Marina e a guerra religiosa

anamulheresdt

Ana Paula Valadão anuncia que apoia totalmente a candidatura de Marina Silva.

“Oro por isso. Não é pecado falar de política dentro da igreja, afinal é do nosso país que estamos falando. Vamos aprender a dividir o que é correto do que é errado . Amo meu país e prezo por um futuro melhor com a paz de Deus.

Em homenagem à minha candidata, oro para que ela seja minha futura presidente!

Sou Marina 40. Eu não vou desistir do Brasil”

Iyalorixá Edelzuíta responde à Presidenciável Marina Silva.

Edelzulta

Rio de Janeiro, 1 de Setembro de 2014

A candidata à presidência da República Marina Silva, meus respeitos, cada um com a sua fé.

Religião é cultura e cultura é religião.

Para os afrodescentes do Brasil, da tradição do Orixá, Umbanda, Quimbanda, Omolocô, Angola, Ketu, Jeje, Ijexá e outros, esta é a nossa fé!!!

Quando a candidata diz que Candomblé é seita, só é seita por que nosso culto é a Deus e os Orixás.

Orixás candidata, são os 4 elementos básicos da natureza.

Água é Orixá feminino. Oxum, deusa da água doce. Yemonjá, deusa dos oceanos e Nanã a deusa da lama.

Fogo: Xangô, é a pedra que se forma através de um raio que cai na terra… Chama – se EDUN ARA. Ogun é o ferro que também vai no fogo. Iansã também é a deusa do fogo e dos ventos. Obaluayê, Obá = Rei, Ayê =

Terra: a terra nos dá o que comer, nos cria e depois voltamos para a terra.

O ar que respiramos está ligado a Iansã e Oxalá que domina esse espaço entre o céu e a terra.

Candidata Marina, a pessoa que vos fala é a Mãe Edelzuita de Oxalá, quarta filha mais velha iniciada pela saudosa Mãe Menininha do Gantois.

Eu, Mãe Edelzuita, nasci e me criei no Candomblé, cultuo uma pedra de Xangô que veio de um raio do céu para a terra. Essa pedra veio da África, da região do Daomé a 168 anos, e só com a minha pessoa a tenho à 72 anos.

E por esse motivo senhora candidata eu não poderia deixar de me manifestar quando a senhora diz que o Candomblé não é religião. Sendo os Orixás os primeiros habitantes da terra que até então a presente data de 2014 eles se manifestam em trilhões e trilhões de seus fiéis.

Candomblé é o culto a Deus e à natureza!!! A Mãe Edelzuita que nasceu e criou – se dentro do Candomblé não vê diferenças, pois Deus ao criar o mundo, não criou religiões, ele disse: ” crescei e multiplicai.” E também disse: ” Amai uns aos outros.” ….

Por esse ensinamento que Deus deixou, eu sou do Candomblé, da Irmandade do Coração de Jesus e também Conselheira Nacional e Regional do Estado do Rio de Janeiro de uma congregação protestante.

Neste mundo temos que fazer a política da “boa vizinhança”. Deixe o povo de Raízes e Matrizes Africana em paz. Não criamos política nem desavença com ninguém. Observe a Constituição e a Carta Magna de nosso país.

Atenciosamente, Iyalorixá Edelzuíta.

ILÈ OBÁ N’LÁ.

 

 

 

 

http://www.geledes.org.br/pastora-ana-paula-valadao-muito-louca-profetiza-chegada-da-hora-da-igreja-na-politica/#axzz3CdwTGJik

 

 

Assembléia de Deus, o poder legislativo de Marina

Com a Bíblia na mão Marina fará o povo lembrar do Marques de Sade

Judith, por, Gustav Klimt, 1909
Judith, por, Gustav Klimt, 1909

por Gilmar Crestani

 

Quando leio que a Marina usará a Bíblia para governar, como nesta matéria da Folha de São Paulo, me lembro dos meus tempos de seminarista. Li a Bíblia de cabo a rabo. A expressão é esta mesmo, também na Bíblia cabe muito rabo, como aquele da Judith que ia nos campos de centeio e volta com a bolsa cheia. Como este pentecostalismo de meia tigela aplica tudo ao pé da letra, Marina faz crer que ela vai ao Banco Itaú para fazer a mesma coisa que Judith nos campos de centeio. A diferença é que a personagem bíblica se prostituía para sustentar a própria família, enquanto Marina quer prostituir toda nação.

Outra passagem bíblica que se presta para o momento está no Livro de Tobias. Quando ele chegava em casa, seu cachorro balançava o rabo. Quando a providência divina deixou Eduardo Campos sozinho no avião, Marina sorriu e seus amestrados, balançam o rabo.

Enquanto tenho fé de menos, Marina fé de mais!

Veja Judith aqui, pelos mais célebres pintores.

Decidindo com a fé

Evangélica desde o fim da década de 90, Marina Silva costuma recorrer à Bíblia para tomar decisões em momentos difíceis, como quando virou vice de Campos

Louva-a-deus ou cavalinho-de-deus
Louva-a-deus ou cavalinho-de-deus

louva a deus

 

por Natuza Nery/ Ranier Bragon/ Andréia Sadide

Em momentos difíceis, a presidenciável Marina Silva (PSB) costuma recorrer em seu processo decisório à orientação de uma companheira que esteve ao seu lado em boa parte de seus 56 anos de vida, a Bíblia.

Católica que quase se tornou freira na adolescência, ela converteu-se à fé evangélica no fim da década de 1990. Adotou o pentecostalismo, corrente que professa a intervenção direta do Espírito Santo na vida das pessoas, após receber de médicos “a terceira sentença de morte” devido a problemas de saúde.

Curada, segundo diz, graças a uma mensagem divina, Marina Silva é, desde 2004, missionária da Assembleia de Deus do Plano Piloto (Novo Dia), na capital federal. Antes, pertenceu à Assembleia Bíblica da Graça, de Brasília.

Em pelo menos dois momentos serviu-se da chamada “roleta bíblica” para tomar decisões. Trata-se de uma escolha aleatória de versículos das escrituras para obter orientação espiritual.

Uma delas, conforme um auxiliar próximo, foi na madrugada de 4 de outubro de 2013, horas antes de surpreender o mundo político com o anúncio da adesão ao projeto presidencial de Eduardo Campos (PSB).

O então governador de Pernambuco, morto em um acidente aéreo no último dia 13, também relatou à Folha, na ocasião, que a união decorrera de uma inspiração bíblica.

A outra experiência é descrita em sua biografia autorizada, “Marina, a Vida por uma Causa”, de Marília de Camargo César (Editora Mundo Cristão, 2010).

Antes de concordar com o livro, Marina precisou “ouvir a opinião de outra pessoa”. “Levantou-se do sofá e foi buscar uma Bíblia”, descreveu a autora. O aval para o projeto veio após “um recado pessoal de Deus”, expresso no salmo obtido na abertura aleatória.

“Ela, para tomar uma decisão, santo Deus, demora, porque, além de consultar a terra, ela tem que consultar o céu. Tem de ouvir todo mundo, aí amadurece”, afirma a pastora Valnice Milhomens, da Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo, amiga de oração há mais de uma década. “Ela nunca [misturou fé e política], não faz parte da bancada evangélica.”

Apesar da forte religiosidade, Marina sofre resistência de setores da igreja por não se posicionar firmemente em questões como aborto e casamento gay. Entretanto, desidratou sua proposta para a comunidade LGBT em meio a críticas do pastor Silas Malafaia na internet no sábado (30).

Nos tempos de ministra do Meio Ambiente (2003-2008), além de frequentar cultos junto a servidores nas dependências do ministério, costumava levar pastores para orar pelo então presidente Lula.

Sobre o acidente de Eduardo Campos, atribuiu à “providência divina” o fato de não ter embarcado no avião.

REVELAÇÃO

A relação de Marina com a religião começou no catolicismo, pelas mãos da avó paterna, quando vivia no paupérrimo seringal Bagaço (AC), a 70 km de Rio Branco.

Vítima seguidas vezes de malária, hepatite, leishmaniose e contaminação por metais pesados (como mercúrio) que a levam até hoje a ter uma dieta bastante restrita, a presidenciável diz ter tido a epifania que a levaria a se tornar evangélica após mais um problema de saúde, em 1997.

Foi seu médico quem a colocou em contato telefônico com um jovem pastor da Assembleia de Deus, André Salles. “Achava que aquilo era uma coisa fora do prumo para um médico”, relatou Marina em um vídeo de pregação disponível na internet. “Aí o pastor André falou para mim: Olha, eu tenho o dom de revelação do Espírito Santo’.”

O pastor André Salles hoje está em uma igreja de São Paulo, a Plenitude do Trono de Deus, que tem como um de seus principais pregadores convidados o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), protagonista de polêmicas com ativistas LGBT na Comissão de Direitos Humanos.

Marina então se converteu à Assembleia de Deus e, dois anos depois, ainda doente, disse ter tido uma revelação divina na fila da unção para os enfermos da igreja.

Veio à sua mente as letras “DMSA”. Lembrou-se mais tarde se tratar de um remédio dos EUA que se recusara a tomar anos antes. Ela tomou a droga, e o mercúrio em seu corpo foi reduzido.

O atual pastor presidente da igreja de Marina, Hadman Daniel, afirma que a ex-senadora não precisa de guia espiritual. “Ela tem o relacionamento dela com Deus, ela conhece Deus.”

Segundo ele, Marina recorre à igreja em momentos difíceis, como quando aceitou ser vice de Campos e quando um incêndio se abateu sobre a região Norte ainda na gestão dela no ministério. “Nós oramos. Choveu no mesmo dia, em um tempo que não era de chuva”, conta Daniel.

 

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Criminalização das greves e 30 anos de cadeia para quem protestar na Copa do Mundo, pede o senador Crivella. É a volta da ditadura

Enrico Bertuccioli
Enrico Bertuccioli

 

Sem os créditos devidos aos atos institucionais da ditadura militar de 64, os senadores Marcelo Crivella (PRB/RJ), Ana Amélia (PP/RS) e Walter Pinheiro (PT/BA), o PL 728/2011, cuja votação está sendo apressada no Congresso, prevê limitações ao direito à greve, além de considerar atos de manifestações, sob determinadas circunstâncias, terrorismo.

Jarbas
Jarbas
De acordo com a ementa – parte do texto em que se resume a proposta -, o projeto

define crimes e infrações administrativas com vistas a incrementar a segurança da Copa das Confederações FIFA de 2013 e da Copa do Mundo de Futebol de 2014, além de prever o incidente de celeridade processual e medidas cautelares específicas, bem como disciplinar o direito de greve no período que antecede e durante a realização dos eventos, entre outras providências“.

Dispõe o art. 4º:

Provocar ou infundir terror ou pânico generalizado mediante ofensa à integridade física ou privação da liberdade de pessoa, por motivo ideológico, religioso, político ou de preconceito racial, étnico ou xenófobo: Pena – reclusão, de 15 (quinze) a 30 (trinta) anos.

§ 1º Se resulta morte:

Pena – reclusão, de 24 (vinte e quatro) a 30 (trinta) anos.

§ 2º As penas previstas no caput e no § 1º deste artigo aumentam-se de um terço, se o crime for praticado:

I – contra integrante de delegação, árbitro, voluntário ou autoridade pública ou esportiva, nacional ou estrangeira;

II – com emprego de explosivo, fogo, arma química, biológica ou radioativa;

III – em estádio de futebol no dia da realização de partidas da Copa das

Confederações 2013 e da Copa do Mundo de Futebol;

IV – em meio de transporte coletivo;

V – com a participação de três ou mais pessoas.

§ 3º Se o crime for praticado contra coisa:

Pena – reclusão, de 8 (oito) a 20 (vinte) anos.

§ 4º Aplica-se ao crime previsto no § 3º deste artigo as causas de aumento da pena de que tratam os incisos II a V do § 2º.

§ 5º O crime de terrorismo previsto no caput e nos §§ 1º e 3º deste artigo éinafiançável e insuscetível de graça ou anistia”.

Neste ponto, cabe ressaltar a abertura do tipo penal, de forma que muitas condutas podem ser nele enquadradas. O fechamento de uma via pode ser considerado privação da liberdade de pessoa, considerando-se que a mesma terá, em certa medida, sua liberdade de ir e vir cerceada por uma manifestação que bloqueie uma via de acesso?

Como motivação ideológica ou política, pode-se enquadrar a aversão a possíveis gastos excessivos e a à corrupção e ao superfaturamento ocorrido nas obras voltadas aos citados eventos esportivos? Por que a motivação ideológica, justificativa apresentada para tais atos, deveria constituir um agravante, isto é, algo que enquadre a conduta no tipo penal?

O que seria considerado” infundir terror ou pânico generalizado “? Seria possível enquadrar manifestações de enorme vulto, que somem centenas de milhares de pessoas contrárias a determinado evento, atrapalhando a sua realização ou, indiretamente, coibindo a presença de pessoas no mesmo?

Caso, em manifestações pacíficas, alguns sujeitos, inclusive infiltrados por opositores aos protestos, iniciem depredações, haverá uma preocupação em distinguir participantes pacíficos? Em que medida esta lei poderá causar medo entre ativistas, considerando-se que, caso estejam em uma manifestação legítima e pacífica, poderão ser”envolvidos”em crimes que poderão atingir pena de até 30 anos?

Na justificativa, está escrito que “a tipificação do crime ‘Terrorismo’ se destaca, especialmente pela ocorrência das várias sublevações políticas que testemunhamos ultimamente, envolvendo nações que poderão se fazer presente nos jogos em apreço, por seus atletas ou turistas”. Conforme o dicionário Michaelis, define-se sublevação como “incitar à revolta, insurrecionar, revolucionar […] revoltar-se”.

Há discussões jurídicas quanto à violação do art. , inciso XVI, da Constituição Federal de 1988, o qual afirma que:”todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente“.

Ademais, critica-se a desproporcionalidade da punição ao” vandalismo “, o qual, ainda que reprovável, poderia acarretar sanção superior à cabível ao crime de homicídio, punível com pena de 6 a 20 anos.

Cabe a reflexão.

Felipe Garcia

Folha Política

http://www.folhapolitica.org/2013/06/senadores-propoem-que-protestos-durante.html

Postado em JusBrasil por Anderson Ferraz
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