Operação Rodin desviou 44 milhões do Detran do Rio Grande do Sul. Processo de Yeda Crusius corre em segredo de justiça

Yeda Crusius fala da Operação Rodin que já condenou 29 pessoas. Penas variam entre 2 e 38 anos de prisão e multa

BRA_DSM Yeda nao tinha relação

por Marcelo Martins
A ex-governadora Yeda Crusius (PSDB) prestou depoimento, por meio de videoconferência na segunda-feira, à Justiça Federal de Santa Maria. A tucana, no depoimento, que durou 50 minutos, afirmou que não tinha conhecimento de qualquer fraude envolvendo o Detran gaúcho. Yeda, que estava em Porto Alegre, usou óculos escuros e justificou o acessório em função de uma operação que fez na retina. Ela foi arrolada como testemunha do réu José Antônio Fernandes, dono da Pensant Consultores, considerado o mentor do esquema que teria desviado R$ 90 milhões do órgão (em valores atuais).

Leia todas as notícias sobre o Caso Rodin

A política, que tem formação em Economia, reiterou que foi na gestão dela que se criou o “novo Detran”. Ela explicou que se trabalhou para viabilizar um departamento com maior autonomia. A ex-governadora enfatizou que soube da troca de fundações para elaborar os exames teóricos e práticos para a carteira de motorista, mas teve apenas uma relação institucional com os representantes da fundação. Ela também negou ter tratado de assuntos referentes ao Detran com José Antonio Fernandes ou com o ex-reitor Paulo Sarkis.

Ex-governadora Yeda Crusius é mantida ré em ação da Operação Rodin

A ex-governadora disse que, ao fim da sua administração, o preço da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) seguia sendo em conta.

— O preço da carteira, hoje, é muito alto. Quando saí, não deixei assim — afirmou Yeda.

Sobre as nomeações

Yeda foi questionada pelo Ministério Público Federal (MPF) se foi responsável pela nomeação de Flávio Vaz Neto, que foi diretor-presidente do Detran na época em que foi deflagrada a Operação Rodin. Ele foi condenado a 20 anos e 10 meses de prisão. Yeda disse ter nomeado Vaz Neto para a função e justificou:

— Ninguém era nomeado sem ficha. Era o que hoje se fala em ficha limpa. Ele tinha referências e importantes serviços prestados. Aceitei as indicações e as assumo.

Ainda que sem fazer referências a nomes, a tucana fez críticas às recentes gestões do Piratini. Ela disse que, ao deixar o governo, em 2010, havia dinheiro em caixa. Yeda destacou o superávit financeiro de sua gestão.

Outros depoimentos referentes às duas ações de improbidade administrativa, uma da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e outra do MPF, serão retomados em julho.

O vaivém da tucana na ação de improbidade

Yeda Crusius segue como ré na ação de improbidade administrativa da operação Rodin. A decisão foi de abril deste ano e é do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).

Em outubro do ano passado, o TRF da 4ª Região havia anulado a inclusão da ex-governadora. Como o TRF havia dado prazo para que a Justiça Federal reexaminasse o caso, o juiz Loraci Flores de Lima decidiu, em dezembro do ano passado, pela inclusão de Yeda.

O recurso foi movido pela defesa de Yeda, contra a decisão de primeira instância que a incluiu como ré no processo de improbidade administrativa. A ex-governadora será julgada na esfera cível pelo suposto envolvimento no esquema. O processo corre em segredo de Justiça.

Um negócio milionário da polícia de São Paulo

BRA^SP_DDR camareira

A camareira de um motel da zona do meretrício de Rio Preto aparece como proprietária do pátio de recolhimento de veículos apreendidos pela Polícia Militar, um negócio milionário que funciona há quase 30 anos graças a uma permissão precária emitida em fevereiro de 1984 pelo delegado de trânsito Alcides Busnardo, e que vem sendo renovada ano após ano. Além da camareira Vera Lúcia Barbosa, consta como sócio do serviço de recolhimento e guarda dos veículos, Marcos dos Santos, que tem como endereço área atualmente abandonada no Jardim Primavera.

Endereço onde mora a mulher que aparece como dona do Pátio Modelo de Rio Preto
Endereço onde mora a mulher que aparece como dona do Pátio Modelo de Rio Preto
O outro “sócio”, Marcos dos Santos, apresenta como endereço prédio abandonado do antigo pátio. Fotos Hamilton Pavam
O outro “sócio”, Marcos dos Santos, apresenta como endereço prédio abandonado do antigo pátio. Fotos Hamilton Pavam

Além da natural suspeita que recai sobre a verdadeira propriedade do serviço – uma concessão pública – chama a atenção na documentação relativa ao serviço de recolhimento e guarda de veículos em situação irregular, a ausência de qualquer contrato, convênio ou procedimento licitatório com o Estado e com o município, para a realização do serviço – apenas autorizações precárias emitidas pelo delegado de trânsito. As últimas portarias renovando a validade das permissões precárias são assinadas pelos delegados Antonio Joaquim de Siqueira e Roberto Tsutomi Murai.

Atualmente, estimativa dos órgãos oficiais é que, pelo menos, entre 20 e 30 veículos sejam apreendidos por dia em Rio Preto. Cada um é obrigado a pagar uma taxa de R$ 213 pelo guincho, e mais R$ 21 de diária, pela guarda do veículo. Hoje, estão estacionados no Pátio Modelo, que tem nome fantasia de D.N.D., cerca de 4,3 mil carros, utilitários e motos, segundo informações do próprio estabelecimento.

PCC no serviço público. Polícia gaúcha desmonta quadrilha que vendia carteiras de habilitação

O PCC está infiltrado na polícia. Nos Detrans e outros detrás. Vídeo

A polícia precisa pegar os corruptores, tipo bicheiro Cachoeira, nos três poderes (O abre alas, o rosa de ouro que sempre ganha).

Na Operação Porto Seguro, a Polícia Federal apenas apresentou os funcionários públicos corrompidos. Esqueceu as empresas que eram favorecidas pelas Anas, na roubança das riquezas do Brasil.

Os crimes mais hediondos acontecem na educação (escolas públicas) e na saúde (hospitais e postos de saúde).

correio_braziliense.educação violencia stalkingBRA^GO_HOJE sus saúdeidoso saúde consultasBRA_PIO sus saúde

Polícia de choque do governador de Brasília

 

Os guardas de trânsito do governador de Brasília não usarão suas pistolas de choque em juízes, ou nos desembargadores e ministros das supremas cortes. Isso eu garanto.

Nem contra outras polícias (o governador não é doido): a federal, a civil, a militar, a rodoviária (eta país cheio de polícias, seguranças e guardas por todos os lados). Nem contra os oficiais das forças armadas.

 

As pistolas foram compradas exclusivamente para maltratar, ferir os 99% dos pobres brasilienses, o cidadão comum sem foro especial, sem delegado especial, sem salário especial, sem teto, sem terra grilada, sem nada.

Dividiram a Nação em duas classes: os especiais em tudo, os filhos da mãe gentil, pátria amada, Brasil; e os sem mãe, os filhos da rua, os salário piso, os pejotas, os salário mínimo, os bolsa família, os desempregados.

 

 

 

 

Governador Agnelo gasta o dinheiro do povo e não sabe o que comprou


Esse Agnelo Queirós não governa mesmo.
É um governador banana.
Qualquer um pega o dinheiro do povo e sai gastando por aí. O diabo sabe onde…

Escreve Carlos Chagas:

ELE TAMBÉM NÃO SABIA

Divulga o governo do Distrito Federal que o governador Agnelo Queirós não sabia da aquisição, pelo Detran, de dezenas de pistolas elétricas que paralisam por cinco segundos o cérebro das vítimas. Vai proibir que agentes do trânsito local possam utilizar essas maquininhas diabólicas, mas completa trocando o seis pela meia-dúzia: destinará as pistolas às polícias militar e civil de Brasília…

Trata-se de truculência explícita armar funcionários do poder público de instrumentos cujas consequências, se utilizados, ninguém sabe ao certo. Sequelas poderão sobrevir, agora não mais em motoristas embriagados ou em transgressores dos sinais de trânsito, mas em usuários de drogas, assaltantes de botequins e suspeitos de toda ordem.