Denuncio para o CNJ

Eric Jensen

O Conselho Nacional de Justiça – CNJ precisa, urgentemente, investigar o caso Christine Epaud. Ou melhor, o despacho duvidoso do desembargador Aderson Sivino, que deu, de mão beijada e leve, dois hotéis para criminosos noruegueses.

O caso é do mais alto interesse público.
É uma história de terror, de recibos assinados na cadeia, sob coação.
É uma história mambembe, circense, de recibos pré-datados, o famoso conto-de-vigário.
É uma história de suspense, o realismo fantástico, de recibos a menos e, pasmem! de recibos a mais.

Recibos que o desembargador Aderson Sivino autenticou.

É uma história safada que envolve o judiciário do Rio Grande do Norte. Com ameaças de morte. Uma transa de “vultuosa soma”, definiu o desembargador Aderson Sivino em despacho.

Pergunto ao Conselho Nacional de Justiça:
– Como se pode comprar um hotel, que vira dois, com dinheiro de origem desconhecida?

Um dos hotéis, o Chalezinho Francês, na Praia do Meio, em Natal “Paraíso do Crime”, virou sede de empresas (quatro registradas na Receita Federal) de lavagem de dinheiro e outros crimes.

Como validar a compra de um hotel com dinheiro de destino desconhecido?
Dinheiro fantasma, invisível.

Dinheiro que se desconhece o valor. Pelos recibos são mais de um milhão. Pelo despacho do desembargador Aderson Sivino: Cr$ 650.000,00.

Quem venderia dois hotéis por preço tão desvalorizado?

E onde está este dinheiro?

A vítima deste caso é um setuagenário, que está ameaçado de morte (o desembargador Aderson Sivino jura que é um caso sem coação). Está de morte anunciada. Inclusive eu, por denunciar a safadeza. Aderson Sivino sabe dessa jura de morte matada.

A vítima pode morrer antes. De morte morrida. O caso esteve engavetado por oito anos. Isso abalou a saúde da vítima da justiça e da bandidagem.
Está sem dinheiro, cardíaco, depressivo e diabético.

Trata-se de um ancião honrado. Fundou, quando jovem, o MDB em Pernambuco, no governo do ditador Castelo Branco, com Marcos Freire, com o senador Jarbas Vasconcelos, de quem é amigo. Sempre teve como exemplo o tio, o inesquecível deputado Djalma Aranha Marinho.

Tem um homem que conhece os quadrilheiros acoitados em Natal, no Chalezinho Francês, e representados pela falsária Christine Epaud, laranja que usa vários sobrenomes.

Eric Jensen (foto) quebrou parte do paraíso norueguês. Parte. Existe por inteiro o paraíso francês de Epaud. E o espanhol.

Eric Jensen é o homem por trás da parte norueguesa da ação que levou a 25 detenções e apreensão dos bens de 300 milhões.

P.S.: Vou continuar com as reportagens:

Quem são os sócios de Christine Epaud

e Eu acuso

Talis Andrade, jornalista profissional