SALMO DA CANA

 

por Luiz Alberto Machado

Canavial, Portinari
Canavial, Portinari

 

Trabalhar a cana sempre nos olhos do amanhã
Trabalhar a cana sempre no breu da barriga
Havendo luz ou sol sempre e o adubo perfeito
Cogitando nas mãos para a cana florescer
A cana e a febre se confundem nas docas
Como canção de cambiteiros que cantam solar
O suor e a cana atravessada no peito
Como tortura de sangue na terra de ninguém
A casa e a cana divisam seu sonho
Transformam a fome em nó de espingarda
O trabalho perfeito justinho nas sementes
Que floram no verde de sangue escondido
Trabalhar a cana sempre nos olhos do amanhã
Enquanto a roupa já se esqueceu de viver
O cangaço a carcaça o trabuco já se faz ofegante
Não suja a cabeça nem trai coração
Sem horizonte sem festa sem ninar
Trabalhar a cana sempre no breu da barriga
Fazendo crescer a desdita risonha
De quem nem na cana pega pra chupar
Trabalhar a cana esmolando um sorriso
À beira da penúria de quem já se foi
Enterrado entre a cana e o bocejo
Trabalhar a cana sempre nos olhos do amanhã
Ilhando a cidade o ventre e o coração
O lacre dos sinos de ventos felizes
São campos de ares senis
A cana. E o ventre já não se refaz
A cara a mesma a cana a mesma
O sol o mesmo a luz e o luar
Somente a cana não pode mudar.

 

 PORTINARI, Menino e Canavial - do livro Menino de Engenho
PORTINARI, Menino e Canavial – do livro Menino de Engenho

Profissões que causam câncer. Milhões de brasileiros moram em áreas de risco

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Meio ambiente e câncer

Estão em locais de risco: os moradores de ex-lixões e aterros sanitários, e nas proximidades de linhas de transmissão elétrica, antenas de tv, rádio, celular, canaviais etc.

Câncer no trabalho

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, existe uma estimativa de que cerca de 20 mil brasileiros sejam diagnosticados com câncer ligado ao trabalho. Conheça as atividades que colocam os trabalhadores em risco.

As causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo, estando ambas inter-relacionadas. As causas externas relacionam-se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de um ambiente social e cultural. As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. Esses fatores causais podem interagir de várias formas, aumentando a probabilidade de transformações malignas nas células normais.De todos os casos, 80% a 90% dos cânceres estão associados a fatores ambientais. Alguns deles são bem conhecidos: o cigarro pode causar câncer de pulmão, a exposição excessiva ao sol pode causar câncer de pele, e alguns vírus podem causar leucemia. Outros estão em estudo, tais como alguns componentes dos alimentos que ingerimos, e muitos são ainda completamente desconhecidos. O envelhecimento traz mudanças nas células que aumentam a sua suscetibilidade à transformação maligna. Isso, somado ao fato de as células das pessoas idosas terem sido expostas por mais tempo aos diferentes fatores de risco para câncer, explica em parte o porquê de o câncer ser mais freqüente nesses indivíduos.Os fatores de risco ambientais de câncer são denominados cancerígenos ou carcinógenos. Esses fatores atuam alterando a estrutura genética (DNA) das células.

O surgimento do câncer depende da intensidade e duração da exposição das células aos agentes causadores de câncer. Por exemplo, o risco de uma pessoa desenvolver câncer de pulmão é diretamente proporcional ao número de cigarros fumados por dia e ao número de anos que ela vem fumando.

Fatores de Risco de Natureza Ambiental


Os fatores de risco de câncer podem ser encontrados no meio ambiente ou podem ser herdados. A maioria dos casos de câncer (80%) está relacionada ao meio ambiente, no qual encontramos um grande número de fatores de risco. Entende-se por ambiente o meio em geral (água, terra e ar), o ambiente ocupacional (indústrias químicas e afins) o ambiente de consumo (alimentos, medicamentos) o ambiente social e cultural (estilo e hábitos de vida).

As mudanças provocadas no meio ambiente pelo próprio homem, os ‘hábitos’ e o ‘estilo de vida’ adotados pelas pessoas, podem determinar diferentes tipos de câncer.

Tabagismo
Hábitos Alimentares 
Alcoolismo
Hábitos Sexuais 
Medicamentos
Fatores Ocupacionais
Radiação solar

Hereditariedade


São raros os casos de cânceres que se devem exclusivamente a fatores hereditários, familiares e étnicos, apesar de o fator genético exercer um importante papel na oncogênese. Um exemplo são os indivíduos portadores de retinoblastoma que, em 10% dos casos, apresentam história familiar deste tumor.

Alguns tipos de câncer de mama, estômago e intestino parecem ter um forte componente familiar, embora não se possa afastar a hipótese de exposição dos membros da família a uma causa comum. Determinados grupos étnicos parecem estar protegidos de certos tipos de câncer: a leucemia linfocítica é rara em orientais, e o sarcoma de Ewing é muito raro em negros.

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10 Dicas para a Redução dos Fatores de Risco 

Cánceres de origen ambiental y ocupacional

Cuba – La biotecnología como instrumento de lucha contra el cáncer

Povoados do câncer

Após anos de especulação sobre os reais impactos da poluição na China sobre a saúde da população, o Ministério do Meio Ambiente da China parece ter reconhecido, pela primeira vez, que a poluição em regiões próximas a fábricas e a cursos d’água contaminados está associada ao aumento da incidência de câncer. Nos últimos 30 anos, a taxa da doença no país aumentou 80%, com 2,7 milhões de mortes por ano, segundo o relatório publicado em 2012. As informações são da BBC.

Em 2009, o jornalista Deng Fei publicou um mapa no qual identificava mais de 100 localidades da China em que a taxa de câncer na população havia aumentado muito durante os anos anteriores. Por estarem próximas a muitas fábricas e a rios poluídos, essas regiões, conhecidas como ‘cancer village’, ou vilas do câncer, sofrem com um nível muito elevado de poluição. Depois disso, uma série de dados sobre essas regiões foram divulgados e alguns estudos sugerem que, hoje, existam 459 vilas do câncer.

Veja fotos para descobrir se sua cidade possui paisagens idênticas.

Asesinan a líder del MST en el estado de Río de Janeiro

Cícero Guedes dos Santos, uma voz silenciada
Cícero Guedes dos Santos, uma voz silenciada

Para comemorar o nono Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo mataram mais um brasileiro, que teve a ousadia de enfrentar os latifundiários tipo Eike Batista – o rei dos despejos judiciais, das concessões de terras e rios e lagos e praias, de poços de petróleo e outras riquezas naturais, e de empréstimos dos bancos oficiais. Que teve a ousadia de enfrentar os coronéis de terra e do asfalto.

Mais um crime que ficará impune. Assim deseja o governador Sérgio Cabral e sua polícia, que entra nas favelas atirando e derrubando portas. Um bando armado, que de dia é polícia e, de noite, milícia.

Infeliz Rio de Janeiro, capital do rock, e da matança de magistrados, jornalistas e líderes dos sem terra e dos sem teto.

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A polícia aparece para impedir qualquer manifestação. Em defesa da ordem pública. E o tráfico corra livre...
A polícia aparece para impedir qualquer manifestação. Em defesa da ordem pública. E o tráfico corra livre…
Cicero Guedes, líder del Movimiento Sin Tierra (MST) del municipio de Campos de Goytacazes, en el estado brasileño de Río de Janeiro, fue encontrado muerto con varios tiros en la cabeza, informó ayer la Policía. El delegado policial Geraldo Rangel señaló que el cuerpo sin vida de Guedes estaba tirado en una pequeña vía del norte de la zona fluminense, en Río y todo indica que falleció entre la noche del viernes y madrugada de este sábado.Vamos a esperar por el reporte de los peritos para brindar una información real de lo ocurrido con el dirigente del MST, que ocupaba desde 2002 junto con un grupo de campesinos unas tierras en la localidad de Campos, destacó la fuente, según la agencia Brasil.

Un comunicado del Movimiento Sin Tierra revela que este crimen demuestra la impunidad con que actúan pistoleros comandados por latifundistas y la lentitud con que trabaja el Instituto de Reforma Agraria para entregar tierras a los labriegos.

El MST insto al gobierno a arrestar a los responsables de este asesinato, juzgarlos y condenarlos.

Guedes era un cortador de caña que se unió al MST y coordinaba la ocupación de terrenos en Campos. (Rebelión)

En Centroamérica los cañeros siguen muriendo

“Bitter Sugar: A Mystery Disease, un documental que desafía la lógica perversa de la “enfermedad misteriosa”
Esteban Félix
LINyM
En los últimos dos años, las grandes agencias internacionales de noticias han descubierto que en los cañaverales de Centroamérica, en particular de Nicaragua y El Salvador, decenas de miles de trabajadores de la caña de azúcar se enferman y mueren de Insuficienica renal crónica (IRC).Lo que acomuna la mayoría de notas periodísticas, galería fotográficas y audiovisuales, es que nadie parece conocer o tener pruebas científicas del origen de esta masacre. Para todos se trata de una “enfermedad misteriosa”.

Una solución super partes  que siembra más dudas sobre las responsabilidades, y que l es hace un gran favor a las empresas nacionales y transnacionales, que son propietarias de los más grandes ingenios de Centroamérica.

Hace unos años, la Dra. Cecilia Torres (q.e.p.d.), investigadora de Salud Ocupacional de la UNAN León, Nicaragua, me dijo durante una entrevista: ” ¿Qué ocurre cuando a un trabajador se le pagan 20 córdobas (un dólar) por tonelada cortada? Esta persona se va a matar trabajando para poder ganar un sueldo mensual”.

Y continuó: ” R ealmente es allí el círculo perverso: bajo salario, en condiciones muy precarias donde se trabaja con temperaturas de hasta 50 grados, una deshidratación sostenida, ingesta de agua muchas veces contaminada con agrotóxicos. Si a esto se le agregan las condiciones personales de cada trabajador y los factores ambientales, lo que tenemos es una agresión física constante”.

Pese a la contradiccón de lo expresado en el titular, uno de los pocos documentos que desafía esta lógica perversa de la “enfermedad misterio sa”, es un video recién producido por el fotógrafo pr ofesional Esteban Féli x, quien compartió largas jornadas con las víctimas de la IRC en los alrededores de los cañaverales del Ingenio San Antonio, en Chichigalpa, donde se produce el famoso ron Flor de Caña.

Más información: 

STF julgará canditado a prefeito de Alagoas por trabalho escravo

João Lyra é o deputado federal mais rico do País, com uma fortuna pessoal avaliada em R$ 240,39 milhões

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por seis votos a quatro, abrir ação penal contra o deputado federal João Lyra, acusado de submeter trabalhadores a regime escravo em uma de suas usinas de cana-de-açúcar em Alagoas. Caso seja condenado, o deputado pode ficar de dois a oito anos preso.

A denúncia foi formulada pela Procuradoria-Geral da República a partir de um flagrante realizado entre os dias 20 e 26 de fevereiro de 2008 pelos integrantes do Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo, do Ministério do Trabalho. De acordo com o processo, foram detectadas mais de 40 irregularidades trabalhistas nos canaviais e na sede da usina Laginha Agroindustrial, uma das empresas do Grupo João Lyra, no município de União dos Palmares.

De acordo com a denúncia, 56 cortadores de cana realizavam jornada de trabalho superior a 12 horas por dia, inclusive em período noturno, sem respeitar o direito de descanso aos domingos. Denunciou-os, ainda, por não oferecer a eles equipamentos de segurança do trabalho.

Da acusação consta também, entre outros, que os operários em questão – conforme relato e autos de infração lavradas pela fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego – seriam mantidos em condições desumanas, com alojamentos precários, sem a devida ventilação. Ademais, as condições sanitárias do local de trabalho não teriam banheiros. Também estariam sujeitos ao consumo de água não filtrada e, no campo, matavam a sede com gelo sem qualquer cuidado de higiene.

O grupo do Ministério do Trabalho também afirmou que não eram oferecidas instalações sanitárias, e os ônibus utilizados para o transporte ofereciam risco de vida. Além disso, os trabalhadores exerciam carga acima de seis horas extras diariamente sem receber qualquer adicional.

O relator do processo, ministro Marco Aurélio de Mello, votou a favor de não receber a denúncia, no que foi acompanhado pelos ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello. Marco Aurélio argumentou que os trabalhadores tinham carteira de trabalho, moravam em um alojamento e, nas horas vagas, podiam visitar suas famílias.

“Um leigo deve imaginar que a escravidão voltou ao Brasil. O que vejo é uma série de fatos que levam a infligir não em ação penal, mas trabalhista. Deve-se caminhar para a distinção de situações”, disse o relator.

A ministra Rosa Weber abriu a divergência, na linha de que, para a recepção da denúncia e início da ação penal, bastavam os indícios existentes nos autos de “condições degradantes” de trabalho. Acompanharam seu entendimento os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Ayres Britto e Cezar Peluso, presidente da Corte.

Peluso ainda ressaltou que estava em causa a “dignidade da pessoa, considerada sua condição de trabalhador”.
“Para a tipificação do crime, não é preciso haver escravidão escancarada, com grilhões, mas sim condições análogas, semelhantes às de escravidão”, justificou em seu voto o ministro Ayres Britto.

João Lyra é o atual presidente do Partido Social Democrático (PSD) em Alagoas e foi eleito deputado federal em 2010 com 111.104 votos, representando 7,85% dos votos válidos, pelo PTB. Acabou indo para o PSD após a aprovação do partido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2011, e é pré-candidato à prefeitura de Maceió nas eleições de outubro.

Rejeição

O ministro Marco Aurélio, relator do inquérito, votou pela rejeição da denúncia. Ele entendeu que o crime narrado pela acusação é diverso do tipificado pelo artigo 149 do Código Penal, cujo bem jurídico tutelado é a liberdade do ser humano, sob o aspecto ético-social. No mesmo sentido votaram os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello. O primeiro deles disse entender que não houve cerceamento da liberdade dos trabalhadores em virtude de dívida para com seus patrões, conforme previsto na norma em que se fundamenta a denúncia.

Também o ministro Gilmar Mendes sustentou que “o bem jurídico protegido pelo artigo 149 do CP é o da liberdade individual” e que os fatos narrados na denúncia não compreendem a esse tipo penal.

O ministro Celso de Mello também rejeitou a denúncia. Ele disse ter dificuldades em uma imputação a ser demonstrada apenas com a posterior individualização da conduta. Segundo ele, “não existe causalidade subjetiva a demonstrar liame entre os fatos narrados na denúncia e o comportamento individual” do acusado. Mas, segundo ele, o MPF poderá formular nova denúncia.

Brasil. Plantando esclavos

 

 

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Acceder a la tierra como propietarios es prácticamente imposible para muchos campesinos de Latinoamérica. Desde hace décadas, luchan por sus derechos y por su dignidad frente los políticos y a los latifundistas de las plantaciones destinadas a generar combustible. Cuestionan la política de la bioenergía y denuncian las violaciones de los derechos humanos ligadas a su producción y expansión. El caso extremo es la existencia de trabajo esclavo en plantaciones de caña de azúcar y etanol, en Brasil y Haití. Dos ejemplos que nos hacen sonrojar.En Brasil trabajadores de la caña de azúcar viven condiciones durísimas. El monocultivo extensivo para la producción de azúcar y etanol en Brasil es socialmente excluyente, culturalmente genocida y ecológicamente devastador. La alianza de la industria automovilística, petrolera y agrícola con el Fondo Monetario Internacional, el Banco Mundial y la Organización Mundial del Comercio para desarrollar bioenergía pasa su factura en los países del Sur. Hace imposible la largamente esperada reforma agraria, es decir, una división más justa de la tierra. El monocultivo en Brasil, responde al mismo modelo que en Malasia e Indonesia. Es el latifundio que trajo Cristóbal Colón a América en 1492.

En la zona costera de Pernambuco, en Brasil, existen tierras excelentes. Las mejores. Y están cubiertas por el monocultivo del azúcar. En principio, no hay motivos para tener algo en contra de la caña de azúcar, ni en contra del azúcar, ni del bioetanol que se produce a partir de la caña. Pero esta energía procedente del monocultivo se genera dentro de un modelo de producción excluyente. Allá no es posible controlar un latifundio de 25, 30 o 40 mil hectáreas sin tener un ejército privado. Los dueños de estos latifundios utilizan sus milicias -personas particulares armadas- para matonear a la población. Los barones de la caña suelen tener a su servicio al prefecto, a las autoridades, a la policía del lugar y demás fuerzas vivas.

El campesinado brasilero hace décadas que lucha por una reforma agraria. Cada vez más las trabajadoras y trabajadores que viven en las plantaciones conocen los motivos por los que no tienen tierra. Saben que es por la estructura de la sociedad, y trabajan por cambiar esa estructura. Y la manera de hacerlo es la ocupación de tierras. Por todo el país hay ocupaciones y asentamientos, que luchan por su reconocimiento. Albertina , que trabaja en los campos de caña, nos cuenta que “no hay futuro en los campos de caña. Yo nunca he tenido nada. Sólo trabajo y ruina. Trabajo sin recibir nada a cambio. La poca salud que tenía se me ha acabado. El patrón es un corrupto”.

Y la esclavitud es un tema candente en Brasil. Durante los últimos años, miles de esclavos han sido liberados de las plantaciones de caña de azúcar. El gobierno tiene planes para sembrar más caña, por ejemplo, en el norte de la Amazonía. Son muchos los padres y madres brasileñosl que dicen “yo trabajo en la caña de azúcar para que mi hijo o mi hija no tengan que hacerlo jamás”. Es un trabajo durísimo y en las plantaciones la vida es muy cruel: hambre, sed, la violencia, amenazas, desplazamiento… Desde países del norte se habla de producción de bioenergía, energía “limpia”, “sostenible” y “renovable”. El modelo que utiliza Brasil para producir etanol no sólo no es limpio, sino que también es inviable.

“Bio” significa “vida”. Por eso, el modelo brasilero de producción de azúcar y etanol no puede ser nunca llamado bio-energía.

Por su parte, el padre Tiago , que trabaja para la Comisión Pastoral de la Tierra , se pregunta: “¿Realmente creyeron que sería posible que la devastación de los bosques, la destrucción de la vida silvestre, la polución de las aguas para plantar caña en los mortíferos monocultivos, bajo el violento modelo feudal y latifundista, es sostenible?

MAR DE SOJA EN EL CONO SUR (Vide)

 

Escravo trabalhava menos que um cortador de cana, e vivia mais

A expectativa de vida de um trabalhador cortando 12 toneladas de cana por dia é de dez a 12 anos, menor que a expectativa de vida de um trabalhador escravo do fim do século XIX, que era de 12 a 15 anos. O professor Francisco Alves, da Universidade Federal de São Carlos, sustenta que o ganho por produção é o responsável pelas mortes de cortadores nos canaviais. Entrevista concedida a Beatriz Camargo. Leia