Em Pernambuco, teorias conspiratórias são usadas para explicar a morte de Campos

Autores de ‘atentado’ são os mais diversos nas ruas do Recife

Quem tem medo de Eduardo

por Letícia Lins/ O Globo

A investigação sobre as causa do acidente que matou o ex-candidato do PSB à Presidência da República Eduardo Campos ainda não tem data para ser concluída. Mas, para grande parte da população pernambucana, a tragédia já tem uma explicação: trata-se de um “atentado”. Essa, pelo menos, é a versão que corre no cemitério onde o socialista foi enterrado, nas praias, nas esquinas, em escritórios do Recife. E não foi por outro motivo que a palavras mais repetida, aos gritos, por pessoas durante todas as cerimônias fúnebres do ex-governador foram: “Justiça, justiça!”.
O GLOBO ouviu 30 pessoas em quatro bairros da capital, e apenas duas não compartilham da mesma suspeita, que intriga os pernambucanos desde a última quarta-feira. A equipe ouviu conversas espontâneas no meio das ruas e abordou também pessoas de todas as classes sociais. Não há limite para procurar culpados. As pessoas apontadas como “responsáveis” vão da presidente Dilma Rousseff à “máfia do PT”. De alguém “muito invejoso” à ex-senadora Marina Silva, candidata a vice quando houve a tragédia.

Ambulante na praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, onde vende cerveja e refrigerantes, Francisco Tenório gritava à beira mar, na segunda feira:

‘FOI A MÁFIA DO PT’

—Vou dizer uma coisa a vocês. É muito estranha a morte de Eduardo Campos. Ele era um grande guerreiro. Quem matou foi Dilma, foi o PT. Nós somos fiéis a Eduardo. O avô dele, Miguel Arraes, era nosso amigo. Eu garanto, quem matou Eduardo foi a máfia do PT. Vamos escolher um novo presidente — dizia.

Professora universitária aposentada, Maria Helena Cruz de Oliveira também já formou sua opinião. Ela só falava no assunto, ao chegar logo cedo em um salão de estética, no bairro do Rosarinho:

— Eu acho que foi sabotagem. Esse negócio de caixa preta que só gravou as conversas de outro voo, para mim, não passa de enrolada. Pode ser até que o acidente tenha sido de verdade. Mas na minha mente, foi uma coisa programada mesmo. Claro que há muito interesse no desaparecimento de Eduardo, inclusive de partidos contrários a ele, como o PT — afirmou ela.

‘FOI ALGUM LOUCO’

Irmãs, Maria Cordeiro das Neves e Aládia Neves, que trabalham em um salão de beleza, informaram que a maior parte da clientela também acredita na hipótese de sabotagem. Da mesma ideia, compartilham as duas:

— Acho que houve, sim, sabotagem. Algum louco. Não acredito que foi só um acidente e Deus permita que eu esteja enganada — suspeita Aládia.

– Para mim, também houve alguma coisa estranha. A forma como descreveram o acidente… Parecia até um traque de massa estourando no ar — disse Maria, comparando o avião ao fogo junino.

‘FOI UM ASSASSINATO’

Eleitora do ex-presidente Lula por duas vezes e de Dilma Rousseff no último pleito presidencial, a dona de casa Maria do Carmo (ela não quis dizer o sobrenome) se preparava para votar em Eduardo para presidente em 2014. E não escondia a tristeza e a suspeita:

— Foi uma perda que os brasileiros e pernambucanos só têm a lamentar. Para mim, foi um assassinato. Não quero culpar ninguém, mas o ser humano morre de inveja de quem tem sucesso. Eduardo Campos era uma estrela que ia subir muito. Na minha rua, na minha família, por onde ando, é unanimidade. Se você for conversar, vai dar 99,9% de pessoas que pensam que foi um atentado. Meu sonho agora é que se descubra quem fez isso— afirmou ela. Maria do Carmo esteve no domingo no cemitério de Santo Amaro, onde o socialista foi sepultado.

‘OLHO GRANDE’

Ainda há pessoas que atribuem o acidente ao “olho grande”, como foi o caso da dona de casa Maria das Dores da Silva. Ela mora em uma comunidade que fica às margens do rio Capibaribe:

— Mataram aquele homem. O avião não ia cair assim. Foi alguém com olho grande. Ele era humilde, falava com todo mundo, dizia que ia fazer mudanças, uma pessoa simples. Para mim, o acidente foi provocado — disse ela, enquanto sua fala era aprovada por duas outras vizinhas, no bairro de Dois Irmãos.

Até mesmo o Arcebispo da Arquidiocese de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, tocou no assunto, durante a homília da missa de corpo presente no velório, no Palácio do Campo das Princesas:

— Como isto é algo que parece tão incompreensível para muitas pessoas, não só podemos como temos até que perguntar de que maneira tudo isto aconteceu — disse ele no domingo.

Dúvidas também circulam até no Palácio do Governo, onde os restos mortais de Eduardo foram velados:

— Quando penso no que aconteceu, os indícios aparecem divididos na minha cabeça. 50%do que penso é que houve um acidente, mas os outros 50% me induzem à hipótese de atentado — disse Manoel Messias, assessor do governador João Lyra Neto (PSB).

‘QUEM TERIA O INTERESSE?’

Para o ex-secretário de Imprensa do então governador Eduardo Campos, Evaldo Costa, só resta às autoridades uma alternativa:

— A Polícia Federal, o governo federal, a Aeronáutica não podem economizar nenhum esforço na investigação. Porque o que ocorreu envolve o sonho da população, a segurança da aviação. Quem, enfim, teria interesse em matar Eduardo Campos? Seja acidente ou atentado, o que não pode é que as autoridades brasileiras deixem que nos restem dúvidas sobre isso — disse.

O aposentado Fernando Laime também desconfia:

— Alguém cortou o seu sonho no meio do caminho. Ao meu ver, foi um atentado. Até porque é muito estranho o que ocorreu com a caixa-preta — disse.

‘NÃO FOI MARINA?’

Alguns, como uma faxineira, chegam a levantar hipóteses absurdas.

— E não foi Marina? Ela era a mais interessada, porque agora a candidata vai ser ela.

A esteticista Ilusca Estefânia da Silva não acredita em atentado.

— Pelo que o povo está pensando, as pessoas interessadas na morte dele seriam os candidatos Dilma e Aécio. Mas os dois só têm a perder com a morte de Eduardo. Porque Marina passa na frente de Aécio, e tem chance de chegar ao segundo turno. Logo, nem mesmo teoricamente, haveria interesse por parte dos dois outros candidatos na morte dele. Falam que era o tipo de combustível usado no avião. Realmente só as autoridades podem explicar o que aconteceu.

Ex-prefeito do município da cidade de Jaboatão dos Guararapes, aos 93 anos, o ex-deputado Newton Carneiro foi outra voz dissonante em meio a tantas e curiosas suposições:

— O que houve foi uma fatalidade. Já soube que naquela região de Santos tem muita ventania. Eduardo era um santo, não fazia mal a ninguém, e não acredito que alguém tivesse interesse em matá-lo.

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[Postei o material ilustrativo. São memes que circulam na internert. A reportagem de Letícia Lins mostra uma realidade que os marqueteiros burros de Dilma não conseguem lidar. É uma campanha emocional. A teoria da conspiração foi iniciada com a queda do avião. A “confirmação” do atentado vem sendo fortalecida com as seguintes senhas: “avião fantasma”, “drone”, “investigação do acidente”, principalmente quando solicitada por Marina e Beto Albuquerque, “caixa-preta”]

Irmão de Eduardo Campos alimenta a teoria da conspiração. Aparece um drone da Aeronáutica no lugar de um misterioso helicóptero

A teoria da conspiração nasceu na hora da queda do avião da campanha de Eduardo Campos e Marina. Pelos boatos e rumores espalhados, o “atentado” beneficiaria Dilma, a candidata menos interessada que, pelas pesquisas, ganharia a eleição no primeiro turno.

Inicialmente falaram de colisão com um helicóptero. Se é para acreditar em atentado político, prefiro a teoria surgida nos Estados Unidos, e escondida pelos barões da mídia brasileira, o PIG, de que foi coisa da CIA e de George Soros & outros banqueiros associados.

No clima emocional teatralizado, as pesquisas indicam que Marina vence no primeiro e no segundo turno.

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Quem deseja a morte de um presidente tem que ser investigado
Quem deseja a morte de um presidente tem que ser investigado

atentado bomba pesquisa Eduardo

Morte de Eduardo Campos: Assessor de Richa acusa PT de assassinato 

Júlio Jacob Júnior, assessor do governador Beto Richa (PSDB) e presidente da Copel Participações S/A, terá 48 horas para se explicar sobre acusação que fez contra o PT no caso da morte do ex-presidenciável Eduardo Campos; “Reafirmo, suspeito sim de sabotagem, típica de fanatísmos como vários radicais do PT”, escreveu  nas redes sociais, o que causou forte impacto nos internautas; decisão é da juíza Letícia Marina Conte, da 4ª Vara Criminal de Curitiba, que acolheu nesta quarta-feira (27) parecer do Ministério Público.
Júlio Jacob Júnior, assessor do governador Beto Richa (PSDB) e presidente da Copel Participações S/A, acusou o PT como responsável pela morte do ex-presidenciável Eduardo Campos; “Reafirmo, suspeito sim de sabotagem, típica de fanatismos como vários radicais do PT”, escreveu nas redes sociais, o que causou forte impacto nos internautas.

Escreve Esmaeal Moraes: No Paraná, o cadáver do ex-presidenciável Eduardo Campos (PSB) continua insepulto.

A juíza Letícia Marina Conte, da 4ª Vara Criminal de Curitiba, acolheu nesta quarta-feira (27) parecer do Ministério Público que dá prazo de 48 horas para que o advogado Júlio Jacob Júnior, assessor do governador Beto Richa (PSDB) e presidente da Copel Participações S/A, explique a acusação que fez ligando o PT a atentado contra o ex-governador pernambucano (clique aqui).

O quiproquó se deu no dia do acidente aéreo que vitimou o socialista, dia 13 de agosto, quando Jacob acusou o PT pelas redes sociais:

“Reafirmo, suspeito sim de sabotagem, típica de fanatísmos como vários radicais do PT”, escreveu o assessor de Richa.

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Diante da grave acusação, o diretório estadual do PT do Paraná ingressou no dia seguinte (14) com uma interpelação criminal. O objetivo dos petista é dar oportunidade de Jacob “reafirmar” ou “recuar” das acusações que fez contra o partido. Se confirmar, será processado criminalmente por calúnia e difamação (clique aqui).

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Publica o G1 (Globo): O irmão do ex-governador de Pernambuco e candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), que morreu após um acidente aéreo no dia 13 de agosto em Santos, no litoral de São Paulo, esteve pela primeira vez no local onde o avião que levava Eduardo caiu. Antonio Campos se reuniu com vítimas que tiveram casas e seus comércios impactados com o acidente.

Antonio disse que prestará apoio para essas pessoas. “Mesmo sendo um momento muito difícil para mim, vindo pela primeira vez ao local onde ele faleceu, junto com mais seis vítimas, das quais algumas eram amigas minhas, também vimos a dor de pessoas que estão sofrendo danos materiais e merecem ser reparados. Vamos fazer o possível para que esses danos sejam reparados. Estaremos lado a lado, lutando por esse direitos deles”, diz.
O PSB, partido de Campos, também deve ajudar essas vítimas. A maneira como esse auxílio irá acontecer não está definida. “Nós vamos construir um caminho conjunto de melhorar a situação de quem sofreu esses danos materiais. Também houve danos psicológicos. Eduardo Campos é mais uma vítima do acidente, só que mesmo assim, vamos nos esforçar dia e noite para minimizar esses danos”, completa [sem informa de onde sairá o dinheiro]

Campos reforça as recentes declarações de Marina e do vice Beto Gonçalves, que jamais falam de morte acidental. Todos os três reforçam a teoria da conspiração aceita pela maioria dos eleitores.

Além disso, o parente de Campos esteve reunido com o Ministério Público da cidade, para saber detalhes sobre as investigações. Segundo o irmão, que está habilitado pela família a acompanhar as investigações do caso, o MP trabalha com a possibilidade de que um drone meteorológico, utilizado pela Força Aérea Brasileira, tenha atingido o avião de Eduardo. “Tomei conhecimento dessa possibilidade de um drone ter colidido com o avião do presidenciável Eduardo Campos. Essa é uma das linhas de investigação do Ministério Público e é uma hipótese real”, afirma.
Antonio destaca que um drone da Aeronáutica teria sido dado como desaparecido dias antes do acidente. “Existe imagens no inquérito civil de peças que podem ser de um drone meteorológico. Houve um alerta dias antes de um drone desaparecido na região. Esse pode ser considerado um fato significativo e novo sobre a morte de Eduardo Campos”, aponta.
O irmão de Campos também cita que o promotor Thiago Nobre pediu algumas explicações para diversos órgãos sobre possíveis causas do acidente. “Estou com a cópia da documentação e existe uma investigação que ganhou corpo sobre a possibilidade do drone, mas ainda não é conclusiva. É uma hipótese que ganha força também porque há registro de fotos e imagens, inclusive no G1, de imagens similares a esse drone no local do acidente. Fora isso, foram feitas perguntas pelo promotor sobre o sistema utilizado na Base Aérea de Guarujá, para saber se o equipamento estava em perfeito funcionamento. Isso pode também ter atrapalhado a aeronave”, comenta.

Para Antonio Campos, ainda não é possível saber quando haverá uma conclusão sobre o caso. “O inquérito civil não está em segredo de Justiça, mas ainda não podemos concluir nada. É preciso aguardar o encerramento das investigações”, conclui.

É isso aí. Fica o clima de suspense. O povo que tire as conclusões.

Pelicano
Pelicano

 

O povo acredita que Eduardo Campos foi vítima de um atentado político.

Mais paradoxal que seja, Marina não vence sem a teoria da conspiração. Milhões de brasileiros e brasileiras acreditam que Eduardo Campos foi assassinado. Esta suspeita de atentado político foi repassada, implicitamente pela mídia, nos sete dias de trégua de luto pela morte de Eduardo.

Eis a razão da declaração de hoje do vice de Marina, Beto Albuquerque: “Que a Polícia Federal e o Ministério Público aprofundem as investigações tanto sobre a compra como sobre as causas do acidente”.

O vice cobrou ainda que o Ministério Público Federal em Santos investigue a suspeita de que a queda do avião possa ter sido causada por um choque com um drone. “Isso precisa ser esclarecido e não pode ser colocado embaixo do tapete”, disse.

Marina Silva, nas últimas entrevistas, e no debate da Band, também apelou para a Polícia Federal. Disse: que acredita mais na investigação policial do que na investigação jornalística.

Permanece na lembrança de muitos a suspeita morte de ex-presidentes e presidenciáveis, inclusive as doenças de presidentes (o efeito Hugo Chaves). Na História do Brasil eis alguns exemplos: a queda do avião de Siqueira Campos, o assassinato de João Pessoa, a morte de Agamenon Magalhães, a queda do avião de Castelo Branco, o enfarte de Costa e Silva dentro de um avião, a morte de Juscelino, os envenamentos de Carlos Lacerda, João Goular, a morte de Tancredo na véspera da posse, os cânceres de Lula e Dilma.

Jornalistas estadunidenses afirmaram que Eduardo foi vítima de um complô arquitetado pela CIA e por George Soros e seus associados banqueiros e empresários de multinacionais.

O gestual dos filhos de Eduardo Campos, em uma noite de intensa emoção, marcada pelo sentimento de perda, de dor,  de natural revolta pela morte inesperada, uma morte jamais prevista de um amado e carinhoso pai, reforçou a teoria do complô.

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A chegada do corpo de Eduardo Campos para o velório no Palácio das Princesas
A chegada do corpo de Eduardo Campos para o velório no Palácio das Princesas

Escreve Luís Antônio Giron: “Os punhos erguidos e fechados se popularizaram a partir de 1917, com a Revolução Bolchevique. Expressam o desafio aos poderosos e a solidariedade entre os explorados do mundo inteiro. Evocaram a luta das esquerdas contra a exploração do trabalho operário. A imagem de Lênin em 1917, dos Panteras Negras nos Estados Unidos nos anos 60 e dos anarquistas de Maio de 1968 (para não citar o gesto de vitória do saudoso jogador de futebol e homem de esquerda Sócrates são suficientemente eloquentes

Rodrigo Constantino: “Tal gesto de punho cerrado. Era muito comum entre ditadores comunistas ou nacional-socialistas. Vejam:”

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Abdias Duque de Abrantes: “A saudação com o punho fechado tem sido mais usada ao longo da história por grupos de esquerda e de defesa de grupos oprimidos. A saudação junta sinais de resistência, solidariedade, orgulho e militância num gesto simples. O punho fechado simboliza a luta por melhores condições de vida e a resistência contra o fascismo e contra o capitalismo. Simboliza a luta de classes. O gesto alude à resistência, à vitória, ao êxito na batalha, enfim. O punho fechado foi o símbolo do Partido Negro Revolucionário estadunidense, fundado em 1966 em Oakland – Califórnia, por Huey Newton e Bobby Seale, originalmente chamado Partido Pantera Negra para Autodefesa (no original, “Black Panther Party for Self-Defense”, depois, mais conhecido como “Black Panther Party” (Panteras Negras)). Um movimento americano anti-racista, anti-capitalismo, marxista-leninista e socialista. Eles enfrentaram a opinião pública americana contra os vestígios da Ku Klux Kan, notadamente os do Sul dos Estados Unidos.

Segundo o psicólogo Oliver James. “É um modo de indicar que pretendes combater uma força poderosa, malévola e institucional, com a tua própria força – és um indivíduo que se sente ligado a outros indivíduos para lutar contra um ‘ status quo ‘ opressivo.”

FireHead:”Segundo a BBC, a saudação com o punho fechado tem sido mais usado ao longo da História por grupos de esquerda e de defesa de grupos oprimidos do que pelos de direita. Há punhos fechados em cartazes de sindicatos em 1917, em fotografias de anti-fascistas espanhóis nos anos 1930, e ainda no logótipo feminista do punho fechado dentro do símbolo do género feminino. A emissora britânica fez questão de lembrar que Lee Harvey Oswald fez a mesma saudação depois de ter sido detido pela morte de John F. Kennedy, e Carlos “o Chacal”, também. O psicólogo Oliver James afirma que o sinal é popular “porque junta conotações de resistência, solidariedade, orgulho e militância num gesto simples”: “É um modo de indicar que pretendes combater uma força poderosa, malévola e institucional, com a tua própria força – és um indivíduo que se sente ligado a outros indivíduos para lutar um statu quo opressivo.”

Escreve Ronaldo Souza: “O que aqueles homens fizeram com os filhos de Eduardo Campos foi absolutamente execrável.

Ali nada reverenciava Eduardo Campos.

Filhos não enterram o político. Filhos enterram o pai.

A dor dessa hora não pode ser substituída por camisetas e punhos cerrados. Aquilo não era uma batalha a vencer”.

Para onde vai o dinheiro do imposto sindical dos jornalistas?

Finalmente algo acontece na comportada redação: o terrorismo dos velhinhos que perderam as eleições do Sinjope. Os onze pés-na-cova tiveram quatro votos
Finalmente algo acontece na comportada redação: o terrorismo dos velhinhos que perderam as eleições do Sinjope. Os onze pés-na-cova tiveram quatro votos

Todo sindicato confessa que tem uma pobreza de Jó. Principalmente o dos jornalistas. Começa pela Fenaj – um antro de pelegos da CUT.

Existem treze sinônimos para dois sentidos da palavra antro:

1. seio. Os ladrões deitam a cabecinha e dormem no luxo e na luxúria. São malucos por congressos internacionais, viagens, hospedagem em hotéis de luxo.

2. algar, catacumba, caverna, cavidade, cova, covil, fantasma, fossa, furna,gruta, lapa, toca.

Valem todos os sinônimos para definir o sindicalismo brasileiro.

Os pelegos nunca explicam onde enterram as botijas de ouro e prata do dinheiro dos associados, do imposto sindical & outros, dos convênios e ajudas e mais ajudas dos governos federal, estaduais e municipais.

Primeiro sinal de que existe dinheiro em jogo: são capazes de tudo para não perder a boca: até de matar. As páginas policiais registram vários assassinatos. Transcrevo notícia do Estadão sobre as eleições do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de São Paulo – Sindmotoristas, nos dias 25 e 26 de julho:

Definitivamente a briga pelo controle do Sindimotoristas – Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de São Paulo não tem como principais motivos questões ideológicas ou a sede pela representatividade de uma categoria.

O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus em São Paulo movimenta por ano milhões de recursos.

Mas reportagem do jornal O Estado de São Paulo relembra uma série de denúncias sobre movimentações ilegais de muito dinheiro por parte da atual diretoria do Sindicato e da ala de oposição.

Presidente do Sindicato desde 2004, Isao Hosogi, o Jorginho, é acusado pelos adversários de desviar R$ 500 mil por mês de contratos de planos de saúde, compras de cestas básicas e convênios com farmácias, mercados e outros estabelecimentos. Assassinatos de sindicalistas e de motoristas nas portas das garagens foram atribuídos a esta denúncia.

Jorginho teria, segundo a oposição, uma casa de alto padrão em Itanhaém e outra em Ilha Bela, no Litoral de São Paulo, além de um patrimônio de R$ 16 milhões.

Já a situação acusa os oposicionistas de diversas irregularidades e envolvimento em vários crimes.

Um dos “cabeças” de chapa de oposição, “Valdevan Noventa” há cerca de cinco meses, antes de romper com Jorginho, era diretor justamente de finanças do sindicato.

Ele foi investigado por suspeita de “lavar” dinheiro do tráfico de drogas da favela do “Paraisópolis” em lotações da cidade de Taboão da Serra.

O vice dele, Edivaldo Santiago, que esteve à frente de uma das maiores greves de ônibus da cidade de São Paulo, era parceiro de Jorginho. Ele também é suspeito de enriquecimento ilícito.

Há ainda poucas investigações sobre a atuação de sindicalistas.

Também há suspeitas de relacionamentos irregulares, onde o dinheiro fala alto, entre o Sindicato e funcionários de diversos escalões da SPTrans, da Secretaria Municipal de Transportes e até de empresas de ônibus.

A “caixinha” de R$ 5 mil para pretendentes a vagas em diversas funções na Via Sul Transportes, envolvendo membros do sindicato, nunca foi levada a sério pelas autoridades responsáveis por investigações.

Nos últimos dois anos, há registros de pelo menos 19 mortes com suspeitas de envolvimento direto em questões do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus.

Pelo imposto  sindical, a receita é de R$ 1,4 bilhão.

FENAJ MORDE QUANTO DO IMPOSTO SINDICAL? E OS SINDICATOS DE JORNALISTAS?

Ninguém fala desse dinheiro.

O governo facilita por que não pede prestação de contas. É um dinheiro que pode ser gasto com:

a) assistência jurídica;

b) assistência médica, dentária, hospitalar e farmacêutica;

c) assistência à maternidade;

d) bolsas de estudo;

e) cooperativas;

f) bibiotecas;

g) creches;

h) congressos e conferências;

i) auxílio-funeral;

j) colônias de férias e centros de recreação;

l) estudos técnicos e científicos;

m) finalidades desportivas e sociais;

n) educação e formação profissional;

o) prêmios por trabalhos técnicos e científicos.

(Continua)

Por que as urnas voadoras (drones) das eleições do Sinjope foram pilotadas pela CUT?
 
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Eleição fraudulenta no Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco. Parece mais concorrência pública com cartas marcadas

Onde estão as urnas. A chapa Você Sabe Porquê desconhece. Idem o jornalista livre. Ilustração de Fadi Abou Hassan
Onde estão as urnas prenhas do Sinjope? A Chapa Você Sabe Porquê desconhece. Idem o jornalista livre. Ilustração de Fadi Abou Hassan

As urnas volantes parecem drones. Têm comando invisível. Ninguém sabem onde estão.

Estão voando sobre o céu dos jornais, rádios e televisões.

Sem fiscalização.

São urnas prenhas. Dos pelegos.

É a eleição mais imoral da história do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco.

Espero a revolta dos jornalistas livres e honestos.

Temos que protestar contra a corrupção sindical. Contra o assédio moral. Contra o stalking policial. Contra o mando dos “jornalistas” secretários do governador Eduardo Campos. Sindicato não é escada. Para “seu” ninguém.

Os donos do Sinjope, que aprovam as prisões e os espancamentos de jornalistas pela polícia de Eduardo Campos, engravidaram as urnas. Isso é nazismo, peleguismo
Os donos do Sinjope, que aprovam as prisões e os espancamentos de jornalistas pela polícia de Eduardo Campos, engravidaram as urnas. Isso é nazismo, peleguismo

La guerra de los drones

por Salvador Capote

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El 5 de enero de 2012, en el Pentágono, el presidente Barack Obama anunció un cambio fundamental en la estrategia militar del país: la robotización de la guerra.En esta estrategia de robotización ocupan un primer plano los drones o vehículos aéreos no tripulados (U.A.V.’s por sus siglas en inglés) (1).Al comenzar el siglo, el Pentágono disponía de solamente unos 50 drones, ahora tiene en su inventario más de 7,000, de diversos tamaños y modelos.Los drones son relativamente económicos. Un drone “MQ-9 Reaper”, por ejemplo, cuesta 36.8 millones de dólares, mientras que un caza tripulado “F-35 Joint Strike Fighter” cuesta cerca de 140 millones. Los de tipo “Predator” y “Reaper” pueden ser equipados con misiles “Hellfire”, tomar fotos de alta calidad y monitorear conversaciones entre celulares, entre otras funciones.

Se dice, además, que la principal ventaja militar de los drones consiste en que sus pilotos, incluyendo algunos que nunca han volado aviones reales, se sientan en cabinas a medio mundo de distancia, tal vez en alguno de los tráileres de la Base Aérea de Creech, cerca de Las Vegas (uno de los principales centros de dirección de los “Predators”), a buscar en las pantallas de sus computadoras los posibles blancos.

Dudo, sin embargo, que ahorrar la vida de los pilotos tenga algún peso en las consideraciones de los estrategas del Pentágono para favorecer la fabricación de los drones. Mucho más convincente es el hecho de que la tecnología moderna y el uso de nuevos materiales, permite construir naves aéreas capaces de experimentar bruscos giros y aceleraciones que el ser humano, susceptible a una condición conocida como pérdida de conciencia gravitacional (“G-LOC”), no puede soportar, aún con trajes especiales. Un drone podría realizar movimientos para eludir ataques, decenas o cientos de veces más violentos que los aviones tripulados más novedosos. No es pues la compasión sino la tecnología lo que deja a los pilotos en tierra.

Pobre Brasil! Sua mais danosa arma de guerra – a guerra interna – o celular. Um telefone celular invisível, na mão de um preso incomunicável, em uma cadeia de segurança máxima…