Quando a internet não é um dom de Deus

cego

O processo de censura na internet é ditatorial, portanto irracional, mas as escolhas não são aleatórias.

No momento, no meu computador, no meu celular, não posso ver nenhum filme, nenhum vídeo. Isso significa que existe um monopólio. Válido para todos os portais, sites, blogues etc. Quer dizer é um mando único, estrangeiro, colonial, imperialista.

Se existe controle único para proibir de ver, existe, também, é o mesmo sistema, para impedir a propagação de informações desaprovadas.

Não existe direito à internet. Ela tem dono. É de quem é. Do pensamento único. De um único discurso. De um único olhar. A escuta permanente da mesma ladainha.

Todo mundo é vigiado. Todos os computadores são varridos. Uma varredura que inclui, inclusive, todas as mentes, via os m.c.m.

Rezamos na mesma cartilha. Não existe mais liberdade. Não existe mais diferenças. A ironia é que você é livre para escrever o que quiser, mas ninguém ler. Você escreve para você mesmo. Isso é a internet. Para dar uma aparência de liberdade, certamente que existem os cibernéticos permitidos.  Acontece esse jogo ilusório, mistificante, em todas as ditaduras. O judiciário, o legislativo funcionam dentro de certos limites.

Se possível censurar na China, na Coréia do Norte, no Irão, por que seria diferente no Ocidente?

censura tv internet

crime internet

lacroix.750 internet

financiero.750 Costa Rica internet livre

Aécio pretende impor a mordaça eletrônica criada pelo seu amigo Azeredo

por Geraldo Elísio 

 

Aurora Ramalho minha filha afetiva e Ângela Carrato minha irmã. Beijus.

De que o Aécio Neves e a irmã dele Andrea Neves têm tanto pavor? Quem não deve não teme.

Ah agora eu sei por que um promotor pediu a apreensão do meu net book e outros equipamentos. Um juiz singular autorizou, e um delegado do Depatri com três detetives, delicadamente, “visitaram” minha residência dando cumprimento ao rito judicial.

A PGR, através do doutor Rodrigo Janot, pediu 22 anos de prisão para o ex-governador, senador e deputado federal Eduardo Azeredo, que pediu o boné e saiu pelos fundos. Com isto ficou desmoralizada a tese da falsificação de documentos, pois Janot considerou válidas a Lista de Furnas e o Mensalão Tucano.

correio_braziliense. Azeredo

 

 

Felizmente em sua maioria a Justiça brasileira, mesmo tendo “bandidos de toga” como disse a ex-ministra corregedora do CNJ, Eliana Calmon, não é louca e sabe excluir aqueles que abusam da autoridade e segundo Batocchio ao fazerem isto perdem autoridade da qual se investem, como me disse um dia o ícone dos advogados e advogadas brasileiros e brasileiras, Sobral Pinto, emérito mineiro de Barbacena e que tenho certeza abençoaria Aurora Ramalho.

Aécio queria bloquear buscas na internet de links que relacionam seu nome ao uso de drogas e desvio de dinheiro público. Para que ter medo? Faça como eu que ofereci ao Ministério Público de Minas Gerais a quebra dos meus sigilos fiscal, bancário e telefônico e de quebra ainda abro mão publicamente de eventual prerrogativa de ter quase 72 anos, convicto que sou de que os canalhas também envelhecem e quero andar livre e solto não por ser idoso e sim por nunca ter cometido um crime e ter a minha alma de poeta e artista e o meu currículo de jornalista limpos e sem mácula.

Pretender impor a mordaça eletrônica criada pelo seu amigo Eduardo Azeredo significaria o fim da internet. Que que é isto criança? Esta ação foi o retrato perfeito e acabado de seu despreparo para gerir os destinos da sétima economia do mundo. Em seu currículo tem muito branco, mas não deriva de Rinso o sabão que a publicidade diz lava melhor.

Por que o Novojornal está empastelado, o publicitário/jornalista Marco Aurélio Carone preso e o meu equipamento eletrônico preso?

Criança criança foi o seu próprio avô, doutor Tancredo Neves quem ensinou que “O primeiro compromisso de Minas é com a liberdade.”

 

mensalão tucano azeredo1

 

A quantas anda o jornalismo em Minas

por Cristina Moreno de Castro

Hoje é um daqueles dias pra gente refletir sobre a quantas anda o jornalismo em Minas.

Notícia mais importante desta sexta-feira, 7 de fevereiro: o procurador geral da República, Rodrigo Janot, mineiro, pediu 22 anos de prisão para o ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo (PSDB), pelo chamado mensalão tucano.

Foi a manchete dos três maiores jornais do Brasil:

– Folha de S.Paulo: “Procurador pede prisão de ex-governador tucano”
– O Globo: “Procurador pede 22 anos de prisão para o tucano Azeredo”
– Estadão: “procurador pede ao STF condenação de Eduardo Azeredo”

Entre os três maiores jornais de Minas, apenas O Tempo deu manchete para o principal assunto do dia: “Procurador pede 22 anos de prisão para Azeredo”.

Estado de Minas deu na dobra de baixo da primeira página, uma chamada pequena, sem foto. A matéria interna ocupa apenas meia página, na dobra de baixo da página 2.

Hoje em Dia ignora o assunto, solenemente, em sua primeira página. Ignora. Zero chamadas. Dentro, sai na quinta página de política, numa tripinha sem foto, no canto da página. Escondido, precisa procurar muito pra achar.

Triste Minas.

br_folha_spaulo. azeredo

BRA_OE estadao azeredo

Lei Cássio Cunha Lima de censura à internet transforma a informação em propaganda e mensagem de relações públicas. É antidemocrática e amordaça e encabresta os brasileiros

Abençoada Paraíba! Terra do poeta Augusto dos Anjos e dos maiores romancistas brasileiros: José Lins do Rego, José Américo de Almeida, Ariano Suassuna e Moacir Japiassu.

Não existe Literatura sem Liberdade. Eis que aparece um senador da Paraíba para encabrestar, primeiro os paraibanos, e depois todos os brasileiros.

Não existe Liberdade de expressão quando antigos e novos meios de comunicação são censurados. Quando os jornalistas e internautas são amordaçados.

Que teme o senador Cássio Cunha Lima?

Outro senador tucano, Eduardo Azeredo, pretende que o Brasil desconheça o Mensalão de Minas Gerais, o Mensalão do Metrô de São Paulo, a privataria tucana, a história do helicóptero do pó e outras safadezas mil do PSDB, escondidas pela TV Globo.

 
Cássio

Não há democracia onde falta o direito humano à informação

No dia em que esta edição era concluída, a Suprema Corte da Argentina encerrava mais uma batalha judicial do grupo Clarín contra a Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual, conhecida como Lei de Meios, vigente no país vizinho desde 2009. A Justiça não deu razão ao maior conglomerado de mídia, comparável ao que é a Globo por aqui, e assegurou mais uma vitória ao projeto do governo da presidenta Cristina Kirchner que está revolucionando o setor audiovisual. Quem soube da notícia pelos telejornais na Globo deve ter ficado estarrecido, preocupado com a presença do “demônio da censura e da perseguição à imprensa” tão próximo de nosso território. Mas quem ler o artigo do professor Laurindo Lalo Leal Filho  entenderá que não é bem assim.

E existem tantos acontecimentos que não “são bem assim” na imprensa comercial no Brasil, como na Argentina, na Europa, nos Estados Unidos, que o único jeito de o público formar uma opinião que não seja a dos donos dos jornais, rádios e TVs é a diversidade. Diversidade de veículos, de coberturas, de regionalidades, de cultura, e até de opiniões. Só que em boa parte das democracias que se prezam já existem sistemas que regulam os meios de comunicação de modo a impedir ou dificultar o monopólio da opinião. No Brasil, existe projeto para isso, mas o governo ainda não tirou da gaveta. Quando tirar, aliás, prepare-se: os porta-vozes da Globo e afins vão cuspir veneno em seu monitor.

Enquanto isso não acontece, vamos dando nossa contribuição para que o acesso à informação seja mais democrático e para que o público tenha contato com outras ideias e outros Brasis solenemente ignorados pela imprensa chamada de “grande” por alguns. Ao que parece, estamos indo bem. Como dizem alguns dos colegas em depoimentos à reportagem de capa, ganhar três importantes e concorridos prêmios da comunicação brasileira é uma comprovação da alta qualidade. É uma homenagem a quem consegue transformar a história esquecida em história contada. E nada mais justo do que receber o prêmio que leva o nome do jornalista Vladimir Herzog, símbolo da luta pela liberdade. Porque não existe democracia onde falta informação.

 

 

Quando o STF vai prender os mensaleiros de Minas Gerais?

 

BRA^SP_CDF mensaleiros

A primeira vez sempre dói. Que o Superior Tribunal Federal fazia tempo que não prendia ninguém. Tudo mudou quando o povo começou ir para as ruas em junho último.

O relator do processo do mensalão e presidente do STF, Joaquim Barbosa, afirmou nesta quinta-feira que está um “caco” depois do julgamento da véspera, no qual o tribunal decidiu pela execução imediata das penas de parte dos condenados no processo do mensalão.

“Estou um caco, um caco”, disse o presidente do Supremo ao chegar para abertura de seminário promovido em Brasília pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Mas isso não é desculpa para começar a julgar o adiado Mensalão tucano de Minas Gerais, que inspirou o Mensalão petista, também realizado com os mesmo bancos e agências de publicidade. 

valerioduto-tucano

Clique nos links para mais informações. Informa a Wikipédia: Mensalão tucano, também denominado mensalão mineiro e tucanoduto, é o escândalo de peculato e lavagem de dinheiro que ocorreu na campanha para a eleição de Eduardo Azeredo – um dos fundadores, e presidente do PSDB nacional – ao governo de Minas Gerais em 1998, e que resultou na sua denúncia pelo Procurador Geral da República ao STF, como “um dos principais mentores e principal beneficiário do esquema implantado”

Em denúncia apresentada dia 20 de novembro de 2007 ao Supremo Tribunal Federal, o Procurador Geral da República denunciou que o esquema criminoso, que veio a ser chamado pela imprensa de “mensalão tucano”, foi “a origem e o laboratório” do episódio que ficou conhecido como Mensalão.

“Vários delitos graves foram comprovados, sendo que parte deles integra a presente imputação, enquanto os demais deverão ser apreciados nas instâncias adequadas.”
“Além disso, inúmeras provas residentes nestes autos reforçam o já robusto quadro probatório que amparou a denúncia apresentada no bojo do Inquérito n.o 2245 (Mensalão).”
“A inicial penal em exame limitar-se-á a descrever os delitos que tiveram o comprovado envolvimento do Senador da República Eduardo Azeredo e do Ministro de Estado Walfrido dos Mares Guia, bem como os crimes intimamente a eles vinculados.” 
Marcos Valério começou com o presente de duas agências: dadas pelo vice-governador de Minas e o sobrinho do vice-presidente da República. Cara de sorte
Marcos Valério começou com o presente de duas agências: dadas pelo vice-governador de Minas e o sobrinho do vice-presidente da República. Cara de sorte

 

Antonio Fernando denunciou 15 políticos por peculato e lavagem de dinheiro e afirmou que o esquema montado pelo publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza para injetar dinheiro público na campanha do tucano Eduardo Azeredo foi “o laboratório” do mensalão nacional – cuja denúncia foi aceita pelo STF, em quase sua totalidade, em agosto de 2007. As investigações atingem o secretário do governador mineiro tucano Aécio Neves, pré-candidato do PSDB  à presidência da república em 2010″. Aécio volta a ser candidato em 2014. 

capa_ c 1

 

v 2

mensalao_tucano-2

CartamensalaoPSDB2

CAPA_Livro_Mensal_oFesta

Estado de la libertad de expresión en Argentina es muy bueno

me gusta

 

Por Raúl Kollmann

Seis de cada diez personas están de acuerdo con el fallo de la Corte Suprema que declaró constitucional esa norma, y más de la mitad considera que el Grupo Clarín debe acatar la sentencia y adecuarse a la ley. El 60 por ciento evalúa que el estado de la libertad de expresión en el país es bueno o muy bueno

Clarín, Globo,
Clarín, Globo, Televisa

 

DEMOCRATIZACIÓN DE LOS MEDIOS

Ley de Servicios de Comunicación Audiovisual: todo lo que tenés que saber sobre el fallo de la Corte

La Ley N° 26.522, sancionada por el Congreso Nacional en 2009, dispone la regulación del sistema de medios en todo el país. Si bien ya entró en vigencia, la acción judicial de un grupo multimedia había dejado sin efecto la aplicación de algunos de sus artículos. El reciente fallo de la Corte Suprema de Justicia avala la puesta en marcha de esos artículos. Conocé qué dicen y qué cambios habilitan.
 Criança Esperança
Criança Esperança

Existem dois STFs: o do mensalinho e o do mensalão

 

mensalinho novidades

Deu na Folha de S. Paulo: O caso do chamado mensalão mineiro, que envolve políticos do PSDB, não deverá ser julgado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em 2013. A acusação aponta desvio de recursos públicos e financiamento ilegal na fracassada campanha pela reeleição do então governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998.

As operações contaram com a participação das empresas de Marcos Valério Fernandes de Souza, apontado como o operador do mensalão petista, que ocorreu entre 2003 e 2004, segundo o Ministério Público Federal.

A denúncia do caso mineiro foi apresentada ao STF pela Procuradoria-Geral da República em 2007. O tribunal abriu ação penal em 2009.

azeredo

A causa não está pronta para ir a julgamento porque ainda há etapas processuais a serem concluídas. Atualmente o caso está na fase de depoimento de testemunhas.

Além disso, o relator do processo, o ministro Joaquim Barbosa, não poderá continuar na condução da causa, já que assumiu a presidência do tribunal em novembro.

A tarefa de relator será entregue ao novo ministro do Supremo a ser escolhido pela presidente Dilma Rousseff. Não há prazo para a indicação, que preencherá a vaga aberta após a aposentadoria de Carlos Ayres Britto.

 mensalinho 2

O suicídio da enfermeira e os corruptos vivos

Jacintha Saldanha
Jacintha Saldanha

Não foi o trote que matou a enfermeira indiana. E sim a gozação dos radialistas. “Pensávamos que eles desligariam assim que ouvissem nossos sotaques terríveis”, afirmaram os jornalistas em nota.

Do outro lado da linha estava uma emigrante, marginalizada. Uma retirante humilhada, cujo cadáver retornou ao seu país.

corpo

Escreve João José Forni: “Em Londres, na terça-feira 4 a princesa Kate Middleton, mulher do príncipe William, foi internada no Hospital Rei Eduardo VII, com náuseas, decorrentes da gravidez. Dois radialistas australianos – Mel Greig e Michael Shristian – ligaram para o hospital e fingiram, imitando sotaque britânico, ser a rainha Elizabeth e o príncipe Charles, pedindo notícias de Kate. A ligação foi atendida pela enfermeira Jacintha Saldanha, às 5.30h, porque não havia telefonistas no horário. A seguir, passou a ligação para uma colega que deu as informações.

Qual não foi a surpresa dos radialistas, quando o trote deu certo, e a enfermeira passou a dar notícias de Kate como se fosse para os membros da família real. ‘Pensávamos que eles desligariam assim que ouvissem nossos sotaques terríveis’, afirmaram os jornalistas em nota. A enfermeira informante caiu no trote e forneceu detalhes sobre o estado de saúde da princesa, como se fosse para a família, que acabaram divulgados pela rádio e tiveram repercussão internacional.

‘Este é um caso trágico que não poderia ter sido previsto e nós estamos profundamente entristecidos. Eu acho que trotes telefônicos são uma ferramenta utilizada por rádios há muitas décadas, ao redor do mundo, e ninguém poderia ter previsto o que aconteceu’, disse Rhys Holleran, diretor da rádio”.

Esta foi a primeira vez que um trote terminou em suicídio. Além da vassalagem da imprensa internacional de publicar tolices e mais tolices da casa real, da ética dos trotes, o importante  que se destaque: se fosse uma inglesa o alvo do trote, certamente desfrutaria a suspeita notoriedade. Mas a vítima foi uma indiana. Ressalta-se que não foi ela quem deu as informações. Por que só o nome da Jacintha apareceu? Ela apenas passou o telefone.

“O que levou uma enfermeira experiente, mãe de família, ao suicídio?  Essa é uma pergunta que muitas pessoas devem está procurando a resposta. Todos que já ouviram falar sobre o caso de Jacintha Saldanha, 46 anos, sabem que ela não cometeu nenhum erro que justificasse um fim tão triste.

Lúcia Guimarães entrevistou um especialista que falou sobre o caso. O filósofo Kwame Anthony Appiah disse que  a vergonha e orgulho são emoções centrais da honra. ‘Se podemos, de fato, partir de um reconhecimento de que a enfermeira se suicidou porque sentiu vergonha, é preciso levar em conta o seguinte: o objetivo desses trotes de rádios é desonrar pessoas com sua exposição ao ridículo. Muita gente tem prazer em assistir aos outros perdendo a dignidade, esse é também o motor da reality TV. E isso mostra que carecemos de sensibilidade sobre a importância de respeitar a honra e a dignidade alheia. A enorme relutância em regular o comportamento da mídia é um sinal disso. Eu não defendo, de forma alguma, criminalizar o comportamento dos radialistas. Mas é preciso que haja uma conversa pública sobre o assunto. Se lutamos pela liberdade de expressão, devemos também lutar pela responsabilidade da mídia, que tem enorme poder, para exercer essa liberdade. Afinal, que chance tinha a enfermeira, diante dos poderes que enfrentou?”  argumentou o professor.
 
Appiah disse ainda que: ‘a enfermeira foi envergonhada pelo trote. Ela não fez nada moralmente errado porque estava convencida de que era a rainha do outro lado da linha, e sua obrigação era passar a chamada. Então, sua vergonha teve origem no engano. Ser enganado não é uma ofensa moral. Honra e vergonha são mecanismos usados para reforçar normas sociais. Há duas conexões importantes entre honra e moralidade. Primeiro, desonrar pessoas causa prejuízo moral; e quando a honra corre paralela à moralidade, as pessoas tendem a agir pelo bem comum.”
Concordo que “a vergonha e o orgulho são emoções centrais da honra”.
.
Sofrem os emigrantes, os novos escravos do Século XXI, tantas humilhações – stalking, assédio moral, assédio sexual – que a verberação do trote na Índia matou Jacintha Saldanha.
.
Minha estranheza é que qualquer acontecimento trágico, lamentável, termina em apelo por mais censura. Aconteceu no Brasil com a nudez de Carolina Dieckmann.
Certas operações da PF causaram a Lei das Algemas, a blindagem das bancas de advogados de porta de palácio.
.
Nenhum sem-vergonha vai se suicidar por ter sido preso, algemado, enquanto espera um habeas corpus.
.
Os corruptos são vaidosos de suas riquezas.

Para substituir o azedo da lei Azeredo, a censura na internet ganhou um nome doce

Renata Gaspar interpreta interpreta Carolina Dieckmann, cuja santa nudez virou lei de censura
Renata Gaspar interpreta interpreta Carolina Dieckmann, cuja santa nudez virou lei de censura

A atriz falou sobre a repercussão das suas fotos íntimas na internet que resultou na Lei Carolina Dieckmann.

– “O que aconteceu, independentemente de as fotos vazarem, com a extorsão e roubo a dados pessoais no meu computador, eu não tinha outra opção a não ser ir à polícia. Não sabia o que ia acontecer. Estava dançando conforme a música. Me fizeram uma extorsão. O que é que se faz nesse caso? Ir à polícia. Aí, no dia em que vazaram as fotos, o que tinha que fazer?  Contratar advogado. E vamos fazer tudo dentro da lei. Para mim era muito simples nesse sentido. Eu queria, principalmente, saber quem fez e como fez. Porque pra mim esse era todo problema da situação. Como alguém entra nos seus dados, e descobre coisas que estão ‘presas’ dentro do seu computador, e rouba aqueles arquivos todos? Alguém entrou na minha casa e roubou coisas minhas. Pra mim era essa a sensação, de invasão, e eu tinha que reclamar”.

Quem é esse alguém que colocou as fotos de Carolina Dieckmann na internet? Fotos de Carolina nua de antes do “roubo” existem várias. Idem leis punitivas contra o internauta. Inclusive a Lei Azeredo.

O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), ex-ministro das Comunicações, criticou as propostas. “Não há necessidade de novas tipificações. Nenhum crime praticado na internet deixa de ser punido por falta de lei. Com essas leis você cria mais do mesmo e um embaraço para a consolidação das leis”, disse.

O presidente da Associação Brasileira de Internet (Abranet), Eduardo Neger, tem a mesma opinião de Teixeira. Ele afirma que as leis não trarão mudanças significativas, pois todas as condutas ilícitas observadas no ambiente virtual têm sido punidas com o atual código. Eduardo Neger disse ainda estar decepcionado com o Legislativo. “O Brasil avançou na tipificação dos crimes, mas não avançou na votação do marco civil da internet. Estamos criminalizando antes de garantir os direitos e os deveres dos usuários. Para nós, houve uma inversão na ordem de prioridades”, reclamou.

Precisamos de lei que impeça a varredura da polícia, o apagão de blogues, de imeios, a censura fácil, o assédio judicial etc. O acesso a internet e a liberdade de expressão são direitos humanos.
A Lei Azeredo visa impedir a divulgação, a investigação e a punição do Mensalinho mineiro tucano, que presenteou duas agências  de publicidade para Marcos Valério que, via estas duas empresas, criou o Mensalão petista.
indignados lei azeredo e outra sopas azedas

Costa Rica. Reflexiones sobre la violencia

Pueblo contra "Ley Mordaza"
Pueblo contra “Ley Mordaza”

 

Una historia conocida.Una marcha modesta y pacífica de centenares de usuarios de la CCSS, opuestos a los recortes que están sufriendo los servicios médicos a lo largo del país y que son particularmente crudos en las zonas de Occidente y Guanacaste, fue duramente reprimida en tres ocasiones por las fuerzas policiales. La policía cargó contra la manifestación al filo del medio día, a las 4:30 pm y finalmente a las 6:00 pm.

En la última incursión policial la cantidad de efectivos que se utilizaron bien podría superar el centenar, en la represión de la tarde ocurrió la agresión ampliamente televisada contra los diputados Muñoz, Monge y Villalta, durante la mañana fue evidente la cacería policial contra activistas de la izquierda política. “Agarren a los de camisetas rojas” fue el grito de uno de los responsables de la represión, activistas del PRT, del Frente Amplio y del Partido de los Trabajadores fueron los objetivos privilegiados de las injustificadas detenciones, asimismo reconocidos dirigentes sindicales y estudiantiles de la zona de Occidente, una de las cunas de esta movilización.

El saldo de la represión es cerca de 40 detenidos, decenas de heridos entre ellos adultos mayores y niños, tres diputados golpeados, por lo menos 3 hospitalizados. Ningún cargo es posible contra los detenidos, porque ningún delito se cometió. El Ministro y vice ministro de Seguridad Mario Zamora y Celso Gamboa, responsabilizan a los manifestantes y a los diputados por la agresión policial, los primeros por interrumpir el tránsito, los segundos por dañar bienes públicos y por interceder por la libertad de aquellos que fueron injustamente detenidos.

La represión se extiende a muchos campos.

Con la misma violencia ilegal, matonismo y chapucería fue realizado el desalojo de las familias campesinas de Medio Queso, en el Norte del país, señala in sitiu Héctor Monestel: Los campesinos de Medio Queso no se ha rendido en su lucha por la tierra y siguen manteniéndose en “la orilla de calle”. Ayer les arrasaron con maquinaria pesada todos sus cultivos y humildes viviendas, esto bajo la protección y represión no sólo de los contingentes de la Fuerza Pública sino también de los paramilitares privados armados hasta con AK. La Fuerza Pública arremetió con palos, gases lacrimógenos y balas. Hubo heridos, detenidos, deportados e incluso una joven madre embarazada perdió a su hijo (aborto por efecto de los gases) en el Hospital de Ciudad Quesada adonde había sido trasladada de emergencia.”

Tenemos además la llamada ley “mordaza”, una ley que busca limitar la libertad de prensa y de denuncia política, así: “será reprimido con prisión de 4 a 8 años al que procure u obtenga indebidamente informaciones secretas políticas o de los cuerpos de policía nacionales o de seguridad concernientes a los medios de defensa o a las relaciones exteriores de la nación o afecte la lucha contra el narcotráfico o el crimen organizado”, estas penas se aumentan hasta 10 años de cárcel cuando “la conducta se realice mediante manipulación informática, programas informáticos maliciosos o por el uso de tecnologías de información y de comunicación”. Leer más