Propaganda dos golpista apresenta Putin e “aliados comunistas”

putin e dilma

Este meme faz parte da campanha golpista da direita, que pretende derrubar Dilma por ser supostamente comunista. A prova é ser amiga de Vladimir Putin, atual presidente da Rússia.

Tal propaganda enganosa mostra o analfabetismo político dos fanáticos.

Informa Wikipédia:

“Sob a administração de Putin, a economia teve ganhos reais em uma média de 7% ao ano (2000: 10%, 2001: 5.1%, 2002: 4.7%, 2003: 7.3%, 2004: 7.2%, 2005: 6.4%, 2006: 8.2%, 2007: 8.5%)[71] , fazendo da Rússia a 7ª maior economia mundial em poder de compra. O PIB nominal russo aumentou em seis vezes, subindo do 22º ao 10º maior do mundo. Em 2007, o PIB russo ultrapassou o da Rússia Soviética em 1990, provando que a economia foi capaz de superar os efeitos devastadores da recessão dos anos 1990, seguinda da trágica moratória de 1998.

Durante os oito anos de Putin na presidência, a indústria cresceu em 76%, os investimentos aumentaram em 125% e a produção agrícola também aumentou. Lucros reais mais do que dobraram, e o salário mínimo mensal médio aumentou em sete vezes, de $80 (por volta de R$163) para $640 (por volta de R$1300)[73]. De 2000 a 2006, o volume do crédito para consumo aumento em 45 vezes, e o número de cidadãos pertencentes à classe média cresceu de 8 milhões para 55 milhões. O número de pessoas vivendo à baixo da linha da pobreza diminui de 30% em 2000 para 14% em 2008“.

Em 2001, Putin, que patrocinou políticas econômicas liberais, introduziu uma taxa única de imposto sobre a renda de 13%,[75] e a taxa corporativa também foi reduzida de 35% para 24%.[76] Pequenos negócios também receberam um melhor tratamento. O antigo sistema de altas taxas de impostos foi substituído por um novo sistema em que as companhias podem escolher entre uma taxa de 6% na receita bruta ou uma taxa de 15% nos lucros. A carga geral de impostos é menor na Rússia que na maioria dos países europeus, favorecendo com isso o capitalismo”.

Putin é o quarto presidente da Rússia. Favor não confundir com a União Soviética extinta em 1991. 

Putin e outros “comunistas”

Juan, rei da Espanha
Juan, rei da Espanha
Elizibateh !!, rainha do Reino Unido, e Governadora Suprema da Igreja da Inglaterra
Elizibateh !!, rainha do Reino Unido, e Governadora Suprema da Igreja da Inglaterra
Obama
Obama
Angela Merker, chanceler da Alemanha
Angela Merker, chanceler da Alemanha
Papa Francisco
Papa Francisco

O que incomoda os imperialistas e colonialistas banqueiros do FMI, é que o Brasil faz parte do BRICS. B de Brasil. R de Rússia. I de Índia. C de China. S de África do Sul.

Jornais brasileiros não destacam visita do Papa a Cuba. Até “Francisco é comunista”

A imprensa brasileira pregou o golpe de 64. Desde que Lula e Dilma foram eleitos presidentes, a imprensa, vendida ao imperialismo e ao colonialismo, passou a pedir o retorno da ditadura militar. Que enriqueceu as famílias Marinho (Globo), Mesquita (Estado de S. Paulo), Frias (Folha de S. Paulo), Civita (Editora Abril, Revista Veja), Sirotsky (Zero Hora, Grupo RBS) e outros zangue azul e direitistas com contas numeradas nos paraísos fiscais.

Para a imprensa sectária, radical, elitista, o Papa Francisco é comunista, porque defende os sem terra, os sem teto, os sem nada, os bolsas-família, os emigrantes, os trabalhadores que ganham o salário mínimo do mínimo, o salário do medo e da fome.

Porto Alegre, hoje
Porto Alegre, hoje
Nova Iorque, hoje
Nova Iorque, hoje
Rio de Janeiro, hoje
Rio de Janeiro, hoje
Flórida, hoje
Flórida, hoje

O empregadinho dos Civita, Rodrigo Constantino escreveu:

O papa Francisco é comunista? Ou: Triste o mundo que já teve Reagan e João Paulo II ter que se contentar com Francisco!

Adán Iglesias Toledo
Adán Iglesias Toledo

Aqueles que nutriam o benefício da dúvida, porém, acordaram com ressaca após o novo discurso do papa, o mais politizado e… comunista de todos. Papa Francisco assumiu de vez o tom anticapitalista, chamando o capitalismo de “ditadura sutil” e clamando por uma mudança de “estruturas”:

“Reconhecemos que este sistema impôs a lógica dos lucros a qualquer custo, sem pensar na exclusão social ou na destruição da natureza?”, perguntou o papa a algumas centenas de representantes de movimentos sociais de vários países, entre os quais o MST, sem-teto, indígenas e quilombolas brasileiros,durante o 2º Encontro Mundial de Movimentos Populares, em Santa Cruz de la Sierra (Bolívia).

“Se é assim, insisto, digamos sem medo: queremos uma mudança, uma mudança real, uma mudança de estruturas. Este sistema já não se aguenta, os camponeses, trabalhadores, as comunidades e os povos tampouco o aguentam. E tampouco o aguenta a Terra, a irmã Mãe Terra, como dizia são Francisco”, completou o papa no encontro, realizado no auditório da Expocruz.

Ora, ora, e pensar que ontem mesmo escrevi sobre os palpiteiros aqui! Não pretendo ensinar o papa a rezar a missa em latim, mas ele agora quer nos ensinar sobre capitalismo? Deveria ficar quieto no seu canto, falando de temas religiosos com sua “infalibilidade papal” ex cathedra, e não se meter a pregar sobre o que não entende. Então o capitalismo é inimigo da natureza e dos pobres? Por isso os países socialistas poluem tão mais e possuem tanta pobreza a mais? Menos, papa Francisco, muito menos…

A verdade é que há, na Igreja Católica, uma ambiguidade constante em relação ao capitalismo, ao lucro, ao livre mercado. Encontra-se bases de defesa desse sistema nas escrituras sagradas e nas encíclicas papais, mas também é possível encontrar seu oposto. Papa Francisco, um jesuíta, mostra-se tão esquerdista quanto o papa Paulo VI, antecessor de João Paulo II, que escreveu, na Encíclica Populorum Progressio, uma verdadeira defesa do socialismo.

Em uma das passagens, o papa diz que é lamentável que o sistema da sociedade tenha sido construído considerando o lucro como um motivo chave para o progresso econômico, a competição como a lei suprema da economia, e a propriedade privada dos meios de produção como um direito absoluto que não tem limites e não corresponde à “obrigação social”. Em outras palavras, o papa lamentou que o capitalismo de livre mercado predominasse em relação ao socialismo. Os interesses coletivos, sabe-se lá quem os define, estariam acima do direito de propriedade privada, o que torna indivíduos sacrificáveis pelo “bem comum”.

O papa ignora que, no livre mercado, o lucro é fruto do bom atendimento da demanda dos consumidores, ou seja, é o indicador de que os indivíduos, por meio de trocas voluntárias, estão satisfeitos. Todos sabem o que aconteceu nos países que tentaram abolir o lucro, a competição e o direito de propriedade privada. O resultado foi a miséria, a escravidão e o terror. São conseqüências inexoráveis do socialismo colocado em prática.

Em outro trecho, o papa afirma que Deus pretendia que a terra e tudo que ela contém fosse para o uso de todo ser humano. “Logo”, ele continua, “enquanto todos os homens seguirem a justiça e a caridade, os bens criados deveriam abundar para eles numa base razoável”. E ainda conclui que “todos os outros direitos, incluindo aqueles da propriedade e do livre comércio, devem estar subordinados a este princípio”. O papa, entretanto, não define o conceito de “razoável”, que é totalmente arbitrário. Ou seja, enquanto todos não tiverem acesso aos bens produzidos de uma forma “razoável”, podemos invadir, pilhar e roubar.

A declaração é inequívoca: “O bem comum exige por vezes a expropriação, se certos domínios formam obstáculos à prosperidade coletiva”. Fora isso, devemos questionar: bens produzidos por quem? O minério de ferro encontra-se na natureza, mas dele até um automóvel existe um processo complexo que foi descoberto e realizado por indivíduos. Um fogão, uma geladeira, um avião, uma casa, nada disso cai do céu, nada disso nasce em árvores. Tudo é fruto do uso de mentes criativas e do esforço de indivíduos. Se todos terão direito a esses bens produzidos, significa que alguém terá o dever de produzi-los. Logo, podemos escravizar indivíduos, em nome da máxima socialista aqui implícita: “de cada um pela capacidade, a cada um pela necessidade”.

Como podemos ver, o viés socialista não é novidade no papismo. É lamentável, porém, verificarmos que justo numa época de avanço do socialismo, especialmente na América Latina católica, a Igreja tenha um papa simpático a tal agenda vermelha. E nos Estados Unidos temos uma liderança fraca, covarde, pusilânime, e também vermelha. Se nos tempos da Guerra Fria os Estados Unidos nos deram um Reagan e a Igreja um João Paulo II, hoje temos um Obama e um papa Francisco, o que é de arrepiar qualquer amante da liberdade.
“Reagan, Thatcher e João Paulo II foram o trio que destruiu o comunismo soviético e o seu Império do Mal”, escreveu o historiador Paul Johnson. E agora temos de nos contentar com Obama e Francisco, a dupla cuja maior “conquista” foi recolocar a ditadura comunista cubana em evidência e obter vantagens para os irmãos assassinos Fidel e Raúl Castro!

    Ramses Morales Izquierdo
Ramses Morales Izquierdo

Assim desanima…

“Você, que tem fama de esquerdista”: o estranho caso da jornalista sueca na GloboNews

por Kiko Nogueira

Lotten Collin
Lotten Collin

A jornalista Lotten Collin está há dois anos no Rio de Janeiro. Trabalha como correspondente da rádio pública da Suécia.

Após as manifestações de 15 de março, Lotten foi convidada a participar de um programa da GloboNews com dois colegas estrangeiros. Eles dariam suas impressões sobre o evento.

Ali se deu um fato inusitado. A certa altura, a apresentadora Leila Sterenberg embutiu uma observação no início de uma questão para Lotten: “Você, que tem fama de esquerdista…”.

Pega no contrapé, Lotten passou batido e contou o que viu no domingo, especialmente seu choque com as pessoas que pediam intervenção militar e a quantidade de brancos.

Findo o programa, porém, um produtor ainda a saudaria, cheio de confiança: “Olha a nossa comunista”.

Parte dessa conversa está no site da Globo News (com um banner dos Correios, aliás). A íntegra com a provocação — chamemos assim — é só para assinantes.

Lotten relatou essa experiência em seu boletim, intitulado “Uma comunista na TV brasileira”. Nele, apontou a onipresença, em seu cotidiano carioca, das opiniões de Merval Pereira, Carlos Alberto Sardenberg e Miriam Leitão.

Eu conversei com ela sobre a sutil enquadrada e seu choque cultural:

Eu achei muito ruim. Ela me falou, do nada, que eu tinha fama de esquerdista. Não acho certo me dar essa marca. Os outros dois convidados não tiveram esse tratamento. ‘Vocês, que são conhecidos por ser de direita…’

Por que eu?

Fiquei tão surpresa que nem pensei em responder na hora. Aquilo foi colocado junto com a pergunta sobre a manifestação. Depois da gravação, um produtor ainda me falou: “E aqui temos nossa comunista…”.

Recebi muitas mensagens sobre o episódio. A maioria me dando apoio, mas muitos afirmando que eu deveria ir embora. Houve quem no Facebook afirmasse que eu fui cortada quando ela chamou os comerciais. Isso, na minha opinião, não aconteceu.

Eu sou jornalista, não sou partidária, não sou pró-PT. Por que me caracterizar assim?

Não entendi muito as felicitações pela minha coragem. Eu estava tentando apenas fazer o meu trabalho.

No meu texto para a rádio, contei do poder da Globo: ‘Quando acordo pela manhã no Brasil, eu quero ouvir e ver fatos e perspectivas que possam retratar a diversidade do país. Só que, aqui, aparecem sempre as mesmas pessoas. É muito estranho que isso ocorra num país com 200 milhões de habitantes’. E por aí vai.

E pensar que eu fiquei lisonjeada de aparecer na Globo.

Nos anos 70, tornou-se folclórica a maneira como Roberto Marinho teria se referido a alguns de seus funcionários que incomodavam o regime. “Dos meus comunistas, cuido eu”, disse ele a um ministro, segundo a historiografia oficial. Essa passagem aparece em geral para realçar a “hombridade” do doutor Roberto.

A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa.

O pessoal de Aécio contra Obama

Obama e Raul Castro

bo_tiempos.Cuba

Presidente dos EUA diz ao Congresso que há motivos suficientes para tirar Cuba da lista de patrocinadores do terrorismo. O Governo cubano saudou a decisão do Presidente Barack Obama de retirar o país da lista de patrocinadores do terrorismo, considerando-a “justa”, embora sublinhando que a sua inclusão foi um erro desde o início.

“Tal como o Governo cubano reiterou em várias ocasiões, Cuba rejeita e condena todos os actos terroristas em todas as suas formas e manifestações, bem como qualquer acção que tenha como objectivo incentivar, apoiar, financiar ou dar cobertura a actos terroristas”, disse a responsável pelas relações com os EUA no Ministério dos Negócios Estrangeiros cubano, Josefina Vidal Ferreiro.

“O Governo de Cuba reconhece a justa decisão tomada pelo Presidente dos Estados Unidos de eliminar Cuba de uma lista em que nunca devia ter sido incluída, já que o nosso país foi vítima de centenas de actos terroristas, que custaram a vida a 3478 pessoas e incapacitaram 2099 cidadãos cubanos”, disse ainda Vidal Ferreiro.

Na terça-feira, o Presidente norte-americano, Barack Obama, transmitiu ao Congresso a sua intenção de retirar Cuba da lista de quatro países que os EUA acusam de colaborarem com organizações terroristas ou indivíduos que tenham cometido actos terroristas – para além de Cuba, fazem parte dessa lista o Irão, a Síria e o Sudão.

Desde que foi criada, em 1979, a lista já teve oito países, mas a Síria é o único que se mantém desde o início. O antigo Iémen do Sul saiu aquando da unificação com o Iémen do Norte, em 1990; o Iraque e a Líbia foram retirados em meados da década passada; e a Coreia do Norte deixou de fazer parte da lista negra a partir de 2008.

Na carta enviada ao Congresso, Barack Obama argumenta que “o Governo de Cuba não prestou qualquer apoio ao terrorismo internacional nos últimos seis meses” (uma condição que tem de ser cumprida para que a Administração norte-americana – o poder executivo – possa justificar a sua decisão perante o Congresso – o poder legislativo). Para além disso, Cuba “apresentou garantias de que não irá apoiar actos de terrorismo internacional no futuro”.

As duas câmaras do Congresso (a Câmara dos Representantes e o Senado, ambas com maioria do Partido Republicano) têm agora 45 dias para se opor à intenção da Casa Branca, mas é pouco provável que seja esse o caminho escolhido – seria praticamente impossível que viessem a obter uma maioria de dois terços nas duas câmaras para contrariar o garantido veto do Presidente Obama.

Ainda assim, algumas das mais importantes figuras do Partido Republicano criticaram a decisão da Casa Branca, com destaque para os senadores Marco Rubio e Ted Cruz, dois candidatos à nomeação para as eleições presidenciais de 2016, e ambos com raízes cubanas.

“O facto de esta Casa Branca já não estar a chamar o terrorismo pelo seu verdadeiro nome envia uma mensagem arrepiante aos nossos inimigos”, disse Rubio, senador da Florida. O seu colega de partido e adversário nas primárias, Ted Cruz, disse que Cuba “deve provar a sua determinação em mudar o seu comportamento antes que os Estados Unidos aprovem qualquer medida com vista à sua retirada da lista de patrocinadores do terrorismo”.

Apesar das críticas, a manutenção de Cuba na lista era há muito vista apenas como uma questão política – mais do que as declarações públicas de repúdio feitas pelas autoridades cubanas após os atentados em Paris, em Janeiro, o próprio Departamento de Estado norte-americano já começara a preparar a medida agora anunciada há pelo menos dois anos. No seu relatório de 2013 (o último disponível), os EUA pintaram um quadro ambivalente em relação a Cuba, dizendo que “as suas ligações à ETA tornaram-se cada vez mais distantes”, e salientando a mediação do país entre o Governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

A única ressalva negativa foi a acusação de que o Governo cubano “continua a dar refúgio a fugitivos procurados nos Estados Unidos”, numa referência à norte-americana Joanne Chesimard, que faz parte da lista dos terroristas mais procurados pelo FBI.

Conhecida como Assata Shakur, a norte-americana nascida em Nova Iorque e antiga militante do Black Liberation Army foi condenada a prisão perpétua em 1977 pelo homicídio de um polícia em Nova Jérsia, mas fugiu da cadeia dois anos mais tarde. Shakur entrou em Cuba em 1984 e as autoridades norte-americanas acreditam que ainda esteja a viver no país. Jornal O Público/ Portugal

Os reaças das passeatas golpistas

No Brasil, insuflados pelos partidos da direita – PMDB, PSDB, DEM – os eleitores de Aécio pedem a cabeça de Fídel Castro e Dilma Rousseff. Repetem os mesmos slogans golpistas da campanha contra Jango, em 1964: A ameaça terrorista de Cuba, como pretexto para tramar uma ditadura que durou 21 anos de terror estatal, com prisões arbitrárias, tortura e chacinas de presos políticos.

Nas passeatas do terceiro turno de Aécio Neves, animadas com trios elétricos, uma feira de vaidades e preconceitos. A farsa de velhos truques. Inclusive pedidos de intervenção de exército estrangeiro. Coisa de traidores da Pátria.

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El primer acto de Tsipras como primer ministro

El primer acto de Tsipras como primer ministro ha sido visitar el monumento en recuerdo de los 200 comunistas griegos fusilados por los nazis el 1 de mayo de 1944 en Kaisariani.

Tsipras

El líder de Syriza quiere que Alemania pague por los crímenes de guerra nazis

Alexis Tsipras, que ha realizado una simbólica visita al monumento de las víctimas de la matanza de Kaisariani en su primer acto como primer ministro, pide que Alemania pague por los crímenes de guerra nazis.

En su primer acto oficial como primer ministro griego, el líder de Syriza Alexis Tsipras ha visitado el monumento a las víctimas de la matanza de Kaisariani en Atenas, erigido en el lugar donde en 1944 los soldados nazis ejecutaron a 200 activistas políticos helenos en represalia por la muerte de un general alemán en un ataque de la guerrilla.

Durante más de un año, Syriza ha hecho campaña para instar abiertamente a Alemania a que pague por los crímenes nazis cometidos en Grecia durante la Segunda Guerra Mundial. “Vamos a exigir una reducción de la deuda y el dinero que Alemania nos debe de la Segunda Guerra Mundial, incluyendo las reparaciones”, afirmó hace unos meses Tsipras, informa ‘The Washington Post’.

Un estudio de 2013 realizado por el anterior Gobierno griego estima que Alemania debe a Grecia 200.000 millones de dólares por los daños ocasionados durante la ocupación nazi, el coste de la reconstrucción de las infraestructuras así como los préstamos que las autoridades germanas de la época obligaron a pagar a Grecia entre 1942 y 1944. Otro estudio eleva la cifra a los 677.000 millones de dólares.

“Desde un punto de vista moral, Alemania debe pagar estas indemnizaciones y el ‘préstamo de guerra’ que obtuvieron durante su ocupación”, afirma Gabriele Zimmer, eurodiputada alemana del partido Die Linke.

Livro relata envolvimento de FHC com a CIA

quem-pagou-conta

 

 

Está esgotado nas duas maiores livrarias do Rio o livro da escritora Frances Stonor Saunders Quem pagou a conta? A CIA na Guerra Fria da cultura, no qual o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é acusado, frontalmente, de receber dinheiro da agência norte-americana de espionagem, para ajudar os EUA a “venderem melhor sua cultura aos povos nativos da América do Sul”.

O exemplar, cujo preço varia de R$ 72 a R$ 75,00, leva entre 35 e 60 dias para chegar ao leitor, mesmo assim, de acordo com a disponibilidade no estoque. O interesse sobre a obra da escritora e ex-editora de Artes da revista britânica The New Statesman, no Brasil, pode ser avaliado ao longo dos cinco anos de seu lançamento.

Quem pagou a conta?, segundo os editores, recebeu “uma ampla cobertura pela mídia quando foi lançado no exterior”, em 1999. Na obra, Frances Stonor Saunders narra em detalhes como e por que a CIA, durante a Guerra Fria, financiou artistas, publicações e intelectuais de centro e centro-esquerda, num esforço para mantê-los distantes da ideologia comunista. Cheia de personagens instigantes e memoráveis, entre eles o ex-presidente brasileiro, “esta é uma das maiores histórias de corrupção intelectual e artística pelo poder”.

“Não é segredo para ninguém que, com o término da Segunda Guerra Mundial, a CIA passou a financiar artistas e intelectuais de direita; o que poucos sabem é que ela também cortejou personalidades de centro e de esquerda, num esforço para afastar a intelligentsia do comunismo e aproximá-la do American way of life.

No livro, Saunders detalha como e por que a CIA promoveu congressos culturais, exposições e concertos, bem como as razões que a levaram a publicar e traduzir nos Estados Unidos autores alinhados com o governo norte-americano e a patrocinar a arte abstrata, como tentativa de reduzir o espaço para qualquer arte com conteúdo social.

Além disso, por todo o mundo, subsidiou jornais críticos do marxismo, do comunismo e de políticas revolucionárias. Com esta política, foi capaz de angariar o apoio de alguns dos maiores expoentes do mundo ocidental, a ponto de muitos passarem a fazer parte de sua folha de pagamentos”.

As publicações Partisan Review, Kenyon Review, New Leader e Encounter foram algumas das publicações que receberam apoio direto ou indireto dos cofres da CIA.

Entre os intelectuais patrocinados ou promovidos pela CIA, além de FHC, estavam Irving Kristol, Melvin Lasky, Isaiah Berlin, Stephen Spender, Sidney Hook, Daniel Bell, Dwight MacDonald, Robert Lowell e Mary McCarthy, entre outros.

Na Europa, havia um interesse especial na Esquerda Democrática e em ex-esquerdistas, como Ignacio Silone, Arthur Koestler, Raymond Aron, Michael Josselson e George Orwell.

O jornalista Sebastião Nery, em 1999, quando o diário conservador carioca Tribuna da Imprensa ainda circulava em sua versão impressa, comentou em sua coluna que não seria possível resumir a obra em tão pouco espaço: “São 550 páginas documentadas, minuciosa e magistralmente escritas”, afirmou.

Fonte: Jornal Correio do Brasil

Golpe baixo. Marina propõe luto hoje no “Agita 13” da campanha de Dilma

Dinheiro Marina avião Eduardo

Quando Eduardo Campos morreu, acidentalmente em um desastre de avião, no dia 13 de agosto, Marina Silva foi a única que não respeitou os sete dias de luto, espontaneamente decretado por todos os candidatos a presidente da República.

No dia 14, ainda não recolhidos os restos do corpo de Eduardo no local do acidente, Marina já tinha mudado o CNJ da campanha, e transferido para uma nova conta, controlada por ela, mais de 2,5 milhões de reais.

Fez campanha eleitoral durante o velório e o enterro, e cambalachos para consolidar o lançamento do seu nome para substituir o de Eduardo, quando o PSB, partido criado por Miguel Arraes, tem socialistas ideologicamente credenciados.

Marina continua uma hospedeira no PSB, assim como incorporou Chico Mendes para realizar sua campanha presidencial em 2010, pelo Partido Verde, agora diz encarnar Eduardo Campos.

 

Marina foi do Partido Revolucionário Comunista

Marinacomunista

Marina não passa de uma biruta do aeroporto de Cláudio, o escravo. Já foi atéia, quando comunista, e virou católica, sendo noviça de um convento. Atualmente professa o fundamentalismo evangélico dos pastores Silas Malafaia e Marco Feliciano.

Leia em Wikipédia: “Ingressou no Partido Revolucionário Comunista (PRC), organização marxista e leninista que se abrigava no Partido dos Trabalhadores, então sob o comando do deputado José Genoíno“.

Apoiada por Lula, Marina se elegeu senadora do PT pelo Acre. E Ministra do Meio Ambiente no governo Lula.

Exonerada do ministério, abandonou o PT para criar o Partido Verde, e ser candidata a presidente. Saiu do partido que fundou, e  para se candidatar de novo a presidente, inventou de criar o Partido Rede, mas fracassou.

O candidato do Partido Verde é Eduardo Jorge.

Sem partido, Marina entrou no último dia permitido pela Justiça Eleitoral, para uma nova filiação partidária, apelando para o Partido Socialista Brasileiro, PSB, de Eduardo Campos, e contentando-se em ser candidata a vice.

 

Marina decretou hoje dia de luto

Cellus
Cellus

 

Marina lança hoje dia de luto pela morte de Eduardo quando tradicionalmente  o PT realiza o “Agita 13”

Marina Silva acaba de propor que se “estabeleça, hoje, um dia de trégua na campanha” ao lembrar da morte do então candidato do partido, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que completa um mês neste sábado (13).

”Hoje é um dia muito especial para todos nós. Neste dia, eu quero estabelecer um dia de trégua na campanha”, decretou Marina. Não se sabe se ela vai exibir o programa de sua campanha na televisão. Talvez se limite à propaganda fúnebre, explorando o cadáver de Eduardo.

Marina Silva também disse que é possível achar “pessoas de bem” em todos os partidos. Para ela, “foi preciso Eduardo Campos morrer para que todos os políticos e partidos reconhecessem o seu valor.”

“Esse dia é um dia simbólico para os partidos, para os candidatos do mesmo partido e de partidos diferentes. Então, em memória de Eduardo Campos ofereço neste dia a outra face. A face do diálogo, do respeito, de que acredito nas pessoas”, completou.

Marina costuma citar Jesus. Começou com a frase “ninguém é profeta em sua terra”, para explicar suas derrotas eleitorais no Acre.

Marina o partido deu sozinho. E Neca para o povo

 

AGITA 13 

Marina foi do PT, sabe que, historicamente, no dia 13 de setembro, seu antigo partido realiza o “Agita 13”.

O dia de luto de Marina é um golpe sujo. Que ela não vai parar a campanha hoje. Nem parou nos dias 13, 14, 15, 16, 17, 18 e 19 de agosto.

Registra o portal do PT: “Chegou o #Agita13!, nosso grande dia de mobilização nacional pela reeleição de Dilma. Tem eventos espalhados pelo Brasil inteiro, e você pode conferir o mais proximo de você usando nosso mapa interativo (veja aqui).

É claro que Dilma não podia ficar de fora da programação. Ela passará o sábado em Minas Gerais, sua terra natal, e participa de dois grandes eventos muito especiais. Pela manhã, Dilma estará em Nova Lima para o Ato pelo Dia Nacional de Promoção da Igualdade Racial. No evento, Dilma vai apresentar seus 13 compromissos com o segmento, documento desenvolvido em parceria com diversos movimentos sociais. O Ato acontece na Praça do Rosário e começa às 10h.

Logo depois, Dilma vai para Belo Horizonte e participa de um novo ato, agora com a Juventude. O grande encontro será em Belo Horizonte, na praça Nova Pampulha. A chegada de Dilma está prevista para as 16h, mas desde as 11h há atividades no local”.

 

Mario
Mario

 

Papa Francisco denuncia a decadência moral, não apenas na política, mas na vida financeira ou social

 Kike Estrada
Kike Estrada

 

“Eu acho que é difícil permanecer honesto na política. Há pessoas que gostariam de fazer as coisas de modo claro, mas, depois, é como se elas fossem engolidas por um fenômeno endêmico, em vários níveis, transversal. Não porque seja a natureza da política, mas porque em uma mudança de época os impulsos para certo desvio moral se fazem mais fortes”. Foi o que disse o Papa Francisco em uma longa entrevista publicada neste fim de semana pelo jornal romano “Il Messaggero”.
“Hoje o problema da política é que ela se desvalorizou, arruinada pela corrupção, pelo fenômeno do suborno, disse o Santo Padre. “A corrupção é, infelizmente, um fenômeno mundial. Há chefes de Estado que estão na prisão por causa disso. Eu me questionei muito, e cheguei à conclusão de que muitos males crescem, especialmente durante as mudanças epocais. Estamos experimentando não tanto uma época de mudanças, mas uma mudança de época”, que “alimenta a decadência moral, não apenas na política, mas na vida financeira ou social”.
O Papa aborda também o tema da exploração sexual de crianças. “Isso me faz sofrer. Para alguns trabalhos manuais são usadas crianças porque elas têm as mãos menores. Mas as crianças são também exploradas sexualmente”. Os “idosos” “que abordam prostitutas com menos de 15 anos na rua “são pedófilos”, afirma Francisco, acrescentando “que esses problemas podem ser resolvidos com uma boa política social”. Nisso a política deve responder de modo concreto. Por exemplo, com os serviços sociais que acompanham as famílias, acompanhando-as para saírem de situações difíceis”.
Falando da pobreza disse que, “os comunistas nos roubaram a bandeira. A bandeira dos pobres é cristã. Pobreza está no centro do Evangelho. Marx não inventou nada”, disse Bergoglio. “Quem tem fome posso ajudá-lo para que não tenha mais fome, mas se ele perdeu o emprego e não consegue encontrar mais trabalho, tem a que ver com outra pobreza. Não há mais dignidade”, reflete Francisco. “Talvez possa ir à Caritas e levar para casa um pouco de comida, mas experimenta uma pobreza muito grave que destrói o coração. Muitas pessoas vão ao refeitório da Caritas em segredo, e cheias de vergonha levam para casa um pouco de comida. A sua dignidade é progressivamente empobrecida, vivendo em um estado de prostração”.
A crise econômica é uma das causas da baixa taxa de natalidade, que “não depende apenas de uma deriva cultural guiada pelo egoísmo e o hedonismo”, acrescenta Francisco, segundo a qual o elevado gasto com os animais de estimação é “outro fenômeno de degradação cultural. Isto porque a relação afetiva com o animal é mais fácil, mais programável. Um animal não é livre, enquanto ter um filho é algo complexo”.
Falando sobre a Igreja, o Papa explica que não decide sozinho. “Graças a Deus eu não tenho nenhuma Igreja, sigo Cristo. Eu não fundei nada. Do ponto de vista de estilo eu não mudei de como eu era em Buenos Aires, afirma Bergoglio. Sobre o programa, no entanto, sigo o que os cardeais pediram durante as congregações gerais antes do Conclave. O Conselho dos oito cardeal – continua o Papa – foi pedido para que ajudasse a reformar a Cúria. O que que não é fácil, porque se dá um passo, mas depois emerge que é preciso fazer isto ou aquilo, e se antes havia um dicastério, em seguida, se tornam quatro. As minhas decisões – conclui Franciso – são o resultado das reuniões pré-Conclave. Eu não fiz nada sozinho”. (SP-Messaggero)

Papa Francisco: “A Igreja tem que voltar a ser uma comunidade do povo de Deus”

Miguel Villalba Sánchez (Elchicotriste)
Miguel Villalba Sánchez (Elchicotriste)

Sempre com ele

GIOVANNI MARIA VIAN

A segunda visita na Itália do seu primaz, o bispo de Roma que veio “do fim do mundo” o qual escolheu o nome do santo de Assis, visitou outra ilha depois de Lampedusa. Aquela viagem, primeira do Pontificado, a uma das periferias mais dramáticas do nosso tempo tinha querido expressar com uma força evidente a atenção ao fenómeno mundial das migrações. De modo análogo durante o dia passado em Cagliari o Papa Francisco disse palavras que foram muito além dos confins da Sardenha.

Tendo chegado a Nossa Senhora de Bonaria como que para pagar uma dívida do coração, o Pontífice falou de facto da falta de trabalho e de uma organização social cada vez mais desumana, de solidariedade e da crise epocal que difunde o veneno da resignação. E fê-lo com eficácia extraordinária, não como “um empregado da Igreja que vem e vos diz: Coragem! Não, não quero isto! Gostaria que esta coragem viesse de dentro e me estimulasse a fazer tudo como pastor, como homem”. Para enfrentar “com solidariedade e inteligência este desafio histórico”, acrescentou.

Quem ouviu estas palavras compreendeu que o Papa Francisco reza, age e fala como um cristão e como um homem que se põe em questão. Com efeito, enfrentou o drama alastrador constituído pela falta de trabalho fazendo antes de tudo uma confidência, quando falou da grande crise dos anos trinta e da sua família de emigrantes italianos na Argentina: “Não havia trabalho! E eu ouvi, na minha infância, falar deste tempo, em casa. Eu não o vi, ainda não tinha nascido, mas senti dentro de casa este sofrimento”.

L’Osservatore Romano noticia:

Concentrou-se em pouco mais de dez horas densas de encontros a visita do Papa Francisco a Cagliari, onde no domingo 22 de Setembro foi acolhido com calor e entusiasmo por quase quatrocentas mil pessoas de toda a Sardenha. O dia foi significativamente aberto pelo encontro com o mundo do trabalho. Num contexto marcado por um dramático desemprego, sobretudo juvenil, o Pontífice recordou que “quando não há trabalho não há dignidade”, consequência de “um sistema económico que tem no centro um ídolo”, o dinheiro. E o tema da falta de trabalho voltou durante a missa celebrada diante do santuário de Nossa Senhora de Bonaria: no início da homilia o Pontífice falou do “direito de levar o pão para casa” e disse que a Virgem ensina a ter um olhar que acolhe: doentes, abandonados, pobres, distantes, jovens em dificuldade.

De tarde, na catedral, ao encontrar-se com quantos são assistidos pela Igreja, o Papa alertou contra o risco de que, numa sociedade dominada pela cultura do descarte, a palavra “solidariedade” seja “cancelada do dicionário” porque “incomoda”. Enquanto que, no encontro seguinte com o mundo da cultura, falou da crise – definida “de mudança epocal” – como perigo e como oportunidade. Por fim, aos jovens o Papa Francisco pediu para não dar ouvidos a quantos “vendem morte”, nem desanimar face às falências e dificuldades. Que confiem só em jesus. Que se abram a Deus e aos outros, na fraternidade, na amizade e na solidariedade.

O ESMOLER DO PAPA

O Papa Francisco foi explícito quando lhe confiou o novo encargo: «Não serás um bispo de secretária, nem te quero ver atrás de mim nas celebrações. Quero-te sempre no meio das pessoas. Tu deverás ser o prolongamento da minha mão para levar uma carícia aos pobres, aos deserdados e aos últimos.

Em Buenos Aires com frequência saia para ir ao encontro dos mais pobres. Agora já não posso: é difícil sair do Vaticano. Então tu fá-lo-ás por mim, serás oprolongamento do meu coração que os alcança e lhes leva o sorriso e a misericórdia do Pai celeste». E  a partir daquele dia, desde quando o Pontífice lhe comunicou a decisão de o nomear seu esmoler – decisão  publicada a 3 de Agosto – padre Konrad  Krajewski («padre» é o único título com que gosta de ser chamado) vai a toda a parte  da cidade  e os arredores para levar a solidariedade do bispo de Roma às periferias mais degradadas e desesperadas. Já começou a visitar os hóspedes de alguns lares para a terceira idade. «Enche-me de alegria – diz-nos – saber que agora quando abraço um desses nossos irmãos mais necessitados   lhe transmito todo o calor, o amor e a solidariedade do Papa. E ele, o Papa Francisco, com frequência me pede o balanço.  Quer saber».

«O Papa quer que  eu tenha contacto directo com eles, que os encontre nas suas realidades existenciais, nos refeitórios, nas casas de acolhimento, nos lares ou nos hospitais. Cito-lhe um exemplo. Se alguém pedir ajuda para pagar uma conta, é melhor que eu vá, se possível, a sua casa levar pessoalemte o auxílio, para fazer compreender que o Papa, através do esmoler, lhe está próximo; se alguém pede ajuda porque se sente sozinho e abandonado, devo correr até ele e abraçá-lo para lhe fazer sentir o afecto do Papa, portanto da Igreja de Cristo. Ele gostaria de o fazer pessoalmente, como fazia em Buenos Aires, mas não pode. Por isso quer que eu faça por ele».

E isto sem descuidar a actividade caritativa normal, que se traduz em muitos pequenos gestos diários realizados no silêncio e na mais absoluta discrição nos escritórios da Esmolaria no Vaticano. «Pequenos gestos – disse – que contudo abrangem mais de 6.500 pessoas por ano. Índice de uma pobreza muitas vezes vivida no escondimento e no anonimato, que infelizmente nestes últimos tempos começou a afligir também regiões e categorias de pessoas que até  há pouco tempo gozavam de um certo bem-estar»

 Mario Ponzi
OBAMA E O PAPA FRANCISCO
Nota do redator deste blogue: O Papa afirmou que nunca foi direitista. Ele era assim considerado, por muitos, inclusive na Argentina.
Agora pretendem que seja da esquerda. Não existe esta opção: quem não é direitista é comunista.

O presidente Obama, que já foi chamado de comunista, confessa está “impressionado” com a “humildade” do Papa Francisco. “Me senti enormemente impressionado com as declarações do Papa. Não sobre um tema em particular, mas porque primeiro é alguém que encarna os ensinamentos de Cristo”. E acrescentou: Tem uma “humildade incrível, um sentido de empatia pelos menos favorecidos, os pobres. É alguém que pensa em atrair as pessoas, e não em afastá-las, em encontrar o que têm de bom.

Este espírito, este sentido de amor e unidade, parece se manifestar não apenas no que diz, mas também em seus atos. É uma qualidade que admiro de parte de qualquer dirigente religioso”, concluiu Obama, que luta por uma importante reforma do sistema de saúde dos Estados Unidos.

A DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA E O COMUNISMO

Reclamam que o Papa Francisco fala demasiado. Que é um “papagaio”. Quem seja, um papagaio das palavras de Jesus.

Publica o Jornal A República, Espanha:

El Papa Francisco vuelve a hacer declaraciones sorprendentes que están desconcertando a propios y a extraños, pero que en cualquier caso no están gustando al ala más conservadora de la Iglesia, desde donde ya se dice que “más que un Papa es un papagayo”. Esta vez ha sido en unas declaraciones al diario italiano La Repubblica,  tras las que deja traslucir una visión de la Iglesia católica muy alejada de lo que es. Los teletipos reproducidos por varios medios destacan que ha arremetido contra la Curia, a la que ha llamado “la lepra del papado”  “La Iglesia tiene que volver a ser una comunidad del pueblo de Dios y los presbíteros, los párrocos y los obispos deben estar al servicio del pueblo de Dios”, asegura también el papa Jorge Bergoglio, alertando de que “la Iglesia han sido a menudo narcisistas, adulados por sus cortesanos” y “la Corte es la lepra del papado”.

En la entrevista explica que de joven en la universidad tuvo una estrecha relación “de respeto y amistad” con una profesora que era “comunista ferviente”, una mujer que fue “después arrestada, torturada y asesinada” por la dictadura argentina. Explica  que el “materialismo” marxista no le atrae pero que conocer el comunismo “a través de una persona valiente y honesta me ha sido útil, he entendido algunas cosas, un aspecto de lo social, que después reencuentras en la doctrina social de la Iglesia”.

Preguntado sobre si ve “justo” que Juan Pablo II combatiese la teología de la liberación tan presente en América Latina, señala  que “ciertamente daban un sesgo político a su teología, pero muchos de ellos eran creyentes y con un alto concepto de humanidad”.

“El clericalismo no debería tener nada que ver con el cristianismo”

El entrevistador  bromea con el Papa diciéndole que aunque no es anticlerical, se vuelve así “cuando encuentro un clerical”, a lo que  Francisco ironiza: “Eso me pasa a mí también. Cuando estoy ante un clerical me vuelvo anticlerical de golpe. El clericalismo no debería tener nada que ver con el cristianismo. San Pablo, que fue el primero que habló a los gentiles, a los paganos, a los creyentes de otras religiones, fue el primero en enseñárnoslo”.

Lembrando o senador Luiz Carlos Prestes, o mais votado de todos os tempos

por Carlos Chagas
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Pena que os jornalões tenham dedicado pouco ou nenhum espaço à sessão de quarta-feira passada, no Senado, quando foi simbolicamente devolvido o mandato de senador a Luiz Carlos Prestes. Sua família, presente, teve na voz de sua viúva, D.Maria, o eco de uma reparação que já fazia tardar.

Prestes senador

Foi o senador mais votado do país, proporcionalmente, em todos os tempos. Eleito pelo Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em dezembro de 1945, meses depois de libertado após nove anos de prisão infame, encontrou forças para receber 150 mil votos e reorganizar o Partido Comunista, junto com 14 deputados federais eleitos em todo o país.

Curvou-se agora o Senado ao Cavaleiro da Esperança, depois de haver cassado seu mandato em nome do que de mais reacionário existia entre nós, o preconceito ideológico. Na mensagem em que sancionou a lei restabelecendo ainda que tardiamente o mandato de Prestes, a presidente Dilma reconheceu o erro do passado.

SOCIALISMO

Não é preciso concordar com todas as ideias do senador para reverenciá-lo por setenta anos de lutas e perseguições, sofrimento e afirmação de permanente confiança no socialismo. Foi na maior epopeia de resistência contra as oligarquias que ele passou a conhecer o Brasil. Era apenas um rebelde, junto com outros tenentes,apesar de ser capitão, que por 32 mil quilômetros e não 25 mil, mais 1.500 homens, percorreu o interior e tomou conhecimento da miséria que nos assolava. Tornou-se comunista durante aquela cavalgada, ainda que só anos mais tarde tomasse conhecimento da teoria marxista-leninista.

Negou-se a assumir o comando militar e político da Revolução de Trinta, ciente de tratar-se de um movimento burguês que apenas serviria para mudar os personagens da mesma farsa social. Exilado na União Soviética, retornou em 1935, iludido pelas falsas informações de estar o Brasil preparado para a revolução proletária.

Malograda a tentativa, preso, viu-se vítima de uma perseguição pessoal por parte de Filinto Muller, ex-tenente da coluna Prestes condenado à morte pelo próprio comandante, por haver-se apropriado de recursos do movimento rebelde. Fugiu o traidor, tornando-se depois chefe de polícia do governo implantado com a vitória dos revoltosos burgueses. Foi a hora da desforra contra seu antigo chefe, que manteve em condições piores do que as concedidas a animais em cativeiro, conforme Sobral Pinto, seu advogado.

Tropas da polícia especial de Filinto conduz Prestes preso
Tropas da polícia especial de Filinto conduz Prestes preso

Foi em 1945, com o fim da ditadura do Estado Novo e a democratização, que o povo do então Distrito Federal o conduziu ao Senado. Durou pouco o sonho de um país livre. As forças reacionárias cassaram o registro do Partido Comunista, em 1947,e o mandato de seus parlamentares, inclusive Prestes, em 1948.

CLANDESTINIDADE

De novo na clandestinidade,voltou à União Sovietica, de lá retornando em 1958, no governo Juscelino Kubitschek, quando suspensa a proibição de funcionamento do Partido Comunista. Participou da campanha do marechal Henrique Lott a presidente da República,em 1960, derrotado por Jânio Quadros. Integrou-se à luta de Leonel Brizola em favor da posse de João Goulart na presidência da República. Com seu partido, formou ao lado da campanha pela reformas de base, sendo surpreendido com o golpe militar de 1964, que o levou novamente à clandestinidade.

Na lista dos procurados, vivo ou morto, novo período de exílio, mas sem deixar de opinar e de participar, mesmo de longe, dos anos de chumbo do regime então instaurado. Com a anistia no início dos Anos Oitenta, retornou outra vez nos braços do povo, de novo reorganizando o Partido Comunista, como seu Secretário-Geral.

Já encanecido, entrado nos oitenta anos, mais uma armadilha da vida. Viu-se traído pelos companheiros que tinha amparado, destituído da direção do partido e em seguida expulso, por insistir na doutrina inflexível do socialismo. Não compactuou com anões. A natureza seguiu seu curso e apenas agora o Brasil lhe faz justiça.

prestes o velho