A manchete mais pessimista deste “difícil feliz ano novo”

capa dp

 

Dilma Rousseff terminou seu discurso de posse com um verso que “tem sabor de oração”: “O impossível se faz já, só os milagres ficam para depois”.

O Diário de Pernambuco não acredita em milagres.  Começa 2015 com uma manchete de pessimismo e rancor político: “O difícil feliz ano novo”.

 

DIA DE FINADOS

Do império dos Associados, o Diário de Pernambuco é um dos restos. E junto com o Correio Braziliense e o Estado de Minas realizou apaixonado e cegamente a campanha derrotada de Aécio Neves.

Nem a vitória do seu candidato João Câmara, que hoje foi empossado governador de Pernambuco, salva o Diário do seu luto. Está à venda. Isso significa passaralho. E uma possível mudança na linha editorial.

 

POR QUEM OS SINOS DOBRAM

Escreve Ângela Carrato:  “A dúvida deve ser mesmo um tormento”. O maior grupo de mídia no estado de Minas Gerais, “em seus mais de 70 anos, uma única vez esteve na oposição.

A situação financeira do Estado de Minas e dos Diários Associados não é nada tranquila. Carro-chefe do condomínio até pouco tempo, o Estado de Minas tem visto sua receita minguar de forma tão acelerada quanto a perda de leitores. Para uma publicação que alardeava ser ‘o grande jornal dos mineiros’, de uma tiragem oficial de 75 mil exemplares diários, atualmente 60% encalham nas bancas”. Leia mais para entender

 

 

 

 

O dia dos mortos nas chacinas

O México realizará no Dia De Finados um grande protesto contra os responsáveis – mandantes, executores, cúmplices e coniventes –  pelas 50 mil mortes da guerra do tráfico. No Brasil, apenas nos Estados do Rio e São Paulo, de 2003 a 2009, a polícia assassinou 11 mil pessoas.

De 1980 a 2000, 598.367 brasileiros foram assassinados.

O Brasil está em guerra:
Foram 47.458 assassinatos em 2005,
49.145 em 2006 e
47.707 em 2007.

De 2007 a 2011, quantos assassinatos? Quantos tiveram morte violenta – incluindo morte no trânsito, falta de atendimento nos hospitais, erro médico etc – neste sangrento primeiro decênio do segundo milênio?

Difícil saber. Os acidentes de trânsito deixaram 40.610 mortos em 2010.

As ONGs e fundações devem estatísticas confiáveis. Mas parecem que essas associações apenas existem no papel para sacar dinheiro dos cofres públicos. Ou, em ano eleitoral, exibir uma passeata pela paz em algum bairro nobre. Apenas nos bairros dos ricos. Com moças vestidas de branco, terços nas mãos, ou pombos brancos. Parece mais uma procissão do que uma marcha de protesto. E exclusivamente pedem pelos mortos da classe média. São procissões praieiras no Rio de Janeiro, e em outras capitais na beira do mar. Lembram coisa feita contra os moradores dos morros e periferias das grandes cidades.

A classe média reclama dos crimes de trânsito, da violência doméstica, da homofobia; os pobres, da violência policial, da tropa de elite que chega derrubando portas e atirando.

O México mata menos. A Colômbia mata menos. As guerras no deserto matam menos. O Brasil precisa reagir.

El Día de los 50.000 muertos

En México, un movimiento en contra de la guerra convoca a la movilización en un día sagrado

por Marta Molina 

“Salgamos esa noche a nombrar a nuestros muertos. Llevemos junto a sus nombres y fechas de nacimiento y muerte, fotografías, prendas, todo aquello que los haga de nuevo presentes entre nosotros”. Con estas palabras convocó Javier Sicilia a los mexicanos a sumarse a una jornada global por la memoria de los 50.000 muertos en México durante la guerra contra el narcotráfico.

En México, el Día de los Muertos se festeja desde tiempos prehispánicos y aunque se ha ido mezclando con el calendario cristiano del día de Todos los Santos y con el Halloween, este día es una fiesta llena de alegría y luto a la vez para hacer presentes a los muertos. La muerte (la Catrina, la huesuda, la fría, la de sonrisa malévola y coqueta) se viste de colores y el pueblo se burla de ella con humor pero también con respeto. El día 1 y 2 de noviembre los vivos se reúnen con sus parientes que murieron para conservar su memoria y no dejarlos morir. Muchos mexicanos celebran este día, salen a la calle para dirigirse a los panteones, hacen ofrendas, encienden velas para sus muertos y adornan sus altares con las típicas flores amarillas o naranjadas llamadas cempoalxochitl (su nombre en lengua indígena náhuatl).