Esconderam os assassinos do crematório da boate Kiss

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Estão soltos os mafiosos dos alvarás permissivos da Prefeitura, dos Bombeiros e os comerciantes gananciosos que assassinaram 242 pessoas e feriram 116.

Uma página da história de Santa Maria que também foi queimada. E sopraram as cinzas na lonjura do esquecimento. Veja links

Alvarás da Prefeitura de Santa Maria e dos bombeiros abanaram o fogo da boite Kiss

Kiss tragédia incêndio Alfredo Martirena

O incêndio na boate Kiss matou 242 pessoas e feriu 116. Ninguém está preso. E vai terminar sobrando para algum músico liso e sem poder político.

Se, se condenados os gananciosos donos da boite da morte vão pegar, no máximo, dois anos de cadeia.

E Alckmin e Sérgio Cabral querem “prisão perpétua” para os participantes de passeatas de protestos, irregularmente presos pelos soldados estaduais. 

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Boite Kiss, comandas e compadrios

As relações perigosas dos donos da boite com os bombeiros e altos funcionários da Prefeitura de Santa Maria

O beijo da morte

O beijo da morte
O beijo da morte
Uma única e estreita porta de entrada e saída
Uma única e estreita porta de entrada e saída

Escrevem Francisco Amorim e Lizie Antonello: A Polícia Civil notificou oficialmente a prefeitura de Santa Maria, na manhã de ontem, a entregar a relação de todos os fiscais e secretário municipais que, de alguma forma, tiveram relação com a concessão e a fiscalização de alvarás para a boate Kiss.

A lista deve conter os nomes dos servidores públicos e dos cargos políticos que passaram pelas pastas desde 2009 quando se iniciaram os trâmites para a abertura da casa noturna

O foco da Polícia Civil nos agentes públicos ligados à prefeitura, neste momento, faz parte da terceira fase de investigações da tragédia, ocorrida em 27 de janeiro, matando 239 pessoas (a maioria jovens) e deixando dezenas de feridos.

Conforme a polícia, fiscais e secretários serão ouvidos na semana que vem e deverão esclarecer alguns pontos referentes à fiscalização: como era feita e se houve negligência. Já os secretários deverão explicar o funcionamento da pasta desde a concessão de alvarás até a fiscalização.

[BOMBEIROS EM AÇÃO]

A Polícia Civil irá ouvir, na semana que vem, os dois responsáveis por liberar o funcionamento da boate Kiss. A casa noturna foi aberta em 2010 porque o então major Daniel da Silva Adriano considerou o local seguro para o público. Em 28 de agosto de 2009, o oficial, então chefe da Seção de Prevenção a Incêndio (SPI) do Corpo de Bombeiros, assinou o primeiro alvará de prevenção e proteção contra incêndio da boate, válido por um ano. O documento — onde consta que o estabelecimento “foi inspecionado e aprovado, de acordo com a legislação vigente” — foi determinante para que a casa noturna fosse autorizada a funcionar pela prefeitura. Mas, para que o alvará tivesse validade, seria necessário que a boate tivesse um Plano de Prevenção e Combate a Incêndio (PPCI). O plano ainda não apareceu, mas Adriano, que hoje é coronel da reserva, garante que ele existe.

Em 11 de agosto de 2011, o alvará de prevenção e proteção contra incêndio da Kiss foi renovado por mais um ano. Quem assinou o documento na ocasião foi o capitão Alex da Rocha Camillo, então chefe da SPI. Mais uma vez, ficou registrado que o local “foi inspecionado e aprovado, de acordo com a legislação vigente”. Em janeiro deste ano, Camillo trabalhou na Operação Golfinho, em Xangri-lá. (Transcrevi trechos)

COMANDA VIRA POLÊMICA

por Caio Cigana

Os relatos das primeiras pessoas que conseguiram escapar da boate Kiss, revelando a tentativa de seguranças de impedir, nos instantes iniciais do incêndio, a saída de clientes sem o pagamento da comanda, deflagraram uma discussão nacional sobre o fim da tradicional forma de acertar a conta ao final da balada. A principal motivação é facilitar a evacuação de casas noturnas em situações semelhantes à de Santa Maria.

De Norte a Sul do país, legisladores estaduais e municipais anunciam a intenção de apresentar iniciativas para proibir o modelo de cobrança, raro no Exterior.

A ideia de acrescentar a proibição das comandas no código é compartilhada pelo ex-desembargador Luiz Antonio Rizzatto Nunes, professor de direito do consumidor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Após a tragédia em Santa Maria, Nunes criou um abaixo-assinado virtual no site change.org/comandanao. A intenção é reunir adesões para sugerir mudança na legislação, que poderia ser alterada a partir de projeto de lei de deputado federal ou senador, além da possibilidade de medida provisória.

BRA^SP_JJR que se faça o mesmo noutros estados