A lista dos escândalos políticos dos anos 90 a 2010

A justiça brasileira é de fritar bolinhos e pizzas. Começa pelos precatórios assinados pelos desembargadores, sendo um deles o do Parque Villa Lobos, em São Paulo, com o pagamento de 500 milhões a mais pelo governo Geraldo Alckmin.

“Justiça tarde e falha”, uma manchete de primeira página do jornal O Globo, que o Mensalão levou oito anos para ser julgado.

Falta justiça. A impunidade faz a corrupção, a mãe de todos os crimes.

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Nem todos os crimes são conhecidos que, desde o último dia do oitavo ano terminal do governo Fernando Henrique,  impera a justiça secreta do foro especial.

O Brasil continua o país do segredo. Milhares e milhares de casos de corrupção são abafados pela autocensura da imprensa e/ou pela censura judicial, nos municípios e estados.

Gilson
Gilson

Eis linkados vinte anos de escândalos políticos, que tiveram repercussão nacional:

ANOS 90

    1. Caso Jorgina de Freitas
    2. Caso Edmundo Pinto (1992)
    3. Caso Nilo Coelho
    4. Caso Eliseu Resende
    5. Caso Queiroz Galvão
    6. Caso Ney Maranhão
    7. CPI do Detran (em Santa Catarina)
    8. Dossiê da Pasta Rosa (1995)
    9. Escândalo dos Anões do Orçamento
    10. Caso Rubens Ricupero (também conhecido como “Escândalo da Parabólica”).
    11. Escândalo do Sivam
    12. Escândalo do Banestado
    13. Escândalo da Encol
    14. Escândalo da Mesbla
    15. Dossiê Cayman (ou Escândalo do Dossiê Cayman ou Escândalo do Dossiê Caribe)
    16. CPI do Banestado
    17. Banco Nacional de Minas Gerais
    18. Banco Noroeste
    19. Banco Econômico
    20. Bancos Marka e Fonte Cindam
    21. Escândalo da SUDAM e da SUDENE

DÉCADA DE 2000

Nani
Nani

  1. Caso Luís Estêvão
  2. Caso Toninho do PT
  3. Caso Celso Daniel
  4. Operação Anaconda
  5. Escândalo do Propinoduto
  6. Escândalo dos Bingos (ou Caso Waldomiro Diniz)
  7. Caso Kroll
  8. Escândalo dos Correios (Também conhecido como Caso Maurício Marinho)
  9. Escândalo do IRB
  10. Escândalo do Mensalão
  11. Mensalão mineiro
  12. Escândalo do Banco Santos
  13. Escândalo dos Fundos de Pensão
  14. Escândalo do Mensalinho
  15. Caso Escândalo da Quebra do Sigilo Bancário do Caseiro Francenildo)
  16. Escândalo das Sanguessugas (Inicialmente conhecida como Operação Sanguessuga e Escândalo das Ambulâncias)
  17. Operação Confraria 
  18. Operação Dominó
  19. Operação Saúva
  20. Escândalo do Dossiê
  21. Escândalo da Renascer em Cristo
  22. Operação Hurricane (também conhecida Operação Furacão)
  23. Operação Navalha
  24. Operação Moeda Verde
  25. Caso Renan Calheiros ou Renangate
  26. Caso Joaquim Roriz (ou Operação Aquarela)
  27. Escândalo dos cartões corporativos
  28. Caso Bancoop
  29. Esquema de desvio de verbas no BNDES
  30. Máfia das CNH’s
  31. Caso Álvaro Lins, no Rio de Janeiro
  32. Operação Satiagraha ou Caso Daniel Dantas
  33. Escândalo das passagens aéreas
  34. Escândalo dos atos secretos
  35. Caso Gamecorp
  36. Escândalo dos Correios
  37. CPI das ONGs
  38. Operação Faktor
  39. A Privataria Tucana

 

justiça dorme

Governador Antonio Anastasia não gosta do cheiro do povo

O povo de Minas Gerais, que não tem o nome na lista de Furnas, nem foi contemplado pelo mensalinho, está proibido de realizar qualquer protesto contra a corrupção reinante. Assim decidiu a justiça a pedido do governador tucano, Antonio Anastasia, sucessor de Aécio Neves, e que segue a cartilha de Geraldo Alckmin: Pro povo gás lacrimogêneo, cacetete e balas de boracha.

Depois de Aécio tinha que ser ele
Depois de Aécio tinha que ser ele

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) acatou o pedido do Governo do Estado e determinou que sindicatos não bloqueiem vias de acesso e no entorno do Estádio Mineirão, bem como outros logradouros público do estado. Caso a medida seja descumprida, as penalizadas em multa diária serão de R$ 500 mil. A decisão foi do desembargador Carlos Augusto de Barros Levenhagen.

Na ação, o Governo pede que “a proibição se estenda a todo e qualquer manifestante que porventura tente impedir o normal trânsito de pessoas e veiculos, bem assim o regular funcionamento dos serviços públicos estaduais, apresentação de espetáculos e de demais eventos esportivos e culturais”.

Em sua decisão, o desembargador criticou a atitude de sindicatos, inclusive da Polícia, e afirmou que as entidades estão querendo a “exposição nos veículos de imprensa”. “A interdição de vias urbanas ou frustração de acesso a eventos já programados viola direitos individuais difusos e coletivos da população da capital mineira, a exemplo de outros movimentos grevistas que adotam estratagemas desarrazoados e desproporcionais, sob pretexto de atrair atenção midiática que, em resumo, deveria acontecer pela própria natureza e importância do serviço público afetado, e não pela frustração do direito de locomoção de toda a coletividade”.

Fonte: em.com.br

 

Santo Duda Mendonça: o nome lavado no STF

 

O Mensalão, considerado pelo STJ, como pagamento de deputados para votar leis, jamais poderia levar Duda Mendonça e sócios para a cadeia. Simples e óbvio: Duda tem ligações com o caixa 2 de campanhas eleitorais.

Nas suas alegações finais encaminhadas aos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal, a defesa de Duda Mendonça sugere que o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza pode ter feito outras remessas para o exterior além dos recursos depositados na conta de uma offshore criada pelo publicitário nas Bahamas.

Em agosto de 2005, no auge do escândalo do mensalão, durante depoimento à CPI dos Correios, Duda Mendonça afirmou aos parlamentares que, do pacote de R$ 25 milhões fechado com o PT para a campanha de 2002, cerca de R$ 10,5 milhões foram depositados no ano seguinte na conta da Dusseldorf Company, vinculada ao BankBoston em Miami.

Crimes

O publicitário e sua sócia respondem pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. No memorial encaminhado ao STF, a defesa sustenta que os acusados desconheciam a origem ilícita dos recursos depositados na conta Dusseldorf e que eles estavam dispensados de apresentar declaração de depósitos no exterior conforme regra do Banco Central (Estadão).

Apesar da gravidade de se pagar campanha eleitoral em paraíso fiscal, Duda, como acontece com todos marqueteiros presidenciais pós José Sarney, vai continuar solto, com seu dinheirinho brasileiro no exterior.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, rebateu nesta terça-feira (16) às críticas de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) de que o Ministério Público falhou nas acusações contra o publicitário Duda Mendonça e sua sócia Zilmar Fernandes, que acabaram absolvidos dos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas no mensalão.

Gurgel afirmou que o “Ministério Público não se considera absolutamente responsável pela absolvição”. Duda foi responsável pela vitoriosa campanha presidencial de Lula em 2002 e, por seu trabalho, recebeu mais de R$ 11 milhões do PT.

No julgamento, ministros, inclusive o relator Joaquim Barbosa, apontaram que o Ministério Público não apontou o crime antecedente explicitamente na acusação para caracterizar prática do crime de lavagem de dinheiro do publicitário e sua sócia.

Segundo Gurgel, as críticas à denúncia “não procedem”. “Repito, o procurador-geral tem o mesmo respeito às decisões absolvitórias que tem pelas decisões condenatórias. Ao ver do Ministério Público, as críticas são improcedentes”, disse.

Na sessão, o relator do processo, Joaquim Barbosa, havia votado pela condenação de Duda e Zilmar pelo crime de lavagem (tentativa de ocultar a origem ilícita de um recurso).

A acusação contra Duda e sua sócia sobre lavagem se dividia em duas etapas. Primeiro eles receberam, no início de 2003, cerca de R$ 1,4 milhão em agência do Banco Rural em São Paulo.

O restante foi enviado para uma conta de Duda em uma offshore no Caribe chamada Dusseldorf.

A maioria dos ministros, porém, seguiu o entendimento de Lewandowski de que os pagamentos a Duda -ocorridos por meio do esquema do empresário Marcos Valério Fernandes- foram feitos pelos serviços da campanha. E que não ficou provado que ele e sua sócia sabiam da origem ilícita dos recursos.

O relator do processo, Joaquim Barbosa, havia votado pela condenação de Duda e Zilmar pelo crime de lavagem de dinheiro.

Em relação à primeira etapa, todos os ministros entenderam que o publicitário e sua sócia não poderiam saber que existia o esquema porque naquela época boa parte dos crimes do mensalão não havia ocorrido.

Quanto à segunda parte, o placar ficou em 7 a 3. A maioria entendeu que o Ministério Público não conseguiu comprovar que eles só aceitaram receber o pagamento fora do Brasil porque sabiam que os recursos eram ilícitos.

Além disso, a maioria entendeu que eles também deveriam ser absolvidos pelo crime de evasão de divisas. Eles foram acusados de não fazer a devida declaração às autoridades brasileiras (Folha).

Vídeo da santificação de Duda . O melhor negócio do mundo receber dinheiro no exterior. Quando os corruptos fabricam dinheiro no Brasil, e depois lavam, trocam o desvalorizado real por moeda estrangeira, e traficam para alguma ilha no paraíso.

 

 

Mensalão. Golpe pre-electoral para PT de Lula y Rousseff

por Pablo Giuliano

“No existen pruebas que acrediten la culpabilidad de Dirceu. Si el tuvo algo que ver, no está incluido en la causa, que es lo que vale”, dijo Lewandowski.El juicio del “mensalao”, que ya condenó a una veintena de personas, está en su punto de más alto voltaje: la acusación de Dirceu como jefe de ministros de Lula desde 2003 hasta 2005 compró el voto de parlamentarios aliados en la Cámara de Diputados, en el mayor escándalo de esa gestión.

Lewandowski atribuyó la responsabilidad en distribuir el dinero producto de una red de recaudación de dinero ilegal que involucra al Banco Rural y al publicista Marcos Valerio al ex tesorero Soares.

El juez Barbosa condenó a Genoino, Soares y Dirceu, al que calificó como el “mandante” de una red que distribuyó unos 25 millones de dólares a partidos aliados que el PT sostiene que se debió a deudas de campaña, un crimen electoral y no penal. “Si se compraron votos en la Cámara de Diputados, por qué ninguno en el Senado”, se preguntó Lewandowski, generando reacciones de oetros magistrados, y citando diputados como testigos en la causa contra la tesis de los sobornos.

Objetó que otros ministros voten apenas con indicios contra Dirceu y Genoino basado en el testimonio del delator del caso, el condenado por corrupción Roberto Jefferson, ex presidente del Partido Laborista Brasileño (PTB), enemigo confeso de Dirceu.

El PT admite que existió una “caja 2” pero niega la compra de votos y el término “mensalao”, que sería un pago mensual a partidos aliados a cambio del apoyo al gobierno de Lula en tres votaciones clave del inicio de su gestión, la reforma previsional para empleados públicos, la reforma tributaria y la ley de quiebras.

El juzgamiento de Dirceu coincide con el fin de la campaña electoral para las elecciones municipales del próximo domingo y fue usado hoy en su último día de publicidad por radio por el opositor Partido de la Social Democracia Brasileña (PSDB).”No vote en quienes tiene a su lado a los del mensalao”, dice el candidato a alcalde del PSDB en Sao Paulo, José Serra, al objetar al candidato de Lula y Rousseff, Fernando Haddad.

Por las vueltas de la política brasileña, Serra recibe el apoyo del diputado Valdemar Costa Neto, del Partido de la República, condenado la semana pasada por orrupción y lavado de dinero por el Supremo Tribunal Federal,en el marco del megajuicio de distribución de dinero por parte del PT en la época de Lula.

Un caso parecido al del PT, llamado del Mensalao del PSDB, está siendo investigado en primera instancia y data de 1998, año de la reelección de Fernando Henrique Cardoso. Tiene como eje al mismo empresario y publicista que organizó el lavado de dinero y distribución de partidas ilegales en el caso del PT, Marcos Valerio, el eje del caso. Leer más 

Waldemar da Costa Neto apóia José Serra
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