A eleição da morte e do volume morto. O voto emocional no caixão

O acidente aéreo que ceifou a vida de Eduardo Campos criou o voto dos justiceiros. O voto de vingança. Porque foi espalhado o boato de que “o PT matou Eduardo Campos”.

Tal mentira ajudou a eleger desgastados governadores do PSDB, a começar por Geraldo Alckmin que, sem nenhuma protesto de Aécio Neves, fez divulgar a seguinte propaganda:

EDuardo alckmin 2

Uma propaganda que representa uma traição ao candidato tucano a presidente. Mas todo o PSDB aprovou. Que São Paulo é a maior cidade do Nordeste.

Em Pernambuco, todos os candidatos petistas foram considerados assassinos. Resultado: o PT não elegeu o senador e nenhum deputado federal e diminuiu sua bancada na Assembléia Legislativa.

A atoada de que “o PT matou Eduardo Campos” sobrou para Dilma e para o candidato a governador Armando Monteiro, e os dois vinham liderando as pesquisas.

O candidato Paulo Câmara Ardente, casado com uma prima de primeiro grau de Eduardo Campos, foi o candidato a governador campeão de votos no Brasil.

A coscuvilhice de “o PT matou Eduardo Campos” transformou em assassinos os deputados federais não eleitos Fernando Ferro, João Paulo, que foi candidato a senador, Pedro Eugênio, Paulo Rubem Santiago (do PDT, candidato a vice-governador), e os deputados estaduais Manoel Santos, Odacy Amorim, Sérgio Leite, Teresa Leitão.

 

muro pichado

A reação do PT foi pedir investigação sobre autoria de diversas pichações que apontam a legenda como responsável pela queda do avião que matou o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.

Noticiou a imprensa nacional no primeiro turno: A frase “O PT matou Eduardo Campos” aparece em muros do Recife e em vários municípios. “Parece que estamos entrando em uma espécie de obscurantismo de campanha. É preciso que isto seja investigado e que os responsáveis sejam identificados e devidamente punidos, já que o fato dialoga com a eleição que está em curso”, disse a presidente estadual do PT, Teresa Leitão.

As fotos das pichações foram publicadas em todos os jornais e mostradas pelas televisões. Na internet, os nojentos memes:

Quem matou Eduardo Campos

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dilma assassina

derrubo Aécio

proximo é você

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O PT, por incompetência, notadamente em Pernambuco e São Paulo, pretendeu anular uma campanha emocional com uma contrapropaganda racional. Alckmin, além de usar o cadáver de Eduardo Campos, continua a jogar com o volume morto das represas, garantido que não vai faltar água em São Paulo. Agora, para eleger Aécio.

Não foi divulgado que Eduardo Campos, quando comprou o avião, demitiu a antiga a tripulação, que foi substituída por pilotos de sua confiança. Pilotos que não conheciam o avião, que antes de explodir, teve um pane elétrica, logo nos primeiros vôos de Eduardo e Marina Silva.

Limitou-se o PT a comprovar que o avião foi comprado com dinheiro do caixa 2, e no nome de empresas laranjas.

O certo é que o corpo de Eduardo Campos continua insepulto. Não se sabe até onde a propaganda fúnebre influenciará a votação do segundo turno. Relembre que o primeiro ato da campanha de Aécio Neves, neste segundo turno, foi visitar a viúva de Eduardo.

O zunzum do atentado teve como base um texto que apareceu na web, logo depois do fatídico 13 de agosto, usando indevidamente o nome do coronel do Exército José Ori Dolvin Dantas, comprovando que o avião foi sabotado.

Garante o coronel que o texto jamais foi escrito por ele, e anunciou que está tomando “as devidas providências cabíveis para descobrir quem usou seu nome e seu currículo, indevidamente”.

Os políticos do PT acusados também precisam desmontar a câmara ardente, e condenar os pichadores de muros, os mexeriqueiros, os violadores de túmulo, os vivos-que=carregaram-o-morto de cidade em cidade, os que criaram a inverdade do atentado para matar Eduardo, os infames acusadores de um falso assassinato. Eleição não é linchamento.

eleição caixão

 

Seca. São Paulo virou Sertão nordestino

Para a Folha, incompetência agora se chama crise

 

 

falta água

 

por Gilmar Crestani

A SABESP disse que que o calor afeta o abastecimento. Calor? Essa também a desculpa centenária para não entregar água no sertão nordestino. Choque de gestão é fazer a transposição da água do Rio São Francisco, levar água exatamente onde existe mais calor.

Se o PSDB não consegue dar conta de um serviço básico, para o qual teve mais de 20 anos de gestões para planejar, como poderia fazer isso em outros lugares. Em Uruguaiana, o PSDB privatizou o fornecimento da água. Já tentaram privatizar a CORSAN e o DMAE como fizeram com outras empresas públicas. Se eles são tão ruins gestores querer assumir cargos executivos é só desculpa pra sucatearem para depois venderem, como fizeram com a CRT. É por isso que quando chegam ao poder, por pura preguiça administrativa, entregam tudo logo à iniciativa de um parente privado.

Pior que falta de capacidade de gerir para atender necessidades públicas, é esta parceria com os a$$oCIAdos do Instituto Millenium. Se o apagão hídrico estivesse ocorrendo em alguma gestão do PT, a velha imprensa já teria atiçado todos seus paus mandados para depredarem.

Na Gestão de FHC houve o apagão elétrico, na gestão do Geraldo Alckmin, o apagão hídrico. E depois, diante dos primeiros problemas nas gestões de Lula e Dilma sugerem apagão das hidrelétricas, da febre amarela, do caos aéreo… Por que esta condescendência toda com o PSDB? Teria algo a ver com o papel de oposição aos governos democráticos de esquerda suscitado pela d. Judith Brito, na ANJ?

Não é uma triste coincidência que os mesmos que estiveram pedido o golpe militar e que, depois de dado, fizeram editorial saudando a chegada da ditadura também estejam do lado exatamente de quem não prima pelas liberdade democráticas?

Não é estranho que no Estado onde houve maiores manifestações em junho de 2013, e onde também a polícia reagiu com maior intensidade, tenha se reeleito já no primeiro turno o representante do #contraissotudo? Que tenha eleito com Tiririca, Marco Feliciano e Silas Malafaia?

São Paulo, de locomotiva, virou pé atolado que atrasa o Brasil. Por quê?

Parece que a falta d’água em São Paulo gera amnésia e falta de caráter nos paulistas. Só assim para justificar porque ainda assim votam no PSDB!

 

Falta de água já afeta todas as regiões da cidade de SP

 

Fausto
Fausto

Há casos em ao menos 24 bairros; calor aumentou consumo, diz Sabesp

Condomínios contratam caminhões-pipa e proíbem uso de piscina para tentar economizar água em meio à crise

Antes circunscritos a determinadas áreas, em períodos específicos, os casos de falta de água se espalharam pela cidade de São Paulo nos últimos dias, atingindo todas as regiões da capital por intervalos que variam entre algumas horas a vários dias.

Relatos feitos por leitores à Folha e colhidos nas ruas indicam uma piora generalizada do quadro.

Nas últimas 24 horas, a reportagem identificou ao menos 30 pontos de desabastecimento em 24 bairros.

As descrições contrastam com o discurso oficial da gestão Geraldo Alckmin (PSDB), que nega racionamento.

A Sabesp reconhece parte do problema. Diz que nos últimos dias houve um aumento do consumo devido ao forte calor, mas afirma que isso prejudica o abastecimento em “alguns pontos”, altos e distantes de reservatórios.

Na semana passada, a presidente da companhia, Dilma Pena, estimou em “1% a 2%” o percentual dos paulistanos atingidos pelo problema –além dos habitantes de regiões altas, mencionou quem não possui caixa d’água.

A situação é mais complicada para consumidores com esse perfil, mas a Folha constatou que o problema não se resume a eles.

A crise trouxe de volta à cena os caminhões-pipa, alguns deles distribuídos pela própria Sabesp.

“Mas ele passa rápido. Quem não corre fica sem”, disse Gilson Costa Trindade, 45, morador da Vila São Pedro (zona sul), onde há falta de água desde domingo (12).

Baldes, galões e tonéis viraram objetos comuns na casa de paulistanos, que passaram a estocar água para tarefas domésticas.

“Comecei a armazenar para tomar banho e jogar na privada. Também vou começar a estocar para beber”, afirma a dona de casa Sueli Pereira, 60, na Vila Nova Cachoeirinha (zona norte). Ela possui caixa de 1.000 litros, mas o reservatório não deu conta.

De acordo com ela, inicialmente o desabastecimento começava no fim da noite e terminava de manhã. Agora, começa no fim da tarde.

Em prédios e condomínios, o uso de piscinas está sendo limitado e até proibido.

Cartões postais da cidade, como parque Ibirapuera e avenida Paulista, também foram atingidos pela escassez.

Morador da Paulista, Felipe de Almeida, 41, diz que precisou levar os dois filhos para tomar banho num clube. “Amigos e familiares já enfrentavam o problema. Era questão de tempo.”

O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) vai acionar o Ministério Público para obrigar a Sabesp a dar mais informações sobre a redução de pressão no fornecimento –principal hipótese para explicar as interrupções.

A empresa diz que a prática não visa racionar água, mas sim diminuir perdas com vazamentos –embora tenha causado uma “economia fabulosa”, nas palavras de um diretor da companhia.

Para o Idec, a atuação da Sabesp é ilegal, pois o Código de Defesa do Consumidor diz que serviços essenciais devem ser prestados de forma contínua.

A Sabesp tem afirmado que não houve aumento de queixas. A maioria dos moradores entrevistados pela Folha diz que não reclama por acreditar que a queixa formal não daria resultado.

(ANDRÉ MONTEIRO, ARTUR RODRIGUES, CÉSAR ROSATI, FÁBIO TAKAHASHI, JUCA VARELLA, FABRÍCIO LOBEL, LEANDRO MACHADO, NATÁLIA CANCIAN E PEDRO IVO TOMÉ)

[Em Pernambuco, o ex-governador Eduardo Campos privatizou a COMPESA]

 

Cenas que lembram pequenas cidades do seco sertão do Nordeste: Caminhões-pipa pelas ruas de São Paulo 

 

Moradores da Rua Niderau Flelix Machado, no bairro de Campo Grande, Zona Sul da cidade, estão sem abastecimento de água há quatro dias.  (Foto: MARCO AMBROSIO)
Moradores da Rua Niderau Flelix Machado, no bairro de Campo Grande, Zona Sul de São Paulo, estão sem abastecimento de água há quatro dias. (Foto: MARCO AMBROSIO)

O Departamento de Operação do Sistema Viário (DSV) da prefeitura decidiu liberar a circulação de caminhões-pipa que solicitarem autorização para entrar no centro expandido da cidade a qualquer horário do dia. Esses veículos só podiam entrar em determinadas regiões depois das 22 horas, por causa das regras de restrição ao tráfego de caminhões em vigor nas vias da capital.

A flexibilização já era feita para atendimento de escolas e hospitais em situação de emergência – mas desde que a falta de água fosse confirmada com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Agora, a confirmação será relaxada e a circulação para atendimento de outras empresas, liberada. Segundo a prefeitura, dependendo de como a crise evoluir, a administração poderá ainda retirar a necessidade de pedido de autorização de circulação para esses veículos.

Transportadoras de água vinham relatando dificuldades para operar na capital. “Nas últimas semanas, tivemos 300% de aumento no número de pedidos de novos clientes”, disse a atendente Rita Passos, de 37 anos, de uma empresa de transporte de água da região metropolitana. “Mas nós não temos como atender a essa demanda. Parte é por causa das nossas próprias limitações de produção. Mas parte é porque temos de esperar até as 22 horas para entrar na cidade”, afirma.

Listas de espera – Empresas do setor afirmam que estão deixando de atender a pedidos por causa do crescimento da demanda e das restrições, ou criando listas de espera para clientes.

(Revista Veja/ Estadão)

Imprensa que golpeu Jango e Arraes cria legenda de Eduardo Campos para eleger um candidato da direita

O FIM DO MITO ARRAES

 

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Michel Zaidan Filho: O sentimento de náusea do mundo político pernambucano

 

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Quando Miguel Arraes de Alencar tomou posse, pela terceira vez, do Governo de Pernambuco, ele citou uma conhecida frase de Carlos Drummond de Andrade que dizia: “tenho duas mãos e o sentimento do mundo”. Se foi mais do que uma mera frase de efeito, significaria que o velho líder do PSB queria dizer que, embora despojado de riqueza e poder, era portador do sentimento fundo das iniquidades sociais e que trabalharia para combatê-las, no exercício do seu último mandato. Infelizmente não pode fazê-lo, em função da política de “terra arrasada” praticada contra ele pelo governo do PSDB e do PFL (leia-se Fernando Henrique Cardoso e Jarbas Vasconcelos). Negaram-lhe até a antecipação de receita da privatização da CELPE, com que ele poderia pagar a folha dos servidores do Estado, no fim do seu melancólico mandato.

É, portanto, com um sentimento de náusea que se pode contemplar o espetáculo degradante em que se tornou o mundinho político de Pernambuco, reduzido aos interesses de uma família (mãe, nora, filho, irmão, primo, cunhada etc.) Foi nisso que se transformou o calvário da prisão e do exílio do velho Arraes: na formação de mais uma oligarquia familiar, que certamente pensa que o estado é seu e pode ser rateado ou distribuído entre os parentes, os amigos e apaniguados. Alguns, muito novos, aliados de vésperas ou de conveniência. É nisso que se transformou o “leão do norte”. Um mero botim para satisfação da ambição e a cupidez de uma minoria, atrelada -na última hora -à carruagem do vencedor.

E as denúncias só se acumulam. Quando vamos desengavetar os processos sobre as licitações fraudulentas, que tratam de propinas aos políticos do PSB e PSDB, entre nós? Quando será apurado a denúncia do propinoduto da Petrobrás e o superfaturamento da Refinaria Abreu e Lima? – E os grampos da Polícia Federal, que surpreenderam as ligações promíscuas entre empresas e políticos do PSB. E o avião fantasma de Eduardo Campos? – E a doação post-mortem do ex-governador à irmã Marina Silva? E o favorecimento do candidato vencedor a empresários que intermediaram a compra da aeronave? – Nada vai ser apurado? Vai tudo para debaixo do tapete, como aconteceu com os escândalos do longo governo do FHC?

Se nada for feito para apurar as denúncias e esclarecer a opinião pública, temos de convir que o processo eleitoral e seus resultados estão sob suspeita. A vitória eleitoral está longe de ser um indulto ou anistia para os crimes cometidos durante a campanha política. Pelo contrário: essa vitória será contestada, a cada minuto, pelas perguntas, dúvidas, incertezas, silêncio em relação aos indícios apresentados, desde o início, do processo eleitoral.Nem a morte, nem a vitória representam a porta larga dos cortesões ao paraíso, por mais atraentes que sejam as burras de dinheiro do erário público, os cargos, as demissões, o tráfego de influência, o nepotismo, o troca-troca de favores e apoios recebidos etc.

Se o Estado for mais do que um mero mercado persa, um balcão de negócios ao arrepio da lei e do controle da sociedade, é preciso agir: dá um basta a este festim alimentado pela memória de um morto, mas a serviço dos vivos, bem vivos – que sobreviveram para contar o dinheiro, as benesses, as vantagens auferidas pela necrofilia política praticada pelos amigos e correligionários.

Os nossos ancestrais indígenas comiam a carne de seus adversários mortos (o banquete totêmico) numa espécie de homenagem à força, a sabedoria e a coragem dos inimigos. Mas esse canibalismo político atual, visa exclusivamente o botim, as vantagens, o lucro. Não a grandeza, despojamento, vocação de serviço, carisma, dom ou seja lá o que for. Apenas interesses. Só interesses.

Quanto tempo mais, estaremos dispostos a suportar esse triste espetáculo?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Xeque-mate das eleições de Pernambuco

Da Revolução de Trinta – e tudo indica – até os anos vinte deste século, Pernambuco teve quatro governadores que marcaram a sua História.

Marco Maciel que era da escola de Paulo Guerra que era da escola de Miguel Arraes que era da escola de Agamenon Magalhães.

Pouco importam as circunstâncias das ditaduras de 37 (Agamenon e Arraes) e de 64 (Paulo Guerra e Marco), eles imaginaram e criaram o Pernambuco que hoje vivemos.

O governo do Estado está sendo disputado por um neto de Agamenon, Armando Monteiro, e o parente Paulo Câmara (*) de Eduardo Campos, neto de Arraes.

Paulo Câmara é apenas uma sombra de Eduardo Campos, que foi um razoável, regular governador. E Armando Monteiro tem uma vivência legislativa, mas falta provar que merece comandar Pernambuco.

Duke
Duke

Vivemos uma campanha emocional, demagógica, e marcada pela baixaria da propaganda fúnebre, desde que se pede o voto dos justiceiros, que no enterro de Eduardo Campos exclamaram “justiça, justiça”, anunciando que Eduardo Campos foi assassinado  e, finalmente, apelaram para o linchamento do “PT que matou Eduardo Campos”.

Outra teoria de conspiração (**), muito mais convincente, porque cita os nomes dos interessados, denuncia que os inimigos do PT, a CIA de Obama e o bilionário especulador George Soros, para impedir a reeleição de Dilma Rousseff, uma das fundadoras do BRICS contra o FMI, explodiram o avião de Eduardo Campos. Rememore que no dia 13 de agosto, dia do suposto ato de terrorismo, Dilma e Armando venceriam no primeiro turno. Assim indicavam todas as pesquisas de opinião pública.

Morto Eduardo, Marina passou a liderar as pesquisas (Ela sempre disse que possuía mais votos).

Aécio Neves, via Armínio Fraga, tem o apoio de George Soros. Idem Marina, via o Banco Itaú.

Não acredito na  chacina de Eduardo Campos e de seus assessores, porque parentes das vítimas não pediram a prisão de nenhum sicário.

O irmão de Eduardo Campos deu uma entrevista, reconhecendo que foi uma morte acidental.

Por que, no anonimato dos muros, a pichação o “PT matou Eduardo Campos”?

Quem picha sabe: esse slogan sangrento rende  votos.

 

(*) Paulo Câmara é casado com Ana Luiza Câmara, prima de primero grau de Eduardo Campos

(**) Vide links