A fonte da reportagem da IstoÉ que prendeu Lula

Nesta terça-feira (8/3), Dia Internacional da Mulher, as jornalistas da revista IstoÉ divulgaram uma carta de repúdio às ofensas sofridas por Débora Bergamasco, diretora da sucursal de Brasília e autora da matéria “A Delação de Delcídio”, publicada na última quinta (3/3).

Elogio, ressalto, e considero um gesto raro a solidariedade de uma redação, quando um companheiro/ companheira é injustamente demitido ou vítima de difamação. Que o jornalismo é uma profissão desprotegida, pessimamente remunerada, e a liberdade de imprensa continua sendo propriedade do patrão, e não um direito do empregado.

Denuncia a redação da IstoÉ: “Débora Bergamasco tem visto, nos últimos dias, seu esforço jornalístico colocado em xeque em meio a insinuações de ordem moral, sem nenhum fato, testemunho ou dado concreto que fragilize seu trabalho jornalístico. Quantas vezes nós, mulheres, temos de suportar comentários que aproximam nosso desempenho profissional à nossa vida afetiva ou sexual? Por que o trabalho de uma mulher, e da colega Bergamasco em especial, não pode ser julgado pelo próprio mérito, pela reportagem que escreveu? Fofocas, insinuações, difamações e brincadeiras ofensivas ocorrem a todo momento. E não podemos ser coniventes”.

Estranhamente, a carta de solidariedade não faz nenhuma referência à acusação: “O mais novo escândalo sexual de Brasília envolve a diretora da IstoÉ em Brasília, Débora Bergamasco, que abandonou o marido, o jornalista Marcelo Moraes, diretor do Estadão, também em Brasília, para ir viver com José Eduardo Cardozo, então ministro da Justiça.

Débora, antes de ser da IstoÉ, passou uma temporada chefiando a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça, ironicamente indicada pelo marido, que foi obrigado a tirá-la do Estadão por conta de sua ação errática como repórter.

Na IstoÉ, Débora foi autora de uma entrevista com Cardozo, de quem já era namorada, chamada ‘A resposta de Cardozo’, feita para isentá-lo das responsabilidades em relação à atuação da PF.

Hoje, Débora Bergamasco publica com exclusividade a delação premiada de Delcídio Amaral, que provavelmente ela já tinha em mãos, graças a sua ligação com Cardozo.

É uma matéria que, apesar de não ter uma única prova que não sejam as falas de, levanta denúncias graves contra Lula e Dilma, e a autora é atual mulher do atual Advogado Geral da União”.

Um jornalista sério não divulga informações obtidas sobre tortura, delação de prisioneiros, ou de pessoas que exigem o anonimato, sem checar todos os envolvidos. E nunca esquecer que toda fonte é interesseira.

Delcídio do Amaral jamais confirmou o conteúdo do “furo” de Bergamasco, que motivou a prisão de Lula, e que a presidente Dilma considerou um prejulgamento.

Portal imprensa publica a seguinte reportagem de Vanessa Gonçalves: Segundo o texto da carta, “a jornalista vem sofrendo ataques constantes e difamatórios a respeito da credibilidade de seu trabalho, apoiados em invenções a respeito de sua vida pessoal”. Segundo elas, “há um machismo travestido de discussão ética nesses atentados que questionam o furo de reportagem”.

À IMPRENSA, Débora diz estar impressionada que em 2016 as pessoas, inclusive da imprensa, ainda acreditem que uma mulher só pode se estabelecer na carreira dependendo da indicação de um homem.

“Trabalho desde os 14 anos, tenho quase vinte anos de carreira e comecei por baixo, sempre trabalhando muito, colocando o trabalho como prioridade na minha vida. É a primeira vez que me vi diante de um machismo desta magnitude”, desabafa.

Para a jornalista, choca ver que as pessoas que a atacam na internet, especialmente nas redes sociais, não contestam a reportagem sobre a delação do senador Delcídio do Amaral, mas questionam sua vida pessoal.

“Não vi contestações sobre a matéria, nenhuma vírgula. Mas tenho certeza, de que se fosse um homem no meu lugar, independentemente da vida privada, duvido que iriam levantar qualquer calúnia e difamação como fizeram comigo. Estão desmoralizando minha pessoa para contestar o que eu escrevi”, diz Débora.

A jornalista diz que apesar da enxurrada de calúnias, só quer voltar a trabalhar com tranquilidade. “Só quero que me deixem trabalhar. Eu me sacrifico muito pelo trabalho. Ninguém chega ao posto de diretora de sucursal de uma revista como a IstoÉ se não for por mérito próprio”.

Decidida, ela garante que não vai deixar se abalar pelas injúrias e espera que outras mulheres vítimas de machismo sigam seu exemplo de enfrentar a situação. “Essas acusações são mentiras e acho absurdo que esteja se especulando, ate na própria imprensa, sobre quem teria sido minha fonte. Tenho legalmente o sigilo da fonte e vou protegê-la até o fim. Fiz um esforço de reportagem, porque é isso que o veículo que me contratou espera de mim. Acima de tudo, sou uma repórter”.

Débora se diz emocionada com a solidariedade das colegas que criaram a carta de repúdio e de tantas outras pessoas que a procuraram para dar apoio, mas afirma que, embora tenha se sentido muito triste e diminuída por conta dos ataques, pretende acionar judicialmente as pessoas que a ofenderam.”Essas coisas que falaram são tão baixas e desqualificadas que realmente eu e meus advogados vamos tomar as medidas legais. Calúnia e difamação são crimes”, conclui.

Leia na íntegra a carta de repúdios da equipe feminina da IstoÉ:

Nós, jornalistas da revista IstoÉ, repudiamos as ofensas contra a diretora da sucursal de Brasília, Débora Bergamasco, autora da matéria “A Delação de Delcídio”, publicada na edição desta semana. A jornalista vem sofrendo ataques constantes e difamatórios a respeito da credibilidade de seu trabalho, apoiados em invenções a respeito de sua vida pessoal.

Há um machismo travestido de discussão ética nesses atentados que questionam o furo de reportagem da nossa colega (http://alias.estadao.com.br/noticias/geral,vazamento-e-a mae,10000019737).

Débora Bergamasco tem visto, nos últimos dias, seu esforço jornalístico colocado em xeque em meio a insinuações de ordem moral, sem nenhum fato, testemunho ou dado concreto que fragilize seu trabalho jornalístico. Quantas vezes nós, mulheres, temos de suportar comentários que aproximam nosso desempenho profissional à nossa vida afetiva ou sexual? Por que o trabalho de uma mulher, e da colega Bergamasco em especial, não pode ser julgado pelo próprio mérito, pela reportagem que escreveu? Fofocas, insinuações, difamações e brincadeiras ofensivas ocorrem a todo momento. E não podemos ser coniventes.

Deixamos claro, aqui, nosso apoio a Débora Bergamasco e repudiamos qualquer tipo de insinuação machista, grosseira e vergonhosa em relação a ela e ao seu trabalho.

Ana Weiss, Ana Carolina Gandara, Ana Carolina Nunes, Beatriz Marques, Camila Brandalise, Carol Argamim Gouvêa, Célia Almeida, Christiane Pinho, Cinthia Behr, Cintia Oliveira, Elaine Ortiz, Fabíola Perez, Gabriela Araújo, Geovana Pagel, Gisele Vitória, Iara Spina, Kareen Sayuri, Letícia Liñeira, Ludmilla Amaral, Mariana Queiroz Barboza, Marili Hirota, Natália Flach, Paula Bezerra, Renata Valério.

AS JORNALISTAS MARQUESA DE SANTOS DA POLÍTICA BRASILEIRA

O jornalismo anda de moral baixa. Todo escândalo político tem uma jornalista como amante. Assim como em todo assassinato de jornalista a participação de um policial.

As belas mulheres saem das páginas dos principais jornais e revistas, e das telas da TV Globo as ancoras que levaram Renan Calheiros a renunciar um mandato de senador, Fernando Henrique a comprar um apartamento de 200 mil euros na Espanha para um filho bastardo, e Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, pagar lições de tênis nos Estados Unidos. Umas casam, outras descasam. É no que dá escolher jornalista pela beleza.

Publica o Diário do Centro do Mundo hoje:

O QUE SE FALA EM BRASÍLIA SOBRE OS BASTIDORES DA DELAÇÃO DE DELCÍDIO

O mais novo escândalo sexual de Brasília envolve a diretora da IstoÉ em Brasília, Débora Bergamasco, que abandonou o marido, o jornalista Marcelo Moraes, diretor do Estadão, também em Brasília, para ir viver com José Eduardo Cardozo, então ministro da Justiça.

Débora, antes de ser da IstoÉ, passou uma temporada chefiando a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça, ironicamente indicada pelo marido, que foi obrigado a tirá-la do Estadão por conta de sua ação errática como repórter.

Na IstoÉ, Débora foi autora de uma entrevista com Cardozo, de quem já era namorada, chamada “A resposta de Cardozo”, feita para isentá-lo das responsabilidades em relação à atuação da PF.

Hoje, Débora Bergamasco publica com exclusividade a delação premiada de Delcídio Amaral, que provavelmente ela já tinha em mãos, graças a sua ligação com Cardozo.

É uma matéria que, apesar de não ter uma única prova que não sejam as falas de, levanta denúncias graves contra Lula e Dilma, e a autora é atual mulher do atual Advogado Geral da União.

A última denúncia de propina paga a Eduardo Cunha motivou ele abrir processo de cassação de Dilma

Uma anotação apreendida pela Procuradoria-Geral da República (PGR), encontrada pela Polícia Federal na casa de Diogo Ferreira, chefe de gabinete do senador Delcídio do Amaral, mostra que o banco BTG Pactual pagou uma quantia de R$ 45 milhões ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

O documento em que foi encontrada a anotação foi usado pela PGR para prender o banqueiro André Esteves.

Mas não serve para prender Cunha.

Na anotação, o seguinte texto: “Em troca de uma emenda à Medida Provisória número 608, o BTG Pactual, proprietário da massa falida do banco Bamerindus, o qual estava interessado em utilizar os créditos fiscais da tal massa, pagou ao deputado Eduardo Cunha a quantia de R$ 45 milhões”.

Aprovada em 2013, a Medida Provisória número 608 permite a extinção de dívidas de bancos ou sua conversão em ações quando julgar ser preciso preservar o “regular funcionamento do sistema financeiro” pelo Banco Central, segundo critérios estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional.

 

 

 

Senador Delcídio do Amaral: o flagrante virou eterno

por Urariano Mota

Está tudo muito claro, sem dúvida o senador Delcídio do Amaral cometeu crimes. Mas se observarmos bem, a prisão do primeiro senador no tempo democrático se deu em circunstâncias, digamos, excepcionais. Antes, na ditadura, os atos eram mais simples: cassavam-se mandatos, fechava-se o Congresso que desejava ser soberano, prendiam e sumiam com os corpos de parlamentares. Mas nesta semana, a prisão de um senador no exercício do mandato ganhou cores mais, como direi, absurdas da esperteza nacional.

Um crime que necessitava ser flagrante, virou contínuo, eterno, ou permanente. A flagrância virou fragrância, mau cheiro de coisa mais podre. Mas como?

Quando pesquiso, sou informado de que a decisão da 2ª. Turma do STF se baseou no parágrafo 2º do artigo 53 da Constituição Federal. O dispositivo diz, ou dizia, a esta altura não sabemos ao certo, que parlamentares não podem, ou não podiam ser presos, a não ser em casos de “flagrante de crime inafiançável”. No entanto, de acordo com o ministro Teori Zavascki, o senador Delcídio passou a ser acusado de integrar uma organização criminosa, ou seja, segundo ele, um crime permanente. E para coroar o enquadramento legal., o ministro citou outro ministro, um voto do ministro Gilmar Mendes onde se fala que, em casos de crime permanente, o flagrante pode ser feito a qualquer tempo. Lindo, sábio, erudito e maravilhoso.

Isso quer nos fazer crer que o flagrante perdeu o significado da língua portuguesa. A saber, vamos ao dicionário: “Flagrante – substantivo masculino – Ato ou fato observado ou comprovado no momento mesmo em que ocorre; ação notada e/ou registrada no momento da ocorrência”. Ou como adjetivo: “visto ou registrado no próprio momento da realização”. Perdoem se buscamos o sentido das palavras na tradição e uso corrente da língua portuguesa.

Perdoem, porque, pelo visto, o poder de interpretar palavras e situações é de uso exclusivo do Supremo Tribunal Federal, e do procurador Rodrigo Janot., não vamos cometer um crime de lesa-autoria. Melhor, de lesa-majestade. Esse poder de redefinição já havíamos notado desde o tempo da teoria do “domínio do fato”, no julgamento do chamado mensalão, lembram? A partir dali, o ato arbitrário de interpretar chegou ao perigoso terreno de que para condenar um réu, bastava a presunção de culpa. Simples. Se ele não furtou, teria contribuído para o furto. E se não contribuiu de modo direto, teria contribuído indireto. E se não contribuiu indireto é porque o réu seria tão esperto, que nem deixou pistas. Portanto, condene-se. Eu não invento, consultem a memóriaa, e me falem se assim não foi.

Agora, neste último caso, de livre interpretar a constituição federal, na prisão do senador Delcídio do Amaral, chamo a atenção para a professora Margarida Lacombe, da UFRJ. Ela é uma pessoa que alia inteligência, cultura, conhecimento e coragem. Vale a pena ouvi-la, num trechinho final do programa Em Pauta da Globo News no dia em que o senado confirmou a nova definição de flagrante do STF.

“Por mais impactante que seja tudo isso, que de fato é, quando a gente escuta a gravação, a gente deve pensar por que essa decisão de hoje, do Supremo Tribunal Federal, chancelada pelo Senado Federal, pode provocar enquanto precedente pro nosso país? A Constituição Federal, em termos da imunidade parlamentar, tratando-se de uma democracia, prevê que um parlamentar somente pode ser preso diante de flagrante delito ou de crime inafiançável. No meu modo de ver, eu acho que o Supremo Tribunal Federal pecou nesses dois requisitos, que são os únicos possíveis pra exceção, que é a questão da flagrância, do flagrante delito, ou da inafiançabilidade. O ministro Teori Zavascki falou no estado de flagrância. Esse estado de flagrância é a fórmula que eles mais ou menos encontraram pra enfrentar essa questão. E tentar caracterizar esse ato todo, esse fato que a gravção transmite, como crime de organização criminosa, que eles entendem, a decisão do Supremo, que é um crime permanente. Como de qualquer organização criminosa, ela seria composta por quatro ou mais pessoas, como diz a lei de 2013, que foi uma lei até criada depois do mensalão pra criar esse tipo de organização criminosa, que ali só se falava de quadrilha. Então quatro ou mais pessoas que têm vontade em comum, os mesmos desígnios de vontade, e essa organização seria estruturada e organizada em termos com a básica de divisão de tarefas. Então eles têm que juntar quatro ou mais pessoas, e aí foram buscar até… o Delcídio, o banqueiro, o advogado e o assessor, o chefe de gabinete, que era até uma figura, que eles dizem ali que tinha uma posição privilegiada.. enfim, pra compor esses quarto integrante, pra caracterizar a organização criminosa, e com isso poder desenvolver essa ideia de um estado de flagrância. Eu vejo isso muito complicado, em termos técnicos. Como é que se pode sustentar esses estado de flagrância, apesar da gente ter visto que houve uma situação bastante específica dele estar ali arrumando, vendendo facilidades pra organizar, enfim, a delação premiada do Nestor Cerveró? Então eu acho que o Supremo Tribunal Federal foi atingido na sua reputação, na medida em que os vídeos mostram que o Delcídio dizia que teria um acesso muito fácil aos ministros, cita o nome do próprio Teori Zavascki, como dizendo assim, ‘ah, eu já estive com ele, e também já estive com o Dias Toffoli”, sugerindo que já tinha havido algum tipo de facilidade, e o Supremo Tribunal Federal reagiu. Eu acho que reagiu nos termos que a gente diz, decidiu com base em razões de segunda ordem. Ou seja, (mais) com uma estabilidade institucional, do que propriamente da matéria”.

Notem que para a proposta de Delcídio dar certo, Cerveró precisaria ser solto antes, pois só então poderia fugir. Mas precisaria conseguir um habeas corpus. E para isso, bom, Delcídio teria que conversar com alguns ministros. Ele afirmou isso, na gravação da conversa que seguiu como prova. Daí que a reação do Supremo, como assinala a professora Margarida Lacombe, se deu por razões de segunda ordem. “Não somos estes que Delcídio falou”, teriam querido dizer. E se podemos fazer uma análise psicológica, à luz da experiência de escritor, digo que a voz de Gilmar Mendes fraqueja, quando nega a fala do senador. Gilmar perde o ar de imperador, arrogante, de queixo erguido. O mesmo se dá com Dias Toffoli, quando ele acompanha a negação na base de, o que o senador mentiu pra Gilmar Mendes, também mentiu pra mim. “Me põe nessa, por favor”, parece dizer.

E concederam o pedido por Rodrigo Janot, que cometeu este arrazoado:

“A Carta Magna não pode ser interpretada de modo a colocar o Supremo Tribunal Federal, intérprete e guardião máximo da Constituição Federal, em posição de impotência frente à organização criminosa que se embrenhou dentro do Estado…

A interpretação literal do § 2º do art. 53, descontextualizada de todo o sistema, transformaria a relevante garantia constitucional da imunidade parlamentar em abrigo de criminosos, os quais vêm sabotando relevante investigação criminal e instrução processual em curso”

Ou seja, como não se pode mudar a Constituição Federal com uma penada, muda-se a sua interpretação. O poder de interpretar é a interpretação de quem estiver no poder, judiciário. O que significa: contra quem se aliar, não importa quão distante, da esquerda, toda interpretação é livre, até mesmo contra a língua portuguesa. O que concluímos, enfim: salve-se quem puder. A constituição muda conforme o vento político da oposição.

Que ministros do STF conversaram com Delcidio? A covardia dos senadores de rabo preso

Os senadores que aprovaram a prisão de Delcidio praticaram seppuku (haraquiri). Com ou sem trocadilho, esculpiram o próprio sepulcro. Aceitaram a ditadura do Galeão da República do Paraná.

A quebra da imunidade parlamentar é uma violação da Democracia. Duvido que o STF concorde com a quebra da vitaliciedade dos magistrados.

Não está em questão a honestidade do senador preso e cassado sem direito à defesa. Inclusive Delcidio e Cunha são crias do governo Collor. O Delcidio foi dirigente da Petrobras indicado pelo presidente Fernando Henrique, onde fez parte de uma quadrilha criada pelos tucanos. Uma quadrilha jamais investigada pela PF, juiz Moro (Robespierre ressuscitado) e promotores e CPI da Petrobras.

A conspiração golpista vai comendo as cabeças inimigas e aliadas. Em tempo de cólera, nenhuma lei pode ser uma pedra no caminho dos inimigos da claridade. A atual Constituição uma Hidra. Serve para qualquer modelo de governo: Presidencialismo, parlamentarismo, monarquia, e ditaduras militar, policial, parlamentar, econômica e jurídica.

Que tribunal eleitoral lavou a ficha de Delcidio para ele ser candidato a senador? Por que Delcidio disse que existem ministros da justiça suprema que são conversáveis? Quem vai investigar esta denúncia de um supremo tribunal, absolutista, e aberto ao “diálogo” com corruptos?

Certamente o senador bem merece a prisão, quando respeitados todos os direitos que tem qualquer cidadão.

Senador Delcidio sofre tortura. PF procura informações sobre Lula. As prisões da Lava Jato assediam os presos

“O que o cu tem a ver com as calças?”. “Qual o sexo dos anjos?”. Estes os maiores enigmas investigados pela Polícia Federal.

“O uso do cachimbo faz a boca torta“. A origem da PF remonta ao Estado Novo (1937-45), no governo de Getúlio Vargas, que no dia 28 de março de 1944, alterou a denominação da antiga Polícia Civil do Distrito Federal (atual Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro) para Departamento Federal de Segurança Pública (DFSP), por meio do Decreto-Lei nº 6.378.

Finalmente, a Constituição de 1967, no seu artigo 210 mudou o nome do órgão de DFSP para Departamento de Polícia Federal, tendo suas funções definidas no artigo 8º, inciso VII, alíneas “a” a “d”, da referida Carta Magna. Essa mudança foi efetivamente concretizada em fevereiro do mesmo ano.

Com a Lei nº 4.878, de 3 dezembro de 1965, cria-se o estatuto dos policiais federais, que sofreu diversas alterações ao longo dos anos, e nele convivem as nomenclaturas “Departamento Federal de Segurança Pública” e “Departamento de Polícia Federal”. A despeito dessas alterações, inclusive por meio de revogações tácitas — como as trazidas em 2006, quanto à forma de remuneração —, o estatuto mantém ainda hoje, entre outros aspectos, o modelo disciplinar surgido à época do regime militar de 1964.

Fica explicado o interrogatório do senador Delcidio Amaral. Assédio policial que foi repassado, possivelmente a peso de ouro, para GloboNews, cujo nome escancara as intenções de quinta-coluna.

Os interrogatórios da Polícia Federal, do juiz Moro (Rospebierre  ressuscitado) e dos santos promotores inquisitores da República do Galeão do Paraná deveriam ser abertos ao público em geral, e transmitidos ao vivo pela internet, televisões e rádios, para evitar o mercado negro dos vazamentos.

 

Qual a interesse da PF em perguntar ao preso: – Delcídio, você sabia que Lula disse que você era imbecil?

O líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), se “descontrolou completamente” ao ser informado que o ex-presidente Lula o havia criticado na tarde desta quinta-feira (26), segundo relatos repassados à GloboNews. A declaração de Lula foi mostrada a Delcídio durante o depoimento do senador para a Polícia Federal (PF) na superintendência da corporação em Brasília, onde o parlamentar está preso.

No relato passado à GloboNews, assim que mostraram as declarações de Lula, Delcídio se “descontrolou completamente” e o advogado do senador teve que interferir, o que suspendeu o depoimento. Leia mais .

Com raiva, nervoso, pressionado, se sentindo abandonado pelo PT (Delcidio era tucano, e foi alto dirigente da Petrobras no governo Fernando Henrique, quando foi montada uma quadrilha jamais investigada), que Delcidio poderia falar de Lula?

Delcidio revelou que ministros do STF eram conversáveis, fáceis de ser peitados. A PF jamais vai tocar nesta revelação:

“Eu conversei com o Teori [Zavascki], conversei com o [Dias] Toffoli, pedi para o Toffoli conversar com o Gilmar [Mendes], o Michel [Temer] conversou com o Gilmar também, porque o Michel tá muito preocupado com o [Jorge] Zelada, e eu vou conversar com o Gilmar também”.

Delcidio é amigo das pessoas citadas? Sei que para certos amigos, inclusive os mais íntimos, existem assuntos e propostas impensáveis.

Para os barões da mídia golpista, todos os crimes praticados por parentes e amigos e supostos amigos são da responsabilidade de Lula.

 

A PF mentiu para Delcidio numa tentativa de arrancar qualquer informação contra Lula

 

Nas ditaduras de Vargas e dos militares, a Polícia Federal torturou e matou nos interrogatórios.

Atualmente, existem centenas de denúncias sobre a pratica de vários tipos de tortura psicológica, que pode ser muito mais danosa para o preso em sofrimento, e dor. As sequelas psicológicas são de difícil tratamento.

“Entende-se por tortura psicológica qualquer tipo de sofrimento mental, seja ele causado por desequilíbrio emocional, que é a raiz do problema, mas também por fatores externos como ofensas, humilhações, xingamentos, entre outros, que podem traumatizar e causar angústia e sofrimento, e em diversos casos perduram por anos deixando às vezes sequelas irreversíveis.

Algumas vezes causam mais danos do que as agressões físicas, podendo afetar não só uma pessoa mais todo um círculo de relacionamento entre pessoas desestabilizando a harmonia e equilíbrio do ser e do ambiente.

Há casos em que a tortura psicológica pode ser utilizada por algumas pessoas propositalmente e com o intuito de alcançar determinado objetivo, como uma confissão ou pelo simples prazer em desestabilizar ou ofender o outro.

A vítima da tortura psicológica tem grandes chances de desenvolver distúrbios psicológicos como a depressão, estresse pós-traumático, crises de ansiedade, fobias, síndrome do pânico, entre outras doenças psíquicas”.

A falta de ética, o abuso de poder, a crueldade da Polícia Federal são práticas criminosas. No caso Delcidio, porque mentiu para transtornar, desequilibrar emocionalmente um preso incomunicável.

São completamente falsas as declarações atribuídas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o senador Delcidio do Amaral publicadas nesta quinta-feira (26) pela Folha de S.Paulo. E no mesmo dia mostradas para Delcidio.

Mais uma vez, com base em supostas fontes anônimas, este jornal atribui ao ex-presidente frases que nunca foram ditas por  ele.

O portal Viomundo esclarece: O desmentido do Instituto Lula refere-se à matéria de Cátia Seabra, publicada pela Folha de S. Paulo, na qual ela diz:

“O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou de “coisa de imbecil” o comportamento do líder do governo no Senado, Delcidio do Amaral (PT-MS), preso nesta quarta-feira (25) no âmbito da Lava Jato, sob acusação de tentar atrapalhar as investigações”.

 

 

 

 

 

Delcídio Amaral, a delação não premiada. “Michel Temer muito preocupado”

O senador Delcídio Amaral foi preso por oferecer um habeas corpus e fuga para o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró para que ele não fechasse acordo de delação premiada na ditadura do judiciário na república do Galeão do Paraná.

Informa o Globo: A Procuradoria-Geral da República relatou que Delcídio prometeu a Cerveró influir em julgamentos no STF para ajudá-lo. O senador disse:

“Eu acho que nós temos que centrar fogo no STF agora, eu conversei com o Teori [Zavascki], conversei com o [Dias] Toffoli, pedi para o Toffoli conversar com o Gilmar [Mendes], o Michel [Temer] conversou com o Gilmar também, porque o Michel tá muito preocupado com o [Jorge] Zelada, e eu vou conversar com o Gilmar também.

É preocupante a situação de Renan [Calheiros, presidente do Senado]”.

Essas cantadas realmente existiram? As autoridades citadas devem explicações mais convicentes. Para existir tais diálogos é preciso o quê?

O ministro Teori já deu sua resposta. Mandou prender Delcídio.