Dinheiro de amistosos da seleção desviado para conta de Alexandre Feliu, presidente do Barcelona, amigo de Ricardo Teixeira

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Parte do dinheiro pago para a CBF por 24 amistosos da seleção brasileira foi desviada para uma conta nos Estados Unidos em nome de Sandro Rosell, presidente do Barcelona e amigo pessoal de Ricardo Teixeira, ex-presidente da entidade que dirige o futebol brasileiro. A Informação é do jornal o Estado de S.Paulo.

A comercialização de jogos da seleção brasileira é feita pela empresa ISE, com sede nas Ilhas Cayman.

De acordo com contrato obtido pelo Estadão, a Ise negociava amistosos da seleção por US$ 1,6 milhão, mas apenas cerca de R$ 1,1 milhão iam para a CBF. O restante ia para a conta nos EUA de uma empresa de Alexandre Feliu, nome verdadeiro de Sandro Rossell.

Rosell chegou a ser investigado no Brasil por causa de suspeita de desvio de recursos públicos na organização de um amistoso entre Brasil e Portugal, em 2008.
Fonte: R7.com

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UM CHUTE NO TRASEIRO DO BRASILEIRO. Mané Garrincha, que morreu na pobreza, tem estádio de 1 bilhão e 600 milhões

UM DOS MAIS CAROS DO MUNDO. E OS OUTROS COLISEUS TAMBÉM ESTÃO NO BRASIL.

ESTÁDIO BILIONÁRIO PARA JOGADORES PERNAS DE PAU.

QUEM É BOM DE BOLA ESTÁ NA LEGIÃO ESTRANGEIRA

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Uma listinha de comedores do dinheiro da Copa

São Paulo
São Paulo

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Escreve o deputado Garotinho: Isso com certeza é inédito. A exatamente um ano do início da Copa de 2014, o COL (Comitê Organizador Local) presidido por e que tem como principais nomes, Ronaldo e Bebeto, segundo o jornalista esportivo Juca Kfouri, está “tecnicamente falido”.

Isso porque é uma farra de gastos inexplicáveis, de salários astronômicos, diárias, fora a incompetência administrativa que tem gerado custos acima de todas as expectativas, e claro, os negócios. O COL não resiste a uma auditoria.

Aliás, continuam como diretores do COL, Joana Havelange, filha de Ricardo Teixeira e Leonardo Rodrigues, cunhado do ex-capo da CBF.

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CPI para investigar o futebol baiano

CPI sim. Onde construíram Coliseu para a Copa do Mundo é preciso uma CPI. O futebol brasileiro pede várias CPIs: estaduais e federais. Não CPI para limpar nomes. Investigações para colocar um bando de ladrões na cadeia, e tentar recuperar um pouco do desperdício do dinheiro público. De obras que dobraram, triplicaram o preço, e que estão para superfaturar.

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O Bahia, o rei Marcelo e seus conselheiros da Távola Imunda

por Samuel Celestino

Entre o que o governador diz e o que o deputado líder do governo, Zé Neto, diz, prefiro acreditar em Wagner. Seguramente, Zé Neto também. Assim, estabelece-se um enígma na Assembléia Legislativa: quem mandou sete deputados governistas retirarem suas assinaturas do requerimento para a instalação de uma CPI para investigar o futebol baiano, especialmente o destruído E.C Bahia? Neto teria dito que foi Wagner e o governador (nota abaixo) afirmou que desafia quem diga que foi ele, inclusive o líder governista. Muito bem. A desculpa legislativa segundo a qual CPIs só podem ser instalada para averiguar o que é público, e não o que é privado, é desculpa de tolo para tolos. Mente quem diz. O Bahia não é privado (a não ser que tenha sido pela família Guimarães). O Bahia “é do povo como a praça é do avião”. Trata-se de um bem imaterial. Agora, os deputados não têm como apresentar (mas poderiam, se não tergiversassem) uma nova proposta de CPI porque ninguem iria acreditar. De resto, vem aí o Ministério Público para investigar o velho ex-esquadrão de aço, pelo direito e pelo avesso, para que venham à público as entranhas do clube com maior torcida da Bahia. E o Judiciário poderá, e não deve demorar, decidir sobre a presença do presidente atual à frente do clube. A verdade, queira-se ou não os que estão envolvidos com o que se fala no breu das tocas, irão responder sobre o que fizeram o rei Marcelo e os seus conselheiros da távola imunda com o amado Bahia que tanto honrou as tradições esportivas do Estado.

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Reforma do Maracanã: “Já está em R$ 1 bilhão e daqui a pouco vai chegar no segundo bi”

Romário ataca Marin, CBF e Fifa. É um gol atrás do outro.

Ana Carla Gomes e Vitor Machado (O Dia)

Romário e Ivo Herzog, filho do jornalista Vladimir Herzog, morto pelo regime militar, entregaram, na sede da CBF, a petição “Fora Marin!”. O suposto envolvimento do presidente da entidade é só um dos muitos pontos atacados pelodeputado federal em entrevista ao ‘Ataque’. Refinado com a bola nos pés quando jogador, o ex-atacante entra de sola nos gastos com estádios para a Copa de 2014 e afirma que a reforma do Maracanã é “um assalto aos cofres públicos”. Herói do tetra em 1994, o Baixinho garante que a Seleção não teria chance de título se o Mundial fosse hoje.

 A CPI está na fila…

Qual a sua opinião sobre a reforma do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014?

Romário: Essa reforma é um assalto aos cofres públicos. Os responsáveis, na verdade, se for fazer uma auditoria, vão ter que ir presos. É sacanagem o que estão fazendo com o dinheiro público e o Maracanã. Não precisava ter gasto metade do que se gastou. E o pior não é isso. Já está em R$ 1 bilhão e daqui a pouco vai chegar no segundo bi. Vai ser pior, porque vão dizer que essa obra era para a Copa das Confederações e vão recomeçar para a Copa do Mundo.

Por ter mantido a atitude contestadora da época de jogador, você sente que incomoda?

Incomodo principalmente aqueles que não têm uma postura correta. Quando a gente fala do Maracanã, os caras que estão metendo a mão no nosso dinheiro, ao lerem essa entrevista, com certeza vão ficar incomodados. Mas fazer o quê? Eu, quando não podia falar, já falava. Hoje que eu posso, continuo falando. Não vou mudar a minha personalidade. Caráter você só tem um. Se fui colocado lá em Brasília por 450 mil pessoas, foi para representar essa galera. Se incomodo, f…, não posso fazer nada.

Sobre os preparativos para a Copa do Mundo, qual é a sua avaliação?

Está havendo um gasto desnecessário nos estádios. A previsão era de gastar R$ 2,5 bilhões e, a um ano e pouco para a Copa, já chegaram a R$ 7,7 bilhões. Um dinheiro jogado fora. Quatro estádios não terão vida em relação ao futebol: Natal, Mato Grosso, Brasília e Manaus. Pode ter certeza que pouquíssimas vezes haverá jogos para encher esses estádios. Esperamos que eles possam colocar isso na mão de uma empresa, iniciativa privada, para que possam dar lucro. Para os outros oito estádios há grandes competições e times no estado que são suficientes para enchê-los. Mas são gastos que se colocados na saúde e principalmente na educação seriam muito mais eficientes para o País. O Brasil está deixando (de lado) coisas mais importantes. Isso é muito ruim.

E a CPI da CBF? Você protocolou no final de 2012 o pedido na Câmara…

Já coletei as assinaturas. Ela está numa fila. E na verdade essa CPI não tem a ver só com os gastos. Tem a ver com o histórico da CBF nos últimos dez anos. Do presidente anterior (Ricardo Teixeira) e do atual (José Maria Marin). A cada dia a gente vê as notícias, gravações de que o cara (Marin) é uma pessoa que está longe de ser o (o que se espera de um) presidente de uma entidade como a CBF. Infelizmente a gente está por enquanto aturando isso aí. Creio que já passou do tempo de haver uma intervenção por parte do Ministério Público, do Governo Federal, da Polícia Federal na CBF porque está cada vez pior.

Como está a CBF sob o comando de Marin e do vice Marco Polo del Nero?

A CBF, hoje, quem comanda é um cartel. Eles estão enriquecendo ilicitamente. Não com dinheiro público, mas com dinheiro que não é de direito deles. E nada acontece. As autoridades que são competentes não tomam uma iniciativa, uma decisão. Estão roubando a torto e a direito, e é isso, o futebol do Brasil sendo desrespeitado, desqualificado. Todo mundo diz que a CBF é uma empresa privada. Até é. Mas deixa de pagar os impostos, usa nosso hino, nossas cores, nossa bandeira, nossos jogadores, e os caras aí, fazendo tramoia, trapaça, sacanagem, roubo, tudo com o nome da CBF e do futebol brasileiro. Inclusive não só a CBF como o COL também, né? E vamos ver até quando essa desmoralização vai no nosso futebol. Um cara (Marin) que participou da ditadura, que segundo algumas denúncias, matérias que a gente lê, pode até ter participado direta ou indiretamente de alguns assassinatos. Como pode ele sentar ao lado da nossa presidenta (Dilma Roussef), que montou a comissão da verdade, sofreu na ditadura e foi contra tudo isso que o cara fez lá atrás, numa competição como a Copa das Confederações ou a Copa do Mundo? Para o País não é positivo.

Ir à Fifa é uma solução?

A Fifa é outra instituição corrupta. Ela vem arrumar R$ 2 bilhões, R$ 3 bilhões e vai embora, não vai deixar legado algum. Vai levar o nosso dinheiro e está tudo certo. A Fifa, o COL, a CBF, meu irmão, só vai mudar o nome dos que comandam. As atitudes são as mesmas.

O Brasil tem time para ganhar a Copa?

Hoje o Brasil não tem time para ganhar nada. Mas tem tempo. Futebol, em um ano você pode mudar muita coisa. Principalmente porque as pessoas respeitam a comissão técnica nova, os jogadores veem que são os dois últimos campeões do mundo. Eu acredito que Parreira e Felipão possam ajudar a Seleção. Empatar com a Itália, que é uma das grandes seleções, em se tratando do momento do futebol do Brasil, foi bastante positivo. Mas ainda há muito a se fazer. Se fosse hoje, o Brasil com certeza não teria condição de ganhar. Mas não é hoje. Ainda bem.

O Neymar pode ser em 2014 o Romário de 1994?

O Neymar pode ajudar o Brasil a ser campeão, mas fazer o que o Romário fez em 1994, eu acho que é distante, difícil. É o que o Pelé fez nas suas Copas, o que o Maradona fez na Copa que a Argentina foi bicampeã mundial…

 

Romário pediu às autoridades para investigar uma possível conexão entre o chefe CBF e da misteriosa morte de Herzog

O ex-atacante Romário  pediu às autoridades para investigar uma possível conexão entre o chefe da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da misteriosa morte de um jornalista de TV há 38 anos.

Romário
Romário

Romário, que agora é deputado federal, pediu aos membros da Comissão do Brasil Verdade investigar abusos durante a ditadura militar do país de 1964-1985, e a entregar qualquer informação que pode ter sobre José Maria Marin, 80.

Marin, que serviu como governador do Estado de São Paulo, durante a ditadura, fez um discurso controverso, em 1975, apelando às autoridades para investigar alegações de que esquerdistas radicais estavam infiltrados na estação TV Cultura.

Marin
Marin

No discurso, vagamente formulada Marin, chamado de ações para assegurar que “retorne a calma para as casas dos paulistanos”, como os moradores da cidade de São Paulo são conhecidos.

“Eu não sei o que ação ele tinha em mente”, disse Romário, em um discurso no Congresso na quinta-feira. “O que eu sei, e o que todos nós sabemos, é que no dia 24 de outubro Vladimir Herzog, chefe de jornalismo da TV Cultura, foi chamado (pela polícia), e foi encontrado morto em sua cela no dia seguinte.”

Autoridades militares disseram que Herzog se enforcou.

Former Brazil striker Romario has called on authorities to investigate a possible connection between the head of the Brazilian Football Confederation (CBF) and the mysterious death of a TV journalist 38 years ago.

Romario, who is now an outspoken federal congressman, asked members of Brazil’s Truth Commission investigating abuses during the country’s military dictatorship of 1964-1985 to turn over any information it may have on Jose Maria Marin, 80.

Marin, who served as governor of Sao Paulo state during the dictatorship, gave a controversial address in 1975 calling on authorities to look into claims that radical leftists had infiltrated television station TV Cultura.

In the vaguely worded speech Marin called for action to ensure that “calm returns to the homes of Paulistanos,” as residents of the city of Sao Paulo are known.

“I don’t know what action he had in mind,” Romario said in a speech in Congress on Thursday. “What I do know, and what we all know, is that on the 24th of that October, Vladimir Herzog, the head of journalism at TV Cultura, was called in (by police) and was found dead in his cell the next day.”

Herzog
Herzog

Military officials said Herzog hanged himself. His supporters said Herzog was tortured and killed and the scene was staged.

The Truth Commission on Friday symbolically gave Herzog’s family a revised death certificate correcting the cause of death from asphyxiation to “mistreatment in police custody.”

The commission’s president said he could not comment on Romario’s statement because he did not yet have a formal request for assistance.

A spokesman for Marin did not return calls seeking comment on Romario’s statement.

The CBF, however, hit back angrily at the allegations on its website, calling them a “clumsy campaign designed to destabilize (Marin’s) performance as the head of the CBF.”

The confederation replaced its usual front page images of footballers with a plain black background emblazoned with the words “Debunking an Untruth” written in white.

Romario proposed a public hearing to debate the subject of “football and the dictatorship” and cited several players, including former Brazil captain Socrates, who suffered at the hands of the right-wing dictatorship.

“The suspicions against the president of the CBF are serious and embarrassing,” Romario said. “We, athletes and former athletes, are highly uncomfortable with this kind of situation, principally at a time when Brazil is open to the world as it prepares to host mega sporting events.”

Brazil will host the World Cup next year and the Olympic Games in Rio de Janeiro two years later.

Romario’s criticism puts additional pressure on Marin, who is already in an uncomfortable spotlight for the CBF’s haphazard preparations for the World Cup and the Brazilian national team’s disappointing recent performances. (Transcrito do Buenos Aires Herald)

 

A violência no futebol e bancadas da bala e de cartolas

As torcidas organizadas e as milícias são redutos eleitorais. Esta é uma realidade que faz aumentar a violência nos estádios e nas ruas. Uma violência provocada por infiltrados.

Escreve Bruno Freitas:

Estudo sobre violência no futebol nacional indica 2012 como ano com mais mortes na história

Compreensão da violência entre torcidas inspira livro do sociólogo Mauricio Murad
Compreensão da violência entre torcidas inspira livro do sociólogo Mauricio Murad

Até o final de setembro, o Brasil registra 17 mortes comprovadamente relacionadas a conflitos entre torcedores. No entanto, segundo Murad, a tendência é que a estatística complete o ano com mais óbitos registrados.

“Podemos dizer que 2012, somente até o final setembro, ainda com um trimestre pela frente, tem comprovados 17 mortos. Nunca se matou tanto torcedor no Brasil como em 2012. Isso porque só contabiliza como morto aquele homicídio cujo inquérito policial aponta consequência de briga entre torcidas organizadas. Não tem achismo aí. O número pode aumentar ainda, pois temos cinco possibilidades de óbitos, em inquéritos que não foram concluídos, mas cujos sinais apontam mortes em conflito de torcida. Pode aumentar de 17 para 22”, afirmou o sociólogo, autor de “Para entender a violência no futebol“, da Editora Benvirá.

Na pesquisa, o especialista detecta o fenômeno de descentralização de casos de metrópoles rumo a capitais de médio porte, que antigamente não figuravam com relevância no mapa de incidentes. Murad trata especificamente a cena em Goiânia e Fortaleza como alarmantes, mas ressalta que os números acompanham índices gerais de violência nestes locais: “As duas cidades apresentam índices altíssimos de violência no futebol. Mas estes números vêm acompanhando um altíssimo grau de violência no geral, com avanço em agressão a mulheres, deficientes, agressão sexual, assassinatos de gays”.

A obra do sociólogo fala ainda sobre a tendência atual de infiltração do tráfico de drogas em torcidas organizadas e descreve como as facções operam internamente, às vezes com hierarquia de moldes militares, com pelotões e destacamentos, ou em padrões mafiosos, dividida em “famílias”. Leia mais 

Negocio Seguro: Una mirada hacia el “combate a la violencia en los estadios”

“La idea es eliminar las barras organizadas y que el aliento sea espontáneo”. Con esa frase fue inaugurado el plan “Estadio Seguro”, conjunto de medidas y restricciones sin precedente alguno en el fútbol chileno, que ha revolucionado la convivencia al interior de los recintos deportivos. ¿Por qué surge ahora un plan de estas características y no antes? ¿Combate efectivamente el problema de la violencia en los estadios? ¿Cuáles son los objetivos reales del programa? Conversamos con un sociólogo, un ex dirigente, un ex líder de barra y éste fue el resultado.

Por José Miguel Sanhueza y Raúl Andrade

Seis de diciembre del año 2000. Colo Colo, alejado de la pelea por el título, juega ante O’Higgins en el Estadio Monumental. Era un partido más para los albos hasta que en el sector norte de la tribuna se vivió una de las situaciones más brutales que recuerde el hincha chileno. Sandor Voisin, más conocido como “Barti”, extrajo un cuchillo de su ropa y apuñaló al entonces líder de la “Garra Blanca”, Manuel Saavedra (“Huinca”). La imagen dio vuelta al mundo y hasta hoy sigue en el imaginario futbolero.

Una década después nace “Estadio Seguro”, programa que ha saltado a la palestra por las inéditas medidas que ha implementado en las canchas del fútbol chileno. Un conjunto de acciones dispersas se profundizan y adoptan la fisonomía de una estrategia política, con el rostro principal del ingeniero comercial Cristián Barra. El operador político, ligado a RN, desde el comienzo hizo explícitos los objetivos del programa: “La idea es eliminar a las barras organizadas y que el aliento sea espontáneo”.

EL ORIGEN DE LA VIOLENCIA

La violencia en los estadios, así como la existencia de barras bravas, no constituyen fenómenos nuevos. ¿Por qué se posiciona ahora, y no antes, la necesidad de “combatir la violencia en los estadios” y de “disolver las barras”?

“La violencia en el fútbol siempre ha existido. El punto es cuán organizada y recurrente sea”, opina el sociólogo Eduardo Santa Cruz, autor de numerosas publicaciones acerca del fútbol como fenómeno social y cultural. Lo cierto es que durante la mayor parte del siglo XX,  la violencia en este deporte constituyó un hecho excepcional en Chile. Por el contrario, según señala Santa Cruz, hasta los 70’ el hincha nacional tenía una actitud más bien de espectador, y eso no le gustaba a la élite que manejaba el fútbol. “Siempre surgía el lugar común de que ‘Chile da ventaja de local’ debido a no tener barristas como los uruguayos o argentinos”, agrega.

Es así como se va gestando en los ’80, una transformación en la fisonomía del hincha y de las barras organizadas. En los años previos al plebiscito que definiría la continuidad de la dictadura de Augusto Pinochet, surgieron agrupaciones de jóvenes que rompieron con las “barras oficiales” de sus respectivas instituciones. La creación de la “Garra Blanca” de Colo Colo, en 1986, fue seguida un año más tarde por “Los de Abajo”, en Universidad de Chile, sirviendo de modelo para otros clubes. Un nuevo tipo de hincha, que vocifera, canta, insulta y grita todo el partido. Uno que, en definitiva, adquiere un protagonismo aparte en el estadio.

Esta nueva actitud se transforma en violencia durante la década de los ’90. Felipe Muñoz, miembro de la Coordinación de la “Garra Blanca” durante 2002 y 2004, cuenta que “en ese tiempo no existían otros espectáculos que aglutinaran tanta gente y juventud, una masa que se conociera. No había nada más que el fútbol”. Las barras, único espacio de encuentro para personas socialmente marginadas, trasladaron la precaria condición social de muchos que no tenían otro espacio de manifestación que los espectáculos deportivos.

Sin embargo, el crecimiento de las barras está lejos de ser un fenómeno espontáneo. “Las barras siempre han sido financiadas por los clubes, muchas veces siendo brazo armado de los dirigentes. Lo mismo con los políticos, varios de los que las manejan siempre han trabajado en campañas, su negocio es mover gente” explica Muñoz. Éste agrega que las barras proveyeron de gente a los partidos políticos para operar las campañas en la calle, sobre todo después del arresto de Pinochet en 1998. “Ahí la UDI se dio cuenta que no tenía gente para esto, sino puras viejas”, relata el barrista.

El testimonio del ex presidente de la Corporación de Fútbol de la Universidad de Chile, Dr. René Orozco, resulta especialmente gráfico de este nexo entre barristas y políticos. “Se ha dicho que yo prácticamente inventé a ‘Los de Abajo’, pero en la prensa salieron fotos del diputado Alberto Espina regalándoles el bombo en 1989, dos años antes de que yo llegara. El ‘Beto’, uno de los líderes históricos, se compró la camioneta pintando Ñuñoa para la derecha. Y así hay más casos”, recuerda Orozco.

Con la llegada del siglo XXI, el modelo de Sociedades Anónimas Deportivas aterrizó en el fútbol nacional, promovido por el conjunto de la clase política. Destaca entre sus principales patrocinadores el que después sería accionista de la concesionaria administradora de Colo Colo (Blanco y Negro S.A.), y luego Presidente de la República, Sebastián Piñera. Un aspecto fundamental de esto fue la gestación de un “nuevo trato”, entre la nueva dirigencia gerencial de los clubes y sectores estratégicos de las diferentes barras, que permitiera hacer viable socialmente la entrada de estas empresas.

El trato fue claro: numerosas prebendas a los barristas (entradas gratis, espacios, containers para guardar lienzos, viajes pagados, etc.) a cambio de mantener la tranquilidad en los estadios; además de constituirse, en no pocas ocasiones, como “brazo armado” contra liderazgos disidentes. Ejemplo de esto fue la agresión perpetrada por integrantes de la Garra Blanca, contra el ídolo colocolino Marcelo Barticciotto, el 2010, tras la inscripción de la lista “Colo Colo de Todos”, en la última elección del Club Social y Deportivo Colo Colo. Este nuevo trato fue la puerta de entrada al panorama actual en los estadios, tal como explicó el ex Presidente de la concesionaria alba, Gabriel Ruiz-Tagle, en “El Mercurio” del 10 de abril pasado. “Teníamos que desterrar la violencia, de otra manera no teníamos la posibilidad de que Blanco y Negro funcionara”, declaró Ruiz-Tagle.

¿POR QUÉ AHORA?

Los primeros meses de implementación de “Estadio Seguro” han revolucionado la convivencia en las canchas nacionales. Las fuertes medidas de represión han sido recibidas de forma conflictiva por los barristas y por el hincha común en general, ambos puestos en el mismo saco a la hora de ser acuciosamente revisados por Carabineros. A lo anterior se han sumado caricaturescos excesos, como prohibir el ingreso de paraguas en partidos realizados con lluvia, o no permitir el ingreso de los bombos y trompetas de la conocida y tradicional “Bandita” de Magallanes.

¿Por qué surge este plan ahora? Santa Cruz propone una hipótesis: “estas barras, que le sirvieron por mucho tiempo a los privados que manejan el fútbol, ahora les están echando a perder el negocio. Se les escaparon de las manos. El grado de autonomía que adquirieron fue demasiado grande y ya no los pueden controlar”. Las palabras de Felipe Muñoz ponen fecha a dicha tesis, estableciendo como hito fundacional el “bengalazo”, protagonizado por un sector de la barra de Universidad de Chile, en un partido contra Deportes Iquique a comienzos de año. “Ahí los políticos y dirigentes se dieron cuenta de que para combatir una S.A., lo que mejor funciona es suspender un partido, luego se suspende un estadio. No hay donde jugar y, por tanto, no hay negocio. Se abrió una puerta para apretarlos, y ellos quieren cerrar esa puerta”, agrega el barrista.

Más categórica aún es la lectura que realiza el Dr. René Orozco: “A las Sociedades Anónimas lo único que les interesa es vender todo el estadio abonado, tal como lo hace el Real (Madrid) y el Barcelona. Es un juego de los dueños del dinero, que son los mismos que lucran también con otros aspectos de la vida, como por ejemplo la educación”. El galeno también considera que es en este contexto que se ha “inflado” el tema de la violencia, provocado también en buena medida por los mismos dirigentes, a partir de entradas excesivamente caras.

DICTADURA DEL FÚTBOL

Una de las principales críticas que se ha planteado sobre “Estadio Seguro” es que prácticamente supone de entrada que todo hincha es un delincuente en potencia. Es una detención por sospecha masiva, ya que revisan a todas las personas que entran al recinto, no sólo a las barras. El programa crea una especie de dictadura al interior, donde los carabineros tienen poder absoluto. Santa Cruz reafirma esta idea señalando que “es un estado policial inconstitucional ¿A qué va a venir ‘la familia’ al estadio? ¿A sufrir estas vejaciones?”.

¿Enfrenta finalmente “Estadio Seguro” la violencia? A juicio del sociólogo “lo que hace realmente el programa es correr la violencia donde no se vea”. Y claramente eso se puede comprobar en situaciones como el hincha apuñalado de Unión Española, o la muerte de un colocolino a manos de simpatizantes de la U. de Chile. Todos estos sucesos ocurrieron fuera de recintos deportivos, alejados de la “exitosa” estadística del plan. En un sentido similar, René Orozco confirma esta idea afirmando que “la violencia no está en los estadios, está en la población, está en la calle.”

En definitiva, las voces entrevistadas parecen coincidir en un aspecto: el eje de la violencia no es el fútbol, es la sociedad. ¿Cómo se enfrenta esto? “La única forma es tratar a los hinchas como seres humanos” señala Orozco. Profundizando esta idea Santa Cruz agrega que “hay que revisar el exitismo como modelo de sociedad, tener otra manera de ver el espectáculo, donde no existen los partidos de vida o muerte”. Muchas son las aristas de este debate, una discusión cuya magnitud y complejidad supera al simple acto de desterrar por decreto, el colorido y el bullicio de los estadios.

[Sempre considerei a orquestração do terrorismo do PCC  como uma campanha golpista. Não acredito em nenhum governo paralelo comandado por uma personagem imaginária e invisível.
Nem em acasos, que a violência no futebol acontece mais fora do que dentro dos estádios.
Todas as torcidas organizadas trabalham para notórios corruptos. São favoráveis a 170 mil despejos na Copa do Mundo. E contra a CPI da CBF.]