A carta de Pêro Vaz de Caminha e os relatórios da Fifa

Carta de Pêro Vaz de Caminha
Carta de Pêro Vaz de Caminha

O Brasil programou gastar 2 bilhões em segurança na Copa do Mundo. Nos cinco séculos de presença branca e colonial, inimagináveis mudanças no comportamento e costumes dos habitantes da Ilha de Vera Cruz.

Escreveu Pêro Vaz de Caminha:

E o Capitão-mor mandou em terra no batel a Nicolau Coelho para ver aquele rio. E tanto que ele começou de ir para lá, acudiram pela praia homens, quando aos dois, quando aos três, de maneira que, ao chegar o batel à boca do rio, já ali havia dezoito ou vinte homens.

Eram pardos, todos nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Nas mãos traziam arcos com suas setas. Vinham todos rijos sobre o batel; e Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem os arcos. E eles os pousaram. (…)

A feição deles é serem pardos, maneira de avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem-feitos. Andam nus, sem nenhuma cobertura. Nem estimam de cobrir ou de mostrar suas vergonhas; e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. (…)

O Capitão, quando eles vieram, estava sentado em uma cadeira, bem vestido, com um colar de ouro mui grande ao pescoço, e aos pés uma alcatifa por estrado. Sancho de Tovar, Simão de Miranda, Nicolau Coelho, Aires Correia, e nós outros que aqui na nau com ele vamos, sentados no chão, pela alcatifa. Acenderam-se tochas. Entraram. Mas não fizeram sinal de cortesia, nem de falar ao Capitão nem a ninguém. Porém um deles pôs olho no colar do Capitão, e começou de acenar com a mão para a terra e depois para o colar, como que nos dizendo que ali havia ouro. Também olhou para um castiçal de prata e assim mesmo acenava para a terra e novamente para o castiçal como se lá também houvesse prata.

Mostraram-lhes um papagaio pardo que o Capitão traz consigo; tomaram-no logo na mão e acenaram para a terra, como quem diz que os havia ali. Mostraram-lhes um carneiro: não fizeram caso. Mostraram-lhes uma galinha, quase tiveram medo dela: não lhe queriam pôr a mão; e depois a tomaram como que espantados.

Deram-lhes ali de comer: pão e peixe cozido, confeitos, fartéis, mel e figos passados. Não quiseram comer quase nada daquilo; e, se alguma coisa provaram, logo a lançaram fora.

Trouxeram-lhes vinho numa taça; mal lhe puseram a boca; não gostaram nada, nem quiseram mais. Trouxeram-lhes a água em uma albarrada. Não beberam. Mal a tomaram na boca, que lavaram, e logo a lançaram fora. (…)

Ali andavam entre eles três ou quatro moças, bem moças e bem gentis, com cabelos muito pretos, compridos pelas espáduas, e suas vergonhas tão altas, tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que, de as muito bem olharmos, não tínhamos nenhuma vergonha.

Ali por então não houve mais fala ou entendimento com eles, por a barbaria deles ser tamanha, que se não entendia nem ouvia ninguém. (…)

E uma daquelas moças era toda tingida, de baixo a cima daquela tintura; e certo era tão bem-feita e tão redonda, e sua vergonha (que ela não tinha) tão graciosa, que a muitas mulheres da nossa terra, vendo-lhe tais feições, fizera vergonha, por não terem a sua como ela. (…)

Os outros dois, que o Capitão teve nas naus, a que deu o que já disse, nunca mais aqui apareceram – do que tiro ser gente bestial, de pouco saber e por isso tão esquiva. Porém e com tudo isso andam muito bem curados e muito limpos. E naquilo me parece ainda mais que são como aves ou alimárias monteses, às quais faz o ar melhor pena e melhor cabelo que às mansas, porque os corpos seus são tão limpos, tão gordos e tão formosos, que não pode mais ser.

Isto me faz presumir que não têm casas nem moradas a que se acolham, e o ar, a que se criam, os faz tais. Nem nós ainda até agora vimos nenhuma casa ou maneira delas. (…)

E o Capitão mandou aquele degredado Afonso Ribeiro e a outros dois degredados, que fossem lá andar entre eles; e assim a Diogo Dias, por ser homem ledo, com que eles folgavam. Aos degredados mandou que ficassem lá esta noite.

Foram-se lá todos, e andaram entre eles. E, segundo eles diziam, foram bem uma légua e meia a uma povoação, em que haveria nove ou dez casas, as quais eram tão compridas, cada uma, como esta nau capitânia. Eram de madeira, e das ilhargas de tábuas, e cobertas de palha, de razoada altura; todas duma só peça, sem nenhum repartimento, tinham dentro muitos esteios; e, de esteio a esteio, uma rede atada pelos cabos, alta, em que dormiam. Debaixo, para se aquentarem, faziam seus fogos. E tinha cada casa duas portas pequenas, uma num cabo, e outra no outro.

Diziam que em cada casa se recolhiam trinta ou quarenta pessoas, e que assim os achavam; e que lhes davam de comer daquela vianda, que eles tinham, a saber, muito inhame e outras sementes, que na terra há e eles comem. Mas, quando se fez tarde fizeram-nos logo tornar a todos e não quiseram que lá ficasse nenhum. (…)

Parece-me gente de tal inocência que, se homem os entendesse e eles a nós, seriam logo cristãos, porque eles, segundo parece, não têm, nem entendem em nenhuma crença.

E portanto, se os degredados, que aqui hão de ficar aprenderem bem a sua fala e os entenderem, não duvido que eles, segundo a santa intenção de Vossa Alteza, se hão de fazer cristãos e crer em nossa santa fé, à qual praza a Nosso Senhor que os traga, porque, certo, esta gente é boa e de boa simplicidade. E imprimir-se-á ligeiramente neles qualquer cunho, que lhes quiserem dar. E pois Nosso Senhor, que lhes deu bons corpos e bons rostos, como a bons homens, por aqui nos trouxe, creio que não foi sem causa. (…)

Eles não lavram, nem criam. Não há aqui boi, nem vaca, nem cabra, nem ovelha, nem galinha, nem qualquer outra alimária, que costumada seja ao viver dos homens. Nem comem senão desse inhame, que aqui há muito, e dessa semente e frutos, que a terra e as árvores de si lançam. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios, que o não somos nós tanto, com quanto trigo e legumes comemos.

Neste dia, enquanto ali andaram, dançaram e bailaram sempre com os nossos, ao som dum tamboril dos nossos, em maneira que são muito mais nossos amigos que nós seus. (…)

Águas são muitas; infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem. (…)

O soldado da Copa
O soldado da Copa

Pêro exaltou a mansidão do índio.

Qual a visão de um cartola da Fifa do brasileiro hoje, para exigir um gasto de 2 bilhões em segurança?

O índio era mais sadio que o brasileiro atualmente, porque comia bem. Alimentos não mais vistos na mesa do trabalhador, e proibidos nas luxuosas praças de alimentação das arenas da Copa.

¿12 de Octubre Fiesta Nacional?

Cuarto Poder
 imigração 1492
Una ley no puede escribir la historia, ni crearla, ni enmendarla, menos que todo, interpretarla o corregirla. La historia es compleja y nos muestra caminos diversos, hechos ciertos o inventados, casi siempre subjetivos, interpretados según las fuentes y las entendederas de quién la investiga o de la ideología política que ostente el poder de turno, casi siempre, con el mal ánimo de tergiversarla.Por la Ley 18/1987, «se declara Fiesta Nacional de España, a todos los efectos, el día 12 de octubre». ¡Qué barbaridad! Tal día ha sido conocido como Día Nacional de España, Fiesta de la Hispanidad, de la Raza. de la Madre Patria, del Descubrimiento, de Colón, del Pilar y ahora 12-O.Franco, por decreto, en 1958, decía: «Dada la enorme trascendencia que el 12 de Octubre significa para España y todos los pueblos de América Hispana, será fiesta nacional, bajo el nombre de Día de la Hispanidad», por lo que el despropósito actual es aun mayor, junto con el hecho de que la Fiesta Nacional, siga presidida por un desfile, que muestra el poderío del Ejército, que no del pueblo.Frente a las denominaciones españolas, las del «Día de la resistencia indígena» en Nicaragua o Venezuela o «Día del respeto a la diversidad cultural» en Argentina. O «Día de las Américas», celebrado el 14 de abril, por ciudades, pueblos y comunidades, en todas las repúblicas americanas, como símbolo de su soberanía y de su unión voluntaria en una comunidad continental. Amor y odio, desarrollo y opresión y una memoria histórica, en la que persiste el sufrimiento y exclusión vivido por sus ancestros, cimentadas en la actualidad en la discriminación racial y en la servidumbre.

La conmemoración de una fiesta nacional, debe recordar momentos de la historia colectiva, que forman parte del patrimonio histórico, cultural y social común, asumido como tal por historiadores y aceptado por la ciudadanía. Si es complicado configurar el pasado de una nación, mucho más lo es cuando la nación no está claro que lo sea, sino un entramado de nacionalidades y regiones que configuran un Estado. Juan Linz, fallecido recientemente, decía en 1973: «España es hoy un Estado para todos los españoles, una nación-Estado para una parte de ellos, y sólo un Estado, pero nación, para algunas minorías importantes». Difícil conciliación, cuando todavía existe memoria histórica, no tanto de aquel 12 de octubre de 1492 y lo que significó, sino de la historia española, interpretada y escrita por los vencedores, sus días y sus banderas.

Durante el debate constituyente, el concepto «nación» fue ampliamente debatido. Alianza Popular mostró una oposición frontal al términonacionalidades. Las minorías nacionalistas, eran partidarias de suprimir el vocablo nación, por entender que España no es una nación, sino un Estado formado por un conjunto de naciones. El PNV, se limitó a declarar que «la Constitución se fundamenta en la unión, la solidaridad y el derecho a la autonomía de las nacionalidades que integran España». Y la Minoría Catalana, reconociendo la unidad nacional, proponía que «la Constitución se fundamenta en la unidad de España, la solidaridad entre sus pueblos y el derecho a la autonomía de las nacionalidades que la integran».

La posición de los «padres de la Constitución» fue sesuda, amplia, diversa y al final consensuada. Herrero y Rodríguez de Miñón entendía que el término nacionalidades se refería a «hechos diferenciales con conciencia de su propia, infungible e irreductible personalidad»; Roca Junyet, a «nación sin Estado, con personalidad cultural, histórica y política propia… dentro de la realidad plurinacional de España,… como Nación de Naciones». Peces-Barba proponía que «la existencia de diversas naciones o nacionalidades no excluye, sino todo lo contrario, hace mucho más real y más posible la existencia de esa Nación, como conjunto y absorción de todas las demás y que se llama España». Y Solé Tura lo definía como «un estado de conciencia colectivo que se fundamenta no sólo en la historia, en el pasado común, en la lengua, en la cultura o en la realidad económica sino también en una forma determinada de concebir su propia realidad frente a las otras».

Lo cierto es que la fecha elegida —12 de octubre—, según la ley, «simboliza la efemérides histórica en la que España, a punto de concluir un proceso de construcción del Estado a partir de nuestra pluralidad cultural y política, y la integración de los Reinos de España en una misma Monarquía, inicia un período de proyección lingüística y cultural más allá de los límites europeos». No es prudente valorar la historia, con razonamientos actuales, pero lo cierto es que el castellano viejo se expandió por América, y una cultura, basada en la religión católica represiva, única y verdadera, hace presa de los nativos. Mucho hay que objetar sobre que todos los reinos de España estuvieran integrados en una misma Monarquía; no se había dado el tiempo.

Muchos pensamos que no puede celebrarse lo que fue una conquista, que exterminó a millones de personas, que estableció una jerarquía racial y significó un enorme saqueo de recursos naturales, de expolio de tierras y de su cultura, cuyas consecuencias todavía se deja notar en los países americanos del Sur, Centro-América y el Caribe. La celebración «españolista» del 12 de octubre, tiene una historia franquista, con lo fue el «Día de la raza», que presenta la «hispanidad» como algo natural, unificador y patriótico, manipulando la historia a su acomodo. No fue tampoco un encuentro entre dos culturas, sino un atropello histórico de dimensiones hoy día calculables.

La ley del Día Nacional en su exposición de motivos dice que «ha de procurarse que el hecho histórico que se celebre represente uno de los momentos más relevantes para la convivencia política, el acervo cultural y la afirmación misma de la identidad estatal y la singularidad nacional de ese pueblo». Quién expuso tales motivos, se acordó del «Descubrimiento de América» —que fue una conquista— y olvidó, conscientemente, la ratificación de la Constitución de 1978, que sí era un hecho histórico significativo. Salíamos de una dictadura, que había durado cuarenta años, y retornábamos a la senda de la democracia, la libertad y los derechos. La Constitución representaba el nuevo modelo de convivencia; por lo que el 6 de diciembre tenía que haber sido declarado Día de la Fiesta Nacional. Hoy no se bien cuál debe ser el día.

En fechas señaladas como éstas, de fiesta nacional oficial, que fuerza hechos históricos significativos, son muy dados los actos patriotas, y el enarbolar banderas, que al grito de ¡España! violentan conciencias, patrimonios y humanidades. En momentos así, es oportuno recordar al emperador romano dirigiéndose a los patricios: «Roma no son las columnas ni las estatuas, son los romanos». Pues algo así digo yo hoy: España son las personas que conviven en su territorio, sus derechos, sus libertades, su bienestar.

 

Hace 521 años nos derrotaron, pero jamás nos vencieron

 

 

índio descobertos

 

Era un viernes cuando transcurría el 12 de octubre de 1492. Los tainos (pueblo indígena de las Antillas) disfrutaban apacibles del transcurrir cotidiano de sus vidas en la isla de Guanahani (actual Bahamas). Allí llegaron unos barbudos desconocidos provenientes del mar. Acogimos con honores a nuestros huéspedes sin conocer sus intenciones. Pronto nos dimos cuenta que eran bárbaros cristianos embelesados por el metal. Pero ya era demasiado tarde. Nuestra desgracia había comenzado.

Los tainos, al igual que todos sus vecinos, fueron cazados y llevados como esclavos a La Española (actual Haití y República Dominicana) y a Cuba. Las tainas, al igual que sus vecinas, fueron violadas y obligadas a parir bastardos (antes de ser aniquiladas) porque los barbudos venían sin mujeres y sin hijos. Aquel pueblo fue diezmado por completo. Igual suerte corrieron centenares de pueblos aborígenes en esta nuestra Abya Yala.

Abya Yala estaba más allá del horizonte cultural y mental de la Europa de aquel entonces. Pero, lamentablemente en ese momento Europa transitaba de una economía feudal hacia una economía mercantil que buscaba respaldarse en el metal precioso, el oro. Ellos no tenía el oro, y el tradicional comercio que mantenían con el mundo oriental había sido bloqueado por el avance de los árabes hacia el norte. Por eso se lanzaron al mar desconocido en sentido contrario, creyendo que el planeta era redondo, buscando una ruta alterna para sus negocios con Oriente. Así fue como aparecieron en Abya Yala creyendo que era India. Y Cristóbal Colón murió con esa firme creencia.

Era tan luminosa la riqueza y la dignidad en nuestros abuelos y abuelas, que los heraldos europeos descubrieron en sí mismos su miseria y decadencia moral. Inventaron y ensayaron varios argumentos, incluso teológicos, para negar nuestra condición humana, y así apoderarse de nuestra riqueza y de nuestros cuerpos. Pero, ninguno de esos argumentos era racionalmente sostenible. Y, ante su limitación mental, y presos de su avaricia, nos hicieron una guerra sanguinaria jamás vista en la historia de la Madre Tierra.

Así nació la resistencia sin cuarteles más larga y fecunda que la humanidad jamás conoció. Diezmaron a decenas de millones de nuestros abuelos, pero jamás pudieron robarnos la dignidad, ni desaparecernos como pueblos. Nos bautizaron a la fuerza, pero no pudieron matar nuestras espiritualidades, ni a nuestras divinidades. Se llevaron consigo cientos de miles de Kg. de oro y millones de plata de nuestras tierras, pero viven en el empobrecimiento material financiero, igual o peor que antes. Nos educaron en la ilusión de la superioridad de la “civilización” occidental, pero las civilizaciones milenarias se revitalizan ante la decadencia de la unigénita civilización.

En estos últimos tiempos, el fenómeno Sur, más allá de las limitaciones políticas coyunturales actuales, es producto de este proceso de la resistencia fecunda y creativa de cientos de años. Mayas, lencas, cunas, chibchas, quechuas, aymaras, guaraníes, mapuches, y muchos otros pueblos dignos dinamizamos procesos de insubordinación contra hegemónica porque creemos en la vida y en la dignidad.

Somos pueblos diferentes, con dinámicas diferentes, pero compartimos las mismas derrotas e historias inconclusas de resistencia. Nos unen los mismos sueños de convivir en la Casa Grande, como hijos e hijas de la Pachamama sin fronteras. Sin que nadie se sienta superior, ni inferior. Libres de la perversión de la avaricia y del deseo de acumulación. Este luminoso sueño compartido es lo que celebramos este sábado, 12 de octubre, con un corazón agradecido y reverente para con nuestros ancestros/as.

Un 12 de octubre. El día en que el dios blanco violó a la Pachamama

Robert García
Robert García

por Carlos de Urabá

Ese día el Dios blanco todopoderoso con su espada de acero desgarró el vientre de la Pachamama, la madre tierra en permanente juventud.

Con la bendición del Dios Blanco que se alimenta de oro, plata y piedras preciosas comenzó la conquista, destrucción y muerte del nuevo mundo. El cautiverio de los aborígenes confinados a las reservas indias; las mitas, los resguardos, las encomiendas donde debían producir el ciento por ciento para gloria del imperio español y del Dios blanco todopoderoso. Gracias a la inmensa misericordia de los clérigos y frailes los bárbaros herejes recibieron el sacramento del bautismo y fueron salvos de las llamas del infierno. Los gentiles a la fuerza aprendieron el nuevo credo de los cristianos: trabaja, produce, recoge, levanta, arrastra, muévete, sírveme, persígnate en nombre del Dios Blanco y el emperador de España.

Los colonizadores “abrieron el camino a la civilización justiciera” borrando para siempre su historia, su lengua, sus nombres, sus vestidos, sus comidas, sus dioses, los sueños, la magia. La indescriptible belleza de ese mundo sobrenatural quedó reducida a cenizas en las hogueras inquisitoriales. Nadie podía contradecir los designios del Dios blanco todopoderoso y a sangre y fuego se consumó el genocidio.

Se instituyó una sociedad de castas donde la raza blanca ocupó el lugar privilegiado a la diestra del Dios blanco todopoderoso. De ahí para abajo se situaron los estratos más despreciables: los mestizos, indios, cholos (cuyo origen es el cruce de un perro chandoso con uno fino) mulatos, zambos, los negros bozales o salvajes, congos, mandingas, carabalíes, lucumíes, balantas, y todos los cruces habidos y por haber: tercerón, cuarterón ochavón, púchela o pardo, coyote, jíbaro, lobo, chino, tente en el aire, saltatrás, o sea, la escoria humana emparentada con las bestias de carga.

Los indígenas o lacayos del rey de España y el Dios blanco se vieron obligados a respetar la jerarquía y postrarse de rodillas ante su merced, vuecencia, mi amo, mi señor, únicos representantes del poder político y religioso.

El español o chapetón o gachupín, el amo o el gamonal, el obispo, el fraile ejercieron el concubinato polígamo, el derecho a pernada, el amancebamiento y la barraganía. Los machos hambrientos de placer tenían que desfogar sus instintos básicos. El producto de esta unión ilegítima con las razas inferiores es el llamado bastardo. El bastardo es un ser indeseable que nunca contó con el afecto paterno y que tuvo que consolarse en el regazo de las mancilladas madres (“la llorona”). Hijos de la bastarda América procreados sin amor, bastardos no reconocidos fruto del pecado, el rapto y el secuestro.

El resultado de este mestizaje es un hibrido de características esquizoides víctima de un terrible trauma afectivo. Son hijos huérfanos y abandonados de sangre impura lo que les provoca un terrible complejo de inferioridad y una baja autoestima. Una huella indeleble que perdura en el inconsciente colectivo de nuestro pueblo.

De ahí que el mestizo, el zambo, el indio, el negro y todas sus combinaciones manifieste un incontenible deseo por blanquearse (¿humanizarse?), travestirse; cambiándose los nombres y los apellidos, ávidos por imitar el canon de la belleza blanca, el mito de la belleza blanca y aclararse la piel con pomadas milagrosas, alisarse el pelo, teñírselo de rubio- si son negras- colocarse lentillas azules, renegar de su origen porque no son dignos de entrar en el paraíso (blanco).

¿Cómo borrar ese maldito estigma que llevan marcado en su piel a fierro candente? El blanqueamiento de la sociedad es el supremo ideal pues adquiriendo una nueva identidad podrían ser redimidos del retraso y la ignorancia.

Ese desprecio por nuestras raíces ancestrales proviene de un conflicto racial que subyace en los genes, en el ADN, en los cromosomas y espermatozoides y que también se traduce en el rencor, la rebeldía y la lucha de clases. La Pachamama ha sido violentamente poseída por el diablo blanco, los colonizadores blancos, el Dios blanco, la virgen blanquísima y el Jesucristo también blanco y de ojos azules.

En la época de la colonia los derechos que le correspondían a cada persona estaban ligados a la clasificación racial étnica. A los españoles o europeos blancos, católicos y apostólicos gachupines o chapetones se les otorgaba el derecho exclusivo a la educación, los cargos administrativos, la milicia, el sacerdocio, mientras a las razas inferiores que carecían del rancio abolengo ocupaban los oficios más rastreros y despreciables.

Se estructuró un régimen de apartheid donde una minoría blanca tutelaba a los indios, a los negros, a los mestizos y todos sus derivados pues se les consideraban menores de edad, seres inferiores sin uso de razón e incapaces de gobernarse a si mismos.

En el imperio español la limpieza de sangre era un mecanismo de discriminación legal. Los individuos que iban a ocupar cargos públicos tenían que certificar ante la Real Audiencia que no estaban manchados ni con una sola gota de sangre india, negra, gitana, mora o judía. Se examinaban fondo sus antecedentes, su árbol genealógico (por tres generaciones) sus apellidos, su procedencia, sus padres, sus ancestros. Sólo se admitían blancos químicamente puros, es decir, de sangre azul, cristianos viejos, nobles, aristócratas e hidalgos de pedigrí y apellidos rimbombantes que se jactaban de haber mantenido impoluta la honra y el honor de la familia.

Si existía alguna duda al respecto el Tribunal de la Santa Inquisición era el encargado de emitir la sentencia definitiva. En el caso de encontrase algún rastro de impureza en el individuo este tendría que cargar el sanbenito “para que siempre halla memoria de la infamia de los herejes y su descendencia”. Los indios, los negros, mulatos, zambos o cholos conversos aunque hubieran jurado fidelidad al rey de España y demostraran su infinito amor por el Dios blanco siempre fueron vistos como sospechosos de prácticas heréticas o paganas.

Durante la colonia y también tras la independencia, se desarrollaron oficialmente planes de limpieza étnica y exterminio de las razas inferiores pues eran consideradas un obstáculo para el progreso y el buen gobierno. Tanto es así que las nuevas constituciones republicanas consideraban un ciudadano libre a todo aquel que sabía leer y escribir y no ejercía labores manuales propias de indios, negros, mulatos o zambos. Nuestros mitos fundacionales se estructuraron sobre bases racistas con una clara tendencia a la eugenesia.

“El Dios blanco le otorgó al blanco la autoridad y la sabiduría, la civilización es blanca como el purísimo manto de la virgen María, la racionalidad y la bondad son blancas mientras que los indios, mestizos, negros y zambos y sus derivados representan la maldad y la barbarie. “Razas degeneradas y holgazanas propensas al vicio y la borrachera que necesitaban ser domadas a punta de latigazos”

El blanqueamiento genético y cultural sólo ha servido para perpetuar las desigualdades en una sociedad ya de por si injusta y excluyente. Los criterios raciales blancos son los que prevalecen por encima de la diversidad y el mestizaje. Estas taras se han reproducido con mayor énfasis en este siglo XX donde los medios de comunicación alienantes trasmiten esa imagen subliminal del blanqueamiento como fórmula del éxito.

Nuestra identidad se ha construido en base al racismo condenado a las grandes mayorías a ser extranjeros en su propia tierra, hijos ilegítimos de la bastarda América empobrecidos y subdesarrollados.

Argentina, o simbolismo da troca da estátua de Colombo

A troca da estátua de Colombo por uma “guerrilheira” vem sendo notícia internacional. Explicitamente para bater em Cristina Kirchner.
A imprensa conservadora esconde os reais motivos dos dois lados.
Primeiro quem é esta “guerrilheira”?
Juana Azurduy
Juana Azurduy

Juana Azurduy de Padilla (La Plata – hoy Sucredepartamento de Chuquisaca -, 12 de julho de 1780 – id. 25 de maio de 1862) fue una patriota del Alto Perú, hoy Bolivia, que acompañó a su esposo Manuel Ascencio Padilla nas lutas pela independência do Virreinato del Río de la Plata contra o Reino de España.

Com a  morte de seu esposo assumiu o  comando das guerrilhas que fundaram a denominada Republiqueta de La Laguna, conquistando a patente de capitão, pelo que é honrada sua memória na Argentina e Bolívia.

 En 1825, o libertador general Simón Bolívar deu-lhe, pessoalmente, a promoção de coronel.  Bolívar comentou para o marechal Antonio José de Sucre: «Este país não deveria chamar-se Bolivia em minha homenagem, senão Padilla ou Azurduy, porque são eles os que o fizeram livre».
Livre do julgo espanhol que começou com a conquista das Américas por Colombo.
Monumento_a_Colón,_Buenos_Aires
la_gaceta. Argentina Colombo
Escreve Ariel Palacios, correspondente de O Estado de S. Paulo em Buenos Aires:

O genovês Cristóvão Colombo nunca colocou seus pés no atual território argentino. No entanto, sua centenária estátua, em uma praça atrás da Casa Rosada, na vista que a presidente Cristina Kirchner tem desde seu escritório para o elitista bairro de Puerto Madero e o Rio da Prata, tornou-se alvo de controvérsia entre o governo federal, a prefeitura e a comunidade italiana.

Na sexta-feira, o governo Kirchner começou a remover o monumento de 623 toneladas de mármore de Carrara. Cristina considera o navegante um “genocida” dos indígenas das Américas. Imediatamente, o prefeito Mauricio Macri enviou funcionários para impedir a retirada, argumentando que a praça e a estátua são da cidade de Buenos Aires.

Cristina quer trocar a estátua do navegador que chegou à América em 1492 por uma da boliviana Juana Azurduy, mulher que esteve com as tropas argentinas na luta da independência. Azurduy, que nasceu e morreu em Sucre, na Bolívia, é uma das heroínas da presidente, que a cita com frequência em discursos. Sua estátua será financiada com US$ 1 milhão doado pelo presidente boliviano, Evo Morales.

“Cristina quer retirar a estátua por teimosia”, critica o secretário de Espaço Público portenho, Diego Santilli, que acusa o governo de se apropriar em 2007 da Praça Colón (Colombo, em espanhol), onde está a estátua do navegante. Naquele ano a prefeitura permitiu que o governo construísse uma grade ao redor da praça, por segurança noturna. Mas o governo transformou a praça em um jardim dos fundos da Casa Rosada, sob a janela do escritório de Cristina. “Ela acha que todas as coisas são dela!”, reclama Santilli.

A estátua de Colombo foi doada à Argentina pela comunidade italiana em 1910, em agradecimento pela acolhida aos imigrantes. Na época, o país celebrava o centenário do início do processo de independência. “Não entendemos porque o governo Kirchner não nos consultou sobre a transferência”, lamentou um representante da comunidade italiana em Buenos Aires. A prefeitura, governada por Macri, rival político de Cristina, ameaça denunciar a presidente Cristina por “roubo”. “Se deixarmos isso ocorrer, na próxima nos levam o Obelisco”, disse ontem o chefe de gabinete da prefeitura, Horacio Rodríguez Larreta, referindo-se ao principal monumento da cidade.

Miguel Palacín: “Cinco anos atrás não havia movimento indígena no Peru, agora somos atores”

Miguel Palacín foi um dos fundadores da Confederação Nacional de Comunidades Afetadas pelas Mineradoras (CONACAMI), e hoje é o coordenador da Confederação Andina de Organizações Indígenas (CAOI). Leia a entrevista, ele historia o movimento indígena no Peru. Por Emma Gascó y Martín Cúneo.

Na Bolívia, antes do primeiro presidente indígena das Américas do Sul, do Norte e Central, Evo Morales, havia um apartheid social mais nojento e cruel que o do negro na África do Sul. Um apartheid que mantinha o mesmo modelo de escravidão do século XVI. Uma situação de exclusão social que permanece no Chile, na Colômbia, no Paraguai, no México e em todos os países da América Central. Coisa de branco, de crioulos quintas-colunas, de uma elite racista. Coisa do colonialismo, hojemente chamado de Globalização. Que nomeio de globalização unilateral.