Para a revista Veja tanto faz: golpe eleitoral ou militar

Sempre escrevi que a revista Veja pratica qualquer crime, como quinta-coluna do Império, para favorecer os interesses da pirataria e dos especuladores internacionais, associados ou não com corruptos e corruptores brasileiros.

Para municiar o Partido da Imprensa Golpista (PIG), o “jornalista” e bicheiro Carlinhos Cachoeira criou uma agência clandestina de notícias, com a participação de jornalistas da Veja e arapongas dos porões da ditadura militar.

Esta podridão da Veja vem de suas origens, quando se apresentava como virgem e imaculada, e levou à falência a revista Manchete, que desbancou a revista Cruzeiro, e todas realizaram o mesmo papel de porta-voz dos ditadores, sob o comando dos generais Golbery e Octavio Costa.

A revista Veja foi cria da propaganda do governo Médici, que se apossou do slogan hippie “faça o amor, não faça a guerra”, adotado pela publicidade das empresas que apoiavam o regime.

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Ainda no governo Médici, o grupo Abril, que edita a Veja, veredou por outros negócios como o da hotelaria, criando uma rede de hotéis cinco estrelas, com o apoio de prefeitos e governadores nomeados.

Na redemocratização, os presidentes civis continuaram investindo na Veja e nas suas negociatas, finalmente cortadas pelos governos Lula e Dilma Rousseff.

Sem as tetas do governo, o Grupo Abril passou a propagar, descaradamente, o ódio ao PT, o retrocesso do governo Fernando Henrique, o golpe eleitoral para favorecer Aécio Neves.

A Veja topa qualquer parada. O seu pastoril ressuscita um Pinochet. Que golpe é golpe. Seja militar ou eleitoral.

 

Apagando a memória, por Latuff
Apagando a memória, por Latuff

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os responsáveis pela monstruosa dívida interna e externa

por Helio Fernandes

 

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Desculpem, ontem voltei a escrever sobre a dívida externa, que estava ofuscada e esquecida por causa da astronômica e destruidora dívida interna. Como se a externa não merecesse os mesmos adjetivos negativos. Quero voltar, pois não identifiquei os maiores responsáveis pela então única dívida, a externa, que em 30 anos passou de 1 BILHÃO para 200 BILHÕES, um dos maiores crimes de todos os tempos.

Ontem revelei: faltando seis meses para acabar o mandato, Juscelino mandou Roberto Campos renegociar a dívida. Estava em 800 MILHÕES, numa negociação de três meses cresceu 25 por cento, entrou na casa do BILHÃO. É um lamento só, tristeza sem fim, massacre contra o presente e o futuro do Brasil.

A DITADURA DA DÍVIDA

Os generais não assassinaram e “desapareceram” apenas com pessoas, arruinaram também o futuro do país. Receberam a dívida em 1 BILHÃO, entregaram (?) o governo a Sarney (sócio, colaborador e cúmplice de tudo, além de herdeiro político e eleitoral) em 176 BILHÕES.

Em 21 anos, de 1964 a 1985, aumentaram essa divida em 176 vezes, passou a render juros escorchantes para beneficiar aproveitadores dos EUA. De 1 BILHÃO cresceu para 176 BILHÕES. E o que fizeram com tanto dinheiro? Nada, lógico.

Responsáveis diretos nos 21 anos: Castelo Branco, Costa e Silva, Medici, Ernesto Geisel, João Figueiredo, o menos culpado, não sabia de nada. Incluindo Golbery (presidente da Dow Chemicla), que mandava em todos. E os civis Roberto Campos e Delfim Netto. É como digo sempre, não existe “ditadura “civil ou militar”, eles se completam.

TRÊS PRESIDENTES ELEVARAM
A DÍVIDA PARA 200 MILHÕES

Sarney, Collor e Itamar, que se seguiram, contraíram mais “empréstimos”, sem deixar de pagar os juros, em 24 BILHÕES, colocando-a nesses 200 BILHÕES. Em 1990, escrevi: essa dívida já estava paga há muito anos, continuamos a “honrar” os juros, sem que a dívida diminuísse.

APARECE A DÍVIDA INTERNA

Começa com FHC, e foi se avolumando de tal maneira que “esqueceram” o destino da dívida externa. Lula falou muito sobre essa dívida, mas como acreditar num mentiroso de nascença, como Lula.

FHC até que não tem muita influência no crescimento da dívida externa. E os dados da dívida interna são precários e não confiáveis. Mas FHC tem que ser responsabilizado direta e pessoalmente pelas vergonhosas D-O-A-Ç-Õ-E-S do nosso patrimônio. Essas DOAÇÕES, tão ou mais ruinosas do que as DÍVIDAS.

 
dívida auditoria crise FMI indignados 
 

De volta ao Brasil Grande?

por Jacques Gruman

Brasil-Ame-o-Deixe-o

Em julho de 2004, visitei Santiago. Fiz questão de conhecer o Palácio de La Moneda, céu e inferno da experiência socialista de Salvador Allende. Fazia um frio polar, desses de congelar pinguim de geladeira. No portão, uma guarda solene recebia os visitantes e fazia uma revista discreta. Afinal de contas, ali era o local de trabalho do presidente da República. Educadamente, o sentinela encapotado falou-me alguma coisa que não entendi. De imediato, e por conta e obra de fantasmas inapagáveis, levantei os braços. Aí aconteceu o inusitado. O soldado disse-me, visivelmente constrangido, que aquilo não era necessário, que a situação lhe trazia “lembranças ruins”. Percebi a mancada a tempo de manifestar-lhe solidariedade. Éramos irmãos atemporais de memórias sofridas.

Quando Allende assumiu a presidência do Chile, em 1970, a barra andava pesada na Ilha do Fundão, onde eu cursava engenharia química. Soldados invadiam a ilha, fazendo arrastões e prendendo a rodo. As engrenagens do terror de Estado surfavam no apoio da classe média, do Milagre Econômico (arquitetado pelo “neoprogressista” Delfim Netto, oráculo sinistro da caserna).

Naquele ano, o Brasil ganhou a Copa do Mundo de futebol com uma seleção brilhante e uma campanha publicitária recheada de clichês patrioteiros. Os 90 milhões em ação do Miguel Gustavo serviram de trilha sonora para a repressão, a censura e a tortura. Presos políticos da época contam que os torturadores interrompiam o suplício para acompanhar as partidas. Patriotadas oficiais escondiam o Brasil real, que sangrava e estava amordaçado.

PRÁ FRENTE, BRASIL

O guarda chileno e suas lembranças tristes surgiram das brumas quando vi a inacreditável campanha que o governo federal acaba de lançar para promover a Copa de 2014 (http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2013/05/27/campanha-publicitaria-para-a-copa-2014-traz-brasil-como-a-patria-de-chuteiras). É duro ter aguentado os “ame-o ou deixe-o”, “integrar para não entregar” e “esse é um país que vai p’ra frente”  e vê-los ressuscitados numa retórica ufanista e debiloide. Reafirmando o mito surrado de que somos o país “da alegria”, a propaganda passeia pelo patriotismo tacanho e garante que somos “200 milhões de brasileiros que jogam juntos, acreditam até o último instante e transformam tudo em paixão”. Usaram recursos públicos para produzir este lixo de aroma verde-oliva, que não resiste a três neurônios de análise. Chamem o Zé Trindade !!

Os sábios de Brasília dizem que “o Brasil não vai fazer só uma Copa do Mundo, vai fazer a melhor Copa de todos os tempos”. De onde tiraram isso? O que vimos até agora foi a construção de um colar de elefantes brancos e corrupção a céu aberto. O estádio Mané Garrincha, em Brasília, teve a capacidade aumentada para mais de 70 mil lugares, o equivalente a quase 3% de toda a população brasiliense. As obras do Maracanã, que já havia sido reformado para o Pan de 2007, custaram 50% a mais do que foi orçado no início. Quem vai investigar? Quem se beneficia disso? Après moi, le deluge. A cobertura do estádio da Fonte Nova, em Salvador, não resistiu a uma chuva mais forte.

grand finale da peça publicitária é o retorno à pátria de chuteiras. Criada pelo Nélson Rodrigues em plena ditadura, no estilo reacionário-elegante típico do grande escritor, a expressão serviu para desenhar uma perigosa cartada: a de que é desejável que os brasileiros esqueçam suas diferenças e se unam em torno da seleção nacional. com o radinho de pilha. Nada mais adequado para qualquer governo em ano de eleição. Nada mais estúpido e antiesportivo do que o fanatismo por trás de sagradas chuteiras. Nada mais patético do que as vítimas do arbítrio repetirem mantras dos algozes.

Nada mais conveniente para o general Médici
Nada mais conveniente para o general Médici

UFANISMO

O ufanismo serve a vários senhores. A galvãobuenização do país nutre a apatia, mediocrizando temas e análises. A megalomania fixa no imaginário popular uma falsa ideia de potência e cria alvos fantasiosos (“somos melhores e maiores do que os outros”, que, por consequência, devem se curvar a nós). A lobotomia propagandística esteriliza a capacidade crítica e torna o povo refém de interesses não revelados. Quem tem a ousadia de papaguear que somos “200 milhões de brasileiros que jogam juntos” perdeu o rumo e o prumo. Será que empreiteiros brasileiros jogam no mesmo time dos operários que construíram/reformaram os estádios e jamais poderão frequentá-los (os ingressos terão preços inacessíveis à grande maioria)? Será que os pais e alunos da Escola Municipal Friedenreich, ameaçada de demolição para facilitar o escoamento de torcedores no Maracanã, vestem a mesma camisa dos que querem destruí-la? Será que o Brasil chegou, meio sem querer e assobiando, à sociedade sem classes ?

Ainda sobre a pátria de chuteiras, cabe um derradeiro comentário. O futebol, hoje, não tem nada a ver com aquele que se jogava na época de Nélson Rodrigues. Virou, como registrei na semana passada, um negócio. A seleção rodrigueana tinha cacoete local, todos os jogadores atuavam em times brasileiros. A torcida tinha contato permanente com eles. Assistia aos treinos, via-os aos domingos. O que se vê hoje é uma legião multinacional, reunida circunstancialmente, para a qual a noção de pátria passa batida. Capital não tem fronteira, tem interesses. Longe de ser fenômeno caboclo, virou regra. A bobagem que o governo federal divulga nas televisões ignora essas mudanças e nos faz retroceder a oba-obas de triste memória.

Gostaria que isso não passasse de um pesadelo. Amanhã acordaria e, aliviado, constataria que tudo não passara de imaginação. Bem ao estilo de um maravilhoso samba de breque do imortal Moreira da Silva, Acertei no milhar (http://letras.mus.br/moreira-da-silva/393251/). O malandro sonha que ganhou no jogo do bicho, faz planos delirantes e, no final, descobre que tinha sonhado. Temo, entretanto, que vem por aí uma avalanche eufórico-nacionalista, com uma parceria amigável entre governos e imprensa (para isso a PIG será muito útil aos projetos oficialistas …). Afinal de contas, dona Dilma pagou o mico de balançar a caxirola e não vai perder uma oportunidade dessas. 

(Transcrevi da Tribuna da Imprensa)

O futebol que nos une e salva. Não importa o preço

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Não esquecer que Videla, assim como aconteceu com o ditador Garrastazu Médici, viveu seus momentos de popularidade. Os dois, na Copa do Mundo. Que a paixão pelo futebol perdoa todos os crimes. Também para Videla, o apoio popular na Guerra das Malvinas.

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Médice ergue a Taça Jules Rimet,  que foi roubada e o ouro derretido
Médice ergue a Taça Jules Rimet, que foi roubada e o ouro derretido

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El genocida Jorge Rafael Videla murió a los 87 años de edad, pero marcó la historia de la Argentina, que gozó de festejar un mundial de fútbol mientras se violaba, torturaba y asesinaba a miles de compatriotas por pensar distinto.

El campeonato del mundo de 1978 fue transformado por el gobierno militar que encabezaba Videla en un hecho político para intentar demostrar que “los argentinos eramos derechos y humanos”, según el lema de la época.

En ese marco, el estadio de River colmado aclamó al dictador cuando entregó la Copa del Mundo, fotografía que quedó en la memoria al igual que su festejo del tercer gol frente a Holanda.

Al respecto, el secretario de Deporte de la Nación, Claudio Morresi, afirmó que el deporte de nuestro  país “sufrió de diversas formas los tiempos del dictador (Rafael) Videla” y recordó que “entre los miles que desapareció y asesinó se encuentran cuarenta federados”.

“El deporte argentino sufrió de diversas formas los tiempos del dictador Videla. Hay imágenes como verlo gritando un gol o entregando la Copa en el Mundial 78 que lastiman a la historia del deporte argentino”, expresó Morresi.

“Entre los miles que desapareció y asesinó se encuentran cuarenta deportistas federados. Hoy se lleva a su tumba los secretos que permitirían que miles de argentinos pudieran saber qué pasó con sus seres queridos y cientos de abuelas saber dónde están sus nietos”, agregó.

“Lo que no va a poder llevarse a la tumba es la alegría de ese pueblo que en plena dictadura logró un Mundial de fútbol. No se va a poder llevar ni los abrazos ni las sonrisas de nuestro pueblo porque en el infierno no te permiten tener lo que no te pertenece”, concluyó Morresi.

O torcedor
O torcedor
A redonda
A redonda
A taça
A taça

Jorge Rafael Videla dejó una huella sangrienta no sólo por su paso en la dictadura militar sino también porque nunca se arrepintió de las atrocidades que cometió

• “Si no están, no existen, y como no existen no están. Los desaparecidos son eso, desaparecidos; no están ni vivos ni muertos; están desaparecidos”.

• “El terrorismo no es sólo considerado tal por matar con un arma o colocar una bomba, sino también por atacar a través de ideas contrarias a nuestra civilización occidental y cristiana a otras personas”.

• “Dios sabe lo que hace, por qué lo hace y para qué lo hace. Yo acepto la voluntad de Dios. Creo que Dios nunca me soltó la mano”

• “Los argentinos somos derechos y humanos”.

• No, no se podía fusilar. Pongamos un número, pongamos cinco mil. La sociedad argentina no se hubiera bancado los fusilamientos: ayer dos en Buenos Aires, hoy seis en Córdoba, mañana cuatro en Rosario, y así hasta cinco mil. No había otra manera. Todos estuvimos de acuerdo en esto. Y el que no estuvo de acuerdo se fue. ¿Dar a conocer dónde están los restos? ¿Pero, qué es lo que podemos señalar? ¿En el mar, el Río de la Plata, el riachuelo? Se pensó, en su momento, dar a conocer las listas. Pero luego se planteó: si se dan por muertos, enseguida vienen las preguntas que no se pueden responder: quién mató, dónde, cómo.

• “Pongamos que eran siete mil u ocho mil las personas que debían morir para ganar la guerra contra la subversión”.

• “Por su preparación militar e ideológica, el Ejército Revolucionario del Pueblo (ERP) era más enemigo que Montoneros; era algo ajeno, otra cosa. Montoneros guardaba algo del nacionalismo, del catolicismo, del peronismo con el que había nacido”.

• “Mi relación con la Iglesia fue excelente, mantuvimos una relación muy cordial, sincera y abierta. No olvide que incluso teníamos a los capellanes castrenses asistiéndonos y nunca se rompió esta relación de colaboración y amistad”

• “(Los empresarios) se lavaron las manos. Nos dijeron: ´Hagan lo que tengan que hacer’, y luego nos dieron con todo. ¡Cuántas veces me dijeron: ´Se quedaron cortos, tendrían que haber matado a mil, a diez mil más!'”

• “Nuestro objetivo (el 24 de marzo de 1976) era disciplinar a una sociedad anarquizada. Con respecto al peronismo, salir de una visión populista, demagógica; con relación a la economía, ir a una economía de mercado, liberal. Queríamos también disciplinar al sindicalismo y al capitalismo prebendario”

• “Nuestros servicios de Inteligencia tuvieron indicios importantes, no probados, del encuentro entre Massera y Firmenich (en París)”.

Videla treinou o exército para caçar argentinos. Perdeu a Guerra das Malvidas
Videla treinou o exército para caçar argentinos. Perdeu a Guerra das Malvidas

O barato do Natal brasileiro com a Sagrada Família nas redes sociais

Garrastazu Médici deu a tv colorida. Preço: a liberdade. Um preço bem caro. Que o povo continua cativo do monopólio da Globo.

Fernando Henrique deu o celular. Preço: a privatização da telefonia. As tarifas telefônicas custam os olhos da cara.

As invenções chegam de qualquer jeito e maneira. Os piratas cuidam disso. Via contrabando introduziram o computador no Brasil. De graça.

Não entendi o motivo da Anatel suspender a venda de novas linhas de três das maiores operadoras de telefonia móvel do país: TIM, Oi e Claro. Que as chamadas continuarão sendo interrompidas no meio do telefonema. São empresas de países em crise, que apenas estão interessadas no lucro.

Não deu outra: foi o presente mais vendido e cobiçado deste Natal.

Virou até ditado popular:  O importante não é saber, mas ter o telefone de quem sabe!

Tão importante que a ordem de mando do PCB (Primeiro Comando do Brasil) para os PCCs (Primeiro Comando em cada Capital) vem de um celular, informam a imprensa e a polícia de todos os Estados brasileiros.

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Os Estados Unidos preferem um Natal à moda antiga.

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Brasil. “Si queremos una sociedad justa, una democracia real, debe haber justicia”

VICTORIA GRABOIS, PRESIDENTA DE LA ORGANIZACION TORTURA NUNCA MAIS, DE BRASIL

–El grupo Tortura Nunca Mais fue creado con el objetivo de localizar a todos aquellos que fueron desaparecidos durante la dictadura. Pero este grupo creció porque Brasil es un país donde reina la impunidad. Nadie que haya cometido un crimen de lesa humanidad fue juzgado. Sólo ahora, por primera vez, Carlos Alberto Brilhante Ustra, quien fue juzgado como “torturador” por parte de la Justicia. El día 14 de agosto, un juez de San Pablo de segunda instancia declaró que este hombre había torturado a los miembros de la familia Teles. Torturó al padre, a la madre y a los hijos. Este es el primer caso en Brasil en que un torturador es declarado torturador. Además, se han recogido recientemente las denuncias contra Sebastiao Curi y Licio Maciel, acusados de secuestrar y desaparecer a cinco miembros de la guerrilla de Araguaia. La jueza Fair Pimenta de Castro del segundo tribunal federal de Marabá aceptó finalmente las denuncias, lo cual es un hecho inédito en Brasil. La importancia del grupo Tortura Nunca Mais, es que no sólo trabaja con la violencia de la época de la dictadura, sino también con la violencia actual. Principalmente en la década del 90, donde acontecieron tres masacres emblemáticas, sobre todo por parte de la policía hacia los sectores más vulnerables. Una de las causas, es la falta de justicia. Pero las causas son muchas. Entonces, Tortura Nunca Mais atiende psicológicamente y legalmente a las víctimas de crímenes de lesa humanidad de la época de la dictadura y de hoy. Porque actualmente las víctimas son los jóvenes pobres que viven en las favelas.

-Hace algunos meses la sede del grupo Tortura Nunca Mais de Río de Janeiro fue invadida. Una semana antes de que ocurriera esto, llamó por teléfono una voz masculina pausada y educada diciendo: “Esto se va a terminar, nosotros vamos a volver”. Nosotros siempre recibimos amenazas de militares, dependiendo el caso que estemos tratando. Por ejemplo, el caso de Lapuente, un alumno de la escuela militar, quien murió por el maltrato en el ejercicio de su actividad. Pero hay que destacar otra cuestión, existe una cuadrilla llamada “Emilio Garrastazu Médici”, que fue el dictador más sanguinario de todas las dictaduras que tuvimos en el país. Esto refleja la violencia que existe en esos campos. Entonces yo no considero que el reclamo de los militares sea algo aislado, sino que es un evento muy serio. Lo militares no quieren que se abran los archivos de la dictadura, porque saben que si esos archivos se abren toda la sociedad brasileña va a conocer las grandes atrocidades que ellos cometieron durante el régimen dictatorial. En el caso de la guerrilla de Araguaia, ellos cortaban las cabezas y las manos de los guerrilleros y las mandaban a Brasilia. La Corte Interamericana, determinó que el Estado debe buscar en Araguaia los restos mortales de 68 guerrilleros. En el año 91, tres cuerpos fueron reconocidos. Un familiar contó, que un general de alto mando declaró frente a varios familiares, e incluso frente al Estado brasileño, que cortaban las cabezas de los guerrilleros para poder cargar los cuerpos, hacerlos más ligeros. Frente a estos acontecimientos, yo no puedo concluir que los militares hayan cambiado profundamente en nuestro país. La mentalidad de la época de la dictadura, todavía existe en el medio de los oficiales del ejército.

–Nosotros tenemos una mirada crítica respecto de la Comisión de la Verdad. Sucede que el coordinador de la Comisión, Gilson Dipp, fue perito por el Estado brasileño frente a la Corte Interamericana de Derechos Humanos. El atestiguó en contra de la familias, e indicó que la cuestión de la amnistía en Brasil ya estaba resuelta, que la dictadura militar en el país era un capítulo cerrado de la historia. Por lo tanto, cuando fue elegido coordinador de la Comisión, por supuesto que nosotros protestamos. Luego rechazamos la declaración, en el diario Folha de Sao Paulo, de Jos Carlos Dias quien fue abogado de presos políticos, donde afirmó que se iban a investigar los crímenes de ambos lados. Luego se retractó indicando que el periodista no había entendido lo que él quiso decir, y que descontextualizó sus palabras. Lo que debe quedar claro es que nosotros no cometimos crímenes, nosotros luchamos contra un régimen que se había vuelto contra su propio pueblo. Por otro parte, nuestra gran aliada, una persona muy honesta de grandes principios, es Rosa Cardoso, quien fue abogada de la presidenta Dilma Rousseff y de muchos otros presos políticos. Es una mujer de grandes principios, siempre fue un referente del grupo Tortura Nunca Mais.

–La mayoría de los grandes medios de comunicación en Brasil son conservadores. Entonces promueven la idea de que es necesario investigar ambos bandos. Según ellos los opositores al régimen militar cometieron crímenes. Esta es un posición totalmente retrógrada y conservadora. Leer más

Ordem desunida por regalias quebra a hierarquia e a disciplina nas forças armadas

Mulheres de oficiais foram ao front em ofensiva salarial. Que bom. Que sejam discutidas as pensões, herdadas por filhas.

Veja esta: Pensão militar para neta adotada como filha do ex-presidente Médici

(30.06.11)
O STJ considerou o ato “válido e eficaz”. O TRF da 2ª Região tinha entendido que “a finalidade da adoção é a de prestar assistência, não podendo ser usada como manobra para burlar lei previdenciária”.

A 5ª Turma do STJ considerou legal a pensão paga pela União a Cláudia Candal Médici, neta de Emílio Garrastazu Médici – ex-presidente do Brasil entre 1969 e 1974. Cláudia foi adotada como filha pelo general e por sua esposa, Scylla Gaffrée Nogueira Médici, em 1984.

Médici morreu no ano seguinte e Cláudia, na condição de filha adotiva, passou a receber a pensão.

Vários absurdos idênticos acontecem. De 2008 destaco esta crítica sobre megapensões para esposa e filhas. As pensões como herança das filhas, como acontecia na monarquia com os de sangue azul.

Quantos bilhões o Brasil desperdiça com pagamento de pensões que serão pagas até perto do final deste século?

Na Revista Piauí, ed. 29, reportagem sobre a filha do general Mourão Filho, que deflagrou o golpe de 64:

Laurita leva uma vida de rica, mas não tem propriedades ou herança. Sua maior extravagância são as férias em Punta, durante as quais ela desembolsa 12 mil dólares de aluguel pela temporada. O ex-marido rico faliu e o general Mourão, segundo disse, “morreu pobre como as ratas: deixou sua dentadura, um relógio carrilhão e a aposentadoria”.

Como filha de general, Laurita recebe uma pensão mensal de 24 mil reais. Por ter trabalhado no Itamaraty, ganha uma aposentadoria de 2 700 reais, quantia que ela considera injusta. Essa pensão já aumentou. A rev Piauí está na ed. mensal 69.

Os clubes militares não tocam nestas regalias de casta, preferem exclusivamente defender a anistia: o perdão para qualquer tipo de crime cometido durante a ditadura militar. Parece que a última barbaridade foi o caso Herzog, em 1975. Quem entrou nas forças armadas nestes 36 anos não tem nenhuma mácula. E mesmo antes, o povo sabe, que a grande maioria das forças armadas sempre teve as mãos limpas.  Portanto, “as forças armadas são a instituição com maior credibilidade na opinião pública”.