DITADURA . O silêncio dos mortos nos cemitérios clandestinos

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Estamos vivendo em uma democracia, e centenas de blogueiros chamados de “sujos” continuam ameaçados de ser amordaçados, a boca costurada pela censura por defender a democracia, a liberdade de expressão e a felicidade do povo em geral.

Não se pode acreditar em ditadura “branda”, em ditadura “suave”, e outras definições masoquistas, para entorpecer o medo e acalmar os covardes, quando existe uma campanha de ódio, de apologia do golpe com intervenção militar, e ameaças de morte, inclusive uma lista de mortes anunciadas que começa com o assassinato de Dilma Rousseff.

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O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) esteve nesta quinta-feira (17/9) em Goiânia a convite da Corregedoria-Geral da Justiça para participar do I Workshop da Justiça Criminal, realizado na Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego) e não poupou críticas à presidente Dilma Rousseff (PT) e ao difícil momento vivido pelo País.

Bolsonaro vê imigrantes como “ameaça” e chama refugiados de “a escória do mundo”.

Sem medir palavras, o parlamentar afirmou, em entrevista exclusiva ao Jornal Opção que, se dependesse dele, a petista deixaria o Palácio do Planalto imediatamente, nem que para isso ela tenha que morrer.

“Espero que o mandato dela acabe hoje, infartada ou com câncer, ou de qualquer maneira”, dispara e completa: “O Brasil não pode continuar sofrendo com uma ‘incompetenta’, somos grandes demais para isso”.

Sobre a condenação sofrida por ele, na qual terá que pagar a deputada federal Maria do Rosário (PT-­RS) R$ 10 mil por danos morais, por ter dito que a petista “não merece ser [sequer] estuprada”, Bolsonaro ressalta que vai recorrer da sentença.

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Principalmente os deputados federais devem denunciar os inimigos do povo, dos direitos humanos, dos direitos trabalhistas e da justiça social.

Devem denunciar os que pretendem o emprego terceirizado, o financiamento das campanhas eleitorais pelas grandes empresas, e os golpistas que querem acabar com os programas sociais do governo de Dilma.

Para tanto, precisam usar um vocabulário afirmativo e esclarecedor, inclusive como resposta a campanha terrorista da imprensa vendida ao imperialismo.

Eduardo Cunha assumiu a presidência da Câmara dos Deputados este ano, e já causou demasiados estragos. É um oportunista que deve ser desmascarado. E sempre nomeado como ditador, primeiro-ministro, inimigo do povo e do trabalhador, por querer impor o emprego terceirizado, e inimigo do Brasil, por ser lobista de multinacionais, e defender o financiamento das campanhas eleitorais pelas grandes empresas.

E lembrar, e demonstrar que não existe golpe sem prisões, tortura, clandestinidade, exílio e morte.

Tolo é quem acredita no mito do Brasil “cordial”. E vai na conversa dos que pretendem provar que a ditadura brasileira matou menos do que a de Pinochet.

Os fanáticos religiosos e os neofascistas não acreditam em holocausto, em campos de extermínio na Alemanha e países ocupados pelos nazistas na Segunda Grande Guerra, e que continuam escondidos os cemitérios clandestinos, cavados no Brasil da ditadura militar de 64.

Mario

Mario
Nani Nani
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