Contra os sequestros, prisões debaixo de vara e chacinas

Lucas Nine
Lucas Nine

 

O Brasil é o país dos sequestros, da tortura, das prisões policiais corridas à vara, dos desaparecidos, dos Amarildos, dos cemitérios clandestinos, das balas perdidas, das balas acidentais, dos Douglas, da resistência seguida de morte, das chacinas,  das tragédias anunciadas, e ninguém liga neca.

Presidenciáveis e governadores estão pedindo leis duras para prender, por formação de quadrilha, os participantes dos movimentos sociais e estudantis. Quando se tornou comum queimar mendigos, incendiar favelas e conviver com 250 mil prostitutas infantis.

A imprensa elitista e branca classifica de “pacificação” a conquista das favelas, onde legiões policiais entram derrubando portas e atirando balas de chumbo.

Para impedir os protestos de rua, soldados estaduais enfrentam o povo com balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e canhões sônicos. Enquanto na Argentina, um país democrático que realiza referendos e plebiscitos, e paga um salário mínimo de causar inveja a jornalistas e professores brasileiros, a ONU faz

 

Eyad Shtaiwe
Eyad Shtaiwe

Un llamado de atención por los “nuevos casos de desaparición forzada”

Un Comité de la ONU, encargado de evaluar el cumplimiento de la covención contra este tipo de delito, reconoció el avance en los juicios a los represores de la dictadura cívico-militar, pero manifestó su preocupación por los casos recientes –como los de Luciano Arruga e Iván Torres–, en los que las víctimas son “personas jóvenes en situación de extrema pobreza y marginación social” y agregó que sus “desapariciones son realizadas aplicando métodos policiales violentos” con el fin de “encubrir los delitos cometidos y procurarse la impunidad”.

Sobre los “nuevos casos de desapariciones forzadas”, el Comité recomendó al Estado a “incrementar los esfuerzos con miras a combatir eficazmente estas formas contemporáneas de desaparición forzada” y convocó a realizar “reformas institucionales en el seno de los cuerpos policiales para erradicar la violencia y asegurar que los policías responsables de estas violaciones sean debidamente investigados, enjuiciados y sancionados”.

Además, el organismo subrayó que los informes complementarios al presentado por el Estado “dan cuenta de casos recientes de desapariciones forzadas, que no han sido investigados de manera debida, particularmente casos en los que hubo un retraso injustificado en el inicio de las investigaciones o en los que no se investigaron a todas las personas supuestamente involucradas en el delito”.

Por eso, el documento insta a “garantizar que las investigaciones de todos los casos de desaparición forzada sean exhaustivas e imparciales y se realicen diligente y eficazmente, aun cuando no se haya presentado denuncia formal”.

Al momento de realizar recomendaciones para prevenir las desapariciones forzadas, el organismo destacó que “no hay ninguna detención secreta en Argentina”, pero señaló que preocupación “la existencia de normas nacionales que permiten la detención administrativa, sin orden judicial previa o control judicial posterior y fuera de los supuestos de flagrancia”.

En ese sentido, el Comité indicó que los informes recibidos dan cuenta de que “las desapariciones forzadas que se producen en la actualidad están, en gran medida, relacionadas con detenciones administrativas que se practican de un modo arbitrario”. Frente a ese problema se solicitó que se “desarrolle un protocolo de actuación uniforme y un sistema de control equivalente para todos los centros, en todo el territorio nacional, donde se encuentren personas privadas de libertad”.

Por otra parte, el Comité celebró el reconocimiento por parte del Estado de la validez de la convención y las medidas legislativas y de otra índole que guardan relación con ella “en particular las relacionadas con la reforma de la justicia militar (Ley 26394); la regulación del banco de datos genéticos (Ley 26548); el régimen de la ausencia por desaparición forzada (Ley 24321);y las diversas leyes de reparación”.

Latuff
Latuff

Desembargador nega habeas corpus para estudante ‘suspeito’ de agredir coronel

Por que a imprensa ajuda a matar

(Continuação)

por  Raphael Tsavkko Garcia

 

Coronel, descontrolado, exigia documentos

A primeira versão, a da manchete, é sempre a da polícia. Depois é que há – quando há – o espaço para as testemunhas, para o contraditório. Quando a polícia mata, não há reação. Todos estes assassinatos geraram protestos, os dois últimos resultando em ônibus e caminhões queimados e mais violência policial como resposta. Para a periferia, a resposta é sempre mais repressão, mais violência.

No Rio de Janeiro, por sua vez, não podemos nos esquecer de Amarildo. Mas ele é apenas um dos milhares de “desaparecidos” nas UPPs. Torturado violentamente, não é do interessa do Estado encontrar seu corpo e, na verdade, não era sequer do interesse do Estado que seu caso tomasse as ruas. No dia 17 de outubro, um “novo caso Amarildo”, na favela de Manguinhos: Paulo Roberto, de 18 anos, foi espancado por PMs até a morte. Dado curioso: durante um protesto em Manguinhos pela morte de Paulo Roberto, uma adolescente de 17 anos foi… baleada. Em nenhum desses casos a versão principal, na mídia, é a das vítimas.

No dia 26, o mesmo em que Severino foi assassinado, o coronel da PM Reynaldo Rossi foi agredido por adeptos da tática conhecida por Black Bloc no centro de São Paulo. A versão da mídia, baseada em relatos da PM e em vídeos nem sempre completos foi a de que o pobre policial havia sido agredido de graça enquanto trabalhava na contenção dos “vândalos”. A versão de quem estava presente foi a de que o coronel, descontrolado, exigia documentos de identificação de qualquer um que se aproximasse, mesmo jornalistas, e que partiu em direção a um mascarado para, com violência, efetuar uma prisão sem qualquer acusação – como a Polícia Militar está tão acostumada a fazer.

“Porte de vinagre” foi criminalizado

Frente a isto, as pessoas em volta reagiram e “partiram pra cima” do coronel, que foi defendido por um policial armado e sem uniforme, um conhecido P2, ou agente infiltrado. Ora, muitos dos presentes depois suspeitaram de toda a ação. O que fazia um coronel sozinho em meio a mascarados em um protesto e, pior, o que fazia um policial sem uniforme ou identificação no local? De qualquer forma, em momento algum a “grande mídia” buscou o outro lado. Ouviram a polícia, o governador, a presidente (que ofereceu “ajuda” federal, ou seja, ofereceu-se para apoiar a repressão com mais força), e até mesmo a esposa do coronel. Mas não ouviram as testemunhas que estavam presentes – e muito menos foram capazes de ligar sua figura à repressão de junho, com vítimas inclusive entre os jornalistas desta mesma mídia.

Ao ligar a TV em busca dos noticiários, é possível, como já fazem muitos na internet, “brincar” de bingo e esperar que as palavras “vândalos”, “criminosos”, “provocaram a reação da PM”, “a PM reagiu” dentre outras, sejam pronunciadas pelos âncoras. Não importa qual noticiário ou qual canal de TV: invariavelmente, a criminalização dos protestos acontece.

Mais grave que isto, aliás, é a ideia passada pelos jornais de que a PM apenas reage à violência dos protestos quando, na verdade, é a PM a primeira a agredir, a efetuar prisões sem qualquer motivo, a realizar revistas vexatórias (circula pela internet a foto de uma garota que teve sua vagina vasculhada por uma policial no meio de um protesto), a criminalizar mesmo o “porte de vinagre”, como durante os protestos de junho.

Manter a situação sem tocar nas feridas

As notícias na mídia impressa, por sua vez, em geral destacam não apenas a versão “oficial” da polícia e do Estado, mas ao cobrir protestos dão destaque ao “vandalismo”, e não às razões pelas quais se chegou naquele ponto. É o sensacionalismo puro, cruel, que criminaliza e praticamente pede por uma “reação” policial. Jornalistas são alvos preferenciais das forças policiais, mas seus patrões estão mais interessados em criminalizar os manifestantes – raramente assim chamados – enquanto fazem vista grossa às agressões policiais.

Não há como comparar a ação de indivíduos, em geral poucos, que porventura queimem lixeiras, pichem muros ou depredem agências bancárias com paus e pedras e a ação violenta de uma polícia que mata diariamente, armada com bombas, gás e, algumas vezes mesmo com armas com munição letal. O repúdio à violência dos chamados Black Blocs não pode ser mais alto, mais consistente que o necessário repúdio à violência policial. Ora, quantos foram mortos ou mesmo feridos gravemente pelos Black Blocs desde que a tática começou a ser usada no país, durante os protestos de junho? Agora contemos quantos negros, pobres, moradores de periferia foram torturados, espancados e mortos pela PM apenas em um mês. Ou melhor, apenas em uma semana!?

A violência das ruas jamais poderá ser equiparada à violência do Estado. E “quem começou primeiro” faz diferença. Não se trata de birra ou de brincar de “ovo e galinha”, mas de compreender que a violência estatal está presente desde sempre. Está na gênese do Brasil, na concepção da polícia e das ditas forças de segurança, que em geral servem para garantir o controle da periferia, para que esta não exploda e incomode as elites. A mídia, ao reportar sem qualquer questionamento a posição das forças de segurança (sic), ao tratar como nota de rodapé a posição das vítimas e de seu entorno, contribui para a manutenção do status quo, este que significa a repressão violenta ao protesto e, em muitos casos, a repressão antes mesmo do protesto.

Enquanto jovens são assassinados na periferia ou são espancados pela polícia nas ruas do país, a mídia guarda para si o papel de mantenedor dessa situação, sem questionar, sem tocar nas feridas, mesmo que ela mesma seja alvo da violência policial.

 

De óculos, Paulo Henrique Santiago dos Santos, 22, é transferido de São Paulo para CDP do Belém, como acontece com os criminosos do PCC. O estudante nega agressão contra o coronel Rossi da PM
De óculos, Paulo Henrique Santiago dos Santos, 22, é transferido de São Paulo para CDP do Belém, como acontece com os criminosos do PCC. O estudante nega agressão contra o coronel Rossi da PM

Nota do redator do blogue: Os governadores Alckmin e Sérgio Cabral decretaram uma lei marcial nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro para prender manifestantes, e enquadra=los como membros de facções criminosas.

Principalmente os estudantes que gritam “fora Alckmin”, “fora Cabral”.

ESTUDANTE CONTINUA PRESO POR TENTATIVA DE ASSASSINATO E ASSOCIAÇÃO A UMA DESCONHECIDA FACCÃO CRIMINOSA. NINGUÉM FALA DA ESTRANHA ATUAÇÃO DO CORONEL ROSSI, DISTANTE DA TROPA E SALVO POR UM INFILTRADO

 

O desembargador Alex Zilenovski negou nesta um pedido de habeas corpus para o estudante Paulo Henrique Santiago, de 22 anos, preso em flagrante por tentativa de homicídio e associação criminosa depois de ser identificado como um dos agressores do coronel Reynaldo Simões Rossi em manifestação do Movimento Passe Livre (MPL), no último dia 25.

Santiago já teve a liberdade provisória negada pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital na semana passada.

A defesa do estudante contratou o perito Ricardo Molina para tentar demonstrar, com imagens de um vídeo, que ele não teria participado das agressões contra Rossi. Um laudo será apresentado à Justiça. “As imagens mostram ele inerte, sem nenhum movimento de agressão. Ele não está participando da agressão. Infelizmente, por acaso do destino, saiu numa foto e foi preso”, disse o advogado Guilherme Silveira Braga.

De acordo com Braga, a gravação mostra que havia mais manifestantes na região, mas que a maioria não agiu com violência. Agora, o habeas corpus passará por uma nova análise em julgamento com três desembargadores.

 A imprensa propagou que o coronel foi agredido com uma barra de ferro. Agora se diz o certo: pedaço de pau.
Soldado infiltrado tira Rossi do cerco dos manifestantes. O coronel não estava no comando da tropa
Soldado infiltrado tira Rossi do cerco dos manifestantes. O coronel não estava no comando da tropa

Ditadura de Alckmin

Ares
Ares
████████████████ No dia 28 nós fizemos uma denúncia sobre um documento que estava circulando nas Delegacias de Polícia. Este documento versava sobre as perguntas que deveriam ser feitas aos manifestantes na delegacia, e o contúdo era majoritariamente de cunho político, podendo lembrar o modo de fichamento do antigo DOPS. Agora este documento está sendo analisado por uma comissão da OAB, para tomar outras providências. Esta é uma medida valiosa, porém precisamos de uma OAB mais combativa com as arbitrariedades que estão ocorrendo contra os manifestantes. #CADEOAB #CADEOAB #CADEOAB
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ABSURDOS e mais absurdos são comunicados diariamente pelos nossos governantes. O Governador Alckmin disse que defende penas mais duras para quem agride policiais, ou seja, ele faz uma valoração diferente da vida de um cidadão comum para com um militar. Pera, isso está errado, essa balança está pendendo para um lado. Nenhuma vida é maior que a outra.

Segundo: Foi dito pelo Governador que o crime de dano não mantém preso, então desta forma ele se sentiu livre para conversar (influenciar) com o chefe do Poder Judiciário para intervir na livre convicção dos magistrados Paulistas.

O que ele quer com isso? Juízes que pendam a balança para o mesmo lado que ele? Chamar um chefe do poder judiciário para intervir nas sentenças dos magistrados transgride ao máximo diversos princípios éticos e democráticos.

É preciso lembrá-lo da separação dos poderes e principalmente do princípio da livre convicção dos juízes.

ESTADO BARBÁRIE “Quem fala em nome do Estado, num regime democrático: as autoridades eleitas? Em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin calou-se no sábado (27/10), um dia depois da agressão ao coronel Rossi. Mas o chefe do Centro de Comunicação Social da Polícia Militar, major Mauro Lopes, convocou entrevista coletiva em que assumiu ares de chefe de governo. “O Estado vai dar uma resposta muito forte a este bando de criminosos”, disse. O jornalista Luís Nassif captou a mensagem percebeu o risco: “Essa história da PM anunciar que vai até as últimas consequências – respaldada por uma condenação generalizada contra os vândalos – provoca calafrios maiores do que assistir a um quebra-quebra de black blocs. Na última vez que a PM se comportou assim, em maio de 2006, foram assassinadas mais de 500 pessoas”. Agora, a polícia começou a barbarizar menos de 24 horas após a fala do major Mauro Lopes.”

EM CARÁTER RESERVADO o Estado vai montando um fichamento político dos manifestantes, lembrem-se RESERVADAMENTE! Buscam saber todo o aparato ideológico da pessoa, se participa de movimentos, e estão neste momento perseguindo até mesmo os advogados. Parabéns Governador Geraldo Alckimin! Você está sabendo fazer reservadamente aquilo que o Cabral faz de portas abertas. (Só que não, agora isto se tornou público)

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O QUE VOC6E ACHA de um Estado de Direito onde você é levado por militares à uma Delegacia de Polícia Civil e as primeiras perguntas que a polícia te faz são: Qual é a sua Ideologia Política? Você faz parte de algum movimento? Por que você estava na manifestação? Quem te chamou para a manifestação e como ficou sabendo dela? Diga-me nomes!

[ Estas perguntas fazia o coronel Reynaldo Rossi, no dia em que foi espancado. Longe das tropas, e prendendo garotos e, inclusive, uma misteriosa “moça”.

Retirado do corredor polonês, repetia Rossi: – Segura a tropa, segura a tropa!…

Ninguém bate na polícia para não receber em dobro. Daí o medo, a legenda do medo, e a preocupação com os manifestantes presos políticos, que os infiltrados são preservados, e foi um deles que salvou Rossi.]

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ORDENAÇÕES do Dosp, na ditadura militar, e da polícia de Alckmin. Qualquer semelhança não é mera coincidência, a história se repete.

A pior ditadura é aquela que se disfarça de democracia.

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Jornalistas protestam hoje em São Paulo contra as balas de borracha dos coronéis Rossi. No Rio, pedem a renúncia de “seu” Cabral

Fortaleza
Fortaleza

Um grupo de manifestantes voltou a protestar na manhã desta segunda-feira em frente ao prédio do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, na esquina da rua Aristídes Espínola com a avenida Delfim Moreira, no bairro do Leblon, na zona sul do Rio de Janeiro.

Em São Paulo, está marcado um “Ato pelo fim da violência contra jornalistas”, que começa depois de uma reunião no Sindicato dos Jornalistas, ás 15, 30 horas, no auditório Vladimir Herzog  (Rua Rego Freitas, 530j, jornalista sequestrado, preso, torturado e assassinado pela militar.

vandalismo protesto polícia

Informa o Portal Terra: Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla.

protesto jovem estudante

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus. A mobilização surtiu efeito e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas – o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

protesto Brasil

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff.

Jarbas
Jarbas

Proeza militar. Coronel Rossi sozinho prende vândalos e uma misteriosa moça

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Que estava fazendo o coronel Reynaldo Simões Rossi para ser espancado? Relata a Folha de S. Paulo: “Responsável pelo policiamento do centro, ele acompanhava a manifestação a alguns metros de distância.  A operação estava a cargo do tenente-coronel Wagner Rodrigues. (…)

O comandante foi atacado logo depois de parte dos manifestantes iniciar a depredação do terminal. (…)

Em meio ao tumulto, um grupo de mascarados cercou o comandante e passou a agredi-lo com socos e pontapés. Ele foi derrubado, mas conseguiu se levantar.

Neste momento, um dos mascarados golpeou o policial na cabeça usando uma placa de ferro.

O coronel foi socorrido por um policial disfarçado, que afastou os agressores com uma arma em punho”.

[Distante da tropa na hora do vandalismo, Rossi contou com o socorro de um policial disfarçado. Um infiltrado?]. (Reportagem de Leandro Machado, Felipe Souza e Rogério Pagnan). Leia mais  

Em entrevista ao Grupo Globo, declarou Rossi: “Eu me dirigia para o Parque D. Pedro para tomar pé dos primeiros conflitos que foram gerados aí pelos criminosos. Nos deparamos com autores de danos de novos pontos de ônibus. Tentamos prendê-los. No momento que nós passávamos a conduzi-los, fomos surpreendidos por um grupo de vândalos, criminosos, que passaram a agredir a mim e a meu policial. Era uma moça que nós havíamos tentado prender”, recordou. [Um bando de vândalos depredando, e o coronel, apenas acompanhado de um soldado, prende vários e, por último, uma moça…]

Acrescenta O Globo: “Mesmo ferido, ele procurou conter o ânimo dos seus comandados para preservar a integridade física das pessoas que transitavam pelo terminal de ônibus naquele momento. ‘Quando consegui chegar junto a policiais militares fardados, por cautela e formação profissional, pedi para alertar aos comandantes para continuar com a mesma estratégia operacional que havíamos adotado para aquela manifestação”. [Acontece que um outro militar comandava as tropas, o tenente-coronel  Wagner Rodrigues]

Informa a Folha: “Rossi é um oficial conhecido na corporação como ‘operacional’. Gosta de comandar seus homens na rua e não apenas de sua sala, comportamento incomum entre oficiais de sua patente”. [Este comportamento incomum vem sendo comentado pela imprensa alternativa. Eis que considero apressado o elogio da presidente Dilma Rousseff. E que não seja vítima da Síndrome de Estocolmo]

Moça: donzelajovempequenasenhorinha.

Espancamento do coronel Rossi polícia considera tentativa de assassinato

Trecho de nota do movimento Passe Livre: Não apoiamos o que aconteceu com o coronel da PM, mas também condenamos o atropelamento de manifestantes por um delegado no Grajaú nessa quarta-feira; os espancamentos do Christian em 2006, do Vinícius em 2011 e do Pedro em 2013, dentre vários outros, todos cercados por policiais em atos do MPL; os esculachos de adolescentes e moradores de rua dentro e fora das delegacias nessa sexta feira; os abusos contra mulheres, como aquelas obrigadas a  ficar nuas para a revista após a última manifestação; as mais de cem prisões arbitrárias, os ferimentos por balas de borracha e bombas de estilhaço de ontem; o bloqueio do Choque à entrada dos advogados nas DPs; os instrumentos e instrumentistas da Fanfarra do M.A.L. quebrados pela polícia essa semana.

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Coronel Reynaldo Simões Rossi protegido por um policial
Coronel Reynaldo Simões Rossi protegido por um policial

 

O coronel Reynaldo Rossi afirmou que o sentimento é de dever cumprido, mas pede mudanças na legislação. “Estou me sentindo como todos os policiais que se feriram até hoje, sentimento de dever cumprido, mas com uma clareza muito grande que só uma mudança legislativa e um conjunto de ações que transcendam as ações de polícia vão poder resolver esse problema”, ressaltou.

O coronel disse, em entrevista exclusiva ao Jornal Nacional, que foi atacado após tentar prender alguns vândalos que estavam depredando o patrimônio público. “Eu me dirigia para o Parque D. Pedro para tomar pé dos primeiros conflitos que foram gerados aí pelos criminosos. Nos deparamos com autores de danos de novos pontos de ônibus. Tentamos prendê-los. No momento que nós passávamos a conduzi-los, fomos surpreendidos por um grupo de vândalos, criminosos, que passaram a agredir a mim e a meu policial. Era uma moça que nos havíamos tentado prender”, recordou.

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CORONEL:  ‘FUI ATINGIDO PELAS COSTAS”

Mesmo ferido, Rossi procurou conter o ânimo dos seus comandados para preservar a integridade física das pessoas que transitavam pelo terminal de ônibus naquele momento. “Quando consegui chegar junto a policiais militares fardados, por cautela e formação profissional, pedi para alertar aos comandantes para continuar com a mesma estratégia operacional que havíamos adotado para aquela manifestação. Qual seja: garantir a ordem, preservar a integridade física das pessoas e que o fato de eu ter sido atingido nao deveria mudar essa orientação”, revelou.

Por ter sido atacado pelas costas, o coronel afirmou que não teve sequer chance de esboçar uma reação. “Não havia essa possibilidade. Primeiro porque fui atingido pelas costas. E segundo por minha intenção naquele momento de só manter a prisão daqueles indivíduos que tínhamos conseguido fazer. Apesar do porte da arma e, inclusive pelo meu policial, optamos por preservar terceiros e não efetuar disparos e, graças ao conjunto de ações, saí e permiti que as coisas continuassem a bom termo”, disse.

Para ele, a agressão sofrida foi um ataque ao estado democrático de direito. “Não é o homem que está sendO atingido ali, é o estado de direito. É o estado que está ali para inclusive garantir esse direito de livre manifestação”, destacou. Veja vídeos 

coronel em ação

IMPRENSA ALTERNATIVA CONTA OUTRA VERSÃO

Via Geração Invencível O lado da história que a Rede Globells esqueceu de mostrar…

FOTO Jornal Urbano Mídia Independente: O coronel estava recolhendo nome e RG de todos os manifestantes (até ai nenhuma violência ou agressão) e naturalmente os manifestantes questionaram o porque dele estar anotando nomes e RG. Ele não deu respostas (obvio, não existe embasamento legal para o que ele estava fazendo) e começou a ficar irritado com as perguntas. Até que partiu pra cima de um dos jovens que o questionava, agredindo e ameaçando. O resto das imagens vocês assistiram na rede Globells, que preferiu não mostrar os dois lados da moeda.

A meritocracia é sempre justa. Se você é milionário você vive em uma democracia… Se é pobre é porque não trabalhou o suficiente para ser milionário e não e ter democracia.
Vivemos em um mundo livre onde você pode fazer tudo desde que tenha bastante dinheiro. Fim.

PS: “Globells” é uma ironia e se refere a Goebbels, ministro da propaganda de Hitler

RELATO DE UMA ADVOGADA QUE ESTAVA PRÓXIMA AO CORONEL AGREDIDO

Publica Ativismo Social relato da T. Alves: “Eu estava pouco antes desse momento, tentando falar com o coronel, arrogante. Ele estava pegando o RG, e anotando com outro soldado, de todos os manifestantes que passavam. Quem chegava perto, só pra perguntar o que estava acontecendo, ou quem perguntava porque tinham detido uma menina que não estava fazendo nada, o manifestante era “fichado” por eles. Apresentei-me como advogada, e perguntei o motivo e finalidade desse fichamento. O coronel foi debochado, e recusou-se a responder. Insisti, e logo em seguida ele largou os RGs, e partiu para cima de um garoto vestido de black bloc que passava, segurando um mastro tipo pau de bandeira. Avançou pra cima do garoto e começou a bater, mas acho que não contava que todos que estavam em volta se revoltassem, e partissem para cima dele para ele largar o garoto. Depois disso não vi mais porque estourou a confusão, e saí de perto”.

Não há indício de que jovem tenha encostado em coronel agredido, diz defesa

 Trechos de reportagem de Fernanda Pereira Neves, publicada na F. de São Paulo:

O advogado do universitário Paulo Henrique Santiago dos Santos, 22, Guilherme Braga, afirmou neste domingo que não existe “nenhum indício de que o jovem tenha encostado” no coronel da PM, Reynaldo Simões Rossi durante o protesto que ocorreu na última sexta-feira (25) na região central de São Paulo.

O coronel foi espancado por cerca de dez pessoas durante o ato na frente do Terminal Dom Pedro 2º, e teve a clavícula quebrada, além de cortes nas pernas e na cabeça. A maior parte dos agressores flagrados em fotos e vídeos estavam mascarados. Souza é oúnico preso até o momento pelo crime e foi indiciado por tentativa de homicídio.

“Em nenhum momento ele aparece agredindo nas fotos. O bolo da agressão estava no meio da manifestação então tinha um monte de gente por perto então no quadro das imagens aparece o rosto dele. E com isso, a polícia identificou ele como agressor. Mas em nenhum momento, aparece ele agredindo”.

“Não existe nenhum indício de que meu cliente tenha encostado no policial. Existe apenas uma foto com ele próximo ao coronel. Essa situação beira ao absurdo. A gente está acostumado com muitos absurdos na polícia, mas essa situação é esdrúxula ao extremo”, afirmou o advogado à Folha.

A defesa do jovem, que chamou a prisão de “esdrúxula ao extremo”, entrou ontem (26) um pedido de liberdade provisória, mas foi negado pela Justiça. O advogado afirmou que entrará agora com uma pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça na segunda-feira.

Santos estuda relações internacionais na Faculdade Santa Marcelina e trabalha em uma empresa da região de Perdizes (zona oeste), conta Braga. “Ele é tranquilo, idealista e está totalmente assustado com essa situação. Ele perguntou do policial até mesmo porque ele estava naquela situação tentando apartar os ânimos”.

Ontem, a polícia disse que o rapaz deverá ser transferido para o CDP (Centro de Detenção Provisória) do Belém na segunda-feira (28).

Ainda na avaliação da defesa, o jovem também não foi preso em flagrante, como registrou a polícia, e com isso ele não deveria permanecer preso. “Ele foi identificado nas fotos e a partir daí foram atrás e pegaram ele logo depois dos fatos”, disse ele, que apontou seu cliente como sendo “bode expiatório”.

A defesa de Santos também questiona o indiciamento do rapaz por tentativa de homicídio. Para o advogado, o caso se trata de lesão corporal.Além de Santos, outros sete adultos continuam presos após a manifestação e devem responder por crimes dano a patrimônio, roubo, associação criminosa, entre outros. Três adolescentes também foram apreendidos e foram encaminhados para a Fundação Casa.Ao todo, 92 pessoas foram detidas durante o protesto. Veja vídeos