Brasil das chacinas sem cadáveres, dos assaltos sem dinheiro

Fiestoforo
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Declaração de bandido, de ladrão, de cabra safado, quem acredita na hora, de mão beijada, é também bandido, ladrão e cabra safado.

Declaração de alma sebosa tem que ser primeiro comprovada.

Vem o indivíduo, sem nenhum caráter, como é costume do machismo, e espalha que viu a nudez da mulher do próximo. E a mulher de César fica sob suspeita.

Para os europeus: brasileira é sinônimo de puta.

Delação premiada sem prova, para atender inconfessáveis interesses, não pode ser acreditada por pessoas do bem, pelos que amam a Verdade, a Virtude.

Essa de ladrão receber prêmios e mais prêmios por sujar o nome do inimigo de um delegado, de um juiz, de um dono de jornal, do adversário de um político, de um concorrente de um empresário, sempre aconteceu na história da humanidade.

O Brasil, hojemente, o sujeito confessa que comeu toco para entregar o dinheiro a fulano e sicrano, e que não ficou com nenhum tostão furado.

Vem um doleiro, estabelecido no mercado negro há mais de vinte anos, e de atuação conhecida de um juiz e de um delegado, e não revela em que ilha fiscal enterrou o tesouro.

É um assassinato sem cadáver. É um assalto aos cofres públicos sem dinheiro.

É isso aí. Tem que revelar o destino do dinheiro. Colchão ou banco, o dinheiro está em algum lugar. Ou virou casa, fazenda, ações das estatais vendidas a preço de banana.

É preciso que o assassino revele onde sepultou o cadáver. O local da cova. Ou que cemitério clandestino.

Se aparecer o dinheiro como prova. Puro acaso. Que seja contado, e entregue ao verdadeiro dono, o povo em geral.

O principal é que as riquezas roubadas do Brasil sejam devolvidas a todos os brasileiros. Porque o ouro, os diamantes, entregues por mãos honestas ou desonestas, sempre ficam com uma minoria. Para o luxo e a luxúria de 1% da população.

OS RICOS MAUSOLÉUS

por Talis Andrade

 

Túmulo de Humayun
Túmulo de Humayun

 

Os enterros solenes

os imponentes túmulos

os deslembrados nomes

assinalados nas lajes

fúnebre vaidade

dos que juntaram fortunas

às custas dos males

que empestam a terra

a escravidão a fome

a corrupção a guerra

 

Neste e no outro mundo

o dinheiro não compra nada

Em que chão estão enterrados

Moisés Lao-tsé e Confúcio

Acreditam os judeus que em Hébron

descansam Adão e Eva Abraão e Isaac

 

Os potentados esbanjam

fortunas ofícios e artes

na construção de mausoléus

Empilham ricos tesouros

para os violadores

de túmulos

os profanadores

que perambulam

pela noite escura

Papa Francisco: “O dinheiro destrói! É assim ou não?”

O dinheiro é importante para ajudar o próximo

dinheiro cabeça corrupção

“A ganância, pensar só no dinheiro destrói as pessoas, destrói as famílias e as relações com os outros”. Foi o que disse o papa Francisco na missa da manhã desta segunda-feira, 21 de outubro, na capela da Casa Santa Marta. Comentando o Evangelho do dia, em que um homem pede a Jesus que ajude a resolver uma questão de herança com o seu irmão, o papa falou sobre a relação de cada pessoa com o dinheiro.

“Isso é um problema de todos os dias. Quantas famílias vemos destruídas pelo problema do dinheiro: irmão contra irmão; pai contra filho… E esta é a primeira consequência desse atitude de desejar dinheiro: destrói! Quando uma pessoa pensa no dinheiro, destrói a si mesma, destrói a família! O dinheiro destrói! É assim ou não? O dinheiro é necessário para levar avante coisas boas, projetos para desenvolver a humanidade, mas quando o coração só pensa nisso, destrói a pessoa”.

Ao recordar a parábola do homem rico, Francisco explicou a advertência de Jesus de que devemos nos manter afastados da ambição. “É isso que faz mal: a ambição na minha relação com o dinheiro. Ter mais, mais e mais… Isso leva à idolatria, destrói a relação com os outros! Não o dinheiro, mas a atitude que se chama ganância. Esta ganância também provoca doença… E no final – isso é o mais importante – a ambição é um instrumento da idolatria, porque vai na direção contrária àquela que Deus traçou para nós. São Paulo nos diz que Jesus Cristo, que era rico, se fez pobre para nos enriquecer. Este é o caminho de Deus: a humildade, o abaixar-se para servir. Ao contrário, a ambição nos leva para a estrada contrária: leva um pobre homem a fazer-se Deus pela vaidade. É a idolatria!”, disse o papa.

Dinheiro do crime para pagar advogados

por Ricardo Gama

Em meio à polêmica sobre o projeto que endurece o combate a lavagem de dinheiro, o promotor de Justiça Arthur Lemos Junior sustenta que advogado não pode ser pago com dinheiro obtido criminosamente. “Esse dinheiro não pertence ao acusado, ao indiciado, portanto não pode ser entregue ao advogado, precisa ser devolvido, apreendido, sequestrado e confiscado com a notícia do crime”, ele argumenta.
Para o promotor, todo advogado deve ser obrigado a justificar a fonte dos recursos que recebe. “Advogado não pode receber dinheiro de origem ilícita como pagamento de honorários. Na Alemanha se impõe essa obrigatoriedade de o advogado prestar informações”, destaca o promotor, especialista em investigações sobre corrupção e malversação de recursos públicos.

Lemos Junior atua no Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de Dinheiro, braço do Ministério Público Estadual. Ele vê avanços na redação do projeto 3.443, aprovado pela Câmara, que altera a Lei 9.613/98 e estabelece regras para tornar mais rigoroso o cerco às organizações criminosas que lavam capitais por meio da ocultação e dissimulação de bens amealhados pela via do peculato e malfeitos em geral. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


P.S.: Concordo com Lemos Junior.  Quem protege os bandidos que atiraram em Ricardo Gama?

Dinheiro do tráfico. Do tráfico de moedas para os paraísos fiscais. O dinheiro lavado do crime de colarinho (de) branco. O dinheiro das propinas dos serviços fantasmas. Das obras superfaturadas.  Não é para enriquecer advogado de porta de palácio.
Dinheiro do tráfico. De drogas. De armas. De sexo. De pessoas. De órgãos. Não é para enriquecer advogado de porta de cadeia.
Bandido é bandido. Todo criminoso tem direito à defesa, sim. Tem direito de ter um advogado. Que procure a justiça gratuita. Como faz todo brasileiro honesto que trabalha.

Quem ganha um salário mínimo não pode pagar advogado. Não tem como. 99 por cento dos brasileiros dependem da justiça gratuita.
Quem recebe dinheiro de ladrão  é cúmplice. Seja ele ladrão de casaca, de gravata ou descamisado.
Vale para o advogado. E outras profissões.
No caso de doença: que procure os hospitais públicos. Como faz qualquer brasileiro honesto pendurado no bolsa família, que recebe pensão da previdência social, idem aposentadoria, ou que trabalha pelo salário mínimo do mínimo.
Não esquecer que mais da metade da população brasileiro tem rendimento mensal de até R$ 375. (T.A.)