O pessoal de Aécio contra Obama

Obama e Raul Castro

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Presidente dos EUA diz ao Congresso que há motivos suficientes para tirar Cuba da lista de patrocinadores do terrorismo. O Governo cubano saudou a decisão do Presidente Barack Obama de retirar o país da lista de patrocinadores do terrorismo, considerando-a “justa”, embora sublinhando que a sua inclusão foi um erro desde o início.

“Tal como o Governo cubano reiterou em várias ocasiões, Cuba rejeita e condena todos os actos terroristas em todas as suas formas e manifestações, bem como qualquer acção que tenha como objectivo incentivar, apoiar, financiar ou dar cobertura a actos terroristas”, disse a responsável pelas relações com os EUA no Ministério dos Negócios Estrangeiros cubano, Josefina Vidal Ferreiro.

“O Governo de Cuba reconhece a justa decisão tomada pelo Presidente dos Estados Unidos de eliminar Cuba de uma lista em que nunca devia ter sido incluída, já que o nosso país foi vítima de centenas de actos terroristas, que custaram a vida a 3478 pessoas e incapacitaram 2099 cidadãos cubanos”, disse ainda Vidal Ferreiro.

Na terça-feira, o Presidente norte-americano, Barack Obama, transmitiu ao Congresso a sua intenção de retirar Cuba da lista de quatro países que os EUA acusam de colaborarem com organizações terroristas ou indivíduos que tenham cometido actos terroristas – para além de Cuba, fazem parte dessa lista o Irão, a Síria e o Sudão.

Desde que foi criada, em 1979, a lista já teve oito países, mas a Síria é o único que se mantém desde o início. O antigo Iémen do Sul saiu aquando da unificação com o Iémen do Norte, em 1990; o Iraque e a Líbia foram retirados em meados da década passada; e a Coreia do Norte deixou de fazer parte da lista negra a partir de 2008.

Na carta enviada ao Congresso, Barack Obama argumenta que “o Governo de Cuba não prestou qualquer apoio ao terrorismo internacional nos últimos seis meses” (uma condição que tem de ser cumprida para que a Administração norte-americana – o poder executivo – possa justificar a sua decisão perante o Congresso – o poder legislativo). Para além disso, Cuba “apresentou garantias de que não irá apoiar actos de terrorismo internacional no futuro”.

As duas câmaras do Congresso (a Câmara dos Representantes e o Senado, ambas com maioria do Partido Republicano) têm agora 45 dias para se opor à intenção da Casa Branca, mas é pouco provável que seja esse o caminho escolhido – seria praticamente impossível que viessem a obter uma maioria de dois terços nas duas câmaras para contrariar o garantido veto do Presidente Obama.

Ainda assim, algumas das mais importantes figuras do Partido Republicano criticaram a decisão da Casa Branca, com destaque para os senadores Marco Rubio e Ted Cruz, dois candidatos à nomeação para as eleições presidenciais de 2016, e ambos com raízes cubanas.

“O facto de esta Casa Branca já não estar a chamar o terrorismo pelo seu verdadeiro nome envia uma mensagem arrepiante aos nossos inimigos”, disse Rubio, senador da Florida. O seu colega de partido e adversário nas primárias, Ted Cruz, disse que Cuba “deve provar a sua determinação em mudar o seu comportamento antes que os Estados Unidos aprovem qualquer medida com vista à sua retirada da lista de patrocinadores do terrorismo”.

Apesar das críticas, a manutenção de Cuba na lista era há muito vista apenas como uma questão política – mais do que as declarações públicas de repúdio feitas pelas autoridades cubanas após os atentados em Paris, em Janeiro, o próprio Departamento de Estado norte-americano já começara a preparar a medida agora anunciada há pelo menos dois anos. No seu relatório de 2013 (o último disponível), os EUA pintaram um quadro ambivalente em relação a Cuba, dizendo que “as suas ligações à ETA tornaram-se cada vez mais distantes”, e salientando a mediação do país entre o Governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

A única ressalva negativa foi a acusação de que o Governo cubano “continua a dar refúgio a fugitivos procurados nos Estados Unidos”, numa referência à norte-americana Joanne Chesimard, que faz parte da lista dos terroristas mais procurados pelo FBI.

Conhecida como Assata Shakur, a norte-americana nascida em Nova Iorque e antiga militante do Black Liberation Army foi condenada a prisão perpétua em 1977 pelo homicídio de um polícia em Nova Jérsia, mas fugiu da cadeia dois anos mais tarde. Shakur entrou em Cuba em 1984 e as autoridades norte-americanas acreditam que ainda esteja a viver no país. Jornal O Público/ Portugal

Os reaças das passeatas golpistas

No Brasil, insuflados pelos partidos da direita – PMDB, PSDB, DEM – os eleitores de Aécio pedem a cabeça de Fídel Castro e Dilma Rousseff. Repetem os mesmos slogans golpistas da campanha contra Jango, em 1964: A ameaça terrorista de Cuba, como pretexto para tramar uma ditadura que durou 21 anos de terror estatal, com prisões arbitrárias, tortura e chacinas de presos políticos.

Nas passeatas do terceiro turno de Aécio Neves, animadas com trios elétricos, uma feira de vaidades e preconceitos. A farsa de velhos truques. Inclusive pedidos de intervenção de exército estrangeiro. Coisa de traidores da Pátria.

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Médicos cubanos. Dissecação e taxidermia de uma colonista

por Gilmar Crestani

[Vou tentar destravar o cérebro da porta-voz da direita brasileira, musa do tremsalão do PSDB, Eliane Cantanhêde]

Angeli
Angeli

Avião negreiro

[Como recurso literário, foi uma boa sacada parodiar Castro Alves. Comparar médicos cubanos com escravos africanos só não tendo compromisso nenhum com a ética nem com fatos. Quantos escravos eram ou foram médicos. Mais, quantos deles tiveram a oportunidade de frequentar uma universidade. Mais ainda, gratuitamente!? E podemos continuar: se um escravo africano voltasse à África, quem o acolheria? Só alguém cevada no ódio de classe e investida de polícia política poderia cometer uma raciocinada destas.]

O desembarque dos médicos cubanos
O desembarque dos médicos cubanos

Ninguém pode ser contra um programa que leva médicos, mesmo estrangeiros, até populações que não têm médicos. Mas o meio jurídico está em polvorosa com a vinda de 4.000 cubanos em condições esquisitas e sujeitas a uma enxurrada de processos na Justiça.

[De fato. Ninguém em sã consciência poderia ser contra. Mas Eliana é… se for médico cubano. E, convenhamos, quer situação mais esquisita do que criar e pilotar um Tremsalação na ante-sala onde Eliane trabalha, passar por cima dela e ela sequer mencionar o fato?! Situação esquisita é abrir uma conta da Suíça para reunir vagões de dinheiro desviado das licitações pelo PSDB e Eliana ficar mais quieta que guri cagado? Sujeito à processos na justiça todos estamos.]

A terceirização no serviço público está na berlinda, e a vinda dos médicos cubanos é vista como terceirização estatal –e com triangulação. O governo brasileiro paga à Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), que repassa o dinheiro ao governo de Cuba, que distribui entre os médicos como bem lhe dá na veneta.

[Eliana é uma terceirizada da Folha. Tanto que o contrato é como Pessoa Jurídica, PJ para os íntimos. E, a bem da verdade, é uma prática comum nas empresas que faturam encima do negócio da informação. Por que só os médicos cubanos seriam terceirizados? Triangulação existe, por exemplo, quando a SIEMENS e a ALSTOM deposita numa conta suíça para que FHC possa comprar a reeleição, ou José Serra usar este dinheiro para pagar um colonista do Estadão atacar Aécio Neves escrevendo “Pó pará, governador!” Cuba não distribui “como bem dá na veneta”, pois lá o sistema é comunista. Tanto que, ao voltarem, tem garantidos todos os direitos, inclusive ao sustento dos familiares que lá ficaram, pelo governo. É desta forma, inclusive, que Cuba pode continuar investindo na “produção e exportação” de médicos.]

Os R$ 10 mil de brasileiros, portugueses e argentinos não valem para os que vierem da ilha de Fidel e Raúl Castro. Seguida a média dos médicos cubanos em outros países, eles só embolsarão de 25% a 40% a que teriam direito, ou de R$ 2.500 a R$ 4.000. O resto vai para os cofres de Havana.

[Por aí se vê que Eliane não paga imposto. Aliás, quer dizer então que os médicos brasileiros, argentinos, espanhóis e franceses embolsam os dez mil e não pagam impostos? O que confirma a tese da propensão pela sonegação desta categoria?]

Pode um médico ganhar R$ 10 mil, e um outro, só R$ 2.500, pelo mesmo trabalho, as mesmas horas e o mesmo contratante? Há controvérsias legais. E há gritante injustiça moral, com o agravante de que os demais podem trazer as famílias, mas os cubanos, não. Para mantê-los sob as rédeas do regime?

[Pode um jornalista ganhar R$ 1.500,00 e outro R$ 10.000,00? Pode um médico cobrar R$ 100,00 e outro R$ 500,00 por uma consulta? Existem rédeas nos regimes comunistas e nos capitalistas. Ou o que foi que os EUA fizeram com Bradley Manning senão porem freios, algemas e solitária?! No Brasil, quem rouba, se não for do PSDB, a polícia põe rédeas e o judiciário encaminha ao presídio.]

E se dez, cem ou mil médicos cubanos pedirem asilo? O Brasil vai devolvê-los rapidinho para Havana num avião venezuelano, como fez com os dois boxeadores? Olha o escândalo!

[E se dez, cem ou mil pacientes forem salvos por médicos cubanos, a Eliane vai parabeniza-los ou lamentar e pedir para que sejam condenados a viverem no paraíso que os EUA instalaram em Guantánamo?]

O Planalto e o Ministério da Saúde alegam que os cubanos só vão prestar serviço e que Cuba mantém esse programa com dezenas de países, mas e daí? É na base de “todo mundo faz”? Trocar gente por petróleo combina com a Venezuela, não com o Brasil. Seria classificado como exploração de mão de obra.

[O que Eliane não admite é que depois de 20 anos governando São Paulo, o PSDB tenha investido mais em assinaturas da Folha, Estadão e Veja do que na formação de médicos, a ponto de agora a única alternativa de acesso a médicos seja através de médicos cubanos. Cuba investe na formação de médicos. O PSDB investe em trem fantasma. Os espanhóis, ingleses, agentes da CIA e outros parasitas internacionais que aqui trabalham não se enquadram no “todo mundo faz”? Trocar nossa privacidade por agentes da CIA investigando e quebrando o nosso sigilo de emails e telefones combina com o Brasil de Eliane, mas não combina com a Venezuela nem com Cuba.]

Tente você contratar alguém em troca de moradia, alimentação e, em alguns casos, transporte, mas sem pagar salário direto e nem ao menos saber quanto a pessoa vai receber no fim do mês. No mínimo, desabaria uma denúncia de trabalho escravo nas suas costas.

[O que Eliane publicou a respeito das denúncias de trabalho escravo nas grandes fazendas do Daniel Dantas e do Itaú no interior do Pará, e a respeito do trabalho escravo na Zara? Por aí se ve a sua grande preocupação com trabalho escravo. O que ela escreveu sobre a sonegação milionária da Rede Globo? Sobre a corrupção de seus correligionários denunciados pela SIEMENS e ALSTOM?

Por que nós trabalhamos? Para trocar por moradia, alimentação, transporte e nem todos conseguimos. Quantos trabalhadores do Brasil chega no final do mês e não nada sobra. Em Cuba todos têm comida, casa, saúde, educação. Independentemente de salário. SIMPLES ASSIM!

Não sou nem nunca fui comunista. Não gostaria de viver em Cuba. O que me deixa indignado é a burrice travestida de auréola intelectual e na manada que engole tudo sem a menor deglutição.]

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Terrorismo inglês contra brasileiro

David Miranda (esquerda), que vive com Glenn Greenwald no Rio de Janeiro, ia de Berlim para o Rio e foi obrigado a ficar no aeroporto de Heathrow por nove horas AP Photo/Janine Gibson, the Guardian
David Miranda (esquerda), que vive com Glenn Greenwald no Rio de Janeiro, ia de Berlim para o Rio e foi obrigado a ficar no aeroporto de Heathrow por nove horas
AP Photo/Janine Gibson, the Guardian
A imprensa inglesa abre, sem medo, a primeira página para denunciar o terrorismo estatal. A imprensa brasileira esconde. Tão acostumada com a censura e a autocensura... considera coisa normal e costumeira
A imprensa inglesa abre, sem medo, a primeira página para denunciar o terrorismo estatal. A imprensa brasileira esconde. Tão acostumada com a censura e a autocensura… considera coisa normal e costumeira a brutalidade policial. Não esquecer que, no mesmo aeroporto, um brasileiro foi morto, confundido com um terrorista

O jornalista americano Glenn Greenwald, correspondente do jornal The Guardian no Brasil, afirmou à BBC que o seu parceiro brasileiro, detido em um aeroporto de Londres, foi interrogado sobre futuras reportagens sobre a Agência de Segurança Nacional Americana (NSA, na sigla em inglês).

O brasileiro David Miranda, que vive com Greenwald no Rio de Janeiro, ia de Berlim para o Rio e foi obrigado a ficar no aeroporto de Heathrow por nove horas.

Na cidade alemã, Miranda teria encontrado a cineasta americana Laura Poitras, que vem investigando com o jornal e Greenwald as informações vazadas pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden, atualmente exilado na Rússia.

Brasileiro casado com jornalista do caso Snowden é retido em Londres

spiegel. Snowden

Segundo documentos revelados por Snowden, a NSA teria cometido abuso de autoridade em milhares de ocasiões, tendo violado leis que protegem a privacidade de cidadãos.

Greenwald confirmou ao jornal The New York Times que o companheiro teve a viagem para Berlim paga pelo Guardian, para levar informações e receber documentos a respeito do trabalho que o jornalista e a cineasta fazem sobre os documentos vazados por Snowden.

“Ataque à liberdade de imprensa”

Segundo o Guardian, a Scotland Yard apenas confirmou que “um homem de 28 anos foi detido em Heathrow sob a lei antiterrorismo, às 8h05 (horário local). Ele não foi preso. E foi liberado às 17h”, sem dar detalhes quanto ao motivo de sua detenção temporária.

Miranda teve equipamentos eletrônicos que carregava confiscados pela polícia, incluindo um laptop, telefone celular, câmera fotográfica, cartões de memória, DVDs e consoles de videogame.

Greenwald disse que a detenção de Miranda foi uma forma de “intimidá-lo” e um “profundo ataque à liberdade de imprensa”.

País protesta contra retenção de brasileiro em Londres

“Eles [Scotland Yard] jamais perguntaram a ele [David] uma só questão sobre terrorismo ou relacionada a organizações terroristas’, disse Greenwald à BBC.

— Passaram o dia todo perguntando a ele sobre a reportagem que eu estou fazendo e sobre o que outros jornalistas do Guardian estão fazendo.

“Questão de polícia”

O jornalista diz que foi informado a respeito do questionamento pelas próprias autoridades britânicas e mobilizou advogados do jornal e autoridades brasileiras.

A lei permite que cidadãos em aeroportos britânicos sejam interrogados (sem que haja necessariamente uma suspeita contra eles), revistados e detidos por até nove horas — depois disso, têm que ser liberados caso não sejam formalmente acusados.

Mas, de acordo com dados do governo Britânico, 97% desses interrogatórios duram em média uma hora. Miranda, no entanto, ficou retido pelo tempo máximo, sem direito a um advogado, até ser liberado sem acusações formais.

O Ministério das Relações Exteriores da Grã-Bretanha disse ao The New York Times que se tratava de uma “questão de polícia” e não iria comentar o caso.

Grave preocupação

O Itamaraty divulgou nota na noite deste domingo manifestando “grave preocupação com o episódio”.

— Um cidadão brasileiro foi retido e mantido incomunicável no aeroporto de Heathrow por período de 9 horas, em ação baseada na legislação britânica de combate ao terrorismo. Trata-se de medida injustificável por envolver indivíduo contra quem não pesam quaisquer acusações que possam legitimar o uso de referida legislação. O governo brasileiro espera que incidentes como o registrado hoje [domingo] com o cidadão brasileiro não se repitam.

Um porta-voz do Guardian disse que a empresa está “consternada com o fato de o parceiro de um jornalista do jornal que tem escrito sobre serviços de segurança ter sido detido por quase nove horas”.

(Transcrito do R7 Notícias)

sam blogueiro censura liberdade

#YoaniSánchez: el doble fracaso brasileño

Yoani Sáchez, por Josetxo Ezcurra
Yoani Sáchez, por Josetxo Ezcurra

 

Capítulo Cubano

 

 

La reciente reforma migratoria aprobada por el gobierno cubano, que elimina anacrónicos trámites burocráticos para viajar, ha empezado a provocar sus efectos. Una de las primeras personas que se ha beneficiado de todo eso ha sido -por supuesto- la riquísima bloguera Yoani Sánchez quien ha recibido visas para viajar a numerosos países, mientras que -recordemos- la mayoría de los ciudadanos cubanos, de los que ella se ha elevado por sí misma al rango de portavoz, sigue encontrando dificultades materiales y burocráticas para viajar a países europeos o a Estados Unidos, como los altísimos costos de los viajes y la necesidad de obtener un visado de ingreso por los países de destino, algo que en la mayoría de los casos se les niega. 

En ese sentido, el pasado 17 de febrero, la bloguera dejaba su ‘apartamento yugoslavo’ en la odiada ‘cárcel ideológica’, rumbo a Brasil, y empezaba -con total tranquilidad y con todos los honores que se deben a una estrella mediática de su altura- una larguísima gira mundial de 80 días, acompañada por una apática procesión de periodistas y corresponsales de medios internacionales.

Sin embargo, sus ambiciones de primera diva se rompieron brutalmente cuando la bloguera chocó con la realidad afuera de Cuba, perdió el escudo que le otorga el vivir en un ‘régimen dictatorial’ y encontró la desesperada acogida brasileña: grupos de jóvenes la recibieron exibiendo carteles con acusaciones, tildándola de mercenaria y agente de la CIA.

A pesar de que cuando esto ocurre en Cuba, ella con voz crítica suele hablar de ‘turbas castristas’ y de ‘estigmatización del que piensa diferente’, frente a estas manifestaciones contra su persona, la bloguera, convencida de un inexistente respaldo de la opinión pública que hubiera encontrado en Brasil, acutó inicialmente con mucho cuidado y usó las distintas formas de darles la bienvenida, como un ejemplo de la pluralidad y diversidad de la nación suramericana. Así escribió: “Al llegar muchos amigos dándome bienvenida y otras personas gritándome insultos. Ojalá en Cuba se pudiera hacer lo mismo. Viva la libertad!

Pero su postura frente a las críticas cambió radicalmente en unas pocas horas, es decir, cuando se dió finalmente cuenta de que no se trataba de un pequeño colectivo, sino de extensos grupos, vinculados a las luchas progresistas en América Latina, que -claramente- rechazan cualquier colaboración con el poderoso imperio del Norte que -el siglo pasado- respaldó sangrientas dictaduras derechistas por todo el continente, incluso en Brasil.

Así, de repente, esta forma de ‘libertad brasileña’ se convirtió en una patraña más del ‘régimen cubano’. Escribía en su pluridecorada bitácora: “Ellos respondían a órdenes, yo soy un alma libre. Al final de la noche me sentía como después de una batalla contra los demonios del mismo extremismo que atizó los actos de repudio de aquel año ochenta en Cuba. La diferencia es que esta vez yo conocía el mecanismo que fomenta estas actitudes, yo podía ver el largo brazo que los mueve desde la Plaza de la Revolución en La Habana ”. Es decir, personas que pensaban diferente, ejemplo puro de la democracia brasileña, se conviertieron en enviados de la embajada cubana, procastristas y extremistas.
Ya solamente esas formas de considerar las críticas, dejan bien claro el nivel de democracia que esta megalómana desconocida quiere llevar adelante en su añorada Cuba futura y hace fracasar su imagen de persona plural.
Pero, más que todo eso, el viaje a Brasil ha sido un auténtico fracaso por otra razón fundamental. Ha destruido finalmente la imagen que se quiere vender a la opinión pública mundial, es decir, la de la bloguera indefensa, paladina de los derechos humanos, y ha enseñado todo su carácter derechista y la total sumisión a la política del gobierno norteamericano y, sobre todo, a la más repugnante prensa terrorista anticubana radicada en el sur de Florida.
Entre otras cosas, por ejemplo, la bloguera se negó a firmar una declaración contra el bloqueo y por la liberación de los Cinco antiterroristas cubanos y, dos días después, tuvo un discurso en la Cámara de Diputados de Brasil y ahí hizo determinadas declaraciones sobre estos temas.

Hablando del bloqueo norteamericano contra el pueblo de Cuba, dijo: “Hay un concepto que se utiliza mucho en Cuba: en una plaza sitiada, disentir es traicionar. Por eso quiero que termine el embargo, para ver como va a explicar el gobierno cubano su fracaso”.

Luego, referiéndose a los Cinco héroes cubanos, encarcelados en Estados Unidos por infiltrarse en grupos terroristas de Miami para descubrir planes de atentados contra la Isla, afirmó: “La cantidad de dinero que está gastando el gobierno de mi país en esa campaña de viajes por el mundo, espacios en la prensa internacional para la campaña de los cinco miembros del Ministerio del Interior, la cantidad de horas en las escuelas que se gastan en hablar de esas cinco personas, en aras de que eso termine deberían liberarlos, estoy preocupada por las arcas de mi país y preferiría que los liberaran y a ver si así ahorramos más porque hay más temas sobre el tapete”.

Y muy tímidamente dijo: “Sobre Guantánamo. Soy una civilista, una persona que quiere el respeto a la legalidad, por lo que no puedo estar de acuerdo en un sitio donde no se respeta la legalidad”. Esto es todo lo que dijo sobre el centro de tortura de Guantánamo, alguien que supuestamente debería ser una patrocinadora de derechos humanos. No habló de Estados Unidos. No habló de tortura. No habló de muertos. Fue muy cuidadosa en usar los términos “no se respeta la legalidad” en vez de describir la situación así como es, es decir, un auténtico centro de tortura legalizado; todo eso, sin considerar la soberanía cubana violada en dicho territorio.

A pesar del escualor de estas declaraciones -sobre todo, cuando llegan de una ciudadana cubana que, antes de hacerse tan famosa, habrá seguramente sufrido las escaseces debidas al aislamiento económico de Cuba tras el derrumbe del campo socialista y, más que todo, como habanera habrá vivido sobre su piel la temporada de los atentados terroristas en La Habana- la repugnante prensa anticubana de Miami, en un ejemplo de su intransigencia batistiana, atacó a la bloguera por “pedir la liberación de los cinco espías” .

Yoani Sánchez pide la liberación de espías cubanos” tituló Univision23 desde Miami. El también miamense CubaNet escribió: “En una declaración que podría no ser bien recibida en la comunidad exiliada de Miami, la bloguera cubana Yoani Sánchez dijo este miércoles en Brasil que está a favor de la liberación de los cinco espías cubanos […] En su encuentro con los legisladores brasileños, Sánchez criticó también el embargo comercial de Estados Unidos. La calificó de injerencista y sostuvo que en la práctica no ha funcionado. […] Inmediatamente saltaron las alarmas en las redes sociales. En Miami, según estas declaraciones de hoy, puede que la reconocida bloguera no sea bien recibida. ”. Otros medios del mismo nivel informativo, publicaron artículos parecidos que, tras unos días, desaparecieron.
Frente a la estigmatización mediática from-Miami, Sánchez decidió aclarar bien su postura y lo hizo con el más bajo nivel moral que esta bloguera haya tocado nunca, es decir, publicó una aclaración importante:

Por lo pronto, rectifico, los Cinco fueron juzgados, bien juzgados, y eran espías sin lugar a dudas… A veces usar el sarcasmo y la ironía trae ese tipo de malentendidos. En primer lugar no les diría ‘Cinco Héroes’, para mí son cinco espías que han sido juzgados, que han tenido sucesivas oportunidades legales para probar su culpabilidad o inocencia y en todos esos tribunales, formados por gente diversa y plural, han sido ratificados como culpables… Todo el mundo sabe que es práctica común del gobierno cubano vigilar y espiar en territorio norteamericano ampliamente, por tanto en ningún momento pedí la liberación

Y para no quedar dudas sobre su sumisión a los amos del norte y a los grupos terroristas del sur de Florida, horas después, publicó en su cuentatwitter, un mensaje (retwitteado desde la cuenta del Orlando Luis Pardo, el grosero y osceno ‘fotoreportero’ que ultrajó con un acto de autoerotismo a la bandera cubana): “24 Febrero: Cuba de luto por nuestros Hermanos Al Rescate”.

El mensaje se refería a las dos avionetas -procedentes desde Miami, de la organización Hermanos Al Rescate- que violaron el espació aereo cubano y fueron derribadas por las Fuerzas Armadas Revolucionarias, en 1996. Hermanos Al Rescate es una organización terrorista, vinculada a la CIA y a la Mafia batistiana de Miami, responsable de varios ataques contra el territorio cubano. Sus patrocinadores fueron Jorge Mas Canosa, fundador de la también terrorista Fundación Nacional Cubano Americana, y Ramón Saúl Sánchez Rizo, también vinculado a varios ataques contra Cuba. ( más información sobre la organización Hermanos al Rescate aquí ).

Es decir, la democrática Yoani Sánchez quiso aclarar adecuadamente su pensamiento sobre los Cinco cubanos que estaban en Estados Unidos para impedir atentados contra su país, procedentes de las organizaciones terroristas radicadas en Miami, y además cogió la oportunidad para dar su respaldo, su solidaridad y, quizás, su admiración a los miembros caídos ese 24 de febrero de 1996.

A pesar de que muchos ‘solidarios con la bloguera’ han relacionado el viaje de Sánchez con un ‘inminente fin del castrismo’, no hay ninguna duda de que su primera gira exterior ha sido un auténtico fracaso para la más mediáticas de las blogueras que no ha encontrado ningun respaldo popular concreto y sólo ha dado a la opinión pública mundial muchos más elementos para evaluar la real postura y entender definitivamente que hay más allá de esa controvertida figura, es decir, un rostro oportunista, derechista, terrorista y pronorteamericano, algo que ella misma intenta -sin éxito- disimular.

Claramente habrá muchos otros elementos que surgirán y desmontarán otros fraudes mediáticos de esa bloguera. Este solamente es el primero capítulo de una larga serie de apuntes de viaje que contarán toda la gira mundial de esta mentirosa oportunista.

Temor à palavra, por Ruy Fabiano

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Digamos, por mero exercício de raciocínio, que tudo o que tem sido assacado, sem provas, contra a blogueira cubana Yoani Sánchez é verdade: é agente da CIA, conspira contra o socialismo em Cuba, é antipatriota, financiada por grupos empresariais etc.

Nada disso justifica a vergonhosa recepção que está tendo. Cercear o direito à palavra a alguém cujo destaque se deve exclusivamente ao uso que dela faz – e a nada mais – é uma truculência inominável, intolerável num regime democrático.

Se os adversário de Yoani têm alguma razão para hostilizá-la, a perderam ao tentar silenciá-la mediante métodos bárbaros, piquetes de militantes que remetem às manifestações da juventude nazista. Se ela precisa ser combatida – digamos que precise -, é no campo em que ela atua que isso deve ocorrer.

Afinal, se o seu hipotético delito estaria no que diz (e escreve), é aí que deve ser questionada.

[Concordo. A acusação de que é agente da CIA, pouco interessa ao Brasil. A Yoani Sánchez está de passagem. Devemos cuidar da espionagem – não importa o país – que atua no Brasil. Notadamente quando fica comprovada a traição.

Acontece que a justiça brasileira vem condenando jornalistas pelo que diz e escreve. Ricardo Noblat foi ameaçado por uma juíza que sentenciou que o direito de resposta não basta. Assim repito: para a justiça não “é ai que deve ser questionada” uma blogueira…]

Sua luta é a de uma cidadã cubana, inconformada em viver em um país (…) onde se pune com prisão, tortura e morte os delitos de opinião e onde o elementar direito de ir e vir cabe apenas aos amigos do regime.

[Este é o retrato do Brasil hodierno. Em 2012, foram assassinados onze jornalistas. O país virou o ano com dois jornalistas exilados, e um preso. Começou este ano 13, com um jornalista assassinado, e dois presos.

Vejamos o caso de Ricardo Antunes, preso incomunicável, com o blogue fechado o] que afinal os adversários (…) tanto temem que ele diga que já não tenha dito (e escrito)?

Yoani critica Odebrecht

A blogueira e opositora cubana Yoani Sánchez comentou que o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o da atual mandatária, Dilma Rousseff, “estreitaram o laço” com Cuba, principalmente no campo econômico.

Como exemplo, a blogueira citou a construção do porto de Mariel, a cerca de 40 quilômetros de Havana e cuja obra está a cargo da empresa brasileira Odebrecht. A blogueira, porém, disse que os cubanos brincam com o fato da entrega do empreendimento ser constantemente adiada. (Ansa)

Insinuou que o Governo brasileiro patrocina a construção do porto, quando aqui está privatizando.

Bem que gostei da crítica à Odebrecht, que ficou com uma boa parte das obras da Delta. Obras jamais investigadas, nem antes nem depois do bicheiro Cachoeira.

 

cuba

Porto de Mariel
Porto de Mariel

 

Blogueira cubana Yoani Sánchez passou pelo Recife e não foi visitar o colega Ricardo Antunes

Não entendi o medo ou a desinformação de Yoani Sánchez. Esteve no Recife e fez que não sabia da prisão de Ricardo Antunes, encarcerado desde 4 de outubro último, antevéspera das eleições, pela polícia socialista do governador Eduardo Campos.

Ricardo foi preso porque estava escrevendo sobre o apoio do prefeito petista João da Costa ao candidato do Governador. Idem o apoio dos comunistas. Acredito que, ideologicamente, Ricardo está bem afinado com Yoani Sánchez.

O blogue de Ricardo Antunes, Leitura Crítica, arquiva vários artigos de Reinaldo Azevedo.

Escreve Reinaldo:

O Brasil está numa lista de 10 países em que a liberdade de imprensa mais sofreu retrocessos em 2012. A avaliação é do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ, na sigla em inglês). Além de Banânia, integram o grupo o Equador, a Síria, a Somália, o Irã, o Vietnã,  a Etiópia, a Turquia, o Paquistão e a Rússia. Atenção! A lista tem um registro específico, reitere-se: são países em que mais houve retrocessos no ano passado; não quer dizer que sejam os piores lugares do mundo para o exercício da profissão.

Para elaborar a lista, a CPJ levou em conta seis critérios:
– mortes;
– prisões;
– legislação restritiva;
– censura estatal;
– impunidade em ataques contra a imprensa;
– jornalistas levados ao exílio
.

Eles explicam por que o Brasil está entre os dez, mas não a Argentina, por exemplo, apesar da cruzada movida por Cristina Kirchner contra a liberdade de imprensa. Quatro jornalistas foram assassinados em nosso país no ano passado, e os crimes continuam impunes — nenhuma das mortes se deu em um grande centro. Também ganhamos destaque quando o assunto é “legislação restritiva”. Por aqui, é fato, pululam determinações judiciais para que conteúdos sejam retirados da Internet, por exemplo — 191 só no ano passado.

[A contagem certa: onze jornalistas foram assassinados]

Quatro jornalistas foram assassinados no Brasil em 2012, superando a cifra registrada no ano anterior e convertendo o país no quarto mais letal do mundo para a imprensa durante o período, revelou a pesquisa do CPJ. Seis dos sete jornalistas mortos nos últimos dois anos haviam noticiado a respeito de corrupção oficial ou crime e todos, com exceção de um, trabalhavam em áreas interioranas. O sistema judiciário brasileiro não conseguiu acompanhar o ritmo.

“A falta de investigações sérias desses crimes deu aos agressores a noção de que não serão identificados e punidos”, disse Mauri König, veterano repórter investigativo veterano homenageado pelo CPJ em 2012 com o Prêmio Internacional de Liberdade de Imprensa. O Brasil ficou em 11º lugar no Índice de Impunidade 2012 do CPJ, que calcula os assassinatos não resolvidos de jornalistas como uma porcentagem da população de cada país.

A censura judicial permaneceu um problema no Brasil, onde empresários, políticos e funcionários públicos entraram com centenas de ações judiciais alegando que jornalistas críticos ofenderam sua honra ou invadiram sua privacidade, mostrou a pesquisa do CPJ. Os querelantes tipicamente procuram ordens judiciais para impedir que jornalistas publiquem qualquer outra informação sobre eles e para retirar do ar materiais disponíveis online. No primeiro semestre de 2012, de acordo com o Google, os tribunais brasileiros e outras autoridades enviaram à empresa 191 ordens judiciais para a remoção de conteúdo.

“Tais ações judiciais minam a democracia e a imprensa do país, e criam um clima de insegurança legal que, de certa forma, se reflete na qualidade da cobertura de questões de interesse público”, declarou König ao CPJ.

[Concordo com König. E reafirmo: o Brasil matou onze ou mais jornalistas em 2012. Um em janeiro de 2013.

Em Cuba, Yoani Sánchez estava em liberdade, e livre para escrever.

No Brasil, Ricardo Antunes está preso, seu blogue fechado, e proibido de escrever.

Ricardo Antunes continua preso e censurado. Cartoon SOLEDAD CALÉS
Ricardo Antunes continua preso e censurado. Cartoon SOLEDAD CALÉS

Justificou a polícia que Ricardo Antunes tentou vender uma notícia por um milhão de dólares a Antônio Lavareda. Yoani acredita nesta versão? Reinaldo ainda não escreveu nenhuma linha sobre Antunes. Por quê?

Para Reinaldo existem dois tipos de liberdade. E dois tipos de tortura:]

A imprensa nacional andou escorregando também na cobertura sobre o surto de violência em Santa Catarina, corrigindo depois o rumo. Os bandidos já faziam a população refém de seus atos delinquentes quando veio a público um vídeo que mostrava presos sendo submetidos ao que pode ser definido, sim, como tortura. É claro que se trata de um comportamento inaceitável e que os responsáveis devem ser severamente punidos.

Onde está o erro? Várias reportagens associaram o surto de violência àquele episódio, sugerindo tratar-se de uma reação aos desmandos praticados, então, por agentes do estado. Em alguns casos, havia uma espécie de sutil sugestão de que a culpa, no fim das contas, não era dos criminosos, que estariam apenas reagindo.

Alto lá!

Quem tortura presos pratica crimes. E o substantivo que define as pessoas que se entregam a tais práticas é um só: “criminosos”. Têm de arcar com as consequências legais de seus atos. Mas é absurda a ilação de que alguma legitimidade assiste à bandidagem. Trata-se de uma abordagem delinquente, que transforma os cidadãos em alvos legítimos, então, de uma suposta guerra.

Quem quer que tenha feito aquele vídeo chegar à imprensa naquele momento estava, objetivamente, atuando em favor do crime organizado — se a intenção era essa ou não, pouco importa. O que estou afirmando é que, por alguns dias, a bandidagem foi alçada a uma espécie de força beligerante legítima, que tinha, afinal de contas, a sua pauta.

[Tortura é tortura.

Censura é censura.

A Santa Inquisição nunca foi santa.

Todo torturador mata por prazer.

Preso preso não tem mais poder que um bandido solto.

Um governo que tem medo de um celular na mão de um preso não é governo]

Seguridad para hospitales

Quando Tancredo foi operado, na véspera da posse, políticos, candidatos a ministros e presidentes de estatais, lobistas, jornalistas e curiosos e, talvez (nem precisava) um profissional em contaminação, invadiram a sala cirúrgica e a UTI. Resultado: o presidente morreu de infecção generalizada.

Capriles reclama que Hugo Chávez está prisioneiro em um hospital de Cuba.

ve_nacional. Chávez

Espanha: El Ministerio de Defensa ha contratado a dos empresas de seguridad privada para que se encarguen, durante 2013, del servicio de vigilancia con armas en hospitales y centros sanitarios militares. El contrato, que estaba presupuestado en 3.668.390 euros, costará finalmente 3.331.624 euros, e incluye la seguridad de diez centros sanitarios dependientes del ministerio en Madrid, Córdoba, Burgos, San Fernando, Ceuta y Melilla. El lote más importante es el que corresponde al Hospital Central de la Defensa Gómez Ulla en Madrid, donde este servicio externo cuesta más de un millón de euros.