Quem deve ficar mais tempo preso: o banqueiro ou o jornalista?

A Polícia Federal prendeu, na tarde desta segunda-feira, o banqueiro Luis Octavio Índio da Costa, presidente do banco Cruzeiro do Sul, como antecipou o site de VEJA.  O banco sofreu intervenção do Banco Central em junho deste ano, após a autoridade monetária ter identificado um rombo de 1,5 bilhão de reais na instituição.  De acordo com a PF, Índio da Costa foi detido em um condomínio na cidade de Cotia, Grande São Paulo. Ele está na sede da instituição em São Paulo, no bairro da Lapa.

O pobre jornalista Ricardo Antunes, acusado pelo banqueiro Antônio Lavareda, está preso desde o dia 5, antevéspera das eleições. Apesar de ter direito a prisão especial, continua jogado em um cárcere de segurança máxima, incomunicável. Sua detenção aconteceu em local ignorado. Sem cobertura da imprensa. Até agora é desconhecido o nome do seu advogado, e qualquer versão que não seja de fonte policial.

Segundo investigações da polícia, as fraudes verificadas nos livros do banco eram similares às que foram praticadas no banco PanAmericano.

 Devido aos problemas encontrados pelo BC, o patrimônio líquido do Cruzeiro do Sul ficou negativo em ao menos 2,23 bilhões de reais. Mas, assim como ocorreu com o banco fundado por Silvio Santos, o rombo pode ser maior do que o que foi divulgado até o momento, ultrapassando 4 bilhões de reais. Teria sido esse, inclusive, o motivo de o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) não ter encontrado compradores para o banco em meados de setembro. Com isso, o Banco Central decidiu liquidar a instituição.

A PF (Polícia Federal) cumpriu mandado de prisão domiciliar contra Luis Felipe Indio da Costa, pai de Luis Octavio Indio da Costa, em sua residência na cidade do Rio de Janeiro na manhã de hoje.

Advogado diz que não entende motivo de prisão preventiva, pois entregou passaporte de banqueiro

Com rombo contábil de R$ 3,1 bi, instituição foi liquidada pelo BC em setembro, por falta de comprador.

A polícia do governador Eduardo Campos informa que Ricardo Antunes foi preso por tentar vender uma notícia por um milhão de dólares.

Dessa gente toda, ora citada, quem vai ser o único que ficará mofando nos porões carcerários?

Teoría de la militancia

por Luis Carcía Montero

El trabajo es uno de los ámbitos que generan mayor ética cívica por sus relaciones directas con la integración en la convivencia y la autoestima del individuo que se siente útil en su sociedad. Las cifras del desempleo provocan un malestar que va más allá de la tragedia económica de los individuos. La degradación de las condiciones laborales, la inseguridad en el puesto de trabajo, los empleos basura, el despido fácil como solución y el paro masivo son un ataque de gran calado contra el sentido de la ciudadanía. La mentalidad neoliberal, con su ambición desreguladora y su ley del más fuerte, ha encontrado en el desmantelamiento de la dignidad laboral una estrategia muy fuerte y no sólo económica, sino también ideológica. Sabe que el respeto público depende de los buenos oficios.

Otro de los grandes ámbitos de energía cívica es la vinculación política. Por eso llueve sobre mojado cuando en un país herido por el paro se produce un descrédito generalizado de los partidos políticos. La crisis tiende a vivirse como fatalidad, la soberanía se convierte en impotencia y la indignación acaba disolviéndose como simple furia momentánea al no encontrar cauces de intervención en las instituciones. Los testimonios, las buenas ideas, la rebeldía y la solidaridad se quedan al margen de los ámbitos de decisión. Así parece que hay una distancia insalvable entre la realidad de cada individuo y el poder. La representación se trasforma en farsa y la ausencia de vínculos sociales propios busca compensaciones deleznables desde el punto de vista humano como el odio al extranjero, la humillación del derecho internacional o la intolerancia ante las conciencias ajenas.

Conviene entender que el descrédito de la política puede resultar molesto para los partidos y los cargos públicos, pero es una noticia tranquilizadora para los poderes económicos que hoy se han adueñado de los gobiernos. El famoso estribillo de que todos son iguales es un magnífico argumento para cancelar cualquier tipo de alternativa. ¡Qué más da! ¡Sólo existen la corrupción, la mentira, el sectarismo! Este tipo de instinto social, fundamento del yo no me mancho ni me creo nada, ha sido minuciosamente cultivado por los que no quieren que existan leyes capaces de limitar el avaricioso vértigo de sus especulaciones.

Romper con la generalización del descrédito y dar un paso hacia el compromiso político es una respuesta imprescindible si queremos recuperar el sentido de la ciudadanía.

Es verdad que se han cometido muchos errores. Vamos a criticarlos. Es verdad que se soportan herencias pesadas. Vamos a buscar soluciones. Pero no caigamos en la trampa de favorecer la impunidad de los poderes financieros con la fatalidad de un descrédito generalizado de la política.

Transcrevi trechos

 

Os bancos da Espanha pedem ajuda, e as filiais no Brasil, que tiveram imensos lucros, também precisam de socorro?

Com a privatização dos bancos estatais, a desnacionalização do sistema bancário no governo Fernando Henrique, a crise da Espanha quanto custa ao Brasil?

Fernando Henrique promoveu o Proer, um bilionário e esbanjador e irresponsável programa de ajuda aos banqueiros. Lula da Silva também patrocinou sua ajuda aos bancos, em 2008.

O governo Dilma Rousseff não informa nada para o povo. A última notícia é que a crise da Grécia promoveu o chamado efeito dominó no Brasil. Não conheço nenhum banco grego no Brasil. Bancos espanhóis existem vários. Será que nenhum provoca o efeito dominó?  É possível viver uma crise na matriz, e toda bonança em uma filial? Como o ministro Mantega chama este milagre?

A imprensa brasileira não faz a leitura da imprensa espanhola. Por que este silêncio?