Via Crucis de um jornalista que ousou denunciar a corrupção do “coronel” Aécio Neves

Escrevei várias vezes que o jornalista Marco Aurélio Carone só seria solto depois das eleições. Desde janeiro que a ditadura policial/judicial mantinha o jornalista preso, amordaçado e acorrentado em um cárcere de segurança máxima, porque assim desejavam os manos Aécio e Andréa Neves, denunciados por Carone como corruptos, ladrões, e pela prática de todos os crimes de enriquecimento rápido e ilícito.

Carone fez todas as denúncias, apresentando provas, que o Brasil espera não estejam destruídas pela polícia, pela justiça, inclusive via incêndios, com queima de processos.

Carone passou quase um ano preso, sempre correndo risco de morte, notadamente por falta de socorro médico.

Leia a notícia a seguir, e conclua quanto a justiça é cúmplice da violência:

 

Finalmente soltos em Belo Horizonte delator do mensalão tucano e jornalista

 

Jornalista Marco Aurélio Carone, o preso de Aécio Neves
Jornalista Marco Aurélio Carone, o preso de Aécio Neves

 

por Conceição Lemes

 

Por volta das 11h desta terça-feira 4, foram postos em liberdade, em Belo Horizonte (MG), Nilton Monteiro e o jornalista Marco Aurélio Carone.

Segundo a versão oficial, os dois foram acusados de formar quadrilha para disseminar documentos falsos, inclusive por meio de um endereço na internet, com o objetivo de extorquir acusados.

Mas há outra explicação, que remete a um fato político: Nílton Monteiro e Marco Aurélio Carone se tornaram uma pedra no sapato dos tucanos em geral e do senador Aécio Neves em particular, que, à época da prisão dos dois, pretendia ser candidato à Presidência da República.

Carone mantinha o site Novo Jornal, onde publicava denúncias contra os tucanos mineiros, especialmente Aécio Neves, que governou Minas de 2003 a 2010.

A sua prisão ocorreu em 20 de janeiro deste ano. Na época, o bloco parlamentar Minas Sem Censura (MSC) denunciou: a prisão preventiva do jornalista era uma armação e tinha a ver com o chamado “mensalão tucano” e a Lista de Furnas no contexto das eleições de 2014.

Os advogados de Carone tinham impetrado vários habeas corpus em favor do seu cliente no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Só que nenhum foi julgado ainda.

A decisão de libertá-lo partiu do juiz Dr. Haroldo Andre Toscano de Oliveira, titular da 2ª Vara Criminal de Belo Horizonte.

Devido a problemas de saúde, Carone estava preso na enfermaria do complexo penitenciário de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem, região metropolitana de BH.

Porém, de acordo com a sua irmã, quando iniciou o segundo turno da eleição presidencial, Carone foi transferido da enfermaria para isolamento, para que não tivesse contato com ninguém.

Passado o segundo turno, voltou para a enfermaria.

Nílton Monteiro é principal testemunha contra a cúpula do PSDB em Minas Gerais. Em 2005, revelou a trama urdida pelos tucanos para desviar dinheiro público para o financiamento das campanhas de Eduardo Azeredo à reeleição ao governo do Estado e de parlamentares de vários partidos, em 1998. O caso ficou conhecido como o mensalão tucano, ou mineiro.

Nílton também foi testemunha do caso da Lista de Furnas, que envolvia esquema de financiamento de campanha de tucanos mineiros e aliados na eleição de 2002.

Ele estava preso, desde maio de 2013, também no complexo penitenciário Nelson Hungria, em Contagem.

Em dezembro de 2013, concedeu entrevista exclusiva à jornalista Rodrigues, em reportagem especial para o Viomundo.

Nilton se declarou inocente e jurou ser vítima de uma armação de políticos denunciados no esquema do mensalão tucano, que queriam mantê-lo na cadeia afastado dos holofotes.

“Por detrás da minha prisão está o Aécio Neves… Eu fui operador do esquema junto com o Marcos Valério”, frisou na entrevista ao Viomundo.

Coincidência ou não, Nilton Monteiro e Marco Aurélio Carone só foram libertados após o término das eleições de 2014.

Será que se Aécio Neves tivesse vencido, eles já estariam em casa hoje?

 

Leia mais para conhecer a bandidagem que domina os podres poderes de Minas Gerais:

Conceição Lemes: O balanço das denúncias contra Aécio que a mídia ignorou

Deputados pedem inclusão de Cemig e Lista de Furnas no mensalão tucano

Geraldo Elísio: “Forjando provas mediante intimidação”

Rogério Correia: “Inquérito contra jornalista é fantasioso, peça de ficção”

Preso diz que oferta de delação em MG buscava comprometer petista

Ordens superiores’ impedem visita a preso: ‘Segurança do Estado’

Advogado diz que morte de modelo tem ligação com mensalão tucano

Modelo Cristiana Aparecida Ferreira, assassinada pela Mensalão Tucano
Modelo Cristiana Aparecida Ferreira, assassinada pela Mensalão Tucano

Com medo de morrer, delator do mensalão tucano se diz perseguido

 

 

 

La renovación (ética) de la Justicia

Rafael
Rafael

 

 

por Guido Croxatto *


El lúcido texto de renuncia al cargo de ministro de la Corte Suprema de Justicia de la Nación enviado por el profesor Zaffaroni a la presidenta de la Nación a once años de haber sido designado en ese cargo es un hecho simbólico, pedagógico por su contenido, inspirador por su mensaje y aleccionador para las nuevas generaciones de abogados que buscan utilizar las herramientas que les brinda el Derecho (que muchos aún aprenden de un modo acrítico en la facultad), no para conservar privilegios e intereses estatuidos (como quiere parte de la doctrina), sino para tender a la organización de una sociedad más igualitaria y más justa, única forma, como advierte Zaffaroni en su texto de renuncia, de disminuir los niveles de violencia imperantes en la sociedad. Hay muchas formas de violencia que aún los abogados no vemos. Formas de la violencia que la Justicia (el Poder Judicial) no nombra: la desigualdad es una de ellas. La pobreza es otra forma de violencia. La exclusión es violencia. Estas formas de violencia que el derecho no nombra y la Justicia no juzga como tales (y muchas veces gran parte de la sociedad no ve como “hechos de violencia”, no se considera a la desigualdad o a la pobreza como formas de una violencia muy grave) están, sin embargo, en la base del problema de la inseguridad. La desigualdad tiene que ver con la inseguridad. Tambien la pobreza.

El texto es valioso porque asume para la Justicia la periodicidad en los cargos, que no debiera ser asumida como un gesto de debilidad de los jueces ni de la Justicia ni como una amenaza a su independencia. El carácter vitalicio de los cargos es un elemento monárquico que, como bien señala Zaffaroni, poco se corresponde con los tiempos y debates y recambios de una democracia republicana y deliberativa, donde los jóvenes –como abogados o no– están llamados a participar cada vez más (y no cada vez menos) con voz propia, la juventud está llamada a intervenir y a tomar la palabra para rediscutir el Derecho, y es para eso, como dice Zaffaroni, que debe formarse y ser apoyada en su formación: para tener elementos para dar la discusión. Para poder construir un derecho mejor. Diferente. Y más justo.

Finalmente, Zaffaroni asume que la misión central de todo Estado que quiera organizar una sociedad mas justa pasa, en primer lugar, por una reforma de la educación, que ponga al alcance de sectores tradicionalmente excluidos y marginados de la vida civil y política ese derecho: el derecho a saber, el derecho a la educación, sin el cual la participación política efectiva de los jóvenes no se hace posible. En esto se esconde una semilla y es la de un nuevo modelo de ejercicio de derechos, que va empoderando a las personas antes “representadas”, dejando atrás el paradigma de la tutela. Del modelo tutelar se sale con más educación y otorgando mayores niveles de autonomía a las personas.

Zaffaroni habla de una revolución pacífica y silenciosa: la de sectores que se incorporan por primera vez a la universidad pública. El saber jurídico no puede permanencer impasible ante esta nueva realidad social, porque en ella radica, precisamente, la mayor oportunidad de cambio de cosmovisión del Derecho: sectores antes excluidos, ahora empoderados, que el día de mañana se incorporarán como funcionarios en la administración de Justicia, es decir, que se incorporen a un poder (como el Poder Judicial) que siempre los ha mirado desde arriba, los ha negado o los ha mirado con desprecio. La revolución pacífica y silenciosa es la revolución de la administración de Justicia, a través de una nueva composición mucho más abierta y plural. Una Justicia administrada por más manos, más y diferentes miradas, nuevos lenguajes, nuevos sectores, nuevos desafíos. Nuevos problemas que antes no veíamos. Que una parte de la sociedad no nombraba. Una Justicia a la que se le quita homogeneidad y uniformidad en los pensamientos y en su forma de composición. Para eso hace falta recambio generacional e ideológico, porque así se potencia el debate al interior de cada poder del Estado. La juventud está llamada a tomar en sus manos la defensa de los derechos. A ellos les habla Zaffaroni con su renuncia. Está diciendo: yo me voy porque vienen otros jóvenes. Y porque hay que formarlos. Porque sin formación es difícil luchar por el derecho. La incorporación educativa de sectores privados históricamente del derecho a la educación es el primer paso concreto para transformar el Poder Judicial en Argentina. Y la sociedad toda. La transformación de la educación es la transformación de la Justicia. El acceso a la educación es el acceso a la justicia. Y a una mayor igualdad. Y una mejor cultura.

 

* UBA-Conicet.

Revolta contra sentença que culpa fotógrafo por perder o próprio olho

* Jornalistas se unem contra uma decisão que responsabiliza Alex Silveira por ter sido alvejado
* Ele trabalhava em um protesto e ficou cego de um dos olhos

tapa olho

por Talita Bedinelli/ El País/ Espanha

 

Fotógrafos e repórteres de São Paulo vão cobrir um de seus olhos durante um dia de trabalho, em protesto contra a decisão da Justiça paulista de ter culpado o fotógrafo Alex Silveira por ter perdido a própria visão ao ser atingido por uma bala de borracha lançada pela Polícia Militar em um protesto.

Na época, Silveira trabalhava para o jornal “Agora”, do Grupo Folha. Ele foi atingido enquanto fotografava um ato de servidores da saúde e da educação na avenida Paulista que acabou em um confronto entre os cerca de 15.000 manifestantes e a tropa de Choque da Polícia Militar, que usou balas de borracha, gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral contra a multidão. Cerca de 20 pessoas acabaram feridas, entre elas Alex, atingido no olho direito, o que provocou uma hemorragia e o descolamento de sua retina e o fez perder 80% da visão.

Silveira processou o Estado e pediu uma indenização por danos materiais e morais. Uma sentença havia condenado a Secretaria da Fazenda a pagar todos os gastos médicos, além de cem salários mínimos, mas o Governo recorreu. Nesta semana, uma decisão da 2ª Câmara Extraordinária de Direito Público reverteu a sentença anterior. A nova decisão afirma que “as circunstâncias em que os fatos ocorreram não autorizam a indenização”. O texto afirma que o fotógrafo “colocou-se em situação de risco ou perigo, quiçá inerente à sua profissão”. “O autor colocou-se em quadro no qual se pode afirmar ser dele a culpa exclusiva do lamentável episódio do qual foi vítima”, afirma o desembargador Vicente de Abreu Amadei. Silveira acabou sendo condenado a pagar as despesas do processo, fixadas em 1.200 reais.

Na última quarta-feira, fotógrafos e repórteres de diferentes veículos de comunicação se reuniram na sede do sindicato dos jornalistas de São Paulo e decidiram iniciar protestos para alertar sobre os possíveis efeitos da sentença. “É uma decisão absolutamente improcedente e muito séria porque coloca a culpa em um profissional que estava trabalhando. Isso fere a liberdade de se estar ali, fazendo o próprio trabalho”, afirma José Luis da Conceição, vice-presidente da Arfoc-SP, associação que reúne repórteres fotográficos e cinematográficos. “A decisão abre um precedente muito grave, que inibe o profissional de fazer seu trabalho”, afirma ele.

Ele diz ainda que a instituição se coloca contrária a qualquer tipo de uso de arma em manifestações e destaca que durante a série de protestos iniciada em junho do ano passado vários outros profissionais acabaram feridos. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), mais de cem jornalistas foram atingidos enquanto cobriam os atos, a maioria por agressões policiais. Entre eles, o fotógrafo Sérgio Silva, que também ficou cego ao ser atingido por uma bala de borracha, e a jornalista da TV Folha Giuliana Vallone, também atingida no olho por uma bala de borracha lançada propositalmente por um policial – ela estava identificada como repórter.

A data dos protestos dos jornalistas será decidida na próxima segunda. Mas muitos profissionais já começaram a divulgar imagens em que aparecem com um dos olhos tapados por um tapa-olho.

Alex Silveira baleado pela polícia de Alckmin. Foto de Sebastião Moreira
Alex Silveira baleado pela polícia de Alckmin. Foto de Sebastião Moreira

Em carta divulgada pela Arfoc-SP, Silveira afirma: “Permanecendo este parecer ridículo, todos nós estaremos em um grande perigo de uma nova ditadura, mas agora velada de interesses mesquinhos e danosos, e dando para os agentes do Estado um salvo-conduto”. E continua: “Acredito que essa causa é maior do que todos nós. Perdemos a nossa individualidade e nos tornamos um só repórter, essa luta agora é de todos nós”.

 

 

 

 

 

 

 

STF LIVRA BICHEIRO DE DEPOR E COMPLICA CPI

 

 

Quando a JUSTIÇA é a primeira a dificultar a verdade, o que esperar dela? Esta decisão é mais uma que retrata a postura de um judiciário benevolente com a corrupção, indiferente com as ações que tentam apurar os corruptos, lerdo nos seus atos, divergente nas decisões de interesse público e padrinho dos autores de ilicitudes. 

Supremo não melhorou a imagem e continua em descrédito junto à população

por Wálter Fanganiello Maierovitch

 

 

Pode-se citar o grave desvio funcional de Paulo Medina, ex-presidente da Associação de Magistrados Brasileiros (AMB) e ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ): Medina continua ministro, pois recebeu, em processo administrativo disciplinar a pena-prêmio de aposentadoria compulsória, mantido o título de ministro do quadro dos inativos do STJ.

Apesar de não cansarem de dizer que eram favoráveis à fiscalização e à punição, cinco ministros do nosso chamado Pretório Excelso entenderam que as apurações deveriam ser feitas pelas corregedorias (estaduais e federais) e só excepcionalmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Ora, até as torcidas do Flamengo e do Corinthians sabiam que o CNJ foi criado em razão do corporativismo que imperava nas corregedorias. As torcidas sabiam, também, que um corregedor é eleito por seus pares desembargadores. Por isso, os corregedores e os tribunais protegiam,  promoviam a “blindagem”, dos seus pares.

O que as torcidas do Flamengo e Corinthians não sabiam —  e coube ao ministro Gilmar Mendes revelar — é que se vingasse a tese dos cinco ministros estariam anuladas todas as decisões condenatórias a magistrados impostas pelo CNJ. Só faltou Mendes dizer que, dentre elas, a do supracitado Paulo Medina,

Com leguleios e abundantes frases latinas, os cinco ministros, que cerraram fileiras de modo a admitir apenas excepcionalmente a atuação do CNJ, não perceberam a contradição entre a afirmação de não coonestar com a impunidade e insistir na vigência de um sistema anterior que protegia maus magistrados. Em outras palavras, iriam estabelecer a volta ao sistema anterior e mudar o escopo da emenda que criou o CNJ.

Os cinco ministros que insistiam nas apurações pelas corregedorias e com o CNJ com competência subsidiária, e só para casos manifestamente teratológicos, foram Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski, Cesar Peluso, Celso de Melo e Luiz Fux.

Marco Aurélio chegou ao absurdo de conceder liminar para paralisar um órgão, CNJ, que funciona há sete anos e já puniu vários magistrados. E, isso tudo, com o STF já tendo decidido anos atrás que o CNJ, na sua inteireza, é um órgão legítimo, criado por emenda sem vícios de constituinte derivado. Uma liminar tão precipitada e fora de hora como a que Marco Aurélio Mello concedeu ao ex-banqueiro Salvatore Cacciola, que aproveitou a soltura determinada pelo ministro para fugir do Brasil.

De tabela, o ministro Lewandowski, também cautelarmente, concedeu liminar para suspender a correição feita pelo CNJ no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) comandada pela ministra Eliana Calmon.

Àquela altura, a ministra Calmon já sabia que desembargadores do TJ-SP tinham recebidos créditos de forma privilegiada e com violação aos princípios constitucionais da igualdade e da impessoalidade. Dentre os que tinham recebido estavam, segundo revelou o jornal Folha de S.Paulo, o ministro Lewandowski, já desembargador do TJ-SP, na classe quinto constitucional.

Sob suspeita, Lewandowski veio com a resposta, sem corar a face, que não estava impedido de atuar e conceder liminar, pois não estava sujeito ao poder correcional do CNJ.

Logo depois, Lewandowski explicou sobre risco de quebra de sigilo bancário dos magistratos paulistas, coisa que o CNJ nunca fez sem autorização e que o procurador-geral da República, ao arquivar representação da AMB, afirmou que Eliana Calmon nunca determinara ou permitira a quebra de sigilo de magistrados do TJ-SP.

Durante o julgamento de ontem no STF percebeu-se o fervor de Lewandowski em sustentar a competência subsidiária do CNJ. No fundo, defendia a sua liminar.

Importante recordar que o CNJ tem, pela emenda constitucional da sua criação, poder de avocar (chamar para si) procedimentos disciplinares das corregedorias, dado a competência concorrente. Como diziam os praxistas ao interpretar, “quem pode o mais (avocar), pode o menos” (apurar).

Aliás, os seis outros ministros que cassaram a precipitada e canhestra liminar do ministro Marco Aurélio, geradora de confusões e desconfiança na Magistratura nacional, demonstraram que o CNJ havia nascido da necessidade de fiscalizar magistrados e tribunais.

Dentre os vencedores, a única bola-fora foi do ministro Dias Toffoli, o do caso do casamento do amigo-advogado na Ilha de Caras, ou melhor de Capri:

http://www.cartacapital.com.br/sociedade/temis-desconcertada/?autor=18

Para Toffoli, com apoio de Lewandowski, os magistrados e membros da Justiça Eleitoral  estavam fora do controle do CNJ. Por quê ? Toffoli não conseguiu explicar. E, pior, com isso deixou claro porque foi reprovado por duas vezes em concurso de ingresso à Magistratura em São Paulo.

 Transcrevi trechos

Quem degrada o judiciário. Manchetes dos jornais de hoje revelam

O presidente do Superior Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Cezar Peluso, não revelou nomes.

Mas o discurso está correto: Quem degrada o judiciário leva à barbárie.

Publico  capas de jornais de hoje. Neste blogue – se minha intenção fosse promover uma seleta de provas – existem manchetes muito mais comprometedoras.

Quem degrada o judiciário? Creio que qualquer cidadão brasileiro sabe a resposta.

Índice de reprovação do Judiciário é de 92,6%

Roberto Monteiro Pinho

Enquanto os juízes se preocupam com aumento dos seus salários, a contratação de mais servidores e reformar imóveis dos tribunais para seu conforto, (até porque, enquanto as varas e seus estacionamentos exclusivos ganham mais espaço), os corredores se estreitam, de forma que as condições ambientais são sufocantes, desconfortáveis e desiguais.

O fato é que a morosidade do Judiciário para solucionar os diversos conflitos que chegam aos 91 tribunais do país, de acordo com uma sondagem realizada no mês de março de 2010 pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), é o maior entrave apontado pelo brasileiro no item que trata da confiança da população na Justiça. Até então, com 70 milhões de processos ativos, o Judiciário brasileiro amargava seu pior momento, com a média geral, eis que 92,6% da população reprovam a Justiça no quesito celeridade. O levantamento faz parte do cálculo do Índice de Confiança na Justiça (ICJBrasil) do 1º trimestre de 2010, organizado pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que chegou a 5,9 pontos, em uma escala de 0 a 10.

Longe do tolerável, os índices apurados nas pesquisas decrescem a cada ano, a queda vertiginosa se deve a dois fatores: isolamento do Judiciário com a sociedade e a soberba de seus integrantes.

EM BELO HORIZONTE, 86,4% CRITICAM

Pesquisa realizada pelo Instituto Nexus, nos dias 29 e 30 de abril de 2011, na cidade de Belo Horizonte, avaliou a opinião dos mineiros em relação à imagem do Poder Judiciário. Foram entrevistados 221 moradores de Belo Horizonte, com mais de 16 anos. A margem de erro da pesquisa é de 6,7 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança de 95,5 %. Foi avaliado o nível de conhecimento e de confiança dos Tribunais Superiores que compõem o Poder Judiciário.

De acordo com o Instituto em um primeiro momento, a pesquisa analisou como a população enxerga o Poder Judiciário como um todo, e a opinião dos belo-horizontinos foram francamente desfavoráveis. Eis os resultados: 86,4% dos entrevistados consideram o Judiciário lento; 67,9% não transparente; 57,9% ineficiente; 56,1% sem credibilidade, 54,3% injusto e 50,2% não ético. Entre os Tribunais mais conhecidos estão o Tribunal Superior Eleitoral e o Tribunal Superior do Trabalho, ambos com 68,3% do conhecimento.

A imagem geral do Poder Judiciário também se revela negativa: 12,7% confiam totalmente no Poder, 63,8% confiam apenas em parte e 20,8% não confiam no Judiciário.