OPERAÇÃO CONDOR

por Talis Andrade

 

 

Herzog torturado. Desconheço a autoria deste excelente quadro que ilustra o cartaz do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog

1

Em uma ceia demoníaca
os generais do Cone Sul
aprovaram a Operação Con
dor cujas asas agourentas
selam a noite com chumbo

O conúbio dos generais
arranca do calor dos lares
artistas e intelectuais
para os interrogatórios imbecis
de cegos vampiros
as cabeças lavadas
nas apostilas da CIA
os cérebros curetados
pelas palavras-ônibus
dos pastores eletrônicos

2

Em sombrios porões
os massagistas atestam
os instrumentos de suplício
os massagistas adestram
os toques de fogo
arrancando unhas e gritos
espicaçando as últimas palavras
os nomes e codinomes
de um exército de fantasmas
um exército apenas existente
nas doentias mentes dos agentes

3

Em refrigerados gabinetes
os técnicos em interrogatórios
e informações estratégicas
trabalham noite e dia
na burocracia cívica
de selecionar os copiosos
relatórios dos espias
decifrar os depoimentos
tomados sob tortura
depoimentos escarnificados
na escuridão dos cárceres
depoimentos cantados
no limiar do medo
confissões soluçadas
nas convulsões da morte

Nunca mais Operação Con-dor. Passou da hora de aprisionar em uma gaiola de ferro as aves agourentas

correio_braziliense. condor

Sergei Tunin
Sergei Tunin

A articulação política e militar das ditaduras na América Latina, chamada de Operação Condor, foi criada pelo regime brasileiro.

O presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, em 2012, Jair Krischke contou que já ouviu muito sobre a responsabilidade dos Estados Unidos na operação, mas que não é possível aceitar que se isente o Brasil. “Quem criou a operação foi a ditadura brasileira; afirmo mesmo sem poder comprovar com documentos. Quando ocorreu o golpe no Chile, em 1973, o embaixador brasileiro no país disse: ‘Ganhamos’. Mais de cinco mil brasileiros estavam exilados lá. Logo depois do golpe, mais de 100 foram presos”, disse.

Já para o presidente da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, Marco Antônio Barbosa, o Brasil foi um dos protagonistas da operação. “Em 1974, houve uma reunião de oficiais em Buenos Aires para um acordo sobre os mecanismos repressivos que seriam usados. A operação foi adotada como política de Estado”.

RUMO À OPERAÇÃO CONDOR – DITADURA, TORTURA E OUTROS CRIMES

torturador ultra brilhante

Neusah Cerveira escreveu artigo que analisa os casos Cerveira/Rita Pereda como uma estréia bem sucedida ou o embrião que gestou a Operação Condor. Ele sustenta que a Operação Condor partiu dos órgãos de repressão brasileiros e posteriormente foi aperfeiçoada pelo governo dos EUA, até desaparecer temporariamente nas selvas da Nicarágua, no final da experiência sandinista. O artigo traz também uma entrevista concedida pelo coronel Brilhante Ustra, onde ele reconhece que houve tortura e desaparecimento dos corpos de militantes durante a ditadura brasileira. O texto objetiva também por um ponto final na “Lenda da Boa Ditadura”, demonstrando que no Brasil ela foi tão ou mais violenta quanto em qualquer outro país e o pior, devido à falta de punição desses crimes hediondos, deixou uma herança de práticas policiais de tortura que persiste até o dia de hoje.

Pra frente Brasil. Bom que o Correio Brazilense lembre a necessidade de abater o Condor. 

 

Ronaldo
Ronaldo

Turismo em centro de tortura

Huelga general en el sur de Europa el 14 de noviembre

O Brasil nunca realizou uma greve geral. Nunca jamais! Já imaginou uma greve geral no Cone Sul? Impossível. Até que a direita aprovaria no Mercosul. Para derrubar Cristina, Chávez, Dilma, e que arrastasse, na onda golpista, Evo Morales e Rafael Correa. Seria uma festa do PIG e da FTP – Família, Tradição e Propriedade. Igreja rezaria unida.

La decisión de los sindicatos en Grecia, Italia, Portugal, el Estado español, el sur de Chipre y Malta de llamar a una huelga general de un día como parte de un día de acción a nivel europeo contra la austeridad no tiene precedentes. Ofrece una magnífica oportunidad para unir la resistencia de las masas a los recortes y ataques a los derechos de los trabajadores y trabajadoras que se han venido desarrollando en toda Europa en los últimos dos años. También refleja la presión de los sindicalistas de base a sus dirigentes para que resistan.

Desde los años 30 no se había visto una crisis de tal magnitud. Los viciosos programas de austeridad impuestos por la troika han devastado millones de vidas. Los servicios públicos están a punto de colapsar en Grecia, mientras en el Estado español y Portugal van por el mismo camino.

Más que nunca hay una necesidad de generalizar la resistencia. Las protestas aisladas son claramente insuficientes, dada la gravedad de este asalto a la clase trabajadora. Las huelgas generales de un día pueden proporcionar un excelente foco para la movilización, más aún cuando se extienden a través de las fronteras y unen a todos los trabajadores en una lucha común.
Pero la huelga el 14N no puede ser un fin en sí mismo. Debe servir como un trampolín para la acción futura: huelgas sectoriales, ocupaciones, bloqueos y otras formas de protesta militante. También debe ser un paso hacia una movilización europea aún mayor.

La resistencia a la austeridad también debe ir acompañada de una respuesta política más general, la participación de colectivos como el movimiento Occupy y otras campañas de base. La ausencia de una política alternativa de izquierdas viable abrirá aún más las puertas a los nazis. Amanecer Dorado en Grecia es el ejemplo más claro de cómo los fascistas pueden construir una salida a la crisis. Pero no es el único, y la extrema derecha está ganando apoyos en estados como Francia, Hungría o el Estado español.

Necesitamos con urgencia un amplio movimiento socio-político en torno a demandas tales como el cese del pago de la deuda, impuestos a los ricos, no a los recortes, aumentar el salario mínimo, jubilación a los 60 años y la nacionalización de los bancos bajo control obrero y democrático. Esto se debe combinar con la oposición al racismo y al fascismo y por el cambio democrático. El movimiento Occupy vinculó la oposición a la austeridad con los llamamientos por el fin de los privilegios parlamentarios y con cambios que van al corazón del fraude de la democracia burguesa.

Justiça comandou a chacina e o presidente do Paraguai pode ser golpeado hoje. Que sirva de lição para Dilma Rousseff

Jornal golpista faz a campanha da derrubada de Ludo
Jornal golpista faz a campanha da derrubada de Ludo

O direitista Riquelme pediu para a justiça o despejo de camponeses de seu latifúndio – o grilado Morombí. Um juiz qualquer concedeu. Convocou tropas federais. O presidente Fernando Lugo acedeu. Era uma fria, uma armação.

O desalojamento dos sem terra terminou em uma chacina.

Neste momento o Congresso está votando o impeachment de Lugo. Riquelme, que tem o monopólio dos mercados e supermercados, mandou o  comércio fechar as portas. As escolas particulares idem. A imprensa espalha informações sobre terrorismo de esquerda. Está tudo orquestrado. Para a tomada do poder pelos filhotes do ditador Stroessner, de quem Riquelme foi senador.

É uma tapa na desmoralizada Rio + 20.  Outra na Unasul.

Informa o G1 da Globo:

“A pressão política sobre Lugo cresceu nas últimas horas com a aprovação pela Câmara dos Deputados de um processo de impeachment sob o argumento de responsabilidade no confronto entre policiais e camponeses que deixou 17 mortos na última sexta-feira”.

 Estado de São Paulo:

“Não vou renunciar”, disse Lugo em coletiva de imprensa transmitida pela televisão nesta quinta-feira. Na manhã de hoje, a Câmara dos Deputados aprovou, por 73 votos a um, o impeachment do presidente. A proposta seguirá agora para o Senado, controlado pela oposição.

“Nossas conquistas, particularmente na esfera social, geraram reações dos setores insensíveis e egoístas que sempre viveram com privilégios e nunca quiseram compartilhar os benefícios da prosperidade com o povo”, declarou Lugo.

A justificativa para o impeachment foi a desastrada ação das forças de segurança na remoção de sem-terra de uma fazenda privada, no fértil nordeste do país, na sexta-feira. Pelo menos seis policiais e 11 sem-terra foram mortos nos confrontos em Curuguaty, 250 quilômetros a nordeste da capital, Assunción.

Confrontos violentos pela posse de terras são comuns no Paraguai, onde a maior parte das terras produtivas estão nas mãos de uma pequena parte de população. O país é um dos mais pobres do continente.

A economia paraguaia é predominantemente agrícola. O país é o quarto maior exportador de soja do mundo e foi o oitavo maior exportador de carne bovina no ano passado, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Lugo, ex-bispo católico, chegou à presidência em 2008 com a promessa de fazer uma reforma agrária. Mas a iniciativa foi barrada no Congresso, dominado pela oposição.

Camponês baleado na chacina armada por Riquelme
Camponês baleado na chacina armada por Riquelme

A imprensa do Paraguai dá destaque a notícias alarmistas.


Emergencias Médicas: Código rojo

El hospital de Emergencias Médicas activó el código rojo en las instalaciones en preparación para cualquier eventualidad, informó el director de la institución, Enrique Bellasai.

Fachada de Emergencias Médicas. / Archivo, ABC Color.

El director explicó que realizaron la liberación de camas y habilitación de un número mayor de camillas. También suspendieron las cirugías programadas y solicitaron un refuerzo policial para custodiar las instituciones.

El personal de la salud se mantiene alerta para cualquier convocatoria por alguna eventualidad.

Este jueves, legisladores decidieron iniciar un juicio político en contra del presidente de la República Fernando Lugo, a raíz de un enfrentamiento sangriento entre policías y campesinos en Curuguaty que resultaron en 17 muertes.

Grupos a favor y en contra del Gobierno se manifiestan en la tarde de este jueves frente al Congreso Nacional.

El director explicó que realizaron la liberación de camas y habilitación de un número mayor de camillas. También suspendieron las cirugías programadas y solicitaron un refuerzo policial para custodiar las instituciones.

El personal de la salud se mantiene alerta para cualquier convocatoria por alguna eventualidad.

Este jueves, legisladores decidieron iniciar un juicio político en contra del presidente de la República Fernando Lugo, a raíz de un enfrentamiento sangriento entre policías y campesinos en Curuguaty que resultaron en 17 muertes.

Grupos a favor y en contra del Gobierno se manifiestan en la tarde de este jueves frente al Congreso Nacional.

Tractorazo se mantiene

Por Marti Bogado, corresponsal ABC Color

La Coordinadora Agrícola del Paraguay mantiene aún la medida de fuerza conocida como “tractorazo” cuyo inicio está previsto para este lunes 25 de junio. Mientras tanto, tres camiones repletos de “carperos” se dirigen a Asunción.

El “tractorazo” se hará el próximo lunes 25 de junio, tal como estaba previsto. / ABC Color.

SAN CRISTÓBAL. “Fernando Lugo está cosechando lo que sembró y debería renunciar por el bien del país. El es el único responsable de todo el circo que terminó en la violencia”, sostienen productores que suspendieron una reunión en este distrito a raíz del anuncio del juicio político a Lugo. “El tractorazo se mantiene para el próximo lunes”, anunciaron los gremialistas

Una reunión de la Coordinadora Agrícola del Paraguay que debía realizarse en Relocue, de la colonia Leopoldo Perrier de este distrito, se suspendió esta mañana. Héctor Cristaldo, volvió rápidamente a Asunción ante el anuncio del juicio político al presidente Lugo.

Hermes Aquino de la Coordinadora Agrícola del Paraguay manifestó que Lugo cosechó lo que sembró. “Lamentablemente ocurrió todo lo que yo venía diciendo a la gente. Desembocó en una violencia terrible”, afirmó.

Señaló que los “carperos” hicieron un esfuerzo terrible para que los productores reaccionaran con violencia pero que no lo hicieron gracias a un trabajo en equipo. “Hoy podemos dormir tranquilos porque no tenemos ningún muerto en la mochila, Lugo en cambio carga con 17 en la suya”, aseguró.

Sostuvo que por el bien del país debería renunciar ya que por ética no lo hará al desconocer el significado de esa palabra. Lo calificó de obispo pervertido.

Sobre el “tractorazo”, dijo que la orientación que tiene de la directiva es que se mantiene y se iniciará el lunes. Los productores de esta zona del Alto Paraná se unirán con los de Caaguazú en el km. 80 de la ruta VII en el límite entre ambos departamentos.

En tanto que Alex Lughessi, de Santa Rosa del Monday, sostuvo que si tiene una pizca de vergüenza en la cara, Lugo debería renunciar. Lo responsabilizó de promover toda la violencia que ocurrió ya que siempre estuvo en contra del sector productivo.

Sin embargo, señaló que es necesario un cambio para que mejoren las cosas, ya que las personas de su entorno tampoco apoya al sector productivo.

España. La voz dormida (trailer)

O nazismo se parece com o facismo, que se parece com o salazarismo, que se parece com o franquismo, que se parece com as ditaduras do Cone Sul.

Vendo este filme é conhecer toda e qualquer tirania. Seja da direita. Seja da esquerda.

E nunca existiu imperialismo democrático.

Incomoda reconhecer que a igreja da Santa Inquisição da Espanha de Torquemada continuou a mesma na ditadura de Francisco Franco.

Sou católico. Sei que Jesus, na sua passagem pela terra, nunca matou nem mandou matar. Na hora de sua prisão, ordenou para São Pedro guardar a espada.

Jesus ensinava que existem apenas dois mandamentos que são um só: amar a Deus e amar o próximo.

La voz dormida.  Veja o trailer do filme

Esvreve Fábio Nazaré:

O ritual de expiação cinematográfico referente a períodos de ditadura militar no século XX está bem presente na filmografia de vários países de formação latina, como Argentina, Brasil ou Espanha. Nestes países, especialmente na terra do tango e na Península Ibérica, caudilhismos de extrema-direita atuaram com truculência, estupidez, e contribuíram não só para o atraso sócio-econômico, mas também para deixar feridas até hoje não cicatrizadas naquelas sociedades.

Não é à toa que cineastas de engajamento procurem vez ou outra trazer o tema à tona, de forma que estes períodos históricos não sejam esquecidos, mas também para lançar luz sobre questões não resolvidas referentes ao desparecimento de militantes contrários ao governo, assassinatos e à prática de tortura praticada por militares. É neste contexto que o diretor espanhol Benito Zambrano apresenta seu mais recente filme – La Voz Dormida (Espanha/2011), drama que funciona como uma lupa sobre a destruição que a ditadura franquista (1939 – 1976) infringiu sobre famílias espanholas.

Pepita (Maria Leon), bela garota da na região da Andalucia, vai a Madrid logo após o final da Guerra Civil, de forma a estar próxima de sua irmã Hortencia (Inma Cuesta), que está grávida e presa sob a acusação de participar da guerrilha armada. Nesse ínterim, Pepita, ao mesmo tempo em que luta para conseguir algum tipo de ajuda que evite a execução de sua irmã, passa a se envolver perigosamente com membros da luta armada anti-Franco.

Brasil tem 27 crimes contra jornalistas

por Priscila Fonseca

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) divulgou nessa segunda-feira, 22, em sua reunião de semestral, que no Brasil houve 27 crimes contra jornalistas no decorrer dos últimos seis meses. Agressões, ameaças, vandalismo e até assassinatos estão na lista do País. O documento da entidade foi apresentado no encontro realizado em Cádiz, na Espanha.

 

rocaro

Jornalista Paulo Rocaro foi assassinado em 2012.

No Brasil, dos cinco assassinatos de jornalistas ocorridos nos últimos seis meses, três estão relacionados ao exercício da profissão. E de acordo com a SIP, esses dados não batem com a informação divulgada pelo Itamaraty, do qual alega que a maioria dos casos de crimes contra  jornalistas não tem ligação com a atividade. A entidade demonstrou preocupação com a reação do governo contra esse tipo de crime.

O documento da instituição citou diversos crimes conta os veículos de comunicação e profissionais da mídia que ocorreram no País, entre eles as censuras judiciais, que foi divulgada pelo representante do Brasil na SIP, Paulo de Tarso Nogueira, consultor do jornal O Estado de São Paulo. O jornalista ressaltou pontos da justiça do país com relação à impunidade e a censura.

“É crescente a ampliação do poder discricionário dos magistrados, especialmente os de primeiro grau, no julgamento de ações de antecipação de tutela, reparação de dano moral e do exercício do direito de resposta”, disse Nogueira, de acordo com as informações publicadas pela Agência Estado nessa segunda-feira.

A reação do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivan Sartori, a uma série reportagens sobre os altos salários de magistrado, ocasião em que ameaçou jornalistas, foi mencionada pela entidade internacional. A Sociedade Interamericana também lembrou da declaração do presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região em favor do que é considerado, pela instituição, censura contra a imprensa.

(Fonte: Comunique-se)

 

Nota do editor: É lamentável a reação do governo de Dilma Rousseff. O Itamaraty pó de arroz mente. Fazer diplomacia com cadáveres de jornalistas fica para os regimes ditatoriais. Puro humor negro. Uma maneira de contribuir com a impunidade e incentivar novos atentados à liberdade de expressão. Um jornalista morto comprova o império da censura. E a morte da democracia. O Itamaraty continua o mesmo. O mesmo Itamaraty dos tempos do golpe de 64, quando seus diplomatas atuaram no Cone Sul de Pinochet, Videla e outros tiranos.