Tudo começou com o Proer de Fernando Henrique. Emissões para ajudar bancos aumentaram dívida pública em R$ 31,4 bilhões

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Para entender o montante da dívida veja o serviço de casa que a Islândia fez, e o Brasil não tem coragem, por falta de patriotismo. E porque falta justiça.

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EX-RESPONSÁVEIS DE BANCO ISLANDÊS CONDENADOS A CINCO ANOS

Três antigos dirigentes do banco islandês Kaupthing, que faliu, foram condenados hoje (ontem), em Reiquejavique por fraudes, com penas entre os três e os cinco anos e meio de prisão. Os três homens foram julgados por terem omitido que a compra em 2008 por um investidor do Qatar de 5,1% do banco, em plena crise financeira, foi efetuada com um empréstimo do próprio banco. O antigo diretor geral Hreidar Mar Sigurdsson foi condenado a cinco anos e meio de prisão e o antigo presidente Sigurdur Einarsson a cinco anos. O antigo diretor da filial luxemburguesa Magnus Gumundsson, que desempenhou um papel decisivo no empréstimo, vai cumprir três anos e meio de cadeia. Já um importante acionista que deu o seu consentimento, Olafur Olafsson, foi sentenciado a três anos de prisão. Todos foram reconhecidos culpados por terem desrespeitado as obrigações de transparência e de terem manipulado o mercado bolsista. No final de setembro de 2008, num período em que o sistema bancário islandês estava em plena degradação, o surgimento de Mohammed bin Khalifa al-Thani, um investidor do Qatar, foi saudada pelo banco Kaupthing como um sinal de evidente solidariedade. No entanto, o banco declarou falência no mês seguinte, na sequência do pânico generalizado desencadeado pela falência do banco norte-americano de investimentos Lehman Brothers. http://www.noticiasaominuto.com/

banco pobre

Publica o CapitalNews:

A Dívida Pública Federal (DPF) cresceu em 2013 e, atualmente, ultrapassa a barreira de R$ 2 trilhões. Os especialistas dizem que o crescimento se deve não apenas aos juros e à necessidade de financiar os compromissos de curto prazo do governo, mas também dos encargos para capitalizar bancos oficiais  [e privados] e bancar a redução da tarifa de energia [que beneficia os pobres], as emissões diretas, que aumentaram o endividamento federal em R$ 31,368 bilhões este ano.

Em agosto deste ano, o Tesouro Nacional não rolou (renovou) a totalidade da DPF, emitindo menos títulos do que o volume de vencimentos, medida que segurou um endividamento ainda maior. Apenas a partir de setembro, as emissões superaram os resgates e a dívida voltou a subir. Sem as emissões diretas, a DPF ainda estaria abaixo de R$ 2 trilhões.

Os R$ 15 bilhões para irrigar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e R$ 8 bilhões injetados na Caixa Econômica Federal para viabilizar o Programa Minha Casa Melhor [um programa de habitação para os pobres, os sem teto] – que financia a compra de móveis e eletrodomésticos para os beneficiários do Minha Casa, Minha Vida – foram as maiores emissões diretas este ano. [O pobre, nos seus casebres, não devem possuir fogão, geladeira e outros bens de consumo que aumentam o gasto de energia]  Por meio dessas operações, o Tesouro emite títulos e repassa os papéis às instituições financeiras, que os revendem no mercado conforme a necessidade de ampliarem o capital.

No segundo semestre deste ano, o Tesouro também passou a emitir títulos para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo que indeniza as concessionárias de energia pela redução média de 20% nas tarifas de luz, que entrou em vigor no início do ano. Desde julho, essas operações somaram cerca de R$ 6 bilhões. O governo decidiu lançar os papéis depois de críticas por usar recebíveis (direito de receber recursos) da Usina Hidrelétrica de Itaipu.

As emissões diretas diferem-se das emissões comuns porque os títulos públicos não são leiloados e têm destinatário certo. Tradicionalmente, essas emissões são usadas para converter títulos da reforma agrária e financiar exportações, mas os valores não ultrapassam R$ 1 bilhão por mês, montante considerado baixo para as operações da União.

[O endividamento brasileiro começou com o proer dos bancos, com a entrega do dinheiro público, do dinheiro do povo brasileiro para o banco das netinhas de Magalhães Pinto e Fernando Henrique, com a privatização dos bancos dos Estados e mais empréstimos do BNDES para os leilões quermesses das empresas estatais, doadas aos piratas da globalização. Veja os links para conhecer a verdadeira história do endividamento]
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Fonte: Lucas Junot – Capital News (www.capitalnews.com.br)

Vergonha. Banestado: mais um escândalo que terminou em pizza

Na Argentina, o legislativo acabou esse tipo de moleza da justiça. Deu um prazo máximo de seis meses para o julgamento de uma cautelar.

Está na hora do Brasil acabar com os engavetamentos – uma forma complacente de julgar não julgando. Basta de justiça tarda dos crimes prescritos.

Publica hoje Caldeirão Político:

O escândalo do Banestado, “um dos mais notórios na escabrosa memória do furto de dinheiro público no Brasil — tornado conhecido pela sigla da instituição financeira lesada, o Banco do Estado do Paraná (Banestado), que era público e foi privatizado em 2000 — está se encaminhando para dar em nada. Ou, como se diz, ‘acabar em pizza‘. Isso é o que diz, em editorial, o jornal o Estado de S.Paulo, para quem, a decisão adotada em 19 de março pelo Superior Tribunal de Justiça extinguiu as penas prescritas de 7 dos 14 ex-dirigentes da instituição condenados pela remessa fraudulenta de R$ 2,4 bilhões ao exterior nos anos 1990.

Foram abertos milhares de inquéritos em todo o País, com 631 pessoas denunciadas. Segundo o promotor de Justiça Silvio Marques, ‘boa parte do dinheiro desviado dos cofres públicos pelo ex-prefeito Paulo Maluf foi enviada ao exterior mediante contas do Banestado em Nova York‘.

Seu colega Vladimir Aras, que participou das investigações, lamentou a ocorrência da prescrição, mas esta decorreu da lerdeza com que a Justiça tratou o caso, exceção feita à primeira instância – o juiz Sergio Fernando Moro, da 2.ª Vara Criminal de Curitiba, só precisou de 12 meses para decidir: em 2004, os 14 acusados foram condenados a penas de até 12 anos e 8 meses na cadeia.

 

 Ocorreu uma investigação federal e a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito em 2003. Tudo terminou em pizza.
 

Em 1996, um dos gerentes de câmbio da instituição, foi acusado de desviar US$ 228,3 mil de uma conta da agência do banco de Nova York. Em sua defesa por escrito, não apenas admitiu o desvio como revelou detalhes do esquema de captação e remessa ilegais de dinheiro para o exterior, relacionando 107 contas naquela agência em Nova York.

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, que tomou o depoimento do gerente a à época, manteve o inquérito em sua gaveta por quatro anos e meio.

a seguir

España. “Alí Babá” y los 100 mil millones de euros

Entrevista de urgencia a Alberto Montero Soler sobre el rescate de España

Rescate, intervención, ayuda desinteresada. ¿Qué término te parece más adecuado?

Desde el gobierno lo están llamando de diferentes formas recurriendo a los eufemismos más esperpénticos pero sólo se puede denominar apropiadamente de una forma posible: se trata de un rescate en toda regla. No hay más, a pesar de que se trata de vender argumentando que se circunscribe exclusivamente al sistema financiero y que la condicionalidad que impone (es decir, las condiciones que debe cumplir la parte receptora), también se ciñe al sistema financiero.

Sin embargo, la declaración del Eurogrupo [1] explicita que la condicionalidad no se ceñirá tan sólo al sistema financiero sino que afectará también a la evolución de las reformas estructurales y al proceso de equilibrio fiscal, es decir, se extenderá al conjunto de la economía. De eso no nos debe quedar la más mínima duda.

¿La más mínima duda?

La más mínima.


Sea una cosa o la otra, ¿quién ha sido rescatado, ayudado o intervenido? ¿España? ¿El sistema financiero español?

Aunque en términos técnicos el rescate se ceñiría aparentemente al sistema financiero en un sentido amplio podemos afirmar que ha sido rescatada España, en su conjunto. ¿Por qué?

En primer lugar, porque aunque condicionalidad del rescate se ciñera exclusivamente a la intervención directa sobre el sistema financiero, no por ello deja de ser una intervención externa sobre un ámbito de ejercicio de la soberanía española, lo que ya permitiría afirmar que ha sido intervenida España.

En segundo lugar, porque como he señalado en la respuesta anterior, la declaración del Eurogrupo contradice lo que han anunciado de Guindos y Rajoy y extiende la supervisión al proceso de consolidación fiscal y las reformas estructurales. Precisamente, desde la Comisión se viene instando a España a que aumente el IVA, alargue la edad de jubilación o profundice la reforma del mercado de trabajo. Ya veremos cuánto tardan en aplicarse esas reformas.

Y, en tercer lugar, porque a medida que se disponga de los fondos para reestructurar el sistema financiero, habrá que atender al pago de los intereses de esa deuda (al parecer, el tipo de interés se situará en torno al 3%). Esto significa que, dado que existe un compromiso de reducción del déficit público a medio plazo, deberá detraerse el dinero de otras partidas presupuestarias y ya sabemos que ahí las de gasto social suelen ser las grandes damnificadas.

La pregunta del millón: ¿qué escenarios vislumbras para la economía española a corto plazo? ¿Estamos tocados, heridos y hundidos?

Mi pronóstico es muy pesimista. La reestructuración bancaria no puede traer la relajación del crédito, como se ha dicho, porque es imposible que al tiempo que se están redimensionando a las instituciones hacia una escala menor se fomente el incremento del crédito. Lo primero que harán los “hombres de negro” será reducir el ratio de créditos con respecto a los depósitos y eso implica, necesariamente, un mayor estrangulamiento financiero.

En la medida en que no se reactive el crédito, las perspectivas de empeoramiento de la economía se agravarán; el desempleo seguirá subiendo tras la ligera mejora estacional que se produce en verano y el proceso de deterioro de la economía española seguirá en picado. Que nadie piense que hemos llegado al final del agujero; el pozo aún es más profundo.

En tu opinión, ¿qué debe hacer la ciudadanía? ¿Creer las bondades de la “ayuda”? ¿Aceptarla resignada? Lo resumo si quieres en términos leninistas: ¿qué hacer?

A la ciudadanía, a estas alturas de deterioro de la situación económica, de pérdida de legitimidad de las instituciones democráticas, de encapsulamiento en la trampa del bipartidismo sólo le queda una opción: exigir un proceso constituyente que permita recomponer las reglas del juego sobre otra base. A eso condujeron los procesos de ajuste estructural impuestos por el neoliberalismo en los años noventa en América Latina y hacia ello parece que estamos abocados nosotros. Esperemos que se produzcan antes de asistir al empobrecimiento masivo de nuestra clase media.

Os bancos da Espanha pedem ajuda, e as filiais no Brasil, que tiveram imensos lucros, também precisam de socorro?

Com a privatização dos bancos estatais, a desnacionalização do sistema bancário no governo Fernando Henrique, a crise da Espanha quanto custa ao Brasil?

Fernando Henrique promoveu o Proer, um bilionário e esbanjador e irresponsável programa de ajuda aos banqueiros. Lula da Silva também patrocinou sua ajuda aos bancos, em 2008.

O governo Dilma Rousseff não informa nada para o povo. A última notícia é que a crise da Grécia promoveu o chamado efeito dominó no Brasil. Não conheço nenhum banco grego no Brasil. Bancos espanhóis existem vários. Será que nenhum provoca o efeito dominó?  É possível viver uma crise na matriz, e toda bonança em uma filial? Como o ministro Mantega chama este milagre?

A imprensa brasileira não faz a leitura da imprensa espanhola. Por que este silêncio?

No Brasil os bancos faturam mais

Pelo corte nos juros voce pode imaginar quanto os bancos estavam impunemente faturando, faturando.
A classe média pendurada no cartão de crédito está totalmente endividada. Até comida compra no crediário.

Na bodega, no fiado, não tem juros. Nas médias empresas, o povo em geral paga juros indiretamente. O comerciante, que vende no cartão de crédito, paga de 5 a 10 por cento do valor da compra aos bancos. Paga e repassa para você no preço dos alimentos, dos medicamentos etc. Eis porque as grandes empresas possuem cartão próprio.

Eta país sem controle. Da agiotagem bancária. Dos altos lucros dos bancos. Quase todos estrangeiros. Para isso FHC privatizou os bancos dos governos estaduais, alegando que estavam quebrados pelos assaltos. Assaltos que continuam. Porque quebrado permance o povo. Com a corda no pescoço.

Espanha no limite. E proprietária das principais empresas do Brasil

Publico capas dos jornais de hoje da Espanha. Todos contra a Greve Geral porque a Espanha continua em crise, na beira do abismo, da falência.

Suas principais empresas estão no Brasil. Isso afeta a economia brasileira?

Empresas dão lucro. Algumas filiais aqui são mais ricas que a matriz na Espanha. Isto é, o Brasil permanecerá como o maior faturamento. E garantia de vantajoso ganho líquido. Colossal. Rendimento que vai para a Espanha. Como acontecia nos tempos dos reis Felipe.

E várias dessas empresas, quando pretendem investir no Brasil, expandir e diversifcar seus negócios, pegam dinheiro do BNDES . Isso aconteceu nos leilões das estatais de telefonia, de energia, de bancos dos Estados, poços de petróleo e gás e mineradoras e latifúndios. Idem na monopolização. Por que um banco brasileiro? E não um banco deles, o Santander?

Que o brasileiro entenda o motivo das gargalhadas de um Emilio Botín, presidente do Santander, e doutros empresários espanhóis