Hoje é o Dia Mundial Contra o Racismo. Escolher amigos virtuais pela cor, sexo, idade, religião, classe social

Até na internet tem racista. Nos sites de relacionamentos tem gente que não tem nenhum negro como amigo.

O preconceito é outra doença. Existem em grupos religiosos. Idem homossexuais. A internet está repleta de igrejinhas fechadas.

Inclusive de jovens contra os velhos.

Publica o Diário de Pernambuco:

O professor Marcelo Sabbatini, do Departamento de Fundamentos Sócio-Filosóficos da Educação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), escreveu um artigo intitulado “Gente diferenciada” e a favelização digital: olhar folkcomunicacional sobre conflitos interculturais no terreno da convergência digital.

Assim ele resume sua pesquisa: “Se na atualidade a web 2.0 e a convergência digital acenam com a possibilidade do advento de uma cultura participatória e de um emissor-receptor, que tipos de mensagens serão produzidas pelos usuários das classes menos favorecidas da sociedade brasileira que recentemente superaram a “brecha digital”? A partir desta indagação, refletimos sobre o conceito de favelização digital e analisamos, em caráter exploratório, a formação de um discurso, por parte dos usuários tradicionais, marcado pelo etnocentrismo e pela luta de ocupação do território virtual”.

O emprego de termos como “orkutização” é feito de modo pejorativo, na opinião da advogada Thaís Santos, 28 anos, que trabalha no Centro de Referência da Mulher Maristela Just, em Jaboatão dos Guararapes.

Thaís acredita que existe um preconceito real que se reflete nas relações dentro da internet.

“Já ouvi gente reclamar que até a filha da empregada doméstica tinha Facebook e queria adicionar como amiga. Se você não quer, basta dizer não. Ninguém é obrigado a nada”, conclui.