Jornalista Chiqui Ávalos estaria exilado no Brasil, para se livrar das máfias de contrabando e tráfico de Cartes

La cara de HC

Transcreverei trechos de entrevista de Chiqui Ávalos a Lucas Rohãn, quando anunciou seu exílio no Brasil, depois da eleição de Horacio Cartes presidente de Paraguai.

Chiqui escreveu o livro La otra cara de HC (Horacio Cartes), uma biografia não autorizada, que revela a vida do presidente e os nomes dos seus parceiros de crimes, notadamente, evasão de divisas e tráfico.

Talvez Chiqui esteja noutro país. Que o Brasil passou a ser local de risco. Que começou este ano com dois jornalistas exilados. Um ainda está no exterior, Mauri König, ameaçado por uma máfia de delegados do Paraná, que tem ligação com o Paraguai.

No mais, Horacio Cartes possui fortes ligações com o crime organizado no Brasil e nos meios políticos da direita.

Eis o texto de Lucas Rohãn: Poucas semanas antes das eleições presidenciais no Paraguai, o jornalista Chiqui Ávalos lançou um livro polêmico. La outra cara de HC fala sobre o passado obscuro de (…) Horacio Cartes. Empresário do ramo de cigarros e dirigente esportivo, ele já foi condenado por evasão de divisas e convive com a eterna suspeita de envolvimento com o contrabando de cigarros para o Brasil. Além disso, no livro, Ávalos apresenta documentos e depoimentos que comprovariam a ligação de Cartes não só com o contrabando, mas também com o tráfico de drogas.

Em entrevista exclusiva ao Terra, o escritor confirma que “fontes diplomáticas” brasileiras ajudaram na construção do livro. Ele também conta que se refugiará na casa de amigos no Brasil (…) porque teme por sua segurança. Após o lançamento da obra, Ávalos recebeu ameaças anônimas e convive com o que chama de “histórias folclóricas que circulam na fronteira sobre vinganças contra alguns adversários”. Confira a entrevista na íntegra:

Terra – Por que o senhor resolveu lançar o livro, perto das eleições?
Chiqui Ávalos – É uma tendência mundial, assim como acontece nos Estados Unidos, no Brasil ou na Argentina, que a oportunidade para conhecer os candidatos faz com que a indústria editorial insista nessas datas como as mais importantes nas edições. Seis meses atrás ou seis meses depois, teria menos valor para que o leitor faça suas avaliações.

Terra – Quanto tempo o senhor trabalhou para juntar todo o material? Como foi essa pesquisa?
Chiqui Ávalos – A primeira investigação que fiz foi para um jornal (Hoy) em 1985 sobre a evasão de divisas do Banco Central, nas quais para dinamizar a produção agrícola foi habilitada uma cotização especial para quem importava insumos por um valor abaixo do dólar nas ruas. Inventaram operações, houve cumplicidades dos controles, das empresas e do próprio banco, além das financeiras que compravam os dólares a 240 guaranis (câmbio da época) oficialmente e se beneficiavam com a diferença de câmbio ao vender a 400. O que em 35 milhões de dólares representou o início de muitas fortunas. Horacio Cartes trabalhava na Cambios Humaitá nessa época, empresa dos filhos do chefe de polícia do Stroessner (Alfredo Stroessner, general que governou o Paraguai de 1954 a 1989), e depositavam os fundos em uma conta especial em Nova York.

Terra – O senhor tem medo das reações que essas denúncias podem causar? Teme por sua segurança?
Chiqui Ávalos – Dizer que não tenho medo seria uma irresponsabilidade. De fato, por histórias que circulam e o relacionam com a máfia, com narcotraficantes conhecidos do Brasil (Fahd Yamil, que está na lista da DEA [agência norte-americana que combate o tráfico de drogas], doleiros como Dario Messer) o fazem temível, além das histórias folclóricas que circulam na fronteira sobre vinganças contra alguns adversários. Tenho o apoio e a ajuda não só em alguns documentos, mas também na discreta proteção de algumas embaixadas (…). Mas tudo “off the record” para não comprometer ninguém diplomaticamente.

Terra – Qual o motivo de sua viagem ao Brasil?
Chiqui Ávalos – Vou visitar alguns amigos, jornalistas e diplomatas que me recomendaram não ficar no Paraguai. [Que] eu correria perigo, tanto se ganham os colorados, quanto se perdem, poderiam procurar um bode expiatório e não quero ser o pato do casamento.

Terra – O seu livro contou com a ajuda de fontes diplomáticas e de meios de comunicação do Brasil. O que o senhor conseguiu com esses contatos? Essas “fontes diplomáticas” demonstram preocupação pelo futuro do Paraguai?
Chiqui Ávalos – Sim. Apesar de não poder revelar as fontes, tive acesso a alguns documentos graças a “mãos amigas”. Pessoalmente acredito que depois de ter falado com referências importantes, não é do agrado do governo brasileiro ter Cartes como presidente do Paraguai, com todas as acusações de lavagem de dinheiro, narcotráfico, contrabando de cigarros e etc. Inclusive, já fiz contatos com editoras brasileiras para lançar o livro [ no BRasil] com o título O perigo mora ao lado.

Terra – O senhor já teve alguma conversa com Cartes sobre essas acusações?
Chiqui Ávalos – Não, nenhuma. O comuniquei que estava escrevendo o livro, seus amigos e seus companheiros políticos de rua sabiam que eu estava fazendo, mas jamais falamos sobre o assunto.

Terra – Se tudo é verdade, por que Cartes não está preso?
Chiqui Ávalos – Ele já esteve na prisão por evasão de divisas em 1985. Foi condenado em três oportunidades e finalmente, em uma das mais estranhas decisões da Corte Suprema, foi absolvido em… 2008! Vinte anos depois.

Terra – Desde o dia do lançamento do livro até agora, como o senhor avalia a repercussão em seu país?
Chiqui Ávalos – Um amigo me disse que vender a quantidade de livros como La otra cara de HC no Paraguai, um país que não lê, é como vender picolés aos pinguins. Tive dificuldades? Claro. Três editoras rechaçaram o material, outras duas não se animaram a publicar e tive que arcar com todos os custos. Os dois maiores jornais “independentes” do país não quiseram publicar um anúncio pago adiantado e vários hotéis negaram abrigar a apresentação do livro, além do silêncio de outros meios aliados ou temerosos a Cartes.

Houve ameaças, pressões nos meus colaboradores, mas, sobretudo, há um ambiente rarefeito de […] que, infelizmente, nos faz voltar no tempo em que vivíamos no “stronismo” (período no qual o Paraguai foi governado pelo general Stroessner), do qual Cartes é admirador, quando o medo era o pão nosso de cada dia, aniquilando a liberdade de várias gerações. Esse é o pior dano.

 

Caso Assange: O Equador não pode ficar só

por  Mauro Santayana

Este é o momento para que a unidade sulamericana deixe a retórica para tornar-se realidade. Cabe ao continente manter-se ao lado do povo equatoriano, na defesa de sua soberania política. A consolidação da Unasul se impõe, e com urgência. Diante da ameaça aberta do governo britânico, de invadir a Embaixada do Equador em Londres, o governo de Quito, pelo seu chanceler, declarou que confirma o asilo concedido a Julián Assange em seu território (que se estende ao recinto modesto de sua embaixada junto ao Reino Unido).

Os ingleses, em sociedade com os Estados Unidos, ainda se consideram senhores do mundo. O criador do WikiLeaks se encontra sob a ameaça de ser entregue ao governo norte-americano. Os ianques querem vingar o fato de que Assange tornou transparentes suas intrigas e seus crimes.

A nota do governo britânico, entregue à embaixadora do Equador, era ameaça clara e brutal ao Equador. O “aide-mémoire”, entregue à Embaixadora Ana Albán, convocada ao Foreign Office para recebê-lo, é objetivo em sua crueza:

Devemos reiterar que consideramos o uso continuado de instalações diplomáticas, desta maneira, incompatível com a Convenção de Viena e insustentável, e que já deixamos bem claro suas sérias implicações em nossas relações diplomáticas. Devem estar conscientes de que há uma base legal no Reino Unido – a Lei sobre Instalações Diplomáticas e Consulares, de 1987 – que nos permitiria agir para prender o Sr. Assange nas instalações atuais da Embaixada”.

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INVIOLABILIDADE

É preciso deixar claro que a Convenção de Viena, de 1962, proíbe claramente essa invasão dos locais diplomáticos, conforme seu artigo 22:

“1. Os locais da Missão são invioláveis. Os Agentes do Estado acreditado não poderão neles penetrar sem o consentimento do Chefe da Missão.

“2. O Estado acreditado tem a obrigação especial de adotar todas as medidas apropriadas, para proteger os locais da Missão contra qualquer intrusão ou dano, e evitar perturbações à tranqüilidade da Missão ou ofensas à sua dignidade.

“3. Os locais da Missão, em mobiliário e demais bens neles situados, assim como os meios de transporte da Missão, não poderão ser objeto de busca, requisição, embargo ou medida de execução”.

Nenhuma lei interna de país aderente a convenção internacional dessa magnitude, pode sobrepor-se ao Tratado. Nos 50 anos de sua vigência, isso nunca ocorreu. O governo equatoriano não tinha outra atitude, a fim de resguardar a sua soberania, que não fosse tornar, de jure, o asilo de fato que concedera a Assange. Há momentos em que todos os cidadãos honrados de uma nação se tornam um só homem, aquele que, sob sua delegação, chefia o Estado. A decisão de Rafael Correa, exposta por seu chanceler Ricardo Patiño, é a mesma que qualquer país latino-americano que se preze tomaria.

Nós temos uma tradição histórica na concessão de asilo diplomático, que é invariável: não se discute o comportamento do perseguido, mas a sua condição humana e o perigo, a juízo do país concedente, de que o postulante seja submetido a tratamento cruel, ou à pena de morte. Foi assim que o governo democrático brasileiro não titubeou em conceder asilo ao ditador Alfredo Stroessner, em 1989, durante a presidência de Sarney.

Golpe destitui Lugo enquanto as forças repressivas espancam manifestantes. Tudo começou com a reintegração de posse de uma fazenda ordenada pela justiça (Vídeo)

A destituição foi fulminante, sob cinco acusações: mau uso de quartéis militares; confronto acontecido na fazenda Morombí de Blas Riquelme, em Curuguaty (6 polícias e 13 sem terra mortos); apoio aos camponeses sem terra de Ñacunday no seu confronto com os ‘brasiguaios’; insegurança existente no país; assinatura do Protocolo de Ushuaia II.

Fernando Lugo defendeu-se, já afastado da presidência, afirmando que “a democracia foi ferida profundamente, de maneira covarde, de maneira aleivosa”. Porém, acrescentou que “Como sempre, atuei de acordo com a lei, ainda que ela tenha sido retorcida”, aceitando a  destituição.

A chacina de Morombí foi uma desocupação forçada de camponeses ordenada pela justiça. Um despejo tipo Pinheirinho, em São José do Rio Preto.  Uma reintegração de posse de um latifúndio requerida  por Blas Riquelme, ex-senador do ditador Stroessner.

Infiltrados, capangas de latifundiários, atiraram na polícia, que revidou. Assim aconteceu a chacina de camponeses, uma cilada que fazia parte da armação do golpe relâmpago “democrático” do Congresso, apoiado pelas forças armadas, a justica, as federações ruralistas e a conservadora igreja católica – as mesmas instituições que promoveram as ditaduras do Cone Sul.

Os sem terra da fazenda Morombí e de Curuguaty e de todo o Paraguai reconhecem seus inimigos e algozes, e apoiam o presidente Lugo. Marcharam de Curuguaty para ser espancados nos protestos que realizaram em Assunção, na vigília cívica frente ao Congresso e palácio presidencial.

Como previsto, o Senado paraguaio destituiu finalmente o presidente Fernando Lugo nesta sexta-feira 22 de junho, enquanto as centenas de pessoas que se concentravam às portas da instituição eram atacadas pela polícia.


38 votos impuseram a maioria no Senado, com só 4 votos contra a decisão e 2 ausências.

O povo saiu à rua em Assunção e as forças repressivas dispararam bombas de gás lacrimogêneo e utilizaram cavalos e caminhões-pipa para dispersar a multidão.

Aún se desconoce la cifra de heridos por los enfrentamientos entre policías y el pueblo paraguayo, que respalda al presidente electo con el 40,82 por ciento de los votos en las elecciones generales del 2008.

Los manifestantes han advertido que no reconocerán como nuevo Presidente a Federico Franco, quien ejerce actualmente la Vicepresidencia de Paraguay por el Partido Liberal.

El corresponsal de teleSUR en Paraguay, Guillermo Verón, subrayó que hay represión “bastante fuerte” inclusive se escucharon detonaciones de armas de fuego, que no deja dudas si se trata de balas de goma.

Expresó que “hubo un avance importante de las fuerzas represivas con mucha agresividad” y “ya se reportan los primeros heridos frente a la plaza del Congreso”.

Por otro lado, la corresponsal de teleSUR en Paraguay, Amanda Huerta, informó que la prensa ha sido retirada por parte de la Guardia Presidencial.

Al momento de la votación, el diputado Carlos Alberto Filizzola, declaró: “En este circo, donde no me dejaron ni hablar, rechazo categóricamente este juicio político”.

Filizzola forma parte de los cuatro votos que rechazaron la sentencia contra el presidente constitucional de Paraguay, Fernando Lugo.

Vídeo da repressão

 

Pobre Paraguay

Por Alfredo Boccia Paz

El proceso político paraguayo ha recibido en estos días una inexplicable puñalada.

La trabajosa construcción de la democracia avanzó penosamente durante las dos décadas de una transición tutelada por militares y hegemonizada por el Partido Colorado. La alternancia pacífica en el poder significó, por eso, un paso inédito en nuestra historia. Empezábamos a acostumbrarnos al ritmo natural de cambiar presidentes cada cinco años por vía electoral.

Hasta hace unos días eso no estaba en discusión y los partidos se ocupaban de sus campañas electorales internas. Hasta que ocurrió la masacre de policías y campesinos en Curuguaty.

Ese suceso inesperado, que conmocionó a la ciudadanía, tenía las características de una acción planificada. Hasta ahora, nadie tiene en claro quiénes y con qué fines ordenaron la matanza. Tampoco hay el menor indicio de la participación de Fernando Lugo en el hecho.

Como sea, la ANR decidió impulsar un juicio político al presidente. Hasta allí, parecía una mera estrategia electoral con el fin de desgastar su imagen al final de su mandato. El increíble efecto dominó que ocurrió en las horas siguientes se inscribirá en la historia del más sórdido oportunismo nacional. La aventura en la que se han embarcado los partidos políticos que se sumaron al juicio político es un ejemplo paradigmático de la primacía de intereses sectarios sobre el interés de la nación.

Como carecían de causales racionales que justificaran una medida tan extrema, optaron por hacerlo a toda prisa. El libelo acusatorio causa vergüenza ajena de tan risible, no cuidaron los mínimos formalismos legales y atropellaron el respeto a los plazos prudenciales para la defensa. Lo hicieron los colorados, pero también los liberales, hasta entonces aliados de este Gobierno. Una traición llevará a uno de ellos a una efímera presidencia. De todas las ocasiones históricas en que el liberalismo llegó al poder, esta es la más innoble. Patria Querida sumó sus votos, ratificando su creciente sesgo ultraconservador. Y, para mi sorpresa, también lo votó Desirée Masi, quien algún día tendrá que explicar a sus hijos por qué lo hizo.

Por voluntad de sus parlamentarios –los mismos que, hace dos semanas, eran repudiados por corruptos–, el Paraguay se sumerge en un tiempo de incertidumbre y turbulencias. Lo hacemos en un momento de estabilidad económica que no conocíamos en muchas décadas y a nueve meses de las elecciones. Pagaremos el alto costo de ser calificados de republiqueta impredecible por la comunidad internacional.

Nos derechizamos, es cierto, pero también nos hondurizamos. Los cancilleres de Unasur han observado “in situ” este arrebato político que podrá caber en la Constitución, pero jamás en la comprensión de los sensatos.

Bueno es guardar este dato: el golpe de Estado –igualmente institucional– de Honduras produjo una caída de casi el 6% de su PIB anual. Hacia eso nos encaminamos con irracional entusiasmo.

Ditadura nunca mais
Ditadura nunca mais

Paraguay. Juicio político, eufemismo para golpe

O povo do Paraguay é contra o golpe. O jornal vendido Ultima Hora noticia:

Incidentes frente al Congreso Nacional

Los manifestantes que se encontraban aguardando la decisión resultante del juicio político realizado al presidente de la República Fernando Lugo, recibieron la noticia de la destitución del mandatario con indignación y nerviosismo. La muchedumbre se descontroló y atropelló la línea de seguridad a lo que los policías respondieron.

La Policía Nacional y las Fuerzas Antidisturbios, arrojaron gases lacrimógenos, balines de goma y accionaron los carros hidrantes contra los manifestantes para dispersar a los manifestantes.

Assim começa o retorno do Paraguai aos tempos do ditador Stroessner. Do jeitinho que tio Sam gosta.

Lugo foi um presidente frouxo desde o primeiro dia do seu governo. Prometeu fazer a reforma agrária. Ficou na promessa. Foi derrubado pelos latifundiários, pela imprensa golpistas, pelos militares do Cone Sul que, impunemente, sequestraram, torturaram e mataram os que defendem a liberdade, a verdadeira democracia, as reformas de base, uma vida menos infeliz para o pobre povo pobre do Paraguai, que sofre desde o começo da conquista espanhola.

O jornal golpista mente quando diz que Lugo vai resistir. Outro jornal golpista, a Folha de S. Paulo informa:

Multidão se reúne para declarar apoio a Lugo no Paraguai

Uma multidão se reúne em frente ao Congresso Nacional do Paraguai para manifestar apoio ao presidente do país, Fernando Lugo.

“Eles cantam, gritam frases de apoio e alguns líderes de organizações se revezam em discursos no palco”.

Pobre povo pobre do Paraguai, em vigília democrática, pacífica, enquanto o Congresso vota o golpe
Pobre povo pobre do Paraguai, em vigília democrática, pacífica, enquanto o Congresso vota o golpe

ENTENDA

Ontem, o Parlamento paraguaio aprovou o início de um processo de impeachment do presidente Fernando Lugo, a quem partidos de oposição responsabilizam pelos confrontos.

Lugo já anunciou que vai enfrentar o julgamento político e não pretende renunciar. Ele é acusado de “mau desempenho de suas funções”, principalmente por um episódio sangrento de conflito de terras ocorrido na semana passada.

Um confronto armado deixou seis policiais e 11 camponeses mortos na sexta-feira passada em Curuguaty, a 250 km da capital.

O episódio forçou a saída do ministro do Interior, Carlos Filizzola, e do comandante da polícia, Paulino Rojas, que deixaram seus cargos pressionados pelo Congresso.

Camponeses marcham com os retratos dos camponeses massacrados na fazenda de Blas Riquelme
Camponeses marcham com os retratos dos camponeses massacrados na fazenda de Blas Riquelme, ex-senador de Stroessner

A reforma agrária era uma das prioridades do governo de Lugo, mas o mandatário teve dificuldades para aproximar posições entre as organizações camponesas e os proprietários, na medida em que buscava colocar ordem no organismo encarregado pela distribuição de terras.

O mentiroso Ultima Hora fala de que existe violência por parte do povo. Que o povo deve aceitar o golpe na santa paz. Mas esconde as cenas da brutalidade policial. Das agressões que retratam o fim da democracia e o recomeço da ditadura no Paraguai.

Inicio de Golpe de Estado de la derecha en Paraguay

En menos de 24 horas la derecha paraguaya orquestó un juicio político apresurado contra el presidente constitucional Fernando Lugo, quien ratificó el jueves por la mañana que se mantendrá en el cargo para evitar la violación de la voluntad popular que lo llevó a la Jefatura de Estado en 2008. A las 18 horas (6:00 pm) de este jueves, en una sesión extraordinaria, el Senado formulará las acusaciones contra el jefe de Estado, luego de que el pasado viernes 11 campesinos y seis policías resultaran muertos durante unos enfrentamientos registrados en la región de Curuguaty, a unos 380 kilómetros de Asunción.Hace un día, el mandatario dispuso la creación de una comisión especial de investigación compuesta por representantes de la sociedad civil y la Organización de Estados Americanos (OEA) para esclarecer los hechos. 

Fernando Lugo y Dilma Rousseff
Fernando Lugo y Dilma Rousseff

La defensa del líder paraguayo será expuesta mañana viernes a las 12:00 horas. Luego, a las 14:30 horas se presentarán las pruebas; una hora más tarde los alegatos y a las 16:30 de la tarde se emitirá la sentencia.

El secretario Político del Partido Popular Tekojota, Aníbal Carrillo Iramain, denunció que el juicio político se trata de un “pacto privado” y advirtió que “por detrás están operando los cuervos”.

Carrillo Iramain afirmó que el pueblo paraguayo está ante “un complot que tiene un primer capitulo en Curuguaty y un segundo capítulo que es el juicio político”.

“Ahora se desnuda quienes estuvieron tras la masacre de campesinos y policías. Los principales beneficiarios de la tragedia ahora desnudan sus reales intereses de utilizar la masacre para sus fines de atentar contra la democracia”, afirmó la organización política a través de un comunicado difundido en su página web.

Parlamento Latinoamericano rechaza “intento de golpe de Estado en Paraguay”

El Parlamento Latinoamericano expresó este jueves a través de un comunicado su rechazo a la decisión del Congreso de abrir un juicio político contra el presidente Fernando Lugo, medida que según el organismo obedece a “un intento de golpe de Estado”.

Cuerpos de seguridad rodean los alrededores del Senado paraguayo

El centro de La Asunción (capital paraguaya), específicamente los alrededores del Senado, han sido tomados por las fuerzas de seguridad y contingentes policiales tras el anuncio de la llegada de manifestaciones campesinas en apoyo al presidente Fernando Lugo.

Medios paraguayos han informado que las fuerzas policiales que se han apostado a los alrededores del senado para mantener el orden, no portan armas, según lo dado a conocer por el comandante de la policía Arnaldo Sanabria, que recalcó que un refuerzo de 150 policías podría ser enviado al lugar.

En relación al despliegue de fuerzas militares, el Comando de las Fuerzas Armadas informó que se respetará la institucionalidad en el país.

Por otra parte, varias instituciones educativas han dado a conocer que suspenderán las actividades escolares, a pesar de que el Ministerio de Educación (MEC) divulgó en un comunicado que no existen motivos que afecten la tranquilidad y el desarrollo de las clases en los colegios y las escuelas de la capital.

El MEC sostuvo que será a criterio de los padres la asistencia de sus hijos y que en las próximas horas se notificará ante cualquier alteración o situación que amerite la suspensión de clases.

Fonte: La República, Espanha

“Latifundiários brasiguaios querem derrubar Lugo”

Dario Pignotti – Especial para Carta Maior

Os camponeses que morreram na fazenda do latifundiário iluminem os caminhos do Paraguai. Pela liberdade. Basta de golpe. Ditadura nunca mais!
Os camponeses que morreram na fazenda do latifundiário Blas Riquelme iluminem os caminhos do Paraguai. Pela liberdade. Basta de golpe. Ditadura nunca mais!

“Esta matança de campesinos aconteceu como resultado de um processo de violência policial instigado pelos latifundiários descontentes com o presidente Lugo, ele não é querido pela direita e pelos grandes produtores brasileiros. Latifundiários brasileiros como Tranquilo Favero, o produtor de soja mais rico de Paraguai, estão interessados em desestabilizar o governo, eles querem que Lugo caia” declarou Martín Almada, o mais importante representante do movimento dos direitos humanos paraguaio.

Onze campesinos sem terra foram assassinados na sexta-feira passada em uma fazenda próxima à fronteira com o Brasil, onde está aumentando a tensão em paralelo às reivindicações e ações diretas pela reforma agrária. O enfrentamento entre policiais e lavradores deixou sete agentes mortos, entre eles os chefes do Grupo de Operações Especiais, uma espécie de BOPE paraguaio, só que sua tarefa não é reprimir favelados como no Rio de Janeiro, mas os peões rurais que, depois que Lugo chegou ao governo, em 2008, aumentaram seu nível de organização e decisão de luta, depois de décadas de submissão diante do jugo da ditadura de Alfredo Stroessner.

“Nós sabemos por nossa longa experiência sobre como se descarrega a violência do Estado contra a população, que estes fatos nunca estão isolados de uma intencionalidade política maior. Quais são os fatores em jogo agora? O que está mais evidente é cooptar os sem terra para que deixem de desafiar o poder estabelecido no campo e, além disto, vemos uma manobra para desestabilizar o presidente Lugo. O latifúndio e os grandes produtores de soja brasileiros estão muito interessados em que Lugo não possa chegar a 2013, quando deve acabar seu mandato”, disse Almada por telefone à Carta Maior, desde Assunção.

Almada, prêmio Nobel da Paz alternativo, é uma figura chave na luta pelos direitos humanos. Foi ele quem, na década de 90, descobriu os Arquivos do Terror, a partir dos quais pode ser reconstruída a rede terrorista que a ditadura de Stroessner e os regimes de fato sul-americanos formaram nos anos 70, quando surgiu a Operação Condor.

“Nunca vai se saber, porque temos uma justiça cúmplice dos poderes estabelecidos, quem esteve inspirando este massacre, o que nós sabemos sim é que tem gente beneficiada com este clima de instabilidade política e violência. O empresário do agronegócio Tranquilo Favero, um brasiguaio que fez fortuna graças aos favores que recebeu de Stroessner, é um personagem que todos suspeitam que joga forte pela desestabilização”, observa Almada.

“O que está claro é que esta barbárie leva água ao moinho da direita, justifica a mão de ferro da polícia e torna mais viável o golpe de estado branco que seria um possível julgamento político de Lugo, para que se veja obrigado a renunciar e, em seu lugar, assuma o vice-presidente Federico Franco, um político muito reacionário”.

Na história paraguaia ditadura e latifúndio, correspondem ao verso e reverso da mesma moeda.

Segundo um relatório da Comissão de Verdade e Justiça do Paraguai, centenas de milhares de hectares de terras fiscais foram distribuídas pelo regime de Stroessner entre militares e membros da alta burguesia, uma anomalia que foi objeto de revisão por parte das autoridades desde 2008, o que incentivou as reivindicações das organizações de sem terra, como os que ocupavam a fazenda da localidade onde aconteceu o massacre da semana passada.

A Coordenação Nacional das Terras Irregulares conta com documentação sobre os fazendeiros cujas propriedades são irregulares por terem sido originadas na entrega de terrenos fiscais.

Um dos acusados de ter se apropriado de milhares de hectares que eram públicos é precisamente o brasileiro nacionalizado paraguaio Tranquilo Favero, que não oculta sua simpatia pela repressão de campesinos “ignorantes”, como ficou comprovado em declarações formuladas neste ano e que provocaram um escândalo.

“Diplomacia você pode usar com pessoas cultas… só que… você sabe o dito popular que diz: a mulher do malandro obedece só com pau… tamos lidando com pessoas de tamanha ignorância que com diplomacia você não soluciona”disse o maior produtor de soja do Paraguai, nascido em Santa Catarina.

Quando Favero recomenda deixar de lado a “diplomacia” está falando, na verdade, de arquivar o chamado “protocolo da polícia” que consistia em uma série de negociações que os agentes deviam realizar com os sem terra antes de desalojá-los de um latifúndio ocupado.

Precisamente o novo ministro do Interior Rubem Candia Amarilla, designado por Lugo depois da matança, um político pertencente ao Partido Colorado, está tão identificado com o tema que pouco depois de assumir o cargo anunciou o fim do “protocolo” que obrigava a polícia a dialogar com os campesinos para evitar a violência.

O clima de hostilidade com os sem terra se intensificou nos últimos dias, quando a justiça ordenou a detenção de dezenas de sem terra e prendeu uma trabalhadora rural, disse hoje a campesina Magui Balbuena à Carta
Maior.

“Temos relatórios de nossos representantes que estão no lugar do massacre informando que vários campesinos já foram levados à penitenciária de Coronel Oviedo ontem, onde tem uma mulher ferida com um filho de três meses que amamenta e a policia lhe tirou o bebê, ou seja, foi trasladada à prisão sem seu bebê de peito” denunciou Magui, da Coordenadora Nacional das Terras Irregulares.

Magui, assim como a Liga Campesina do Paraguai, denunciaram irregularidades nas investigações dos fatos que deixaram 11 lavradores mortos.

“Estamos longe de começar uma verdadeira investigação para o esclarecimento do acontecido, há indícios fortes de que a direita está metida em tudo isto para gerar uma crise política e truncar o desenvolvimento do processo que levamos adiante no Paraguai” afirma a militante.

Tradução: Libório Junior


Brasil califica de golpe de Estado el juicio político al presidente Lugo

El Gobierno de Brasil considera que “hubo un golpe de Estado en Paraguay”, ante la situación política suscitada en el país por inicio del juicio político aprobado en Diputados al presidente de la República, Fernando Lugo, según se hace eco la revista Veja.

 

Parlamento Latinoamericano rechaza “intento de golpe de Estado en Paraguay”

El Parlamento Latinoamericano expresó este jueves a través de un comunicado su rechazo a la decisión del Congreso de abrir un juicio político contra el presidente Fernando Lugo, medida que según el organismo obedece a “un intento de golpe de Estado”.

De acuerdo con el texto existe un rechazo “categórico al intento de golpe de Estado parlamentario que se intenta contra el Presidente elegido por el pueblo paraguayo Fernando Lugo”. En opinión del Parlamento Latinoamericano “el juicio político contra el Presidente Lugo es ilegítimo, y es un atentado a los procedimientos y a las normas constitucionales de Paraguay”.

El comunicado fue divulgado por el Parlatino y suscrito por el presidente del Parlatino Venezuela, Rodrigo Cabezas y Ana Elisa Osorio, vicepresidenta de esa instancia parlamentaria, quienes aprobaron la decisión de Lugo de no abandonar el cargo.

Finalmente llamaron a América Latina a “ser solidaria con el pueblo de Paraguay, que se está movilizando en contra de un atentado al orden constitucional”.

En entrevista exclusiva con teleSUR, el diputado del Parlatino, Rodrigo Cabezas expresó que lo que se vive este jueves en Paraguay no es más que la demostración de “un complot de la derecha paraguaya” que de manera agresiva y lamentable está tratando de vulnerar la democracia.

El diputado expresó que los partidos de la derecha conservadora están tratado de “desde un lamentable hecho en que le que perdieron la vida campesinos y policías -con francotiradores,  tratar de justificar la salida ilegitima de los presidentes que el pueblo ha escogido”.
Cabezas comparó la situación con la ocurrida en 2002 en Venezuela (golpe de Estado contra Hugo Chávez) y aseguró que no hay posibilidad de que los países de América Latina aprueben la agresión al orden constitucional.
“El presidente de Paraguay es Fernando Lugo, él fue electo por un mandato popular y ese mandato termina el 15 de agosto del año 2013, si ponen otro presidente estarían vinculando un golpe de Estado y si la derecha decide poner a cualquier orto presidente no le vamos a reconocer”, insistió.
También agregó en que “es la hora de los pueblos” y reiteró el llamado del Parlatino a la solidaridad con Paraguay y a las movilizaciones sociales, a fin de “detener esta felonía” y defender la democracia violentada de ese país suramericano.

A continuación el comunicado íntegro:

PARLAMENTO LATINOAMERICANO
GRUPO PARLAMENTARIO VENEZOLANO

COMUNICADO
En rechazo al intento de Golpe de Estado de la derecha en la República de Paraguay

La Junta Directiva del Grupo Parlamentario Venezolano del Parlamento Latinoamericano, rechaza categóricamente el intento de golpe de Estado parlamentario que la derecha oligárquica de la República de Paraguay intenta contra el Presidente elegido por el pueblo paraguayo Fernando Lugo.

El juicio político contra el Presidente Lugo es ilegítimo, y es un atentado a los procedimientos y a las normas constitucionales de la hermana República y constituye un intento de la derecha y los grupos económicos terratenientes vinculados al negocio agrícola paraguayo de vulnerar la voluntad popular.

De igual forma respaldamos la decisión del gobernante elegido de manera libre y democrática de no renunciar al mandato que el pueblo le dio hasta el 15 de agosto del año 2013 cuando vence el período presidencial constitucional.

Convocamos a la más amplia solidaridad internacional con el pueblo de Paraguay que se moviliza para evitar este zarpazo constitucional contra la democracia en la nación sureña y que permita forjar una salida política y pacífica sobre la base del diálogo de las fuerzas políticas y sociales que respaldan la democracia y que se preserve el hilo constitucional en la hermana república.

En Caracas, República Bolivariana de Venezuela, a los 21 días del mes de junio del año 2012.

Dip. Rodrigo Cabezas

Presidente del Grupo Parlamentario Venezolano del Parlamento Latinoamericano

Dip. Ana Elisa Osorio

Vicepresidenta del Grupo Parlamentario Venezolano del Parlamento Latinoamericano

Justiça comandou a chacina e o presidente do Paraguai pode ser golpeado hoje. Que sirva de lição para Dilma Rousseff

Jornal golpista faz a campanha da derrubada de Ludo
Jornal golpista faz a campanha da derrubada de Ludo

O direitista Riquelme pediu para a justiça o despejo de camponeses de seu latifúndio – o grilado Morombí. Um juiz qualquer concedeu. Convocou tropas federais. O presidente Fernando Lugo acedeu. Era uma fria, uma armação.

O desalojamento dos sem terra terminou em uma chacina.

Neste momento o Congresso está votando o impeachment de Lugo. Riquelme, que tem o monopólio dos mercados e supermercados, mandou o  comércio fechar as portas. As escolas particulares idem. A imprensa espalha informações sobre terrorismo de esquerda. Está tudo orquestrado. Para a tomada do poder pelos filhotes do ditador Stroessner, de quem Riquelme foi senador.

É uma tapa na desmoralizada Rio + 20.  Outra na Unasul.

Informa o G1 da Globo:

“A pressão política sobre Lugo cresceu nas últimas horas com a aprovação pela Câmara dos Deputados de um processo de impeachment sob o argumento de responsabilidade no confronto entre policiais e camponeses que deixou 17 mortos na última sexta-feira”.

 Estado de São Paulo:

“Não vou renunciar”, disse Lugo em coletiva de imprensa transmitida pela televisão nesta quinta-feira. Na manhã de hoje, a Câmara dos Deputados aprovou, por 73 votos a um, o impeachment do presidente. A proposta seguirá agora para o Senado, controlado pela oposição.

“Nossas conquistas, particularmente na esfera social, geraram reações dos setores insensíveis e egoístas que sempre viveram com privilégios e nunca quiseram compartilhar os benefícios da prosperidade com o povo”, declarou Lugo.

A justificativa para o impeachment foi a desastrada ação das forças de segurança na remoção de sem-terra de uma fazenda privada, no fértil nordeste do país, na sexta-feira. Pelo menos seis policiais e 11 sem-terra foram mortos nos confrontos em Curuguaty, 250 quilômetros a nordeste da capital, Assunción.

Confrontos violentos pela posse de terras são comuns no Paraguai, onde a maior parte das terras produtivas estão nas mãos de uma pequena parte de população. O país é um dos mais pobres do continente.

A economia paraguaia é predominantemente agrícola. O país é o quarto maior exportador de soja do mundo e foi o oitavo maior exportador de carne bovina no ano passado, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Lugo, ex-bispo católico, chegou à presidência em 2008 com a promessa de fazer uma reforma agrária. Mas a iniciativa foi barrada no Congresso, dominado pela oposição.

Camponês baleado na chacina armada por Riquelme
Camponês baleado na chacina armada por Riquelme

A imprensa do Paraguai dá destaque a notícias alarmistas.


Emergencias Médicas: Código rojo

El hospital de Emergencias Médicas activó el código rojo en las instalaciones en preparación para cualquier eventualidad, informó el director de la institución, Enrique Bellasai.

Fachada de Emergencias Médicas. / Archivo, ABC Color.

El director explicó que realizaron la liberación de camas y habilitación de un número mayor de camillas. También suspendieron las cirugías programadas y solicitaron un refuerzo policial para custodiar las instituciones.

El personal de la salud se mantiene alerta para cualquier convocatoria por alguna eventualidad.

Este jueves, legisladores decidieron iniciar un juicio político en contra del presidente de la República Fernando Lugo, a raíz de un enfrentamiento sangriento entre policías y campesinos en Curuguaty que resultaron en 17 muertes.

Grupos a favor y en contra del Gobierno se manifiestan en la tarde de este jueves frente al Congreso Nacional.

El director explicó que realizaron la liberación de camas y habilitación de un número mayor de camillas. También suspendieron las cirugías programadas y solicitaron un refuerzo policial para custodiar las instituciones.

El personal de la salud se mantiene alerta para cualquier convocatoria por alguna eventualidad.

Este jueves, legisladores decidieron iniciar un juicio político en contra del presidente de la República Fernando Lugo, a raíz de un enfrentamiento sangriento entre policías y campesinos en Curuguaty que resultaron en 17 muertes.

Grupos a favor y en contra del Gobierno se manifiestan en la tarde de este jueves frente al Congreso Nacional.

Tractorazo se mantiene

Por Marti Bogado, corresponsal ABC Color

La Coordinadora Agrícola del Paraguay mantiene aún la medida de fuerza conocida como “tractorazo” cuyo inicio está previsto para este lunes 25 de junio. Mientras tanto, tres camiones repletos de “carperos” se dirigen a Asunción.

El “tractorazo” se hará el próximo lunes 25 de junio, tal como estaba previsto. / ABC Color.

SAN CRISTÓBAL. “Fernando Lugo está cosechando lo que sembró y debería renunciar por el bien del país. El es el único responsable de todo el circo que terminó en la violencia”, sostienen productores que suspendieron una reunión en este distrito a raíz del anuncio del juicio político a Lugo. “El tractorazo se mantiene para el próximo lunes”, anunciaron los gremialistas

Una reunión de la Coordinadora Agrícola del Paraguay que debía realizarse en Relocue, de la colonia Leopoldo Perrier de este distrito, se suspendió esta mañana. Héctor Cristaldo, volvió rápidamente a Asunción ante el anuncio del juicio político al presidente Lugo.

Hermes Aquino de la Coordinadora Agrícola del Paraguay manifestó que Lugo cosechó lo que sembró. “Lamentablemente ocurrió todo lo que yo venía diciendo a la gente. Desembocó en una violencia terrible”, afirmó.

Señaló que los “carperos” hicieron un esfuerzo terrible para que los productores reaccionaran con violencia pero que no lo hicieron gracias a un trabajo en equipo. “Hoy podemos dormir tranquilos porque no tenemos ningún muerto en la mochila, Lugo en cambio carga con 17 en la suya”, aseguró.

Sostuvo que por el bien del país debería renunciar ya que por ética no lo hará al desconocer el significado de esa palabra. Lo calificó de obispo pervertido.

Sobre el “tractorazo”, dijo que la orientación que tiene de la directiva es que se mantiene y se iniciará el lunes. Los productores de esta zona del Alto Paraná se unirán con los de Caaguazú en el km. 80 de la ruta VII en el límite entre ambos departamentos.

En tanto que Alex Lughessi, de Santa Rosa del Monday, sostuvo que si tiene una pizca de vergüenza en la cara, Lugo debería renunciar. Lo responsabilizó de promover toda la violencia que ocurrió ya que siempre estuvo en contra del sector productivo.

Sin embargo, señaló que es necesario un cambio para que mejoren las cosas, ya que las personas de su entorno tampoco apoya al sector productivo.

Paraguay: reclaman investigar la matanza de Morombí (Curuguaty)

Hoje em Codehupy, Paraguai, protesto contra a matança de camponeses em Morombí
Hoje em Curuguaty, Paraguai, protesto contra a matança de camponeses em Morombí

Foi um despejo solicitado pelo latifundiário senador Blas Riquelme, e ordenado pela justiça, e a chacina de camponeses aconteceu na fazenda grilada Morombí. Chamar de Curuguaty é encobrir o ex-senador Riquelme.

Durante um despejo judicial, as tropas policiais estão sob o comando da justiça. Não existe outro mando. No caso, o juiz José Benítez de Curuguaty. Que não pode fugir da ordem judicial que assinou. Nem das prisões de camponeses que ordenou.

Competia ao governo não acatar a ordem judicial. A Constituição de um país democrático oferece os meios legais para evitar que a justiça seja iníqua, parcial, elitista, antisocial, nazista, stalinista, assassina, absolutista. A justiça nos tempos do ditador Stroessner era assim.

Falta saber se o Paraguai mudou com o presidente Lugo. Ou se a justiça continua a mesma. Ditatorial, apesar de submissa ao fantasma de Stroessner e suas legiões de sequestradores, torturadores e assassinos.

La Coordinadora de Derechos Humanos del Paraguay reclamó un “compromiso irrestricto de las autoridades con la justicia” y propuso una reforma agraria para terminar con la violencia.

La Coordinadora de Derechos Humanos del Paraguay (Codehupy) reclamó un “compromiso irrestricto de las autoridades con la justicia” frente a la matanza de Curuguaty, donde el viernes refriegas entre policías y campesinos que ocupaban una hacienda causaron 17 muertos y decenas de heridos y desaparecidos.

El pronunciamiento de la coordinadora exigió primero “el rescate de todas las personas que pudieran estar aún heridas en el lugar donde se desarrolló el enfrentamiento y que los organismos del Estado proporcionen informaciones completas sobre las personas detenidas a fin de impedir más violaciones de derechos humanos”.

En el texto, recogido por la estatal agencia noticiosa IP, el organismo llamó “a colocar en contexto y perspectiva” el episodio, el cual “exige profundos cambios y un compromiso irrestricto de las autoridades, de las organizaciones sociales y de toda la ciudadanía con la justicia y la garantía de los derechos humanos”.

El documento reclamó además “acciones concretas para la recuperación de tierras malhabidas en el marco de una política de reforma agraria integral”.

En este sentido, señaló que la lucha por la tierra en el Paraguay “parte de una larga historia de entrega de soberanía, corrupción, exclusión, expulsión y represiones al campesinado pobre, que constituyen el caldo de cultivo de hechos violentos”.

La organización recordó que sólo entre 1989 y 2005 se documentaron 77 casos de asesinatos y desapariciones impunes de campesinos en el marco de la lucha por la tierra.

“La injusticia prolongada a que se ha sometido a gran parte de la población paraguaya por tanto tiempo sólo puede generar más violencia”, consignó el documento.

La Codehupy lamentó además que “una vez más sean las personas de sectores más humildes de la sociedad quienes se enfrentan entre sí e incluso mueren bajo el supuesto de la defensa de la propiedad privada, cuando en realidad se trata de la defensa de los privilegios y de la impunidad de sectores poderosos y corruptos”.

La Codehupy rechazó la designación de Rubén Candia Amarilla como ministro del Interior, “pues fue responsable de numerosas violaciones a los derechos humanos durante el tiempo en que actuó como Fiscal General del Estado”.

“Su nombramiento permite anticipar un tiempo de mayor persecución y criminalización de las luchas sociales”, aseguró.

La coordinadora deploró la insistencia de sectores de poder y de la prensa “en criminalizar la lucha social, desconociendo la relevancia de que las organizaciones campesinas, de sintierra y de otros sectores afectados por la exclusión, se organicen y exijan cambios orientados a una mayor justicia social y a la profundización de la democracia”.

Finalmente, reprobó el recurso a la violencia armada como método para resolver los conflictos sociales en el Paraguay, y exhortó a la resolución de conflictos en un marco de convivencia pacífica y de respeto a la vida y los derechos humanos de todas las personas”.

 Fonte: Télam