Os grandes temas tabus esquecidos do debate

Por medo de perder votos, Dilma e Aécio ignoram temas importantes para os eleitores

 

dilma aécio

 

por Juan Arias/ El País/ Espanha

O penúltimo debate entre os candidatos presidenciais, Dilma Rousseff e Aécio Neves, no qual se sentia no ar o medo de ambos de cair de novo nas cenas de boxe vistas no encontro anterior, ocorreu sem grandes destaques, quase como um decalque dos primeiros embates deste segundo turno, com temas já abordados e, de novo, deixando no esquecimento assuntos fundamentais, como por exemplo, os referentes à sexualidade, ao meio ambiente e ao racismo que atinge os brasileiros negros e mulatos.

[Um debate visa desmascarar os santos de pau oco, os príncipes encantados, os falsos salvadores da pátria, os demagogos amigos do povo, criados pela propaganda política que lava mais branco, que pede para votar no melhor. Quando quem tem uma vida suja não deve ser candidato.

Propostas são promessas. A garantia de que promessa é dívida para ser, realmente, paga, depende do passado de quem faz. Daí a necessidade do eleitor conhecer a vida de quem lhe deve, de quem lhe dá esperanças, oferece probabilidades de um futuro melhor]

Já às vésperas da votação, os temas tabu, dos quais os dois candidatos fogem como o diabo da cruz, continuam sendo os grandes ausentes, como se eles não interessassem aos cidadãos ou por temor dos candidatos de perder votos ao se comprometerem com essas questões.

Dilma e Aécio mantiveram silêncio, por exemplo, em relação ao aborto, que segue matando milhares de mulheres, geralmente as mais pobres e vulneráveis. É um assunto que os assusta, assim como as questões relativas aos direitos dos homossexuais, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a possibilidade de adotarem crianças. Ou a homofobia, que continua provocando mortes a cada dia, frutos da intolerância e do preconceito. Esse medo tem um nome: o terror de perder os votos dos milhões de evangélicos.

E com os assuntos relativos à sexualidade, os candidatos também ficaram gravemente calados em relação à proteção da Amazônia, que permanece sendo sacrificada e que representa uma das maiores riquezas ecológicas do planeta, um orgulho dos brasileiros.

Esqueceram-se do meio ambiente [a seca de São Paulo] e das energias alternativas, que hoje são assuntos universais e importantíssimos. Como é possível que Marina Silva, que deu seu apoio a Aécio, não tenha pedido a ele para colocar a defesa da Amazônia como prioridade no debate?

[Que a Amazonia é do Brasil]

E o racismo perpetrado diariamente contra os brasileiros negros e mulatos, que são maioria no país mas continuam como os grandes excluídos da sociedade?

E o problema da desigualdade social? Será que os candidatos não lamentam ou não se preocupam com o fato de o Brasil, rico em quase tudo, continuar apresentando um dos maiores índices de desigualdade entre os países em desenvolvimento?

[Exemplo: a reforma agrária]

Entre as bandeiras do medo levantadas nesta campanha sempre esteve presente a comparação entre o PT que se interessaria pelos pobres e o PSDB que preferiria os ricos. Mas será que nenhum dos candidatos considerou importante explicar por que, apesar de tantos avanços sociais, o Brasil mantém esse abismo perverso da desigualdade, que vai desde a riqueza, que continua acumulada por poucos, às oportunidades para todos abrirem um caminho na vida?

Por que ninguém fala em taxar as grandes fortunas, de acabar com essa injustiça de que os ricos paguem, por exemplo, o mesmo coeficiente de impostos que a castigada classe média? E essas diferenças gritantes de salários entre os políticos e os professores, para citar um exemplo? A reforma política, mãe de tantas corrupções, com essa loucura de dezenas de partidos sem ideologia e a falta de credibilidade dos cidadãos nos políticos, foi outra das grandes ausentes do debate.

[Por ninguém fala nos sem terra, nos sem teto?]

E por fim, a política externa, um assunto que pode não trazer votos, pois a maioria dos cidadãos não o vê como uma urgência para sua vida cotidiana, tampouco mereceu uma só menção.

Curiosamente, no entanto, Neves foi bastante aplaudido quando mencionou a predileção que o Governo Rousseff tem tido com os países mais ditatoriais da América Latina.

[Esta é uma referência implícita ao Uruguai, Argentina, Bolívia, Venezuela, países que realizaram eleições diretas para presidente e, coisa que o Brasil não faz, ouviram a voz do povo em plebiscitos e referendos] 

De fato, é fundamental para um país da importância geopolítica do Brasil saber como quer se posicionar no cenário internacional, quem serão seus parceiros, com quem prefere negociar política e economicamente.

[O medo do Mercosul, do BRICS; e a defesa do FMI, da dolarização, do Brasil quintal, eterna colônia]

Trata-se justamente de um assunto que poderia claramente diferenciar ambos os candidatos. Por que Aécio não explicou como pretende mudar a tão criticada política externa do país?

[A política de Aécio é a mesma de Fernando Henrique, privatista e entreguista, tendo Armínio Fraga como ministro da Economia]

Os brasileiros têm o direito de saber com quem o país deseja jogar em um futuro próximo.

[Temas como nacionalismo, patriotismo e brasilidade permanecem esquecidos.  E para combater a corrupção e os privilégios das elites: as reformas do judiciário, do legislativo, do executivo.

As reformas de base, que motivaram o golpe de 64, continuam banidas do cenário político]

Falta apenas um debate antes do pleito. Se esses assuntos até agora tabus permanecerem como os grandes ausentes, pelo medo dos candidatos de perder votos, os brasileiros poderão ir às urnas votando às cegas e no vazio.

 

[Os comentários entre colchetes são do editor deste blogue]

 

 

As mãos de Marina e Maradona não são as mãos de Deus

 

 

247 hoje
247 hoje

Quebrando a trégua do luto de todos os candidatos a presidente, pela morte de Eduardo Campos, Marina Silva vem realizando uma campanha emocional, messiânica e mística, misturando religião com mensagens demagógicas.

Ela, comprometida que é, com banqueiros e barões da mídia nacional e internacional, jamais falará de nacionalismo, patriotismo e brasilidade.

Hoje, Marina deu entrevista para explicar porque recusou o convite de Eduardo Campos para viajar no jatinho que explodiu.

“Foi providência divina não estarmos naquele voo”, disse.

Não considero santo usar o nome de Deus para esconder motivos terrenos, políticos e profanos. Como faz Marina. E fez Maradona

 

No Brasil tudo vira promessa que ninguém paga

A justiça promete condenar. Só a justiça prende por mais de 3o dias. E os corruptos soltos.

Os políticos vivem de promessa. Até os sindicatos. Em Pernambuco existe o conto-de-vigário da sede. No final, não se faz nada que preste para o povo.

O Brasil é o país das obras inacabadas e dos serviços fantasmas. E do medo danado, do medo medonho, do medo brabo, do medo de arrepiar do povo nas ruas. Do cargar-se de medo, do pelar-se de medo de plebiscito, de referendo.

Ninguém quer ouvir a voz do povo.

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Em Recife não existe passeio público.

VEM AÍ RICARDO, O REI DA MARACUTAIA COM O ORÇAMENTO DEMOCRÁTICO, ARAPUCA NAZISTA

por Eilzo Matos

Afirmei antes e repito: não dá para confiar num indivíduo que é indiciado como réu em centenas de investigações, inquéritos policiais, procedimentos judiciais. É irrecuperável, é um caso perdido. Esta é a situação do governador Ricardo Boca Torta. Ele passa por cima da Lei e até de verbete do Dicionário Aurélio que também define infrações legais.

Duvido que as pessoas saiam de suas casas, sem o convite para a boa alimentação, o transporte gratuito confortável, a hospedagem, o pagamento da farra animada, e da carimbada simpatia do governador. Deve a despesa chegar, como se diz popularmente, a uma grande soma, a uma “fábula”. Porque esse pessoal, ganha e recebe muito dinheiro e muitas vantagens, todos os dias, durante o ano inteiro.

Acho que vale a pena fazer um levantamento das despesas com a mídia, documentos, transporte, alimentação, hospedagem, material de expediente, diárias, etc, e, principalmente a soma em dinheiro, gasto em gratificações pagas aos articuladores e participantes das “reuniões” de qualquer tipo, como “plenárias”, “assembléias” etc, que se multiplica em todos os recantos do Estado, com a finalidade de montar a arapuca nazista – o orçamento democrático. Ali ninguém está de graça.

Ricardo Boca Torta está em plena campanha para a sua reeleição. O período para a campanha de que trata o Código Eleitoral e legislação específica, ainda não foi definido e detalhado pelo Tribunal Superior Eleitoral, sendo o procedimento do governador contrário à Lei. Falei acima o que o dicionário define como conduta ilegal. Leia: “Adj. Bras. Deprec. Diz-se dos atos e proposições emanados dos membros dos poderes públicos com vista à captação de votos em eleição próxima e não ao real interesse da comunidade; eleiçoeiro.” Transcrevi trechos

Imagem copa

Desmontar la trampa del lenguaje

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por Fernando Luengo

Profesor de Economía Aplicada e investigador del Instituto Complutense de Estudios Internacionales. Miembro del colectivo econoNuestra

El lenguaje utilizado por el mainstream académico y por las élites políticas es imprescindible cuestionarlo desde la raíz misma, pues su aceptación y utilización ha supuesto una gran victoria cultural de las políticas neoliberales. Con un apoyo mediático sin precedentes, se repiten una y otra vez las mismas expresiones: “todos somos culpables y, en consecuencia, todos tenemos que arrimar el hombro”, “hemos vivido por encima de nuestras posibilidades y ahora toca apretarnos el cinturón”, “el Estado es como una familia, no puede gastar más de lo que ingresa”, “la austeridad es una virtud que, si la practicamos con convicción y firmeza, nos permitirá salir de la crisis”. Tan sólo son algunos ejemplos de uso bastante frecuente de un discurso simple (simplista),  directo y, por qué no decirlo, muy efectivo; nos entrega palabras y conceptos fácilmente manejables, que proporcionan un diagnóstico de quiénes son, o mejor dicho somos, los culpables y cuáles son las soluciones.

Dado que todos, sin distinción de estatus ni clase social, hemos sido responsables y que la única salida es el esfuerzo colectivo, ese discurso busca convertir a la ciudadanía en espectadores pasivos de un grupo tecnocrático cuyo cometido es gestionar con eficacia, con su saber hacer, la necesaria austeridad.

Según ese mismo lenguaje, ampliamente aceptado, todos somos culpables y el mayor de todos es el Estado, despilfarrador por naturaleza. Por esta razón toca adelgazarlo, y de esta manera liberar (literalmente) recursos atrapados y mal utilizados por el sector público, para que la iniciativa privada, paradigma de la eficiencia, los pueda utilizar.

Lo cierto es que estos razonamientos y su lógica, implacables e inexorables en apariencia, nos alejan de una reflexión sobre la complejidad, sobre las causas de fondo de la crisis; causas que apuntan a las contradicciones de la dinámica económica capitalista, la problemática asociada a la integración europea, la operativa de los mercados y los intereses que los articulan. Estos asuntos han quedado fuera de foco y, por supuesto, fuera de la agenda de una posible superación de la crisis. Agenda que, además de incorporar una visión de la misma de calado estructural, necesita hacer valer otro lenguaje —en realidad, otro marco conceptual e interpretativo— basado en las ideas de sostenibilidad de los procesos económicos, el trabajo decente y la cohesión social.

Demagogia de dona Dilma

A maioria dos brasileiros ganha uma aposentadoria de fome.
Esse adiantamento da metade do décimo terceiro salário – daqui a 60 dias – não serve para nada.

Representa uma empulhação.
Troça.
Logro.
Zombaria.
Coisa de pulhas.

Não adianta nem para os marajás nem para as Marias Candelárias. Que recebem pensões especiais.
Os príncipes, das previdências especiais, não precisam de grana sequer para viajar de férias para o exterior.
Possuem contas secretas nos paraísos fiscais.

Agosto é mês de comércio fraco. Este o motivo do adiantamento. Os donos de supermercados agradecem.