Brasil es uno de los países con mayor comercio sexual infantil en el mundo, se habla de unos 250,000 menores en situación de explotación sexual

La prostitución infantil es el gran rival del Mundial de Brasil 2014

 

 

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Destacar que Brasil es uno de los países con mayor comercio sexual infantil en el mundo, se habla de unos 250,000 menores en situación de explotación sexual.La explotación sexual de menores de edad es el tercer negocio más lucrativo del mundo, solo superado por el tráfico de armas y drogas, con miras a generar más ingresos durante el mundial, se generó una red de prostitución organizada en torno a los estadios en más de una docena de ciudades de Brasil, donde los aficionados de fútbol se reunirán durante las seis intensas semanas que durará el torneo.

Aunque el intercambio de sexo por dinero es técnicamente legal desde 1949, el comercio sexual sigue estando fuertemente vinculado a grupos delictivos y es una de las formas de vida más peligrosas del país. Las prostitutas alrededor del estadio se encargan de los trabajadores y camioneros, pero su meta es que los aficionados visitantes sean sus clientes y les paguen en dólares. Las que son menores de edad se esconden en las calles aledañas o detrás de las paradas de camiones.

Las bandas criminales buscan a niñas que viven en extrema pobreza, donde las drogan o simplemente las compran a sus familiares. La mayoría de las niñas llevadas a São Paulo para prostituirse, apenas tienen 11 años, la mayoría no tienen ni electricidad ni agua corriente, la desesperación de la gente es tan grande, que algunos padres incluso ponen a sus hijos en la calle.

Matt Roper, quien ha realizado varias investigaciones sobre la prostitución infantil en Brasil, dice que los narcotraficantes y grupos de mafiosos de Europa del Este, obtienen a las niñas de las aldeas brasileñas y también de África, en particular de Congo y Somalia.

Por la noche, las niñas deambulan en la avenida u otras autopistas, en busca de clientes. Después se dirigen con ellos a los moteles o habitaciones cercanos al gigantesco estadio. Su vida cotidiana está repleta de violaciones a sus derechos humanos básicos.

Su tarifa más alta es de 60 dólares. Solo la mitad es para ella, menos las deudas por ropa, drogas, alcohol y cosméticos.

pn/pv

Fuente: La Patilla / Infobae.com

A ALEGRIA DE QUEM SAQUEIA NA CHUVA

por Celso Marconi

 

 

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O menino corria com um grande riso nos lábios levando em suas mãos o videogame que há cerca de três meses pensava em comprar para se divertir.

Aproveitou o saque que as pessoas da sua vila estavam fazendo durante os dias de greve da Polícia Militar e conseguiu assim sair da loja com o seu grande sonho. E ele foi correndo falar com o amigo que mais tarde iria instalar o game para os dois jogarem. Também teriam uma televisão de 40 polegadas que sua tia havia conseguido junto com seu filho trazer da loja saqueada. E que ia coloca-la em sua sala.

De noite, na hora do café, o pai achou estranho que aquela televisão estivesse em sua sala e junto com o jogo de videogame mas ele também sabia do que havia ocorrido na cidade e somente perguntou como eles tinham realizado essa façanha.

O pai disse que na antiga reunião do Partido tinha ouvido que tirar dos ricos não era crime pois o pior era o roubo geral que o Capitalismo sempre fez em cima de todos os pobres.

Assim também ficou alegre. E a chuva continuava a escorrer pela beirada da porta.

 

 

 

Bairro Novo, Olinda, 16 de maio de 2014

 

 

Nos campos de concentração de SP, crianças são obrigadas a assistir às revistas de ânus e vagina das mães e a se despir diante das agentes para poder visitar os pais

Por Andrea Dip e Fernando Gazzaneo

 

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“Meu filho não é bandido. Ele tem apenas 5 anos e o Estado quer castigá-lo como castiga o pai, que já está preso e pagando pelo que fez”. A frase, carregada de indignação, é pronunciada com punhos cerrados sobre a mesa, pela paulistana A., mãe de dois filhos, profissional de vendas e estudante de direito. O marido foi preso há 3 anos e, desde então, a cada dois ou três meses, ela leva o filho R. para ver o pai.

Todas as vezes, na revista da entrada, ela e o filho passam pelo mesmo ritual:

“Nós entramos em um box, eu tiro toda a roupa, tenho que agachar três vezes, abrir minhas partes íntimas para a agente penitenciária, sentar em um banquinho metálico detector de metais, dar uma volta com os braços para cima e às vezes me mandam tossir, fazer força, depende de quem está revistando. Meu filho assiste tudo. Quando preciso abrir minhas partes íntimas, peço para ele virar de costas”, diz.

“Então chega a vez dele. Na penitenciária onde o pai esteve antes de ser transferido, as agentes passavam a mão por cima da roupa, mas quando T. foi transferido para um CDP aqui da capital paulista, a revista do meu filho mudou. Da primeira vez, a agente pediu para eu tirar toda a roupa dele. Eu achei estranho, disse que isso nunca tinha acontecido e ela respondeu que eram normas de lá. De luvas, ela tocou no ombro meu filho para que ele virasse, para ela ver dos dois lados, sacudiu suas roupinhas. Na hora eu disse ‘Não toca no meu filho. Você sabe que não pode fazer isso’. Ela ficou quieta e eu não debati, porque queria entrar logo, meu filho estava sem ver o pai há meses. O R. não sabe que o pai está preso, eu digo que ele trabalha lá empurrando aqueles carrinhos de comida que ficam na porta. Quando pergunta sobre as grades e as muralhas, eu digo que é para ninguém roubar ele de mim. Neste dia, quando ela pediu para tirar a roupa dele, eu disse: ‘Filhão, lembra que você teve catapora? A gente precisa tirar sua roupa para ver se você ainda tem, para não passar para o papai, tá bom?’ Ele disse ‘Tá bom mamãe, mas eu não tenho mais catapora”.

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CADA PRESÍDIO UMA SENTENÇA

“Existe uma resolução do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária que diz que a revista manual íntima só pode ser autorizada em casos de fundada suspeita de que o revistando é portador de objeto ou substâncias proibidos legalmente e que deverá ter caráter objetivo, diante de fato identificado registrado pela administração, em livro próprio e assinado pelo revistado. Não é isso que se vê hoje nos presídios de São Paulo. Não existe qualquer norma que permita a revista de forma íntima e vexatória. Aqui a revista manual, íntima acaba sendo utilizada sempre, tanto para adultos quanto para crianças”, diz o defensor público.

A mesma resolução da CNPCP estabelece que a revista deveria ser feita de forma eletrônica – através de detector de metais, raio X e outros – na maioria dos casos. Em São Paulo, o Regimento Interno Padrão da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) diz que os agentes podem fazer revistas íntimas “quando necessário” e “em local reservado, por pessoa do mesmo sexo, preservadas a honra e a dignidade do revistado”.

No caso das crianças e adolescentes a revista manual é ainda mais grave, de acordo com o defensor: “Tocar em uma criança e fazer com que ela passe por situação constrangedora já fere o ECA de cara”, diz, referindo-se ao artigo 18 do Estatuto que estabelece: “É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor”.

MÃE, VOCÊ TÁ PELADA?

Heidi Cerneka, do Instituto Terra Trabalho e Cidadania e da coordenação da Pastoral Carcerária de São Paulo, já ouviu muitos depoimentos como esse: “Segundo a Constituição, a pena não pode passar da pessoa do preso, mas o que a gente vê hoje é o contrário. Com estas humilhações, a família acaba não indo mais visitar ou o próprio preso pede para não ir. E a lei garante o vínculo familiar. Sem a visita, você garante como? Por carta? Que é violada e lida antes?”

Para Heidi, muitas mulheres acabam se convencendo de que aquela é uma situação tolerável para não sofrerem ainda mais: “São pessoas que vivem cotidianamente com violações. Para elas essa é só mais uma violação. Muitas se convencem de que não é nada para conseguirem aguentar. Porque ficar indignada e horrorizada toda semana é dificil. Você tem dois trabalhos: se indignar e desindignar, porque se ela entra chorando, o preso fica agitado. E a maioria não sabe o que fazer, a quem recorrer”.

D., de 21 anos, cunhada de M., também tem um marido preso no CDP de Praia Grande. Ela conta que ela e o filho passam pelo mesmo procedimento de revista narrado por M. “É constrangedor por causa da ignorância das carcereiras. Elas têm que passar a mão no corpo do menino e eu não acho que deveria ser assim, porque é criança. Né? Meu filho entende tudo, me pergunta: ‘Mãe, você tá pelada?’ Quando é revistado, ele tenta afastar a mão da carcereira, fica com um olhar assustado. Na escola, a professora me disse ele imita pros coleguinhas como eu faço quando sou revistada. Abaixa e levanta, abaixa e levanta…isso já ficou marcado na cabeça dele”. Leia mais

Bonecos e Bonecas

entre bonecos e bonecas

a criançada brinca
a criançada corre
a criançada morre

entre bonecos e bonecas

o clique nasce
o homem fere
e a revolução socorre

entrem bonecos e bonecas

o palco é de vocês
chegou a hora
de quem não tinha
vez

essa é a hora
que
fantoche
queima o costureiro

se torna
livre
de corpo [inteiro]

crianças
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FOTO: Flalbert Cecconato
TEXTO: Fábio Chap

AUDIODESCRIÇÃO: Foto colorida. Crianças indígenas fixam seus olhos no sentido da lente. Com seus olhares atentos, curiosos e com o real semblante de uma alma jovem. A uma criança no lado direito da composição segurando uma boneca.

SELETA: Fotógrafos Ativistas

Vientos de Brasil. La magia verde y la salud

Por Juan Arias | 14 de agosto de 2013

Magia verde en brasil
A pesar de que Brasil es aún una especie de paraíso natural por su grandes espacios de bellezas entre bosques vírgenes y playas aún incontaminadas, el hacinarse de la gran mayoría de los cerca de 200 millones de personas en ciudades de cemento, empieza a preocupar a los responsables por la salud pública.

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Vuelve así a ser estudiada la llamada “magia verde” como terapia de medicina preventiva. Se multiplican los estudios científicos sobre los efectos favorables para la salud física y metal del contacto con el verde, que produce, al parece, efectos directos sobre una serie de índices de nuestro organismo, como disminución del estrés; aumento de los glóbulos blancos,  y por tanto aumento de la inmunidad , mayor oxigenación; regulación de la presión arterial y disminución del colesterol entre otras cosas.

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Esta semana, en Amanhâ, el suplemento del diario O Globo, Manuela Andreoni, analiza los resultados de toda una serie de estudios que desde 1984 se están realizando en el mundo sobre la influencia  que el contacto con la naturaleza verde tiene en nuestra salud.

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La última investigación fue realizada por Mathew White, de la Universidad de Exeter, en el Reino Unido. El estudio, que acompañó el comportamiento de diez mil personas durante 17 años,  demostró, por ejemplo, que quién vive rodeado de verde, presenta menos problemas psíquicos que los que pasan la vida entre el cemento, a veces sin tener contacto con un árbol o una simple flor.

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Aún no existen, es cierto, resultados completamente científicos sobre el efecto de la magia verde sobre nuestro organismo, ni se sabe si esas ventajas que van apareciendo en los primeros estudios al respecto son debidos a un factor cultural o genético.

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Cada vez más, sin embargo, se camina en la dirección de que el contacto con lo verde está relacionado con nuestra genética, ya que el Homo sapiens, vivió como primado millones de años adaptándose a la naturaleza en la que estaba siempre sumergido.

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Lo que cada vez aparece más claro a los empeñados en los estudios de la medicina preventiva es que la aparición, en nuestro camino, de un pedazo de magia verde produce efectos positivos en nuestro bienestar y, al revés, su ausencia, aporta un plus de estrés y malestar físico

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Ha sido probado que en un hospital, un simple ramo de flores que recibe un enfermo aumenta su bienestar general. Que los que pasan el día encerrados en un cuarto sin ventanas y sin ver ni una flor ni una rama verde, acaban más estresados que el que tiene a su lado un simple vaso de geranios.

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El tema es tan importante que ya hay gobiernos que incluyen en sus programas de salud elementos de la magia verde. Por ejemplo, en Japón, desde hace ocho años existen locales donde se puede practicar una especie de terapia floral, es decir un simple paseo por áreas verdes para disminuir los índices de estrés.

Ha sido probada que existe una gran diferencia en el organismo entre pasear por la calle o avenida de una gran ciudad en medio del tráfico y del cemento y el hacerlo en un parque verde.

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Los primeros revelaron una disminución de un 16% de cortisol, un indicador del estrés, además de una disminución de un 5% de los latidos cardiacos y de una disminución de la presión arterial.

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Mientras en Brasil, en las calles, la gente presenta sus protestas por la falta de servicios en la atención a la salud pública, empieza a sentirse al mismo tiempo la necesidad de la búsqueda de nuevas terapias de medicina preventiva contra el estrés, entre ellas la aplicación diaria de la magia verde.

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Si hasta ayer el encuentro con la naturaleza verde producía una simple sensación de bienestar físico, a veces con sólo ver imágenes de esa naturaleza virgen, hoy se está llegando científicamente a la conclusión de que el ser humano, que fue proyectado para vivir rodeado de verde, recupera parte de su salud perdida en el cemento y en el asfalto con la vuelta a sus raíces, a sus bosque, ríos y mares aún no prostituidos por nuestra civilización plastificada

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Al revés, perdemos aquellas raíces cuando, por ejemplo, nuestros niños, enclaustrados en la dureza gris de las ciudades, ya no conocen la sensación de placer del olor que produce, por ejemplo, la hierba recién cortada. O la sensación de paz y bienestar que nos brinda la música producida por las agua de un río de montaña al danzar sobre las piedras limpias de su cauce.

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Jornalista tem dia de descanso?

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Vamos ensinar as crianças a pintar o 7.

O sete corresponde aos sete dias da semana, aos sete planetas, aos 7 graus da perfeição, às sete pétalas da rosa. O sete é o número dos céus, dizia Dante.

O sétimo dia foi objeto de numerosas interpretações simbólicas no sentido místico. Esse dia em que Deus descansou após a Criação significa como que uma restauração das forças divinas na contemplação da obra executada. Esse descanso do sétimo dia marca um pacto entre Deus e o homem.

Na Europa medieval, dava-se muita importância aos grupos de sete: Havia sete dons do Espírito Santo, representados na arte gótica em forma de pomba; sete eram as virtudes, as artes e as ciências. Havia sete sacramentos, sete idades do homem, sete pecados capitais, sete pedidos expressos no Pai Nosso.

O sete simboliza a conclusão do mundo e a plenitude dos tempos. Segundo Santo Agostinho, ele mede o tempo da história, o tempo da peregrinação terrestre do homem. E que Deus reserva um dia para descanso.

O próprio homem é convidado pelo número 7 – que indica o descanso, a cessação do trabalho – a voltar-se para Deus, e a descansar somente nele.

A voltar-se para a família.

Não deixe ninguém lhe roubar este dia.
Reserve este dia para seus filhos. Sempre.
E neste domingo, venha para o Parque Dona Lindu.
Traga seus filhos ou netos. Para um aprendizado de brasilidade, de pernambucanidade, de patriotismo, de nacionalismo, de civismo, de liberdade, de fraternidade, de generosidade, de com pão eirismo, de igualdade, de amor ao próximo.

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Faruk Soyarat
Faruk Soyarat
Arcadio Esquivel
Arcadio Esquivel
Anne Derenne
Anne Derenne

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Infância roubada: os filhos da rua e a escravidão de crianças

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A imprensa esconde a criança soldado do tráfico. As 500 mil prostitutas infantis. A falta de escolas e professores. O dinheiro da merenda escolar desviado para o bolso de prefeitos ladrões. E, principalmente, em que tipo de casas a meninada reside, para dormir e comer a fome. 

O trabalho infantil legal tem que ter uma permissão assinada por um juiz. 

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Por que o Recife não tem nenhum passeio público?

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Bacia do Pina - Beleza Roubada
Bacia do Pina – Beleza Roubada

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Na Bacia do Pina – um dos lugares previstos para construir áreas de lazer – vão levantar torres de edifícios para novos ricos e estrangeiros, construir shoppings e condomínios de luxo. Toda  beleza da paisagem vai ser proibida para o povo.

Compare com Curitiba. Leia reportagem publicada hoje pela Gazeta do Povo

Parque Iguaçu
Parque Iguaçu
Bosque do Papa
Bosque do Papa
Bosque Gutierrez
Bosque Gutierrez

Novas ideias para um outro Passeio

por Cristiano Castilho

uem deu suas pernadas pelo Passeio Público na última semana percebeu algo diferente. Em meio às mesas do restaurante do espaço, pranchas de papel eram vistas penduradas em um aramado improvisado. Nelas, diversas representações do primeiro parque da cidade. Algumas, futuristas, traziam a imagem de um prédio em espiral, todo envidraçado. Outras, mais modestas, mostravam um grande parque a céu aberto, repleto de crianças, e totens com fatos históricos acontecidos ali, no banhado que virou parque há 127 anos.

As mais novas ideias para a revitalização do Passeio Público vêm dos alunos do curso de especialização em Construções Sustentáveis da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), coordenado pelo professor doutor Eloy Casagrande Júnior, um teimoso. Pois foi ele que, em março, desengavetou um projeto concebido por alunos norte-americanos em 2006 – que não foi para frente na época.

Agora, sua turma de arquitetos e engenheiros civis e ambientais teve como tarefa propor sugestões para uma revitalização arquitetônica-ambiental do parque que quer voltar a estar na moda. Os 25 alunos se dividiram em seis equipes. Cada uma apresentou um projeto, que ficou exposto no Passeio Público por oito dias, – de 4 a 12 de maio.

“Colocamos em exposição para os frequentadores criticarem e comentarem”, justifica o professor, também criador do original e premiado Escritório Verde, em 2011.

Os alunos entrevistaram frequentadores do Passeio, moradores do entorno e trabalhadores do local. Na carona das respostas, montaram projetos que envolvem cultura, arquitetura e meio ambiente. “Muito factíveis”, garante. Algumas soluções propostas já são utilizadas no exterior, provando que o que há de comum entre os projetos é a ousadia. “Não são pequenas ações, remodelações ou ajustes. São projetos ousados e arquitetonicamente atrativos”, afirma.

Contato

Assim como aconteceu em março, Casagrande já manteve contato com Sérgio Pires, presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc). Segundo o professor, Pires teve uma impressão geral “excelente”. Sua opinião foi reforçada pelo secretário de Meio Ambiente, Renato Eugênio de Lima, que “acha que algumas ideias podem ser abordadas.”

A exposição do que pode vir a ser o “futuro Passeio” segue agora para o Ippuc e também para algumas universidades. Quanto mais pitacos, neste caso, melhor. “Queremos participar da ação e participar das discussões, já que temos todas essas ideias”, justifica Casagrande, o “teimoso do Passeio”.

No papel
Integrando os seis projetos, algumas propostas elaboradas pelos alunos do professor Eloy Casagrande Júnior se destacam:

Gaiolas interativas

Criação do sistema phantom mesh, utilizado em zoológicos da Nova Zelândia e Austrália. Com uma tela fina, quase transparente, substitui as de arame e facilita a visualização dos animais.

Restaurante

“Como está hoje, o restaurante não funciona”, diz Casagrande. Os alunos propuseram a criação de quiosques e cafés pelo parque. Outra ideia é transformar o restaurante em uma praça de alimentação para diversificar as opções de refeição.

Feira orgânica

Aumentar a interação com a feira que ocorre aos sábados. Utilizar parte do Passeio Público como uma horta orgânica, possibilitando também a educação ambiental para crianças.

Água

Utilizar a água como “tema”. Criar aquário ampliado e interativo.

Museu

Fotos antigas, exposições culturais e relatos de epi­sódios acontecidos no Passeio fariam par­te do museu, um link físico entre passado e presente.

Playground

Remodelar o parquinho das crianças, e modernizar o espaço através do incentivo ao arborismo.

Mirante

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Em forma de espiral – “ou de DNA” –, um edifício envidraçado ofereceria uma visão panorâmica. No topo, um mirante. “Ninguém nunca viu o Passeio de cima”, argumenta Casagrande.

Palco

Reformar e criar uma agenda de shows para o palco do parque: mais um espaço para bandas curitibanas.

[Quais são os espaços públicos do Recife?
A Cidade está cada vez mais cinzenta e feia.
Isto é, o cimento cobre o que resta de verde e vai comendo o azul das beiradas dos rios e das lagoas.
Veja a diferença:
Parque Tanguá à noite
Parque Tanguá à noite
Túnel do Parque Tanguá
Túnel do Parque Tanguá
Trilha João e Maria no Bosque Alemão
Trilha João e Maria no Bosque Alemão
A Casa Encantada no Bosque Alemão
A Casa Encantada no Bosque Alemão

Lobisomens

Por:  

Rafa Camargo
Rafa Camargo

 

 

Não criança, e ainda não homem, um garoto atravessa em diagonal a esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação. Pés descalços, cabelos curtos, camisa aberta, bermuda suja. Os carros param, ele ri. Exposto à morte, talvez também venha a matar se for preciso ou se, pelo menos, vier ao caso. Sua vida banalizada não ensina que outras também podem valer alguma coisa. Fácil ver que não tem pai, nem mãe. Escola, perguntamo-nos, onde? Papel do Estado? Dizem que o capitalismo é a prática do “estado mínimo”.

 

Deve ser aquele “mínimo” que se usa para salvar ricos à beira da falência como Aiquebatista. Enquanto isso, dizem que o filho de Aiquebatista, ele mesmo bem jovem e bem longe da esquina da Paulista com a Consolação, se tornou campeão brasileiro em luta de tomates. Ser jogador de tomates é uma nova modalidade no cenário dos esportes criada pelo menino rico. Fácil ver que, se este menino tem pai ou mãe, isso não tem lhe ajudado muito.

Dizer que a rua é a casa do menino da esquina seria pura retórica. O jovem usa o chão como cama, o muro como banheiro, a lata de lixo como mesa da cozinha. O filho de Aiquebatista tem piscina, lustres de cristal, banheira de hidromassagem, caviar e champagne para se alimentar em uma mesa de madeira de lei e mármore importada, desenhada por um designer mundialmente famoso. O menino da esquina sem pai nem mãe não tem 15 anos e não sabe como veio parar ali naquele mundo frio e seco de cortar o corpo e a alma. Não tendo o que comer, talvez se contentasse com um tomate desperdiçado da casa de Aique, talvez também quisesse brincar com os jovens bem vestidos com roupas de marcas usando drogas caras, diferente da cola e do crack que ele arranja de vez em quando. Mas ele não faz parte de nenhuma festa, nem das sobras de natal ou ano novo, não é convidado em lugar algum, todos tem medo dele. Só lhe resta atirar-se na frente dos carros para ver o que acontece.

No entanto, cães andam ao seu redor, são seus companheiros e não o temem. A diferença entre eles é muito pequena. Andando juntos, num movimento de matilha, parecem todos a mesma coisa.

Nós que assistimos a cena não gostaríamos de escrever esta crônica. Gostaríamos de falar de algo mais bonito. Mas não existe outra cena para a qual se possa olhar quando qualquer imagem é ameaça de cegueira. Por isso, fico pensando que há um Aiquebatista sorridente dentro de cada um de nós, e que é este Aiquebatista que joga o menino na zona cinzenta da rua ou lhe ensina a luta de tomates transformando-o num idiota.

Entre a família e o Estado há um acordo em nome da violência sob a sutil forma do abandono. Talvez o menino da rua, privado de sua cidadania, seja um desses seres da margem, um lobisomem que habita, entre a casa e a floresta, o espaço abandonado da rua. Talvez o lobisomem também seja o imbecil a lutar com tomates por pura desfaçatez e falta de inteligência moral.

Medo, por fim, é o sentimento geral gerado e experimentado por cada ser que pensa, em uma sociedade que torna claro a cada dia que o homem é o lobo do homem.

O fim da infância? As ações de marketing e a “adultização” do consumidor infantil

por Carla Freitas Silveira Netto; Vinícius Andrade Brei; Maria Tereza Flores-Pereira

A marca Lilica Ripilica busca estabelecer uma forte ligação com o mundo da moda. Essa ligação pode ser observada de várias formas, seja no discurso publicitário, seja na linguagem apresentada nas outras formas de interação que a marca procura ter com o seu público. De maneira geral, a marca procura conduzir sua comunicação diretamente ao seu público (infantil, feminino, camadas médias e altas), por meio de uma linguagem que caracteriza a marca Lilica Ripilica, frequentemente representada por uma mascote, como uma das crianças, uma “amiguinha”. Como mascote, a empresa usa um coala, animal característico da Austrália, vestido como uma criança do sexo feminino. Essa mascote tem o mesmo nome da marca. Vamos, então, descrever e analisar um pouco as campanhas de comunicação da Lilica Ripilica.

use e se labuze

Em um outdoor da campanha inverno 2008, a mensagem “Use e se lambuze” é apresentada de maneira quase centralizada no espaço. Ocupando o lado esquerdo, encontramos a foto de uma menina aparentando cerca de 4 ou 5 anos. No canto inferior direito, como uma assinatura, está o nome da marca: Lilica Ripilica. De maneira geral, as imagens contidas no outdoor transmitem a ideia de sofisticação. A menina aparece maquiada, com expressão séria e pose que faz referência às propagandas de moda para adultos. Sua roupa se constitui de uma camiseta, um casaquinho – tipo bolero – e uma saia. A mascote aparece de maneira discreta, seja na estampa da camiseta, seja no brasão costurado ao casaquinho sobreposto. O clima de sofisticação se estende para a bem combinada estampa da saia e da gola do casaquinho, a estampa de fundo do outdoor, dando ideia de um papel de parede, além da fonte usada no texto, que lembra fonte cursiva, como se alguém tivesse escrito com uma caneta tinteiro.

A mensagem nesse outdoor – “Use e se lambuze” – é usada no imperativo, como é comum no discurso publicitário. Essa mensagem parece estar primeiramente ligada ao conceito de chá da tarde (a menina segura um doce na mão esquerda e sua boca está um pouco lambuzada por esse doce), mais especificamente com as brincadeiras de chá com bonecas. Podemos concluir (possivelmente como também devem ter imaginado os responsáveis pela campanha) que, assim como as crianças (literalmente) se lambuzam com os doces nos chás, as meninas deveriam “se lambuzar” (aproveitar) com essa coleção. É importante, ainda, enfatizar a sutil conotação erótica da propaganda, uma vez que o verbo lambuzar está, ao menos no Brasil, culturalmente associado a questões sexuais, entre outros sentidos mais literais da palavra. Por conta dessa associação erótica, a exibição desse outdoor gerou um processo do Ministério Público do Estado de Santa Catarina, que comprometeu a empresa e obrigou-a a não mais veicular propaganda com imagens como a do outdoor em questão, além do pagamento de multa no valor de vinte mil reais, segundo o Instituto Alana (2008).

O DISCURSO DA LILICA RIPILICA – UMA ANÁLISE SOCIAL

Nossa análise social está ancorada no processo de “adultização” das representações acerca das consumidoras infantis, retratado nas ações de marketing da marca de vestuário Lilica Ripilica. Além disso, discutiremos os reflexos das ações de marketing dessa empresa a partir da ótica de organizações especialistas em direitos de crianças e adolescentes, tais como o Instituto Alana.

Primeiramente, sobre a questão da adultização, temos que as ações de marketing da empresa de vestuário infantil Lilica Ripilica estão fortemente ligadas a um contexto etário referente à vida adulta e, com maior ênfase, a um determinado arquétipo de vida adulta do feminino. A ideia de que os usuários da marca seriam pessoas ligadas à moda, por exemplo, está na reformatação da mascote e na caracterização de sua personalidade como alguém que adora estar na moda e que apresenta postura madura. Essas ideias, na realidade, permeiam todas as formas de comunicação da empresa.

De forma complementar, as ideias de sonhos e de encantamento, fortemente ligadas à aspiração hoje comum das meninas em se tornarem modelos, também são uma constante na comunicação da Lilica Ripilica. Nessa comunicação, as crianças também são representadas e tratadas como adultos. Por exemplo, em sua definição de estilo, a marca afirma sua visão sobre a criança como alguém “que sabe o que quer”. Portanto, uma visão coincidente com a literatura recente a respeito do consumo infantil, que identifica como traço característico dos publicitários a quebra do “velho código de inocência infantil” (CROSS, 2002, p. 442).

A quebra desse “código”, entretanto, ainda não é aceita socialmente de maneira explícita. Uma demonstração disso é que, em entrevista para o jornal Zero Hora, a produtora de moda do desfile da marca no evento Donna Fashion Iguatemi, Madeleine Müller, cita que “o que de pior se pode explorar em uma coleção infantil é a sensualidade. Expor o corpo de uma criança de maneira inadequada é abominável. Nem elas gostam” (SHOW MIRIM, 2008). Porém, as informações empíricas anteriormente apresentadas contradizem esse discurso da produtora, como no outdoor da campanha da Lilica Ripilica que descrevemos na seção referente à análise textual.

Nossa conclusão de que o discurso da produtora do desfile não condiz com a prática da empresa não é infundada. O Instituto Alana (2008), em seu site, reforça nossa conclusão ao apresentar o parecer da psicóloga Maria Helena Masquetti, anexado à denúncia feita ao Ministério Público em decorrência da exibição do referido outdoor. Em seu parecer, a psicóloga comenta que

[…] algumas publicidades vão ainda mais além, divulgando conceitos dissociados da realidade, muitos deles distorcendo valores fundamentais para a educabilidade dos pequenos, importando-se apenas em destacar a mensagem na paisagem publicitária (INSTITUTO ALANA, 2008).

Ela ainda acrescenta, em sua análise para o Instituto, que nada é tão capaz de cativar a atenção do que “crianças em cenários afetivos ou demonstrando graça e esperteza em suas expressões”. Segundo a psicóloga, ainda mais “interessante” é quando elas se comportam como uma espécie de adulto em miniatura, pois, se essas estratégias têm o poder de seduzir adultos, elas são ainda mais sedutoras para crianças e adolescentes. O problema com esse tipo de comunicação é que, para seu entendimento, é necessária uma estrutura intelectual que não está ao alcance das crianças ou que, pelo menos, não se identifica no público em geral, e menos ainda nas crianças. Maria Helena Masquetti conclui:

[…] um adulto pode até compreender que a expressão “Use e se lambuze” faz uma analogia entre o doce com o qual a pequena provavelmente lambuzou o rosto e a idéia de se deliciar com o uso da roupa. Este tipo de mensagem ambígua não é decodificável por uma criança preservada em sua ingenuidade, restando a possibilidade incômoda de ser lida maliciosamente por adultos inescrupulosos. Portanto, trata-se de uma construção pautada em valores e conceitos adultos e não infantis (INSTITUTO ALANA, 2008).

É importante analisar, entretanto, que a própria fala da psicóloga Maria Helena Masquetti está amparada em uma conceituação sócio-histórica das categorias etárias que diferencia as crianças (ingênuas) dos adultos (inescrupulosos e maliciosos). Na fala da psicóloga, está bastante presente a ideia de que as crianças não apresentam uma estrutura intelectual capaz de interpretar, por exemplo, mensagens ambíguas como a da propaganda em análise. A criança é, portanto, um sujeito distinto do adulto e cuja “construção” deve ser preservada de valores e conceitos “não infantis”, para que, enfim, ela seja uma criança e não um adulto em miniatura (POSTMAN, 1999).

Além da imagem de erotização apresentada na campanha do outdoor, outras comunicações também se valem de outros argumentos sedutores ou que poderiam ser facilmente voltados ao público adulto. Relembrando, a coleção de inverno da Lilica Ripilica do ano de 2008 tinha como tema um chá da tarde inglês. As roupas, os emblemas, cortes e tecidos buscavam lembrar a sofisticação e a elegância das coleções europeias. Além disso, o fato de as meninas apresentadas nas diversas peças publicitárias estarem vestidas com roupas características de pessoas mais velhas, assim como com maquiagem e fazendo poses normalmente vistas em propagandas com mulheres de mais idade, serviram de base para a denúncia da campanha como incitadora da “adultização” e, principalmente, da “erotização” infantil, pois, como pode-se perceber, as crianças não aparecem nas imagens brincando ou tendo atitudes tipicamente infantis. Ao contrário, a linguagem corporal e a seriedade das expressões são nitidamente copiadas de coleções direcionadas para mulheres mais velhas.

No caso da propaganda para a televisão, assim como nas imagens da campanha impressa, o discurso da marca é direcionado para a realização do desejo de ser famosa. Ou seja, as propagandas falam que, usando os produtos Lilica Ripilica, ser tão bela e admirada como as modelos é possível, não é um sonho. Esse “sonho”, por sua vez, nada mais é do que um arquétipo emocional do feminino adulto contemporâneo (ser modelo, famosa e consumir roupas de marca), na medida em que se refere a “padrões comuns a toda cultura humana […] elementos simbólicos que resgatam estados de espírito comuns a todos nós” (MARTINS, 1999, p. 37). Na propaganda impressa, as expressões de frustração das modelos adultas por não entrarem nas roupas Lilica Ripilica procuram transmitir, em um primeiro momento, um sentimento de superioridade das meninas crianças em relação às mulheres adultas. Entretanto, não são os atributos infantis aqueles que são valorizados (poder brincar, ser socialmente protegida etc.), mas sim a possibilidade de, ao usar Lilica Ripilica, estar mais próxima de atributos do mundo adulto feminino do que as próprias mulheres adultas (estar na moda, ser magra, ser top model etc.).

Além das roupas tipicamente adultas e da ligação com o universo da moda, existe também a menção a padrões estéticos específicos, como a magreza, imprescindível para a entrada da consumidora em questão ao mundo da moda. A propaganda para a televisão mostra uma menina que exibe vaidade, arrumando-se, maquiando-se e posando para fotos. Já a campanha impressa valoriza os atributos físicos das modelos (magreza, pernas longas, altura), qualidades determinantes na sociedade contemporânea para se encaixar no conceito de beleza (SANT’ANNA, 2001; GOLDENBERG; RAMOS, 2002; STENZEL, 2004). Como Preston (2004) afirma, a propaganda ensina esses conceitos para as crianças.

Um outro exemplo: no catálogo da coleção primavera/verão 2008/2009, as palavras usadas para descrever as diferentes inspirações para a coleção falam de encanto, beleza, romantismo, feminilidade, delicadeza e sofisticação. Essas expressões são comuns na comunicação para adultos e fazem uma ligação entre os mundos infantil e adulto. Assim, identificamos um retorno a características observadas por Ariès (1981, p. 70) em relação à Idade Média: “nada, no traje medieval, separava a criança do adulto”.

Além do traje, observamos nas campanhas também comportamentos, olhares, posturas e mensagens não verbais tipicamente adultos, ligando as ideias de beleza ao mundo da moda. Por exemplo, segundo o jornal Zero Hora, as marcas Lilica Ripilica e Tigor“roubaram a cena no úlitmo dia de desfiles” do Donna Fashion Iguatemi, em sua segunda edição de 2008. A matéria chama atenção para o fato de que, mesmo fazendo um trabalho “de gente grande”, essas meninas e meninos continuam brincando, comendo e se divertindo. Verifica-se pelas entrevistas que as meninas levam esse trabalho mais a sério: “Quero trabalhar com moda, por isso comecei a desfilar” (Bianca, 9 anos) (SHOW MIRIM, 2008).

As consequências desse tipo de discurso, que “ensina” às crianças padrões de beleza e de comportamentos relacionados ao mundo adulto, podem levar a uma “adultização” e erotização precoce desse público, como atesta a psicóloga parecerista do Instituto Alana. Obviamente, não é só a comunicação das empresas que provoca esse tipo de resultado; ele é reforçado em várias das manifestações culturais exibidas na mídia de massa e pelo próprio comportamento das crianças, muitas vezes incentivado por familiares e amigos. Hoje, o senso comum exalta as relações entre beleza, moda e fama. O que a Lilica Ripilica faz é utilizar esses valores associados ao senso comum, e que indiscutivelmente são sedutores, em suas estratégias de comunicação.

Resta-nos questionar os efeitos psicológicos e comportamentais dessa estratégia sobre as meninas consumidoras da marca. Será que elas acreditam que, ao adquirirem as roupas e os acessórios da marca, conseguirão atingir esses ideais do senso comum? Será que elas pensam que, ao tornarem-se consumidoras fiéis da Lilica Ripilica, elas se manterão no mundo da moda e serão admiradas por todos e vistas como adultas, maduras, que “sabem o que querem”? Esses questionamentos fogem do escopo deste artigo, mas são muito relevantes para análise dos efeitos do marketing sobre as crianças e são aspectos importantes a serem investigados em estudos futuros. Transcrevi trechos. 

In http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1678-69712010000500007&script=sci_arttext