Alckmin participa novamente da organização do ato da direita de apoio à terceirização e ao golpe

Alckmin Foto do Cloaca News

 

A polícia militar do Governador de São Paulo bloqueará a avenida Paulista e mudará horário de jogos para favorecer organização de manifestação que pede a derruba de Dilma Rousseff e o retorno da ditadura militar

 

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Governador tucano está favorecendo movimento golpista.
O governo de Geraldo Alckmin já anunciou medidas de apoio à manifestação pelo “Fora Dilma” deste domingo, promovida pelos deputados que votaram a terceirização.

Até o momento, as medidas são similares ao apoio do governo do estado à manifestação da direita do dia 15 de março. Única medida que ainda não se sabe se o governo irá tomar é a liberação das catracas do metrô.

Pelicano
Pelicano

 

Diferente do que ocorre nas manifestações convocadas por organizações de trabalhadores, estudantes e movimentos populares em geral, a av. Paulista, uma das principais vias da cidade, será bloqueada pela Polícia Militar a partir de meio dia para garantir a paz e a segurança dos manifestantes da alta classe. Em protestos realizados contra a falta de água promovida pelo governo Alckmin e contra o aumento das passagens, por exemplo, ao contrário do que acontece nesta manifestação, a Polícia Militar impede até mesmo de ocupar uma via da av. Paulista.

O jogo entre Corinthians e Ponte Preta também deve ter seu horário alterado, como ocorrido com o jogo entre Palmeiras e XV de Piracicaba no dia 15 de março. Marcado inicialmente para 15h, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) quer mudar para 11h da manhã do mesmo dia.

A justificativa para a mudança do horário do jogo na capital, no entanto, agora é outra. Enquanto no mês passado a SSP (SSP-SP) afirmava que precisaria do contingente policial para cobrir o ato, desta vez, o medo é que o deslocamento de torcedores e manifestantes no metrô possa gerar confusão.

Além destas medidas, na última manifestação, o próprio Alckmin elogiou a última manifestação golpista como “um dia inesquecível para a história democrática brasileira”. A Polícia Militar de São Paulo também publicou fotos e declarações a favor da manifestação.

sao-paulo protestos intervenção

Não é por acaso que em São Paulo ocorreu a maior manifestação do país do dia 15 de março último.

Não esqueça: o PSDB é um partido de empresários que votam contra os trabalhadores.

É um partido da extrema-direita e da direita. Os extremistas financiam manifestações favoráveis ao golpe. Os direitistas financiam o fora Dilma, para Michel Temer, o vice de Dilma, assumir a presidência.

 

Genildo
Genildo

SECA. É hora de desobediência civil do paulistano, de não pagar a água tucana que não consumiu

Crise do abastecimento de água em São Paulo fica no centro da guerra por votos e do enriquecimento dos industriais da seca e da ganância dos piratas internacionais

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Dilma afirma que o problema de abastecimento em São Paulo é responsabilidade do governo tucano. Do Geraldo Alckmin, que garantiu que não falta (mentiu para se reeleger no primeiro) nem faltará água enquanto for governador (mantém a mentira para eleger Aécio Neves).

Alckmin também escondeu  que privatizou a Sabesp, agora empresa de economia mista, com ações vendidas na bolsa de Nova Iorque. As contas de água continua a chegar na casa dos paulistanos. E os acionistas nada investem, apenas aumentaram o lucro. Que o preço da água vai aumentar na torneira da Sapesp, no caminhão-pipa, e nas garrafas e garrafões de plásticos das internacionais fábricas de água que possuem outorga de fontes e aquíferos brasileiros, inclusive em São Paulo, um estado tico em recursos hídricos.

 

É hora de desobediência civil

 

Martin Luther King Jr. profere o seu famoso discurso "Eu tenho um sonho" em agosto de 1963 frente ao Memorial Lincoln em Washington, durante a chamada "marcha pelo emprego e pela liberdade", na luta contra o racismo, o apartheid
Martin Luther King Jr. profere o seu famoso discurso “Eu tenho um sonho” em agosto de 1963 frente ao Memorial Lincoln em Washington, durante a chamada “marcha pelo emprego e pela liberdade”, na luta contra o racismo, o apartheid

É hora de não pagar a conta mensal de água. De uma água que não é fornecida pela Sabesp. De colocar as contas em um envelope e mandar para o palácio do governo em nome de Geraldo Alckmin.

A cobrança é um roubo. O dinheiro do povo não pode ir para o bolso dos industriais da seca, um bando de especuladores estrangeiros, de piratas internacionais e políticos brasileiros corruptos.

Wikipédia – Desobediência civil, que erradamente pode ser confundida como desacato, é uma forma de protesto político, feito pacificamente, que se opõe a alguma ordem que possui um comportamento de injustiça ou contra um governo1 visto como opressor pelos desobedientes. É um conceito formulado originalmente por Henry David Thoreau e aplicado com sucesso por Mahatma Gandhi no processo de independência da Índia e do Paquistão e por Martin Luther King na luta pelos direitos civis e o fim da segregação racial nos Estados Unidos.

Gandhi em uma das caminhadas em que protestou contra as imposições inglesas na Índia
Gandhi em uma das caminhadas em que protestou contra as imposições inglesas na Índia

Segundo os teóricos do direito, a desobediência civil possui cunho jurídico, mas não precisa de leis para garanti-la. Seria uma forma de expressão do direito de resistência, que é uma espécie de direito de exceção (ou seja, destacado do sistema de direito comum) e, embora tenha cunho jurídico, não necessita de leis para garanti-lo, por ser um meio de garantir outros direitos do Homem. O direito de resistência é o direito de lutar para garantir outros direitos básicos – tais como os direitos naturais à vida e à liberdade – quando as instituições públicas não cumprem seu papel e não há meios legais de assegurar o exercício desses direitos.  Trata-se portanto de manter, proteger ou conquistar direitos negados. Segundo John Rawls, a sociedade é “um sistema justo de cooperação social entre pessoas livres e iguais”. Todavia, mesmo numa sociedade bem ordenada pode haver instituições políticas, econômicas e sociais injustas. A desobediência civil é como “um aviso prévio da minoria à maioria, um protesto público não violento endereçado ao sentido de justiça da comunidade ou da sociedade como um todo, no intuito de reverter situações de injustiça”.

A desobediência civil está no mesmo patamar jurídico do direito de greve (para proteger os direitos dos trabalhadores) e o direito de revolução (para resguardar o direito do povo exercer a sua soberania quando esta é ofendida). A rigor, a desobediência civil é ilegal. No entanto, segundo o pensamento de Rawls, pode ser considerada como ato legítimo, na medida em que se fundamenta no princípio da justiça. Se a lei não for um instrumento de realização da justiça, o seu descumprimento é legítimo. Vale como uma espécie de legítima defesa contra a arbitrariedade e a injustiça.

Correio Braziliense – Estratégico tanto para Dilma Rousseff (PT) quanto para Aécio Neves (PSDB) por concentrar 22,4% do eleitorado, São Paulo está no centro das duas campanhas presidenciais nesta reta final do segundo turno. Enquanto o tucano tenta ampliar a vantagem que lhe assegurou a vitória no estado, com mais de 10,1 milhões de votos, a petista luta para reverter o quadro — no primeiro turno, ela foi indicada por 5,9 milhões de eleitores paulistas. No centro do duelo dos dois presidenciáveis, está a crise de abastecimento de água que se arrasta há 10 meses no estado e prejudica a rotina dos eleitores.

civil desobediência indignados

Ataques à gestão tucana: que começou com Montoro em 1983

 

Candidata à reeleição, a presidente Dilma Rousseff (PT) disse que causa “estranheza” a tentativa do adversário do PSDB, Aécio Neves, de atribuir ao governo federal a culpa pela crise hídrica em São Paulo. Em campanha na capital paulista, a petista afirmou que o governador do estado, Geraldo Alckmin (PSDB), não quis ajuda federal em obras emergenciais. “Olharemos com grande estranheza qualquer tentativa de transferir a responsabilidade para o governo federal. Não acredito que as estruturas do governo do estado podem atribuir a nós qualquer responsabilidade, ou qualquer omissão de ajuda. Nós ajudamos em todas as circunstâncias”, declarou a presidente.

Apoiadores de Dilma em SP: o estado tem 31,9 milhões de eleitores
Segundo Dilma, Alckmin tratou o problema em “alto nível”, mas não considerou uma questão “emergencial”. “Lamento o que aconteceu com a questão da água. Venho olhando essa questão desde fevereiro. Procurei o governador Alckmin e falei que as nossas avaliações indicavam forte seca no Sudeste, e que duraria um período significativo. A água é atribuição dos governos estaduais”, alegou. Segundo a presidente, o governador tucano apresentou uma única proposta: a transposição de água do Rio Paraíba do Sul. As obras, no entanto, serão feitas a longo prazo.

A declaração de Dilma foi dada uma hora depois de Aécio Neves dizer, em Caeté (MG), que “talvez o que tenha faltado” fosse uma parceria do governo federal com a gestão de São Paulo. “Meu governo não vai terceirizar responsabilidades, vai assumir as suas e agir em parceria”, disse.

Jbosco
Jbosco

 

Frank
Frank

Racionamento d’água: e se, ao invés de São Paulo, fosse no RS?

 

Gilmar Crestani: A condescendência da velha imprensa com o PSDB passa dos limites. Graças à blindagem dos grupos mafiomidiáticos, o racionamento de água foi postergado oficialmente, embora ocorresse de fato, e assim Geraldo Alckmin se reelegeu no primeiro turno. Agora, em contraste com a seca de informações anteriores, que pingavam em doses homeopáticas, jorram informações. Continua, contudo, o padrão traçado por Judith Brito e abraçado pelo Instituto Millenium: excluir da responsabilidade os governantes correligionários.

A manchete desta segunda da Folha é paradigmática do padrão de compadrio entre a Folha e o PSDB. Fosse num governo do PT, o partido apareceria na manchete também o nome do governante.

Folha água

 

São Paulo Capital tem 2.627 favelas

 

 

 

 

 

 

O maior colégio eleitoral do Brasil enfrenta uma crise histórica de abastecimento de água e segue votando no mesmo partido há 20 anos

São Paulo, o Estado-chave dessas eleições, acometido por uma seca

 

Seca atinge o sistema Cantareira, em São Paulo: REUTERS
Seca atinge o sistema Cantareira, em São Paulo: REUTERS
Reserva do volume morto da Represa Jaguari-Jacareí, em Joanópolis (SP), onde o volume de água armazenado é de apenas 16,6% da capacidade total: LUIS MOURA (ESTADÃO)
Reserva do volume morto da Represa Jaguari-Jacareí, em Joanópolis (SP), onde o volume de água armazenado é de apenas 16,6% da capacidade total: LUIS MOURA (ESTADÃO)

por Marina Rossi/ El País/ Espanha

Uma crise no abastecimento de água de um Estado inteiro nos meses que antecedem as eleições poderia ser desastroso para qualquer governante que pretendesse ser reeleito. Mas não em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, com 31,5 milhões de eleitores (22% do total nacional). Na última pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada nesta quarta-feira, o governador e candidato à reeleição Geraldo Alckmin (PSDB) aparece com 49% das intenções de voto, contra 23% de Paulo Skaf (PMDB) e 10% de Alexandre Padilha (PT).

Embora Alckmin siga negando, 31 das 645 cidades paulistas já adotaram o racionamento de água por causa da crise hídrica, segundo um levantamento feito pelo jornal SPTV na semana passada. E as torneiras também estão secas em diversas outras cidades do Estado e em dezenas de bairros da capital paulista, numa espécie de racionamento silencioso. A única que se pronuncia é a população, que sai às ruas para se manifestar contra a falta d’água. Desde a semana passada, moradores de Itu (a 74 quilômetros de São Paulo) organizam protestos em frente à Câmara dos vereadores. O Governo trata de maneira seca o assunto. “Não falta água em São Paulo e não faltará”, disse Alckmin em debate nesta terça-feira na Rede Globo.

Grupo de sem-teto em protesto na zona oeste de São Paulo: NELSON ALMEIDA (AFP)
Grupo de sem-teto em protesto na zona oeste de São Paulo: NELSON ALMEIDA (AFP)
Protesto em Itu na terça contra a falta d'água: CASSIO ROOSEVELT (REUTERS)
Protesto em Itu na terça contra a falta d’água: CASSIO ROOSEVELT (REUTERS)

A situação no Sistema Cantareira é preocupante desde 2004, quando o Estado já era governado por Alckmin, que assumiu o cargo após a morte de Mario Covas. Na época, foi renovada a outorga que concedia o direito à Sabesp (Companhia de Saneamento Básico de São Paulo) administrar o reservatório. Para a renovação da outorga, uma das condições era que a Sabesp realizasse um estudo “para viabilizar a redução de sua dependência do sistema”, em um prazo de 30 meses. O documento foi entregue somente em outubro do ano passado, nove anos depois. E uma das conclusões desse estudo foi que “a região não dispõe de dispositivos hidráulicos capazes de garantir o suprimento de água bruta quando da ocorrência de eventos críticos de escassez”. Nesta quarta-feira, o volume útil do Cantareira continuava batendo recordes, registrando 6,7%.

“Estamos à beira de um desabastecimento por conta desse gerenciamento de risco que vem sendo feito desde 2004”, explica o especialista em hidrologia Antônio Carlos Zuffo, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Segundo Zuffo, outra condição não cumprida na época da renovação da outorga foi a necessidade de se fazer um controle chamado Curvas de Aversão a Risco (CAR). Isso significa que o volume mensal do reservatório deveria ser calculado e, baseado nesse volume, se estabelecer a quantidade de água que poderia ser retirada para a distribuição. O que, segundo Zuffo, não foi feito.

Zuffo liderou um estudo que concluiu que o aumento de produção do sistema Cantareira desconsiderou períodos históricos de pouca chuva. O cálculo de quanto se pode tirar de água do Cantareira foi feito com base na média pluviométrica da década de 1970, que teve um aumento de 20% em relação à média anterior, calculada entre os anos 1936 e 1970. Ocorre que, de lá para cá, a média diminui novamente e o cálculo não foi refeito. E essa média não deve aumentar nos próximos anos. “Acho que entraremos em um período de umas três ou quatro décadas de menos chuvas a partir de agora”, diz Zuffo.

Enquanto isso, as manobras são feitas das mais diversas formas para que as eleições não sejam afetadas. Um plano de contingência para o Cantareira, produzido pela Sabesp, foi entregue no último sábado para a Agência Nacional de Água (ANA, órgão do governo federal). Porém, nesta segunda-feira, a Sabesp encaminhou um oficio à ANA avisando que “a proposta necessitava de algumas correções” e solicitou cinco dias úteis para entregar a nova versão. O prazo termina na próxima segunda-feira, exatamente um dia após as eleições que, em São Paulo, têm chances de serem decididas logo no primeiro turno.

[A suicida fidelidade do eleitor de Alckmin]

 

água alckmin

O problema da Cantareira não manchou a candidatura de Alckmin, que, segundo Rafael Cortez, cientista político da consultoria Tendências, lidera as intenções de votos no Estado por três fatores importantes: a alta aprovação do Governo (avaliado como ótimo ou bom para 47% dos paulistanos e como ruim ou péssimo para 14%, segundo levantamento do Datafolha de agosto), o enfraquecimento do PT no Estado, principal partido de oposição ao PSDB, e a falta de familiaridade com Paulo Skaf, que disputa o mesmo eleitorado de Alckmin, um eleitor mais conservador e que dificilmente mudará de ideia. “Para o eleitor mudar de ideia, ele precisa primeiro estar insatisfeito com a administração, e, em segundo lugar, ser convencido de que a oposição governa melhor do que a atual administração”, diz Cortez.

Alckmin lidera as pesquisas tanto na capital (50%), quanto no interior (52%). Separando por grau de instrução, o tucano também vence nas quatro categorias pesquisadas, sendo a melhor aprovação entre os eleitores com ensino superior (53%). “A eleição é um plebiscito em relação ao desempenho do Governo. Essa lógica funciona independente do Estado e dessas condições estruturais”, diz Cortez.

 

Julio
Julio
Jota
Jota
Amorim
Amorim
Julio
Julio

Justiça bloqueia bens de São Paulão

A Justiça Federal decretou o “imediato bloqueio” de bens do empresário Paulo César Ribeiro, vulgo Paulão, por suposto envolvimento em cartel para fraudes no fornecimento de merenda escolar e financiamento ilícito de campanha eleitoral no município de Pindamonhangaba (SP). Paulão é cunhado do governador Geraldo Alckmin (PSDB). A medida que torna indisponíveis seus bens foi tomada em caráter liminar pela juíza Carla Cristina Fonseca Jório, da 1.ª Vara Federal de Taubaté (SP).

“O requerido (Paulo Ribeiro), segundo as provas existentes, foi lobista e intermediou a doação do Grupo SP Alimentação a campanha do prefeito João Antônio Salgado Ribeiro”, assinalou a juíza, em despacho de 16 páginas. “Consta, também, que ele recebia propina da empresa Verdurama.”

Carla ponderou que a Lei de Improbidade prevê o embargo sobre bens que assegurem integral ressarcimento do dano ou sobre o acréscimo patrimonial resultante de enriquecimento ilícito.

É só procurar na internet que o bom cunhado está envolvido noutras