Conta de energia. Brasil depende de energia produzida no exterior

A redução no valor da conta de luz é apenas a ponta do iceberg das mudanças anunciadas pelo Governo Federal através da medida provisória 579, que prorroga as concessões do setor energético e diminui a tarifa de energia a partir da eliminação de encargos setoriais. Por causa disso e afim de entender minuciosamente qual o impacto que a medida terá sobre grandes e pequenos consumidores de energia, o deputado José Chaves, presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, já está articulando discussões sobre o tema. Tratou de pedir que fosse realizado um seminário com representantes do Ministério de Minas e Energia, Agência Nacional de Energia Elétrica e da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres, entre outros. “A medida pode e deve desencadear ajustes de preços finais em várias áreas da economia brasileira e por isso mesmo deve ser discutida”, avaliou o deputado. O evento ainda não tem data.

O Brasil precisa criar novas fontes de energia. E, inclusive, investir em usinas nucleares. Que no Brasil não temos nenhuma área ameaçada por terremotos como acontece no Japão.

Uso da energia nuclear no mundo indica riqueza
Uso da energia nuclear no mundo indica riqueza

O ministro Edison Lobão afirmou, em junho de 2011, que a decisão de construir quatro usinas nucleares no Brasil está sendo reavaliada pelo governo. “Essa previsão está sendo reavaliada pelo Ministério de Minas e Energia e Conselho Nacional de Política Energética [CNPE]”.

E acrescentou que as usinas em funcionamento hoje no Brasil (Angras 1 e 2) estão entre as mais seguras do planeta. “As nossas estão entre as melhores e mais seguras e produtivas do mundo. As quatro que estão planejadas poderão ser construídas ou reavaliadas”.

O deputado José Chaves defende que uma dessas quatro usinas seja construída em Pernambuco que está investindo em termelétricas.

Suape vai ganhar uma planta de energia termelétrica no valor de R$ 2 bilhões. Em setembro de 2011, o Governo de Pernambuco e a empresa Star Energy Participações, do Grupo Bertin, assinaram o protocolo de intenções para instalação da Térmica Bertin. Com capacidade de gerar 1.452 Megawatts por hora, a nova unidade será a maior do mundo.

“Escolhemos Pernambuco para fazer o nosso maior empreendimento de energia e maior térmica do mundo. São 1.452 MW, o suficiente para produzir energia para toda a Grande Recife num eventual colapso”, disse Fernando Antônio Bertin, diretor do grupo.

O empreendimento prevê ainda a instalação de um Terminal de Armazenagem de Granéis Líquidos para armazenar o combustível que será utilizado na usina. A expectativa é de que 2.500 empregos, entre diretos e indiretos, sejam gerados quando a unidade entrar em operação.

Após dois anos de construção civil, a termelétrica será a terceira a funcionar em Pernambuco. Sua capacidade supera em muito a soma das outras duas. “Para vocês terem uma ideia, a Suape Energy, outra planta térmica em implantação lá em Suape, tem 380 megawatts e a Termopernambuco tem 530”, comparou o então secretário de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Júlio.

Para o governador Eduardo Campos, o aumento na geração de energia no estado garante o crescimento sustentável do ciclo virtuoso da economia pernambucana. “Na verdade, estamos desafiados a construir uma termelétrica que é a metade da produção de energia da Usina de Xingó, a última hidrelétrica construída ao longo do São Francisco pela Chesf”. A Usina de Xingó possui 3.162 MW de potência instalada.

Fernando Antônio Bertin fez questão de destacar também o apoio recebido do Governo do Estado, que concedeu incentivos de ICMS e 94 hectares para a implantação das plantas (80 hectares no Cabo de Santo Agostinho e 14 na Zona Industrial de Ipojuca). A primeira área vai abrigar a termelétrica e a segunda será destinada à implantação do Terminal de Armazenagem de Graneis Líquidos. “Foi fundamental a recepção que a gente teve do governo. Isso foi determinante para que a gente viesse para Pernambuco”, ressaltou Bertin.

Qual o custo/ benefício de uma usina termelétrica? De uma resposta no Yahoo: A maior vantagem é que não depende de condições do local tais como queda dagua, ventos, etc. Como ela usa combustível, pode ser montada em qualquer lugar. Mas tem também desvantagens: custo operacional e de manutenção altos; poluidora e de baixa eficiência. Não sei quanto ao custo dos equipamentos por quilowatt gerado: como a termeletrica é geralmente de pequeno porte se comparada a uma hidrelétrica, essa comparação fica um pouco sem sentido. Para se conseguir grandes potências é necessário a montagem de vários geradores em paralelo, o que (eu acho) tornaria os custos equivalentes. Mas o custo de combustível usado faria a operação muito mais cara.

A industrialização do Nordeste começou com a Hidrelétrica de Paulo Afonso. Partimos para as termelétricas porque Pernambuco é um estado de rios que secam no verão. O São Francisco margeia Pernambuco rumo ao seu desagouro.

O Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso é um conjunto de usinas, localizado na cidade de Paulo Afonso, que produz 4.000 megawatts de energia, gerada a partir so desnível natural de 80 metros da cachoeira de Paulo Afonso, no rio São Francisco
O Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso é um conjunto de usinas, localizado na cidade de Paulo Afonso, que produz 4.000 megawatts de energia, gerada a partir do desnível natural de 80 metros da cachoeira de Paulo Afonso, no rio São Francisco
Foz do Rio São Francisco em Piaçabuçu-AL
Foz do Rio São Francisco em Piaçabuçu-AL

Veja porque o Brasil tem uma energia cara (vídeo)

Europa e Estados Unidos são os maiores produtores de energia nuclear

Existem (agosto de 2008) 435 reatores nucleares comerciais em funcionamento em 30 países diferentes. A grande maioria na Europa. As usinas são responsáveis por 16% da energia elétrica produzida no mundo. Veja como a produção de energia elétrica está dividida no mundo.

A França é o país com a maior dependência da energia nuclear. Com um pouco mais de 60% da eletricidade necessária. Possui 59 reatores. O Brasil apenas dois, e depende de energia produzida noutros países.

Franco Rivera ameaça o Brasil com um apagão

O apagão de 2009 em Santos, litoral paulista
O apagão de 2009 em Santos, litoral paulista

 

O ditador Federico Franco mandou um recado para Dilma: que ela aprove o governo dele. Válido para a presidente da Argentina Cristina Fernández de Kirchner. A ameaça em espanhol fica mais legal. Inclusive porque a imprensa brasileira vem escondendo o ultimato.

Se quejó del aislamiento que sufre su régimen y se refirió a las relaciones con la Argentina y Brasil, los dos grandes vecinos y socios en el Mercosur, junto con Uruguay, para “recordarles” a las presidentas Cristina Fernández de Kirchner y Dilma Rousseff que sus países “dependen” de Yacyretá e Itaipú, “cuya energía es imprescindible para Buenos Aires y San Pablo”

O apagão de Itaipu de 2009 deixou 18 Estados do Brasil sem energia.

A ameaça é humilhante e grave. Ou tem alguma nação atômica por trás dele ou prova seu despreparo para presidir o Paraguay, país vizinho e querido dos brasileiros.

O diretor que Federico nomeou para Itaipu, Franklin Rafael Boccia Romañach, pronunciou hoje um discurso reticente.

Em seu discurso de posse, o novo diretor da usina compartilhada com o Brasil defendeu a redução da venda de energia elétrica excedente aos brasileiros e o “uso pleno” dessa energia em território paraguaio.

“Não mais a venda de energia elétrica, embora nos traga divisas. Utilização plena de nossa energia no Paraguai, gerando indústria, postos de trabalho; energia elétrica para todos os níveis e todos os setores”, afirmou.
Pelo acordo de Itaipu firmado entre Brasil e Paraguai, a energia gerada pela usina é dividida em partes iguais pelos dois países. O acordo prevê que, caso uma das nações não utilize sua parte integralmente, poderá vender o excedente para o parceiro.

Atualmente, o Paraguai consome somente 10% da energia produzida por Itaipu e vende o excedente ao Brasil, que paga cerca de US$ 360 milhões anuais por essa energia.

Portanto, o Paraguai tem direito de usar até metade da energia produzida pela usina. De acordo com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, não há hipótese de o governo do país vizinho deixar de vender ao Brasil o excedente não utilizado ou mesmo optar por negociar com outro cliente.

“Não tem linha de transmissão nem comprador [que não seja o Brasil]”, disse o ministro. “Não há hipótese de se bloquear a energia”, completou Lobão.