Todo poder aos banqueiros

piramide povo elite banqueiros

 

Defender a autonomia do Banco Central é assinar o programa econômico entreguista de Marina Silva, escrito por Neca Setubal, herdeira do Itaú, e uma equipe de banqueiros, ex-empregados de bancos nacionais e internacionais e economistas que atuaram nos governos Collor e Fernando Henrique.

Maria Lara Collor economia

Itaú Marina juros

satanizar neca marina

Itaú

rede-itau-marina-o-banco-do-edir-macedo

PGR quer proibir críticas de Dilma ao BC independente de Marina

por Luis Nassif

Em geral regrado, o Procurador Geral da República Rodrigo Janot avançou além das chinelas ao deduzir que a crítica à proposta de Marina Silva, de Banco Central independente, configuraria alguma forma de terrorismo.

A independência do BC é uma discussão mundial, diretamente ligada à questão da apropriação da política econômica pelo mercado – que está na raiz da grande crise de 2008. A questão da apropriação das agências reguladoras pelo mercado é tema recorrente na literatura econômica mundial.

A campanha de Marina poderá alegar que, com Lula, o mercado tomou conta do BC. E, com Dilma, nenhum dos dogmas de mercado foi arranhado. Há amplo espaço para críticas recíprocas que ajudem a trazer mais luz sobre um dos temas centrais da discussão política e econômia mundiais.

Impedir a discussão sobre independência de BC mata uma oportunidade única de dar visibilidade ao tema.

catastroika troika FMI bancos indignados

banco povo indignados

Janot defende suspensão de propagandas com críticas a Marina

Por Ricardo Brito

Foco do procurador-geral Eleitoral são inserções com ataques à proposta de autonomia do Banco Central defendida pela candidata do PSB

O procurador-geral Eleitoral, Rodrigo Janot, defendeu a suspensão das propagandas veiculadas pela campanha da presidente Dilma Rousseff que criticam a proposta da adversária Marina Silva de conceder autonomia operacional ao Banco Central (BC). Em parecer encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira, Janot considerou as peças irregulares ao reconhecer que eles pretendem criar “artificialmente na opinião pública estados mentais, emocionais ou passionais”. Tal conduta é proibida pelo Código Eleitoral. A manifestação de Janot pode ser acatada pelo TSE no julgamento do mérito das três ações da campanha de Marina que questionaram a propaganda. O caso deve ser analisado nos próximos dias.

Dilma banco neca banqueiro

 Roque Sponholz
Roque Sponholz

Os advogados da candidata do PSB recorreram na semana passada ao tribunal contra a campanha sob a alegação de que a chapa de Dilma pratica “verdadeiro estelionato eleitoral” ao distorcer a proposta da adversária, uma vez que induz à percepção de que os bancos seriam os responsáveis pela condução da política de controle de juros e de inflação. Os advogados da candidata do PSB sustentam que a propaganda cria uma “cenário de horror” com a implantação da autonomia do BC ao chegar ao “absurdo terrorismo” de que a medida esvaziaria os poderes do presidente da República e do Congresso.

Sinfronio
Sinfronio

A propaganda, que foi ao ar nos dias 9, 11 e 12 de setembro e também em inserções durante o dia, mostra uma família sentada ao redor de uma mesa de refeição e mostra a comida sendo retirada aos poucos dos comensais à medida que um narrador fala das supostas consequências da autonomia do BC. Na semana passada, o TSE negou três pedidos de liminares apresentados pela defesa de Marina para suspender a propaganda. Contudo, Rodrigo Janot é a favor que o tribunal impeça a veiculação da campanha no julgamento do mérito.

“A cena criada na propaganda impugnada é forte e controvertida, ao promover, de forma dramática, elo entre a proposta de autonomia ao Banco Central e quadro aparente de grande recessão, com graves perdas econômicas para as famílias”, afirmam os pareceres de Janot. Para ele, é inquestionável que a crítica meramente política é inerente à campanha eleitoral e constitui típico discurso de embate. “Seus limites, entretanto, não podem ser ultrapassados, a ponto de criar um cenário ad terrorem ou tendencioso, apto a gerar estados emocionais desapegados de experiência real”, completaram.

Rodrigo Janot, que também é procurador-geral da República, manifestou-se contrariamente a outro pedido da chapa de Marina: conceder direitos de resposta à candidata do PSB no horário eleitoral reservado à campanha de Dilma. Para Janot, as peças não prejudicaram a candidatura de Marina. Ele disse que “a afirmação, ainda que controvertida, se insere no contexto de opinião pessoal acerca de um plano de governo” e que a visão de que a autonomia do BC signifique a entrega aos banqueiros de um grande poder de decisão sobre a vida das pessoas “não constitui inverdade flagrante, apta a ensejar direito de resposta”.

 

banco fmi capitalismo

 Tjeerd
Tjeerd
  Papa Nayer
Papa Nayer

FMI

ensino FMI

 

crise futuro indignados

crise povo futuro indignados

Buitres contra Argentina

por Emir Sader
La Jornada

Venció el plazo de la medianoche del día 30 de julio, y no han llegado a un acuerdo el gobierno argentino y los fondos buitres. Así, conforme el mismo representante del juez estadunidense que ya había fallado en favor de los fondos buitres, Argentina ha entrado en la situación de default.

No es la visión del gobierno de Cristina Kirchner. Argentina ha depositado, hace un mes, el pago a 93 por ciento de los propietarios de los documentos de su deuda renegociada, pero el juez Griesa ha bloqueado el pago, con su decisión de que tienen prioridad los fondos buitres. Justo los que no se han sumado a la renegociación de la deuda y que han comprado papeles sumamente devaluados. Amparados en la decisión de ese juez, quieren ahora recibir el pago de la deuda en su totalidad. Entre el precio que han pagado y lo que le quieren recibir, la ganancia es de la friolera de mil 600 por ciento.

El gobierno argentino les ofrece lo que ya acordó con el 93 por ciento mayoritario, lo que les propiciaría una ganancia de 300 por ciento. Pero el mercado siempre quiere más sangre. Quieren sangrar las reservas argentinas, a lo que se opone el gobierno del país sudamericano.

Un default raro, dice el gobierno, porque Argentina tiene los recursos e incluso ha depositado el pago del 30 de junio. De ahí la búsqueda de definiciones sui generis. La descalificada agencia de calificación Standard and Poor’s –la misma que consideró que en 2001 todo iba bien en Argentina, la misma que no previó nada de la crisis de 2008 en Estados Unidos– dijo que el país había entrado a un default selectivo.

Lo cierto es el absurdo de la situación de que el uno por ciento de los propietarios de los documentos de la deuda argentina se imponen al 93 por ciento y al propio país, amenazando su soberanía. Un país que había renegociado soberanamente la deuda heredada de la dictadura militar y del gobierno ultraneoliberal de Carlos Saúl Menem, y que había logrado construir una arquitectura compleja para lograr que la casi totalidad de los propietarios de los documentos de su deuda aceptaran la renegociación.

Cualquiera que sea la caracterización que predomine, Argentina entra en una fase de turbulencias. Este ya era el primer año, desde la recuperación económica de la peor crisis de su historia, en los años 2001 y 2002, que la economía tendría una recesión, prevista en 2 por ciento. Ahora se supone que el dólar retomará su tendencia al alza, la ya alta inflación de alrededor de 30 por ciento puede subir más y la normalización de los créditos externos, prevista para 2015, difícilmente se dará.

En principio nadie gana, en lo económico, con algún tipo de default, pero pueden ganar la oposición, si logra capitalizar las incertidumbres económicas, o Cristina Kirchner, si logra movilizar al país detrás de la defensa de su soberanía, en contra de los fondos buitres.

França
França
Brasil
Brasil
Argentina
Argentina

Intolerável o domínio das finanças sobre os povos

Francisco denuncia o escândalo da especulação sobre os preços alimentares 

  Spiros Derveniotis
Spiros Derveniotis

Não se pode continuar a tolerar que os mercados financeiros governem o destino dos povos, em vez de os servir. E um dos efeitos mais nefastos é o escândalo da especulação sobre os preços alimentares, que se repercute gravemente no acesso à alimentação por parte dos pobres, denunciou o Papa durante o encontro com os participantes num congresso organizado pelo Pontifício Conselho «Justiça e Paz», recebidos na manhã de 16 de junho na sala Clementina.

«É urgente – frisou o Papa – que os Governos do mundo inteiro se comprometam a desenvolver uma ordem internacional capaz de promover o mercado do investimento a alto impacto social, de modo a impedir a economia da exclusão e do descartável».

Cristian Topan
Cristian Topan

‘Investir para os pobres’

O Papa Francisco recebeu em audiência ao fim da manhã desta segunda-feira os participantes no Congresso “Investing for the Poor” (‘Investir para os pobres’), como contribuição na busca de vias atuais e praticáveis para uma maior equidade social.

Nas palavras que lhes dirigiu, o Papa elogia antes de tudo esta iniciativa de investimento responsável e de solidariedade com os pobres e excluídos, que estuda formas inovadoras de investimento que possam trazer benefícios às comunidades locais e ao meio ambiente, para além de um lucro justo.

De fato, o ‘Impact Investor’ configura-se como um investidor consciente da existência de graves situações de iniquidade, profundas desigualdades sociais e dolorosas condições de desvantagem enfrentadas por inteiras populações. Refere-se sobretudo a institutos financeiros que utilizam os recursos para promover o desenvolvimento económico e social das populações pobres, com fundos de investimento destinados a satisfazer necessidades básicas relacionadas com a agricultura, acesso à água, possibilidade de dispor de alojamentos dignos e a preços acessíveis, bem como serviços básicos de saúde e educação.

Além disso, estes investimentos pretendem produzir um impacto social positivo para as populações locais, tais como a criação de postos de trabalho, o acesso à energia, a educação e o crescimento da produtividade agrícola e os retornos financeiros para os investidores são mais baixos em relação a outras tipologias de investimentos. Observou o Papa:

A lógica que impulsiona estas formas inovadoras de intervenção é aquela que “reconhece a ligação original entre lucro e solidariedade, a existência de uma circularidade fecunda entre ganho e dom … A tarefa dos cristãos é redescobrir, viver e anunciar a todos esta preciosa e originária unidade entre lucro e solidariedade. Quanto o mundo contemporâneo precisa de redescobrir esta bela verdade!”

indignados fome

A economia da exclusão e do descarte

O Santo Padre considerou “importante que a ética reencontre o seu espaço na finança e que os mercados se coloquem ao serviço dos interesses dos povos e do bem comum da humanidade.

Não podemos tolerar por mais tempo que sejam os mercados financeiros a governar o destino dos povos, em vez de servir as necessidades destes, ou que alguns poucos prosperem recorrendo à especulação financeira, enquanto que muitos sofrem gravemente as consequências.

A inovação tecnológica  aumentou a velocidade das transacções financeiras, mas esse aumento só encontra sentido na medida em que se demonstra capaz de melhorar a capacidade de servir o bem comum.

Em particular a especulação sobre os preços alimentares é um escândalo que tem graves consequências para o acesso dos mais pobres à alimentação. É urgente que os Governos de todo o mundo se empenhem em desenvolver um quadro internacional susceptível de promover o mercado do investimento com elevado impacto social, de modo a contrastar a economia da exclusão e do descarte”.

BRA^PR_ODNP pobre pobreza

O jeitinho novo de fazer política: Marina, Eduardo Campos e a ditadura dos banqueiros

banco rico pobre

 

A ex-senadora Marina Silva e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, ambos do PSB, atuam em frentes paralelas para angariar o apoio de empresários e banqueiros à aliança que constituíram para disputar a eleições presidenciais do próximo ano.

Na terça-feira, enquanto Marina tomava café da manhã no Itaú BBA, em São Paulo, Campos conversava a pouco mais de 5 km dali com cerca de 15 banqueiros na sede da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), que reúne instituições de médio porte.

Na reunião de cerca de duas horas, Campos se apresentou aos presidentes de bancos médios ao lado do ex-deputado federal Maurício Rands e do deputado federal Márcio França, ambos do PSB.

Após a apresentação, os banqueiros fizeram perguntas sobre temas como autonomia do Banco Central e Reforma tributária.

Quem estava na plateia relata que Campos não se apresentou como candidato, apesar de adotar uma postura que foi interpretada como tal pelos presentes.

Essa foi a primeira vez que a ABBC conseguiu que um candidato à Presidência aceitasse um convite para um bate-papo.

No Itaú BBA, Marina falou a cerca de 130 executivos. Os anfitriões foram o presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal e o presidente do Itaú BBA, Candido Bracher. Na plateia, havia empresários como Daniel Feffer (Suzano) e Rubens Ometto (Cosan).

Segundo relatos de participantes, a ex-senadora disse que, sem poder registrar a Rede, entrou no PSB por afinidade com o programa da legenda.

No mês passado, Marina fez palestra no Credit Suisse. Na ocasião, criticou a política econômica atual e defendeu o tripé  do tucano  Fernando Henrique Cardoso formado por metas de  política fiscal austera.

A “REPÚBLICA DOS BANQUEIROS” COMEMORA PUBLICAMENTE OS 50 ANOS DO GOLPE 1 DE ABRIL DE 64

por DANIEL MAZOLA 
banco poupança

 As instituições financeiras foram as que mais colaboraram com a ditadura e se beneficiaram do golpe. Lucraram mais que tudo e todos! Não foi apenas um golpe militar, e sim um golpe militar-empresarial-civil apoiado pelos EUA, tendo a CIA como colaboradora.

O banco Itaú comemorou publicamente o aniversário do golpe, e vem sendo muito criticado nas redes sociais, por uma agenda da instituição distribuída aos seus correntistas. O referido material de divulgação traz no dia 31 de março, o dia oficial do golpe militar brasileiro, a data comemorativa “aniversário da revolução de 1964”. O fato causou indignação em vítimas da ditadura, correntistas e não correntistas, e internautas que repercutiram o fato.

1 abril
Em 1965, o Itaú ocupava a 150ª posição no ranking dos bancos brasileiros, quando estes ainda eram em menor número. Dez anos depois do golpe, já era o 2° colocado. Tornando-se o maior banco privado do país. Em 2013, o Itaú contabilizou um lucro líquido de R$ 15,7 bilhões. O maior da história dos bancos brasileiros.

Após muitas críticas e reclamações o Itaú Unibanco se defendeu, em nota, alegando ser “apartidário”: “O Itaú Unibanco informa que a agenda distribuída aos clientes conta com informações sobre datas relevantes ao longo do ano. O banco é apartidário e, em hipótese alguma, pretende defender uma posição política no conteúdo entregue aos correntistas”.

No Twitter, críticas, piadas e gozações: “Se o Itaú acha que houve revolução em 64, ele pode estar enganado sobre muitas outras coisas, como meu saldo, por exemplo”, escreveu um correntista. Mestre Helio Fernandes, você está coberto de razão: “NEM Deus muda a República dos banqueiros”. Só o povo!

Em 2012 os bancos espanhóis despejaram pelo menos 115 famílias por dia

por Sofia Lorena
Público/ Pt

suicídio2

Há vários despejos por dia nas grandes cidades espanholas e disso ninguém podia duvidar. Mas até agora não havia uma contabilidade precisa: os números mais fiáveis eram os da Plataforma de Afectados pelas Hipotecas (PAH), que luta contra os despejos e que regista desde 2007 mais de 400 mil execuções hipotecárias. Os bancos, por seu turno, disseram em Dezembro que desde 2008 tinha havido menos de 8 mil despejos de habitação principal por execução hipotecária.

Esta quinta-feira ficou a saber-se que em 2012 os bancos ficaram com pelo menos 30.034 primeiras habitações por falta de pagamento dos empréstimos: ou seja, houve em média 115 despejos por dia.

Os novos números são da associação de advogados que registram propriedades e baseiam-se num inquérito feito às suas delegações em todo o país, ao qual responderam 85%. Para além dos números de despejos, sabe-se agora também que a esmagadora maioria das execuções hipotecárias visam a primeira casa (77%) e que apenas 36,86% dos despejados são estrangeiros. A comunidade de Madrid é a mais afectada, seguindo-se a Andaluzia, Valença e Catalunha.

Precisamente na Andaluzia, uma das regiões espanholas mais afectada pela crise (tem a maior taxa de desemprego do país), entra sexta-feira em vigor um decreto aprovado pelo governo regional que prevê multar bancos e imobiliárias que não arrendem casas vazias e expropriar estas casas aos seus proprietários para que nelas possam viver as famílias despejadas e ameaçadas de despejo.

O Governo de Mariano Rajoy diz duvidar da legalidade da medida, mas a Junta da Andaluzia vai mesmo avançar e pediu a Madrid que organize uma conferência sobre despejos com todos os governos regionais para que os andaluzes possam explicar o seu decreto de “medidas para assegurar o cumprimento da função social da habitação”.

Numa conversa com jornalistas no parlamento, a vereadora do Fomento e Habitação andaluza, Elena Cortés (Esquerda Unida), afirmou ter “segurança plena como a lua cheia” em relação à constitucionalidade do decreto. Cortés pediu ainda ao Governo que avance no mesmo caminho aproveitando a “oportunidade de ouro” que seria aprovar a iniciativa de legislação popular apresentada ao Congresso pela PAH.

Entregue aos deputados depois de recolhidas 1,4 milhões de assinaturas (bastavam 500 mil), a legislação preconizada pela PAH inclui o perdão da dívida, arrendamentos sociais, paralisação dos despejos e várias mudanças na lei das hipotecas espanhola (que o Tribunal Europeu de Justiça determinou em Março permitir “cláusulas abusivas” nas hipotecas e violar uma directiva da UE sobre a protecção dos consumidores).

A legislação até foi debatida em comissão, mas o Partido Popular de Rajoy já decidiu que não deixará a discussão chegar a plenário, recusando uma petição dos outros partidos para que isso acontecesse. Soraya Rodríguez, porta-voz da bancada do Partido Socialista, descreveu a recusa como uma “armadilha inaceitável” do PP, que governa com maioria absoluta há um ano e meio, ao aceitar admitir a discussão da iniciativa para depois a matar assim, com uma “conclusão em falso”.

Na verdade, já não estamos a falar da iniciativa da PAH, mas da lei antidespejos em que os populares dizem ter integrado algumas das medidas que esta previa. Segundo disse na terça-feira a deputada socialista, as emendas do PP ao documento da PAH “fizeram desaparecer” a iniciativa de legislação popular.

Ano Novo, Banca Velha

bancos banqueiros2

Enquanto qualquer pequeno traficante ou consumidor de droga nos EUA pode ser preso e condenado a pesadas penas, os bancos que realizam operações de lavagem dos milhares de milhões de dólares dos cartéis da droga não são levados a tribunal por esse crime. É mais um exemplo de que a Justiça não é igual para todos. Tem marca de classe, não existe para condenar os pilares do sistema, por mais corruptas e criminosas que seja as suas actividades.

por Jorge Cadima

O fim do ano trouxe notícias de multas recorde aplicadas pelo Ministério da Justiça dos EUA a dois colossos bancários, o inglês HSBC e o suíço UBS. No primeiro caso, a acusação prende-se com lavagem de dinheiro e transacções ilegais. No segundo, com manipulação dos índices Libor e Euribor, para proveito próprio. À primeira vista, trata-se de multas moralizadoras. Mas a história é pouco edificante.

As acusações contra o HSBC, considerado pela Forbes o terceiro maior banco mundial, incluem «a lavagem de milhares de milhões de dólares dos cartéis de droga colombianos e mexicanos (entre outros) e a violação de inúmeras leis bancárias importantes», segundo o jornalista Matt Taibi, na revista Rolling Stone (13.12.12). A acusação de lavagem não surpreende. O banco inglês foi fundado em Hong Kong em 1865, no rescaldo das Guerras do Ópio, com que as potências imperialistas ocidentais obrigaram a China imperial a aceitar o livre comércio do ópio no seu território e a entregar numerosas «concessões» coloniais, entre as quais Hong Kong. O HSBC era o banco dos «comerciantes» ingleses na região, e o ópio representava 70% do comércio marítimo entre a Índia (também colónia inglesa) e a China (Monde Diplomatique, Fev.2010).
O que pode surpreender (ou talvez não) é que a multa faz parte dum acordo ao abrigo do qual o HSBC não será levado a tribunal. O serviço de notícias financeiras do New York Times (Deal Book,10.12.12) explica: «As autoridades estaduais e federais decidiram não formalizar acusaçõescontra o HSBC […] com receio de que [tal] pudesse pôr em perigo um dos maiores bancos mundiais e em última análise desestabilizar o sistema financeiro global». A chantagem que «justificou» a injecção de biliões de dinheiros públicos para salvar bancos falidos é agora invocada para não proceder judicialmente contra a lavagem do dinheiro da droga. The Economist (15.12.12), pilar do sistema financeiro anglo-saxónico, ironiza: «too big to jail» (demasiado grande para ser preso), um trocadilho do «too big to fail» (demasiado grande para falir) que se popularizou em 2008. Taibi indigna-se (justamente) com a escandalosa diferença de tratamento reservada aos toxicodependentes ou consumidores ocasionais nos EUA, condenados a longas sentenças de prisão e que podem ver todos os seus bens confiscados, e aos banqueiros que lucram com o tráfico, nenhum dos quais será levado a tribunal e para quem a maior penalização prevista no acordo é um adiamento de gratificações milionárias. Igual pretexto foi invocado para não levar ninguém do UBS a tribunal: «Funcionários do Departamento de Justiça [dos EUA] decidiram não formalizar a acusação contra a empresa sedeada em Zurique, por receio de que tal poderia pôr em perigo a sua estabilidade» (Wall Street Journal, 20.12.12). A Banca não vai à barra. A Justiça não é igual para todos. Tem marca de classe.

Mas a notícia do Economist levanta a suspeita de que a causa principal das multas nem seja a droga. Refere várias investigações contra bancos «que facilitaram transferências financeiras ilegais do Irão, Sudão, Myanmar e Líbia» («ilegais» face às sanções dos EUA). Publica uma tabela dos bancos que receberam as sete maiores multas dos EUA. Em todos os casos os bancos eram acusados de transferências do Irão. Em quatro, de Cuba. Todos os bancos multados são estrangeiros. Acrescenta a revista: «os riscos de cair no lado errado da política externa americana […] foram evidenciados».

Às vezes os caminhos dos banqueiros chocam-se. Aí entram em jogo os estados-padrinho. Tal como nos filmes, ganha o Padrinho com mais armas e menos escrúpulos. As «contradições no seio do Polvo» resolvem-se também pela via da força. É assim que se demarcam os territórios.

globalização bancos FMI império indignados

A justiça que mata

 

A justiça da Espanha mostra seu lado assassino. Para atender os interesses dos banqueiros, conforme leis que protegem esses interesses, assina despejos de famílias de suas casas retomadas pela ganância bancária e/ou pela especulação imobiliária.

A imparcialidade de quem assina uma ordem de despejo para bebeficiar o capitalismo selvagem, considero  ausência de sentimentos genuínos, frieza, insensibilidade aos sentimentos alheios, manipulaçãoegocentrismo, falta de remorso e culpa para atos cruéis e inflexibilidade com castigos e punições. Esta a definição da sociopatia, distúrbio mental grave caracterizado por um desvio de carater.

Total falta de sentimento de amor cristão. E negação da justiça social.

Uma ordem de despejo desagrega uma família, e significa a morte social ou física de uma ou várias pessoas. Quando os banqueiros falidos e corruptos continuam em seus palácios, no gozo de uma vida de luxo e luxúria, pela prática de vários crimes: tráfico de moedas, sonegação, agiotagem, especulação, fraude bancária, desvio de dinheiro público etc. O sistema está repleto de bancos falidos e banqueiros bilionários.

Continúan los suicidios en España ante desalojos
A tres aumentaron los muertos este mes por suicidios en España, luego que este viernes un hombre de 50 años en Córdoba falleció tras lanzarse desde un segundo piso, momentos antes de ser desahuciado de su vivienda por una orden judicial.

Un portavoz de la policía precisó que “sobre las 11 de la mañana se ha precipitado una persona de su domicilio a la vía pública y murió al llegar la ambulancia (…) Era un hombre que por desgracia estaba a punto de ser desalojado”.Según reseña Europa Press, una comisión judicial se trasladó a la vivienda del hombre luego que el juez titular del Juzgado de Instrucción número ocho de Córdoba ordenó el desahucio.

En un primer momento, agentes de la Policía Nacional y local dialogaron con el sujeto que amenazaba con tirarse por la ventana, pero cuando lograron subir y entrar al inmueble ya se había lanzado al vacío.

Sin embargo, una fuente de la Subdelegación del Gobierno en Córdoba afirmó que se trataba de un “desahucio familiar”, porque el apartamento era de la familia del hombre y en junio pasado lo habían denunciado ante el juzgado para sacarlo de la vivienda.

“No tiene que ver absolutamente nada con la problemática de los desahucios (…) No era un tema de desahucio bancario”, insistió.

En España, país hundido en la recesión en el que uno de cuatro personas activas no tienen empleo, el número de suicidios se ha incrementado ante el acoso bancario y las amenazas de desahucios. En las últimas semanas dos propietarios amenazados de desalojo se quitaron la vida.

El 25 de octubre un hombre identificado como José Domingo acabó con su vida horas antes que las autoridades embargaran su vivienda por una orden judicial. El comerciante de 53 años tenía que pagar un préstamo de 240.000 euros (310.000 dólares) concedidos en 2007.

La historia se repitió el 9 de noviembre cuando la ex edil socialista de 53 años, Amaia Egaña, se arrojó por la ventana de su vivienda en el País Vasco, poco antes que llegaran las ordenanzas judiciales.

Ante esta situación, en la víspera el Gobierno de Mariano Rajoy informó que fue aprobada una prórroga de dos años en los desalojos de apartamentos para los propietarios que se encuentran en situaciones económicas “vulnerables”.

Desde 2007 unas 400.000 familias han perdido sus viviendas por no poder pagar la hipoteca.

Referéndum. Es algo elemental que los ciudadanos se pronuncien sobre las medidas que toman los Gobiernos. Eso es la democracia

 

En los últimos 30 años el sistema capitalista se ha degradado hasta el punto de convertir a la economía mundial en un gran casino donde la especulación sin control se ha convertido en la única norma. Nadie ha puesto brida a esa especulación sin límites: muy al contrario, el poder político ha claudicado ante el gran capital financiero encabezado por la banca internacional. Los bancos y las grandes corporaciones han terminado por adueñarse del mundo y crear una sociedad donde la desigualdad aumenta, el Estado de Bienestar está cada día más debilitado y millones de personas mueren por las decisiones económicas que toman los poderosos.

Jorge Otero entrevista Juan Torres López y Vicenç Navarro

Nicolas Sarkozy, expresidente de Francia, dijo al principio de la crisis: “Vamos a refundar el capitalismo”. Casi cinco años después nada de eso ha sucedido. ¿El actual sistema capitalista es intocable?

Juan Torres: El capitalismo es un sistema que ha traído consigo unos avances sociales impensables y con él la democracia ha avanzado más que nunca. Pero el capitalismo también comporta una concentración de la renta y de la riqueza sin igual que resulta cada día más incompatible con la democracia. En los últimos años estamos viviendo un capitalismo muy singular, un capitalismo casi sin normas que ha resuelto que el afán de lucro es el único motor y eso está creando grandes problemas. El capitalismo se ha convertido en un casino y en un casino las pérdidas son grandísimas individual y socialmente. Aunque ha sufrido una profunda degradación, el capitalismo le ha dado un poder tan grande a algunos grupos sociales que estos se pueden permitir el lujo de transmitir al resto de la sociedad que todo va bien y que no hay otra manera posible de vivir. Lo que pasa es que los demás, antes o después, se dan cuenta de que esto no va de ninguna manera bien. Y en esa tensión estamos.

Vicenç Navarro: La crisis de legitimidad del capitalismo se debe a la captación del Estado por intereses particulares entre los cuales destaca el capital financiero.

¿Ha faltado voluntad o coraje político de los gobernantes para cambiar las cosas?

La actual clase política está vinculada a partidos que dependen de la financiación de los bancos. Es una contradicción pensar que alguien que está financiado por unos bancos va a poner en cuestión el status quo de esos mismos bancos. Eso no va darse, al menos con esta clase política.

¿Hay que asumir entonces que los ciudadanos ya no pueden contar con los políticos?

V.N: En una democracia el poder debe derivar de la ciudadanía. Cuando las instituciones representativas han sido instrumentalizadas por el poder financiero y económico, la ciudadanía tiene que salir a la calle para recuperar la democracia.

¿Son partidarios de convocar un referéndum sobre las políticas del Gobierno del PP como propone la Cumbre Social?

Completamente. Nos parece que es algo elemental que los ciudadanos se pronuncien sobre las medidas que toman los Gobiernos. Eso es la democracia. Estamos asistiendo a un pulso histórico: Como decía Habermas, hace unos meses se está desmantelando la democracia en Europa y lo vemos día a día. Ni siquiera la voz de un Parlamento es hoy en día capaz de frenar las medidas que están tomando los Gobiernos sometidos a los poderes financieros. La única fuerza que puede cambiar el rumbo de las cosas es la fuerza de la gente, movilizándose y actuando como se ha actuado cada vez que se han producido importantes transformaciones sociales: desobedeciendo a lo que es injusto y reclamando cosas diferentes. Ese poder de la gente es un poder invencible. En España lo vimos cuando la guerra de Irak. No hay fuerza alguna que se le pueda poner enfrente.

Leer más

Irlanda. Este mecanismo de la deuda es un robo de dimensiones colosales que conduce al empobrecimiento general de los pueblos y a la pérdida de derechos laborales y sociales conquistados a lo largo de décadas.

por Felipe Alegria

No reconocer la deuda pública en manos de la banca y demás especuladores

La deuda se ha convertido en la bandera de la guerra social desatada por el capital financiero y sus gobiernos contra la clase trabajadora en toda la zona euro. Todo debe ser sacrificado a la deuda.

El ejemplo de Irlanda

El último y más escandaloso ejemplo es Irlanda. El Estado irlandés primero alentó una enorme burbuja inmobiliaria, parecida a la española, con fabulosos beneficios para los bancos nacionales y grandes constructoras.

El beneficiario indirecto era la gran banca europea (alemana, británica y francesa) que financiaba a los bancos irlandeses. Después, cuando la burbuja estalló, el gobierno se hizo cargo de esa montaña de deuda incobrable de los bancos irlandeses

y la convirtió en deuda pública, que arrojó sobre las espaldas de la clase trabajadora, a la que condenó a pagarla mediante un plan de ajuste draconiano.

Irlanda se transformó así en el alumno aventajado de la UE.

Pero, como no podía ser de otra forma, el drástico plan de ajuste provocó una fuerte recesión, que pulverizó el precio de los activos inmobiliarios de los bancos empujándolos a la quiebra, al tiempo que los ingresos públicos caían drásticamente.

El déficit y la deuda pública se dispararon.

La gran banca europea (la misma que había sido salvada de la quiebra con fondos públicos masivos) lanzó sucesivos ataques especulativos para subir los intereses de la deuda a niveles insoportables.

Mientras tanto, tomaban dinero prestado del Banco Central Europeo a un 1% de interés para comprar deuda irlandesa al 8%.

Resultado: el Estado irlandés ya no podía hacerse cargo de la deuda y entonces vino el “rescate europeo”. Un rescate que asegura a los bancos alemanes, británicos y franceses que recuperarán sus créditos y se embolsarán una montaña de intereses usurarios.

Para conseguirlo han impuesto un nuevo plan de ajuste, todavía más brutal: despidos masivos de empleados públicos, recorte del salario mínimo, más reducción de las pensiones, jubilación a los 68, otra subida del IVA, nuevos impuestos para las rentas más bajas y grandes recortes sociales.

Luego vendrá el siguiente acto del drama, cuando Irlanda, con su gente empobrecida y su economía hundida, tenga que declarar la suspensión de pagos…

Robo masivo y empobrecimiento de los pueblos

Os jornais que coincidem em respirar aliviados com as eleições gregas

Que relações tem o Brasil com a Grécia, para a grande imprensa abrir manchetes para as eleições de ontem no Olimpo? Quase nenhum negócio. Mais importantes são as eleições  no México, no próximo dia primeiro de julho.

O ministro Mantega falou que estamos a sofrer o efeito dominó. Exagerou. O certo seria falar do efeito borboleta.

Segundo a cultura popular, a teoria presentada, o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo. Ou melhor dito, estamos sendo atingidos pelos raios de Zeus.

Os jornais dos países da crise do euro fizeram o mesmo: notadamente Espanha, Itália, Portugal. Apesar do efeito dominó, estão sendo criticados pelo espalhafato das manchetes.

La presión ejercida desde los medios de comunicación hacia el electorado griego los días previos a la cita electoral ha dado sus frutos. La troika, los bancos, fondos de inversión, agencias de calificación y el resto del establishment respiran aliviados. El Editorialde hoy de El País recurre al principio de unanimidad  para extender esa sensación incluso a los votantes de Syriza: “los griegos, la eurozona y el resto del mundo han respirado con alivio ante los resultados de las elecciones griegas”.

Los enemigos del euro vuelven a fracasar , Salvado el escollo griego o La prensa griega, también aliviada, son algunos de los titulares más destacados sobre las elecciones en Grecia en El País de hoy, pero es la portada de la edición impresa la que más llama la atención: “Grecia da un respiro a Europa“. Y no por porque se sustituyan los intereses de los bancos alemanes por “Europa” en un nuevo recurso al principio de unanimidad, sino porque el titular es exacto al de la portada de ABC y prácticamente el mismo que el de La Gaceta.

Que la prensa respire unánimamente aliviada a la par de la élite financiera es otra muestra del principio del fin de la pluralidad informativa, y debería preocuparnos. Por César Pérez Navarro. Leia mais

La prensa se lee a sí misma
Existe un cierto inmovilismo(reflejado también en la quietud del intérprete callejero) en la condición de los medios de comunicación (los grandes medios, se entiende) que los hace unidireccionales, inflexibles, acríticos, estructurales y condicionantes, y que estos pretendan, como se dice con la “clase política”, buscar su propio círculo de complacencias. Si aceptamos esta premisa, cabría entonces preguntarse si ha podido conllevar a la progresiva pérdida de referencia de los grandes medios y a unagotamiento por parte del pueblo a los discursos mediatizados.

Aunque todos los discursos institucionalizados de nuestro tiempo tienden a la homogeneización y al consenso, desde que comenzaron todas estas “nuevas” revueltas en España, está creciendo la evidencia de que los mass media son una herramienta activa o pasiva del poder, y de que su influye directamente en la brecha entre ricos y pobres y la cada vez más impensable movilidad entre clases sociales.

Si jugamos a agrupar todas esas las sentencias lapidarias que históricamente han venido explicando la relación directa entre buenos medios de comunicación y sociedad formada/crítica (ya saben: “El conocimiento es poder”, “El medio es el mensaje”, “El Cuarto Poder” y otros apotegmas de la Sociedad de las Tecnologías de la Información y la Comunicación…), probablemente se nos olvida casi siempre una igualmente fundamental: la autorreferencialidad del discurso periodístico. Por Rubén G. Herrera. Leia mais.

EFEITO DOMINÓ 
Espanha
Espanha
Itália
Itália
Portugal
Portugal

EFEITO BORBOLETA

Brasil
Brasil