Operação Lava Jato virou uma grande piada

pavao

O que poderia ser um passo para acabar com a corrupção nos três poderes, provocada pela terceirização de ser√iços, virou um arremedo da República do Galeão, um governo paralelo, criado por oficiais da Aeronáutica para investigar o “mar da lama” do Cadete, no segundo governo de Getúlio Vargas.

A República do Galeão foi uma farsa, um governo espetáculo para fecundar as barrigas dos jornais da oposição golpista, direitista e antidemocrática.

Da República do Galeão o filho bastardo: o Golpe Militar de 64, que mergulhou o Brasil no atraso de 21 anos de escuridão.

Hoje temos, com a Operação Lava Jato, a chamada República do Paraná,

pesado tanque, pela blindagem do governo de Fernando Henrique; ou
leve e perigosa peneira que vaza mentiras, boatos e meias-verdades para o Partido da Imprensa Golpista  realizar campanhas de propaganda marrom.

Falam que a República do Paraná constitui um governo paralelo formado por um delegado da Polícia Federal, um juiz, e uma terceira pessoa que ninguém sabe quem é.

Desta terceira pessoa se diz: É

* uma figura decorativa para formar um triunvirato

* um pessoa qualquer que participe do interrogatório do dia

* um sujeito oculto, que manda em todos, e tem pretensões políticas presidenciais

* uma misteriosa personagem da espionagem internacional que visa desestabilizar governos da América do Sul, e que projetos idênticos estão sendo executados na Argentina, na Venezuela e na Bolívia. E que, também, serão implantados no Chile e no Equador

Assim sendo é um boi voador.

Um pavão misterioso.

 

 

curioso

Boi-Voador
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Nova Grécia de Tsipras provoca onda anti-austeridade na Irlanda

Arcadio Esquivel
Arcadio Esquivel

 

Na Irlanda existe a possibilidade dos partidos historicamente dominantes, Fine Gael e Fianna Fail, ficarem fora do poder pela primeira vez desde a fundação do Estado em 1922. A vitória do Syriza na Grécia deu um impulso extra aos partidos da oposição, principalmente ao Sinn Féin, que há meses acumula novos apoiantes.

A economia irlandesa cresce e o desemprego desce, mas a chegada ao poder de um governo de esquerda radical na Grécia reavivou o debate sobre os sacrifícios provocados pela austeridade e pelos cortes.

A vitória do Syriza na Grécia deu um impulso extra aos partidos da oposição, entre eles o partido de esquerda Sinn Féin, que há meses acumula novos apoiantes.

“Esta carga insustentável de dívida que se impôs ao nosso povo é a principal causa da nossa miséria económica”, disse o líder do Sinn Féin, Gerry Adams, no Parlamento após as transcendentais eleições na Grécia.

“Não é só um problema irlandês”. É um problema europeu. Necessitamos de uma solução europeia”, disse Adams, que defende uma conferência europeia sobre a dívida como sugeriu o novo primeiro-ministro grego Alexis Tsipras. A Irlanda estima que o seu crescimento em 2014 foi de 4,7%, será de 3,9% em 2015, e que o desemprego cairá para os 9,8% este ano.

O país já não está a contrair novos empréstimos junto da UE e do FMI, todavia está envolvido nos reembolsos dos anteriores, e o Sinn Féin quer uma renegociação, em particular, dos 64 mil milhões de euros injetados nos bancos desde 2008.

Governo insiste que não é a Grécia

Apesar de algumas semelhanças, o Governo irlandês insiste que não é a Grécia, e exibe os dados macroeconómicos positivos. “A especulação na comunicação social e a especulação política vão à frente do Governo grego”, disse Simon Harris, secretário de Estado das Finanças.

“Não sabemos exatamente o que é que o Governo grego vai pedir”, disse.

Harris também assinalou que a Irlanda já reestruturou as dívidas do seu resgate em quatro ocasiões para reembolsar antes, cortar nas taxas de juro e estender os prazos de pagamento.

Esta semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) disse que a recuperação da Irlanda vive um “bom começo”, mas são necessários esforços para pôr “a dívida pública num ritmo descendente”.

“As perspetivas a médio prazo da Irlanda são positivas, mas o estancamento da zona euro cria inconvenientes”, disse o FMI na sua última avaliação pós-resgate.

Novas tarifas da água e outros contratempos empurram o voto para a esquerda

A introdução de novas tarifas para a água a partir de 1 de janeiro deste ano, assim como uma série de contratempos políticos em 2014, fizeram com que os apoios dos partidos do Governo caíssem para os níveis mais baixos dos últimos meses.

O imposto da água era a última peça de um pacote de aumento de impostos e cortes na despesa no valor de 30 mil milhões de euros desde 2008 e que afetou todos os cidadãos, num país em que o desemprego atingiu os 15,1% em 2012.

Este mês, no entanto, existiu um corte modesto nos impostos, naquele que foi o primeiro Orçamento de Estado expansionista em sete anos, por seu lado os ministros vendem a ideia de recuperação económica sempre que podem.

Porém, as eleições gregas demonstram que uns resultados considerados impossíveis “há cinco anos são agora uma possibilidade”, realçou Nat O’Connor, da Tasc, uma organização de análise e estudos independente.

“Agora existe a possibilidade de um cataclismo eleitoral similar na Irlanda, mas também em Portugal e em Espanha”, disse.

Na Irlanda existe a possibilidade dos partidos historicamente dominantes, Fine Gael e Fianna Fail, ficarem fora do poder pela primeira vez desde a fundação do Estado em 1922.

Negociações a serem acompanhadas de perto

Com eleições legislativas em 2016, as negociações sobre a reestruturação da dívida grega serão observadas com atenção na Irlanda.

“Se os gregos recebem algum tipo de oferta melhor por terem votado no Governo que votaram, os irlandeses farão o mesmo e dirão que essa é a verdadeira resposta aos nossos problemas”, disse à AFP o comentador político Johnny Fallon.

No entanto, o economista chefe do banco KBC Bank, Austin Hughes, diz que há diferenças entre a Grécia e a Irlanda.

“A lição fundamental é que é necessário ter uma economia que gere pelo menos a promessa de aumento dos rendimentos e do emprego, e a Irlanda está, provavelmente, nessa etapa”, disse.

“O desafio que o Governo enfrenta é encontrar um equilíbrio que faça sentir às pessoas que estão no caminho correto, por que as suas expetativas não estão claras sobre o que a economia pode razoavelmente proporcionar-lhes”, disse Hughes.

Tradução de Fabian Figueiredo para esquerda.net

 

Ditadura nunca mais na América do Sul

O golpe militar de primeiro de abril de 1964 no Brasil – comemorado no dia 31 de março – provocou a derrubada da democracia nos países da América do Sul.

Este efeito dominó, isto é, o retorno das ditaduras ameaçam a Bolívia, o Equador e a Venezuela. Isso depois de um golpe do judiciário em Honduras, e um golpe parlamentar no Paraguai.

El presidente de Uruguay, José “Pepe” Mujica rechazó este lunes las intenciones de Estados Unidos (EE.UU.) de sancionar al gobierno de Venezuela por los hechos violentos iniciados el pasado 12 de febrero tras un llamado a las calles hecho por la extrema derecha de esa nación suramericana con el fin de derrocar al gobierno electo de Nicolás Maduro; al tiempo que exigió “respeto y cariño” para Venezuela y su gente.

“Cuando el mundo entero le pide a Estados Unidos que archive su política de bloqueo económico a Cuba, surgen desde ese gobierno voces amenazando con sanciones a Venezuela. ¿No se aprende nada de la historia? ¿Acaso esa actitud ha servido para resolver algo que no sea imponer privaciones a los débiles en distintas sociedades?”, se preguntó el dignatario uruguayo.

Mujica agregó que en Venezuela “sus contradicciones son también las nuestras y su resolución no debería ser violenta, y menos, azuzada desde afuera” por lo que exhortó a encontrar una solución pacífica para la crisis política que enfrenta el gobierno de Nicolás Maduro y a respetar la Constitución como “un camino necesario” para encontrar una salida, informó la Secretaría de Comunicación de la Presidencia.

El pasado jueves el Gobierno de Venezuela rechazó de manera categórica las declaraciones injerencistas de EE,UU., a través de su subsecretaria de Estado, Roberta Jacobson, quien insistió en amenazar al país suramericano con posibles sanciones de no abrirse al diálogo, desconociendo así la disposición al diálogo para la paz de todos los sectores del país que fue reconocida por la comisión de cancilleres de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur) que visitó el país esta nación.

El canciller venezolano Elías Jaua, recalcó este lunes que el gobierno de los Estados Unidos (EE.UU) hace lo posible por ver a Venezuela convertida en un campo de batalla, donde los venezolanos se enfrenten unos a otros con el fin de derrocar el Gobierno Bolivariano del presidente Nicolás Maduro.

“Los sectores más conservadores del gobierno de los Estados Unidos quieren una Venezuela inmersa en un conflicto. Lamentablemente, unos hasta sueñan con un conflicto armado, con una guerra civil”, dijo.

Sin embargo el canciller venezolano dejó claro que los gobiernos de América Latina no se dejan engañar por las difamaciones de la extrema derecha venezolana sobre el Gobierno revolucionario de su país, pues tienen un compromiso leal con los valores de paz de la región.

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VIOLENCIA POLÍTICA EN VENEZUELA. Deja vú caraqueño

Como hace tiempo no sucedía, tal vez desde el lejano paro petrolero de 2003, la sociedad venezolana se encuentra en el desfiladero que separa la convivencia pacífica y democrática de las situaciones de desestabilización y violencia callejera.

infiltrados venezuela

por Frederico Vázquez

El 12 de febrero pasado una manifestación de estudiantes y líderes políticos opositores se reúne en la Plaza Venezuela, en el centro de Caracas. De a poco, algunos dirigentes comienzan a levantar el tono de las declaraciones, abandonando cualquier planteo educativo y anunciando que el objetivo de la marcha es que caiga el gobierno de Maduro. Un rato después, la concentración es frente a la Fiscalía General, donde reclaman la liberación de algunos estudiantes que habían sido detenidos: se rompen vidrios, hay forcejeos con la policía, se cruzan disparos.

Pasado el mediodía, se conoce que al menos una persona murió. Luego se sabrá que fueron dos las víctimas en ese lugar. Una de ellas era un joven opositor y la otra un dirigente chavista. Horas después, Maduro afirma que una sola arma mató a ambos, poniendo en tela de juicio la idea de un enfrentamiento descontrolado entre sectores. Si bien las fuerzas de seguridad reprimen con gases lacrimógenos, las cámaras y teléfonos celulares registran enfrentamientos entre civiles, de difícil identificación política.

Al caer la noche, en otro punto de Caracas, el municipio de Chacao, uno de los más ricos y de los más antichavistas (la oposición sacó el 84% de los votos el año pasado) cae muerto un tercer joven, quien había participado de las protestas durante todo el día.

Después comienzan las declaraciones políticas, tanto del oficialismo como de la oposición. Las posturas son, naturalmente, disímiles: del lado del chavismo se advierte que Venezuela está sufriendo un embate de los sectores más reaccionarios que buscan derribar al gobierno. Por el lado de la oposición, se afirma que la violencia la generó el gobierno, a través de unos fantasmales “grupos parapoliciales”, que vendrían a ser motoqueros armados que disparan contra los manifestantes. Habría que agregar un dato: hay un reguero de armas en manos de civiles en Caracas, haciendo que los índices de muertes violentas sean de las más altas de la región. Casualmente, o no, en esos días Maduro había presentando un plan de “pacificación social” centrado en el desarme de la sociedad civil.

“Uno de los problemas actuales de los sistemas políticos latinoamericanos es cómo se combina la estabilidad democrática en un contexto de hegemonía electoral de gobiernos urticantes para los poderes tradicionales”

En el mejor de los casos, la verdad “policial” sobre los hechos del 12 de febrero irá cobrando forma con el paso de los días. El nivel del enfrentamiento político venezolano asegura que nadie se va a quedar con las primeras impresiones, ni los relatos de ocasión. La multiplicidad de imágenes en manos de las personas de a pie también ayudará a que no se pueda torcer mucho lo ocurrido.

En primer lugar, un recordatorio histórico: la violencia callejera, a partir de una marcha opositora con objetivos nebulosos, que de pronto se desmadra y aparecen tiros y muertos de “un lado y del otro”, no es algo nuevo. Casi sin diferencias, es lo que ocurrió horas antes del golpe de Estado de 2002. Algunas semanas después, quedó demostrado que todo había sido una puesta en escena de grupos golpistas que usaron a los manifestantes opositores como mártires inconsultos: cayeron por francotiradores que no respondían al gobierno, la búsqueda de los muertos fue intencionada. Sin embargo, los principales canales de televisión y cadenas de noticias culparon de la matanza al gobierno, justificando así la necesidad de sacar a Chávez de Miraflores.

A diferencia de ese momento, ahora no funcionó el monopolio informativo privado que fue tan decisivo en el 2002: el chavismo, además de ser un movimiento político y militar, es ahora también un conglomerado mediático. Canales, radios y diarios propios, aseguran que “la revolución sí será televisada”.

Pero más allá de algunas similitudes con el 2002, una explicación más profunda hay que buscarla en la propia interna opositora. Al día siguiente de las marchas y los asesinatos, el ex candidato presidencial, Henrique Capriles, salió a desmarcarse de todo lo sucedido. Fue contundente: “hay extremos que le hacen el juego al gobierno”.

Por el contrario, el que emerge como símbolo de esta nueva etapa insurreccional de la oposición es Leopoldo López, quien también intentó ser candidato presidencial, pero se bajó unos meses antes, cuando ya estaba claro que Capriles reunía más expectativas para lograr el milagro electoral que finalmente no ocurrió.

Basta con un par de pinceladas de la biografía de López para acercarse a la mentalidad de un sector minoritario pero poderoso de la oposición venezolana.

López fue firmante del decreto de la breve dictadura de 2002, que disolvió los poderes públicos, cerró el Congreso y nombró a un Presidente sin ningún parámetro legal, salvo ser el líder de una central de empresarios (?). Después del acto de investidura, López marchó a la Embajada de Cuba y quiso tomarla por asalto, denunciando que ahí se escondían funcionarios chavistas. (nota al pie, pocos años después, la usualmente publicitada por medios argentina ONG Transparencia Internacional lo premió no una, sino dos veces, en el 2007 y 2008).

¿Por qué la oposición muestra estas dos caras? Los divergentes intereses personales son entendibles: Capriles, ayer nomás, logró casi empatar con Maduro en elecciones libres, transparentes y observadas por propios y extraños. El chavismo, por primera vez sin su líder, salvó la ropa y ganó, pero Capriles olió de muy cerca el triunfo. Si hasta hizo creer a periodistas argentinos que viajaron especialmente a Caracas que iba a arrasar. Hoy, la mejor carta de Capriles es obvia: esperar unos cuantos meses cuando la hiper-recontra-democrática Constitución bolivariana establece que se puede hacer un referéndum revocatorio. Si todavía ahí no consigue el objetivo, Capriles puede trabajar en una próxima candidatura para las elecciones de 2018.

López, en cambio, relegado de este juego democrático, y teniendo como único capital político haber sido jefe de campaña de Capriles, tiene la necesidad de generar escenarios de confrontación para posicionarse. El caos, la crisis institucional, las declaraciones diplomáticas mostrando “preocupación”, son el único alimento para soñar con el poder.

López y Capriles son distintas caras de una misma moneda: después de años de personajes viejos, ligados a los partidos tradicionales, la oposición construyó figuras jóvenes, simpáticas, “modernas”. Para la derecha venezolana, el post chavismo existe y tiene, hoy, dos alternativas: López y Capriles.

Pero además, estas dos personalidades representan un universo mayor: la propia oposición social venezolana, que nunca se extinguió y siempre fue muy numerosa, persistente, con recursos económicos y apoyos internacionales, y que también se encuentra ante el dilema de a qué juego jugar.

Llegamos así a uno de los nudos del problema venezolano, que también está presente en otros países de la región: apenas se rasca la superficie de las nuevas “protestas espontáneas” o “hartazgos ciudadanos” aparece una masa ciudadana aguerridamente opositora que, de tanto en tanto, coquetea con las formas de acción desestabilizadoras, si estás prometen sacarles de encima a gobiernos que desprecian.

Uno de los problemas actuales de los sistemas políticos latinoamericanos es cómo se combina la estabilidad democrática en un contexto de hegemonía electoral de gobiernos urticantes para los poderes tradicionales. No parece haber contradicción en los términos, a priori. Sin embargo, a esa ecuación hay que agregar la existencia de amplios sectores (así sean minoritarios en términos electorales) irreductibles a cualquier simpatía con el oficialismo, ya sea por interés de clase o por formación ideológica, que además tienen la memoria histórica de haber sido siempre los que “mandan” en cada país (sectores empresarios, clase media ilustrada, etc) y fijan -o fijaban- las normas de lo que es correcto, de las modas políticas y culturales, etc. En Venezuela, desde hace 15 años, miran la obra desde afuera.

Existe ahí una masa disconforme, no necesariamente golpista, pero sí posiblemente dispuesta a escuchar y apoyar los cantos de sirena de dirigentes que les prometen un cambio que las urnas hace tiempo les niegan. Gobernar ese universo adverso, además del Estado y de los apoyos consolidados, es uno de los mayores desafíos que tienen por delante los gobiernos progresistas. Y muy especialmente el más radical de ellos.

Waika
Waika

Jornais brasileiros são mais golpistas que os jornais venezuelanos

Um golpe na Venezuela pode ter um efeito dominó que atingirá governos nacionalistas e esquerdistas da América do Sul, odiados pela ditadura da imprensa conservadora e elitista.

A imprensa brasileira prega o golpe na Bolívia (Evo Morales promoveu um referendo, e é o primeiro índio a presidir um país), no Uruguai (José Mujica, ex-“terrorista”), no Brasil (Dilma Rousseff, ex-“terrorista”), no Equador (Rafael Correa também realizou um referendo, eliminando antigas leis coloniais), na Argentina (Cristina Kirchner luta pela independência econômica).

Compare as manchetes de hoje dos jornais do Brasil com as dos jornais da Venezuela. Veja quem prega o golpe. A imprensa brasileira esconde que Lopoldo Lópes era um fugitivo da justiça, e negociou sua entrega com o presidente Nicolás Maduro, temeroso dos fanáticos da esquerda e da direita.

JORNAIS DA VENEZUELA HOJE

PORTADA LA VOZ

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JORNAIS DO BRASIL HOJE

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Melodramática versão do Correio Brasiliense, escrita por Rodrigo Craveiro: Vestido de branco, ele carregava a bandeira da Venezuela na mão direita e trazia uma flor branca na esquerda. Um soldado da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) usou a cabeça para forçá-lo a entrar na viatura blindada, enquanto outro o “abraçou” e o empurrou para dentro. Enfurecida e em êxtase, a multidão, reunida na Praça José Martí, em Chacaíto (região de Caracas), gritava: “Não se entregue! Não se entregue!”. O povo ergueu sua mulher, Lilian Tintori, para se despedir com um beijo. Ela lhe entregou um crucifixo. Às 12h24 (13h54 em Brasília), depois de fazer um discurso pelo qual foi ovacionado, Leopoldo López, líder do partido de oposição Voluntad Popular, passou a ser considerado preso político.

Cinco horas depois, estava diante de um juiz, em uma sala do Palácio da Justiça, acompanhado do presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello. Acusado de oito crimes, incluindo terrorismo e homicídio, o economista formado pela Universidade de Harvard passou a noite no Centro de Processados Militares de Ramo Verde, em Los Teques, a 32km de Caracas. López deve retornar ao tribunal ao meio-dia de hoje (13h30 em Brasília). As autoridades culpam-nos pelas três mortes nos protestos de 12 de fevereiro. O tiro disparado pelo governo de Nicolás Maduro pode ter atingido o pé do próprio presidente. Segundo analistas, a prisão vai potencializar apoio à oposição, fortalecer a imagem de López e desgastar a reputação do sucessor de Hugo Chávez. Marchas de solidariedade ao opositor ocorreram em várias cidades, entre elas Barquisimeto, Mérida e Valência, onde uma mulher foi baleada.
Antes de se entregar à GNB, López utilizou um megafone para falar aos simpatizantes, muitos dos quais usavam branco. “Eu tinha a opção de partir, mas não sairei nunca da Venezuela. Outra opção era ficar escondido na clandestinidade, e nada temos a esconder”, declarou. “Se minha prisão permitir à Venezuela despertar definitivamente, (…) ela valerá a pena”, acrescentou. Vereador em Caracas e coordenador político nacional adjunto do Voluntad Popular, Freddy Guevara estava ao lado de López. “Uma comitiva de delegados o acompanha. Nossa luta vai prosseguir. O povo venezuelano não vai retroceder”, afirmou ao Correio, por telefone. De acordo com ele, a batalha não se trata apenas de Leopoldo, mas de “um sistema decidido a acabar com pensamentos independentes, antidemocrático e ineficiente, que levou a Venezuela aos maiores índices de inflação e de pobreza da América Latina”.

Para José Vicente Carrasquero Aumaitre, cientista político da Universidad Simón Bolívar (Caracas), a rendição foi um “impactante ato de comunicação política”, que vai potencializar, de modo importante, a imagem do opositor. “Ao mesmo tempo, surtirá efeitos negativos na debilitada imagem de um governo incapaz de resolver problemas econômicos e sociais muito graves”, admitiu à reportagem. Ele classifica as acusações contra López de “aventura comunicacional”, voltada a desprestigiar o líder do Voluntad Popular. “Os resultados foram contraproducentes. Em vez de sair do país, López enfrentou a situação.”

[As citações de economistas e da Universidade de Harvard visam dar credibilidade à notícia e valorizar a importância de Leopoldo López, um empresário rico dos negócios de petrodólares]

Publica La Voz, jornal oposicionista:

Maduro: Cuidamos la vida de Leopoldo López

El jefe de Estado dijo que el líder opositor fue llevado por el presidente de la Asamblea Nacional, Diosdado Cabello, ante las autoridades para preservar su integridad física, porque según la información que maneja el Gobierno, el dirigente de Voluntad Popular sería objeto de un atentado

“Para que ustedes vean lo que hace la revolución para garantizar la paz. Nosotros terminamos cuidando la vida de Leopoldo López”, sostuvo el presidente Nicolás Maduro, al señalar la tarde de ayer que “en este momento el compañero Diosdado se dirige, él manejando su carro, está llevando a una cárcel fuera de Caracas a Leopoldo López para que responda ante la justicia”, dijo Maduro en un acto ante seguidores. El coordinador general de Voluntad Popular, fue trasladado al Cenapromil, cárcel militar ubicada en Ramo Verde, Los Teques
El gobernante aseguró que en la madrugada del martes se llegó “a un acuerdo amigable para cumplir la ley” entre el Gobierno y el dirigente opositor “y Leopoldo López aceptó entregarse en paz a la justicia venezolana”. “Y eso es lo que hicimos hoy”, señaló y dijo que el opositor “tiene que responder ante la Fiscalía, ante los tribunales y las leyes de la República, por sus llamados a desconocimientos de la Constitución”.
El presidente también dijo estar seguro de que los padres de López, así estén en su contra, saben que su Gobierno “le salvó la vida” a su hijo, al insistir en que existe un plan de Estados Unidos para generar conflictos en Venezuela que terminen en un golpe de Estado.
Ayer una marcha de trabajadores oficialistas se dirigió hasta el palacio de Miraflores, a cuyas afueras el mandatario nacional firmó el contrato colectivo del ramo petrolero.

 

Dona Europa e suas filhas

Zeus metamorfoseado em touro seduziu a bela princesa Europa…
ESCRITO POR FREI BETTO
Dona Europa livrou-se, há séculos, da tutela do Senhor Feudal, ao qual esteve submetida ao longo de mil anos. Cabeça feita por Copérnico, Galileu e Descartes, casou-se com o Senhor Moderno Liberal e montou casa no bairro da Democracia.

Dona Europa puxou o tapete dos nobres, deu um chega pra lá no papa e elegeu governos constitucionais que trocaram a permuta pela moeda, evitaram fazer uso de mão de obra escrava, transformaram antigos camponeses em operários merecedores de salários.

Dona Europa passou a nutrir ambições desmedidas. Fitou com olho gordo no imenso mapa-múndi que enfeitava a sala de sua casa. Quantas riquezas naquelas terras habitadas por nativos ignorantes! Quantas áreas cultiváveis cobertas pela exuberância paradisíaca da natureza!

Dona Europa lançou ao mar sua frota em busca de ricas prendas situadas em terras alheias. Os navegantes invadiram territórios, saquearam aldeias, disseminaram epidemias, extraíram minerais preciosos, estenderam cercas onde tudo, até então, era de uso comum.

Dona Europa praticou, em outros povos, o que se negava a fazer na própria casa: impôs impérios, reinados e ditadores; inibiu o acesso à cultura letrada; implantou o trabalho escravo; proibiu a industrialização; internacionalizou normas econômicas que lhes eram favoráveis, em detrimento dos povos alhures.

Um dos povos de além-mar dominados por Dona Europa ousou rebelar-se em 1776, emancipou-se da tutela e se tornou mais poderoso do que ela – o Tio Sam.

O professor Maquiavel ensinou à Dona Europa que, quando não se pode vencer o inimigo, é melhor aliar-se a ele. Assim, ela associou-se a Tio Sam para exercer domínio sobre o mundo.

Dona Europa e Tio Sam acumularam tão espantosa riqueza que cederam à ilusão de que seriam eternos o luxo e a ostentação em que viviam. Tudo em suas casas era maravilhoso. E suas moedas reluziam acima de todas as outras.

Ora, não há casa sem alicerce, árvore sem raiz, riqueza sem lastro. Para manter o estilo de vida a que se acostumaram, Dona Europa e Tio Sam gastavam mais do que podiam. E, de repente, constataram que se encontravam esmagados sob dívidas astronômicas. O que fazer?

A primeira medida foi a adotada em turbulência de viagem de avião: apertar os cintos. Não deles, óbvio. Mas de seus empregados: despediram alguns, reduziram os salários de outros, deixaram de consumir produtos importados. Assim, a crise da dupla se alastrou mundo afora.

Dona Europa e Tio Sam não são burros. Sabem onde mora o dinheiro: nos bancos. Tio Sam, ao ver o rombo em sua economia, tratou de rodar a maquininha da Casa da Moeda e socorreu os bancos com pelo menos US$ 18 trilhões.

Dona Europa tem várias filhas. Segundo ela, algumas não souberam administrar bem suas fortunas. A formosa Grécia parece ter perdido a sabedoria. Gastou muito mais do que podia. O mesmo aconteceu com a sedutora Itália, a encantadora Espanha e a inibida Irlanda.

Como o cofre da família é de uso comum, Dona Europa se cobriu de aflições. Puniu as filhas gastadoras e apelou à mais rica de todas, a severa Alemanha, para ajudá-la a socorrer as endividadas.

A Alemanha é manhosa. Disse que só socorre as irmãs se puder controlar os gastos delas. O que significa cortar as asinhas das moças – o que em política equivale a anular a soberania.

Soberana hoje, na casa de Dona Europa, só a pudica Alemanha. O resto da família é dependente e está de castigo. A mais cheirosa das filhas, a França, anda rebelde. Após aparecer de mãos dadas com a Alemanha, agora que arrumou namorado novo encara a irmã com desconfiança.

Nós, aqui do sul do mundo, que ainda não cortamos o cordão umbilical com Tio Sam e Dona Europa, corremos o risco de ficar gripados se Dona Europa continuar a espirrar tanto, alérgica ao espectro de um futuro tenebroso: a agonia e morte do deus Mercado, cujos fiéis devotos mergulharam em profunda crise de descrença.

 

O mito do Brasil cordial, aliviado, e o medo da revolta em 50 cidades da Espanha

Não sei como se deu o alívio. Que desconheço qualquer estatal ou banco ou mineradora entregue aos gregos. Mas a imprensa e o ministro Mantega anunciaram o efeito borboleta da crise do euro na Grécia. E teme o Brasil pela Espanha. Suas principais empresas e bancos possuem lucrativas filiais instaladas por quase todos os municípios brasileiros, que esta dependência foi o preço das privatizações das estatais.

Com a globalização unilateral de Fernando Henrique, o Brasil voltou aos tempos coloniais dos reis Felipes de Espanha e Portugal. E assim Juan Carlos é nosso rei.

As filiais de suas empresas rendem preciosas divisas. Lucram mais que as matrizes sediadas na Espanha. Se não entram no vermelho é que do Brasil vai o verde do dólar, que a Espanha não interessa o azul de nossa moeda, o desvalorizado real. De azul basta o sangue que corre nas veias dos nobres do reinado, embora os plebeus reclamem os tempos de pobreza na Espanha.

Os miseráveis da colônia – metade da população tem um rendimento mensal máximo de 140 dólares – de tão acostumados com o cabresto, o chicote, a miséria, a fome, agradecem o bolsa família, e calados permanecem, do jeitinho que o rei Juan gosta.

España. 50 ciudades salen a la calle contra la reforma laboral y los recortes

Con el lema “no te calles, defiende tu derecho” más de 50 ciudades salieron ayer a la calle contra la reforma laboral y los recortes económicos aplicados por el Gobierno de Mariano Rajoy. Las actividades de este miércoles fueron convocadas por los principales sindicatos porque en casi seis meses de la administración de Rajoy los ajustes sólo han servido para “acabar con los derechos laborales, sociales y democráticos”. “Se estima que en las manifestaciones participen trabajadores y trabajadoras de diferentes sectores productivos del país”, agregó. Salas destacó que en Madrid (la capital) los ciudadanos marcharán hasta la plaza Puerta del Sol, “lugar emblemático de las manifestaciones que han llenado las calles de la ciudad en los últimos meses a raíz de las decisiones políticas”.

“Yo tuve derechos, por eso protesto hoy en Madrid”, señalaba un manifestante, mientras que la consigna “el pueblo unido jamás será vencido” se escuchó con fuerza en la capital. Las movilizaciones tienen lugar en vísperas que el Senado vote las enmiendas a la reforma laboral, como paso previo a su aprobación definitiva en el Congreso de los Diputados. En tal sentido, los sindicatos acotaron que esa reforma se aprobó sin negociación ni consulta con los interlocutores sociales. Por tal motivo, afirman que el Gobierno se niega a negociar un acuerdo por la reactivación económica, el empleo y la cohesión social, que implique a todas las fuerzas políticas parlamentarias y las instituciones del Estado.

Fonte: jornal La República, Espanha