Operação Lava Jato vazou informações para a imprensa golpista e para os executivos de empreiteiras que pagavam toco. Estão mais lisos que qualquer salário mínimo. Não sobrou nenhum tostão para ressarcir o dinheiro superfaturado da Petrobras

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Um cara para lá de milionário, sem nenhum tostão em um banco, de duas uma: ou sacou o dinheiro na véspera da prisão e/ou mandou para uma conta em algum paraíso fiscal.

Isso é fácil de saber: basta pedir o extrato (conta bancária) deste mês.

A mesma fonte que passou as informações para revista Veja, na antevéspera das eleições do segundo turno, fez esse favorzinho para os milionários executivos das empreiteiras. Ninguém faz graça de graça. Quem informou recebeu sua parte. Ficou com quantos por cento dos 20 milhões que seriam bloqueados de cada preso? São 16 sortudos.

 

MUITAS DAS CONTAS BANCÁRIAS DOS EMPREITEIROS ENVOLVIDOS NO ESQUEMA DE LAVAGEM DE DINHEIRO DA PETROBRAS FORAM ENCONTRADAS VAZIAS. UMA DELAS TINHA APENAS R$ 4,60

 

 Osvaldo Gutierrez Gomes
Osvaldo Gutierrez Gomes

 

O Brasil é o país da piada pronta. Todo mundo tira o sarro da justiça

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(Terra) Nesta semana, a Justiça Federal determinou o bloqueio das contas bancárias dos empresários investigados na Operação Lava Jato. Ao cumprir a determinação, no entanto, teve uma surpresa: elas já haviam sido esvaziadas. As informações são do jornal O Globo.

De acordo com a publicação, o Banco Itaú informou em ofício que não havia valores a serem bloqueados nas contas de Walmir Pinheiro Santana (UTC Participações S.A.), de Valdir Lima Carreiro (presidente da Iesa Óleo e Gás) e do lobista Fernando Soares. Na conta de Ildefonso Colares Filho, que deixou a presidência da Queiroz Galvão em abril passado, foram bloqueados R$ 4,60.

Ainda segundo O Globo, os valores encontrados nas contas do mesmo banco de outros executivos também não foram altos. Foram bloqueados R$ 4 mil de Erton Medeiros Fonseca (sócio da Galvão Engenharia), R$ 6 mil de Agenor Franklin Magalhães Medeiros (diretor da área Internacional da Construtora OAS) e R$ 33 mil de Sergio Cunha Mendes (vice-presidente da Mendes Junior).

Apenas as contas de Gerson de Mello Almada, um dos sócios da Engevix, tinham valores superiores a R$ 1 milhão.

O informe do Banco Caixa Geral do Brasil foi semelhante. De acordo com o jornal, as contas de Dalton dos Santos Avancini, presidente da Camargo Corrêa, e de João Ricardo Auler, presidente do conselho de administração da empresa, também foram encontradas vazias.

As duas instituições foram as primeiras a atender à determinação da Justiça Federal, que determinou o bloqueio de R$ 20 milhões por pessoa. No total, 16 pessoas foram alvo de pedido de bloqueio de valores.

Empreiteiros. A sétima lista de corruptores

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Para a justiça e a polícia dos governos estaduais (capitanias/ províncias) e governo do Brasil (vice-rei/ imperador/ ditador/ presidente) eram os santos do povo, os libertários, os heréticos (hoje temos o ateu comunista/bolivariano), o escravo negro fugitivo, o índio (o genocídio de várias nações indígenas) os inimigos da ordem, do progresso, de Deus, da tradição, da família e propriedade.

A história da conquista portuguesa começou com os índios amarrados nas bocas de canhões. Para assassinos e ladrões pobres, para o santo Antonio Conselheiro, para os heróis Zambi, Pedro Poti,  Tiradentes, Frei Caneca e outros libertários, a prisão, a tortura, a forca, o fuzilamento, a cabeça degolada, o esquartejamento.

O mito do brasileiro cordial sempre valeu para uma minoria: os cortesãos, os nobres, os bandeirantes, os mineradores, os enriquecidos comerciantes e fazendeiros. Silvério dos Reis foi um dos primeiros a receber delação premiada. Era um sonegador.

O Brasil nunca foi de prender as grandes fortunas. Temos cinco séculos de justiça PPV.

Com Dilma Rousseff na presidência (“Não ficará pedra sobre pedra”, uma profecia de Jesus), pela primeira vez os adoradores do bezerro de ouro vão presos. Milionários e bilionários que a imprensa chama de “bons ladrões”.

Eis uma lista de encarcerados jamais imaginada. A justiça deve colocar todos, mais hora, menos hora, em liberdade, para tocarem seus nababescos negócios corruptos, que começam com a grilagem de terras no campo e nas cidades, com a especulação imobiliária, e uma colheita de concessões, alvarás, terrenos doados e despejos judiciais. Fundaram ONGs e fundações que lavam mais branco as notas fiscais, para desconto no imposto de renda. São generosos no pagamento de propina, notadamente, para prefeitos das capitais e governadores.

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O único pecado deles, em um dos feudos, a Petrobras, a despreocupação em confiar em um traidor, Alberto Youssef que, em 2003, no escandaloso caso de lavagem de dinheiro no Banco Banestado, o banco do governo paranaense privatizado na gestão de Jaime Lerner (1995-2002), dedurou todos os companheiros de tráfico de moedas. E como era esperado ninguém foi condenado. Teve até morto de mentirinha.

A confiança dos piratas das empreiteiras vem da certeza da impunidade. Porque não é a primeira vez que Youssef canta para o juiz Sergio Fernando Moro.

Morou?

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Mandados de prisão, a lista de presos

Na sétima etapa da Lava Jato, a Polícia Federal prendeu executivos e fez buscas e apreensão em sete das maiores empreiteiras do País, apontadas como o braço financeiro de um esquema de corrupção na Petrobras. Veja os mandados de prisão decretados pela Justiça Federal:

Prisão preventiva:

1. Eduardo Hermelino Leite, da Construtora Camargo Correa;

2. José Ricardo Nogueira Breghirolli, da OAS;

3. Agenor Franklin Magalhães Medeiros, da OAS;

4. Sergio Cunha Mendes, da Mendes Júnior;

5. Gerson de Mello Almada, da Engevix;

6. Erton Medeiros Fonseca, da Galvão Engenharia.

Prisão temporária:

1) Dalton dos Santos Avancini, da Construtora Camargo Correa;

2) João Ricardo Auler, da Construtora Camargo Correa;

3) Mateus Coutinho de Sá Oliveira, da OAS;

4) Alexandre Portela Barbosa, da OAS;

5) José Aldemário Pinheiro Filho, da OAS

6) Ednaldo Alves da Silva, da UTC;

7) Carlos Eduardo Strauch Albero, da Engevix;

8) Newton Prado Júnior, da Engevix;

9) Otto Garrido Sparenberg, da IESA;

10)Valdir Lima Carreiro, da IESA;

11) Ricardo Ribeiro Pessoa, da UTC;

12) Walmir Pinheiro Santana, da UTC;

13) Othon Zanoide de Moraes Filho, da Queiroz Galvão;

14) Ildefonso Colares Filho, da Queiroz Galvão;

15) Jayme Alves de Oliveira Filho, subordinado de Alberto Youssef;

16) Adarico Negromonte Filho, subordinado de Alberto Youssef;

17) Carlos Alberto da Costa Siva, emissário das empreiteiras;

18) Renato de Souza Duque, ex-diretor da Petrobras;

19) Fernando Antonio Falcão Soares, lobista

Investigados que sofreram bloqueios bancários:

1) Eduardo Hermelino Leite

2) Dalton dos Santos Avancini

3) João Ricardo Auler

4) José Ricardo Nogueira Breghirolli

5) José Aldemário Pinheiro Filho

6) Agenor Franklin Magalhaes Medeiros

7) Ricardo Ribeiro Pessoa

8) Walmir Pinheiro Santana

9) Sérgio Cunha Mendes

10) Gerson de Mello Almada

11) Othon Zanoide de Moraes Filho

12) Ildefonso Colares Filho

13) Valdir Lima Carreiro

14) Erton Medeiros Fonseca

15) Fernando Antonio Falcão Soares

16) Renato de Souza Duque