Polícia de choque do governador de Brasília

 

Os guardas de trânsito do governador de Brasília não usarão suas pistolas de choque em juízes, ou nos desembargadores e ministros das supremas cortes. Isso eu garanto.

Nem contra outras polícias (o governador não é doido): a federal, a civil, a militar, a rodoviária (eta país cheio de polícias, seguranças e guardas por todos os lados). Nem contra os oficiais das forças armadas.

 

As pistolas foram compradas exclusivamente para maltratar, ferir os 99% dos pobres brasilienses, o cidadão comum sem foro especial, sem delegado especial, sem salário especial, sem teto, sem terra grilada, sem nada.

Dividiram a Nação em duas classes: os especiais em tudo, os filhos da mãe gentil, pátria amada, Brasil; e os sem mãe, os filhos da rua, os salário piso, os pejotas, os salário mínimo, os bolsa família, os desempregados.

 

 

 

 

Ainda sobre prejulgamentos de juízes e da imprensa

por Frederico Vasconcelos

Desde que foi publicado o primeiro texto sobre o episódio envolvendo o juiz Francisco Orlando de Souza, detido pelo delegado Frederico Costa Miguel sob suspeita de dirigir embriagado e sem habilitação, o Blog acolheu, igualmente, comentários com críticas ao comportamento do magistrado e ao do policial civil, desde que não fossem ofensivos.

Um terceiro tipo de opinião ainda persiste em apontar danos causados pela divulgação do incidente, como se não fosse um caso de indiscutível interesse público.

Esses comentários, com conclusões precipitadas, chegaram a sugerir que houve “irresponsabilidade” da imprensa. Acenaram até com indenizações que o magistrado poderia vir a receber no futuro por ter sido alvo de prejulgamento.

Esquecem –ou talvez não saibam– que o controvertido boletim de ocorrência circulou em lista de magistrados na internet numa mensagem com o seguinte título: “Conduta repreensível de um juiz de direito — Est. de SP (não colabora com o respeito pela magistratura perante a população)”.


Comentário do editor deste blogue: Quem dirige bêbado tem que ser preso. E prisão de juiz é notícia em qualquer parte do mundo civilizado e democrático. E manchete: quando promovido a desembargador. (T.A.)

Brasil. Prisão coisa de pobre

Desembargador José Roberto Bedran solicitou criação de "delegado especial" para casos que envolvam juízes
Desembargador José Roberto Bedran solicitou criação de "delegado especial" para casos que envolvam juízes

Brasil pune apenas bandido descalço. Bandido togado não é bandido no Brasil

Bandido legal, para a justiça PPV, é descalço. Descamisado.

O judiciário não aceita a classificação “bandido togado”.
Um magistrado pode matar, roubar, ser pedófilo, praticar assédio sexual, moral, stalking, assinar habeas corpus nas coxas lisas ou cabeludas, vender sentenças. Pode tudo no mundo do crime. Jamais conseguirá ser um bandido.

Nem preso. Cadeia só se for especial. Pra lá de especial. Acontece com Lalau. Lalau é ladrão, mas não é bandido.

Lalau foi condenado e preso. Nunca devolveu o dinheiro que roubou. Preso em casa. No maior luxo. Vida de rei.

O povo brasileiro está escandalizado com a confissão de um vereador de São Paulo.
Rodson Lima (PP), de Taubaté, no Vale do Paraíba, postou em uma rede social na internet que tem “vida de príncipe” durante uma viagem a Sergipe. Ele comemorou a hospedagem em um hotel cinco estrelas e ainda afirmou que a vida de luxo é paga com dinheiro público.
Os comentários foram feitos nesta quinta-feira (20) num grupo de discussão criado no Facebook para debater as eleições municipais do ano que vem. “Nesse momento, estamos hospedados em um hotel cinco estrelas, com uma ‘big’ de uma piscina e de frente para o mar. Tudo pago com dinheiro público. O povo me dá vida de príncipe”, dizia a mensagem postada pelo político.

Isso é besteira. Magistrado vive de congresso em congresso. Nos hotéis cinco estrelas do Brasil e do exterior. Acho justo. Vereador também merece a mesma vida.

TJ quer tratamento especial para juiz suspeito de infração

O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Roberto Bedran, quer a criação da figura de um “delegado especial” para cuidar de ocorrências que envolvam juízes e desembargadores. O pedido foi feito à Secretaria de Estado da Segurança Pública.

A proposta foi revelada em sessão do TJ anteontem, na discussão sobre a promoção ao cargo de desembargador do juiz Francisco Orlando de Souza, 57, detido sob suspeita de dirigir embriagado e sem habilitação no dia 9. Ele foi detido e liberado no mesmo dia. O magistrado nega que estivesse bêbado.

De acordo com o texto, o desembargador diz que a medida evitará que incidentes sejam explorados por jornais. Em São Paulo, juízes e desembargadores não podem ser levados a delegacias e a ocorrência tem de ser comunicada ao TJ. O tratamento especial com delegado exclusivo, porém, não está previsto.

Acredito que para desembargador, ministro da suprema justiça, será nos conformes da dignidade real do cargo, necessária uma autoridade acima de um delegado especial. Quem?  Eis a questão.

 

APURAÇÃO INTERNA

Sobre o caso do juiz, Bedran relatou durante a sessão de anteontem que o tribunal fez uma investigação e não encontrou provas para barrar a promoção dele. O presidente do TJ ressaltou, porém, que as apurações vão continuar.

Outros desembargadores levantaram suspeitas sobre a conduta do delegado que deteve Souza. Também foram citados elogios de colegas ao magistrado, que então teve a promoção aprovada pelo critério da antiguidade (tempo de trabalho na magistratura).

A Secretaria da Segurança Pública informou, por meio de nota, que estuda agilizar a comunicação do TJ em casos envolvendo juízes, mas negou a possibilidade de restringir o trabalho de delegados e da imprensa. “Não há que se confundir a observância da lei com a redução das atribuições funcionais dos delegados e tampouco com cerceamento do trabalho da imprensa”, diz a nota.

Assim espera todo brasileiro.

Que assim seja.