Respeito da Liberdade

 

índio amuleto

O homem é homem pela sua condição de ser livre. O homem faz-se afirmando suas escolhas livres, assim, o homem é produto de sua liberdade, pois é na ação livre que o homem escolhe seu ser, que se constrói enquanto sujeito. Por outro lado, no mundo da natureza não há liberdade, mas o determinismo dos instintos; assim, falar no humano, desde uma ótica sartreana, é falar num ser que quotidianamente escolhe as ações que faz. Dessa forma, toda ação, escolha, objetivo ou condição de vida são produtos da liberdade humana. Assim, a liberdade deixa de ser uma conquista humana, para, segundo Sartre, ser uma condição da existência humana.

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TEXTO: Márcio Danelon
FOTO: Vinicius Monteiro
AUDIODESCRIÇÃO: (Close no perfil de um Indígena, em detalhe aparece sua mão segurando um amuleto que é um pé de galinha e um pedaço de pano)

Transcrito do Fotógrafos Ativistas 

O debate dos direitos dos jornalistas começa nas eleições sindicais

Mohamed Sabra
Mohamed Sabra

Chapa batida, chapa comida.

Provérbio português

Em 1973, o regime militar vivia seu auge, e a sucessão do general-presidente Emílio Médici estava decidida. Mesmo assim, o deputado federal Ulysses Guimarães (MDB-SP) lançou-se candidato a presidente – anticandidato, já que sabia não ter chance. Seu objetivo era a denúncia da eleição e da ditadura. “Não é o candidato que vai percorrer o País. É o anticandidato, para denunciar a antieleição, imposta pela anti-Constituição”, discursou na Convenção do MDB de 23 de setembro de 1973, que o lançou tendo Barbosa Lima Sobrinho como candidato a vice.

Ulysses e Barbosa percorreram o Brasil, criando fatos políticos. Em 15 de janeiro de 1974, o general Ernesto Geisel foi eleito com 400 votos, contra 75 para Ulysses. Fonte: O Estado de S. Paulo.

Chapa única, chapa batida em todas as eleições, não casa com democracia.

Chapa batida representa o continuísmo de um grupo fechado. É o que acontece no Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco.

O verdadeiro jornalismo só é possível em uma democracia, pela liberdade de expressão, pelo debate, pelo fim da censura e da autocensura.

Chapa única significa pensamento único, imposto por uma elite; e o jornalista que não participa do poder, que não exerce cargo da máxima confiança do patrão, passa batido, comido.

Em todas as eleições devemos debater os direitos do jornalismo como profissão. Começa pelas eleições sindicais.

Nunca mais o stalking policial, o assédio judicial, o assédio moral, o assédio sexual. A prisão, o espancamento de jornalistas no exercício da profissão. Nunca mais salários humilhantes. Nunca mais esperar uma entrevista nos gabinetes das autoridades. Nunca mais chamar greve de caos. De baderna que atrapalha o trânsito.

Adeus passaralhos. O jornalista precisa sentir a proteção de um Sindicato forte, que não teme as Salomés.

Precisamos recuperar a dignidade e a beleza roubadas do Jornalismo livre e verdadeiro.

Nestes apressados dias de campanha pela presidência do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco, faça campanha pela Chapa Você Sabe Porquê.

 Omar Turcios
Omar Turcios

Na santa paz, 99 por cento dos brasileiros protestaram no passo do frevo e com o samba nos pés. A fome do povo não é de bola. O país da ditadura das botinas e chuteiras nunca mais

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“El sistema ha instaurado la moral del esclavo feliz”

 

 

 

¿Cuál es el discurso político hoy hegemónico?, el que ha calado en la mayoría de la población. Siguiendo los mecanismos de manipulación al uso, responde Julio Anguita, “el carcelero ha conseguido que el esclavo esté calentito en la prisión; que, aunque la puerta esté abierta, el prisionero no se escape ni pretenda hacerlo; es ésta la dominación perfecta”. En otras palabras, “el sistema ha conseguido instaurar la moral del esclavo feliz”. Por eso, añade el promotor del Frente Cívico Somos Mayoría, la gente repite expresiones como “hemos vivido por encima de nuestras posibilidades”, “hemos de arrimar el hombro” o “con una huelga no se consigue nada”.

Anguita ha presentado en la Facultat de Filologia de Valencia –en una sala abarrotada, con más de 500 personas- su libro “Combates de este tiempo” (Ed. El Páramo). El acto ha sido organizado por Esquerra Unida del País Valencià (EUPV-IU), el sindicato AContracorrent y la editorial El Paramo.

Puede que en la moral del esclavo feliz estén surgiendo grietas o portillos de esperanza. Algo así, al menos, pudo apreciarse en la huelga general del 14-N y las manifestaciones posteriores. “La gente está llenando las calles y enfrentándose a la policía”, explica Anguita. Y agrega una fotografía cercana que ilustra esta idea: “una señora en Córdoba le espetó el día de la huelga a un policía: Tú número; y si no me lo das eres un terrorista, al que manda otro como tú”. Explica el excoordinador general de Izquierda Unida que, cívicamente, “hemos de doblegar la moral de las fuerzas de orden público y, también, recordarles que son hijos del pueblo; ahora bien, para ello es necesaria mucha fortaleza de ánimo y contención”.

Anguita habla claro. Es algo que siempre le ha reconocido hasta el enemigo. Con él no va el discurso políticamente correcto ni el circunloquio postmoderno. Por eso, afirma rotundo, “esto es una guerra”, que, además, “viene de hace siglos: de la Revolución Francesa, de las Internacionales obreras y otros hitos”. En resumen, se trata, a juicio de Julio Anguita, de la eterna lucha entre la razón y la barbarie, entendida la razón como “el uso de la ciencia y la técnica para que el ser humano viva mejor”. Siempre se ha considerado esto como la modernidad, heredera –por lo demás- del renacimiento y la ilustración. “Pero hoy le han dado la vuelta al concepto”, critica el autor de “Combates de este tiempo”. “Llaman modernidad a la ofimática y a los móviles; es ésta una sociedad anticuada y embrutecida con aparatitos, para nada moderna”.

“Combates de este tiempo” es presente y es pasado. Es memoria. “El mayor acto revolucionario que conozco, es recuperar la memoria”, subraya Anguita. Hoy, explica, “por el exceso de medios de comunicación, el consumo y la cultura de lo banal, hemos perdido la memoria; igual que cuando a alguien le practican la lobotomía, se intenta que las poblaciones no sean pueblos sino meros consumidores; y sin memoria, no existen pueblos ni seres humanos; nos convertimos en peleles del último pastor que gobierna televisión española”, explica.

 

Como surge a violência entre os jovens?

“As pesquisas apontam para as mesmas conclusões. ‘A gente não quer só comida, a gente não quer só dinheiro. A gente quer comida, diversão e arte. A gente quer dinheiro e felicidade’. O que a música indicava sintetiza bem a resposta. A problemática não se esgota apenas com dinheiro, ainda que seja muito importante. Se fosse, todos com pior condição econômica se perderiam na violência. O que está além é o afeto. Antes de matar alguém, tem que acabar algo dentro de você. Quem está mais vulnerável é quem viveu uma rejeição afetiva forte, desde a família até a comunidade. É a invisibilidade social”.

O antropólogo Luiz Eduardo Soares fala sobre a violência no Brasil.

Grande parte da violência está ligada às drogas. O que você tem a dizer sobre isso?
“Sou defensor da legalização de todas as drogas. Quando se tem a legalização, há um controle de qualidade, regras e uma disciplina. Veja o álcool, que é uma das drogas que mais matam. São mais de 15 milhões de alcoólatras no Brasil. Ninguém discute a criminalização, pois imagine o tráfico dessa substância. Contra ela há várias forma de tratamentos e campanhas educativas para evitar os abusos. As sociedades que melhor se relacionam com o álcool são as que trabalham com a autogestão e estabeleceram limites, como Israel, Itália e França. O melhor caminho para combater os abusos não é criminalizando, mas transformando em um problema de saúde. O mundo todo mostra que é impossível controlar o tráfico de drogas, mesmo com as melhores polícias. Se é inevitável o acesso, em que contexto seria mais adequado vivenciar isso? O de prisão ou o de discussão de saúde e educação? O criminal já se provou ineficaz. Outros países já mostraram que o caminho é mais racional, como na Holanda”.

Muita gente esquece. Pobre tem direito a ser feliz.
Por que uns tem de sofrer, outros não?
Não quer trabalhar, não tem. Não estudou, não tem. Duas respostas nefastas da direita, dos racistas, dos nazistas, das elites, dos fariseus.
Quem mais trabalha, ganha menos. Quem pega no pesado, recebe o salário mínimo do mínimo.
Quem mais estuda, depois de formado termina recebendo o salário piso.
Como diz a canção: “que mundo é este que, para ser escravo é preciso estudar”. Escute a música