Quase um ano de investigações da chacina da família Pesseghini e a polícia não consegue concluir um inquérito convincente

Em 2013, a polícia matou 5.3 pessoas por dia. Entre os 1.890 casos, falta incluir, além de outros, a chacina da família Pesseghini.

A corrupção ou ineficiência da investigação criminal acontece desde o local do crime até o julgamento ou o arquivamento do processo.

Por ano, são mais de 50 mil mortes no país. E os casos em que os assassinos são punidos não chegam sequer a 8 por cento.

Andreia Regina Bovo Pesseghini (35 anos), cabo da 1.ª Companhia do 18.º Batalhão da Polícia Militar, com base na Freguesia do Ó, mãe do menino Marcelo, denunciou companheiros de farda como membros de uma quadrilha de assaltantes de caixas eletrônicos em São Paulo.

Luis Marcelo Pesseghini (40 anos), sargento da ROTA, esposo de Andreia Regina, e pai do menino Marcelo, teve como última missão evitar um assalto de caixas eletrônicos, em um supermercado, tendo inclusive trocado tiros com os bandidos. Um telefonema considerado anônimo, do quartel de Andreia Regina, avisou o sargento Luis Marcelo da ocorrência do crime. Quem deu o telefonema? É muito estranho, uma aberração que se desconheça quem usou o telefone privativo do comando de um quartel. E mais curioso ainda: o quartel que Andreia Regina trabalhava.
Os comandados do sargento Luis Marcelo, que estavam no carro patrulha da Rota, ouviram pelo rádio a informação sobre o assalto que foi evitado, inclusive com a morte de um marginal.

Numa polícia que vinga seus mortos, em que impera a lei do silêncio, o único suspeito investigado é o filho do casal de militares, o menino Marcelo de 13 anos que, para completar a chacina, também matou a avó Benedita Oliveira Bovo (65 anos) e a tia-avó Bernardete Oliveira da Silva (55 anos), respectivamente, mãe e tia da cabo Andreia.

Andrea Regina e o filho Marcelo
Andrea Regina e o filho Marcelo

O INTERMINÁVEL INQUÉRITO DO CASO PESSEGHINI. COMO CONVENCER A POPULAÇÃO COM ALEGAÇÕES FANTASIOSAS, IMPEDINDO O ESCLARECIMENTO.

por George Sanguinetti

Tomo conhecimento que o inquérito policial, que deveria apurar os homicídios múltiplos da família Pesseghini, foi prorrogado mais uma vez.

Os autos remetidos ao DHPP, com dilatação do prazo a vencer em 27-06-2014, ainda será insuficiente para tentar encerrar um inquérito policial que contraria todas as provas, que utiliza artifícios para enganar, que protege os autores da chacina, atribuindo culpa, a também vítima e, por sinal, a mais frágil, mais vulnerável, o menor Marcelo, que além de ter assassinado os familiares, teria em seguida cometido suicídio, conforme alegado “pelo faro” da autoridade policial, na exata ocasião em que os corpos foram encontrados.

Disse não necessitar de laudo ou prova técnica, que o caso já estava resolvido. Começou um trabalho, não de investigação policial, mas de deturpação da imagem do menor Marcelo, até então, comportado, tranquilo, sem nenhuma doença psíquica ou deficiência mental.

A imprensa foi alimentada que o mesmo desejava ser um matador, um serial killer; que possuía experiência e perícia no uso de armas.

Foi encomendado um exame psiquiátrico pós morte, ao Dr. Guido Palomba, que elaborou um pretenso “laudo “, um relato inverídico que o menor sofria de encefalite encapsulada, em razão de ter sofrido uma parada cardiorrespiratória. Não consta prontuário médico, ficha hospitalar ou ambulatorial que comprove o alegado. Nenhum exame, desde o simples eletrencefalograma, exame do liquor, RM crânio, CT crânio, PET SCAN. Não apresentou nenhum sinal ou sintoma. Quando ocorreu a parada cardiorrespiratória? Em qual UTI pediátrica foi atendido?

O rendimento escolar era bom, o depoimento da médica assistente que tratava dele na Santa Casa, desde os 2 anos de idade, negou a encefalopatia diagnosticada no inquérito.

Elaborei um Parecer Médico-legal, entregue no início de fevereiro ao Ministério Público de São Paulo e à Justiça. Em abril, enviei, após consulta preliminar, se os absurdos do inquérito, feriam os direitos humanos. Tive autorização e hoje, o caso é examinado na Organização de Direitos Humanos para as Américas, com sede em Washington, D. C. EUA.

A lamentar, a prática condenável, de direcionar um inquérito policial, um procedimento administrativo, com o objetivo de obter informações a respeito do crime e da autoria, para que o Ministério Público dê andamento a ação penal. Apontando o menor Marcelo, “os soldados de Herodes”, estariam a salvo, não seriam investigados e responsabilizados, pois se Marcelo fosse autor dos crimes e, em seguida, tivesse cometido suicídio, o caso estaria encerrado, a impunidade assegurada.

Aguardo ajuda para o esclarecimento do caso, de todos que possam contribuir para uma ação policial mais digna, mais confiável.

Não deixem o caso ser esquecido. Menor Marcelo inocente, apenas mais uma vitima.

Iniciado o inquérito em 5 de agosto de 2013, em breve convite, de aniversário de um ano.

Continuam os assaltos a caixas eletrônicos

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Roubos a bancos em SP crescem 20% no primeiro semestre

Os roubos a bancos cresceram 20% no primeiro semestre deste ano no Estado de São Paulo, em comparação com os seis primeiros meses de 2012, de acordo com estatística da Secretaria da Segurança Pública. De janeiro ao final de junho foram registrados 119 casos, 20 a mais do que no primeiro semestre do ano passado. Os dados mostram que esse tipo de crime cresceu muito nos últimos meses. Foram 18 casos em abril, 22 em maio e 30 em junho deste ano. A maioria dos roubos ocorreu após a explosão de caixas eletrônicos – nova modalidade de crime contra o sistema bancário adotada pelas quadrilhas. Veja reportagem de José Maria Tomazela. Acontece em São Paulo e no Brasil inteiro.

Não esquecer que a cabo Andréia Bovo Pesseghini, da Polícia Militar, encontrada morta junto com seu marido, sargento da Rota, seu filho de 13 anos e mais duas familiares, foi convidada por policiais a participar de roubo a caixas eletrônicos. A informação foi recebida pelo deputado estadual major Olímpio.

— Me chegou a informação e era de conhecimento comum aos policiais da zona norte de São Paulo. Aconteceu, sim, em determinado momento, o convite. PMs teriam convidado a Bovo para participar da práticas de atos criminosos em caixas eletrônicos. Além de não participar, ela deu conhecimento para evitar que isso acontecesse. Leia reportagem de Ana Ignacio. Denúncia esta jamais investigada, e razão dos laudos risíveis da chacina da família Pesseghini, que apresenta o filho único, Marcelo, de 13 anos, como autor da morte da mãe, do pai, da avó, da tia avó.

Vídeo sobre grupo de extermínio formado por policiais para matar colegas de farda honestos:

 

A polícia do Estado de São Paulo não descobre quem foram os assassinos da Família Pesseghini, porque não quer!

por Paulo César de Oliveira
A polícia do Estado de São Paulo não descobre quem foram os assassinos da família Pesseghini, porque não quer!

Sete fatos importantes que foram ignorados pelo DHPP, na apuração do assassinato de Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini e família.

O delegado do caso Itagiba Franco desprezou informações importantes que o levaria a descobrir a verdadeira identidade dos autores deste crime.

Contudo, ele acatou a versão mentirosa, previamente preparada pelos criminosos, que foi divulgado no dia em que os corpos foram encontrados, antes mesmo, da pericia comparecer na cena do crime, os envolvidos já clamavam pelos quatro cantos que o assassino da família era o filho do casal, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini.

(1º) Fato

Os vídeos, utilizados para provar que Marcelo Pesseghini conduziu sozinho, o carro da mãe dele, até próximo ao colégio Estela Rodrigues, na madrugada do dia 05 de agosto, não prova nada, porque a gravação foi adulterada, aplicaram um efeito digital, nas imagens, que não permite reconhecer o rosto da suposta pessoa, que se faz passar por Marcelo Pesseghini. No momento em que ele sai do carro e caminha em direção ao colégio, por volta das 06h23min.

foto efeito rosto Marcelo

(2º) Fato
O DHPP forneceu um vídeo, ao para programa Cidade Alerta, que foi exibido como reportagem, pelo jornalista Marcelo Rezende, mostrando que uma pessoa, que supostamente seria Marcelo Eduardo Pesseghini, saindo do carro, da falecida cabo Andréia Pesseghini, na manhã do dia 05 de agosto de 2013, às 06h23min.

É uma prova importantíssima, que até então tem sido desprezada, neste vídeo os verdadeiros assassinos envolvidos, na chacina, foram filmados, entrando e saindo do carro da cabo Andréia.

Veja nos links abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=MDnO91mOgv4&noredirect=1

Veja a reportagem integral referente ao vídeo acima citado, que foi exibido no programa cidade alerta:

https://www.youtube.com/watch?v=G_ptCAuKSxc

(3º) Fato
O vídeo utilizado pelo DHPP, para mostrar Marcelo Pesseghini, saindo do colégio Estella Rodrigues, por volta das 11h35min, também não prova nada.

Ocultaram o rosto, da pessoa, que supostamente seria Marcelo Pesseghini, com efeito digital. Prova contaminada!

Na mesma gravação também aplicaram efeito digital, para esconder o rosto do suposto pai do amigo de Marcelo, que teria dado carona para Marcelo Pesseghini, por volta das 11h59min.

Vídeo, não foi periciado e pode ser visto no link abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=glqcPfeTBjc&feature=youtu.be

Vejam logo abaixo as fotos deste vídeo e os efeitos que foram aplicados para esconder os rostos das pessoas. Esses efeitos são imperceptíveis quando as imagens estão em movimento.

Marcelo carro
Marcelo carona
(4º) Fato
Outro detalhe importante, por qual motivo, o Pai desse suposto amigo de Marcelo Pesseghini, que deu carona para ele, mesmo sabendo que uma perua escolar viria busca-lo e leva-lo para direto para a casa dele, na Rua São Sebastião nº 42?

Comportamento, extremamente suspeito e estranho, por parte desse homem, que sabia que Marcelo deveria esperar a perua escolar e mesmo assim fez questão de levar o menino com seu carro particular.

De certa forma este homem levou o menino para a morte certa.

O trajeto de carro dura aproximadamente uns 20 minutos, segundo consta, Marcelo teria em sua casa, por volta das 12h30min, deixado a mochila da escola, na porta da casa, teria acendido as luzes e deixado as portas abertas. Quando então ocorreu a morte de Marcelo.

(5º) Fato
Outro fato estranho é o soldado João Batista Neto da Silva, que também trabalha no 18º BPM/M, ter declarado que foi até a casa da Cabo Andréia Pesseghini, por volta das 14h00 e disse que a porta da casa estava fechada e as luzes apagadas.

marcelo luz apagada

Porém, este PM entrou em contradição, ao dizer que retornou na mesma casa, por volta das 18h00 e encontrou a porta da cozinha aberta e as luzes acesas.

Ora, se Marcelo Eduardo Pesseghini, realmente tivesse cometido o suicídio, o soldado João Batista Neto da Silva deveria ter visto a porta aberta e as luzes acesas, na primeira vez que foi até a casa dos Pesseghini, isto às 14h00.

Mercelo luz acesa
Marcelo depoimento soldado
(6º) Fato
Outro fato importante, que compromete o Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Fernando Grella e o Comandante Geral da Polícia Militar, coronel Benedito Roberto Meira, refere-se ao fato dos mesmos terem faltado com a verdade ao afirmarem que a falecida cabo Andréia Bovo Pesseghini, jamais havia denunciado policiais do 18º BPM/M, envolvidos em roubos a caixas eletrônicos.

Na verdade, ela denunciou sim, policiais militares do 18º BPM/M, que no dia 05 de agosto de 2011, estariam participando de um roubo aos caixas eletrônicos, do Supermercado Compre Bem.

Fato comprovado, por matéria jornalística, publicada no dia 11 de agosto de 2011. Cujo link encontra-se logo abaixo:

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/957857-mortos-em-confronto-dentro-de-supermercado-sao-identificados.shtml

Este fato foi revelado pelo Comandante do 18º BPM/M, o tenente coronel Wagner Dimas, em uma entrevista para a rádio bandeirantes, logo após a chacina da família Pesseghini.

Depois de ter revelado a verdade, o Wagner Dimas afastado do comando do 18º BPM/M, pelo Secretário de Segurança Pública que mentiu dizendo que nunca houve denúncia alguma e nenhuma investigação sobre o caso.

A cabo Andreia Bovo Pesseghini fez a denúncia no dia 05 de agosto de 2011 e foi assassinada no dia 05 de agosto de 2013!

Marcelo mãe delatou

(7º) Fato – Laudos Necroscópicos tendenciosos e incompletos

O parecer do médico legista George Sanguinetti, o qual concluiu que tecnicamente, Marcelo Eduardo Pesseghini foi assassinado e não cometeu suicídio, também foi desprezado pelo delegado Itagiba Franco do DHPP.

As imagens abaixo, demonstram claramente, que Marcelo Eduardo Pesseghini foi assassinado e torturado, antes de morrer com um tiro dado na cabeça dele, pois é possível ver que ele teve os dedos da mão esquerda quebrados, pelos assassinos, quando foram plantar a arma na mão do menino.

Salvo engano, este detalhe, teria sido suprido do laudo de exame necroscópico.

Ora é evidente que não foi o próprio Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini que fraturou a própria mão dele!

Outro detalhe, que não foi explicado, é o furo que aparece na calça de Marcelo Eduardo Pesseghini, na região das nádegas, lado esquerdo. Foto abaixo.

Contudo, em outra foto vista de frente Marcelo Pesseghini aparenta ter um ferimento na coxa, que ao que tudo indica, parece estar com manchas de sangue, podendo ser talvez a saída de um projétil.

Fato estranho! Porque a calça de Marcelo Eduardo Pesseghini apresenta um furo sendo que ele não foi para a Escola com a calça rasgada?

marcelo calça

Colaborou na elaboração deste documento Célia Matos.

— com George Sanguinetti

“O menor Marcelo não foi o autor da chacina e de sua morte”

por George Sanguinetti

 A arma usada para matar toda a família ainda na mão do garoto
A arma usada para matar toda a família ainda na mão do garoto

O local de morte do menor Marcelo.

A imputação de suicida para o menor Marcelo, contrariando a perícia de local.

Considerar qualquer morte por arma de fogo, como homicídio; com o exame de local, a posição final do cadáver, da mão da vítima em relação a arma, do ferimento de entrada em relação a posição dos membros superiores, mãos, segmento cefálico, etc, minuciosamente procura-se digitais na arma, estojo (cápsula), resíduos do tiro na região dorsal da mão, especificamente, no dorso do polegar e indicador, presença de ” lesões de defesa”, que quando presentes , como foi o caso, indica claramente tratar-se de homicídio.

As equimoses, na concavidade da mão esquerda, não foram citadas e, de modo equívoco, declarada pelo delegado condutor do inquérito, como uma distensão muscular resultante do manuseio de pistola ponto 40.

Não serei repetitivo quanto a esta estória, pois no Facebook, em artigos anteriores já forneci os esclarecimentos necessários. Por que não foi consignado, no laudo, o ferimento perfuro-cortante na parte interna, terço inferior do punho esquerdo do menor Marcelo?

Porque era também uma ” lesão de defesa”, indicativo que foi vítima de homicídio.

Em resumo, a perícia de local ignora, claramente, as provas técnicas: que o menor Marcelo foi vítima de homicídio, e conclui o laudo: “que a hipótese mais provável é que o menor cometeu suicídio”.

O Instituto de Criminalística jamais poderia escrever, concluir como fez; não tem valor jurídico, mas a certeza que não irá ao Judiciário, que será mais um inquérito arquivado de acordo com um resultado pré-estabelecido.

Os laudos necroscópicos contribuem com a resposta positiva que houve morte e fixa o horário das mesmas entre 24 a 48 horas do início do exame cadavérico; falhos, irregulares, nada contribui para incriminar o menor como autor. Aos meus amigos do Facebook: tive que esperar 17 anos para a Justiça reconhecer que no caso PC Farias minha argumentação técnica estava correta. Peço um esforço aos meus amigos do Facebook para que também não tenha que esperar tanto tempo para que seja reconhecido que não foi o menor Marcelo, autor da chacina e de sua morte.

Nota do redator do blogue: A mão do garoto Marcelo foi assassinada com um profissional “tiro de execução”. Este o preço de quem denuncia colegas policiais participantes de quadrilhas. No caso: assaltantes de caixas eletrônicos. O pai do garoto também recebeu um tiro na nuca. A mãe do garoto estava acordada quando morreu. De joelhos, pedindo clemência para o pistoleiro.

Publica hoje o G1 sobre uma dessas quadrilhas:

Esta semana, a Polícia Civil de Santos prendeu 11 suspeitos de pertencer à quadrilha. Quatro deles são policiais militares.

Os soldados: Willian Bandeira Tamiarana, está há 21 anos na PM; Adailton Andrade Chaves, 9 anos; André Augusto Gonçalves de brito, 6; e o sargento Rodrigo Cisti Guedes, está há 9 anos na Polícia Militar.

“Esses policiais nunca tinham respondido processo. Então a gente vê que é a facilidade, a oportunidade acaba fazendo o ladrão. Por que furto de caixa eletrônico? Porque eu não preciso ir lá com fuzil, não preciso ir lá para ameaçar pessoas, não vou ter resistência”, afirmou Marcelino Fernandes da Silva, da Corregedoria da Polícia Militar. Leia mais

Publica a revista Veja:

Parentes da família não acreditam na hipótese levantada pela investigação. O ex-chefe da mãe do garoto afirmou em entrevista à Rádio Bandeirantes, que não acreditava que o filho do policial tinha matado a família toda e acrescentou que a cabo tinha feito denúncias contra colegas de farda que estariam envolvidos em um esquema de roubo de caixas eletrônicos.

Trechos da entrevista

Cel. Wagner Dimas: “Ela teve participação, como eu diria, assim, voluntária. Pra ajudar. Esses daí (policiais denunciados), houve transferência, tá, nós tiramos aqui do quadro, do que seria do grupo do batalhão”.

Repórter Agostinho Teixeira: “Quer dizer, os policiais que ela indicou como envolvidos em roubo de caixa enetrônico, alguns foram afastados, mas nenhum foi punido?”

Cel. Wagner Dimas: “Exatamente”.

Esta mesma denúncia foi apresentada pelo deputado major Olímpio.

Soldados da Coréia do Sul: Cem tiros para acertar um homem. Compare com a pontaria do menino Marcelo

Página Facebook
Página Facebook

O menino Marcelo era bom no gatilho.

Um tiro, um morto: o pai, sargento das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), Luís Marcelo Pesseghini, de 40 anos.

Segundo tiro, outra morte: a avó materna Benedita de Oliveira Bovo, de 67 anos.

Terceiro tiro, terceira morte: a tia-avó Bernadete Oliveira da Silva, de 55 anos.

Quarto tiro, a vítima ajoelhada pedindo para não morrer: a mãe, cabo Andreia Regina Bovo Pesseghini, de 36 anos, delatora dos colegas de farda, membros de uma quadrilha de assaltantes de caixas eletrônicos.

Finalmente o quinto tiro: o suicídio de Marcelo, 13 anos, o menino que queria ser pistoleiro, quando podia realizar o sonho seguindo a profissão dos pais, que trabalhavam para a polícia mais violenta do mundo: a de São Paulo. Tanto que do pai, contava na escola que matou dois em um só dia.

"Não foi o Marcelo Bovo Perseghini". Página FaacebooK
“Não foi o Marcelo Eduardo Bovo Perseghini”. Página Facebook

Corea del Sur
Disparan cien veces para matar a un hombre rumbo al Norte

Las tropas surcoreanas que mataron a tiros a un hombre que intentaba cruzar a nado un río fronterizo con Corea del Norte dispararon “cientos” de veces, indicó un alto oficial militar de Corea del Sur este martes.

“Hubo cientos de disparos”, declaró el brigadier general Cho Jong-Sul, quien defendió la acción de los guardias, afirmando que habían cumplido con lo que está previsto en esos casos.

Nam Yong-Ho, de 47 años, murió a las 14H30 (5H30 GMT), cuando intentaba cruzar el río Imjin, que marca la frontera entre las dos Coreas.

Nam llevaba su pasaporte, el cual mostraba que había intentado obtener asilo político en Japón, pero se le había denegado y había sido expulsado.

Nam había ignorado varias advertencias, afirmó Cho.

Los intentos de este tipo son muy poco comunes. Los soldados surcoreanos no habían disparado a nadie en estas circunstancias en los últimos 20 años.

“Los soldados tienen que disparar contra quienes ignoran las advertencias de los militares y huyen en zonas fronterizas”, declaró Cho a la prensa.

“Se trataba de una situación urgente, ya que se podría haber ido al Norte muy rápido con el chaleco salvavidas que tenía puesto”, agregó.

“Tal vez resulte difícil de entender para los extranjeros […] pero las dos Coreas aún están en guerra”, declaró por su parte el viceministro de Defensa Baek Seung-Joo.

justiça cega

Nova versão muda sequência e horário das mortes

De acordo com um dos laudos, a sequência das mortes iniciou pelo pai de Marcelo, o sargento da Rota Luis Pesseghini, que dormia num colchão, no chão da sala. Depois foi a vez da mãe do garoto, a soldado [cabo da temida Rota] Andréa Bovo Pesseghini. De acordo com o laudo, ela saiu do quarto para ver o que havia acontecido. O menino, que estava escondido, esperou a mãe se agachar para socorrer o marido e fez um disparo na nuca de Andréa. Depois, Marcelo seguiu para a outra casa que fica no mesmo terreno, onde matou a avó e a tia-avó.

Segundo a investigação, depois de matar a família, Marcelo dirigiu até a escola e voltou para casa de carona no começou da tarde de 5 de agosto. Outro laudo mostra que ele se suicidou. Fios de cabelo do menino ficaram queimados depois do disparo da pistola na cabeça dele. Também havia o mesmo tipo de cabelo queimado na ponta do cano da arma. Legistas descobriram que Marcelo sofreu uma distensão na mão esquerda por fazer força ao puxar o gatilho. [A distensão aconteceu no primeiro ou no último tiro? Quer dizer que precisava “fazer força”? Essa lesão não impediu de dar quantos tiros?]

Menino Marcelo um estudioso de criminalismo

Sabia tudo sobre os crimes mais famosos. Esta a conclusão última da polícia de São Paulo sobre o menino de 13 anos que matou a família com quatro certeiros tiros.

Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini planejou as mortes dos pais policiais e da avó e tia avó, não se sabe com que idade.

Levou um tempinho. Para realizar a chacina. Que praticou tiro ao alvo, aprendeu a dirigir automóvel e a dopar: a escolha do medicamento e da medida precisa para adormecer,  uma dosagem não fatal, para que todos familiares fossem eliminados com certeiros tiros. Para cada vítima, uma única bala. Estudou o local de estacionar carros, fora do alcance das câmeras de vigilância. E a arte de representação do garoto bom aluno e comportado. O “queridinho” dos pais, da médica que lhe tratava de uma doença terminal, dos professores e pais de alunos (um deles lhe deu carona no dia da chacina, que Marcelo esqueceu que tinha ido de carro, como esqueceu as balas do revólver que iria matar a diretora da escola).

Agora parece mais um genial Marcelo estudioso de crimes famosos. A excelência criminalista do garoto de 13 anos derruba as teses do coronel Wagner Dimas, do deputado major Olímpio e do professor George Sanguinetti.

Publica o jornal “O Dia”, em 7 de agosto:

O “Daily Mail”, da Inglaterra, (…) lembrou um caso parecido que aconteceu em Nova York, em 1974, quando Ronald DeFeo Jr, de 23 anos, usou um rifle para assassinar seus pais, Ronald e Louise, e irmãos Marc, John Matthew, Dawn e Allison. DeFeo foi condenado há 150 anos de prisão e cumpre pena num presídio de segurança máxima em Nova York. Confira a notícia

Em 9 de agosto, dois dias depois: “47 Notícias” publica:  Marcelo (…) fez uma postagem em rede social, no ano passado, em que citava o massacre de Amityville. O caso aconteceu em 1974, nos Estados Unidos. Um jovem de 23 anos matou os pais, dois irmãos (de 9 e 12 anos) e as irmãs (de 13 e 18 anos).

Leia o furo. Marcelo teria colocada uma foto da escada da casa. Sem nenhum comentário e nenhum cadáver.

O “Daily Mail” e “47 notícias” citam o mesmo massacre.

Também é curioso que Marcelo tenha começado suas
pesquisas sobre crimes aos 12 anos (no ano passado).

Ronald Joseph (“Butch”) DeFeo Jr., o assassino, não era nenhuma criança. Nasceu em 1951, e praticou os crimes em 1974. Conheça o caso 

Henry Lee Lucas, teve uma vida familiar marcada pela violência
Henry Lee Lucas teve uma vida familiar marcada pela violência
 

sangue

Ensanguentada família de Henry Lee Lucas
Ensanguentada família de Henry Lee Lucas
Marcelo filmado pela Câmara de vigilância
Marcelo filmado pela Câmara de vigilância
Pai de Marcelo deitado, Marcelo e mãe ajoelhados. Compare as duas chacinas
O pai deitado, a mãe e Marcelo ajoelhados. Compare as duas chacinas

A trágica vida de Henry

 
 
 
 

Mãe do menino Marcelo foi convidada para participar de quadrilha policial de furtos a caixas eletrônicos

 Deputado estadual Major Olímpio (PDT-SP)
Deputado estadual Major Olímpio (PDT-SP)

O deputado estadual Major Olímpio Gomes (PDT) disse nesta quarta-feira (14) que a cabo da PM Andréia Regina Pesseghini, de 36 anos, morta com a família na semana passada, foi convidada por outros policiais militares do 18° Batalhão para participar de furtos a caixas eletrônicos.

Cabo Andreia e o marido, o sargento da Rota Luís Marcelo Pesseghini, foram assassinados dentro de casa em uma chacina ocorrida na segunda (5). O principal suspeito apontado pela Polícia Civil é o adolescente Marcelo Pesseghini, de 13 anos. Ele é apontado como responsável por matar, além do casal de PMs, a avó, uma tia-avó, e depois cometer suicídio.

“Eu recebi de policiais da própria Zona Norte, que eu conheço, a informação de que a cabo Andréia foi convidada por colegas para participar do furto de caixas eletrônicos”, afirmou major Olímpio.

De acordo com o deputado estadual, ele recebeu a denúncia de militares de várias unidades e diversas patentes neste fim de semana e na segunda-feira (12) relatou o fato ao coronel Rui Conegundes, comandante da Corregedoria da PM.

A suspeita de ligação de PMs com esta modalidade de crime tinha sido apresentada pelo comandante do 18º Batalhão da Polícia Militar, coronel Wagner Dimas, durante uma entrevista à Rádio Bandeirantes. Entretanto, Dimas voltou atrás e disse ter se perdido durante a entrevista. Dimas disse inicialmente que a cabo ajudou nas investigações confirmando que existia envolvimento de PMs em furtos a caixas eletrônicos.

Segundo relato de Major Olímpio, os policiais que fizeram denúncias dizem que Andréia teria recusado a proposta de formação de quadrilha e denunciou alguns colegas ao seu superior na época, o capitão Fábio Paganotto, no início de 2012. O capitão investigou o caso, mas não chegou a nenhuma conclusão e foi transferido do 18° Batalhão para o 9° Batalhão.

Para o parlamentar, o coronel Dimas voltou atrás na sua declaração na Corregedoria após ter sido pressionado pelos seus superiores. “Obviamente, ele foi pressionado porque não havia registro oficial da denúncia”, afirmou. “Ele acabou sendo destroçado administrativamente pela Secretaria de Segurança Pública [ao recuar na sua declaração]”, disse o Major Olímpio.

Segundo ele, coronel Wagner Dimas foi afastado do comando do batalhão. Oficialmente, a PM informou que o próprio Dimas foi quem solicitou afastamento por motivos médicos, mas que ele continua no comando da unidade.

Na época em que o cabo denunciou os colegas, o comandante do 18º Batalhão era o coronel Osni Rodrigues de Souza, que hoje está na reserva. “Não podemos desprezar nenhuma possibilidade para a elucidação da chacina de uma família de policiais, nenhuma linha de investigação”, disse o deputado.