A sorte de Marina

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Candidata a vice-presidente na chapa de Eduardo Campos, Marina Silva embarcaria no mesmo avião que o companheiro de chapa.

Ela também estava no Rio de Janeiro e iria para o Guarujá, mas mudou a rota, dispensando a mordomia do jatinho, cuja propriedade se desconhece, e preferindo a demagogia de um avião de carreira, cercada de assessores.

O segundo lance de sorte de Marina, que vinha sendo um peso morto na campanha, ser beneficiada como substituta de Eduardo, que amargava um humilhante terceiro lugar nas pesquisas.

Desde o manifesto do estrangeiro Banco Santander, que se voltou a espalhar que Marina tinha mais votos do que Eduardo, e somente ela poderia derrotar Dilma, que a candidatura de Aécio Neves não decolava, com o corpo mole dos candidatos a governador do PSDB.

A cristianização começou pela denúncia da Folha de S. Paulo de que Aécio transformou em aeroporto a pista de pouso construída pelo avô Tancredo Neves em terras da família no município de Cláudio, Minas Gerais.

Com a explosão do jatinho, a Folha de S. Paulo partiu para a pesquisa de opinião, para anunciar uma momentânea e emocional preferência do eleitorado por Marina.

E com os barões da mídia, a orquestração de que a bolsa de valores caiu com a morte de Eduardo, e a previsão de que sobe com a consolidação do nome de Marina para suceder Dilma Rousseff.

Os partidos políticos prometeram uma trégua de sete dias, mas por trás do luto existe muito histrionismo.

O caldeirão ferve no PSB, na briga para ser vice de Marina, e na queima dos candidatos indicados por Eduardo Campos a governador e vice-governador de Pernambuco.

Roque Sponholz
Roque Sponholz