William Waack, persona non grata. O facciosismo da Globo

indignados globo

Podetti
Podetti

 

Em uma entrevista coletiva, participam os jornalistas e os meios de comunicação de massa convidados.

Nos debates realizados pelos meios de comunicação, fundações, associações, sindicatos, ONGs etc, nenhuma autoridade ou celebridade é obrigada a aceitar um convite ou intimação. Não é preciso fazer como Alckmin que, recentemente, simulou uma doença.

Tem mais: um jornalista pode ser considerado persona non grata. Idem suspeita a presença de uma mídia. Isso explica porquê jornalistas, principalmente da TV Globo, foram apedrejados nos protestos de junho de 2013, que tinham reivindicações municipais, como o preço das passagens dos transportes; ou estaduais, como hospitais e escolas padrão Fifa.

Nunca são levados para as ruas do povo temas nacionais como reformas de base, reforma do judiciário, do legislativo, do executivo, política internacional, a estabilidade no emprego cassada pelo ditador Castelo Branco, o nacionalismo, a auditoria da dívida, a desmilitarização das polícias dos governadores, a anistia política, o entreguismo, as privatizações das estatais, da saúde, da educação, o fim dos sigilos fiscal, bancário e da justiça secreta do foro especial, e a felicidade do povo.

 

POR QUE DILMA FEZ MUITO BEM EM NÃO IR AO JORNAL DA GLOBO
William Waack
William Waack

 

 

por Paulo Nogueira

 

Errar uma vez, tudo bem.

Mas duas, uma em cima da outra?

Acho que foi mais ou menos esta a lógica que governou Dilma ao recusar participar da entrevista-suplício para a qual fora convidada-intimada pelo Jornal da Globo.

Depois da experiência excruciante da entrevista no Jornal Nacional, seria incrível que Dilma comparecesse ao Jornal da Globo.

Foi um ato de sanidade o WO presidencial.

Ter Dilma seria bom para o JG. Mas e para ela?

William Waack mostrou as perguntas que seriam feitas. A mais branda delas indagava se Dilma achava correto oferecer dentes postiços a uma “cidadã pobre” pouco antes que ela participasse de um programa da campanha.

Num tom acima, Dilma era questionada sobre até quando continuaria a culpar a crise internacional pelos problemas econômicos brasileiros.

Quer dizer: Waack já decretara, com toda a sua genialidade econômica, que a culpa não é da crise internacional.

Na atitude de Dilma, há um gesto tardio, mas ainda assim relevante. Por que os candidatos têm que comparecer aos telejornais da Globo?

Porque a Globo manda no país?

É um comportamento obtuso e inercial. No passado, os Ibopes da Globo eram intimidadores, do ponto de vista dos candidatos.

Mas hoje o quadro é outro.

A internet está matando a audiência da tevê aberta.

O Jornal da Globo tem um Ibope na faixa de 7%, coisa que no passado você associava a emissoras de segunda ou mesmo terceira linha.

O próprio Jornal Nacional faz força, hoje, para se manter na casa dos 20%, uma migalha em relação às taxas de alguns anos atrás.

Dias atrás, soube-se que a Globo teve em agosto o pior Ibope de sua história no horário nobre: 12,5% em média. (Uma hora, e não vai demorar, o desabamento da audiência vai-se refletir fortemente na bilionária receita publicitária da Globo. O milagre da Globo, hoje, é ter a maior publicidade de sua história com a menor audiência. Só que este paradoxo é, simplesmente, insustententável. Quando um grande anunciante acordar, haverá um efeito dominó, semelhante ao que vem acontecendo no universo das revistas.)

Poderia haver uma razão maior para os candidatos se submeterem às entrevistas da Globo: informação para as pessoas sobre planos, visões, etc.

Mas essa informação – na era da internet – está espetacularmente disseminada.

Coisas boas, coisas más, coisas nebulosas: você pode saber tudo sobre qualquer candidato se rodar pela internet.

Com algum cuidado, você pode se informar sem o conhecido viés – já que estamos falando dela – da Globo.

Em suma: Dilma só teria aborrecimento caso fosse ao Jornal da Globo. Perguntas hostis, feitas para matar e não para informar, e se não bastasse isso uma audiência esquálida e composta maciçamente de antipetistas viscerais.

Dilma tinha muitas razões para não ir, e nenhuma para ir.

Sua decisão não poderia ser melhor.

 

O SUPREMO CRIADOR DE CASTAS. Quanto custa um banheiro para Joaquim Barbosa usar?

por Gilmar Crestani

 

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CARTA ABERTA AO CRIADOR DE CASTAS

Os cinco Tribunais Regionais Federais fizeram, em ofício assinado pelos seus cinco Presidentes, grave acusação a Joaquim Barbosa: criador de castas! Tudo porque o Presidente do STF e do CNJ abriu mão do seu papel institucional de representar todo o Poder Judiciário e criar, separadamente, apenas para seus subordinados diretos, uma casta mais elevada de servidores do Poder Judiciário. Nem as vítimas de sua perseguição política ousaram ir tão longe e lhe retribuir com uma acusação que tipifica seu comportamento autocrático. Difícil foi ouvir de colegas que participaram da manifestação resumir a indignação: não vejo a hora de tirar o PT do poder! O ódio disseminado pela imprensa faz pessoas, que não costumam usar seus dois neurônios, para se juntarem à manada adestrada pela campanha de difamação política orquestrada pela velha mídia. Como diria aquele torcedor na arquibancada: o que tem a ver o cu com as calças. Agora, até os malfeitos do Joaquim Barbosa caem, devido ao papel goebbeliano dos grupos mafiomidiáticos, nas costas do PT. Durma-se com uma ignorância destas!

Deve-se ao pensamento deste tipo de pessoa como Joaquim Barbosa ousa criar castas…

JB: “- Não vai ter copa, mas vou ter banheiros”

Exatamente quando se tem a notícia de que um torcedor acabou morto por um banheiro sai mais esta do Assas JB Corp, o herói dos que não têm caráter. Enquanto a manada come banana e ecoa os custos dos estádios da Copa e exige mais saúde e mais educação, o Macunaíma do STF impõe um custo de R$ 12 milhões só na reforma de banheiros. Os estão os indignados de araque, que se indignam quando são mandados a se indignarem?

Não é de admirar que todo ignorante precisa de um troglodita para se guiar! O fiscal da honestidade alheia é isso aí. Agora imagine Tonton Macoute com farda de General…

E depois o Genoíno é que é corrupto!

Conselheiros do CNJ criticam Barbosa por mudança de sede

Integrantes do órgão reclamam de improbidade administrativa

por Andréia Sadi

Integrantes do Conselho Nacional de Justiça dizem que o presidente do órgão, ministro Joaquim Barbosa, negou acesso à informação aos conselheiros sobre o processo de mudança da sede dos prédios do CNJ, que sairão do Supremo Tribunal Federal para dois edifícios em Brasília.

Conselheiros atacam Barbosa –um deles disse que a recusa “pode ser classificada como ato de improbidade administrativa nos termos da Lei de Acesso à Informação”.

Eles reclamam que os prédios escolhidos para o CNJ não têm condições mínimas de segurança e pedem a prorrogação do prazo da mudança, prevista para este mês.

Em fevereiro, a ministra Maria Cristina Peduzzi enviou memorando com o pedido a Barbosa, assinado pelos demais conselheiros, o que foi rejeitado. A Folha teve acesso a um ofício enviado pelos conselheiros a Barbosa em 8 de abril, reiterando o pedido.

Procurado, o CNJ disse que não iria se manifestar sobre o ofício, mas que a ocupação do CNJ no STF foi uma medida “provisória” que já se estende por nove anos e que o STF “tem necessidade premente de reocupar a área onde outrora se localizavam os gabinetes dos ministros”.

Os conselheiros alegam não ter acesso aos custos da reforma. O CNJ diz que a obra nos dois edifícios custará R$ 12 milhões, com a reforma dos banheiros e recuperação estrutural de lajes e vigas.

Para aliados do presidente do STF, a resistência dos conselheiros deve-se à “perda de status” por terem de deixar o prédio do Supremo. Barbosa não se manifestou.

 

Fanatismo e faniquito na Imprensa

Sofia Mamalinga
Sofia Mamalinga

 

Vamos aos termos in Dicionário Aulete:

1. Faniquito. Pop. Crise nervosa, curta e sem gravidade; chilique; fricote
[F.: fanico “acidente histérico”+ -ito.]

2. Fanático. Que crê cegamente numa doutrina política ou religiosa, e se mostra intolerante com outras crenças ou opiniões. Que se julga inspirado por um ser divino

O Brasil possui 32 partidos políticos, que equivale a não ter nenhum, porque até os nomes são desconhecidos.

Qual a ideologia desses partidos? Não entendo o porquê do Superior Tribunal Eleitoral aceitar o registro de um partido sem um ideário.

Qual a diferença entre o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB)?

Temos oito partidos trabalhistas. Qual a diferença entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB)?

Existem três partidos socialistas: Partido Socialista Brasileiro (PSB), Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL).

E o que é socialismo? In Aulete:

1. Nome de diversas ideologias e doutrinas que defendem, de um modo geral, tanto a propriedade coletiva dos meios de produção (a terra e o capital), como a organização de uma sociedade sem classes
2. P.ext. Soc. Modo de produção e sistema social concebidos de acordo com essas doutrinas, em que prevaleçam a coletivização equitativa da riqueza e a eliminação das contradições sociais.
[F.: Do fr. socialisme. Cf.: capitalismo e comunismo.]

Socialismo científico
1 (Corrente ou doutrina que prega a) organização coletivista e igualitária da sociedade, concebendo-a a com base no estudo das leis históricas da transformação social e, esp., nas análises econômicas e políticas. [Us. não raro com referência aos marxistas, adeptos do materialismo histórico, e p.opos. a socialismo utópico.]

Socialismo utópico
1 (Doutrina que prega a) organização coletivista da sociedade, concebida segundo algum ideal de perfeição social, e que não é resultante da compreensão e transformação da sociedade vigente. [Us. não raro com conotação negativa, com conotação de inconsistência ou inviabilidade históricas, p.opos. ao socialismo científico.]

O Partido Socialista Brasileiro lançou seu presidente Eduardo Campos como candidato a presidente do Brasil. Acontece que todas as lideranças do PSB defendem a propriedade privada e uma sociedade dividida em classes.

Com o nome de Social temos seis partidos. O social de socialismo, no caso do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que agrupa as maiores fortunas do Brasil, os tucanos. E tem como candidato a presidente Aécio Neves.

Fiel leitor reprova “sanha oposicionista” do Jornal da ImprenÇa
Escreve Moacir Japiassu: “O considerado Alfredo Spinola de Mello Neto, jornalista que nunca exerceu esta aflitiva profissão, trocando-a pela advocacia, é paulistano, tem concorrida banca na capital e informa, para nossa alegria e algum assombro:

‘Desde a revista Imprensa não perco uma só de suas colunas, embora atualmente por vezes a sanha oposicionista me aborreça. Criticar é perfeito, sempre; buscar picuinhas a ponto de demonstrar torcida em sentido contrário torna-se exasperante.’

Janistraquis adorou a ‘sanha oposicionista’, mas tanto ele quanto eu achamos que o fidelíssimo leitor exagera; afinal, não existe propriamente ‘sanha’, porém simples repugnância por esse desgoverno fascista e desonesto. Somos independentes aqui no Jornal da ImprenÇa, porque o Comunique-se não se vende ao PT e assim nos permite uma liberdade difícil de se encontrar por aí.

Todavia, não foi somente para criticar a tal ‘sanha oposicionista’ que nos escreveu o doutor Alfredo Spinola de Mello Neto, cujo nome é um verso alexandrino. Ele começou por transcrever a abertura da coluna da semana passada:

Tomo a liberdade de responder a pergunta do cronista/cineasta, ao recordar que no dia primeiro de abril de 1964 eu estava na sucursal d’O Diário de S. Paulo, modesta sobreloja da Rua do Carmo, 6, à espera do nosso chefe, Léo Guanabara, que nos traria notícias de uma das mais confiáveis fontes, o coronel Dagoberto Rodrigues, diretor dos Correios e Telégrafos, de quem Léo era o principal assessor.

Em seguida, o advogado engatou a prise:

‘Essa candura ao relatar acriticamente que o chefe era o principal assessor de um coronel ocupante de alto cargo público em 1º de abril de 1964 (não faria diferença se fosse em 31 de dezembro de 1999 ou em 7/7/2007) denotaria tolerância para com a promiscuidade entre o poder e a profissão liberal – especialmente quando se fala de um jornalista chefe de Redação em jornal privado?’

O senhor não me disse sua idade, doutor Spinola, mas acredite que se hoje a maioria dos jornalistas não recebe salário suficiente para encarar uma ação na Justiça, imagine há meio século! Muitos e muitos colegas amargavam dois, três empregos, e era comum ainda acrescentarem os proventos dalguma prebenda ou sinecura. E não deixavam de ser honestos. Promiscuidade entre o poder e a profissão liberal existe hoje, por causa da militância (remunerada) a serviço do PT.

Léo Guanabara, como está dito no texto da semana passada, era o principal assessor de uma das melhores ‘fontes’ do Brasil, o que já explica e justifica o cargo do jornalista de excelente formação profissional e moral. E, convenhamos, jornal privado nem sempre era jornal independente, mais ainda quando fazia parte dos Diários Associados. Janistraquis toma a liberdade de lhe sugerir a leitura do excelente livro Chatô, o rei do Brasil, do nosso velho e querido amigo Fernando Morais”. Leia mais 

Ouso dizer que a salvação do jornalismo está na sua volta às origens. No jornalismo opinativo. E Moacir Japiassu ama o debate. Nada mais democrático.

O fanático detesta o debate. Ama o pensamento único. É’pago pelo partido ou dado ao faniquito. Dado demais.

 

 

 

 

 

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Papa Francisco: A ditadura do pensamento único mata a liberdade dos povos e das consciências

 

Alex Falco Chang
Alex Falco Chang

 

A ditadura do pensamento único mata a liberdade dos povos e das consciências – esta a principal mensagem do Papa Francisco na Missa desta quinta-feira na Capela da Casa de Santa Marta.
A homilia do Santo Padre toma como principal estímulo a leitura do Evangelho de S. João proposta pela liturgia do dia, para explicar a recusa dos fariseus à mensagem de Jesus. Segundo o Papa Francisco o erro dos fariseus foi terem retirado os mandamentos do coração de Deus. Pensavam que tudo se resolvesse na observância dos mandamentos – sublinhou o Santo Padre – mas estes não são uma lei fria porque nascem de uma relação de amor. Mas o coração estava fechado para isto:
“É um pensamento fechado que não está aberto ao diálogo, à possibilidade de que haja uma outra coisa, à possibilidade de que Deus nos fale, nos diga como é o seu caminho, como fez com os profetas. Esta gente não tinha escutado os profetas e não escutava Jesus.”
“Não há possibilidade de diálogo, não há possibilidade de abrir-se às novidades que Deus trás com os profetas. Fecharam os profetas, esta gente; fecham a porta à promessa de Deus. E quando na história da humanidade vem este fenómeno do pensamento único, quantas desgraças. No século passado nós vimos todos as ditaduras do pensamento único que acabaram por matar tanta gente…”
Segundo o Papa Francisco também hoje em dia existe uma idolatria do pensamento único que retira a liberdade dos povos e das consciências:
“Hoje deve-se pensar assim e se tu não pensas assim, não és moderno, não és aberto ao diálogo ou pior ainda. Tantas vezes dizem alguns governantes: ‘eu peço uma ajuda financeira’; ‘mas se tu queres uma ajuda tens que pensar assim e deves fazer esta lei e outra ainda… Também hoje existe a ditadura do pensamento único e esta ditadura é a mesma desta gente: pega na pedras para lapidar a liberdade dos povos, a liberdade da gente, a liberdade das consciências, a relação da gente com Deus. E hoje Jesus é crucificado outra vez.”

 

Jornais brasileiros são mais golpistas que os jornais venezuelanos

Um golpe na Venezuela pode ter um efeito dominó que atingirá governos nacionalistas e esquerdistas da América do Sul, odiados pela ditadura da imprensa conservadora e elitista.

A imprensa brasileira prega o golpe na Bolívia (Evo Morales promoveu um referendo, e é o primeiro índio a presidir um país), no Uruguai (José Mujica, ex-“terrorista”), no Brasil (Dilma Rousseff, ex-“terrorista”), no Equador (Rafael Correa também realizou um referendo, eliminando antigas leis coloniais), na Argentina (Cristina Kirchner luta pela independência econômica).

Compare as manchetes de hoje dos jornais do Brasil com as dos jornais da Venezuela. Veja quem prega o golpe. A imprensa brasileira esconde que Lopoldo Lópes era um fugitivo da justiça, e negociou sua entrega com o presidente Nicolás Maduro, temeroso dos fanáticos da esquerda e da direita.

JORNAIS DA VENEZUELA HOJE

PORTADA LA VOZ

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JORNAIS DO BRASIL HOJE

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Melodramática versão do Correio Brasiliense, escrita por Rodrigo Craveiro: Vestido de branco, ele carregava a bandeira da Venezuela na mão direita e trazia uma flor branca na esquerda. Um soldado da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) usou a cabeça para forçá-lo a entrar na viatura blindada, enquanto outro o “abraçou” e o empurrou para dentro. Enfurecida e em êxtase, a multidão, reunida na Praça José Martí, em Chacaíto (região de Caracas), gritava: “Não se entregue! Não se entregue!”. O povo ergueu sua mulher, Lilian Tintori, para se despedir com um beijo. Ela lhe entregou um crucifixo. Às 12h24 (13h54 em Brasília), depois de fazer um discurso pelo qual foi ovacionado, Leopoldo López, líder do partido de oposição Voluntad Popular, passou a ser considerado preso político.

Cinco horas depois, estava diante de um juiz, em uma sala do Palácio da Justiça, acompanhado do presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello. Acusado de oito crimes, incluindo terrorismo e homicídio, o economista formado pela Universidade de Harvard passou a noite no Centro de Processados Militares de Ramo Verde, em Los Teques, a 32km de Caracas. López deve retornar ao tribunal ao meio-dia de hoje (13h30 em Brasília). As autoridades culpam-nos pelas três mortes nos protestos de 12 de fevereiro. O tiro disparado pelo governo de Nicolás Maduro pode ter atingido o pé do próprio presidente. Segundo analistas, a prisão vai potencializar apoio à oposição, fortalecer a imagem de López e desgastar a reputação do sucessor de Hugo Chávez. Marchas de solidariedade ao opositor ocorreram em várias cidades, entre elas Barquisimeto, Mérida e Valência, onde uma mulher foi baleada.
Antes de se entregar à GNB, López utilizou um megafone para falar aos simpatizantes, muitos dos quais usavam branco. “Eu tinha a opção de partir, mas não sairei nunca da Venezuela. Outra opção era ficar escondido na clandestinidade, e nada temos a esconder”, declarou. “Se minha prisão permitir à Venezuela despertar definitivamente, (…) ela valerá a pena”, acrescentou. Vereador em Caracas e coordenador político nacional adjunto do Voluntad Popular, Freddy Guevara estava ao lado de López. “Uma comitiva de delegados o acompanha. Nossa luta vai prosseguir. O povo venezuelano não vai retroceder”, afirmou ao Correio, por telefone. De acordo com ele, a batalha não se trata apenas de Leopoldo, mas de “um sistema decidido a acabar com pensamentos independentes, antidemocrático e ineficiente, que levou a Venezuela aos maiores índices de inflação e de pobreza da América Latina”.

Para José Vicente Carrasquero Aumaitre, cientista político da Universidad Simón Bolívar (Caracas), a rendição foi um “impactante ato de comunicação política”, que vai potencializar, de modo importante, a imagem do opositor. “Ao mesmo tempo, surtirá efeitos negativos na debilitada imagem de um governo incapaz de resolver problemas econômicos e sociais muito graves”, admitiu à reportagem. Ele classifica as acusações contra López de “aventura comunicacional”, voltada a desprestigiar o líder do Voluntad Popular. “Os resultados foram contraproducentes. Em vez de sair do país, López enfrentou a situação.”

[As citações de economistas e da Universidade de Harvard visam dar credibilidade à notícia e valorizar a importância de Leopoldo López, um empresário rico dos negócios de petrodólares]

Publica La Voz, jornal oposicionista:

Maduro: Cuidamos la vida de Leopoldo López

El jefe de Estado dijo que el líder opositor fue llevado por el presidente de la Asamblea Nacional, Diosdado Cabello, ante las autoridades para preservar su integridad física, porque según la información que maneja el Gobierno, el dirigente de Voluntad Popular sería objeto de un atentado

“Para que ustedes vean lo que hace la revolución para garantizar la paz. Nosotros terminamos cuidando la vida de Leopoldo López”, sostuvo el presidente Nicolás Maduro, al señalar la tarde de ayer que “en este momento el compañero Diosdado se dirige, él manejando su carro, está llevando a una cárcel fuera de Caracas a Leopoldo López para que responda ante la justicia”, dijo Maduro en un acto ante seguidores. El coordinador general de Voluntad Popular, fue trasladado al Cenapromil, cárcel militar ubicada en Ramo Verde, Los Teques
El gobernante aseguró que en la madrugada del martes se llegó “a un acuerdo amigable para cumplir la ley” entre el Gobierno y el dirigente opositor “y Leopoldo López aceptó entregarse en paz a la justicia venezolana”. “Y eso es lo que hicimos hoy”, señaló y dijo que el opositor “tiene que responder ante la Fiscalía, ante los tribunales y las leyes de la República, por sus llamados a desconocimientos de la Constitución”.
El presidente también dijo estar seguro de que los padres de López, así estén en su contra, saben que su Gobierno “le salvó la vida” a su hijo, al insistir en que existe un plan de Estados Unidos para generar conflictos en Venezuela que terminen en un golpe de Estado.
Ayer una marcha de trabajadores oficialistas se dirigió hasta el palacio de Miraflores, a cuyas afueras el mandatario nacional firmó el contrato colectivo del ramo petrolero.

 

Ley de Servicios de Comunicación Audiovisual

por Fernando Falconí Calles

 

O povo bobo da Globo
O povo bobo da Globo

Esta ley ha causado gran preocupación en los oligopolios mediáticos argentinos. Por esta razón, están utilizando toda clase de artificios jurídicos para dilatar su plena ejecución. El artículo 45 regula la cantidad de licencias. La puesta en vigencia de este artículo, por ejemplo, reduciría de 237 a 24 las licencias a nivel nacional que serían concedidas a Clarín. El artículo 161 dio un año de plazo a los licenciatarios para cumplir con la desinversión, a partir de que se establecieran los mecanismos de transición.

Sin embargo, las “acrobacias jurídicas” continuaron y el día 6 de diciembre de 2012, ¡qué casualidad!, dos jueces de la Cámara Civil y Comercial Federal amplían nuevamente el plazo para la plena aplicación de la ley 26.522, “hasta que haya sentencia de primera instancia”. Esta resolución la firman María Najurieta y Francisco de las Carreras. El otro miembro del Tribunal se encontraba de vacaciones.

El asunto de fondo es que el círculo del poder fáctico continúa funcionando en Argentina: las élites agroexportadoras, el sector financiero, los medios de comunicación privados. Esta trilogía se resiste a perder el control mediático. Es conocido que varios medios privados argentinos mercantilizan la palabra para defender los intereses de unos pocos. Se presentan –eso sí– como “prensa libre”.

En un acto que contó con la presencia de miles de argentinos/as que colmaron la Plaza de Mayo el domingo 9 de diciembre de 2012, la presidenta Cristina habló claro: “Quiero una democracia plena y profunda, sin privilegios de sectores minoritarios, ese poder económico concentrado que en una etapa se sirvió de los militares, porque eran golpes cívico-militares, hay que decirlo de una vez por todas”.

La presidenta también advirtió que a esos sectores, “cuando les fallan los fierros mediáticos, intentan construir fierros judiciales para tumbar a un gobierno”.

El pueblo argentino va a lograr –más temprano que tarde– deshacerse también del cuadro de la dictadura mediática privada.

Culpados ou não

por Janio de Freitas

 

Dois erros comprometedores da acusação, cometidos e repetidos pelo procurador-geral Roberto Gurgel e pelo ministro-relator Joaquim Barbosa, no julgamento do mensalão poderiam ser muito úteis aos ansiosos por condenações gerais, prontos a ver possíveis absolvições como tramoia.

A acusação indicou que a SMPB, agência publicitária de Marcos Valério, só realizou cerca 1% do contrato de prestação de serviços com a Câmara dos Deputados, justificando os restantes 99%, para efeito de recebimento, com alegadas subcontratações de empresas.

A investigação que concluiu pela existência desse desvio criminoso foi da Polícia Federal, no seu inquérito sobre o mensalão. Iniciado o julgamento, várias vezes ouvimos e lemos sobre o desvio só possível com o conluio entre a agência e, na Câmara, interessados em retribuição por sua conivência.

O percentual impressionou muito. Mas o desvio não foi de 99%.

O ministro Ricardo Lewandowski, revisor da acusação feita pelo relator e, por tabela, da acusação apresentada pelo procurador-geral, deu-se ao trabalho de verificar os pagamentos feitos pela SMPB, para as tais subcontratações referidas pela acusação.

Concluiu que os pagamentos por serviços de terceiros, alegados pela agência, estavam bastante aquém do apresentado na acusação: cerca de 87% do contratado com a Câmara.

Como admitir que um inquérito policial apresente dado inverídico, embora de fácil precisão, com gravíssimo comprometimento das pessoas investigadas?

E como explicar que o Ministério Público, nas pessoas do procurador-geral e dos seus auxiliares, acuse e peça condenações sem antes submeter ao seu exame as afirmações policiais? E o que dizer da inclusão do dado inverídico, supõe-se que também por falta de exame, na acusação produzida pelo relator? Isso já no âmbito das atribuições do Supremo Tribunal Federal.

O erro de percentual está associado a outro, de gravidade maior. Assim como não houve os 99%, não houve a fraude descrita na acusação, ao que constatou o ministro revisor.

Os pagamentos às supostas empresas subcontratadas foi, de fato, pagamento de publicidade institucional da Câmara de Deputados nos principais meios de comunicação, com o registro dos respectivos valores. O percentual gasto foi adequado à média de 85% citada por publicitários ouvidos para o processo.

Faltasse a verificação feita pelo revisor Lewandowski, o dado falso induziria a condenações -se do deputado João Paulo Cunha, de Marcos Valério ou de quem quer que fosse já é outro assunto.

Importa é que, a ocorrer, seriam condenações injustas feitas pelo Supremo Tribunal Federal. Por desvio de veracidade.

Uma das principais qualidades da democracia é o julgamento que tanto pode absolver como condenar, segundo os fatos conhecidos e a razão. É o que o nosso pedaço de democracia deve exigir do julgamento do mensalão.

Daniel Marenco/Folhapress
 Janio de Freitas

Partido da Imprensa Golpista pressiona o STF

O PIG – formado por jornalões e revistas de papel cuchê – quer um STF submisso. Idem o Congresso, o Executivo. Isso chamo de ditadura da imprensa. O mando de algumas famílias que pretendem o Brasil todo dominado.

Transcrevo: No julgamento do chamado “mensalão”, o ministro do STF Ricardo Lewandowski, em seu voto que absolveu João Paulo da primeira acusação de peculato, demonstrou, por vias indiretas, que Globo, Veja, Folha, Estadão, Zero Hora, Correio Brasiliense, sabiam o tempo todo que João Paulo era inocente, e montaram uma ponta da farsa do “mensalão” no noticiário, como se ele tivesse desviado o dinheiro do contrato de publicidade da Câmara dos Deputados com a empresa de publicidade de Marcos Valério.Lewandowski demonstrou que a fatia do leão do dinheiro gasto no contrato foi para o bolso do barões da mídia.

Dos pouco mais de 10 milhões do contrato, mais de 7 milhões foram pagos aos citados órgãos de imprensa do PIG (Partido da Imprensa Golpista).

É um vexame que a Globo, Veja, Folha, Estadão, Zero Hora, Correio Brasiliense, e o resto do PIG soubessem o tempo todo que receberam esse dinheirão e, conhecendo as práticas do mercado publicitário para saber que o contrato foi lícito, preferiram esconder a verdade dos leitores e telespectadores, noticiando o boato de que o dinheiro teria sido desviado.

Quem diria, o verdadeiro “mensalão” era esse dinheiro que ia dos cofres da Câmara para os bolsos dos barões da mídia, dentro da legalidade.

“Tengo un emporio económico y hago un canal de televisión’. ¿Para informar?: No, para defender al emporio económico”

Entrevista con el Presidente de la República de Ecuador, Rafael Correa

¿Qué consecuencias podría tener para Ecuador conceder el asilo político a Julian Assange?

Correa: Bueno, no debería tener ninguna consecuencia, si somos respetuosos del derecho internacional, que claramente dice que un estado puede otorgar asilo. Cuántos asilos ha otorgado Suecia. Suecia tiene muchísimo asilados. Es un país caracterizado por dar refugio y asilo. Qué consecuencias puede tener aquello. Pero aquí si vemos pues, lamentablemente rasgos de colonialismo, de etnocentrismo, de imperialismo, porque si Ecuador otorga asilo, sí puede tener consecuencias. Qué consecuencias puede tener ejercer nuestra soberanía en el marco del derecho internacional.

En la entrevista que usted mismo le concedió a Julian Assange, en nuestra cadena RT, le daba la bienvenida al club de los perseguidos. ¿Se siente usted perseguido de alguna forma?

Correa: Precisamente por lo que yo le digo. Todos los días uno tiene que levantarse para ver cuál es la nueva mentira que publicaron ciertos medios. Aquí en Ecuador esos negocios dedicados a la comunicación los manejan seis familias, y seis familias que además eran dueñas de emporios económicos. Hicimos una reforma constitucional, impidiendo que los medios de comunicación puedan tener otra clase de negocios: ¡Atentado a la libertad de expresión!

Para evitar este conflicto de intereses: ¡También atentado! Cualquier cosa que sea en función de la ética, de la ley, pero que afecte a los intereses de esta dictadura mediática que vive el Ecuador: ¡Atentado a libertad de expresión! Ojalá se dé cuenta el mundo de lo que está pasando. Lo que aquí hace cierta prensa, sería inadmisible en países como Inglaterra, como Rusia, como EE.UU. Si el caso Rudolph Murdoch, que ocurrió en Inglaterra, si hubiera ocurrido aquí, y hubiéramos enjuiciado a esa gente por sus delitos, también hubiera sido atentado contra la libertad de expresión. Entienda: la prensa en América Latina ha sido terriblemente corrupta, aliada a las dictaduras, Pinochet, dictaduras argentinas etc. Con grandes conflictos de intereses, porque a su vez, ¿la práctica cuál era?: “Tengo un emporio económico y hago un canal de televisión”. ¿Para informar?: No, para defender al emporio económico. Todo eso está cambiando, y por eso tenemos una arremetida diaria de desprestigio, pero que nadie se la cree. Transcrevi trechos

Imagem: site Nadia Gal Stabile

La nueva dictadura antidemocrática, en nombre de la “libertad de prensa” y la misma democracia, se organiza gracias al monopolio de los medios de comunicación.

Por Enrique Dusell

Esas élites pueden comprar todo medio de comunicación que alcance un amplio porcentaje de escuchas, lectores o espectadores, y que son orquestados por periodistas, intelectuales o artistas a sueldo del capital. Es la mediocracia globalizada, mundial.

capital globalizado mundial usa a las burocracias de los estados centrales (como Estados Unidos, los de Europa, Japón y otros) y periféricos como instrumentos o mediaciones de su poder. Lo económico ejerce su hegemonía sobre el poder político corrupto, que se vende a los intereses de ese capital globalizado. El Estado, como hemos indicado, presta la población como mano de obra a las trasnacionales, paga las deudas y permite que extraigan sus cuantiosas ganancias que, como decíamos, frecuentemente salen del territorio de los home States originarios de esos millonarios y se protegen en los lugares más seguros (para evadir el pago de impuestos). El juego sucio en su favor lo hace entonces la burocracia política de los gobiernos de los estados.

Pero, ¿cómo lograr esa sumisa obediencia de las burocracias corruptas de los estados centrales y periféricos? Ya no se recurre a los ejércitos de ocupación como en las colonias, ni a los golpes de Estado militares, sino a un sutil y bien extendido nuevo procedimiento que penetra la estructura de la democracia representativa (tanto en el centro como en la periferia, cuyo efecto hemos visto en Honduras, Paraguay y México). El Supremo Tribunal de Justicia de Estados Unidos (en 2010) ha dado la posibilidad de una ilimitada contribución de los capitales privados en las campañas políticas para elegir representantes en un régimen aparentemente democrático solamente representativo.

Pero la nueva dictadura antidemocrática, en nombre de la “libertad de prensa” y la misma democracia, se organiza porque esas élites del capital, cuyo uno por ciento llega a tener 40 por ciento de la riqueza de las naciones en las que gestiona ese capital, gracias al monopolio de los medios de comunicación: televisión, radio, diarios, cine, medios electrónicos, universidades privadas de excelencia, etcétera. Esas élites pueden comprar todo medio de comunicación que alcance un amplio porcentaje de escuchas, lectores o espectadores, y que son orquestados por periodistas, intelectuales o artistas a sueldo del capital (los “nuevos mandarines” de Noam Chomsky). Con ese ejército de “tanques de pensamiento” esos medios crean una pantalla avasallante de mensajes que produce, casi de manera infalible, una opinión pública en su favor. Es decir, “en favor” de los intereses de esas minorías riquísimas, intereses que están en contra de la posibilidad de una vida humana de los ciudadanos, especialmente de los más pobres. Es la mediocracia globalizada, mundial. El capitalismo, que comenzó a usar la propaganda para derrotar a los otros capitales en la competencia e imponer sus productos, aprendió toda una técnica del uso de esa propaganda para producir en el receptor de sus mensajes programados una respuesta inevitable. Esa enorme experiencia de la propaganda en el mercado de mercancías la aplicó ahora a la propaganda política del mercado de candidatos para producir representantes.

 (Transscrevi trechos)