Bloqueio de estradas pelos bilionários proprietários de frota de caminhões é democracia. Pelos sem teto é terrorismo e baderna e caos no trânsito

Greve dos caminhoneiros no Paraná
Greve dos caminhoneiros no Paraná
Bahia
Bahia

O país tem 3,2 milhões de caminhões, dos quais mais da metade pertencem a grandes empresários, um monopólio comandado por umas cinco pessoas imensamente ricas e poderosas.

Para dimensionar o poder desses empresários, deles dependem o abastecimento de 60 por cento dos alimentos consumidos no Brasil.

Uma greve de cinco bilionários pode criar um clima de revolta popular, e de desestabilização do governo. Aconteceu em todos os golpes do Cone Sul. A mesma estratégia está sendo realizada hoje na Venezuela.

No Brasil, o próprio governo é responsável por tal abuso de poder. Segundo dados do BNDES, o programa Procaminhoneiro financiou quase 70 mil veículos, com subsídios do Tesouro. Não é nada, não é nada. Representou, desde 2007,  um investimento de 11,7 bilhões.

“Essas operações são uma fração dos finaciamentos e se concentram nas grandes empresas”, informa a Folha de S. Paulo, reportagem de Dimmi Amora.

 

Publiquei vários artigos que tratam do perigo que representa para a democracia esse poder dos frotistas. Em recente reportagem, Carta Maior historia:

A expressão ‘greve de caminhoneiro’ condensa um clássico latino-americano. No Chile de Allende, a paralisação nacional dos caminhoneiros, em outubro de 1972, insuflada pelos proprietários de frotas que seccionaram o país e causaram grave e longo desabastecimento, foi um divisor de águas na escalada golpista.

A greve, que segundo historiadores, foi sustentada por dinheiro do Departamento de Estado norte-americano, inaugurou o capitulo ‘faça-se o caos’.

E foi o que se fez. O resto é sabido: ele culminaria com o bombardeio do La Moneda, 11 meses depois.

A recente greve dos caminhoneiros no Brasil sugestivamente iniciada no Paraná do juiz Moro e do tucano Beto Richa, não acontece com o pano de fundo de um embate de vida ou morte da burguesia contra um governo progressista.

Há distintas motivações a fermenta-la, sendo o reajuste nos preços do diesel uma delas. Leis trabalhistas que contrariam os interesses dos donos de frota, outra.

Mas a sua ordenação política, as palavras de ordem e o tratamento obsequioso da mídia – a mesma que antes exigia o realismo tarifário e o fim dos subsídios da Petrobras – borbulha uma cumplicidade sugestiva com os paladinos da moral, do impeachment e do desmonte da Petrobras para rifar o pré-sal.

O conjunto evidencia o subtexto de uma convergência que não pode mais ser ignorada pelo governo.

Acumulam-se sinais – alguns ostensivamente desrespeitosos, como os da elite que destratou o ex-ministro Mantega, no Hospital Albert Einstein, dia 19, onde a esposa se trata de um câncer, aos gritos ‘vai para o SUS’ – de que setores crescentes do conservadorismo resolveram aqui também desencadear o capítulo ‘Faça-se o caos; semeie-se a guerra’.

A meta nada dissimulada foi convergir distintas iniciativas para o grande dreno das correntezas golpistas em 15 de março último, no ato golpista pró impeachment de Dilma.

 

Movimentos bloqueiam estradas em protesto por moradia digna

 

São Paulo
São Paulo
São Paulo
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Ceará
Ceará

Paraná

 

por Vitor Abdala,  da Agência Brasil Edição
Manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) fizeram na manhã de hoje (18) um protesto na Rodovia Niterói-Manilha (BR-101), em Niterói, no Grande Rio. Eles atearam fogo em uma barricada de pneus e fecharam a pista no sentido Ponte Rio-Niterói.

O protesto faz parte do Dia Nacional de Lutas, que está acontecendo em 13 estados. O MTST e movimentos da Frente de Resistência Urbana querem o lançamento imediato do Programa Minha Casa, Minha Vida 3 e o recuo no ajuste fiscal do governo federal.

Segundo a concessionária Autopista Fluminense, que administra a via, o protesto ocorreu na altura do quilômetro 321, a pouco mais de um quilômetro da ponte. O engarrafamento, de acordo com a concessionária, chega a cinco quilômetros de extensão.

Policiais militares e rodoviários federais negociaram com os manifestantes a liberação da rodovia e, neste momento, bombeiros apagam o incêndio da barricada.

Escandalosamente noticia Brazil Post:

Sob o slogan de “Não queremos intervenção militar, queremos intervenção popular”, o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) organizou protestos em 13 estados do país. Até o momento já foram no mínimo 15 importantes rodovias bloqueadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Ceará.Confira aqui a notícia do Brazil Post com z. O MTST faz questão de frisar que não apóia a política econômica de Dilma, fato escondido pela mídia.

 

Brasil Post usa o seguinte cartaz para incendiar o noticiário
Brazil Post usa o seguinte cartaz para incendiar o noticiário. Veja a data

Leia mais na página do MTST

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Boneco de Joaquim Levy queimando na Avenida! Não ao ajuste fiscal antipopular!
Boneco de Joaquim Levy queimando na Avenida! Não ao ajuste fiscal antipopular!

AMEAÇA DE OBAMA Ecuador denunció un “grave riesgo contra la democracia latinoamericana”

El gobierno ecuatoriano consideró “una acción ilegítima” la denuncia del presidente de EEUU, Barack Obama, acerca de que Venezuela constituye una “amenaza a la seguridad” estadounidense y afirmó que la sanción constituye “un riesgo grave contra la paz y la democracia en la región latinoamericana y caribeña derivada de tal calificación”.

 

Jorge Alaminos
Jorge Alaminos

 

En un comunicado oficial, la Cancillería ecuatoriana insistió en su rechazo a “cualquier intento de desestabilización democrática de orden externo o interno en Venezuela” y llamó “a la comunidad internacional, y a los Estados Unidos en particular, a respetar la soberanía de Venezuela”.

El gobierno hizo público su posicionamiento oficial minutos después de que el presidente ecuatoriano, Rafael Correa, calificara de “broma de mal gusto” que Estados Unidos declarara a Venezuela como una “amenaza”. Correa, en su cuenta de Twitter, expresó su incredulidad por la “Orden ejecutiva de Obama declarando a Venezuela ‘inusual y extraordinaria amenaza para la seguridad nacional de EEUU’ y estableciendo el estado de emergencia nacional para enfrentar esta ‘amenaza'”.

“Debe ser una broma de mal gusto, que nos recuerda las horas más oscuras de nuestra América, cuando recibíamos invasiones y dictaduras impuestas por el imperialismo”, replicó el mandatario ecuatoriano. En su nota, la Cancillería ecuatoriana recordó “antecedentes” que resultaron en formas de intervención incluso militar por parte de EEUU, y mencionó los casos de “República Dominicana, Granada, Panamá, Cuba, Chile, Guatemala y Nicaragua, entre otros muchos”.

Expresó asimismo “su solidaridad con el pueblo y el gobierno democrático de Venezuela ante las acciones ilegítimas para socavar su institucionalidad y afectar la estabilidad del país”. La “orden ejecutiva” de EEUU, señala el comunicado, “supone un ataque inaceptable contra la soberanía de la República Bolivariana de Venezuela y contra los funcionarios de su gobierno”.

Además, afirma que, “lejos de contribuir a apaciguar a la sociedad y favorecer un clima de distensión, las medidas unilaterales de sanción, ajenas al derecho internacional, atentan contra los esfuerzos en pos del diálogo y pretenden alterar la institucionalidad del Estado venezolano de forma antidemocrática”.

“Es especialmente negativo que dicha orden haya sido aprobada apenas 48 horas después de una visita a Venezuela” de una comisión de la Unión Suramericana de Naciones (Unasur), que en Caracas “mantuvo reuniones con distintos poderes del Estado venezolano y con una representación de la oposición política, así como con el presidente Nicolás Maduro”, agrega el comunicado. Asegura que “el desarrollo positivo de dichas conversaciones es una base sólida para restablecer la paz, el diálogo y la convivencia en Venezuela”.

 

 

Lula: “Se eles querem guerra, eu sei lutar também”

Ato pela Petrobras é marcado por discurso inflamado de Lula

 Foto Ricardo Stuckert
Foto Ricardo Stuckert

“Dilma ganhou a eleição democraticamente, tem que levantar a cabeça e cuidar do país. Eu quero paz e democracia, mas se eles querem guerra, eu sei lutar também”. Em ato, Lula disse que está pronto para defender a Petrobras, defender a reforma política e a democracia.

100 por cento pública petrobras

“Somos 200 milhões de petroleiros”. A frase estampada na faixa aberta por militantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP) retrata o espírito que animou o ato em defesa da Petrobras realizado na noite de ontem (24) na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) no Rio de Janeiro.

Com a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ato contou com expressiva presença de representantes de sindicatos, movimentos sociais e entidades de classe, além de estudantes, artistas e jornalistas.

Recebido aos gritos de “guerreiro do povo brasileiro”, o ex-presidente Lula fez uma comparação entre o atual momento político brasileiro e as campanhas de desestabilização contra Getúlio, Juscelino Kubitscheck, João Goulart e ele próprio (em 2005, na época das denúncias sobre o mensalão): “Querem punir a Petrobras e criminalizar a política. Essa empresa é motivo de orgulho para mim e para todos os brasileiros. A gente não pode jogar a Petrobras fora por causa de meia dúzia de pessoas em uma família de 86 mil trabalhadores”.

“O que estamos vendo é a criminalização da ascensão social de uma parte da sociedade brasileira. Como vimos na campanha eleitoral, para eles é ofensivo as pessoas receberem Bolsa-Família, é ofensivo as pessoas participarem do Pro-Uni. A elite não se conforma com a ascensão social dos pobres que está acontecendo neste país”, completou o ex-presidente.

Lula defendeu a reforma política: “Qual a regra da democracia? Querem mudar, vamos mudar. Podemos começar transformando o financiamento privado de campanha em crime inafiançável”, disse.

Lula disse que a presidenta Dilma Rousseff tem que “levantar a cabeça e dizer: eu ganhei as eleições e vou governar. A Dilma não pode e não deve ficar dando trela, senão o país fica paralisado”.

Outro recado foi dirigido à militância: “Sou filho de uma mulher analfabeta. de um pai analfabeto. E o mais importante legado que minha mãe deixou foi o direito de eu andar de cabeça erguida e ninguém vai fazer eu baixar a cabeça neste país. Honestidade não é mérito, é obrigação. Eu quero paz e democracia, mas se eles querem guerra, eu sei lutar também”, desafiou.

O ex-presidente também criticou os grandes veículos de comunicação do Brasil: “Não precisa mais de Justiça. Se a imprensa falou está falado. Mas cheguei à Presidência [da República] duas vezes sem ela.”

Vídeo da íntegra do discurso de Lula no ato da Petrobras aqui