Marina nunca foi empregada doméstica

Marina tem o prazer masoquista ou a demagogia de contar, chorando, que teve uma “morte e vida severina”, várias ressurreições, uma existência de martírio, uma imitação de Nossa Senhora das Dores.

As histórias de que passou fome um dia, por comer pirão de ovo, e empregada doméstica entre os 16 e 18 anos, são melodramáticas.

Marina viveu pouco mais de um ano na casa de uma mulher pobre, onde realizou, com as filhas da casa que lhe acolheu, serviços domésticos. Sempre cruel com quem lhe ajudou, vende como megera uma doce velhinha que hoje chama de “patroa”. Toda história de Cinderela, de Gata Borralheira necessita de uma bruxa como personagem. Foi assim que Marina fantasiou a persona da madrasta, que o pai dela ficou viúvo, mas não casou de novo, deixando incompleta a biografia de Marina eterna sofredora, vítima do terrorismo do PT, quando tem o apoio dos barões nacionais e internacionais dos meios de comunicação de massa.

Não tem quatro anos que deixou de ser senadora, e perdida a eleição presidencial pelo PV, partido que criou, foi para a Argentina estudar, quando devia buscar assinaturas para registrar o Partido Rede.

Marina nunca foi miserável. Teve uma infância e uma adolescência vivida na pobreza. Isso aconteceu com milhares de políticos. Isso ainda acontece com milhões de brasileiros.

Marina fala do verde da floresta. Nunca li uma palavra dela em defesa dos pobres (votou quatro vezes contra a CPMF), nem citar os filhos da rua, ou as 500 mil crianças escravas sexuais, que para suportar oito a dez estupros diários, as penetrações no ânus e na vagina pequena e estreita, precisam entorpecer o corpo com drogas.

Nunca ouvi Marina falar de ajudar os favelados. O pai dela, com 87 anos, mora em um mocambo de madeira em um alagado do Rio Branco.

Marina foi salva pelo assistencialismo estatal, que hoje condena. Estudou no Mobral da ditadura militar. Em um convento católico, conseguiu de um bispo passagem aérea para tratar da saúde em um hospital de São Paulo. Saiu do convento, depois de fazer o supletivo, para estudar em uma universidade pública. Professora, entrou na CUT do PT, foi logo candidata a deputado federal. Perdeu. Dois anos depois vereadora da capital do Acre, dois anos depois deputada estadual, dois anos depois senadora para um mandato de 8 anos, e novamente reeleita para um novo mandato de 8 anos. Como não emplacaria o terceiro mandato, foi candidata a presidente pelo partido que inventou, o Verde, em 2010.

Simch
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Marina disputa, pela segunda vez, a presidência por uma legenda de aluguel, o PSB, porque não conseguiu registrar o partido Rede da Sustentabilidade do verde da floresta, patrocinada por bancos e multinacionais, com o compromisso de conceder autonomia ao Banco Central e defender o FMI contra o BRICS. (Talis Andrade)

O partido d'eu sozinha
O partido d’eu sozinha

“Conto de fadas brasileiro”, diz Le Monde sobre trajetória de Marina Silva

“Era uma vez Marina Silva…”. É assim que a revista de fim de semana do jornal Le Monde intitula uma reportagem em que mergulha nas origens da candidata do PSB à presidência. O repórter do vespertino viajou até o Acre para contar o que chama de “um conto de fadas made in Brazil”. A história de vida de Marina parece começar a cair nas graças da imprensa francesa, assim como ocorreu com o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.

Na reportagem de quatro páginas, o jornalista Nicolas Bourcier não deixa de reparar que a cidade em que a candidata nasceu se chama Bagaço, que ele traduz como “déchet”, que na língua francesa tem um sentido ainda mais forte, de “resíduo” ou “dejeto”. Bourcier diz que o nome é eloquente quando se constata a pobreza da região encravada na Floresta Amazônica.

Através de depoimentos de pessoas próximas – como o da própria irmã de Marina, que ainda vive em Bagaço – ele elenca alguns momentos-chave da vida da ex-senadora, que fazem com que a sua trajetória do Acre a Brasília pareça uma história de ficção.

O Le Monde diz que Marina é chamada por muitos de “Lula da Amazônia” (in RFI)

 

Dona Teresinha, ex-patroa de Marina: “Casa era de madeira, coberta de palha”

por Altino Machado

 

Dona Teresinha Lopes, 83 anos, foi patroa de Marina Silva quando a presidenciável tinha 14 anos, embarcou num ônibus e percorreu 70 quilômetros do seringal Bagaço até Rio Branco (AC) para trabalhar como empregada doméstica.

Casada com o professor Dagmar (falecido), mãe de oito filhos, dona Teresinha foi avisada por uma cunhada que uma adolescente procurava trabalho. Durante o ano que passou com a família Lopes, de 1974 a 1975, Marina lavava, passava e cozinhava e montava altares com santinhos de papel, usava cueiro como véu, rezava e sonhava em largar o trabalho de doméstica para ser freira.

Em outubro de 2010, quando abriu seu apartamento em Brasília pela primeira vez à imprensa, para conceder entrevista exclusiva ao Terra [que apagou a entrevista, por desmentir a história de empregada doméstica] Marina se emocionou ao falar de quando deixou o Seringal Bagaço apenas com um saco de pano nas costas e poucas mudas de roupas dentro, controlando-se para não chorar, para começar a sua trajetória como empregada doméstica:

– Eu fui fazendo escolhas aparentemente impossíveis. Você me pegou de surpresa ao fazer me lembrar disso e agora eu respondo: valeu a pena ter deixado aquela família, sem conseguir olhar para trás, adiando o choro dentro do ônibus até que ficasse escuro para que eu pudesse chorar e ninguém me visse chorando. Tudo valeu a pena porque hoje eu posso sorrir e dizer que aquelas lágrimas semearem muita esperança para mim, para minha família e para os ideais que eu acredito – disse.

REDE. Pedro Augusto, 87 anos, pai de Marina
REDE. Pedro Augusto, 87 anos, pai de Marina

[Esta saída do seringal, tem a seguinte versão da irmã mais velha Maria Deuzimar da Silva Vieira: “Ela (Marina) chamou meu pai e falou: “Pai, eu gostaria que o senhor permitisse. Eu quero ir estudar na cidade”. Meu pai perguntou: “Minha filha, é isso o que você quer?”. (Pausa para choro). Ela disse: “Sim, meu pai, é isso o que eu quero”. Aí meu pai falou: “Minha filha, não tenho nem o dinheiro da passagem de ônibus pra lhe dar. Mas você espera. Vou vender a borracha que conseguir produzir e lhe dou o dinheiro no final da semana pra você pagar a passagem de ônibus”. E assim ela fez. E assim ela saiu de nossa casa”.

Amada pelo pai e pelas irmãs, mais do que óbvio que Marina não teria permissão de sair de casa, para a cidade grande de todos os pecados, sem ter um lugar certo para ficar. O mais provável a casa de um parente.

Informou o  bispo do Acre, dom Moacyr Grechi: A jovem foi morar durante um tempo com os tios Aurélio e Mariquinha da Rocha Morais.

Marina e a amiga Dilma no convento
Marina e a amiga Dilma no convento

A revelação mais surpreendente sobre este tio é da companheira de quarto de Marina no convento:  Dilma Alves Omar, que conta: “Ela sofria na mão do tio, que era delegado. Parece que ele judiava um pouco dela, por isso ela foi para o convento”.

Delegado na ditadura, cruz credo! Catequizada pelo tio, Marina chamava seu benfeitor, Dom Macyr Grechi, de “comunista”. A outra Dilma, a Rousseff, acusada de comunista padeceu na tortura e na prisão. Marina nunca fala do tio.]

 

Abaixo, a entrevista com dona Teresinha, que é da Igreja Messiânica:

 

[Marina chama Dona Teresinha Lopes, 83 anos, de "patroa". Assim foi criada a lenda de emprega doméstica]
[Marina chama Dona Teresinha Lopes, 83 anos, de “patroa”. Assim foi criada a lenda de emprega doméstica]
Quando Marina veio morar em sua casa?

Ela tinha 14 anos [16 anos]. Quando Marina chegou a gente nem sabia o que fazer. Ela dormiu na mesma cama com uma de minhas filhas, a Silene, que já faleceu, que tinha a mesma idade dela. Dizem que fui patroa, mas a gente era tão pobre quanto a família da Marina. A nossa casa era de madeira, coberta de palha. A diferença era que a gente morava na cidade. Quem já morou em casa de madeira sabe o que é uma pernamanca, uma madeira grossa, onde são afixadas as tábuas da parede. Ela e Silene forravam a madeira com papel branco e botavam santinhos de papel. Usavam os cueiros dos meninos como véus e iam rezar. A intenção delas era ir para um convento rezar, orar, pedir a Deus.

Era um tempo muito difícil.

Sim, dificílimo. Tudo apertado. Meu filho Heimar, que trabalhava no Incra, ia pra mata, passava semana lá, e chegava com as calças capazes de ficar em pé de tão sujas. E a pobre da Marina estava aqui, tinha o que comer, e dava a mãozinha dela lavando as roupas do meu filho, passando a escova, tirando a lama. Ela chegou com poucas roupas. As roupas de Silene eram poucas, mas ela dividia com Marina. O pouco junta com outro pouquinho e fica muito.

O que Marina não sabia fazer quando chegou em sua casa?

Ela não sabia cortar nem fritar bife. Eu era muito elogiada por causa de meus bifes. Ela também tinha dificuldade de temperar o feijão. Mas eu ensinei a ela a fazer um bifezinho com molho, acebolado. Pra você ter ideia, a gente nem tinha forno. Nós tínhamos um fogão de barro de uma boca. Era uma lata de querosene partida ao meio, preenchida com barro, tendo uma boca. Era naquele fogão que a gente cozinhava. Aí a gente botava a lenha, soprava ou abanava para ficar no ponto de cozinhar. Fazer o arroz era fácil, mas cozinhar o feijão era muito mais difícil. Muitas vezes não tinha carvão e a gente usava gravetos. Comprar carne em Rio Branco era difícil, faltava. A gente comia mais conserva, enlatados. Era um tempo muito difícil, que passou, e vencemos.

Ela era tímida?

Demais. Era retraída. A gente ficava conversando e ela não entrava na conversa.

Patroa da Marina…

Esse termo de patroa é exagerado. Eu também era quase um caldo de pedra. Marina chegou e era uma a mais na família de dez pessoas. Além de mim e do meu marido, os meus filhos: seis mulheres e dois homens. Marina é que sempre ma chamou de patroa, talvez porque a casa era minha, tudo era meu. Mas a gente levava uma vida muito humilde. Marina veio de uma família muito humilde e chegou onde chegou. Nasceu com uma estrela brilhante. Ela tem muita luz, muita força, garra. Imagina uma criança que saiu da casa onde morava, no seringal, e mudou para a cidade para melhorar a vida, em busca de saúde, pois ela era muito doente. Seja como fosse, Rio Branco era uma cidade.

Qual era a doença?

Acho que era malária. Era um moreno pálido. Às vezes, quando a vejo falando, fico é com pena e penso ‘coitada de Marina, ela ainda tem alguma coisa de malária’.

E quando ela saiu?

Depois de um ano e alguns meses. Ela foi pro colégio São José, das freiras. Quando estava aqui, o sonho dela e da Silene era ser freira. Então foi bom ela ter saído, pois foi para um cantinho melhor do que na minha casa. Foi pra seguir o que ela falou quanto chegou aqui, de ser freira, induzindo minha filha, que acabou foi sendo indicada para miss e só não se candidatou porque o noivo não deixou.

Depois se distanciaram?

Eu costumava ver Marina casualmente, no centro, e nos cumprimentávamos. Uma vez ela viu o Dagmar, meu marido, e parou o carro para dizer para uma pessoa: “Esse aqui foi o meu primeiro patrão”. Que a história de Marina sirva de exemplo para os jovens de hoje. Não é desonra uma pessoa trabalhar em casa de família.

Caso Marina seja eleita, a senhora certamente será convidada para a posse. Qual a sua expectativa?

Não sei se vou aguentar tanta emoção. Mas eu sou muito forte, pé no chão, e já enfrentei muitas coisas. Que Marina bote o pé no chão, tenha garra e faça o que promete. Dê direitinho o que o povo merece. Vou votar nela, como sempre votei. Vou votar enquanto eu respirar, nem que seja em cadeira de rodas.

Acrescentei as informações entre colchetes. (T.A.)

Infanticidas e escravocratas contra Bolsa Família

O boato do fim do Bolsa Família nasceu de um balão de ensaio da Folha de São Paulo, que reverberou na classe média escravocrata e ameaçou as empregadas domésticas. Ouvi de uma dondoca: – “Essa gente pobre, sustentada pelo governo, não quer mais trabalhar”.

Esquecem os católicos o sermão do Papa Francisco: – “Salário indigno é escravidão”.

Que reclamem as madames: elas ajudaram a espalhar o boato infanticida.

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E para Áecio o aviso: os conselhos da Folha de São Paulo derrotam qualquer candidato.

O povo não lê a Folha, cujas opiniões e notícias são espalhadas por proprietários de rádio e outros meios de comunicação do PIG.

Escreve Paulo Henrique Amorim: “O editorial da Folha – que só este ansioso blogueiro leu – critica severamente o Aécio Neves, porque deu ‘sinais de hesitação’: já que se recusou a atacar com ‘denúncia ácida’ o assistencialismo do Bolsa Família”.

E acrescenta: “O boato sobre a extinção do Bolsa Família atingiu 12 estados. Milhares de brasileiros (os mais pobres) correram às agências da Caixa com medo de não receberem o benefício.

Dizem que o boato começou na internet. Pode ser. Mas duvide-o-dó que tenha sido espalhado por ela. Aí tem rádios populares, com toda certeza, pois o povão do Bolsa Família só tem computadores, carros e aviões na mensagem distorcida da mídia corporativa.

Esse atrevimento de bolar e botar em execução um plano com esse alcance só acontece porque temos três ministérios fracos, acocorados – o da Justiça, o da Comunicação e a Secretaria de Comunicação, que enche de verba o inimigo que lhe ataca. Três bananas.

A presidenta Dilma que não se engane: esse boato plantado, e que atingiu seu objetivo de provocar pânico, é apenas balão de ensaio do que vem por aí.

Caso ela continue apoiando esses ministérios inoperantes, pode ter a desagradável surpresa de ver adiante um boato como o de que todos devem correr aos bancos porque eles vão quebrar, ou, ainda (vamos ver se assim ela se move), o de sua renúncia, um golpe etc., trazendo caos ao país, sem que nada disso tenha sido detectado pelas agências de inteligência (nas mãos do bananão da Justiça), com apoio das concessionárias de rádio, TV e teles ( nas mãos do bananão da Comunicação) e com as fartas verbas publicitárias do governo (nas mãos da bananona da Secom).

Presidenta, Lula quando chegou à presidência já havia concorrido três vezes. Além disso, percorreu o país com a Caravana da Cidadania, nasceu pobre no interior do nordeste, e virou um grande líder metalúrgico.  Sua imagem é conhecida, admirada e está na imaginação e no coração de todos. Lula fala diretamente com o povo. Você, presidenta, ainda não. Grande parte do seu prestígio ainda vem dele, por isso a mídia não se cansa de querer dissociá-los.

Portanto, cuidado. João Goulart, com uma proximidade do movimento sindical imensamente maior que a sua, foi defenestrado com um aviso falso de que havia fugido do país, divulgado pelas rádios e espalhado pelos jornais. O Congresso fez o resto, enquanto os tanques tomavam as ruas.

O boato do fim do Bolsa Família abriu a jaula. Ou a presidenta prende as feras ou pode vir a ser devorada por elas”.

Para Luiz Carlos Azenha: O “resumo do filme: hoje o Bolsa Família tem um benefício médio de R$ 237 por mês, o que dá R$ 2.844,00 por ano. Por outro lado, desde 2000, por cálculos oficiais, a família Marinho recebeu um Bolsa Família anual de R$ 488 milhões e 824 mil reais em recursos públicos federais, só através da TV. Chique, né?”
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A classe média não pode mais escravizar a empregada doméstica. Para ter uma precisa, também, fazer campanha por um salário melhor

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Argentina. Régimen de contrato de trabajo para el personal de casas particulares

 

1 ¿Quiénes están incluidos en la ley?

La ley regirá en todo el país para las relaciones laborales que se entablen con los empleados y empleadas por el trabajo que presten en las casas particulares o en el ámbito de la vida familiar y que no importe para el empleador lucro o beneficio económico directo, cualquiera fuere la cantidad de horas diarias o de jornadas semanales en que sean ocupados para tales labores. Las modalidades son:
-Trabajadoras/es que presten tareas sin retiro para un mismo empleador y residan en el domicilio donde cumplen las mismas.
– Trabajadoras/es que presten tareas con retiro para el mismo y único empleador
-Trabajadoras/es que presten tareas con retiro para distintos empleadores

2 ¿Cuántas horas semanales tengo que trabajar para estar incluida en el nuevo régimen?

No hay mínimo requerido. Cualquiera sea la extensión de la jornada laboral, el personal en casas particulares queda amparado bajo la ley,

3 ¿Cuál es la carga horaria de la jornada de trabajo con la nueva ley?

Se establece una jornada de 8 horas diarias y 48 horas semanales, con un descanso de 35 horas corridas. Podrá establecerse una distribución semanal desigual de las horas de trabajo, en tanto no importe una jornada ordinaria superior a las 9 horas. El sábado el final de la jornada será a las 13 hs., mientras que el domingo no será laborable.
Para el personal sin retiro, se fija un reposo nocturno de 9 horas ininterrumpidas y un descanso diario de tres horas entre las tareas matutinas y vespertinas, incluido el tiempo de almuerzo.
Si el empleador se excede, en cualquiera de los dos casos, deberá pagar horas extras, las cuales se calculará con un recargo del 50% calculado sobre el salario habitual si se tratare de días comunes y del 100% en días sábados después de las 13 hs., en días domingo y feriados.

4 ¿Cuál es el salario mínimo? ¿Me tienen que dar recibo de sueldo?

El salario mínimo por tipo, modalidad y categoría profesional será fijado periódicamente por la Comisión Nacional de Trabajo en Casas Particulares (CNTCP), cuyo monto deberá establecerse para todo el territorio nacional, sin perjuicio de los mejores derechos que se establezcan mediante Convenio Colectivo de Trabajo. Hasta tanto se constituya la CNTCP, el salario mínimo será fijado por el Ministerio de Trabajo, Empleo y Seguridad Social de la Nación.
El pago de las remuneraciones deberá realizarse en días hábiles, en el lugar de trabajo y durante las horas de prestación de servicios:
-Al personal mensualizado, dentro del cuarto día hábil del vencimiento de cada mes calendario
-Al personal remunerado a jornal o por hora, al finalizar cada jornada o cada semana según fuera convenido
-Cada trabajadora deberá recibir un recibo de sueldo que será confeccionado en doble ejemplar, debiendo el empleador hacerle entrega de uno de ellos con su firma a la empleada/o. El recibo de pago deberá contener como mínimo las siguientes enunciaciones:
a) Nombres y apellido del empleador, su domicilio y su identificación tributaria.
b) Nombres y apellido del personal dependiente y su calificación profesional.
c) Todo tipo de remuneración que perciba, con indicación sustancial del modo para su determinación.
d) Total bruto de la remuneración básica y de los demás componentes remuneratorios.
En los trabajos remunerados a jornal o por hora, el número de jornadas u horas trabajadas y el lapso al que corresponden, con expresión también del monto global abonado.
e) Detalle e importe de las retenciones que legal o convencionalmente correspondan.
f) Importe neto percibido, expresado en números y letras.
g) Constancia de la recepción de un ejemplar del recibo por el personal dependiente.
h) Fecha de ingreso, tarea cumplida o categoría en que efectivamente se desempeñó durante el período de pago.
i) Lugar y fecha del pago real y efectivo de la remuneración a la empleada/o.
El Ministerio de Trabajo, Empleo y Seguridad Social y la Administración Federal de Ingresos Públicos (AFIP) confeccionarán un modelo de recibo tipo de pago obligatorio.
El pago deberá efectuarse en dinero en efectivo. De no ser posible por alguna disposición legal contraria, el pago se deberá realizar mediante cheque a la orden de la empleada/o y/o por depósito bancario sin costo alguno para el personal.

5 ¿Voy a recibir aguinaldo?

Sí. El sueldo anual complementario consiste en el 50% de la mayor remuneración mensual devengada, por todo concepto, dentro de los semestres que culminan en los meses de junio y diciembre de cada año. El sueldo anual complementario será abonado en 2 cuotas; la primera de ellas la última jornada laboral del mes de junio y la segunda la última jornada laboral del mes de diciembre de cada año.

6 ¿Cuántos días de vacaciones me corresponden?

La licencia anual se extiende a 14, 21, 28 ó 35 días, según la antigüedad de la trabajadora: a partir de los 6 meses de antigüedad, las vacaciones serán de 14 días corridos; de 21 días después de los 5 años, de 28 después de los 10 años y de 35 después de los 20 años de trabajo. Además, el empleador deberá otorgar las vacaciones entre el 1° de noviembre y el 31 de marzo y abonarse antes de su comienzo. Para el personal sin retiro y durante el período de vacaciones, las prestaciones de habitación y manutención a cargo del empleador deben ser pagadas en, por lo menos, un 30 por ciento del salario diario percibido por la empleada.
Para determinar la extensión de la licencia anual atendiendo a la antigüedad en el empleo, se computará como tal aquella que tuviese la trabajadora/or al 31 de diciembre del año al que correspondan las mismas.

7 ¿Me corresponde licencia por maternidad?

Antes de la nueva ley, no estaba contemplada ninguna protección para las trabajadoras embarazadas. Con la nueva norma, se prohíbe el trabajo durante los 45 días anteriores y posteriores al parto. Sin embargo la empleada podrá optar para que se le reduzca la licencia anterior al parto, que en tal caso no podrá ser inferior a 30 días corridos; el resto del período total de licencia se acumulará al período de descanso posterior al parto. En caso de nacimiento anticipado se acumulará al descanso posterior todo lapso de licencia que no hubiere gozado antes del parto, de modo de completar los 90 días corridos. La empleada deberá comunicar fehacientemente su embarazo al empleador, con presentación de certificado médico en el que conste la fecha presunta del parto o requerir su comprobación un médico del empleador. La trabajadora conservará su empleo durante los períodos indicados y gozará de las asignaciones que le confieran los sistemas de la seguridad social que le garantizarán la percepción de una suma igual a la retribución que corresponda al período de licencia legal, todo de conformidad con las condiciones, exigencias y demás requisitos que prevean las reglamentaciones.
Si el empleador decidiera despedirla por causa del embarazo 7 meses y medio antes o después del parto, siempre que haya sido notificado, deberá abonar una indemnización equivalente al despido sin causa más un año de remuneraciones.

8 ¿A qué otras licencias tengo derecho?

En cuanto a la licencia por enfermedad y/o accidente inculpable, para el personal sin retiro se fija que a partir de la nueva norma la licencia anual paga es de 3 a 6 meses según la antigüedad, para ambas modalidades y por cada enfermedad y/o accidente inculpable.
Por nacimiento de hijo, en caso de trabajador varón, 2 días corridos; en caso de contraer matrimonio, 10 días corridos; por fallecimiento de cónyuge o conviviente, de hijos o padres, 3 días corridos y por fallecimiento de hermano, 1 día.
También se fija que en caso de que el trabajador o la trabajadora deba rendir un examen en enseñanza primaria, media, terciaria o universitaria se lo otorgarán 2 días corridos de estudio por examen, con un máximo de 10 días por año calendario.

9 ¿Hay preaviso si termina la relación laboral?

El contrato de trabajo regulado por esta ley no podrá ser disuelto por voluntad de una de las partes sin aviso previo, o en su defecto, el pago de una indemnización cuando el contrato se disuelva por voluntad del empleador, además de la que corresponda a la empleada/o por su antigüedad en el empleo. El preaviso deberá darse con la anticipación siguiente:
-Por la empleada/o de 10 días.
-Por el empleador, de 10 días cuando la antigüedad en el servicio fuere inferior a 1 año y de 30 días cuando fuere superior.

10 ¿Qué indemnización me corresponde si me despiden injustificadamente?

Corresponde el equivalente a un mes de sueldo por cada año de servicio sobre la base de la mejor remuneración mensual. La indemnización nunca podrá ser menor a un mes de sueldo y se duplica si se trata de una relación laboral no registrada.
También se determina que habrá despido por causa de matrimonio si se produjere dentro de los 3 meses anteriores o 6 meses posteriores al mismo, siempre que haya mediado una notificación. En tal caso se debe abonar una indemnización similar a la de despido por causa de embarazo.

11 ¿Tengo protección por accidentes en el trabajo?

El empleador tiene la obligación de contratar a favor del personal un seguro por riesgos de trabajo.

12 ¿A partir de qué edad se puede trabajar en casas particulares?

La nueva ley prohíbe el trabajo doméstico a menores de 16 años. Para los trabajadores entre 16 y 18 años, deberá exigirse de los mismos o de sus representantes legales un certificado médico que acredite su aptitud para el trabajo, como así también la acreditación de los reconocimientos médicos periódicos que prevean las reglamentaciones respectivas. Su jornada de trabajo no podrá superar, bajo ninguna circunstancia, las 6 horas diarias y las 36 horas semanales.

13 ¿Dónde puedo obtener asesoramiento gratuito?

El Tribunal de Trabajo para el Personal de Casa Particulares del Ministerio de Trabajo brinda un servicio de asesoramiento a trabajadoras del trabajo doméstico y a empleadores. Para más información: 0800-666-4100 (opción 5) / (011) 4310-5709/5972 / domestico@trabajo.gob.ar
Atención personalizada: lunes a viernes de 9 a 13 hs en 25 de Mayo 637, Ciudad Autónoma de Buenos Aires.

Para efectuar denuncias sobre situaciones de trabajo no registrado, el Ministerio de Trabajo tiene habilitadas las siguientes vías:
denuncias@trabajo.gob.ar

Las denuncias pueden ser anónimas.
Para denuncias por Trabajo Infantil: 0800-666-4100 de 10 a 16 hs.

Empregada domestica veste avental e tem cara negra

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Esta visão das choferes de fogão faz parte do mito mineiro. Não é racismo. A realidade que o carnaval leva para as ruas.

Um jornalista processou outro por ser chamado de negro de alma branca. E se fosse o contrário: branco de alma negra?

Hora extra para as empregadas domésticas. Falta acabar com a escravidão no campo

Pagar horas extras ninguém paga. Empregada doméstica receber hora extra será mais uma lei para inglês ver. Depois do rasga da CLT, por Fernando Henrique, começou a funcionar o único banco que o trabalhador tem crédito: o Banco de Horas.

Também é preciso acabar com o trabalho escravo no campo. Principalmente nos latifúndios da lavoura de exportação.

O trabalhador carece de tempo para descanso, para dormir, para fazer amor, para cuidar das crias e para o lazer.