Os dez deveres do desempregado

por João Teixeira Lopes/ Público/ Portugal

 

Juan Hervas
Juan Hervas

 

 

1 – Os desempregados têm por dever principal trabalhar e não mandriar. Só o trabalho liberta. Devem acordar cedo, fazer ginástica e comer pouco.

2 – Os desempregados devem rezar as matinas e as vespertinas, com sentimentos puros.

3 – Os desempregados devem agradecer a Deus. Por não serem pobres. Ou se são pobres, por não serem miseráveis. Ou se são miseráveis, por não viverem no Uganda.

4 – Os desempregados não podem receber subsídio, pois isso torna-os moles, dependentes e com um agudo défice de empreendedorismo.

5 – Os desempregados jamais devem usar as redes sociais. Podem encontrar por lá o Papa Francisco e enveredar por maus caminhos.

6 – Os desempregados devem lavar os dentes com água de três dias.

7 – Os desempregados devem trabalhar como voluntários sob a estrita condição de nunca pedirem remuneração.

8 – Se alguma entidade insistir em remunerá-los apenas devem aceitar uma pequena quantia, inferior a dois euros, para poderem dar esmola.

9 – Os desempregados são europeus, por isso estão autorizados a ir a Lourdes a pé uma vez por ano.

10 – Os desempregados existem para a caridade alheia, tal como os pobres. O seu futuro é o passado e o seu fim último é esperarem, limpinhos, com paciência, humildade e singela alegria. O país não seria mesmo sem eles.

Sem script, sem cronograma

por Alberto Dines

Quando começaram os protestos na Paulicéia, em 6 de junho, jornalões e revistões já haviam assumido publicamente que estavam em crise, cortavam páginas, cadernos, empregos. Quando o governador e o prefeito juntos, em Paris, denunciaram os primeiros distúrbios como vandalismo, os editorialistas e opinionistas ganharam um assunto e a polícia um pretexto para baixar o cacete.

Se o movimento pode ser intitulado como “Revolta Contra o Script e o Cronograma”, a mídia tem uma parcela de culpa: aceitou o jogo sem reclamar, foi na onda, submeteu-se ao ditado determinista das forças políticas majoritárias fixadas no calendário eleitoral. Cobria eventos sem detectar a impaciência que latejava ao lado. Não enxergava desdobramentos e impasses forjados pelo próprio noticiário. Contentava-se em mostrar a inflação com enquetes em supermercados. Dobrou-se aos custos exorbitantes das arenas esportivas porque o futebol não enriquece apenas os cartolas, também costuma carrear bons lucros para os cofres das empresas jornalísticas.

Distraída pelas próprias aflições, nossa imprensa não detectou os sinais irradiados pela rebelião turca, não prestou atenção nos indícios de que os pavios estavam novamente curtos e os barris de pólvora cada vez mais cheios.

Inexperiência ou irresponsabilidade?

A pandemia de protestos em 1968 não foi a única, ondas de revoltas são cíclicas, houve grandes sacolejos em 1979. As redes sociais não são as únicas detonadoras de insatisfações, mas graças a elas desde 2008 tornaram-se contínuas.

A perplexidade na noite da segunda-feira, 17 de junho, foi ampla e irrestrita: não desnorteou apenas governantes e políticos, também surpreendeu estrategistas, consultores, mídia e a formidável legião de acadêmicos. Aferrada às suas convicções, profundas teorias e interesses imediatos, a grande maioria desses observadores recusa-se ainda a olhar em outras direções. Doravante terão que admitir que são falíveis.

Quando o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto de Carvalho, responsabiliza diretamente a imprensa por insuflar o povo com um “moralismo despolitizado”, fica nítido o grau de atonia e aturdimento que domina a instância máxima do Executivo (Estado de S.Paulo, 22/6, pág. A-8; Folha de S.Paulo, idem, pág. C-3).

Mas quando um jornal com o prestígio e recursos da Folha publica em plena crise, numa edição dominical, uma manchete baseada em sondagem de rua com apenas 606 entrevistados e com ela tenta montar uma tendência dominante, então se percebe o esvaziamento das nossas redações ou, o pior, seu grau de inexperiência ou irresponsabilidade (“A maioria dos paulistanos defende mais atos nas ruas”, domingo, 23/6, pág.1).

Exuberância de recursos, vazio de sentidos

Um dos maiores movimentos políticos da nossa história foi acompanhado por uma televisão altamente equipada em matéria de tecnologia. Mas o suporte informativo, sobretudo nos estúdios e bancadas, apresentou enormes falhas. Também nas ilhas de edição e nas mesas de comando. Atropelos e equívocos eram tão evidentes que nem se pedia desculpas aos telespectadores ou “assinantes”.

Apresentadores viciados no uso do teleprompter (TP), quando obrigados a fazer relatos de improviso, deram seguidos vexames, muitos até mostravam desconhecer suas próprias cidades e ignorar fatos históricos relevantes. Âncoras de rádio, sentindo-se na obrigação de opinar sobre a transcendência do momento, cometeram incríveis barbaridades.

A depredação do palácio do Itamaraty – valioso museu de arte e um dos melhores projetos de Oscar Niemeyer em Brasília – não conseguiu emocionar nenhum dos narradores. Só no dia seguinte, e nos jornais.

É válido o recurso de convocar acadêmicos para contextualizar nos estúdios os acontecimentos exibidos nas telas, porém mantidos durante muito tempo longe dos acontecimentos das ruas, tornam-se repetitivos. Não merecem.

Para proteger suas equipes contra eventuais violências, a Rede Globo pode dar-se ao luxo de cobrir ao vivo, a partir de helicópteros, manifestações simultâneas em diversas capitais e durante longos períodos. Mas o material quente, de rua, teve que ser mostrado no dia seguinte. E misturado aos eventos correntes. Confusão total.

Reconheça-se: não temos experiência em coberturas tão tensas, intensas e traumáticas. E os profissionais mais habilitados, vividos, estão sendo despachados para suas casas. A garotada que os substitui não tem rodagem nem bagagem. Convém prepará-la – se não para repetições, pelo menos para valorizar o conteúdo do meio televisivo, o mais rico da comunicação contemporânea.

Quando o jornalismo ameaça a ordem pública

Publica Jamildo Melo com o título: “Advogado de Lavareda lista todos os crimes cometidos pelo Jornalista Ricardo Antunes, antes de ser preso”

[Advogado no singular é uma contagem errada. São três advogados. Coisa de banqueiro, empresário e marqueteiro rico contra um jornalista pobre. A informação “todos os crimes” fica a impressão que Ricardo Antunes tem uma ficha mais suja que um Daniel Dantas, um Naji Nahas, um Carlinhos Cachoeira, endinheirados presos pela Polícia Federal e soltos. A carta dos advogados:]

“Recife, 07 de janeiro de 2013.

Prezado Senhor Jamildo Melo,

Tendo em vista a matéria veiculada no vosso conceituado blog, no dia 28.12.12, sobre a visita da sra. Ana Cláudia Eloi à pessoa de Ricardo Antunes (no COTEL), onde constou que o mesmo ‘não tem antecedentes criminais’ e por isso ‘espera para os próximos dias o relaxamento da prisão’, vimos, na qualidade de advogados criminais da vítima José Antônio Guimarães Lavareda Filho, esclarecer a V.Sa. e leitores do blog o que de fato ocorre no caso em tela:

Ricardo Antunes foi autuado em flagrante delito sob acusação de prática de crime de extorsão (art. 158, do CPB), cuja pena vai de 4 a 10 anos de reclusão e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva, de forma fundamentada, por magistrado competente”.

[Não revelaram o nome do “competente”. Prosseguem os missivistas:]
“Posteriormente Ricardo Antunes foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de Pernambuco e se acha respondendo a processo criminal pela referida acusação, na 9ª Vara Criminal do Recife (Processo nº 0177254-89.2012.8.17.0001).

O flagrante não foi eivado de qualquer vício, como foi pontuado pelo il. magistrado na decisão que o converteu em preventiva, bem como, foi reconhecido pelos próprios advogados de Ricardo Antunes, na primeira petição onde foi requerida a liberdade do mesmo, a qual restou negada, devido à gravidade do delito e a vida pregressa do Ricardo Antunes.

Entendemos que certamente por desconhecer o processo criminal onde o Ricardo Antunes é réu e possivelmente por acreditar unicamente na palavra do citado jornalista, constou da matéria (na verdade, nota oficial do sindicato postada no blog) que o mesmo ‘não tem antecedentes criminais’ e por isso ‘espera para os próximos dias o relaxamento da prisão’.

Basta uma simples leitura do processo criminal para se comprovar o equívoco dessa afirmação, pois lá consta que Ricardo Antunes já foi condenado no 2º Juizado Especial Criminal da Capital – PE, pela prática de crime de lesão corporal, previsto no art. 129, do CPB, por agressão a uma mulher, funcionária de uma companhia aérea, pelo fato do mesmo não ter embarcado em vôo que não era o programado (processo nº 0000697-53.2011.8.17.8128).

Também consta dos autos que Ricardo Antunes responde a outro processo criminal, desta feita no 1º Juizado Especial Criminal de Jaboatão dos Guararapes e, segundo consta do Boletim de Ocorrência que originou o feito, ele teria agredido uma funcionária doméstica e arrastado-a pelos cabelos e ainda teria dado socos e tapas, inclusive teria feito uso de um cabo de vassoura na agressão e teria proferido palavras de baixo calão (processo nº 001211-23.2012.8.17.8014).

Ainda consta dos autos informes de que no 2º Juizado Criminal, Ricardo Antunes responde a outro processo crime por desacato a autoridade (processo nº 0000194-95.2012.8.17.8128)”.

[Sem um tostão furado, Ricardo Antunes tem advogados? Da Justiça Gratuita? Desconheço os nomes. Pelas datas dos processos, de repente, não mais do que de repente, Ricardo Antunes passou a ter uma vida pregressa]

Prosseguem os três advogados:

“Por fim, ainda consta dos autos que Ricardo Antunes responde a outro processo criminal, em curso perante a 9ª Vara Criminal da Capital-PE, onde foi preso em flagrante delito e solto mediante pagamento de fiança, sob acusação de prática de crime de dano qualificado, tendo como vítima a Prefeitura da Cidade do Recife (processo nº 0077003-97.2011.8.17.0001).

Sem falar que ainda consta que ele respondeu a outro processo criminal por injúria, no 4º Juizado Especial Criminal da Capital – PE, o qual foi extinto, ante a renúncia da vítima (processo nº 0000011-77.2010.8.17.8037).”

[Contra a Prefeitura, Ricardo Antunes denunciou vários crimes. Que jamais serão investigados. Um deles, a entrega de 200 mil reais, sem licitação, para um desfile de moda infantil, com entrada paga, que motivou um assédio extrajudicial de mais dois advogados de Antônio Lavareda a vários jornalistas e blogueiros. Isso no dia que Ricardo Antunes foi preso: 5 de outubro último, antevéspera das eleições. Vide tag extrajudicial]

Ainda os três advogados:

“Ademais, consta dos autos inúmeras provas dos fatos, inclusive gravações, onde em uma delas há ameaça de morte por parte do Ricardo em relação a vitima, além de depoimento prestado pela ex-namorada de Ricardo Antunes informando que ‘Ricardo não trabalha, é lobista, tem um blog e pelo que a declarante sabe ele foi pedir dinheiro a um marqueteiro para não falar mais dele em seu blog”.

[Juan Assange foi acusado por duas ex-namoradas. Jornalistas desempregados conheço vários. E Boris Trindade, que conheci no Jornal Pequeno, aliás um excelente e exemplar jornalista, deve conviver com vários companheiros impossibilitados de exercer a profissão. Inclusive diz Ricardo Noblat que não existem mais jornalistas de cabelos brancos nas redações. Ser desempregado não é crime. Idem ser lobista.]

E finalizam:
“Diante desses fatos, aliados à gravidade do crime, o Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito João Guido Tenório de Albuquerque negou o pedido de liberdade ao denunciado Ricardo Antunes, convertendo o flagrante em preventiva, ressaltando ‘que apenas pelas circunstancias do crime em análise, restaria evidenciada a necessidade de garantia da ordem pública ante a periculosidade em concreto do autuado’.

Mencionou, ainda, na decisão, ‘que o autuado responde a outro processo perante este Juízo, por dano qualificado, segundo pesquisa realizada no Sistema Judwim’, além de que, considerou os informes constantes do processo no sentido de ‘que o autuado responde a outros processos em sede de Juizados Especiais Criminais, vejamos: 0697-53.2011.8.17.8128, 000194-95.2012.8.17.8128 – 2º Juizado Especial Criminal da Capital; 001211-23.2012.8.17.8014 – 1º Juizado Especial Criminal de Jaboatão dos Guararapes’

Por tudo isso, o il. magistrado entendeu que ‘qualquer outra medida cautelar que não a prisão seria inadequada para este caso em concreto’, especialmente após ter observado ‘ser o autuado afeito a se envolver em situações graves, as quais justificam em larga escala a permanência do autuado na prisão’.

Ademais, o Egrégio Tribunal de Justiça de Pernambuco não concedeu a liminar pleiteada por Ricardo Antunes em sede de habeas corpus.

Por outro lado, no que toca ao suposto cerceamento do direito de liberdade de expressão, tem-se que a vítima apenas buscou os meios legais para por fim aos abusos praticados pelo Ricardo Antunes e a responsabilização dele, tanto no campo penal quanto no civil.

Atenciosamente,
Eduardo Trindade, OAB-PE 16.427.
Boris Trindade, OAB-PE 2.032.
Fernando Lacerda Filho, OAB-PE 17.821”

 [“Periculosidade”, “garantia da ordem pública”… Ricardo Antunes tem 51 anos. Depois dos 49 anos passou a ser uma ameaça. Impossível acreditar nessa história de que cobrou um milhão de dólares por uma notícia… Se acertou esse mirabolante preço, enloqueceu. O desemprego tem causado suicídios na Europa.  Se Antônio Lavareda insinuou que ia pagar…
Até agora não apareceu nenhuma defesa de Ricardo Antunes. Temos, sim, um inquérito policial secreto.
Jornalistas importantes consideram o Sinjope omisso.
É mais um caso ditatorial de stalking, de assédio moral, de justiça absolutista, de polícia que prende e sentencia.
Reina em Pernambuco a censura prévia, e um explicável medo dos jornalistas. Espero não ser a próxima vítima]

Portugal: Dois terços dos estudantes universitários pretendem emigrar. Que planeja o estudante brasileiro?

O Brasil tem cerca 6,3 milhões de estudantes de graduação, e 173 mil na pós-graduação.

Espanhóis escondem currículo 

Para aumentar suas chances de conseguir emprego, profissionais na Espanha estão escondendo qualificações em seus currículos, segundo uma pesquisa de consultorias e sindicatos.

A grave crise econômica que atinge o país com a maior taxa de desemprego da União Europeia (22,9%) está levando engenheiros, administradores de empresa, técnicos de informática e até ex-diretores a ‘piorar’ currículos em busca de empregos de baixa qualificação.

Também está acontecendo a mesma tragédia no Brasil. Basta dar como exemplo os bacharéis que concorrem a emprego de ensino médio no serviço público.

Em Portugal, um estudo realizado pelas associações e de estudantes conclui que 69% dos universitários inquiridos têm intenções de emigrar após concluírem os seus ciclos de estudos.

“Os dados recolhidos relevam uma percentagem preocupante – cerca de 69% – de estudantes com intenções de emigrar após concluírem os seus ciclos de estudos, essencialmente em busca de melhores condições laborais”, indicam os resultados do inquérito relativo à “Mobilidade Profissional e à Internacionalização do Emprego Jovem”.

O resultado preliminar do estudo realizado a nível nacional por associações académicas e de estudantes revela que a Europa é o “destino preferencial” dos jovens qualificados com intenções de emigrar, indica a Federação Académica do Porto (FAP).

A maior parte dos inquiridos considerou ainda que “não existem mecanismos informativos sobre os diversos países europeus” e que isso significa que há uma “barreira” à internacionalização do emprego.

Existe mercado brasileiro para os bacharelandos?

 Tem que queira abrir as porteiras para a mão de obra estrangeira, quando se sabe que as multinacionais, no primeiro escalão, são dirigidas por estrangeiros. Com contratos firmados na matriz. Que nas filiais brasileiras pagam salários desconformes e humilhantes.
Indicador da desaceleração da economia brasileira no primeiro semestre de 2012, a quantidade de postos de trabalho com carteira assinada caiu. Falta mão de obra qualificada, uma das justificativas.
A imprensa nunca esclarece o que é mão de obra qualificada: O termo tradicionalmente designa o trabalho manual empregado diretamente na produção industrial.
Que falta, realmente, no Brasil: mão de obra especializada ou mão de obra qualificada?
Define a Wikipédia:

Mão de obra especializada

A mão de obra especializada é uma categoria de mão de obra em que o funcionario é treinado para exercer uma função repetidamete, mas não é necessario que ele conheça todas as etapas da produção. É muito empregada em linhas de montagem onde não há necessidade de grande instrução. Por exemplo: Uma empresa de automoveis pode dar cursos a um funcionario sobre como realizar uma função na produção do motor e ele podera realiza-la sem problemas mesmo não entendendo o funcionamento do conjunto completo, o motor. Esse tipo de mão de obra tem baixo salário e vem sendo cada vez mais frequentemente substituidos por maquinas que realizam a tarefa de modo mais eficiente.

Mão de obra qualificada

É uma mão de obra mais instruida que as outras por ter dedicado um longo periodo estudando um conteúdo específico. Ao contrario da mão de obra especializada, esses individuos conhecem o funcionamento do conjunto e são capazes de projetar novos sistemas e solucionar erros no funcionamento de um produto. Nesta categoria estão incluídos os médicos, advogados, engenheiros, professores etc. Geralmente são mais remunerados que a mão de obra especialida por capacidades mais aprofundadas e de dificil e lenta formação.

Mão de obra instável
Justificativa do patrão: O consultor Paulo César Mauro, presidente da Global Franchise, destaca a mão de obra como um problema para investimentos estrageiros:
 “As pessoas ainda encaram o trabalho em uma rede de fast foodapenas como um primeiro emprego”, diz. Segundo ele, muitos funcionários não se interessam em ficar na empresa por muito tempo, o que gera uma busca constante por novos empregados. Marcel Solimeo, economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo,  concorda com a tese. “Há uma legislação trabalhista conflitiva. Você paga, por exemplo, R$ 100 como custo de salário de um empregado e outros R$ 100 em encargos trabalhistas. Juntando tudo, isso resulta em um salário baixo para o empregado e, paradoxalmente, em um custo do trabalhador alto para a empresa.”Segundo Mauro, uma particularidade do trabalhador brasileiro é que ele, além de “caro” em comparação com o custo final de outros países, tem um nível de qualificação menor. “A formação média é pior em relação aos países mais desenvolvidos e os custos são altos, devido à carga de impostos e benefícios envolvidos”, avalia.
Faltou dizer quais países. Possivelmente do Terceiro Mundo. Maioria dos trabalhadores brasileiros recebe o salário mínimo do mínimo. Confira. Tem economista que considera a possibilidade do salário durar até o fim do mês.

Velho empregado só de brincadeirinha

Depois que a ditadura de 64 cassou a estabilidade no emprego, e do rasga da CLT por Fernando Henrique e Lula da Silva, todos os empregos passaram a ser temporários. E assim começou a troca do empregado com mais de 40 anos por um mais baratinho de 20.

Trabalhador de cabelos brancos ou careca só de brincadeirinha. Veja só que piada:

Treinamento simula em jovens sensação de ser da ‘terceira idade’
Treze jovens que trabalham com supermercados vestiram luvas para perder o tato, óculos para enxergar menos e faixas para sentir o que é uma artrite”.

Quem disse que o velho, quem tem 60 anos, ou o idoso, quem tem 65 anos, ou mesmo o ancião, quem tem mais de 70 anos, perde os sentidos? Isso é escárnio.

“Trabalhadores do setor de supermercados tiveram nesta quarta-feira (14) em São Paulo uma experiência que provavelmente não vão esquecer nunca mais”. Deviam os jovens ficar preocupados com o futuro. Nas empresas que trabalham não existem velhos. E que eles amanhã também estarão desempregados. Que não existe mais emprego fixo no Brasil. Todo emprego é temporário