar

“Qual é a diferença entre a depredação que acontece em um dia de jogo e em dia de protesto? É que a segunda é perigosamente engajada demais para passar em branco.
102 ônibus depredados e nenhuma pessoa presa. Depois acham ruim quando dizemos que as prisões em dias de protesto são políticas!
Os jogos do último final de semana, entre Sport e São Caetano e Santa Cruz e Betim, deixaram um saldo de 102 ônibus depredados. As destruição ocorreu antes e depois das partidas. http://leiaja.me/mkBbEX
jogo

O Movimento Popular promete não se intimidar

lei

E bate forte: “Dudu Malvadeza e Marina Mentirosa estreiam ‘O Ilusionista’. O Filme conta a história de um governador inescrupuloso que cria um Estado de faz de conta onde ninguém podia dizer não ao Rei, que se junta à malvada Marina Avon para enganar o povo. O filme está cotado pra estrear em outubro de 2014, na mostra de cinema tupiniquim ‘O circo bufo da Farsa Eleitoral’. Não percam!
BREVE NOS PIORES CINEMAS E DVD’S PIRATAS!
NÃO SE DEIXE ENGANAR POR ESSA ILUSÃO…

O ILUSIONISTA – Mestre em fabricar resultados fechando escolas. Em sua sanha política, pretende mandar para ALEPE, projeto que joga para as prefeituras a responsabilidade com o Ensino Fundamental. Com isso, espera construir um modelo de Ensino Médio questionável e ineficiente, e apresentar como vitrine para o país nas eleições. O ILUSIONISTA PRETENDE ENGANAR A TODOS!”
dudu

O Movimento considera demagógicas e falsas as declarações de Eduardo Campos tipo: Se fosse mais novo e não ocupasse uma posição política de destaque no Estado, também participaria dos protestos por um #brasilmaisjusto. “Claro que eu iria a uma manifestação dessa se eu tivesse a idade deles e não estivesse nesta posição”, se referindo aos estudantes, maioria dos ativistas. O governador considera as manifestações legítimas e já disse que a polícia não deverá usar de violência para conter os mais fervorosos.

Vandalismo. DINHEIRO PELO RALO

por Vittorio Medioli 

BRA^MG_EDM universidade educação ensino escolaBRA_PIO as escolas privadas cadeirantesBRA^MA_OEDM ensinoBRA^PR_DDC Ponta Grossa manchete pela privatização do ensinoBRA^SP_AC ensinoBRA^SP_DDR ensinoBRA_DSM o ensino tem que ser gratuitoBRA_ZH ensino alerta nota zero

 

Vandalismo, insistem esses baderneiros, é jogar dinheiro pelo ralo. Barbaridade é ter uma carga tributária escandinava para manter uma classe de políticos que se trancam dentro do Congresso e votam às pressas, agora, aquilo que era negociado anteriormente por benesses e nomeações.

Barbárie, gritam, é deixar escola sem carteiras e professores sem condições de dar aula.

Outro vandalismo seria nomear ministro do STF para dar impunidade a mensaleiros que nunca irão para cadeia; eleger presidente do Congresso que já foi cassado do mesmo cargo por improbidade e corrupção; primitivismo é tratar de cura gay, sem atar a camisa de força para os deputados a favor.

Vândalos são esses gringos que chegam de países ricos e ditam como se gasta R$ 30 bilhões para uma Copa, com um custo médio de R$ 800 milhões por estádio, construídos em apenas 30 meses. Enquanto isso, com creches não se gastou mais que R$ 50 milhões.

Hediondo é permitir que a Fifa, presidida por acusados de ladroagem, chegue a ter importância de papa.

Vandalismo é demolir uma potência como a Petrobras, arrasar o setor de etanol, combustível limpo que poderíamos ter em abundância.

Vandalismo é abandonar estradas e BRs, possibilitando um extermínio nas crateras que se abriram em todo o Brasil.

 

Nota do redator do blogue: Vamos encontrar vândalos nos três poderes.

Temos que destacar o vandalismo da justiça tarda e falha. Que não prende os corruptos. Que assina despejos e precatórios. E concede habeas corpus nas coxas. Como aconteceu com o “capo” Daniel Dantas.

O Brasil está repleto de condenados milionários soltos… Cito como exemplo a quadrilha do juiz Lalau. Enfim, este país precisa tirar de circulação os vândalos, para o povo poder escapar do inferno.

 

 

 

As escolas municipais do Recife um lixo só

O Blog do Ronildo mostrou quanto abandono, quanto descaso, quanta safadeza. Transcrevo trechos:

No Córrego da Areia, MPPE já tentou fechar escola com apenas três salas de aula
No Córrego da Areia, MPPE já tentou fechar escola com apenas três salas de aula

Blog visitou cinco escolas da Rede Municipal, o suficiente para constatar grandes absurdos. No Recife, cidade cujo prefeito prometeu dar tablets aos alunos, crianças têm aulas a poucos palmos de pontos de tráfico de crack,que ficam literalmente no teto da escola. Infelizmente o ponto também é usado pelos viciados para – diante dos olhos e ovidos dos alunos – se drogarem e fazerem sexo, além de dirigirem ameaças às crianças da escola.

Escola Municipal da Mangabeira convive com tráfico de drogas no telhado

Na Mangabeira, corrente foi colocada para evitar novas invasões de traficantes na escola
Na Mangabeira, corrente foi colocada para evitar novas invasões de traficantes na escola

A situação é absurda. Mas infelizmente esta escola na Mangabeira não é a única que tem sofrido com a ausência do poder público municipal. A Escola Municipal Nossa Senhora do Pilar, a apenas 500 metros da Prefeitura, também passou ignorada pelos últimos gestores. Calçadas destruídas, fachada já sem cor e um quintal amazônico são provas disso. A Emlurb, órgão municipal responsável pela capinação e limpeza do terreno, não faz uma visita há 7 meses. Os vidros quebrados e o ferrugem que devora as grades completam o visual de abandono daquela casa – que já não tem condições de abrigar uma escola.

Bem próximo à Prefeitura, escola sofre com abandono do poder público
Bem próximo à Prefeitura, escola sofre com abandono do poder público

A 500 metros da Prefeitura, escola municipal vive de doações

Uma outra instituição, no Córrego da Areia, tem apenas 3 cubículos onde são ministradas as aulas. Neles, as crianças dão os primeiros passos para a alfabetização, recebem merenda e ainda têm aulas de informática – com notebooks que vão até as salas. Tudo sem descolar da cadeira. Eles sequer têm recreio, porque não há espaço físico para isso. Educação física, artes e música, todos previstos em Lei, passam longe daquele casebre. Por perto mesmo só o forte cheiro dos produtos de cabelo, aplicados num salão de beleza que funciona dentro do terreno da escola..

MPPE já tentou fechar escola com apenas três salas de aula, no Córrego da Areia

Do outro lado da rua funciona uma outra escola municipal, homônima, da qual um dia este casebre foi anexo. Se somadas, ainda não conseguiremos uma instituição de ensino estruturada. Nesta, os alunos sofrem com o calor, têm atividades de informática ministradas por estagiários de ensino médio (entre 16 e 18 anos) e têm aulas de dança dentro do refeitório.

Hoje, a Rede Municipal do Recife conta com 222 escolas, das quais 213 contam com “laboratórios de informática” – mas alguns não são bem isso. Estes laboratórios têm entre 10 e 25 máquinas. As atividades de informática, que deveriam ser ministradas pelo professor da sala de aula com auxílio dos estagiários, muitas vezes são ministradas por estes, que são em sua maioria jovens entre 16 e 19 anos, sem preparo para serem educadores. A universalização das aulas de informática está previsto no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), no Plano Nacional da Educação (PNE) para o decênio 2011-2020.

A obrigatoriedade das aulas de Educação Física estão previstas na Lei nº 10.793, de 2003. No entanto, na capital pernambucana, apenas 28 das 222 escolas possuem quadra poliesportiva coberta. Há ainda 21 unidades com quadra descoberta. Mas e professores de educação física?! Em boa parte destas instituições, os equipamentos servem apenas para os alunos baterem bola fora do horário escolar. Há também as escolas que colocam os professores de sala para ministrar as atividades de educação física. Também acontece de o educador dar a bola para os alunos brincarem. Há ainda as escolas com quadra, mas sem aula de educação física, porque a violência no bairro e/ou entre os alunos é tão grande que os dirigentes escolares temem perder o controle da situação.

Aulas de artes e música são ainda menos frequentes. Estas só são ofertadas – às vezes por estagiários – através do programa Mais Educação, onde o interessado em ministrar a aula procura a escola, que faz o intermédio com a Prefeitura para a contratação dos serviços da pessoa, por R$ 240,00. Neste formato, só uma minoria tem acesso às aulas – que também são garantidas pela Lei Federal nº 11.769 -, além de deixar clara a indisposição da PCR em buscar profissionais qualificados para servir à educação municipal.

Também no Córrego da Areia, aulas de dança e música são ministradas no refeitório
Também no Córrego da Areia, aulas de dança e música são ministradas no refeitório

Bibliotecas, direito do estudante, também garantido por Lei Federal, a Lei nº 12.244 de 2010, estão presentes em apenas 124 escolas, das 222. O baixo índice se reflete na escassa leitura, que contribui para o alto número de analfabetos funcionais – equivalente a 20% dos brasileiros. Há ainda 70 escolas que dispõem de sala de leitura e ainda uma que dispõe de caixas de madeira. Limitada pela infraestrutura, uma diretora resolveu fazer bibliotecas “móveis”, de tábua, numa tentativa, pequena, mas preciosa, de dar àquelas crianças novas perspectivas através da leitura.

principal_5No Prado, escola sem biblioteca improvisa usando caixas de madeira de 60 cm.

No Prado, população espera há anos que escola seja transferida

Confira a galeria com os registros das visitas nas Escolas Municipais. Fotos do repórter do Blog, Vinícius Sobreira.

 

É A MÁXIMA VERGONHA: NO PAÍS DOS LUXUOSOS SUPERFATURADOS ESTÁDIOS, APENAS 0,6% DAS ESCOLAS TÊM ESTRUTURA PRÓXIMA DA IDEAL

Apenas 0,6% das escolas brasileiras têm infraestrutura próxima da ideal para o ensino, isto é, têm biblioteca, laboratório de informática, quadra esportiva, laboratório de ciências e dependências adequadas para atender a estudantes com necessidades básicas. O nível infraestrutura avançada inclui os itens considerados mínimos pelo CAQi (Custo Aluno Qualidade Inicial), índice elaborado pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação.

estudantes-em-sala-de-aula-superlotada-na-escola-estadual-washington-alves-natel-no-parque-residencial-cocaia-na-zona-sul-de-sao-paulo-1314014795928_300x200

Já 44% das instituições de educação básica contam apenas com água encanada, sanitário, energia elétrica, esgoto e cozinha em sua infraestrutura.

Esse é o resultado de um estudo feito pelos pesquisadores Joaquim José Soares Neto, Girlene Ribeiro de Jesus e Camila Akemi Karino, da UnB (Universidade de Brasília), e Dalton Francisco de Andrade, da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), intitulado “Uma escala para medir a infraestrutura escolar”. A pesquisa incluiu dados do Censo Escolar de 2011 de 194.932 escolas.

Girlene afirma que ela e os pesquisadores esperavam que os resultados demonstrassem a precariedade de muitas das escolas brasileiras, mas pontua que o percentual de elementares (44%) e de avançadas (0,6%) foi um “choque”.

“Sabíamos que encontraríamos diferenças e que a zona rural, por exemplo, apresentaria infraestrutura mais deficitária. Mas não achávamos que seria tanto. O mesmo vale para as diferenças regionais, como é o caso do Norte e do Nordeste, e para as redes municipais, onde se concentram as escolas com as piores condições”, afirma.

“A criança, quando chega à escola, tem que ter equipamentos, conforto do ambiente para se concentrar, se dedicar aos estudos e ao aprendizado. O professor precisa de equipamento para desenvolver o trabalho dele, assim como a escola”, explica Joaquim José Soares Neto. “O Brasil está passando por um momento em que é consenso que se deve investir em educação. A pesquisa traz uma perspectiva de como orientar esse investimento para resolver um problema que não é simples”.

DADOS
Para definir uma escala para a situação da infraestrutura, os pesquisadores selecionaram 24 itens de infraestrutura escolar para checar se há sua disponibilidade – ou não – nos colégios públicos brasileiros.

A partir da presença ou não desses itens, as escolas foram distribuídas em quatro categorias. No nível elementar ficam escolas que têm apenas o mínimo para o funcionamento do prédio.

Infraestrutura elementar: Estão neste nível escolas que possuem somente aspectos de infraestrutura elementares para o funcionamento de uma escola, tais como água, sanitário, energia, esgoto e cozinha

Infraestrutura básica: Além dos itens presentes no nível anterior, neste nível as escolas já possuem uma infraestrutura básica, típica de unidades escolares. Em geral, elas possuem: sala de diretoria e equipamentos como TV, DVD, computadores e impressora

Infraestrutura adequada: Além dos itens presentes nos níveis anteriores, as escolas deste nível, em geral, possuem uma infraestrutura mais completa, o que permite um ambiente mais propício para o ensino e aprendizagem. Essas escolas possuem, por exemplo, espaços como sala de professores, biblioteca, laboratório de informática e sanitário para educação infantil. Há também espaços que permitem o convício social e o desenvolvimento motor, tais como quadra esportiva e parque infantil. Além disso, são escolas que possuem equipamentos complementares como copiadora e acesso a internet

Infraestrutura avançada: As escolas neste nível, além dos itens presentes nos níveis anteriores, possuem uma infraestrutura escolar mais robusta e mais próxima do ideal, com a presença de laboratório de ciências e dependências adequadas para atender estudantes com necessidades especiais

DESIGUALDADES REGIONAIS
Os dados do estudo revelam que as grandes diferenças entre as regiões do país aparecem também na infraestrutura das escolas. Das 24.079 unidades de ensino da Região Norte, 71% podem ser consideradas no nível elementar, o mais precário. No caso do Nordeste, esse índice ainda se mantém alto, mas cai para 65%. No Sudeste, Sul e Centro-Oeste, o maior percentual de escolas localiza-se no nível básico. Em todas as regiões a taxa de colégios públicos classificados como de infraestrutura avançada não excede os 2%.

Quando observados os dados por redes, as desigualdades também são grandes. Entre as escolas federais, 62,5% podem ser consideradas adequadas e avançadas. No caso das estaduais, 51,3% das unidades são básicas em relação à infraestrutura e, considerando as municipais, 61,8% das escolas são classificadas como elementares.

Outro dado destacado pelos pesquisadores é a diferença entre as escolas urbanas e rurais. “Enquanto 18,3% das escolas urbanas têm infraestrutura elementar, o oposto ocorre em relação às escolas rurais: 85,2% encontram-se nesta categoria”, diz o estudo.

RESULTADO NO DESEMPENHO
Os pesquisadores não fizeram ainda a relação entre infraestrutura escolar e o desempenho dos alunos. “É necessário correlacionar os resultados das avaliações, como a Prova Brasil, com as condições físicas das escolas. O nível socioeconômico das regiões em que a infraestrutura é insuficiente é também bastante carente. Essa discussão precisa ser feita”, afirma Neto.

Para ele, a escala ajuda a apontar quais são as regiões do país que precisam de políticas públicas especiais. “Não interessa onde a criança esteja: ela tem direito a uma Educação de qualidade. Isso pressupõe também uma infraestrutura escolar de qualidade”, ressalta. “É preciso mais recursos, com um investimento que seja realizado com eficiência.”

O regime de colaboração entre os entes federados, segundo os pesquisadores, também precisa ser reforçado. “Precisamos que Estados, municípios e União trabalhem juntos nessa questão, definindo políticas públicas que atendam a essas escolas com condições físicas piores. É claro que só isso não resolve a qualidade da educação que é oferecida, mas é uma condição para que as escolas funcionem normalmente”, afirma Girlene. “Caso contrário, continuaremos a amargar resultados ruins.”

Da Uol Educação/ UBES

BRA_DG escola ensino

BRA^SC_NDOD escola destruída

Escola Municipal Friedenreich, a terceira melhor do Rio de Janeiro, e décima do Brasil, deverá ser destruída, no final deste ano, pelo prefeito Paes, para o terreno ser doado a Eike Batista
Escola Municipal Friedenreich, a terceira melhor do Rio de Janeiro, e a décima do Brasil, deverá ser destruída, no final deste ano, pelo prefeito Eduardo Paes, para o terreno ser doado a Eike Batista