Papa Francisco: A tortura é um pecado contra a humanidade, é um crime contra a humanidade e aos católicos eu digo: “Torturar uma pessoa é um pecado mortal, é pecado grave!” . Mas é mais: é um pecado contra a humanidade

 Nayer
Nayer

 

O voo do Papa aterrou em Roma, nesta segunda, de regresso da sua terceira viagem apostólica que o levou à Coréia. Logo depois da sua chegada foi à Basílica de Santa Maria Maggiore para levar à imagem de Nossa Senhora um ramo de flores oferecidas por uma menina coreana, em Seul, no momento da partida.

No avião o Papa Francisco falou com os jornalistas dos momentos mais importantes desta viagem, das emoções sentidas em vários encontros, mas também da atualidade internacional, do Iraque ao Médio Oriente. A síntese no serviço de Gabriella Ceraso:

O pensamento ao povo coreano abre e fecha, basicamente, o diálogo articulado em dezasseis perguntas que o Papa teve com os jornalistas, mas foi a atualidade internacional que sobressaiu entre os temas. Antes de tudo o Iraque: a aprovação ou não do bombardeamento americano e uma hipotética viagem do Papa ao país. “Estou disposto a ir”, revelou o Papa Francisco, “mas neste momento não é a melhor coisa a fazer”, e depois reafirma: “é lícito fazer parar o agressor injusto”, fazer parar “não digo bombardear”, esclarece e, em seguida, “avaliar os meios com os quais fazê-lo”:

Fazer parar o agressor injusto é lícito. Mas devemos também ter memória de quantas vezes, sob esta desculpa de fazer parar o agressor injusto, as potências se apoderaram dos povos e fizeram uma verdadeira guerra de conquista! Uma nação apenas não pode julgar como se faz parar isto, como se faz parar um agressor injusto.

Em seguida, a guerra no Médio Oriente. Inútil, portanto, a oração de junho, com Abu Mazen e Peres, no Vaticano?, perguntam ao Papa. Aquela iniciativa “nascida de homens que acreditam em Deus”, “absolutamente não foi um fracasso”, responde o Papa: sem oração, não existe negociação nem diálogo, explica o Papa, portanto foi “um passo fundamental de uma atitude humana”. “Eu creio que a porta está aberta”:

Agora o fumo das bombas, das guerras não deixam ver a porta, mas a porta ficou aberta a partir daquele momento. E eu creio em Deus, creio que o Senhor olha para aquela porta e aqueles que rezam e pedem para que Ele nos ajude.

As emoções sentidas ao encontrar tantas testemunhas de sofrimento na Coréia são a oportunidade para o Papa falar dos efeitos da guerra. No abraço com as mulheres idosas sobreviventes da deportação no Japão na Segunda Guerra Mundial, o Papa Francisco revela de ter visto a dor de todo o povo coreano, dividido, humilhado, invadido e entretanto forte na sua dignidade. Daqui a advertência ao mundo: “devemos parar e pensar um pouco no nível de crueldade a que chegámos “, e depois as palavras fortes sobre a tortura, usada, diz o Papa, “nos processos judiciários e pela intelligence”:

A tortura é um pecado contra a humanidade, é um crime contra a humanidade e aos católicos eu digo: “Torturar uma pessoa é um pecado mortal, é pecado grave!” . Mas é mais: é um pecado contra a humanidade.

Solicitado pelos jornalistas, o pensamento do Papa retorna também à disponibilidade ao diálogo com o povo chinês, que define como “belo, nobre e sábio”. “A Santa Sé mantém abertos os contactos “diz Francisco que revela a vontade de realizar, inclusive imediatamente, uma viagem à China. Há também uma pergunta sobre o processo de beatificação do arcebispo de São Salvador, Monsenhor Óscar Arnulfo Romero, “desbloqueado”, explica o Papa, que exprime o augúrio e que reza, por esse “homem de Deus”, para que tudo “seja esclarecido e se proceda rapidamente”.

Finalmente as tantas curiosidades dos jornalistas sobre coisas privadas: a vida “normal” que leva em Santa Marta; as férias marcadas por um “ritmo diferente” de vida com mais leitura; mais repouso e mais música e finalmente o relacionamento com Bento XVI, um relacionamento “fraterno” feito de contínuo confronto de opiniões. A escolha que faz hoje um Papa emérito “abriu”, afirma Francisco, uma “porta que é insubstituível, mas não excepcional”:

Porque a nossa vida prolonga-se e a numa certa idade já não temos a capacidade de governar bem, porque o corpo cansa-se…, a saúde pode ser eventualmente boa, mas já sem capacidade de levar para a frente todos os problemas de um governo como o da Igreja. E eu acredito que O Papa Bento XVI fez esse gesto dos Papas eméritos. Repito: eventualmente algum teólogo poderá dizer-me que isso não é justo, mas é assim que eu penso. Os séculos dirão se é assim, ou se não é assim. Vamos ver. Mas o senhor poderia dizer-me: “E se Você um dia sentisse não poder prosseguir? Mas eu faria o mesmo! Faria o mesmo. Rezaria muito, mas faria o mesmo.

Soldados da Coréia do Sul: Cem tiros para acertar um homem. Compare com a pontaria do menino Marcelo

Página Facebook
Página Facebook

O menino Marcelo era bom no gatilho.

Um tiro, um morto: o pai, sargento das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), Luís Marcelo Pesseghini, de 40 anos.

Segundo tiro, outra morte: a avó materna Benedita de Oliveira Bovo, de 67 anos.

Terceiro tiro, terceira morte: a tia-avó Bernadete Oliveira da Silva, de 55 anos.

Quarto tiro, a vítima ajoelhada pedindo para não morrer: a mãe, cabo Andreia Regina Bovo Pesseghini, de 36 anos, delatora dos colegas de farda, membros de uma quadrilha de assaltantes de caixas eletrônicos.

Finalmente o quinto tiro: o suicídio de Marcelo, 13 anos, o menino que queria ser pistoleiro, quando podia realizar o sonho seguindo a profissão dos pais, que trabalhavam para a polícia mais violenta do mundo: a de São Paulo. Tanto que do pai, contava na escola que matou dois em um só dia.

"Não foi o Marcelo Bovo Perseghini". Página FaacebooK
“Não foi o Marcelo Eduardo Bovo Perseghini”. Página Facebook

Corea del Sur
Disparan cien veces para matar a un hombre rumbo al Norte

Las tropas surcoreanas que mataron a tiros a un hombre que intentaba cruzar a nado un río fronterizo con Corea del Norte dispararon “cientos” de veces, indicó un alto oficial militar de Corea del Sur este martes.

“Hubo cientos de disparos”, declaró el brigadier general Cho Jong-Sul, quien defendió la acción de los guardias, afirmando que habían cumplido con lo que está previsto en esos casos.

Nam Yong-Ho, de 47 años, murió a las 14H30 (5H30 GMT), cuando intentaba cruzar el río Imjin, que marca la frontera entre las dos Coreas.

Nam llevaba su pasaporte, el cual mostraba que había intentado obtener asilo político en Japón, pero se le había denegado y había sido expulsado.

Nam había ignorado varias advertencias, afirmó Cho.

Los intentos de este tipo son muy poco comunes. Los soldados surcoreanos no habían disparado a nadie en estas circunstancias en los últimos 20 años.

“Los soldados tienen que disparar contra quienes ignoran las advertencias de los militares y huyen en zonas fronterizas”, declaró Cho a la prensa.

“Se trataba de una situación urgente, ya que se podría haber ido al Norte muy rápido con el chaleco salvavidas que tenía puesto”, agregó.

“Tal vez resulte difícil de entender para los extranjeros […] pero las dos Coreas aún están en guerra”, declaró por su parte el viceministro de Defensa Baek Seung-Joo.

justiça cega

Nova versão muda sequência e horário das mortes

De acordo com um dos laudos, a sequência das mortes iniciou pelo pai de Marcelo, o sargento da Rota Luis Pesseghini, que dormia num colchão, no chão da sala. Depois foi a vez da mãe do garoto, a soldado [cabo da temida Rota] Andréa Bovo Pesseghini. De acordo com o laudo, ela saiu do quarto para ver o que havia acontecido. O menino, que estava escondido, esperou a mãe se agachar para socorrer o marido e fez um disparo na nuca de Andréa. Depois, Marcelo seguiu para a outra casa que fica no mesmo terreno, onde matou a avó e a tia-avó.

Segundo a investigação, depois de matar a família, Marcelo dirigiu até a escola e voltou para casa de carona no começou da tarde de 5 de agosto. Outro laudo mostra que ele se suicidou. Fios de cabelo do menino ficaram queimados depois do disparo da pistola na cabeça dele. Também havia o mesmo tipo de cabelo queimado na ponta do cano da arma. Legistas descobriram que Marcelo sofreu uma distensão na mão esquerda por fazer força ao puxar o gatilho. [A distensão aconteceu no primeiro ou no último tiro? Quer dizer que precisava “fazer força”? Essa lesão não impediu de dar quantos tiros?]

Brasil processa Samsung por escravizar operários

O Brasil entrou com uma ação contra a Samsung alegando más condições de trabalho em uma fábrica na Amazônia e está exigindo mais de US$ 100 milhões em danos, afirmou o governo brasileiro nesta terça-feira.

O Ministério do Trabalho informou que funcionários da fábrica trabalhavam até 15 horas por dia, incluindo 10 horas em pé, e muitas vezes durante 27 dias seguidos. A companhia sul-coreana enfrenta cerca de 1.200 queixas legais por parte dos trabalhadores em Manaus.

A auditoria foi realizada na fábrica de Manaus, uma das maiores fábricas da Samsung em todo o mundo. A fábrica emprega 6.000 trabalhadores e é responsável por fornecer produtos para toda a América Latina.

 

Estados Unidos, Ocidente e Coréia do Sul: “Provocadores de uma guerra nuclear”

Osvaldo Gutierrez Gomez
Osvaldo Gutierrez Gomez

A quem interessa uma guerra que vai matar 7o% da humanidade? Você está entre os sobreviventes?

O progresso do mundo hodierno dependeu de inventos militares, posteriormente adaptados para fins pacíficos.

Em uma entrevista ao Le Monde, em 1981, declarou o filósofo Michel Serres: “Hoje o político tem em mãos a violência absoluta, isto é, a bomba atômica. Nós não podemos fazer mais nada neste caso. A filosofia e o Estado estão separados. Pelas primeira vez desde Platão! Fazemos portanto o nosso retiro dizendo aos políticos: são vocês agora que têm nas mãos este futuro previsto de violência universal. De nossa parte, ficamos bobamente – e somos responsáveis por isso – com a esperança da humanidade. Eles ficaram com a destruição e nós ficamos com o resto”.

E acrescentou Serres: “O conhecimento estava de tal forma misturado ao poder e à violência, que o fim deste história foi Hiroshima. E ainda é Hiroshima. Ora, se há desafios na cultura, na filosofia, é de descobrir as condições de algo que vá além dessa data de vencimento, sempre adiada mais alguns milímetros. Nossa história é esse prazo de Hiroshima. Que é que fazem os políticos atualmente? Afastam esse prazo por um fim de semana, ou por mais uma semana, como as crianças que empurram com o pé sua madeira quando jogam amarelinha.Hiroshima está atrás de nós e à nossa frente. Isso não constitui um futuro. Mas se há uma esperança histórica, está além dessa data de vencimento, e é essa passagem que os filósofos devem negociar.

(…) Agora que o filósofo não está mais enredado no poder e na violência, agora que ele fica de fora, transformou-se no olho implacável que fita o príncipe e revela o seu engano. Não é mais parte atuante. Eu posso dizer ao príncipe: você tem a bomba atômica nas mãos, não tem nenhuma necessidade de mim. Mas, enquanto filósofo, eu sou aquele que mostra, que revela que você tem isso nas mãos e que de agora em diante só fará repetir-se indefinidamente. Não lhe restou mais do que isto: a destruição universal. Somos nós, de agora em diante, que mostraremos a nudez de todos os reis. O real fugiu deles, e vem em nossa direção”.

 

Ramses Morales Izquierdo
Ramses Morales Izquierdo
La multipolaridad se profundiza en América del Sur

 

 

 

A principio de mes ocurrió un acontecimiento de una enorme trascendencia Geopolítica, del cual los grandes medios de comunicación masivos han ninguneado y ocultado. Y es la declaración que formulara la “coalición gubernamental del Brasil” en un comunicado dirigido al embajador de Corea del Norte en Brasil – donde se califica a Estados Unidos, Occidente y Corea del sur como “provocadores de una guerra nuclear“. Esta información publicada en la web de Defensa.com, sitio destinado a tratar temas militares, de defensa, geopolíticos y de la industria afín, agrega: Es la primera vez que organizaciones gubernamentales llegan tan lejos en sus apreciaciones, máxime las hasta ahora excelentes relaciones de Seúl con Brasilia, que, sin embargo, no vio con buenos ojos la – hasta ahora ventajosa – aproximación de Corea del Sur con Perú y Colombia, amén de proponer un TLC  a Uruguay. Además, aviones y barcos surcoreanos están ingresando a las dotaciones de las Fuerzas Armadas andinas en forma bastante exitosa últimamente. Hasta aquí parte del articulo del sitio web mencionado, que se sorprende porque el gobierno de Dilma Rousseff, no había moderado el comunicado sino que además con su silencio indirectamente avala el mismo.Este nuevo posicionamiento de Brasil en un mundo en conflicto y trasformación es la consecuencia lógica de su cambio de estatus, ya que supero su escalón de país en desarrollo al de Potencia Emergente, e integra el Grupo BRICS que ha pasado de ser un proyecto intangible a conformar una importante plataforma geopolítica singular en el nuevo mundo multipolar que se avecina, constituyendo un rival geoestratégico del viejo orden internacional implantado por Occidente. Y como bien lo grafica nuestro colega el Dr. Miguel A. Barrios este es: “Giro historico-estrategico del Brasil, pensado y analizado desde Itamaraty. Brasil es una cancillería que cambia presidentes. Solo Brasil, lo puede hacer y lo hizo. Helio Jaguaribe, Moniz Bandeira y Pinheiro Guimarães, son algunos de los maestros que colaboraron y colaboran para crear la base de un pensamiento brasilero estratégico”.

Este giro histórico estratégico es consecuencia, no solo por su nuevo estatus de Potencia emergente, sino que es el resultado de un profundo análisis de la realidad mundial y los nuevos desafíos que se les impone a los países que intentan salir del rol que le determina el “destino manifiesto norteamericano” y que en los últimos días el Secretario de Estado norteamericano Kerry volvió a hacer referencia, diciendo que USA debía volver sus pasos sobre “su Patio Trasero” para asegurar el mismo a sus intereses geoestratégicos y geoeconómicos, y seguramente Itamaraty incluye en su análisis, el plan “Eje Asiático” creado por el Pentágono, que significa el inicio de la política de contención militar contra China y el traslado de las prioridades geoestratégicas occidentales del Medio Oriente al Pacífico asiático. Sin olvidar que desde el fin de la Guerra Fría las Resoluciones del Consejo de Seguridad de la ONU pasaron de 600 en casi 40 años a 1300 en 23 años de post Guerra Fría. Lo que nos lleva a comprender la importancia de esta nueva posición de Brasil, que debe ser analiza profundamente por las cancillerías regionales y Gobiernos, porque es un cambio de gran importancia en el camino hacia el nuevo Orden Mundial y que profundiza el modelo multipolar en nuestra región.

 

Gianfranco Uber
Gianfranco Uber

Hiroshima e Nagasaki: 240 mil mortes. Uma guerra na Coréia atingirá 70% da humanidade

Que alguma autoridade mundial desminta a previsão: uma segunda guerra nuclear atingirirá “70% da população mundial”.

Fídel Castro chamou de conflito “incrivel e absurdo a situação criada na penísula da Coréia, uma área geográfica onde se agrupam quase 5 dos 7 bilhões de pessoas que, neste momento, habitam o planeta”.

“Se começar um conflito, os povos de ambas as partes da península serão terrivelmente sacrificados, sem benefícios para nenhum dos dois”, avisou o ex-presidente do Comité Central do Partido Comunista de Cuba.

 HIROSHIMA
A nuvem de cogumelo sobre Hiroshima após a queda da Little Boy
A nuvem de cogumelo sobre Hiroshima após a queda da Little Boy (Menininho)
Bandeira de Hiroshima
Bandeira de Hiroshima

Em uma segunda-feira, 6 de agosto de 1945, às 8 horas e 15 minutos da manhã, a bomba atômica “Little Boy” foi lançada sobre Hiroshima por um bombardeiro B-29 americano, o Enola Gay, matando instantaneamente por volta de 80 mil pessoas. Ao final do ano, ferimentos e a radiação causaram um total de 90 a 140 mil vítimas. Aproximadamente 69% das construções da cidade foram completamente destruídas e cerca de 7% foi severamente danificada.

Pesquisas sobre os efeitos do ataque foram restritas durante a Ocupação do Japão e as informações censuradas até a assinatura do Tratado de São Francisco em 1951, devolvendo o controle do país para os japoneses.

O oleandro é a flor official da cidade de Hiroshima pois foi a primeira a florescer depois da explosão da bomba atômica de 1945.

Oleandro
Oleandro

NAGASAKI

A explosão da Fat Man em 9 de agosto de 1945
A explosão da Fat Man (Homem Gordo) em 9 de agosto de 1945
Bandeira de Nagasaki
Bandeira de Nagasaki

Na manhã de 9 de Agosto de 1945, a tripulação do avião dos E.U.A. B-29 Superfortress, baptizado de Bockscar, pilotado pelo Major Charles W. Sweeney e carregando a bomba nuclear de nome de código Fat Man, deparou-se com o seu alvo principal, Kokura, obscurecido por nuvens. Após três vôos sobre a cidade e com baixo nível de combustível devido a problemas na sua transferência, o bombardeiro dirigiu-se para o alvo secundário, Nagasaki – a maior comunidade cristã do Japão.

De acordo com a maior parte das estimativas, cerca de 40 mil dos 240 mil habitantes de Nagasaki foram mortos instantaneamente, e entre 25 mil e 60 mil ficaram feridos. No entanto, crê-se que o número total de habitantes mortos poderá ter atingido os 80 mil, incluindo aqueles que morreram, nos meses posteriores, devido a envenenamento radiativo.

Fonte: Wikipédia/ Google/ agências

Papa pediu paz e citou todas as guerras que hoje ensanguentam o mundo

mx_laprensa. SS

O papa Francisco foi direto ao foco dos conflitos e guerras, ao pedir paz para o mundo em sua primeira mensagem de Páscoa, lida do balcão principal da Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Francisco voltou a mostrar sua preocupação com a violência no Oriente Médio, destaque na meditação da Via Sacra que presidiu na Sexta-feira da Paixão, no Coliseu. O papa lembrou o sofrimento de libaneses, israelenses, palestinos, iraquianos e sírios, que enfrentam a violência sem perspectiva de paz.

O papa pediu orações, em especial, pelo Iraque e “sobretudo para a amada Síria, para a sua população vítima do conflito e para os numerosos refugiados, que esperam ajuda e conforto”. Angustiado, Francisco perguntou: “Quantos sofrimentos deverão ainda atravessar, antes de se encontrar uma solução política para a crise?”

Ao falar da violência no continente africano, o papa mencionou os conflitos no Mali, os atentados na Nigéria, e pediu paz para o leste da República Democrática do Congo e para a República Centro-Africana, “onde muitos se vêem forçados a deixar suas casas e vivem ainda no medo”.

Referindo-se à Ásia, Francisco pediu sobretudo “para que sejam superadas as divergências e amadureça um renovado espírito de reconciliação” entre as Coréias.

Depois, estendeu seus anseios de paz “para o mundo todo ainda tão dividido pela ganância de quem procura lucros fáceis, ferido pelo egoísmo que ameaça a vida humana e a família; um egoísmo que faz continuar

o tráfico de pessoas, a escravatura mais extensa neste século 21″.

Ao anunciar que Cristo ressuscitou, o papa argentino disse que gostaria que essa “grande alegria”, chegasse a cada casa, a cada família e, especialmente, onde há mais sofrimento, como hospitais e prisões. “Ao final da missa, Francisco percorreu a Praça São Pedro no papamóvel, cumprimentando e abençoando a multidão. Beijou várias crianças de colo que os pais lhe apresentaram e abraçou, rosto no rosto, duas crianças aparentemente portadoras de paralisia cerebral.

Entre centenas de bandeiras carregadas pela multidão, sobressaíam as da Argentina, levantadas por peregrinos entusiasmados, e de alguns dos países citados, como o Líbano. Mais de 250 mil pessoas, segundo a Rádio Vaticano, lotaram a Praça São Pedro e as ruas vizinhas.

A cerimônia encerrou-se às 12h10 (7h10 no Brasil) com a bênção Urbi et Orbi (à Cidade de Roma e ao mundo)..