A conspiração que visa privatizar a Petrobras e o que resta de estatais e derrubar Dilma

República Federativa do Brasil
República Federativa do Brasil. Não esquecer que a República é simbolizada por uma mulher nua

 

A Operação Lava Jato e a CPI da Petrobras são parte de uma conspiração golpista, pelo retorno da ditadura, orquestrada pela imprensa estrangeira e barões brasileiros da mídia corporativa.

Todo golpe pode ser o começo da uma guerra civil ou de uma guerra interna, conforme definição do general e geopolítico Golbery, criador do  Serviço Nacional de Informações (SNI)
Todo golpe pode ser o começo da uma guerra civil ou de uma guerra interna, conforme definição do general e geopolítico Golbery, criador do Serviço Nacional de Informações (SNI)

Hoje, escandalosamente, a British Broadcasting Corporation (BBC)  denuncia:

Que o novo presidente da Petrobras tem que realizar o impossível: “primorar a governança corporativa” da empresa. Que esconde este título? Eis a  frase que nomeia:

“O escândalo da Lava Jato lançou uma nuvem de incertezas sobre os mecanismos de governança corporativa da Petrobras ao sugerir que seus controles não são suficientes para evitar fraudes e abusos”.

Fica explícita a manobra de que a Petrobras deve ser governada pelos acionistas privados, cujos investidores estrangeiros são majoritários.

Esta proposta vai além. Significa a tomada do comando do que resta de estatais brasileiras. Conclui a inglesa BBC:

“O pior é que essas suspeitas sobre a governança corporativa da Petrobras prejudicam também outras empresas brasileiras listadas em bolsa”, diz Michael Viriato, professor do Insper.
“Se nem os controles da estatal funcionaram, por que os investidores vão acreditar que os de outras empresas brasileiras funcionam?”

gasolina

Nos tempos coloniais, o Brasil comprava ou vendia mais? O Papa, a fome e a globalização

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Sei que o brasileiro, com um salário mínimo cinquenta por cento menor do que o da Argentina, não pode comprar nem o de comer.

Sei que tudo que o Brasil exporta pertence a uma empresa estrangeira (começa pela lavoura, pelos latifúndios). Que privatizaram as estatais e desnacionalizaram as grandes e médias empresas e indústrias.

Sei que o tráfico de dinheiro é a principal atividade de um país corrupto.

Nos tempos da escravidão legal, o trabalhador brasileiro comia pior do que hoje? Sei que qualquer pecuarista cuida da alimentação e da saúde do seu gado. . .

Qual a influência da balança comercial na vida do cidadão comum: de um bolsa-família, de um salário mínimo do mínimo, ou melhor explicado, de milhões e milhões de brasileiros sem nada, sem necas de pitibiriba?

Disse o Papa Francisco, no Brasil, que a imprensa dava mais destaque para a cotação da moeda do que para a vida de milhões de pessoas. Que valorizava mais a globalização dos negócios, e esquecia os principais dramas do sofrimento humano.

Eta Papa bagunceiro: puxou as orelhas da imprensa e dos políticos

 

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Escreve Giovanni Maria Vian, no L’Osservatore Romano:

 

Com os pobres e com os jovens

 

 

 

Ao encontrar os trinta mil jovens vindos da Argentina, um encontro inicialmente não programado, e com a festa de acolhimento em Copacabana, muito calorosa não obstante o frio, o Papa Francisco fez entrar no vivo a jornada mundial da juventude iniciada numa Rio de Janeiro cinzenta e chuvosa, mas onde depois raiou o sol. Poucas horas antes o Pontífice tinha encontrado a pequena comunidade da Varginha no coração de uma das numerosas favelas da metrópole brasileira, exemplo concreto daquelas periferias materiais e existenciais que desde há décadas estão no centro da sua atenção e solicitude de sacerdote e de bispo. Portanto, pobres e jovens mas não isolados como se fossem categorias a serem classificadas ou tratadas de forma asséptica, mas que ao contrário devem ser consideradas e, sobretudo, encontradas no tecido social. O Papa já o tinha explicado, falando aos jornalista no avião em voo para o Brasil e reiterou-o aos milhares de argentinos que apinharam a catedral do Rio e o adro: o risco, para todos, é a exclusão. Com efeito, a crise mundial evidenciou os perigos intoleráveis que podem ser causados pela falta de trabalho, derivante da busca exasperada e absoluta do lucro económico que quer prescindir de qualquer controle, ídolo novo e terrível. Eis então a marginalização de gerações inteiras. De jovens, que contudo representam o futuro, de idosos, também eles marginalizados e silenciados a ponto de fazer pensar numa eutanásia oculta, afirmou o bispo de Roma na saudação improvisada aos seus concidadãos, mas dirigindo-se como sempre a todos com eficácia extraordinária. Assim o Pontífice pediu para que se reaja a esta situação em nome do Evangelho, mesmo se isso cria problemas como consequência desejada da jornada do Rio: espero lío, disse literalmente, repetindo um conceito sacrossanto e reiterado várias vezes ao longo destes meses. Para que toda a Igreja saia de si mesma e abandone uma auto-referencialidade cada vez mais estéril, para se pôr em jogo numa acção enraizada na oração e na contemplação. Gestos e palavras tinham acabado de se entrelaçarem na visita comovedora à Varginha, que fez recordar a de Paulo VI ao bairro de Tondo, na periferia de Manila, e as numerosas durante as viagens de João Paulo II e a solicitude de Bento XVI precisamente no Brasil ou durante a viagem ao Benim. No pequeno bairro de casas pobres, o Papa comoveu-se ao abençoar o altar de madeira na paróquia, como se fosse um parente em visita pegou em duas crianças ao colo para tirar fotografias num quarto minúsculo e rezou com os fiéis evangélicos, que lhe pediram com devoção para benzer rosários e garrafinhas de água. O Papa Francisco, bispo daquela Igreja que desde os tempos mais antigos preside na caridade à comunhão católica, quis deste modo demonstrar o rosto mais autêntico da fé cristã, o da misericórdia, durante este prólogo longo e emocionante da jornada mundial da juventude. Que acolheu na noite húmida e fria, recordando com afecto o seu predecessor e pedindo um aplauso – “neste momento está a ver-nos” na televisão, disse – para Bento XVI. E iniciou a bater as palmas, seguido imediatamente por milhões de jovens que estavam presentes em Copacabana.

Brasil colônia internacional: Em 2012, 296 empresas passaram para o controle estrangeiro

leilão

O entreguismo do governo de Dilma Rousseff é impressionante. O Brasil se transforma em colônia internacional. Os jornalões e as revistas de papel cuchê aprovam a política econômica brasileira, e a imprensa dos países do clube atômico reclama de boca cheia. Pede mais privatizações. Mais desnacionalizações de empresas, de indústrias, das riquezas naturais e dos serviços essenciais. O Brasil virou o país das montadoras e oficinas. Dos pedágios. Das concessões das Anas que abrem as pernas para os piratas internacionais.

Ana Anas Rei pernas abertas privatização pirata indignados

Acabou-se o nacionalismo, o patriotismo.

Escreve Carlos Lopes:

2004 – 69 empresas desnacionalizadas;

2005 – 89 empresas desnacionalizadas;

2006 – 115 empresas desnacionalizadas;

2007 – 143 empresas desnacionalizadas;

2008 – 110 empresas desnacionalizadas;

2009 – 91 empresas desnacionalizadas;

2010 – 175 empresas desnacionalizadas;

2011 – 208 empresas desnacionalizadas;

2012 – 296 empresas desnacionalizadas.

Ao todo, desde 2004, foram 1.296 empresas nacionais que passaram para controle estrangeiro, com as conhecidas e inevitáveis consequências da desnacionalização:

1) Aumento brutal das remessas de lucros para fora do país: as remessas totais, cuja maior parte é constituída pelos ganhos, no Brasil, das filiais de multinacionais que são enviados às suas matrizes, passaram de US$ 25,198 bilhões (2004) para US$ 85,271 bilhões (2011), um aumento de 238,40% (o total de 2012 ainda não foi divulgado pelo Banco Central).

Se consideradas apenas as remessas para o exterior declaradas oficialmente como “lucros e dividendos”, o valor em dólares mais do que quintuplicou (foi multiplicado por 5,5) no mesmo período.

Ao todo, de 2004 a 2011, pari passu com a desnacionalização de 1.296 empresas brasileiras, esse aumento vertiginoso nas remessas para o exterior significou o envio para fora do Brasil do equivalente a 152,84% do saldo comercial que o país obteve no mesmo período. Exatamente, as remessas totais para o exterior montaram a US$ 404,878 bilhões, enquanto o saldo comercial atingiu US$ 264,911 bilhões.

2) Simultaneamente a essa hemorragia de remessas para o exterior, houve um aumento tão brutal, ou mais, das importações. De 2004 a 2011, as importações aumentaram, em valor, 260%: de US$ 62,835 bilhões (2004) para US$ 226,233 bilhões (2011).

As filiais de multinacionais são, sobretudo, empresas importadoras de bens intermediários – ou seja, de componentes para a montagem de produtos finais. Mas essa é a melhor das hipóteses: a outra, que está se tornando rotina, é quando elas passam a importar o próprio produto final, transformando a empresa desnacionalizada em mero balcão de vendas. O fato é que quanto maior a desnacionalização, maior o aumento das importações.

A consequência é a desindustrialização do país, com a indústria nacional atacada em seu maior setor – o de bens intermediários – pelas importações, o que se estende rapidamente às importações de bens de produção.

3)  Não menos importante, até mais, é a estagnação da economia que essa desnacionalização e desindustrialização, inevitavelmente, implica. Leia mais. Clique aqui.

As veias abertas pela remessa de lucros

por  Gelio Fregapani

O sinal de alerta da indústria brasileira continua após resultado industrial de setembro. Mesmo com as medidas de incentivo que o Governo tem adotado para ajudar o setor, ainda assim a produção caiu e a expectativa é que a indústria encerre o ano no vermelho. O ato é que a nossa produção industrial vem caindo apesar dos incentivos. Cresce a importação e decresce a exportação de manufaturas. A indústria é o primeiro elo da cadeia. Em pouco tempo o comércio sentirá esse efeito.

Este não é o único problema, pior ainda é que raramente identificamos uma indÚstria realmente nacional, com capital nacional e direção também nacional, e naturalmente o interesse principal delas é a remessa de lucros. È isto o que caracteriza as “veias abertas.

Empresas brasileiras
Empresas brasileiras

Nem sempre as multinacionais são maléficas. Certamente é melhor ter uma “multi” instalada no País do que importar. Muitas vezes trazem tecnologia inexistente, e eventualmente se nacionalizam, mas…

É óbvio que elas cuidarão primeiro de política de seus países,como a Detroit Diesel que retirou sua fábrica do Brasil quando a fabricação aqui prejudicou a venda de blindados americanos para os árabes. E além dos interesses políticos do estrangeiro, temos a evasão de divisas, a qual, após certo volume passa a ser uma drenagem insuportável.


MULTINACIONAIS

Há razões para não termos uma indústria de automóvel própria? Claro: a pressão das multinacionais e a corrupção dos nossos maus dirigentes. Nada justifica, considerando o tamanho do nosso mercado. Ausência de tecnologia? Não é motivo; quando realmente não a tínhamos, atraímos a Willys, que se nacionalizou. Foi construída com ações lançadas aqui. Como não tinha expressão nos EUA e lá não podia competir, agigantou-se no nosso País e desenvolveu carros realmente nacionais de sucesso. Foi vendida (para a Ford), somente para ser destruída. Mais recentemente, Amaral Gurgel também construiu carros nacionais. Foi derrubado pelos governadores de São Paulo e do Ceará, certamente a soldo da Ford.

As multis, por natureza, são monopolistas e facilmente impedem o nascimento de indústrias locais. A americana Praxair Inc. é a proprietária da totalidade das ações da líder do mercado brasileiro de gases medicinais e industriais – empresa que, durante o governo Lula, se tornou a sócia majoritária da Gemini, uma sociedade constituída para produzir e comercializar gás natural liquefeito, que não só monopoliza como algo indica que também corrompe. E os bancos estrangeiros (os nacionais parecem estar se desnacionalizando) aqui são os mais lucrativos do mundo, – a Presidente Dilma enfrentará fortes problemas por diminuir os juros.

Os portos também são colocados em mãos privadas estrangeiras. Existe até porto no interior do Amazonas controlado por empresa estrangeira, com entrada restrita aos brasileiros. O ensino superior privatizado também está passando para as mãos de estrangeiros. E a quanto à mineração? O nióbio é vendido para o exterior subfaturado. lesando o cofre do governo.

Talvez mais grave do que a desnacionalização noutro ramo industrial seja a desnacionalização da chamada indústria da defesa. As multinacionais estão entrando com força no mercado nacional, para ocupar um setor altamente estratégico. Até o que aparenta ser nosso, como a CBC tem sua sede no exterior.

É preocupante, além do aspecto econômico, que o Estado pondere as terríveis consequencias da admissão desmesurada de empresas alienígenas em nosso redivivo parque militar-industrial, se quiser manter as vantagens que tem.

O leitor perguntará: E o que posso eu fazer? Para começar, pode dar preferência aos produtos nacionais, se conseguir identificá-los, ao menos em igualdade de condições. Querendo ir além, leia algo de Alexander Hamilton e Friedrich Litz. Saberá bem o caminho para nossa independência.

(Transcrito da Tribuna da Imprensa)

O escândalo Scajola na Itália e o futuro da área de defesa no Brasil

Mauro Santayana

O La Stampa, italiano, compara a uma “Caixa de Pandora” a investigação em curso naquele país, iniciada semana passada, sobre o “canal direto” que existiria entre o ex-ministro do Desenvolvimento do governo Berlusconi, Claudio Scajola – acusado de propósito de corrupção em uma malograda venda de fragatas italianas ao Brasil – e o então ministro da Defesa do governo Lula em 2010, Nelson Jobim.

ÚLTIMO TANGO

Em caso de conflito futuro do Brasil com algum país da OTAN ou com os Estados Unidos, bastará usar a tática do “último tango no front”, aplicada exemplarmente à Argentina em seu conflito com a Inglaterra nas ilhas Malvinas. Suspende-se a fabricação de armamento e a reposição de peças e munição para as armas e para os aviões e navios vendidos anteriormente, já que a lealdade dessas empresas sempre estará com seus donos, os governos de seus respectivos países.

Devemos seguir o exemplo europeu, que ancorou sua estratégia de defesa em empresas estatais como a DNCS francesa (que nos vendeu os submarinos Scorpéne), a BAE britânica (que nos vendeu três fragatas recentemente) e a franco-alemã-espanhola EADS (que controla a Helibrás, e que nos prometeu passar a tecnologia de construção de helicópteros a partir de 2020). O Brasil precisa – quem sabe usando a AMAZUL como base – constituir estrutura pública própria para a pesquisa, o desenho e a construção de material bélico.

DESNACIONALIZAÇÃO

Com essa empresa, nacional e estatal, teríamos escala para aproveitar a tecnologia desenvolvida pelas nossas próprias indústrias de armamento, que estão sendo adquiridas a ritmo avassalador por multinacionais estrangeiras. E poderíamos estabelecer, finalmente, parceria estratégica com os BRICS para o desenvolvimento de toda uma nova geração de armamentos.

O governo russo estaria disposto a reabrir seu mercado para as carnes brasileiras em troca da exportação ou da produção conjunta de armamentos. Para voltar a participar do Programa FX, de aquisição de caças para a Força Aérea, os russos aceitariam compartilhar a tecnologia dos aviões Sukhoi 35, venderiam a Brasília seus mísseis anti-aéreos Tor, e renovariam o convite para que o Brasil participe do acordo do PAK-FA T-50, como sócio pleno do caça-bombardeio de quinta geração que estão desenvolvendo junto com a Índia, para entrar em operação por volta de 2018. Leia mais

Comandante do Exército adverte para desnacionalização da indústria da defesa

Carlos Newton

A desnacionalização da chamada indústria da defesa é preocupante. As multinacionais estão entrando com força no mercado nacional, para ocupar um setor altamente estratégico. Em recente evento da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (Adesg) , aqui no Rio, tive a oportunidade de assistir a um importante discurso do Comandante do Exército, general Enzo Peri, em que demonstrou preocupação com o assunto.

Na abertura da reunião, o presidente da Adesg, Pedro Berwanger, pronunciou um breve discurso, em que abordou a importância da chamada Força Terrestre em tempo de guerra e de paz, como parceira da sociedade brasileira em seu desenvolvimento socioeconômico.

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EMPRESAS NACIONAIS

O dirigente da Adesg citou a atuação do Exército na fixação das fronteiras e na construção de vias no interior do país, além de sua presença permanente na garantia constitucional do cumprimento da lei e da ordem. Em seguida, falou sobre a campanha da FEB na Itália e se emocionou, por ser filho de um pracinha, o Tenente Berwanger.

Ao agradecer a homenagem, o comandante do Exército, general Enzo Peri, disse que as Forças Armadas precisam estar à altura da importância que o Brasil hoje tem no cenário internacional, como sexta maior economia do mundo. Nesse sentido, afirmou ser necessário um maior repasse de recursos para reequipar e manter as três Armas e defendeu que a indústria de defesa tenha a participação de mais empresas brasileiras, porque está havendo desnacionalização do setor.  Fez então uma pausa e reforçou: “Eu me refiro a empresas  genuinamente brasileiras”.

Ao final, o General Enzo lembrou que as pesquisas indicam que 72% dos brasileiros dão credibilidade às Forças Armadas, como principal instituição do país. “Os outros 28% ainda vão chegar lá; é que eles ainda não nos conhecem”, destacou, sorrindo.