Marcha pela democracia antecede manifestação golpista programada para amanhã 15 de novembro em todo o Brasil

A parada militar dos golpistas pretende reviver o movimento integralista de Plínio Salgado, réplica do nazismo e do fascismo, e as procissões da direita católica, promovidas pela TFP, em 1964, contra o divórcio, os homossexuais, as mulheres adúlteras e amancebadas, e pela virgindade, em defesa da tradição, da família e da propriedade.

A parada da direita conservadora traz dos porões de tortura da ditadura militar o cinquentenário CCC – Comando de Caça aos Comunistas, e diz ter o apoio das polícias militares e delegados da Polícia Federal. Subversivamente pede a derrubada de Dilma Rousseff, que deve ser substituída por um interventor militar.

 

Bolsonaro liderou a primeira marcha, depois das eleições, pela intervenção militar
Bolsonaro liderou a primeira marcha, depois das eleições, pela intervenção militar

 

 A PRIMEIRA REAÇÃO POPULAR CONTRA OS GOLPISTAS INIMIGOS DA DEMOCRACIA E DO POVO

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R7 Notícias – A marcha Contra a Direita, por Mais Direitos reuniu, segundo a Polícia Militar, cerca de 20 mil pessoas na quinta-feira (13) na capital paulista. Os manifestantes começaram a se concentrar no fim da tarde no vão-livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo), na região central da cidade. Em seguida, fecharam a Avenida Paulista e seguiram até a Rua da Consolação. Além de repudiar as recentes manifestações a favor da volta ao regime militar, o ato pediu a democratização dos meios de comunicação e as reformas política, urbana, agrária e tributária.

Os manifestantes passaram ainda pela região dos Jardins, bairro nobre da capital, onde dançaram forró para criticar as mensagens preconceituosas contra nordestinos divulgadas nas redes sociais após o segundo turno das eleições. “Se lá, na marcha deles, tem elite que não gosta do povo. Aqui tem povo trabalhador, tem negro e tem nordestino. Aqui está o povo brasileiro verdadeiramente representado”, disse, do alto do carro de som, o coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Guilherme Boulos. Depois a passeata desceu a Consolação sob garoa fina e terminou na Praça Roosevelt, no centro.

Boulos, defendeu que os movimentos sociais devem pautar uma agenda de mudanças para os próximos anos. “Nós queremos deixar claro, aqui, que nós queremos falar de uma intervenção nos rumos do país, mas não é intervenção militar, é uma intervenção popular”. Ele também destacou a necessidade de se implementar uma Assembleia Constituinte para implantar a reforma política. “O Congresso Nacional não vai abrir mão de seus privilégios”, disse.

O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Freitas, destacou que os movimentos sociais devem cobrar as reformas diretamente da presidenta Dilma Rousseff. “Nós também queremos a reforma urbana. As cidades brasileiras vivem um caos. Nós temos que ter ênfase na política de moradia para o povo ter condições de ter onde morar. A Dilma foi eleita para isso”.

A ex-candidata à Presidência pelo PSOL, Luciana Genro, enfatizou a importância da democratização dos meios de comunicação. “O que nós temos hoje é a ditadura dos donos dos meios de comunicação, que publicam aquilo que eles desejam e não, muitas vezes, a realidade dos fatos”, disse em seu discurso.

Também participaram da manifestação o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) e o Movimento Juntos.

 

Fotos Leonardo Sakamoto: "Guilherme Boulos, do MTST, encerra a manifestação na praça Roosevelt após uma caminhada de três horas sob chuva. Diz que este é o maior ato em meses em São Paulo, com 20 mil pessoas. Promete que se Dilma ignorar as necessidades do povo, o país vai parar. E que não haverá intervenção militar apoiada por ultraconservadores, mas intervenção popular para garantir as reformas que o povo precisa - como as reformas urbana e política. Boulos, cada vez mais, se firma como a mais relevante liderança social do país.
Fotos Leonardo Sakamoto:
“Guilherme Boulos, do MTST, encerra a manifestação na praça Roosevelt após uma caminhada de três horas sob chuva.
Diz que este é o maior ato em meses em São Paulo, com 20 mil pessoas. Promete que se Dilma ignorar as necessidades do povo, o país vai parar. E que não haverá intervenção militar apoiada por ultraconservadores, mas intervenção popular para garantir as reformas que o povo precisa – como as reformas urbana e política.
Boulos, cada vez mais, se firma como a mais relevante liderança social do país”.

 

 

Democratizar la palabra: La reacción furibunda de los grandes grupos mediáticos

En sintonía con los cambios políticos que vive América Latina desde la década pasada, la lucha por la democratización de la comunicación ha dejado de ser un asunto circunscrito a quienes se encuentran vinculados directa o indirectamente a la comunicación, para convertirse en una causa asumida por cada vez más actores sociales, puesto que ventila el futuro mismo de la democracia.

Se trata de una lucha que pasa por la actualización de las normativas legales -para que la libertad de expresión deje de ser el privilegio de unos pocos-, y políticas públicas que garanticen el pluralismo y la diversidad, preservando el interés colectivo sobre apetitos particulares.

Ante esta elemental aspiración democrática, la reacción furibunda de los grandes grupos mediáticos es una demostración por sí misma de la magnitud del poder que detentan -en tanto factores estratégicos para la reproducción del status quo-, pues de esa manera incluso consiguen intimidar a muchos actores políticos, cuando no gobiernos. Pero no pasan de ser “triunfos” circunstanciales, pues la causa por la democratización de la comunicación ya está marcada en la agenda de los cambios históricos.

El propio impacto que tiene la comunicación en todos los órdenes de la vida contemporánea conduce a que la demanda por su democratización deje ser un asunto circunscrito a quienes están directamente involucrados en este campo y se torne un desafío ciudadano. Y esta es la dimensión que esta lucha tiene en la actualidad.

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Jornalistas europeus contra privatização dos meios de comunicação


Na campanha, a FEJ, que é a estrutura europeia da Federação Internacional de Jornalistas, na qual o Sindicato dos Jornalistas de Portugal está filiado, destaca a ofensiva do Governo contra a RTP e a Agência Lusa, o processo de despedimento colectivo em curso no “Público” e despedimentos em vista na Impresa, no “Sol” e na Cofina.

A Federação destaca o papel do SJ nestas lutas e chama a atenção para as reuniões que o Sindicato promove em Lisboa e no Porto.

FIJ e a FEJ publicaram uma posição de apoio à luta contra a privatização da RTP e o desmantelamento dos serviços públicos de rádio e de televisão e contra a redução das dotações orçamentais da RTP e da Lusa.
Entretanto, a Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública e a Federação Nacional da Educação enviaram ao SJ saudações de apoio às lutas dos jornalistas e dos trabalhadores da Lusa.

 

 

 

Contra o apagão de Azeredo. Manifestação dia 29 novembro em Belô

Contra a lei Azeredo


Ato pela democratização da mídia (MG) – 29 de novembro de 2011

“Você que tá cansado de tanta caretice, tanta babaquice… mostre a força da mídia alternativa e o tamanho da revolta social para com essa mídia sem democracia e sem respeito pelo povo brasileiro!”

Local: Porta da imprensa oficial na rua Augusto de Lima, Belo Horizonte – MG, neste 29 de novembro, 9 horas.