Alunos da Escola das Américas citados no Tortura Nunca Mais. Formação de ditadores assassinos

Escola das Américas formou vários ditadores e torturadores e espiões das ditaduras na América do Sul.

Escola das Américas foi inicialmente criada em Fort Amador, no Panamá, como parte da iniciativa da conhecida Doutrina de Segurança Nacional. Sua denominação inicial foi “Centro de Adestramento Latinoamericano – Divisão da Terra” (“Centro de Adiestramiento Latinoamericano – División de la Tierra” em espanhol). Sua missão principal era a de fomentar cooperação ou servir como instrumento para preparar as nações latino-americanas a cooperar com os Estados Unidos e manter assim um equilíbrio político contendo a influência crescente de organizações populares ou movimentos sociais de esquerda.

Instalações onde funcionou a Escola de das Américas no Panamá.

Em 1950 a escola mudou o seu nome para United States Army Caribbean School ( Escola Caribenha do Exército dos Estados Unidos, em português) e foi transferida para Fort Gulick, também no Panamá; neste mesmo ano o espanhol foi adotado como língua oficial da academia. Em julho de 1963 o centro reorganizou-se com o nome oficial de United States Army School of the Americas (USARSA), ou mais popularmente como Escola das Américas.

Durante as seguintes décadas cooperou com vários governos e regimes totalitários e violentos. Vários dos seus cursos ou adestramentos incluíam técnicas de contra insurgência, operações de comando, treinamento em golpes de Estado, guerra psicológica, intervenção militar, técnicas de interrogação. Manuais militares de instrução destas iniciativas, primeiramente confidenciais, foram liberados e publicados pelo pentágono Americano em 1996. Entre outras considerações, os manuais davam detalhes sobre violações de direitos humanos permitidos, como por exemplo o uso de tortura, execuções sumárias, desaparecimento de pessoas, etc definindo seus objetivos como sendo o de conter e controlar indivíduos participantes em organizações sindicais e de esquerda.

O Brasil enviava regularmente militares para treinamento na Escola das Americas . Entre os graduados mais reconhecidos encontram-se importantes instigadores de crimes de guerra ou contra a humanidade, alguns deles também relacionados estreitamente aos esquadrões da morte e ao crime organizado bem com com ligações com a CIA estado-unidense:

  • Brigadeiro João Paulo Burnier, militar da Força Aérea Brasileira.
  • General Manuel Noriega, responsável pela ditadura militar no Panamá, e antigo colaborador da CIA, esteve preso por vários anos nos Estados Unidos por sua relação com o narcotráfico, atualmente segue preso, porém foi transferido para o Panamá;
  • General Hugo Banzer, responsável pelo sanguinário golpe na Bolívia em 1971 e sua subsequente ditadura militar que se prolongou até 1978. Hugo Banzer foi incluído em 1988 no Hall da Fama da Escola;
  • Roberto D’Aubuisson, graduado en 1972 e depois parte do serviço de inteligência de El Salvador, acusado como líder de esquadrões da morte, entre outros crimes e delitos.
  • General Héctor Gramajo, ex-ministro de Guatemala, autor de políticas militares genocidas nos anos oitenta.
  • Roberto Eduardo Viola, promotor do golpe de estado na Argentina em 1976.
  • Leopoldo Fortunato Galtieri, precursor da Guerra das Malvinas (1982), líder da Junta Militar da Argentina que supervisionou desde 1981, os dois anos finais da “guerra suja”, onde se torturaram mais de 100.000 pessoas, e posteriormente mais de trinta mil foram assassinadas e desaparecidas.
  • General Guillermo Rodríguez, responsável pelo golpe de estado de 1972 a 1976 no Equador.
  • Vladimiro Montesinos, advogado, militar, colaborador inicial da CIA, responsável pelo Serviço de Inteligência do Peru durante o polêmico governo de Alberto Fujimori. Acusado de repressão política, incitador do golpe de estado e de arrecadar enorme fortuna graças a sua estreita ligação com o narcotráfico.

Notorious Graduates From Brazil


Bismarck Baracuhy Amancio Ramalho, 1967, Military Intelligence, Phase II
Repressive Forces: According to the Brazilian human rights group
Tortura Nunca Mais, he is linked to the repressive forces that existed
in Brazil in the 1960’s and 70’s. (Tortura Nunca Mais)

Mauro Baptista Lobo, 1967, Counterintelligence
Repressive Forces: According to the Brazilian human rights group
Tortura Nunca Mais, he is linked to the repressive forces that existed
in Brazil in the 1960’s and 70’s. (Tortura Nunca Mais)

Carlos Alberto Bravo da Camara, 1967, Military Intelligence Phase I;
1967, Counterintelligence Off.
Repressive Forces: According to the Brazilian human rights group
Tortura Nunca Mais, he is linked to the repressive forces that existed
in Brazil in the 1960’s and 70’s. (Tortura Nunca Mais)

SGT Sergio Mazza de Azevedo, 1968, Combat Intelligence; 1968, Advanced
Auto Repair
Repressive Forces: According to the Brazilian human rights group
Tortura Nunca Mais, he is linked to the repressive forces that existed
in Brazil in the 1960’s and 70’s. (Tortura Nunca Mais)

Joao Flavio de Freitas Costa, 1967, Counterintelligence
Repressive Forces: According to the Brazilian human rights group
Tortura Nunca Mais, he is linked to the repressive forces that existed
in Brazil in the 1960’s and 70’s. (Tortura Nunca Mais)

CPT Luiz de Souza Aguiar, 1959, Military Police Officer
Repressive Forces: According to the Brazilian human rights group
Tortura Nunca Mais, he is linked to the repressive forces that existed
in Brazil in the 1960’s and 70’s. (Tortura Nunca Mais)

Ubirajara Escorcio, 1968, Combat Intelligence
Repressive Forces: According to the Brazilian human rights group
Tortura Nunca Mais, he is linked to the repressive forces that existed
in Brazil in the 1960’s and 70’s. (Tortura Nunca Mais)

Jose Gomes da Silva, 1969, Military Police
Repressive Forces: According to the Brazilian human rights group
Tortura Nunca Mais, he is linked to the repressive forces that existed
in Brazil in the 1960’s and 70’s. (Tortura Nunca Mais)

1LT Jose Lamas Portugal,1990, Instructor
Repressive Forces: According to the Brazilian human rights group
Tortura Nunca Mais, he is linked to the repressive forces that existed
in Brazil in the 1960’s and 70’s. (Tortura Nunca Mais)

GEN Helio Lima Ibiapina,1966, Military Intelligence, Phase I
Torture, 1969: Accused by Gregorio Bezerra of false imprisonment and
torture. (Tortura Nunca Mais)

Altevir Lopes, 1960, Military Police Officer
Repressive Forces: According to the Brazilian human rights group
Tortura Nunca Mais, he is linked to the repressive forces that existed
in Brazil in the 1960’s and 70’s. (Tortura Nunca Mais)

CPT Paulo Magalhaes, 1959, Military Police Officer
Torture, 1969: Accused in a military court by students Sergio Ubiratan
Manes and Paulo Roberto Manes of torturing them. (Tortura Nunca Mais)

Francisco Renato Mello, 1967, Military Intelligence, Phase I
Repressive Forces: According to the Brazilian human rights group
Tortura Nunca Mais, he is linked to the repressive forces that existed
in Brazil in the 1960’s and 70’s. (Tortura Nunca Mais)

CDR. Clemente Jos? Monteiro Filho, 1965, Military Intelligence
Torture, 1969: Accused in military court by the following persons of
torture by various methods, including electric shock: Humberto Trigeiros
Lima, ina de Souza Medeiros, Marta Maria Kagsburnn, Marta Mota Lima
Alavarez, Sebastiao Medeiros Filho and Luis Carlos de Souza Santos.
(Tortura Nunca Mais)

Joao Paulo Moreira Burnier, 1967, Military Intelligence, Phase 1
Torture and Execution, 1971: Accused in military court by political
prisoner Alex Polari de Alverga of torturing and killing Stuart Edgard
Angel Jones. (Tortura Nunca Mais)

Clodoaldo Paes Cabral, 1970, Inteligencia Militar para Alistados
Repressive Forces: According to the Brazilian human rights group
Tortura Nunca Mais, he is linked to the repressive forces that existed
in Brazil in the 1960’s and 70’s. (Tortura Nunca Mais)

Paulo Scholoenback Rubens, 1970, Inteligencia Militar para Oficiales
Repressive Forces: According to the Brazilian human rights group
Tortura Nunca Mais, he is linked to the repressive forces that existed
in Brazil in the 1960’s and 70’s. (Tortura Nunca Mais)

Walfrido Silva, 1964, Jungle Operations
Repressive Forces: According to the Brazilian human rights group
Tortura Nunca Mais, he is linked to the repressive forces that existed
in Brazil in the 1960’s and 70’s. (Tortura Nunca Mais)

CPT. Lucio Valle Barroso, 1970, Military Intelligence for Officers
Torture, 1971: Accused in military court by political prisoner Alex
Polari de Alverga of torture by electric shock, suffocation, and
injection of pentothal. (Tortura Nunca Mais)

Thaumaturgo Sotero Voz, 1962, CIO
Torture, 1972: Accused in court by ex-political prisoner Danilo Carneiro
of personally torturing him. (Tortura Nunca Mais)

Moyses Thompson do Nascimento, 1972, Instructor
Repressive Forces: According to the Brazilian human rights group
Tortura Nunca Mais, he is linked to the repressive forces that existed
in Brazil in the 1960’s and 70’s. (Tortura Nunca Mais)

Papa Francisco: Arcebispo Romero assassinado pela ditadura será beato

Promulgação do decreto relativo ao martírio

 

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Oscar Arnolfo Romero Galdámez será beato. Decidiu o Papa Francisco, que na segunda-feira, 3 de Fevereiro – durante a audiência concedida ao prefeito da Congregação para as causas dos santos – autorizou a promulgar o decreto relativo ao martírio do arcebispo de San Salvador, assassinado a 24 de Março de 1980 enquanto celebrava a missa. Na mesma circunstância foram autorizados os decretos relativos ao martírio de dois franciscanos conventuais e de um sacerdote assassinados em 1991 no Peru, e às virtudes heróicas do servo de Deus Giovanni Bacile.

Eis o texto dos decretos:

A 3 de Fevereiro o Santo Padre recebeu em audiência particular o Cardeal Angelo Amato, S.D.B, prefeito da Congregação para as causas dos santos, durante a qual autorizou a Congregação a promulgar os decretos relativos:

— ao martírio do Servo de Deus Oscar Arnolfo Romero Galdámez, arcebispo de San Salvador; nascido a 15 de Agosto de 1917 em Ciudad Barrios (El Salvador) e assassinado, por ódio à fé, no dia 24 de Março de 1980, em San Salvador (El Salvador);

— ao martírio dos servos de Deus Miguel Tomaszek e Sbigneo Strzałkowski, sacerdotes professos da Ordem dos frades menores conventuais, e Alessandro Dordi, sacerdote diocesano; assassinados, por ódio à Fé, a 9 e a 25 de Agosto de 1991, em Pariacoto e em Rinconada, nos arredores de Santa (Peru); e

— às virtudes heróicas do servo de Deus Giovanni Bacile, arcipreste decano de Bisacquino; nascido em Bisacquino (Itália), no dia 12 de Agosto de 1880 e ali falecido em 20 de Agosto de 1941.

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Óscar Arnulfo Romero Galdámez, conhecido como Monsenhor Romero, (Ciudad Barrios, San Miguel, 15 de agosto de 1917 — San Salvador, 24 de março de 1980) foi o quarto arcebispo metropolitano de San Salvador (1977-1980).

Nomeado em 3 de fevereiro de 1977, exerceu um apóstolo da não-violência, posição que o levou a ser comparado ao Mahatma Gandhi e a Martin Luther King.

Óscar Romero passou a denunciar, em suas homilias dominicais, as numerosas violações de direitos humanos em El Salvador e manifestou publicamente sua solidariedade com as vítimas da violência política, no contexto da Guerra Civil de El Salvador, governado por uma cruel ditadura, tal como acontecia noutros países das América do Sul e Central, inclusive o Brasil.

 

A morte

Monseñor Romero morto
Na homilia de 11 de novembro de 1977, Monsenhor Romero afirmou: “a missão da Igreja é identificar-se com os pobres. Assim a Igreja encontra sua salvação.”

Óscar Romero foi assassinado quando celebrava a missa, em 24 de março 1980, por um atirador de elite do exército salvadorenho, treinado nas Escola das Américas. Sua morte provocou uma onda de protestos em todo o mundo e pressões internacionais por reformas em El Salvador.

Em 2010, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou o dia 24 de março como o Dia Internacional pelo Direito à Verdade acerca das Graves Violações dos Direitos Humanos e à Dignidade das Vítimas em reconhecimento à atuação de Dom Romero em defesa dos direitos humanos.

A Comissão da Verdade que investigou os crimes cometidos durante a guerra civil de El Salvador indicou em seu relatório, feito há 20 anos, a “evidência plena” da cumplicidade no assassinato do também já falecido Roberto D’Aubuisson, fundador da ARENA (Aliança Republicana Nacionalista), partido que governou o país entre 1989 e junho de 2009.

No entanto, uma Lei de Anistia aprovada em 1993, um ano depois dos Acordos de Paz de 1992 que puseram fim à guerra, deixou na impunidade tanto o homicídio de Romero como outros crimes de lesa humanidade.

A guerra civil salvadorenha deixou um saldo de 75 mil mortos, oito mil desaparecidos e 12 mil aleijados.

Na Galeria dos mártires do século XX da Abadia de Westminster- Madre Elisabeth da Rússia, o Rev. Martin Luther King, o Arcebispo Óscar Romero e o Pastor Dietrich Bonhoeffer
Na Galeria dos mártires do século XX da Abadia de Westminster- Madre Elisabeth da Rússia, o Rev. Martin Luther King, o Arcebispo Óscar Romero e o Pastor Dietrich Bonhoeffer

Brasil y EEUU. Que los torturadores respondan por sus crímenes

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SOAWatch
Los Informes, recientemente divulgados, del senado de EEUU, sobre la aplicación de la tortura por la CIA, y el Informe de la Comisión Nacional de la Verdad (CNV) de Brasil han hecho resurgir el tema del uso de la tortura y del entrenamiento de los agentes de seguridad ante la opinión pública.

SOA Watch, el Observatorio por el Cierre de la Escuela de las Américas, ha sostenido reiteradamente que el uso de la tortura en EEUU, como en América Latina, no es una noticia nueva, ni ha comenzado apenas el 11 de septiembre del 2001.

El hecho de no haber llamado a rendir cuentas a la Escuela de las Américas, en 1996, cuando se supo públicamente que hacía uso de manuales de tortura y que por esta razón se estaban cometiendo atrocidades en América Latina ha contribuido a que la CIA perpetrara las torturas que acaban de salir a la luz pública en el informe del Comité de Inteligencia del Senado relativo a la CIA y la práctica de la tortura.

El informe de la CNV documenta que EEUU enseñó técnicas de torturas a sus agentes

El lanzamiento del informe de la Comisión Nacional de la Verdad de Brasil, emitido públicamente este 10 de diciembre de 2014, ha levantado renovados bríos de que haya justicia por los casos de derechos humanos sucedidos en este país entre numerosos brasileños.

Documentos no revelados hasta ahora, relativos a la dictadura que sufrió Brasil, por 21 años, arrojan a la luz pública casos sobre torturas y otras violaciones a los derechos humanos puestas en práctica durante la los años 1964 y 1985.

La Presidenta Dilma Rousseff, ella misma fue torturada y encarcelada 3 años durante la dictadura, afirmó que Brasil merece la verdad.

El informe no entra en detalles sobre los nombres de los violadores de derechos humanos pero sí describe las raíces de dichas violaciones: “La colaboración de los Estados Unidos fue intensa en la formación y especialización de los agentes”, señala el documento.

El segundo volumen del informe explora datos específicos sobre la participación de EEUU en las tácticas de tortura cometidas en Brasil, incluyendo nombres de egresados de la Escuela de la América (SOA).

Entre los egresados de SOA figuran Lúcio Valle Barroso y Abílio Correa de Souza, secuestradores, torturadores y asesinos de Stuart Edgard Ángel Jones, quien fuera objeto de uno de los crímenes más atroces de aquel entonces.

Barroso, conocido como el “Dr. Celso”, estudió inteligencia militar en la Escuela de las Américas y Souza, conocido como el “Dr. Pascoal”, estudió Inteligencia de combate y contrainteligencia.

Los egresados de SOA formaban parte de las agencias brasileras vinculadas a la tortura, el Departamento de operación e información DOI, el Centro de operaciones y defensa interna CODI, así como el Centro de Información para la Seguridad Aeronáutica, CISA.

Jones (1945-1971), hijo de madre brasilera y padre estadounidense, y miembro del grupo de izquierda MR-8, fue atado a un automóvil y llevado a las instalaciones de la CISA en Río de Janeiro.

Según el testimonio de Alex Polari, amigo que presenció la tortura de Jones desde la ventana de su celda, le obligaron a agarrar el tubo de escape del vehículo inhalando sus emisiones tóxicas.

Esta y otras brutales tácticas de tortura contenidas en el informe de Brasil están ligadas directamente a las torturas publicadas en el informe de la CIA.

El informe del Comité de inteligencia del Senado describe otros métodos de tortura que fueron transmitidos a los oficiales militares brasileños.

La Escuela de las Américas transmitía sus enseñanzas con el mensaje de que preservar la vida de los detenidos carecía de interés durante las operaciones; ni la policía ni los oficiales del ejército necesitaban justificar sus acciones para nada, cuando sus contrapartes integraban la oposición al régimen imperante.

El informe del Comité de inteligencia del Senado sobre las torturas de la CIA entrega datos sobre los numerosos manuales puestos en práctica durante el transcurso de diversas operaciones de contrainsurgencia, como el “Manual KUBARK” de interrogación de contrainteligencia elaborado por la CIA en 1963 y que fue usado para enseñar formas de privar a las víctimas de estímulos sensoriales y lograr que sufrieran alucinaciones y colaboraran.

La CIA ofreció este tipo de “manuales de tortura”, con técnicas de interrogación, a siete países latinoamericanos en los años ochenta. Brasil fue uno de ellos.

Un hallazgo bastante notorio ha sido el involucramiento de USAID (Agencia de EEUU para el Desarrollo Internacional) con la militarización policiaca en Brasil, incluso antes del golpe militar acaecido en 1964.

El entrenamiento impartido por el policía del FBI Dan Mitriori a la policía de Brasil en 1960, fue llevado a cabo bajo la supervisión de la agencia USAID.

Mitriori creía que la tortura era una modalidad de la ciencia y solía utilizar a “los sin techo” para que la policía de Belo Horizonte y Río de Janeiro practicara las técnicas de tortura más brutales, aprovechando las “partes vulnerables del cuerpo humano”.

La tortura se utilizaba para recolectar información, disuadir e intimidar, así como para diseminar el terror entre los grupos de la oposición.

Más adelante, después del golpe y establecido el régimen militar, el sistema de represión fue perfeccionado e institucionalizado.

Este no sólo se afianzó durante la dictadura, sino que continúa prevaleciendo entre la policía militar del Brasil con sus incontables casos de brutalidad y represión hasta el día de hoy.

El papel de la Escuela de las Américas (cuyo nombre fue cambiado al de Instituto del Hemisferio Occidental para la Cooperación en Seguridad en 2001) y de la militarización estadounidense en América Latina ha sido siempre proteger el estatus quo de las élites usando violencia y represión militar.

* Este artículo fue traducido del inglés al español por Anabel Torres. Ha sido editado por Pablo Ruiz.

 

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Documentos Adjuntos:

– Parte II, Las estructuras del Estado y las graves violaciones de los derechos humanos de la Comisión Nacional de la Verdad de Brasil (en portugués). El Informe completo lo puede ver en: http://www.cnv.gov.br

– Recomendamos leer: “Un comercio execrable: el comercio de la tortura” de Amnistía Internacional, Capitulo 5. Especialistas en tortura página 49 y La Escuela de las Américas página 51.

 

 

Durante as campanhas eleitorais o PCC desaparece

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Os governadores reconhecem a existência de governos paralelos em cada estado brasileiro. Esta a razão para comandar um exército de soldados estaduais fortemente armados.

A Polícia Militar de São Paulo tem perto de cem mil homens. As forças armadas de vários países não conseguem recrutar, nem municiar, nem pagar o soldo de uma multidão igual.

Apesar deste poderoso exército, com armas modernas e homens treinados na polícia e no exército de vários países, notadamente nos Estados Unidos e na Escola das Américas, o governador Geraldo Alckmin anunciou solenemente, em outubro de 2013, que estava com a vida ameaçada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), considerada a maior organização criminosa do Brasil.

Coitado! Devia pedir proteção especial à Policia Federal
Coitado! Devia pedir proteção especial à Policia Federal

Pela propaganda oficial, veiculada pela mídia, o grupo capitaneia rebeliões, assaltos, sequestros, assassinatos e o narcotráfico. A facção atua principalmente em São Paulo, mas também estaria presente em 22 dos 27 estados brasileiros.

A organização seria financiada principalmente pela venda de maconha e cocaína, mas roubos de cargas e assaltos a bancos também são fontes de faturamento.

Esquecem de informar que o lucro principal das facções criminosas no Terceiro Mundo passou a ser o tráfico de minérios.

No Brasil não existe uma distinção entre PCC e milícias, formadas por soldados estaduais e policiais civis, e elementos expulsos dessas organizações, e soldados desmobilizados das forças armadas.

O mundo travou guerras do ópio, conflitos armados ocorridos entre a Grã-Bretanha e a China nos anos de 1839-1842 e 1856-1860. E luta, hojemente, a guerra da cocaína nos Andes, financiada pelos Estados Unidos, que possuem plantações de coca legalizadas pela ONU. Trata-se de um estranho monopólio.

O que importa discutir aqui é que um pacto policial, esquisita pacificação, determina a desativação dos PCCs em ano eleitoral.  Com a eleição das bancadas da bala.

O governo paralelo fecha à bala seus redutos eleitorais para o voto de cabresto em seus candidatos, todos com ficha-limpa nas 1001 polícias e tribunais do Brasil.

 

Acontece que o PCC é feito pé de cobra: ninguém sabe onde se esconde, qual o quartel, ou quem lidera em cada Estado. Tão invisível quanto a água nas torneiras da Grande São Paulo. A única prova da existência, apresentada pela polícia, parece piada: todos os capos do PCC estão presos, e acaudilham suas tropas de dentro de presídios de segurança máxima, trancados em celas individuais, sem direitos a visitas e de contato com outros presos, e de comunicação via telefone, via computador, via rádio, com qualquer pessoa viva ou morta.

 

Alckmin, em ano eleitoral, evitar falar em PCC
Alckmin, em ano eleitoral, esquece o PCC

 

 

 

 

Teoria da conspiração. Voto dos justiceiros beneficia Marina

Uma hipótese literalmente explosiva está a rondar o ambiente eleitoral, embora não se esteja dando atenção a ela, atropelada pela reta final da disputa: a de que Eduardo Campos tenha sido assassinado.
Arnaldo Bloch, colunista do jornal O Globo

 

Um acidente que criou um clima emocional, que motiva o voto de vingança, que atende aos gritos de “justiça, justiça” no enterro de Eduardo Campos.

Se é para acreditar em uma teoria da conspiração, prefiro a levantada por jornalistas, nos Estados Unidos, que culpa a George Soros, o maior acionista internacional da Petrobras e bancos como o Itaú, e patrocinador de ONGs que apóiam Marina. Idem a CIA. Vide links.

 

Conspiração 

O ACIDENTE DE MORTE DE EDUARDO CAMPOS

por José Ori Dolvin Dantas, coronel do Exército

Usei os seguintes argumentos para justificar que o acidente foi um atentado.

1. Um jato executivo bimotor de porte médio fabricado em 2010 com 300 horas de voo é um avião novo!

2. A aeronave estava com as inspeções gerais e periódicas previstas no programa de manutenção em dia.

3. Equipado com sofisticados instrumentos de navegação que permitem pousos e decolagens em qualquer condição de tempo.

4. Gravador de voz em pane? Difícil de engolir. Ou o CENIPA recebeu ordem para não divulgar o conteúdo do áudio ou o gravador foi danificado durante o pernoite no pátio do aeroporto Santos Dumont.

5. A voz do piloto no diálogo com a torre de controle e divulgada por uma emissora de TV logo após o acidente mostrava muita tranquilidade da tripulação, apesar da chuva e da pouca visibilidade durante os procedimentos de aproximação.

6. Há fortes indícios de duas explosões: uma na cabine ou nas turbinas, o que fez o avião despencar; a outra, onde estavam os passageiros (motivo de os corpos terem sido totalmente esmigalhados). É tão evidente que houve esta explosão que não se achou, sequer, um pedaço de crânio, para se comparar fichas odontológicas a qualquer arcada dentária. Somente com o exame de DNA foi possível identificar o que sobrou de cada corpo.

7. Algumas considerações:
· Se os pedaços da aeronave e partes significativas de corpos são encontrados em uma área extensa, pode-se afirmar que a explosão aconteceu ainda em voo. Foi o caso do atentado em 1988 ao Boeing 747 da PAN AM sobre a cidade escocesa de Lockerbie.
· Se os pedaços da aeronave e partes significativas de corpos são encontrados concentrados em uma área, significa que a explosão aconteceu após a queda e foi ocasionada basicamente pelo combustível no momento do impacto com o chão.

8. Neste acidente com o Cessna 560 XL, o que chama a atenção é a evidente desintegração de toda a fuselagem e o despedaçamento completo de todos os corpos. A única forma de justificar um cenário como esse é um impacto frontal da aeronave com uma parede em pleno voo (o que não aconteceu) ou uma explosão ocasionada por um artefato explosivo durante o impacto com o chão. Vejam que o noticiário mostrou que, antes da aeronave bater no solo, ela tocou na quina da cobertura de um prédio.

9. Possivelmente foi nesse momento que a turbina foi arrancada e arremessada como um míssil para dentro de um apartamento próximo. Com certeza essa colisão diminuiu ainda mais sua velocidade. Então, de forma nenhuma podemos justificar o fator velocidade como causa do esmigalhamento dos corpos e estilhaçamento de toda a fuselagem. No acidente da TAM em Congonhas foram encontrados centenas de corpos queimados ou carbonizados mas praticamente inteiros.

10. Há indícios fortes de que as explosões aconteceram de dentro para fora da aeronave. Uma evidência comprovada é a porta desse ter sido encontrada longe do centro de gravidade do acidente.

11. Dizer que acima de 8 “G” os corpos se desintegram é verdade, mas o avião estava subindo e manobrando. Caiu com velocidade muito aquém da velocidade cruzeiro.

12. Neste voo estaria também a candidata Marina Silva. Acabaria qualquer possibilidade de haver o 2º turno e de o PT não vencer as próximas eleições. O tiro saiu pela culatra!

13. Esta aeronave não foi guarnecida durante o seu pernoite nas instalações do Aeroporto Santos Dumont no Rio de Janeiro. O sabotador teve tempo mais que necessário para o seu intento.

Aécio e Marina Silva que se cuidem! Celso Daniel e Toninho do PT que o digam…

Atenciosamente,
José Ori Dolvin Dantas – Coronel do Exército (Cel.Dolvim – especialista em terrorismo e atentados terrorista)

Curriculum Vitae

Nome: Jose Ori Dolvim Dantas – Coronel do Exército especialista em terrorismo e atentados terrorista.
Fone: (61) 8111-9064

 

Resumo dos principais cursos realizados:
· Police Special Operations – SWAT- EUA;
· Dignitary Protection – SWAT – EUA;
· Chemical Agents Impact Munitions and Distraction Devices – SWAT – EUA;
· Technical Intelligence – National Intelligence Academy – EUA;
· Tolerância Zero – Universidade Metropolitana da Flórida – EUA;
· Defense Planning and Resourse Management – National Defense University – EUA;
· Avançado de Terrorismo e Contrainsurgência – National Defense University – EUA;
· Understanding Terrorism and Terrorism Threat – University of Maryland – EUA;
· International Human Rights Law: Prospects and Challenges – University of Duke – EUA;
· Introduction to Human Behavioral Genetics – University of Minnesota – EUA:
· Special Operations & Anti-terror Tactics – Israel;
· Operaciones Tacticas Avanzadas (contraterrorismo) – Espanha;
· Cours International de Criminologie – França;
· Criminologia sob a ótica psicanalítica – Brasil;
· Psicopedagogia (Especialização) – Como motivar a aprendizagem em instituições repressivas – Brasil;
· Psicologia Comportamental (Mestrado) – Interpretação do suspeito pela linguagem do corpo – Brasil;
· Logística de Transporte (Especialização) – Armazenamento, manuseio, transporte e distribuição de produtos perigosos – Brasil.
· Principais experiências profissionais:
§ Planejamento, Coordenação e Segurança de Grandes Eventos.
§ Palestrante em seminários (nível nacional e internacional).
§ Assessor especial do Governador do Estado de Minas Gerais.
§ Consultor de Segurança aos Estados de Alagoas, Paraíba, Bahia e Minas Gerais.
§ Professor de graduação e pós-graduação da Unicesp/Promove.

Fonte: PT Saudações

 

manifesto

La verdad sobre Venezuela: Una revuelta de ricos, no una “campaña de terror”

 

The Guardian / AVN

 

 

Las imágenes forjan la realidad, lo que da a la televisión, los videos y hasta a las fotografías un poder con el que pueden cavar profundo en la mente de las personas, incluso sin que ellas se den cuenta. Pensé que también yo era inmune a los repetitivos retratos de Venezuela como Estado fallido en medio de una rebelión popular. Pero no estaba preparado para lo que vi en Caracas este mes: qué poco de la vida cotidiana parecía estar afectado por las protestas, la normalidad que reina en la gran mayoría de la ciudad. También yo había sido engañado por la imaginería mediática.Grandes medios han reportado que los pobres en Venezuela no se han unido a las protestas de la oposición de derecha, pero esto es un eufemismo: no es solamente que los pobres se abstienen – en Caracas, son casi todos excepto pocas áreas como Altamira, donde pequeños grupos de manifestantes se meten en batallas nocturnas con las fuerzas de seguridad, lanzan piedras y bombas incendiarias y corren del gas lacrimógeno.

Caminando desde el barrio de clase trabajadora Sabana Grande hasta el centro de la ciudad, no hay señales de que Venezuela esté al borde de una “crisis” que requiera la intervención de la Organización de Estados Americanos (OEA), a pesar de lo que John Kerry diga. El Metro también trabajaba muy bien, aunque no pude bajarme en la estación Altamira, donde los rebeldes habían puesto su base de operaciones hasta que los sacaron esta semana.

Logré ver las barricadas por primera vez en Los Palos Grandes, área de clase alta donde los manifestantes sí tienen apoyo popular y los vecinos gritarán a cualquiera que trate de remover las barricadas – algo arriesgado de intentar (al menos cuatro personas aparentemente han sido asesinadas a tiros por hacerlo). Pero incluso aquí en las barricadas, la vida era bastante normal, excepto por algún tráfico fuerte. El fin de semana, Parque del Este estaba lleno de familias y corredores sudando en un calor de 32 grados – antes de Chávez, había que pagar para entrar y los habitantes, según me dijeron, estaban decepcionados porque a los menos acomodados se les permitía entrar de gratis. Los restaurantes siguen llenos en la noche.

Viajar ayuda a verificar la realidad un poco más, por supuesto, y yo visité Caracas principalmente para obtener información en el área económica. Pero vine escéptico respecto al cuento, reportado a diario en los medios, de que el desabastecimiento de productos básicos era la razón para las protestas. La gente a la que la escasez le crea más molestias es, por supuesto, los pobres y las clases trabajadoras. Pero los habitantes de Los Palos Grandes y Altamira, donde vi verdaderas protestas, tienen sirvientes que hacen cola para lo que necesitan y tienen el ingreso y el espacio para acumular algo de existencias.

Esta gente no está sufriendo – les está yendo muy bien. Sus ingresos han aumentado a buen paso desde que el gobierno de Chávez tomó control de la industria petrolera hace una década. Incluso tienen un gran apoyo del gobierno: cualquiera con una tarjeta de crédito (excepto pobres y millones de la clase trabajadora) tiene derecho a $3.000 por año, a una tasa de cambio subsidiada. Después, pueden vender los dólares seis veces más caros de lo que pagaron, en lo que suma un subsidio anual multimillonario en dólares para los privilegiados – y todavía estos son los que abastecen la base y a las tropas de la sedición.

La naturaleza de clase de esta lucha siempre ha sido cruda e irrefutable, ahora más que nunca. Caminando entre las masas que fueron a las ceremonias por el aniversario de la muerte de Chávez, el 5 de marzo, se veía un mar de venezolanos de la clase trabajadora, decenas de miles de ellos. No había ropas caras o zapatos de $ 300. Qué contraste con las masas descontentas de Los Palos Grandes, que tenían camionetas todoterreno Grand Cherokee de $ 40.000 portando el eslogan del momento: SOS VENEZUELA.

En lo que se refiere a Venezuela, John Kerry sabe de que lado de la guerra de clases está. La semana pasada, justo cuando me iba, el Secretario de Estado de Estados Unidos duplicó su descarga de retórica contra el gobierno, acusando al presidente Nicolás Maduro de fomentar una “campaña de terror contra su propio pueblo”. Kerry también amenazó con invocar la Carta Democrática Interamericana de la OEA contra Venezuela, así como de aplicar sanciones.

Alardear sobre la Carta Democrática contra Venezuela es casi como amenazar a Vladimir Putin con un voto de la ONU sobre la secesión en Crimea. Quizás Kerry no se dio cuenta, pero apenas unos días antes de sus amenazas, la OEA votó una resolución que Washington introdujo contra Venezuela y le dio la vuelta, declarando la “solidaridad” del organismo regional con el gobierno de Maduro. Veintinueve países la aprobaron y sólo los gobiernos de derecha de Panamá y Canadá se aliaron con Estados Unidos contra ella.

El artículo 21 de la Carta Democrática de la OEA aplica ante la “interrupción inconstitucional del orden democrático de un Estado miembro” (como el golpe militar de 2009 en Honduras, al cual Washington ayudó a legitimar, o el golpe militar de 2002 en Venezuela, que tuvo aún más colaboración del gobierno estadounidense). Debido a este voto reciente, la OEA podría invocar la Carta Democrática más en contra del gobierno de Estados Unidos, por las muertes que causan sus drones a ciudadanos estadounidenses sin juicio, de lo que podría hacerlo contra Venezuela.

La retórica de “campaña de terror” de Kerry está igualmente divorciada de la realidad y como era de esperarse provocó una respuesta equivalente del canciller de Venezuela, que llamó “asesino” a Kerry. Esta es la verdad sobre las acusaciones de Kerry: desde que comenzaron las protestas en Venezuela, resulta que más personas han muerto de la mano de los manifestantes que de las fuerzas de seguridad. De acuerdo a las muertes reportadas por el CEPR (Centro de Investigación en Economía y Política) durante el último mes, además de los asesinados por tratar de remover las barricadas puestas por los manifestantes, por lo menos siete aparentemente han muerto debido a las obstrucciones creadas por los manifestantes – incluyendo un motorizado que se degolló con una guaya colocada en la carretera – y cinco oficiales de la Guardia Nacional han sido asesinados.

Respecto a la violencia por parte de cuerpos de seguridad, presuntamente tres personas podrían haber sido asesinadas por la Guardia Nacional u otras fuerzas de seguridad – incluyendo dos manifestantes y un activista que apoyaba al gobierno. Algunas personas acusan al gobierno de otras tres muertes por civiles armados; en un país con un promedio de más de 65 homicidios por día, es completamente posible que esta gente actuara por su cuenta.

Un total de 21 miembros de las fuerzas de seguridad están bajo arresto por supuestos abusos, incluyendo por algunos de los asesinatos. Esto no es una “campaña de terror”.

Al mismo tiempo, es difícil encontrar una denuncia seria sobre la violencia opositora entre los más importantes líderes de la oposición. Según datos de encuestas, las protestas son rechazadas en gran medida en Venezuela, aunque se ven mejor afuera cuando son promovidas como “protestas pacíficas” por gente como Kerry. Las encuestas también sugieren que la mayoría de los venezolanos ven estos disturbios como lo que son: un intento de derrocar un gobierno elegido.

La política interna de la postura de Kerry es bastante simple. Por un lado, tienes el lobby cubano-americano de la derecha de la Florida y sus aliados neoconservadores gritando a favor del derrocamiento. A la izquierda de la extrema derecha, bueno, no hay nada. A esta Casa Blanca le importa muy poco América Latina y no hay consecuencias electorales por hacer que la mayoría de los gobiernos del hemisferio se molesten con Washington.

Quizás Kerry piensa que la economía de Venezuela colapsará y que eso llevará a algunos de los venezolanos no ricos a las calles contra el gobierno. Pero la situación económica en realidad se está estabilizando – la inflación mensual bajó en febrero y el dolar del mercado paralelo ha bajado drásticamente ante las noticias de que el gobierno está introduciendo una nueva tasa de cambio basada en el mercado. Los bonos soberanos de Venezuela tuvieron un rendimiento de 11,5% desde el 11 de febrero (el día que comenzaron las protestas) al 13 de marzo, el más alto rendimiento según el índice de bonos de mercados emergentes de Bloomberg. La escasez probablemente bajará en las próximas semanas y meses.

Por supuesto, esto es exactamente el principal problema de la oposición: la próxima elección será dentro de un año y medio y para esa fecha, la escasez económica y la inflación que han aumentado tanto en los últimos 15 meses se habrán aliviado. En este sentido, la oposición posiblemente perderá las elecciones legislativas, así como ha perdido cada elección en los últimos 15 años. Pero su actual estrategia insurreccional no está ayudando a su propia causa: parece que han dividido a la oposición y unido a los chavistas.

El único lugar donde la oposición parece estar ganando amplio apoyo es en Washington.

* Publicado en The Guardian, el jueves 20 de marzo de 2014.

* Traducido por AVN.

 Venezuela

Cumpriu-se a profecia, e agora o povo jogou merda na Globo

A Rede Globo foi criada em 26 de abril de 1965, como concessão, presente do ditador Castelo Branco.

Escreve Gilmar Crestani:

“Merda, puto, cagão!” só (não!) se vê na Globo

Sem contar que o crescimento da Globo foi compartilhado com suas filiais que envolviam e envolvem famílias deste naipe: Sarney no Maranhão; Collor, em Alagoas; Jereissati, no Ceará; Sirotsky no RS e SC. São os tais a$$oCIAdos que criaram o Instituto Millenium. E ainda precisamos contabilizar a indicação, pelo Roberto Marinho, de Antonio Carlos Magalhães – ACM, como Ministro das Comunicações de Sarney, e de Antonio Brito para porta-voz…

Vale a pena ver de novo. Este texto foi publicado originalmente em 24/06/2010. Cumpriu-se a profecia, e agora o povo jogou merda na Globo. E a merda, em editorial, vestiu o chapéu.

Globo e merda, tudo a ver!
Globo e merda, tudo a ver!

Não dá outra, quando ouço Rede Globo lembro de Dominique Laporte. Logo vais saber porquê. Antes, voltemos a Vespasiano e o tributo sobre as latrinas: non olet. O Imperador Romano teria instituído um tributo sobre latrinas públicas. Seu filho Tito teria sugerido a extinção do tributo, por sua origem. Do pai, ao filho: Olet? (tem cheiro?). Tito teria respondido: Non olet! (não tem cheiro). No Direito Tributário importam os fatos econômicos, não a natureza jurídica.

Antes de passarmos ao “tributo” de Dunga à Globo, um pequeno troço sobre o termo. Segundo Dominique Laporte, no seu História da Merda, o lixo tem que ter alguém que se responsabilize por lançá-lo longe. E Dunga tem sido o duto através do qual repelimos o esgoto que sai das telas da Globo & afiliadas.

Afinal, por que quando os atores vão entrar em cena desejam “merda”? Para desejar sorte. E se Dunga desejou “sorte” ao Alex Escobar na busca de entrevistas exclusivas com jogadores de outras seleções, por que os funcionários da Globo reagem dizendo tanta merda? Já deveriam ter entendido que na seleção canarinha de Dunga não há mais espaço para exclusividade da Globo. Até porque não é a seleção da Globo & seus patrocinadores. É a seleção dos brasileiros de todos os veículos. Democraticamente!

O diário Lance! traz uma informação reveladora: “Mas os excessos (impedir entrevista exclusiva…) do técnico passaram a atingir questões maiores, como os patrocínios (ah! bom!). Assim, a costura política (substitua por mafiosa, dá no mesmo) tem sido uma das missões da entidade nos últimos dias.“

E democracia também é isso: não pode haver discriminação com as palavras que estão no dicionário. Todas estão lá para serem usadas… Roland Barthes (Sade, Fourier, Loyola) modernizou Vespasiano, adequando-a ao seu metier, “a merda escrita não cheira” , do tipo “a palavra cão não morde”. Por que, quase sempre, se grita “merda” na maioria dos países do mundo, quando se quer ofender alguém? Outro francês, Ferdinand Saussure, mostrou que se deve adequar a linguagem ao momento, ao assunto e ao interlocutor. Por que não chamar, então, a coisa pelo seu nome? Se só a Globo não ousa dizer seu nome, voilá, merde!

Vale a pena ver de novo

http://www.youtube.com/watch?v=uqw2WyK62ww

Merda, puto, cagão!” Foi o que Dunga, sem as máscaras gregas, e numprocesso catárquico, lavou nossa alma quando deixou gravado em áudio e vídeo a definição do jornalismo made in Globo. Como é do conhecimento até do reino mineral a Escola das Américas se mudou do quintal Panamá para a cloaca do Jardim Botânico.

Como diria Gandi, “aquele que não é capaz de se governar a si mesmo não será capaz de governar os outros”. Por não terem conseguido influenciar Dunga, os anões da Globo, esnobando Gandhi, foram buscar no ditador Ricardo Teixeira um atalho para defecarem. Logo ele que sobrevive à frente da Capitani Hereditária da CBF graças ao casamento com a filha de Havelange. Antes, para parecer grande a Rede Globo lustrava as botas dos militares. Hoje, para nossa felicidade e opróbrio da Globo, os ventos mudaram. A internet democratizou o “mercado” da informação.

Pivô? Patrocinadores!

Patrocinador oficial da Globo!
Patrocinador oficial da Globo!

Primeiro, os patrocinadores exigiram Ronaldinho. Não deu. Depois tentaram emplacar “os meninos da vila”, mas, depois do banho de loja, de vila os meninos já não tinham mais nada. De patrocínio em patrocínio, foi declinando o poder da Globo. Os brancaleones da Globo passaram a atacar os moinhos de vento para atingir Dunga. Na Globo é assim, se estás contra ela, ela tentar fazer acreditar que estão contra o Brasil. Foram-se os tempos do ame-o ou deixe-o.

A Globo e seus funcionários compraram Dunga por anão mas receberam um Davi armado de funda de troco. No queixo!

Os assalariados da Globo usam o argumento de que estão representando os brasileiros em busca de informação. Não tenho certeza, mas nem todos patrocinadores a quem a Globo e seus funcionários servem são brasileiros. Quanto ao povo, bem, nós já sabemos o apreço que Globo & suas afiliadas têm por ele. Mais, esse mesmo povo a quem a Globo diz querer atender, faz campanha contra ela. No Twiter, a campanha “Cala a boca, Galvão!” “deu no NewYork Times”.

Agora a blogosfera faz novo convite, ver os jogos do Brasil por outro canal, a começar pela partida com Portugal, jogando uma bola nas costas da Globo e de seus paitrocinadores.

Faça sua parte, torça pelo Brasil assistindo o jogo por qualquer outro canal que não seja da Rede Globo. Vamos ensinar a eles a democracia que eles entendem, a dos $$$$$! Afinal, uma transmissão da Band non olet!

Perguntar não ofende

Pense!
Pense!

A pergunta que não quer calar: quem deu e de onde vem a autoridade de qualquer jornalista da Globo pensar que pode falar por mim ou pelos brasileiros? Houve concurso, eleição, estudo, preparação especial outorgando tal poder? Quem deu ou dá a eles a exclusividade de falar sobre os fatos?

Acrescentado em 25/06/2010: “Palavrão é falta de estradas, é pagar pedágio, é falta de comida para o pobre. Isso que é palavrão. É ofensa à humanidade. Poluir o ar e a água que você bebe é ofensa”, Dercy Gonçalves